Monotrilho será novo Minhocão, mas tudo muito “moderno”

 

Vista do Minhocão

 

Compradores de apartamentos surpreendidos, donos de casas assustados e proprietários de comércios desapontados foi o que o início das obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro, do Metrô, na zona Sul de São Paulo, provocou, como se constata em reportagem de domingo, no caderno Cotidiano, da Folha de São Paulo. Com o título “Monotrilho deve gerar efeito ‘minhocão’ na vizinhança” não há dúvidas sobre o que o repórter Eduardo Geraque tenta chamar atenção. Quem conhece o centro de São Paulo e a degradação que o Elevado Costa e Silva, vulgo Minhocão, provocou na região sabe bem o risco que se corre. Êpa, pera aí ! Na nota que o Metrô enviou para o jornalista, lê-se explicações tranquilizadoras. A começar pela tecnologia que vai ser usada no monotrilho, moderna, com trens silenciosos e sistema de escurecimento dos vidros dos vagões – assim, o morador do terceiro andar, não deve ter medo de ser visto saindo do banheiro de toalha -pensei eu, imediatamente. Mais adiante, no texto, um morador, também usando o “moderno” como consolo, diz que ouviu falar que será feito até um bulevar por isso vê com bons olhos a obra. Os nóias que tomam às margens do riacho da Avenida Roberto Marinho – e não aparecem na reportagem – devem estar batendo palmas, também. Ganharão, até 2014, excelente área de diversão, segura e protegida das intempéries para o livre consumo de drogas. Terão direito a abrigo e espaço privilegiado para dormirem, encostados nas pilastras da construção, como já acontece no Minhocão original que, quem diria, se transformou em fonte inspiradora de engenheiros do Metrô paulista. Mas, claro, bem mais moderno.

10 comentários sobre “Monotrilho será novo Minhocão, mas tudo muito “moderno”

  1. O monotrilho não é soluçao para o transporte publico.Ele é de media capacidade e o pior: não tem integraçao com onibus e nem metro. Um absurdo isso, todos os especialistas condenam esse tipo de transporte, pois ja foi provado no mundo que serve apenas para turismo, e nao para cidades populosas como Sao Paulo.Imaginem, voce vai ter que sair do seu onbus e subir 3 ou 4 lances de escadas rolantes (15 mtrs o equivalente ao 5o andar de um predio) para ficar esperando o trem que tem capacidade apenas de 400 pessoas,( enquanto o metro subterraneo tem capacidade para 2000).
    E o poior do impacto ambiental alem do minhocao de 18 kms,’sao as estaçoes, suspensas a 15 mtrs , DE UM EM UM KILOMETROcom tudo o que uma estçao tem que ter, escadas e esteiras rolantes, escada de incendio, banheiros, bilheteria, segurança,etc. POBRE SAO PAULO!!!!! Que peguem esta verba e façam o que der em metro subterraneo!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Milton…

    Em seu comentário hoje na CBN e aqui no blog fica claro que está havendo um conflito de interesses entre do grupo dos contrários ao sistema de monotrilho e dos favoráveis. Alias, isso ninguem se preocupou em ouvir… em procurar pessoas que não sao ligadas ao Metro e favoraveis ao modal.

    Procurar os dois lados sempre é bom. Sei de gente que investiu recentemente 100 mil para reformar uma casa que será desapropriada. A pessoa é favoravel ao monotrilho

  3. Caro Sr. Milton
    Moro na região do Morumbi. É com profunda tristeza que vejo pessoas como o Sr. desinformarem a população. O Sr. mora na região do Morumbi ou tem contato com os moradores, sei disso. Sabe que monotrilho não tem nada a ver com minhocão, sabe que não será possível se abrigar em baixo do mesmo, pois é vazado, mas preferiu ignorar. “Especialistas” a favor e contra há vários, outro dia ouvi um professor da USP falando favoravelmente à obra, mas claro, na Rádio Bandeirantes. O sr. sabe que a ligação será boa, que no morumbi há um desastre urbano e que meia duzia fala em nome da população. Para o povão sobra o busão e falta de informação. O que vai ficar feio no morumbi? a quadra de tênis de um condomínio do Panamby. Paraisópolis não ficará mais feia por causa disso, aqueles terrenos abandonados atrás do Colégio Porto Seguro darão lugar à perimetral, que só exisitirá por causa do monotrilho. A Jorge João Saad é uma avenida horrível, com aquela praça em frente ao São Paulo abandonada. Estranho que essa avalanche de matérias como a sua, da Folha SP e Estadão saiam ao mesmo tempo, sem contraditório, só encontrem “especialistas” contrários, quando há vários se manifestando favoravelmente. Triste, porque o senhor tem ligações com o Morumbi e sabe a situação de quem enfrenta o ônibus e o trânsito ou, pelo menos, deveria saber. Infelizmente, a imparcialidade e o espaço para a diversidade de opiniões somem de vez em quando…

  4. Prezado Milton Jung,

    O presidente e fundador do Partido Trabalhista Brasileiro (PRTB), Levy Fidelix, que o metrô de São Paulo será o mais caro do mundo. Segundo ele, será gasto cerca de R$ 12 bilhões para 15.6 km, indo da região de Higienópolis até Brasilândia. “Serão 15 estações, ou seja, R$ 850 milhões o quilômetro. Para ter um quilômetro a R$ 850 milhões, seria melhor você botar ouro ali para o povo pegar”, afirmou. Levy disse ainda que a implantação do Aerotrem custa cerca de 40 milhões de dólares o quilômetro – o que equivale a R$ 80 milhões. Trata-se de 10% do valor gasto com o metrô de São Paulo. “Nós vamos fazer 40 quilômetros do Aerotrem por R$ 6 bilhões e vamos fazer apenas 15 quilômetros de metrô por R$ 12 bilhões, ou seja, o dobro do valor. É possível entender?”, questionou.

    Levy Fidelix criticou ainda o projeto da obra, que prevê a construção de 20 escadas – o equivalente a um prédio de 58 andares na região de Higienópolis. Segundo ele, esta etapa da obra é desnecessária, já que não há como uma pessoa subir uma escada deste porte. “Alguém vai subir 20 escadas? Esse projetista é maluco. Isso é atentar contra a inteligência do povo de São Paulo”, afirmou. “Eu não estou contra o metrô, estou contra a modalidade do metrô neste momento. Nós temos que crescer a linha do Aerotrem para desafogar esta cidade”, concluiu.

    Prezado Milton Jung,

    neste país, nada se cria,mas tudo se copia. E ainda diziam que Levy Fidelix, era um sonhador: o sonho que virou realidade !!!

    Abraços de quem o admira e lhe quer muito bem,

    Nelson Valente

  5. Prezado Milton, realmente o monotrilho é uma péssima solução para a caótica mobilidade de São Paulo. Um transporte que fracassou onde foi implantado, salvo em parques de diversões como a Disney e terminais de aeroportos. Porém, para uma cidade, onde a demanda é enorme, como São Paulo, o monotrilho é totalmente obsoleto! Moro no Morumbi, e esse tipo de transporte não ajudará nada na região, já saturada. Este projeto que liga o aeroporto de Congonhas ao estádio do Morumbi, era para a Copa de 2014, não haverá mais Copa neste estádio. Este trenzinho eleitoreiro, fruto do governo estadual, irá causar sim, um impacto ambiental enorme no bairro. Veja bem, não somente no bairro, mas aonde passar! Esta cidade carece de áreas verdes, áreas permeáveis. Esse minhocão moderno só irá destruí-las. Sob ele, certamente vendedores ambulantes, usuários de drogas se instalarão e a violência, consequentemente aumentará. Nós, moradores do bairro do Morumbi, e da cidade de São Paulo, queremos e merecemos um transporte público de qualidade, queremos que nosso dinheiro seja gasto em algo sério, e não nesta piada de mal gosto. Nós queremos e merecemos o METRÔ!! Obrigada.

  6. Olá, moro na região do Brooklin e realmente me preocupo muito com o consumo de drogas na região. Não passo mais na rua que sobe ao lado do viaduto da Vereador José Diniz sobre a Jornalista Roberto Marinho com medo dos usuários de drogas que vivem ali. Quanto ao monotrilho não me importa muito sua beleza mas sua funcionalidade. Todos esses prédios que estão sendo construídos por aqui já estão tornando o bairro um caos e não vão me ajudar em nada…

  7. A quem servira este transporte?
    Como morador da Vila Andrade vejo que o bairro sofre de dois problemas no transporte. 1) as ruas da regiao sao o caminho de passagem dos que buscam chegar a marginal pinheiros, e aos acessos ao centro de Sao Paulo;
    2) para os moradores da regiao, seria muito mais importante um transporte rapido que ligasse as estacoes de metro, como da vila Sonia, ou mesmo que a linha lilas realmente seja finalizada com uma ligacao de qualidade com as outras linhas do metro.
    O monotrilho conforme planejado em nada resolvera o transporte da regiao, com impactos potencialmente negativos para quem escolheu, o entao, verde bairro para viver, e que aos poucos ve se transformar numa continuacao da cinza cidade de Sao Paulo.
    A quem servira esta obra? Nao esta na hora de pensar Sao Paulo como um cidade que precisa melhorar os espacos publicos para se viver, ao inves de inutilizar os que ainda possuimos.

  8. A capacidade do Monotrilho previsto para a linha 15-Prata, que é considerado o maior do mundo para carruagens com largura de 3,15m (standard), e comprimento da composição total de ~90m, é de ~1000 pessoas, contra para a mesma largura, porém com comprimento de ~132m é de ~2000 pessoas para o Metrô, significando com isto que a capacidade do metrô é o dobro do monotrilho, trafegando na mesma frequência, podendo ser considerado de média demanda.

    Este monotrilho da linha 15-Prata, Ipiranga, Vila Prudente, Cidade Tiradentes irá trafegar em uma região de alta demanda na zona Leste, maior do que as linhas 4-Amarela, 5-Lilás e a futura 6-Laranja, e já corre o risco de já nascer congestionado, além de ser uma tremenda incógnita, quando ocorrer uma avaria irá bloquear todo sistema, como deverá ser feita a movimentação e o socorro, pois trafegam em média a 15m do piso.

    A melhor opção seria o prolongamento da linha 2 Verde, com bifurcação em “Y” na estação Vila Prudente, com a previsão da futura linha para Vila Formosa, e até São Mateus e a partir daí seguir em monotrilho, até a cidade Tiradentes, mas como as obras já estão começadas, a estação terminal deveria ser no terminal rodoviário do Sacomã, e não em Vila Prudente, que basicamente será uma estação de transbordo.
    (Nota: Recentemente para remediar a estação terminal será na estação Ipiranga da CPTM).

    Nem conseguiram acabar com o caos da estação da Luz, e já estão “planejando” outros inúmeros transbordos na nova estação Tamanduateí com as linhas 10 Turquesa, 2 Verde, e os monotrilhos Expresso ABC e Expresso São Mateus Tiradentes, com um agravante, de que as plataformas da estação Tamanduateí são mais estreitas que a Luz, e não satisfeitos, já prevendo a expansão em linha reta em monotrilho, é assim nas linhas 2 Verde e o projeto da linha 6-Laranja com transbordo obrigatório caso os usuários desejem prosseguir viagem, fazendo que os usuários tenham que fazer múltiplos transbordos provocando enorme desconforto.
    O Metrô de São Paulo, projetou linhas de metrô, utilizando rodeiros e trilhos convencionais, em bitolas e tensões diferentes, numa atitude insensata, bloqueando as possibilidades de bifurcação e interpenetração em “Y” como as muitas facilidades existentes como as composições da CPTM provenientes da Luz, que possuem a opção de rumarem para o ABC, ou para a zona Leste, e no metrô Rio após a estação presidente Vargas, no qual os usuários tem a opção de apanhar a composição que se dirige ao Estácio, ou Cidade Nova entre outras inúmeras facilidades, isto foi possível porque o Metrô Rio uniformizou a tensão e a bitola de todas suas linhas em 1,6 m, algo que não aconteceu em São Paulo.

  9. Pingback: O Minhocão do hexa | Mílton Jung

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