Conte a sua história de São Paulo

 

Livro Conte Sua História de SP

 

Minha história com São Paulo começou em 1991 quando cheguei aqui para trabalhar em televisão. Foi aqui que voltei ao rádio, em 1998, para ser âncora na rádio CBN. Por todo este tempo, seja transmitindo notícias seja relatando casos de moradores, sempre contei histórias de São Paulo, mas foi em 2006 que passei a fazer isto de maneira formal com a criação de um quadro no programa CBN SP em homenagem aos 452 anos da capital paulista. O Conte Sua História de São Paulo transformou-se em livro, ganhou depoimentos gravados e a parceria do Museu da Pessoa, e se reforça a cada novo aniversário.

 

Neste mês de janeiro, convidamos você a escrever mais um capítulo da nossa cidade. Envie um texto contando momentos que marcaram sua vida, lembranças da escola, dos amigos, da rua em que viveu. Relate fatos curiosos, divertidos ou emocionantes que viveu na capital paulista. Estas histórias serão levadas ao ar na CBN, dez delas às vésperas do aniversário de 459 anos de São Paulo, de 14 a 25 de janeiro, dentro do Jornal da CBN. As demais farão parte do Conte Sua História de São Paulo, aos sábados, no CBN SP, no decorrer do ano.

 

Sua história pode ser enviada para o e-mail milton@cbn.com.br ou se você quiser compartilhar desde já com os raros e caros leitores deste blog, não se acanhe, escreva e depois divulgue na área destinadas aos comentários deste post.

 

Vamos escrever juntos mais uma história de São Paulo.

5 comentários sobre “Conte a sua história de São Paulo

  1. Eu sei que este começo não será nada comum para a série “Conte a sua História”, mas tenham paciência, o final justificará o começo:
    Eu não entendo como ainda não prenderam o Paulo Maluf. É um desperdício de tempo tentar descobrir dinheiro escondido em algum paraíso fiscal. A prova do maior crime que ele cometeu está bem à vista de todos os paulistanos: o Elevado Costa e Silva, mais conhecido por “Minhocão”. O pior atentado urbanístico que a cidade São Paulo sofreu no século XX.
    Hoje quem passa pela região de Santa Cecília e arredores e vê o estado de degradação não tem idéia que lá já foi um local sofisticado. Durante um período da minha infância morei na Barra Funda e meu pai trabalhava na Rua Rosa e Silva, uma travessa da Av. General Olímpio da Silveira. Ele nos levava nos fins de semana passear naquela região. Começávamos o nosso passeio na loja Clipper, o primeiro magazine a ter escadas rolantes no Brasil, do lado da Igreja de Santa Cecília. Íamos cortar o cabelo, sentados em pequenos Jeeps vermelhos, corte curto dos lados e topete saliente, que ficava duro com um produto que era passado com ajuda do pente. Depois o lanche, com direito um delicioso misto quente e sorvete. Satisfeitos, saíamos caminhando pelas ruas arborizadas onde senhoras elegantes traziam no colo cachorros pequineses, a raça da moda na época. Na Praça Júlio de Mesquita eu gostava de ficar procurando detalhes na fonte Monumental, que funcionava e ainda tinha as lagostas de bronze. Em dias de sol, os jatos d’água transformavam-se em múltiplos arco-íris. Perto dali, havia o cine Metro, onde a diversão era garantida nas manhãs de domingo com desenhos animados de Tom e Jerry. Confesso que mais de uma vez fiquei torcendo para que o gato finalmente pegasse o rato. De lá visitávamos a feira de numismática e filatelia da Praça da República.
    Passeávamos também pelos Campos Elísios, eu ficava admirado com os casarões, construções cheias de detalhes, de um tempo em que um mestre de obras tinha que ser um artista. Numa dessas casas havia várias camélias plantadas rente ao muro, exalando um aroma muito diferente do cheiro permanente de dejetos humanos que agora persiste. E não havia uma multidão de zumbis sem controle vagando pelas ruas.
    Fico imaginando se a minha cidade não tivesse sido profanada por aquela serpente de concreto e asfalto, se desde aquela época a opção fosse o transporte coletivo. Seria uma metrópole melhor e mais humana.
    Será que não aprendemos com os erros do passado?
    Esta é a minha triste história.

  2. Olá, Milton. Eu gostaria de ter uma estória alegre para contar sobre minha experiência em São Paulo. Não foi feliz, mas foi profundamente marcante para mim. Em agosto de 2008 saí de Goiânia com minha filha, que tinha uma má formação cardíaca, para uma consulta com o Dr. José Pedro, excelente cardiologista, na Beneficência Portuguesa. Me hospedei em um hotelzinho bem simples, pertinho do hospital. Tinha duas estrelas: minha irmã Raquel e eu. Na verdade uma pensãozinha, mas tinha lá sua dignidade. Tudo pra ficar bem perto do hospital, onde minha pequena Cecília passou por diversas cirurgias. Ficou um mês na UTI. Há detalhes muito dolorosos, que não convém aqui relatar, mas o que mais me marcou foi que ela ficava o tempo todo sedada e ligada a diversos aparelhos,que marcavam números insatisfatórios, mas quando eu me aproximava, duas vezes por dia, todos os números se normalizavam (pressão, batimentos, saturação, etc.), e quando eu cantava baixinho, ela mamava no tubo de oxigênio, como quem diz: mamãe, eu sei que você está aí, e eu também te amo. Os médicos explicavam tudo cientificamente. A minha voz, que ela conhecia, a reportava a sensações, que ativavam não sei o quê, blá, blá, blá. Pra mim não era nada daquilo, era puro amor. Foi então que eu descobri a presença de Deus dentro de mim. Eu entendi que Deus não está no fato, mas dentro de mim, no olhar que eu lanço sobre o acontecimento. Realmente, a ciência pode explicar a reação da minha bebê à minha presença. O que ela não explica é o fato de eu me sentir tão amada e realmente presenteada por aquela reação. Eu tinha medo que ela passasse por esta vida sem saber o quanto foi amada. Acho que ela soube naquele momento, e agora, de onde estiver, sabe mais ainda. Posso dizer que descobri Deus dentro de mim em São Paulo. Elizabeth Ribeiro, de Goiânia.

  3. Interiorana que sou, cheguei em São Paulo, vinda de São José do Rio Preto, aos 17 anos para fazer faculdade. Logo fui instruída pelo meu irmão mais velho a nunca sair sem minha carteira de identidade. Ele morava com dois amigos, interioranos como nós, eles também queriam me apoiar. Logo nos primeiros dias levei uma bronca porque devia saber todas as principais avenidas da região central da cidade. Boa aluna deixei a teoria contida nos mapas e parti para a execução. Decorava tudo mas quando ia da Rua da Consolação para o shopping Eldorado lia as placas: Av Paulista, Av Henrique Schaumann, Av Faria Lima e voltava concentrada no aprendizado: Av Faria Lima, Av Brasil, Av Paulista. Opa!!! Cadê a Av Henrique Schaumann? E na ida, cadê a Av Brasil? Caros Leitores foram algumas idas e vindas até aprender que “quarteirão” em São Paulo é “quadra” , quadras estas bastante diferentes do interior e que ruas ou avenidas aqui mudam de nome no meio do caminho! Porque mudam, isso eu ainda não entendi. Quanto à carteira de identidade, carrego comigo até hoje onde quer que eu vá. E sei o motivo.

  4. Que legal, Sueli. É incrivel esta sua paixão por São Paulo! E aqui você dá outra demonstração. Adorei o post. Muito legal. E com a minha participação.

  5. MORO NO SERTÃO MINEIRO (SALINAS TERRA DA CACHAÇA MAIS CARA DO MUNDO “HAVANA”), FUI CRIADO NO BAIRRO DA PENHA E ESTUDEI NO SANTOS DUMONT. ANOS MÁGICOS E MARAVILHOSOS!
    ME EMOCIONEI, LEMBREI-ME DO CLUBE ESPORTIVO DA PENHA,(ONDE PULEI MUITO CARNAVAL DE SALÃO), DA RUA ALANI HOJE FRANCISCO MELCHIORI, ONDE MOREI. TINHA UMA FUNDIÇÃO NA RUA DE CASA, A MOLECADA FAZIA PELADA O GANHADOR RECEBIA UMA JARRA DE K SUCO, ETÂ TEMPO BÃO, HOJE É O CENTRO ESPORTIVO DA PENHA.
    VELHAS TARDES, BELOS DIAS.
    VIVÍ AÍ DE TRES MESES AOS 22 ANOS.
    ADORO SP!

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