Mundo Corporativo: empresas precisam entender vantagens de contratar jovens pela lei do Aprendiz, diz Casagrande

 

 

“Todas as empresa que iniciam o programa, que gostam, não param mais, porque aqueles que já o fizeram, não encara mais como um problema, encara como uma solução no mundo do RH, no mundo do trabalho“ —- Humberto Casagrande, CIEE

O Brasil tem atualmente cerca de 420 mil pessoas beneficiadas pela Lei de Aprendizagem, que determina que empresas com 100 ou mais funcionários destinem de 5% a 15% das vagas a jovens de 14 a 24 anos. Humberto Casagrande, superintendente-geral do CIEE, calcula que se todas as empresas cumprissem a lei, o país teria 1,1 milhão de jovens aprendizes.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da CBN, Casagrande apresentou dados de pesquisa do Instituto Datafolha, com jovens que participam do programa Jovem Aprendiz, de responsabilidade do Centro de Integração Empresa Escola.

“É um programa transformador, porque o jovem neste momento da vida, ele tem pouca noção do mundo do trabalho, tem poucas perspectivas, normalmente não tem oportunidades, então está disponível para cosias que não são muito boas —- ele encontra uma razão muito forte no seu dia-a-dia, conhece como funciona uma empresa, a dinâmica de uma empresa, como a dinâmica empresarial se desenvolve e tem contato com instrutores para ter orientação de vida e de caráter —- as pesquisas que fazemos mostram que é transformador na vida do jovem fazer este programa, só lamentamos não termos mais vagas”.

Conforme pesquisa, 53% dos jovens seguem trabalhando depois do programa e 25% deles são contratados na própria empresa, que têm a oportunidade de formar seus quadros gerenciais do futuro. Além disso, lembra Casagrande, as empresas renovam suas ideias a partir da inserção de pessoas mais jovens, aumentando a diversidade geracional.

 

Os candidatos do Programa Jovem Aprendiz, do CIEE, participam de cursos de capacitação que focam noções de cidadania, relacionamento no mundo do trabalho e desenvolvimento de sua personalidade.

“Existem muitas oportunidades para aprender, estudar e melhorar. O mundo será daqueles que se capacitarem, tiverem visão de negócio. E entenderem que é possível. A autoestima deve ser elevada e todos nós podemos conseguir as coisas e chegar lá”

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook e na conta @CBNoficial do Twitter. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN e aos domingos, às 22 horas, em horário alternativo.

2 comentários sobre “Mundo Corporativo: empresas precisam entender vantagens de contratar jovens pela lei do Aprendiz, diz Casagrande

  1. Bom Dia
    Sou da geração que você entrava em uma empresa como aprendiz, e em seis meses já estava registrado como auxiliar, tinha 15 anos, dois anos depois comandava uma equipe de 15 pessoas
    isso na década de 70, acho muito importante esta lei…

  2. Gostaria de fazer um correção numa informação constante dessa matéria: não é preciso a empresa ter 100 empregados para ser obrigada a contratar aprendizes. Todas as empresas de médio e grande porte (com 7 empregados ou mais exercendo funções que demandem formação profissional) são obrigadas a contratar aprendizes.
    A regra de 100 empregados à lei da cota de PCD (que obriga as empresas a contratares pessoas com deficiência (mas tema não é objeto da matéria).

    Na Lei de Aprendizagem, o critério de exigibilidade está relacionado o porte da empresa (que não tem a ver com o numero de empregos e sim com o faturamento da empresa).
    É importante registrar que o que define o porte da empresa não o numero de empregados e sim o seu faturamento anual.
    Se a empresa é de médio ou grande porte e tem de 7 a 20 empregados exercendo funções que demandem formação profissional é obrigada a contratar um aprendiz; a partir do 21º empregado, a empresa é obrigado a contratar mais um aprendiz. A partir do 41º empregado ela é obrigada a contratar o 3º aprendiz, e assim sucessivamente (um aprendiz a cada 20 empregados). Explicando melhor: de 7 a 20 empregados – 1 aprendiz: de 21 a 40 empregados – 2 aprendizes; de 41 a 60 empregados – 3 aprendizes. Essa relação (um aprendiz para cada 20 empregados corresponde à cota mínima de 5% previsto na lei).

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