No varejo, sucesso não tem padrão, mas precisa de visão

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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Loja Pop Up da Tiffany em Los Angeles (Foto Divulgação)

 

No auditório da Casa Petra, em São Paulo, dia 20, a ALSHOP reuniu um conjunto de especialistas com o propósito de expor as tendências para o varejo, revisitando o passado e cotejando o presente.

 

A adaptação às mudanças, a obrigação de acompanhar a sua velocidade que vem aumentando gradativamente e a necessidade de ter a capacidade de visualizar o futuro, são itens necessários para participar do jogo atual dos negócios. Mas insuficientes para obter sucesso, cujo caminho não pode ser padronizado.

 

O sucesso depende de recursos criativos, emotivos, objetivos, e alguns, surpreendentes, como buscar problemas e não se afastar deles ou errar e errar de novo. Entendendo também que os clientes procuram benefícios e serviços e não produtos. Gostam de histórias e simpatizam com a customização. Clientes que esperam boas comidas com garçons que saibam servir bem e tirar boas fotos, pois tanto quanto o sabor, a imagem é prioridade. Outros, que seus cães façam as próprias compras pela internet.

 

Esta é a síntese que os expositores, com privilegiadas experiências de sucesso, apresentaram. Das quais, destacamos alguns pontos.

 

Jean Carlo Klaumann, da Linx Software de Gestão de Varejo, ressaltou a oportunidade que o omnichannel oferece, dado que apenas 5% das vendas de varejo no Brasil são realizadas online — além de estarmos atrasados também com a rapidez de entrega, pois prazos de quatro dias ou mais estão sendo efetivados nas capitais. As marcas com grande número de unidades podem usar o estoque das lojas para efetivar entregas, que daria vantagem de custo e satisfação do cliente. A presença em Marketplace é inquestionável.

 

João Apolinário, da Polishop, contou que para criar o seu negócio procurou questionar o que não existia dentro do seu segmento e visualizou uma distribuição que fosse ao consumidor em todas as situações de compra. Aproveitou para registrar o erro do e-commerce fora de Marketplace.

 

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Petz em Santos/SP (Foto: Divulgação)

 

Sergio Zimerman, da Petz, disse que o sistema de inovação que adota é a tentativa e erro. Se não der certo, persiste, com resiliência mas não com insistência, que seria repetir tudo da mesma forma. Como exemplo de criatividade, exibiu o comercial premiado sobre a tatuagem que precisa ser apagada, e sugere que a namorada Ana que traiu pode ser substituída por uma linda cachorra que se chamará Ana. Como inovação exibiu o processo de compra canina pela internet, usando a inteligência artificial.

 

Charles Darwin não foi citado, mas esteve presente no tema de Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail, quando focou na necessidade de adaptação às mudanças, usando a tecnologia e se transformando digitalmente. A tecnologia é um valor operacional e estratégico. A Informação será mais e mais essencial. Serrentino evidenciou também a necessidade de ajuda externa às empresas com objetivo de adaptação e assimilação ao novo; e recomendou enfrentar os problemas ao invés de fugir deles.

 

Carlos Ferreirinha, sinônimo do mercado de LUXO, pela trajetória de sua obra iniciada com a implantação da Louis Vuitton entre nós, registrou como inspiração para o seu painel a inteligência da gestão do luxo como diferencial competitivo. Afinal é no LUXO que está um punhado de marcas de mais de 100 anos, ou de 200 anos como a Baccarat, que para permanecerem ativas inovaram constantemente. Ferreirinha ressalta que há obrigatoriamente aspectos que já devem ser assimilados, tais como:

 

— O cliente não diferencia o digital do físico;
— Convergência de canais;
– -A Farfetch do mundo virtual para o físico;
— Diversidade mais forte que nunca;
— Imagens são protagonistas;
— Instagramabilidade, quando a foto da comida é tão importante quanto;
— Whole food, onde o luxo vai para os rabanetes expostos como arte & chic;
— Loja Louis Vuitton, em New York, com gigantesco painel luminoso do novo estilista, que foi mais fotografado do que a Estátua da Liberdade;
— Experiências + experiências = transformação, não temer o erro;
— A necessidade do PROPÓSITO claro e preciso;
— Liderança “AGILE”;
— Dados são o novo “PETRÓLEO” = cliente no centro da informação;
— Entretenimento & food & leisure/Colabs, colaborativo: Airbnb experience; futuro dos Shoppings é o entretenimento; os espaços colaborativos; as “Pop Up” da Hermès vendendo lenços e gravatas além das lavanderias abertas em Paris; as novas lojas Tiffany; as novas unidades conceituais da Gucci

Como se vê, Ferreirinha é assertivo quando se inspira no LUXO para inovar e quebrar padrões.

 

Há, portanto, que entregar produtos sabendo que o objeto físico perdeu o protagonismo para o composto subjetivo que está agregado a ele. Compete ao varejo ofertar o que possa despertar desejo, em qualquer lugar, de qualquer modo, em qualquer momento e o mais rápido que puder.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Um comentário sobre “No varejo, sucesso não tem padrão, mas precisa de visão

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