Sua Marca: franquia ou marca própria?

 

 

“Essa é uma decisão que não tem certo ou errado, porque depende da capacidade de investimento e o tipo de personalidade que você tem” Jaime Troiano

No momento de o empreendedor decidir se investe em uma franquia ou lança uma marca própria alguns aspectos devem ser levados em consideração. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo apresentaram vantagens e desvantagens que devem ser avaliadas antes de se iniciar o negócio.
 

 

Em favor da abertura de franquias pesam as seguintes características:

  1. São marcas conhecidas e as pessoas têm uma familiaridade com elas.

  2. Já existe um sentido de confiança e lealdade do consumidor

  3. Tem um branding estruturado: o manual já sabe como deve ser a fachada, como os produtos são expostos, como deve ser o cardápio

  4. Existe monitoramento na gestão por parte da franqueadora

Evite abrir uma franquia se você se encaixa na lista a seguir:

  1. Menor liberdade para gestão

  2. Pouca margem para imprimir personalidade própria

  3. Exige um investimento inicial alto para o negócio deslanchar

  

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Sua Marca: qual o bairro mais famoso da sua cidade?

 

 

“Quando escolhemos um destino turístico ou quando uma empresa vai sediar os seus negócios, locais do mundo estão competindo pela nossa atenção” —- Cecília Russo

Da mesma forma que países e cidades conseguem criar identidade própria e se destacar a ponto de atraírem a atenção de turistas e empresas, os bairros também têm essa capacidade. O conceito de “place branding”, quando a marca é um território geográfico, foi tema da conversa de Mílton Jung com Jaime Troiano e Cecília Russo, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.
 

 

“Nem sempre (o place branding) acontece de forma planejada”, lembra Jaime Troiano, mas o importante é que esses espaços assumem determinadas características que se transformam em alavanca de negócios para comerciantes e moradores da região.
 

 

Alguns bairros que ganharam fama e exploram bem este conceito são Copacabana e Ipanema, no Rio de Janeiro, Mooca e Pinheiros, em São Paulo, Cidade Baixa e Moinhos de Vento, em Porto Alegre. As regiões históricas das mais diversas cidades brasileiras também podem se encaixar na ideia de “place branding”, desde que as prefeituras saibam explorar essa identidade. 
 

 

Brincando com as palavras, Cecília Russo diz que tudo pode ser “branded” ou transformado em marca: “as disputas nas grandes cidades abraçam os bairros que buscam a atenção de moradores, visitantes e comerciantes”.
 

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Sua Marca: o mundo dos saudáveis não é para todos

 

“O mundo dos saudáveis, embora atraente, não é para todos – veja o quanto isso combina com sua marca ou fere seu posicionamento” — Cecília Russo.

A sociedade está em busca da fonte eterna da juventude. Passou a viver uma obsessão quase infinita contra a morte —- não necessariamente a morte física, mas a da nossa morte social. Queremos ser mais jovens e viver por mais tempo — uma extensão da vida que tem transformado também o mundo das marcas, como nos alerta Jaime Troiano, no programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Ao lado de Cecília Russo, ele destacou o fato de que nem todas as marcas estão conseguindo fazer isso e algumas precisaram se reinventar, incluindo linhas de produtos diferentes dos originais.

 

Na busca de explorar esse mercado relacionado a ideia de uma vida mais saudável, Cecília diz que algumas marcas podem ser consideradas nativas, pois desde sua origem estão nesse segmento: Mundo Verde, Mãe Terra, Green People, são algumas dessas que apostaram nessa “avenida da saudabilidade”. Outras, precisaram criar linhas específicas, são as “saudáveis adaptáveis”. Um exemplo é a Sadia que criou uma linha de carne de frango, produzida por famílias e produtores rurais selecionados, que receberam a marca Sadia Bio.

 

Troiano destaca a necessidade de essa migração para o saudável ser feita de maneira consciente e cuidadosa. Pois existem algumas marcas que já nasceram com a ideia da indulgencia e provavelmente o seu consumidor não conseguiria entender a transformação.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Sua Marca: para conquistar as mães é preciso uma história consistente e legítima

 

 

 

“Mães são exigentes e marcas que ganham o coração das mães são aquelas que de forma legítima, contribuem para que os filhos tenham uma experiência positiva. Ou seja, estão alinhadas ao propósito das mães” — Cecília Russo

 

As mulheres são responsáveis pela maior parte das decisões de compra no mercado e, portanto, um dos grandes esforços dos gestores de marcas é criar estratégias capazes de conquistar o coração delas. Sabe-se, porém, que apenas algumas empresas, produtos e serviços conseguem alcançar esse objetivo. No programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Cecília Russo e Jaime Troiano falaram dos aspectos que levam essas marcas a terem a preferência feminina.

  

 

No programa, Russo apresentou dados de uma pesquisa desenvolvida pela consultoria Data Miners, em 2017, que identificou quais as marcas que melhor conseguem traduzir o conceito de maternidade:

 

  • Johnson & Johnson
  • Pampers
  • Natura
  • Nestlé

 

E o que fazem essas marcas terem sucesso entre as mulheres, especialmente às mães?
 

 

 

De acordo com Troiano, o essencial é que as marcas construam uma história consistente e autêntica, demonstrando que essa relação com a mulher é permanente. Aproveitando a proximidade do Dia das Mães, alertou para o risco de se criar uma campanha oportunista: “não faça isso porque você vai pagar caro por essa estratégia”.

  

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN, e tem apresentação de Mílton Jung

Sua Marca: respeite o tempo de adoção de inovação do seu cliente

 

“Cada um de nós tem uma compulsão interna para adotar ou não novos hábitos, novas coisas que mudam a nossa vida” —- Jaime Troiano

A ansiedade de algumas marcas em desenvolver inovações e levá-las ao mercado para obter a adesão dos clientes o mais rapidamente possível pode prejudicar o desempenho de produtos e serviços. O alerta é de Jaime Troiano e Cecília Russo, que conversaram com o jornalista Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na rádio CBN.

 

Troiano e Russo destacaram teoria desenvolvida pelo professor de psicologia Everett M. Rogers batizada de difusão de inovação ou curva de inovação, que separa as pessoas em cinco grupos conforme o tempo que costumam levar para aderir às novidades:

Inovadores/Entusiastas (2,5%) — os primeiros a aderirem a uma novidade

 

Primeiros adeptos/Visionários (13,5%) — se caracterizam por serem líderes de opinião

 

Maioria inicial/Pragmáticos (34%) — fazem aquisição de novos produtos apenas após observar a experiência dos visionários

 

Maioria tardia/Conservadores (34%) — tendem a resistir mais às mudanças e não gostam de correr riscos

 

Retardatários/Céticos (16%) —- relutam em mudar, muitas vezes por falta de informação.

Conforme estudo realizado por Roger, a curva que leva o seu nome ficou assim dividida:

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A onda azul da imagem representa os grupos de consumidores e a linha amarela é a quota de mercado que adere às inovações —- quando o produto chega a atingir os 100% significa que chegou ao ponto de saturação do mercado.

Por que é importante entender essa lógica do consumidor?

 

Quando uma empresa traz uma inovação, a Curva de Rogers ajuda a planejar como será a aceitação dessa inovação e a pensar como serão os resultados e a receita futura.

“As empresas às vezes têm ansiedade de avançar nessa curva em um ritmo digital —- sim, tem jeito de acelerar isso, mas é preciso entender o limite das próprias pessoas”— Cecília Russo.

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã.

Sua Marca: como enfrentar os gigantes do mercado

 

“A primeira coisa a ser feita é olhar para aquilo que você quer ser; pensar o quanto você pode se alimentar de alguma coisa inspiradora e diferente do que fazem seus concorrentes” —- Jaime Troiano

Em mercados muito competitivos ou com empresas que dominam o setor, as marcas menores ou iniciantes precisam buscar caminhos diferentes para se destacar diante de seus clientes. Ao tentar simplesmente copiar a estratégia dos gigantes, corre-se o risco de se gastar muito dinheiro e se alcançar resultados frustrantes.

 

Jaime Troiano e Cecília Russo falaram desse tema com o jornalista Mílton Jung, no programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, 7h55, no Jornal da CBN.

 

Cecília Russo citou estratégias de marketing de guerrilha, defendidas pelo autor Cole Schafer, que se adaptam às necessidades de marcas com menor poder econômico.

 

Uma delas é a possibilidade de usar recursos do comércio local através de parcerias: por exemplo, uma loja de roupas pagar os 50 primeiros cafés servidos em uma cafeteria da vizinhança, criando um vínculo entre o cliente da cafeteria e a loja.

 

É preciso lembrar ainda que marcas têm de estabelecer uma relação entre pessoas, pois os clientes gostam de saber que há vida por trás daquele negócio — seja ele qual for.

“Imagine a possibilidade de criar uma playlist no Spotify com músicas que são do gosto das vendedoras e dos vendedores da loja, oferecendo essa lista por WhatsApp ao seus clientes. É uma forma de mostrar a sua cara ao seu público” —- Cecília Russo

Como sugestão final, Cecília e Jaime recomendam que se busque um espaço próprio e se use as vantagens de uma marca menor: maior agilidade, menos hierarquia para tomada de decisões e mais ousadia.

Sua Marca: conheça as marcas consideradas imprescindíveis pelos consumidores

 

 

“Ter marca não é ter um logo bonito, cores simpáticas ou iniciativas que criem um efeito de energia, ter marca é trazer valor ao consumidor” —- Cecília Russo

 

As pessoas que realmente gostam, usam e são cativos de uma marca representam 10% dos consumidores, segundo estudo desenvolvido pela Troiano Branding. Para Jaime Troiano e Cecília Russo isso não significa que as marcas são indispensáveis. O dado, porém, deve servir de alerta para as empresas que se limitam a vender produtos ou serviços sem trazer uma relevância para as pessoas — o que as torna incapazes de conquistar o coração do consumidor.

 

Na conversa com Mílton Jung, no programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, nossos especialistas em branding destacaram as marcas que tiveram maior relevância na pesquisa “Meaningful Brands”, do Havas Group:

 

  1. Google
  2. PayPal
  3. Mercedes-Benz
  4. WhatsApp
  5. YouTube
  6. Johnson-Johnson
  7. Gillete
  8. BMW\
  9. Microsoft
  10. Danone

 

Jaime e Cecília chamam atenção para a necessidade de as empresas aprenderem com o trabalho realizado por essas marcas que souberam agregar valor. Mas o que é valor?

“É aquilo que tem alguma relevância para mim, tem alguma conexão e algum sentido de imprescindibilidade para nós”, diz Jaime Troiano.

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e está disponível, também, em podcast no site ou no aplicativo da CBN.

Sua Marca: qual a marca que já não existe mais, mas você nunca esqueceu?

 

 

 

“Marcas inesquecíveis são como mensagens que escrevemos à lápis e tentamos apagar com a borracha, elas sempre ficam gravadas no papel”— Jaime Troiano

Existem marcas que sobrevivem na memória das pessoas mesmo que o produto ou serviço já não exista mais. É um fenômeno que se pode perceber nos mais diversos segmentos, desde companhias aéreas até a indústria automobilística; no setor de varejo ou de higiene e limpeza. O que torna essa marcas imortais foi o tema da conversa que o jornalista Mílton Jung teve com Jaime Troiano e Cecília Russo, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na rádio CBN.

 

 

Um dos exemplos citados foi o da Varig, extinta em 2006, mas que até hoje é lembrada no setor de aviação, especialmente no Rio Grande do Sul, onde surgiu. E uma das provas da sua imortalidade é o sucesso do Varig Experience, em Porto Alegre — espaço no qual as pessoas podem visitar um avião DC3 e ser recepcionadas por tripulação que veste uniformes da empresa, para relembrar a era de ouro da aviação brasileira.

 

 

Jaime e Cecília lembraram, ainda, do fenômeno da Kolynos que teve de ser substituída pela marca Sorriso, por exigência do CADE, órgão que entre outras funções controla a livre concorrência no mercado, no Brasil. Quatro anos após a troca de marca, Kolynos seguia sendo a mais lembrada no setor de creme dental. Uma das estratégias usadas pelo fabricante foi manter a mesma identidade visual.

 

 

A Kombi, outro bom exemplo de marcas imortais, chegou a ter uma campanha de deslaçamento antes de sair definitivamente do mercado de automóveis e até hoje muitas pessoas ainda mantém o modelo como um dos preferidos e mais lembrados.

 

 

O que explica o fenômeno, segundo Cecília Russo, é que essas empresas, produtos ou serviços conseguiram criar na memória afetiva do público um sentimento que na ausência delas não podem ser substituídas por outro concorrente. O mercado pode ser até ocupado por concorrentes, mas a memória, não:

“Elas sao muito mais do que um produto, são fruto desse sentido de propósito e uma razão de ser”.

Para quem está construindo a sua marca, fica a dica: pense em criar marcas imortais nem que sejam imortais enquanto durem.

 

 

Qual a marca que você considera imortal? Que já não existe mais, mas permanece na sua memória?

 

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar, aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN, e está disponível em podcast no site e no aplicativo da CBN no seu celular.

Sua Marca: Qual é o sonho que move você? Qual o sonho que move a sua carreira?

 

“A iniciativa é alimentada pelo sonho, mas é preciso ter “acabativa”, ou seja, fazer com aquele sonho se materialize” Jaime Troiano

As empresas e as marcas precisam ter no seu comando pessoas que sonham alto, capazes de inspirar seus colaboradores e conquistar seu público. Porém, é necessário que a equipe de trabalho seja formada por profissionais com capacidade de execução. Jaime Troiano e Cecília Russo falaram desse tema com Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

 

É preciso muito cuidado para que a ideia do sonhador —- o responsável pela prosperidade de muitas empresas e negócios —- não seja traduzida como a daquele empresário que “vive nas nuvens”, que não tem um projeto ou um plano de ação.

 

Um bom exemplo de um sonhador que sabia executar era Steve Jobs à frente da Apple. Mas há casos bem mais próximos de nós.

 

Cecília Russo lembrou de uma marca que atua no varejo de vestuário, a Caedu, destinada ao público da classe C, que tem no comando a empresária Leninha da Palma:

“A magia da marca que ela carrega é alimentada pelo sonho que mais pessoas podem ter acesso a ter roupa e de qualidade”.

Como sonhar é preciso, pense agora: qual é o seu sonho? O que move você na sua carreira? Ou na sua empresa?

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar, aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Sua Marca: o que você deve aprender com as marcas mais valiosas do mundo

 

 

 

As características que colocam grandes empresas entre as marcas mais valiosas do mundo estão ao alcance de pequenos e médios empreendedores, também.

 

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo basearam-se nos critérios usados para a formação do ranking “Best Global Brands”, realizado pela consultoria InterBrand, para identificar as lições que todos os gestores de marca podem implantar em seus negócios.

 

Vamos começar por entender os três critérios da Interbrand para chegar ao valor das marcas:

 

1. Performance financeira;
2. O quanto é importante para a tomada de decisão do cliente;
3. Força da marca para criar fidelidade

 

Com isso, as cinco marcas mais valiosas do mundo, em 2018, foram:

 

1. Apple
2. Google
3. Amazon
4. Microsoft
5. Coca Cola

 

E o que aprender com essa empresas? Jaime Troiano e Cecília Russo destacam cinco lições:

 

1. Consistência
2. Inovação
3. Comunicação
4. Produto ou serviço de qualidade
5. Respeito ao cliente

 

Ser consiste e ao mesmo tempo ser inovador pode parecer um contra-senso, mas não são, explica Jaime Troiano:

 

“As marcas devem ter compromissos com as origens e preservar o essencial na busca do novo”

 

Quanto a comunicação, Cecília Russo lembra que marcas fores são as que trazem mensagens contínuas e usam todos os canais disponíveis para isso:

 

“Não dá para ser uma marca calada”

 

É preciso entender, ainda, que marcas fortes não resistem a produtos ou serviços medíocres nem a desrespeito ao cliente seja na entrega, na forma de se relacionar, no pós-venda e, inclusive, na solução a possíveis problemas que surjam.

 

Levados em consideração todos esses aspectos, o pequeno e médio empreendedor vai provocar nos consumidores e clientes o sentimento que move o valor de todas as grandes marcas: a confiança.