A proposta do prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, de reduzir os gases de efeito estufa com a cobrança da “taxa de congestionamento” é combatida pela maioria dos moradores. Pela idéia do político, líder empresarial e ambientalista de última hora, a taxa seria paga por quem entrasse de carro em Manhattan durante o horário comercial, conforme já havia informado, há duas semanas, este blog e o programa CBN São Paulo.
O valor a ser cobrado dos motoristas iria variar de U$ 8, para os carros, a U$ 21, para os caminhões.. Bloomberg diz que, em três anos, seriam arrecadados cerca de U$ 31 bi, dinheiro que financiaria a ampliação do sistema de transporte público. Nem assim a idéia agradou os nova iorquinos.
Londres já tem taxa similar. Desde 2003, os motoristas britânicos tem de pagar o equivalente a U$ 16, pouco menos de R$ 32, para entrar no centro da cidade. O programa está para ser expandido para áreas próximas do centro. De acordo com o prefeito Ken Livingstone “46% das viagens em Londres eram feitas de carro e, atualmente, o índice está abaixo dos 42%”. O administrador explica que com isso houve redução de 20% na emissão de dióxido de carbono na área central.
Como Londres, Singapura e Estocolmo já incorporaram a cobrança para combater os congestionamento. Aqui no Brasil, os paulistanos tem arrepios só de lembrar desta possibilidade. Enquanto não se aprova a idéia, os arrepios ocorrem dentro dos carros em longos engarrafamentos.