Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quais marcas têm a cara das festas juninas?

Foto: Alan Kleina Mendes

Poucas celebrações no Brasil conseguem unir tradição, identidade regional e consumo de forma tão intensa quanto as festas juninas. Durante o mês de junho, produtos, receitas, costumes e marcas passam a ocupar um espaço especial na memória afetiva dos brasileiros.

No ritmo da ‘quadrilha, Jaime Troiano e Cecília Russo analisaram como diferentes marcas se conectam às festas juninas em várias regiões do país. A conversa, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, mostrou que, mais do que vender produtos, algumas marcas conseguem se tornar parte da própria experiência cultural vivida pelos consumidores.

Ao lembrar dos santos celebrados no período — Santo Antônio, São João e São Pedro —, Cecília destacou a força dessa tradição na cultura brasileira. Para ela, algumas marcas já estão incorporadas ao imaginário das festas juninas. “Ao falar em Yoki, parece que eu vejo já bandeirinhas de festa junina na embalagem”, afirmou.

A associação não acontece por acaso. Ao longo de décadas, produtos como pipoca, amendoim, canjica e ingredientes usados em receitas típicas passaram a reforçar a presença dessas marcas nas comemorações. O resultado é uma ligação que vai além da propaganda e se estabelece pela repetição de hábitos familiares e experiências compartilhadas.

Entre os exemplos citados por Cecília, além da Yoki, de presença nacional, a Paçoquita, da empresa Santa Helena, e a gaúcha DaColônia. Cada uma delas, à sua maneira, construiu uma relação com elementos tradicionais da festa junina. No caso da DaColônia, ela destacou a preservação de uma identidade regional mesmo após ampliar sua presença pelo país.

Jaime Troiano ampliou o olhar para outras regiões brasileiras e mostrou como as marcas acompanham as características culturais de cada localidade. No Nordeste, onde as festas de São João movimentam cidades inteiras e atraem milhares de visitantes, a relação entre cultura e marcas é ainda mais evidente.

“Se a Yoki é forte no Sudeste, a Vitamilho é a rainha absoluta do Nordeste”, observou Jaime. Segundo ele, a marca conseguiu se tornar referência para produtos como fubá, canjica e misturas utilizadas nas receitas típicas da região.

No Norte do país, a culinária junina incorpora ingredientes associados à floresta e às tradições locais. Nesse contexto, Jaime destacou a presença da Hiléia, empresa paraense que participa das celebrações por meio de produtos amplamente utilizados nas receitas regionais.

no Centro-Oeste, a referência lembrada foi a Piracanjuba. Nascida em Goiás, a marca está associada a ingredientes usados em doces tradicionais, como arroz-doce e doce de leite, muito presentes nas quermesses.

A conversa também revelou uma característica importante da construção de marcas no Brasil: a força da regionalidade. Embora as festas juninas sejam celebradas em todo o território nacional, elas assumem características próprias em cada região. As marcas que conseguem compreender essas diferenças tendem a estabelecer vínculos mais fortes com os consumidores.

Essa lógica vale para empresas de qualquer porte. Uma marca não precisa falar com todo o país da mesma forma. Muitas vezes, a conexão mais consistente surge justamente quando ela reconhece e respeita as particularidades culturais de cada comunidade.

A marca do Sua Marca

As festas juninas mostram que marcas fortes não são construídas apenas por campanhas publicitárias. Elas ganham relevância quando fazem parte da cultura local, respeitam tradições e conseguem criar vínculos autênticos com as pessoas sem perder sua identidade.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: estudo inédito revela tendências na indústria farmacêutica

Oura ring
Lançamento do Oura Ring é tendência no setor Foto: Jeroen Sangers, no Flickr

A indústria farmacêutica brasileira vive uma transformação que vai muito além do desenvolvimento de medicamentos. O foco passou a incluir, cada vez mais, a experiência, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas — em lugar de se ater apenas aos produtos desaenvolvidos e lançados no mercado.

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da CBN, Jaime Troiano e Cecília Russo falaram deste tema que faz parte do relatório “O Pulso do Mercado”, produzido pela TROIANO para analisar tendências e movimentos que estão redesenhando o setor farmacêutico.

Os números ajudam a dimensionar a relevância desse mercado. Segundo Jaime Troiano, a indústria farmacêutica brasileira encerrou 2025 com faturamento de R$ 246 bilhões, crescimento de 11% em relação ao ano anterior. Além disso, o Brasil concentra 42% de todo o faturamento do setor na América Latina. Outro dado revelador é que a indústria farmacêutica se tornou, em 2024, o quarto setor que mais investe em compra de mídia no país.

Para Jaime, essa mudança está associada a uma transformação mais profunda. “É perceptível como o paciente saiu da posição de coadjuvante e tornou-se protagonista. Antes, a molécula estava no centro de tudo. Hoje, também estão as pessoas.”

O relatório identifica cinco forças que estão moldando o futuro do setor, todas conectadas a um mesmo conceito: a humanização da saúde. Em vez de olhar apenas para o tratamento das doenças, as empresas passam a considerar a jornada completa do indivíduo, suas necessidades, hábitos e expectativas.

Dentro desse contexto surge uma mudança de perspectiva resumida em duas palavras da língua inglesa: lifespan e healthspan. A primeira está relacionada ao tempo de vida. A segunda, à qualidade desse tempo. Como explicou Jaime Troiano, a preocupação deixa de ser apenas viver mais para incluir também viver melhor.

Essa mudança abre espaço para novos modelos de negócio e para marcas que atuam em áreas antes distantes da indústria farmacêutica tradicional.

Cecília Russo citou como exemplo a empresa finlandesa Oura Ring, que desenvolveu um anel inteligente capaz de monitorar sono, frequência cardíaca e padrões de comportamento. Com o apoio da inteligência artificial, o dispositivo oferece recomendações personalizadas para melhorar a saúde e o bem-estar.

Outro caso mencionado foi o da britânica Zoe. A empresa transformou o monitor contínuo de glicose, antes associado quase exclusivamente ao tratamento do diabetes, em uma ferramenta de acompanhamento para pessoas interessadas em hábitos mais saudáveis. “Tiraram o estigma de doença e abriram uma nova categoria”, observou Cecília.

Ela destacou ainda um trabalho realizado pela TROIANO no Brasil com a marca Sany D, do laboratório Aché. O reposicionamento buscou ampliar o significado da vitamina D, conectando o produto a conceitos como energia, disposição e qualidade de vida.

Na avaliação de Cecília Russo, a principal consequência desse movimento é que a diferenciação das empresas passa cada vez mais pela construção da marca. “Num mercado onde os produtos ficam cada vez mais parecidos do ponto de vista técnico, a marca que faz toda a diferença.”

A afirmação ajuda a compreender um fenômeno que não se limita ao setor farmacêutico. Quando a tecnologia se dissemina e os produtos se aproximam em qualidade e desempenho, confiança, identificação e vínculo emocional tornam-se fatores decisivos na escolha do consumidor.

A marca do Sua Marca

A principal lição do Sua Marca é que a saúde está deixando de ser tratada apenas como combate à doença para ser entendida como promoção de qualidade de vida. Nesse cenário, as marcas que enxergam pessoas em vez de diagnósticos ampliam sua relevância e fortalecem sua conexão com o público.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: a Copa do Mundo virou uma disputa entre marcas globais

Copa do Mundo – Dia 6 · 02/12/2022 · Catar
Foto: Mídia NINJA no Flickr

A Copa do Mundo movimenta bilhões de dólares antes mesmo do apito inicial. E esta foi a razão da resenha que tive com Jaime Troiano e Cecília Russo às vésperas da estreia que será em 11 de julho, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Nosso bate bola analisou como empresas, seleções, jogadores e até países disputam atenção, prestígio e relevância durante o torneio.

Jaime e Cecilia chamaram atenção para o fato de que a competição esportiva deixou há muito tempo de ser apenas futebol. A Copa se transformou em uma vitrine global para marcas que tentam fortalecer reputação, ampliar mercado e criar vínculos emocionais com consumidores. 

Segundo Jaime Troiano, os números ajudam a dimensionar essa disputa. “O investimento corporativo global para a Copa do Mundo é de aproximadamente U$ 3 bilhões. Isso apenas em patrocínios diretos com a FIFA.”

Ele destacou que o valor total movimentado por publicidade, direitos de transmissão e promoções ultrapassa os U$ 11 bilhões. Entre patrocinadores oficiais aparecem marcas como Adidas, Coca-Cola, Visa, Lenovo e Hyundai. Já na seleção brasileira, empresas de setores variados tentam aproveitar a conexão emocional do futebol com o público, como bancos, aplicativos, companhias aéreas, montadoras e empresas de tecnologia.

Para Jaime, a Copa funciona como “uma grande passarela das marcas”. A expressão ajuda a entender como o evento se tornou um espaço de exposição permanente. Não entram em campo apenas seleções. Entram também empresas, jogadores, treinadores e países tentando fortalecer suas próprias imagens.

Esse movimento ajuda a explicar por que técnicos, atletas e até sedes do torneio passaram a ser tratados como ativos de marca. “Hoje em dia, até técnico é uma marca”, observou Cecília Russo, citando o caso de Carlo Ancelotti e sua presença em campanhas publicitárias.

O comentário também abordou um ponto importante do marketing esportivo: nem toda marca consegue estabelecer uma conexão legítima com o evento. Algumas empresas já fazem parte naturalmente desse território, como fabricantes de material esportivo. Outras precisam construir essa relação de maneira coerente para não parecerem oportunistas.

Cecília usou o iFood como exemplo dessa tentativa de associação. A lógica é simples: jogos de futebol aumentam pedidos de comida e bebida por delivery. Ainda assim, ela ponderou que o sucesso da estratégia dependerá da forma como a marca atuará durante o torneio. “Nós vamos depender dessa atuação para ver o quanto ela cria essa sinergia e o quanto ela é vista como legítima.”

Outro aspecto levantado pelos comentaristas foi a disputa simbólica entre os países-sede. Pela primeira vez, a Copa será realizada em três países: Estados Unidos, Canadá e México. Mais do que resolver questões logísticas, cada um deles tentará aproveitar a visibilidade global para fortalecer sua imagem internacional.

Cecília acredita que Canadá e México podem ser os países que mais ganhem em percepção de marca. “Uma coisa importante na imagem de uma marca é quando ela revela aspectos positivos que os consumidores ainda não tinham a chance de conhecer”, afirmou.

Antes do apito final, Jaime Troiano resumiu a principal provocação da conversa. “Quem gosta de estudar marcas tem que aproveitar a Copa como um grande laboratório.”

A observação faz sentido. Poucos eventos no mundo reúnem, ao mesmo tempo, atenção global, emoção coletiva, disputa comercial e construção de reputação como a Copa do Mundo.

A marca do Sua Marca

A Copa do Mundo mostra que visibilidade sozinha não basta. Marcas que conseguem criar conexões coerentes com o público tendem a sair fortalecidas. As que apenas tentam aparecer correm o risco de serem esquecidas quando termina o campeonato.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o Diabo que veste Prada também pode consumir a alma da sua marca

Meryl Streep volta a brilhar em Diabo Veste Prada 2

Jaime e Cecília foram ao cinema. E como você, caro e cada vez mais raro leitor, sabe bem, a nossa dupla de comentarista é incapaz de ir a algum lugar sem observar os detalhes — lá onde costuma estar o diabo (sem trocadilho). A partir dessas observações, eles identificam oportunidades, inspiram-se para novos conhecimentos e extraem lições que podem ser aplicadas na gestão de marcas. Desta vez, a diversão deles foi assistir ao filme O Diabo Veste Prada 2.

Uma das ideias que Jaime Troiano e Cecília Russo trouxeram para a nossa conversa, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, foi que marcas podem sobreviver a crises, mudanças de mercado e até à troca de comando. O que muitas não suportam é perder a própria identidade.

O caso retratado no longa mostra a revista fictícia Runway enfrentando uma mudança de gestão após a morte do proprietário. O filho assume o comando com uma visão estritamente financeira e passa a cercar a empresa de consultores preocupados apenas com números.

Para Jaime Troiano, esse tipo de mudança costuma ameaçar a essência das marcas. “Trocar a paixão e a vocação pela moda, por uma orientação que busca resultados a qualquer custo. É isso que está em jogo naquela hora”, afirmou.

O comentário ajuda a entender um conceito importante da gestão de marcas: propósito não é slogan. Trata-se da razão que sustenta uma empresa, do conjunto de valores que orienta decisões, produtos, comunicação e relacionamento com o público. Quando isso desaparece, a marca pode continuar existindo no papel, mas perde força simbólica e conexão emocional com as pessoas.

Jaime chamou atenção para um aspecto que costuma aparecer em processos de sucessão familiar ou troca de executivos. “Esse filme em particular é uma bela aula sobre o respeito que os donos e gestores de marcas precisam ter sobre a história da marca, sobre os seus valores, onde elas estão enraizadas.”

Cecília Russo ampliou a reflexão ao destacar que esse risco não aparece apenas em sucessões familiares. Também pode surgir quando empresas contratam gestores sem vínculo com a cultura do negócio. “O perigo que ronda muitas empresas nessa hora é exatamente esse”, observou. Segundo ela, há situações em que a busca por resultados rápidos enfraquece justamente aquilo que tornou a marca relevante.

A análise feita pelos comentaristas dialoga com exemplos reais do mercado. Há empresas que cresceram rapidamente após cortes de custos e reestruturações financeiras, mas perderam capacidade de influência, criatividade e identificação com o consumidor. Em alguns casos, o impacto não aparece imediatamente no balanço financeiro. Surge aos poucos, na perda de prestígio, na queda da fidelidade do público e na dificuldade de se diferenciar da concorrência.

Cecília resumiu esse dilema ao comentar o desfecho do filme. Na história, a recuperação acontece quando uma nova investidora assume o controle da empresa acreditando novamente nos valores que deram força à marca. “Ela escapou dessa armadilha de olhar só para caixa, olhar só para curto prazo.”

Ao fim do comentário, Jaime Troiano fez uma síntese direta sobre o tema: “Marca sem um propósito, como você sabe, aquele que é ideal pelos seus criadores, são marcas que não têm alma.”

A frase ajuda a explicar por que algumas empresas conseguem atravessar décadas mantendo relevância, enquanto outras desaparecem mesmo cercadas de recursos financeiros. Marcas fortes dependem de estratégia, claro. Mas também dependem de coerência entre discurso, cultura e prática.

A marca do Sua Marca

Resultados financeiros são indispensáveis para qualquer empresa. O problema começa quando o caixa passa a ser o único critério de decisão. Marcas duradouras costumam equilibrar gestão financeira com identidade, cultura e propósito. Quando a alma do negócio desaparece, o consumidor percebe — às vezes antes da própria empresa.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o que aprender da estratégia para a escolha do nome “Nubank Parque”

NuBank Parque
Foto: Divulgação NuBank

Você, não sei. Mas a torcida do Palmeiras, com certeza, participou da escolha do novo nome da arena do clube. A estratégia foi usada pelo banco digital NuBank que está assumindo o “naming rights” do complexo esportivo e cultural, em São Paulo. Para Jaime Troiano e Cecília Russo, do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, transformar as pessoas em participante de uma decisão pode ser mais eficiente do que investir apenas em propaganda. 

O Nubank colocou três opções em votação pública: “Nubank Parque”, “Nubank Arena” e “Parque Nubank”. Durante 20 dias, torcedores e consumidores puderam votar. O nome escolhido foi “Nubank Parque”, com 47% dos votos. A decisão trouxe um efeito importante para a marca: o público passou a discutir, compartilhar e defender a escolha.

Cecília Russo observou que o processo gera sensação de pertencimento. “Quando você convida, as pessoas se sentem ativas nessa mudança e você vai ter menos ruído em relação a isso”, afirmou.

A lógica por trás desse movimento é relativamente simples. Em vez de comunicar uma decisão pronta, a empresa cria uma experiência de participação. O consumidor deixa de ocupar apenas o papel de espectador e passa a atuar como alguém que ajudou a construir a história da marca.

Esse tipo de estratégia também produz outro efeito valioso: amplia espontaneamente a circulação da mensagem. Pessoas comentam nas redes sociais, discutem em grupos de conversa e levam o tema para ambientes fora do universo publicitário. O assunto ganha vida própria.

No comentário, Cecília lembrou que a discussão ultrapassa o ambiente digital e chega ao cotidiano das pessoas. “Na nossa empresa mesmo, a gente começou: ‘Que nome que você escolhe?’”, contou.

Jaime Troiano ponderou que esse movimento ainda não representa uma transferência das decisões estratégicas para o consumidor. Para ele, as empresas continuam definindo os caminhos principais, embora estejam aprendendo novas maneiras de gerar envolvimento. “As marcas estão aprendendo de alguma forma a navegar no mundo dessa hiper-informação”, disse Jaime.

Ele citou como exemplo a campanha “Compartilhe uma Coca-Cola”, que estampava nomes próprios nas embalagens. Embora não houvesse votação pública, a ação estimulava as pessoas a procurar seus nomes, fotografar as latinhas e compartilhar o conteúdo espontaneamente. “Quanto mais as pessoas se sentem envolvidas, mais elas ficam abertas a falar sobre isso, quase como se fossem embaixadoras da marca”, explicou Jaime.

Existe aí uma mudança importante na forma de comunicação das empresas. Durante muito tempo, marcas falavam e consumidores apenas ouviam. Hoje, muitas companhias perceberam que participação gera memória, conversa e engajamento. É como transformar o consumidor em coproprietário simbólico daquela narrativa. Mesmo que a decisão final continue nas mãos da empresa, o público sente que deixou sua impressão digital no processo.

A marca do Sua Marca

Marcas ganham força quando conseguem envolver as pessoas na construção da própria narrativa. Participação cria vínculo emocional, reduz resistência a mudanças e amplia espontaneamente o alcance da comunicação.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: por que a Disney continua encantando gerações

Foto der Eric Vo no Pexels.com

Poucas marcas conseguem atravessar um século mantendo a capacidade de emocionar pessoas de diferentes idades, culturas e classes sociais. Portanto, não me surpreendeu o fato de a Disney ter reaparecido na pauta proposta pelo Jaime Troiano e Cecília Russo para o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

A Disney virou um caso raro de permanência especialmente se considerarmos que vivemo em um mercado que muda em velocidade acelerada. Enquanto empresas de tecnologia surgem, crescem e desaparecem em poucos anos, a companhia criada em 1923 segue entre as marcas mais valiosas do planeta. Segundo dados da Brand Finance  citador por Jaime Troiano, a marca Disney vale cerca de U$ 48 bilhões e permanece entre as 50 mais valiosas do mundo.

Para Jaime, a força da Disney está menos nos personagens e mais naquilo que eles despertam nas pessoas. “A capacidade de emocionar as pessoas. Esse é o papel supremo das marcas”, afirmou.

A observação ajuda a entender um fenômeno que vai além do entretenimento. Marcas fortes criam vínculos emocionais. Elas deixam memórias, ocupam espaço afetivo e passam a fazer parte da rotina das pessoas. Portanto, não se fala apenas de consumo, mas de relação.

Jaime  destacou que emoção sem consistência não se sustenta. Segundo ele, a Disney mantém uma “gestão muito estruturada”, associada a bons produtos e comunicação coerente ao longo do tempo. A combinação entre emoção e organização explica por que a marca consegue fidelizar consumidores por tantas décadas.

Cecília Russo chamou atenção para outro aspecto importante: a capacidade da Disney de preservar sua essência enquanto se transforma. “A Disney é super apegada às raízes, às tradições, mas ela sabe também ir além”, disse.

Esse talvez seja um dos maiores desafios das empresas atuais. Muitas marcas mudam tanto para parecer modernas que perdem identidade. Outras se agarram ao passado e deixam de conversar com o presente. A Disney parece ter encontrado um equilíbrio delicado: muda sem deixar de ser reconhecida.

A aquisição de empresas como Pixar, Marvel e Lucasfilm foi apresentada por Cecília como exemplo desse movimento. Ao incorporar novas linguagens e personagens, a marca ampliou seu alcance sem abandonar o universo da fantasia.

Outro ponto lembrado foi a expansão da experiência da marca. A Disney deixou de existir apenas no cinema. Criou parques, produtos licenciados, jogos e diferentes plataformas de relacionamento com o público. Cecília resumiu essa presença ampla ao lembrar que é difícil encontrar uma casa que não tenha ao menos algum produto ligado à marca.

A medida que Cecília e Jaime falavam, impossível não pensar em filmes e personagens que nos acompanharam ao longo do tempo. Ou remexer a memória das experiências em parques das Disney com as crianças.  Aquela montanha russa absurda que me meti, as dezenas de vezes que entrei no carrossel do Buzz Lightyear ou o café com personagens que nos fez levantar cedo para não perder a reserva. 

Ops, de volta ao Sua Marca: a Disney ajuda a ilustrar uma lição importante para qualquer negócio. Por mais que pordutos possam ser copiados, ficarão aqueles que trouxeram algum signficado. Quando uma marca consegue ocupar um espaço emocional na vida das pessoas, ela deixa de disputar apenas preço ou funcionalidade.

A marca do Sua Marca

A principal reflexão do comentário está na ideia de que marcas duradouras não vendem apenas produtos. Vendem sensações, memórias e significados. Como resumiu Jaime Troiano: “O que você tá vendendo além do seu produto?” A pergunta serve tanto para grandes empresas quanto para pequenos negócios que desejam criar vínculos mais profundos com seus consumidores.

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O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo. A sonorização é do Paschoal Júnior.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quando a brasilidade vira estratégia 

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As marcas brasileiras estão redescobrindo o valor de contar suas próprias histórias. Um tema que já foi motivo de conversa no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso e foi retomado recentemente, a partir de pesquisa que Jaime Troiano e Cecília Russo estão desenvolvendo. O resultado final ainda não está pronto, mas nossos comentaristas anteciparam algumas das ideias que apareceram até o momento.

O movimento de brasilidade não surgiu por acaso. Ele parte da percepção de que cresce o interesse por elementos culturais, artísticos e até esportivos que nascem no Brasil e ajudam a formar identidade. Ao mesmo tempo, uma análise de mercado mostra que empresas nacionais passaram a incorporar esses traços no jeito de se comunicar.

Jaime Troiano resume essa mudança ao afirmar que “é um movimento de aproveitar elementos da cultura, da vida brasileira, no branding de nossas marcas” . Branding, aqui, pode ser entendido como o conjunto de ações que constroem a imagem e a personalidade de uma marca.

Durante décadas, o caminho foi outro. O próprio Troiano lembra que o marketing brasileiro seguiu um padrão “mimético”, ou seja, baseado na cópia de referências estrangeiras, sobretudo americanas. A virada acontece quando esse padrão passa a conviver com outro movimento, mais autoral, que valoriza o que nasce no país.

Na prática, isso significa equilibrar influências externas com características locais. É o que ele descreve como uma busca por algo mais “profético”, que nasce das próprias raízes e projeta um futuro com identidade própria.

Os exemplos ajudam a entender. Marcas como Farm e Hering constroem ambientes e narrativas que remetem imediatamente ao Brasil. Não é apenas estética. É linguagem, clima, repertório cultural. Uma loja, nesse caso, funciona quase como um território simbólico.

Cecília Russo reforça que esse caminho não é isolado. “É nossa e de muitas empresas que estão trilhando esse caminho”, afirma . Ela cita a Havaianas como um caso emblemático. A marca conseguiu transformar um produto simples em um símbolo reconhecido globalmente, associado ao estilo de vida brasileiro.

Cecília amplia o olhar ao lembrar que esse processo tem raízes históricas. Movimentos como a Semana de Arte de 1922, a Tropicália e a Bossa Nova já buscavam afirmar uma identidade nacional diante de influências externas. As marcas seguem essa mesma trilha, como reflexo do comportamento da sociedade.

Outros exemplos aparecem nesse cenário: Melissa, com linguagem urbana e tropical; Dengo, que explora o cacau e a natureza; Ypê, que carrega no nome e na comunicação referências diretas ao país; e até o Itaú, cuja origem do nome em tupi-guarani reforça esse vínculo.

O resultado é uma mudança de postura. Em vez de esconder a origem, as marcas passam a evidenciá-la. Em vez de copiar, reinterpretam. Em vez de seguir padrões prontos, constroem repertórios próprios.

A marca do Sua Marca

Valorizar a própria cultura não significa rejeitar o que vem de fora, reforça Jaime Troiano. O aprendizado está no equilíbrio: usar referências globais sem abrir mão da identidade local. Marcas que conseguem fazer isso deixam de ser genéricas e passam a ser reconhecidas com mais clareza.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quando o consumo atravessa fronteiras e amplia identidades

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As marcas deixaram de caber em um território. Basta observar um movimento que já faz parte da sua, da minha rotina: compramos de fora, estudamos fora, investimos fora — e, muitas vezes, sem sequer perceber de onde vem aquilo que consumimos. Um desafio aos gestores de marca, como alertaram Jaime Troiano e Cecília Russo na conversa que tivemos neste sábado, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

Outro dia, navegando por um site de compras, me dei conta de que aquele produto que parecia tão próximo vinha, na verdade, de outro continente. Não era exceção. É regra. Como resumiu Cecília Russo: “o consumo hoje não tem mais um endereço único”. A frase parece simples, mas carrega uma mudança profunda. O endereço deixou de ser geográfico e passou a ser simbólico.

Entramos em uma loja física no Brasil e levamos para casa algo produzido na Ásia. Abrimos um aplicativo e encontramos a etiqueta “compra internacional” com a mesma naturalidade de quem escolhe entre tamanhos e cores. A origem já não é o fator decisivo. É o desejo que fala mais alto.

Esse movimento vai além do carrinho de compras. Está nos jovens que buscam intercâmbio ainda no ensino médio. Está nas famílias que reorganizam a vida para estudar fora. Está nas plataformas que conectam estudantes a universidades estrangeiras. Nesses casos, não se compra apenas um serviço. Compra-se um projeto de vida.

Há também o dinheiro que atravessa fronteiras. Contas em dólar, investimentos fora do país, novas formas de proteger o patrimônio. Você haverá de lembrar quando uma viagem ao exterior exigia uma visita à casa de câmbio e nos obrigava a levar um maço de dinheiro estrangeiro na bolsa. Cecília sintetiza bem: essas empresas “vendem mais do que uma conta. Elas vendem tranquilidade, segurança, a ideia de expansão”. No fundo, vendem a sensação de que o mundo ficou maior.

Jaime Troiano ajuda a entender o que está por trás desse comportamento. Ele fala de algo que não aparece na etiqueta do produto. “Há um sentimento por trás de que eu não tenho limites, que o mundo é todo meu”. É quase um jogo de conquista. Quem já brincou de War entende a metáfora.

A curiosidade também entra em cena. Experimentar o novo. Sair do conhecido. Testar sabores, culturas, experiências. Nem todos se jogam com a mesma intensidade, mas a possibilidade está aberta. E isso já muda a relação com as marcas.

Há ainda um elemento silencioso: o desejo de pertencer. Consumir algo que vem de longe pode sinalizar a entrada em um grupo mais restrito. Lembro do que significava jogar basquete com um tênis All Star cano longo nos meus tempos de adolescente. Ter um daqueles pares de tênis dava a impressão de que jogávamos muito mais do que realmente éramos capazes. Para comprá-los, precisávamos da colaboração de algum conhecido que viajasse aos Estados Unidos. Eu tive de me contentar com um Charrua, comprado na fronteira do Rio Grande do Sul — mais acessível.

Como em toda escolha, existe o cálculo. Preço, oportunidade, proteção do dinheiro. “Há sempre alguma coisa ligada à ideia de fazer um bom negócio”, lembra Jaime. O racional acompanha o emocional. Caminham juntos.

No meio desse cenário amplo, uma pergunta se impõe: se tudo pode vir de qualquer lugar, o que mantém a relação entre marca e consumidor?

A marca do Sua Marca

Quando o consumo atravessa fronteiras, a confiança precisa ser o ponto de ancoragem. Produtos circulam, serviços se deslocam, experiências se multiplicam. O que permanece é a segurança de que aquela escolha vale a pena.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: os riscos da uniformização das marcas com o uso da inteligência artificial

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O avanço da inteligência artificial já impacta a forma como empresas produzem conteúdo, constroem campanhas e definem estratégias de comunicação. O ganho de velocidade é evidente. O risco, menos visível, aparece na perda de identidade. Como trabalhar diante do aumento de eficiência que a IA proporciona e o risco de perda de originalidade foi o tema da conversa com Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

Cecília chama atenção para um movimento que contraria avanços recentes na representação de pessoas na publicidade. “Eu vejo que um dos riscos que a IA traz para a comunicação é a de estarmos dando um passo atrás em algo que já achávamos que estava resolvido.” Ela se refere ao esforço das marcas, nos últimos anos, para mostrar pessoas mais reais e diversas.

Segundo Cecília, a tecnologia pode recriar um padrão artificial ainda mais distante do cotidiano. Imagens com traços irreais, imperfeições exageradas e ausência de expressão humana voltam a ocupar espaço. O efeito prático é um recuo em uma agenda que buscava aproximar marcas e consumidores por meio da autenticidade.

Esse ponto exige equilíbrio. A comunicação também trabalha com aspiração — aquilo que desejamos ser. O desafio está em não perder o vínculo com a realidade ao tentar projetar esse ideal.

Jaime aborda outro risco: a dependência intelectual. Para ele, o uso excessivo da IA pode limitar a capacidade criativa. “Estamos cada vez mais reféns da IA”, diz. A consequência aparece no resultado final das marcas: soluções parecidas, previsíveis e pouco distintas.

Ele recorre a uma referência cultural para ilustrar o problema. “A desobediência é uma virtude necessária à criatividade.” A frase, associada a Raul Seixas, reforça a ideia de que inovar exige romper padrões. Quando todos recorrem às mesmas ferramentas e bases de dados, a tendência é a padronização.

Na prática, isso significa campanhas que se parecem, discursos que se repetem e marcas que perdem aquilo que as torna reconhecíveis. A identidade — construída ao longo do tempo — passa a ser diluída por respostas automatizadas.

O alerta não é contra o uso da tecnologia. Pelo contrário. Ambos destacam que a IA traz benefícios importantes e deve ser incorporada ao trabalho. A questão central está no modo de uso. A ferramenta não pode substituir o pensamento crítico, a intuição e a criatividade humana.

A discussão reforça um princípio básico do branding: valor de marca está ligado à diferença. Quando todas falam do mesmo jeito, deixam de ser lembradas.

A marca do Sua Marca

A tecnologia deve servir como apoio, não como substituição da inteligência humana. Marcas relevantes combinam eficiência com criatividade própria e mantêm sua identidade mesmo diante de novas ferramentas.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: escritores ensinam como consistência constrói valor

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Alguns escritores conseguem transformar seu nome em referência antes mesmo de o leitor abrir o livro. O tema foi discutido no comentário Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN, com Jaime Troiano e Cecília Russo.

A conversa parte de uma constatação simples: autores também operam como marcas. Eles constroem uma identidade que combina estilo, temas e forma de narrar. Essa identidade cria expectativa no público. Como explica Cecília Russo, “as pessoas sabem o que esperar dessa autora, desse autor e por isso eles vão atrás de um novo livro lançado”.

Essa previsibilidade não significa repetição mecânica. Trata-se de coerência. O leitor reconhece traços comuns — linguagem, profundidade dos personagens, tipo de conflito — e se conecta com essa entrega. É o que acontece com autores como Carla Madeira, que mantém uma assinatura emocional marcada por relações humanas intensas, ou Itamar Vieira Junior, cuja obra carrega um olhar social enraizado na realidade brasileira.

O mesmo raciocínio vale para nomes internacionais, como Colleen Hoover, Elena Ferrante e Haruki Murakami. Cada um construiu um território próprio. Quem lê já entra na história com uma expectativa formada. Esse é um ativo poderoso.

Jaime Troiano amplia o olhar ao lembrar que isso não é novidade. “Mesmo antes de nós falarmos de branding pessoal, autores mais clássicos também representam marcas, com estilos próprios, antecipando expectativas do próprio leitor”. Machado de Assis, por exemplo, consolidou uma escrita marcada pela ironia, pela análise psicológica e pela crítica social. Ao manter esses elementos, fortaleceu sua identidade ao longo do tempo.

Há outro ponto importante: autores, assim como marcas, não buscam agradar a todos. Escolhem um público, ainda que de forma intuitiva. Isso ajuda a consolidar uma base fiel de leitores, que acompanha lançamentos, recomenda obras e até valoriza edições especiais. Forma-se uma comunidade em torno da marca.

Essa relação também traz um desafio. Quando a identidade está bem definida, o autor passa a ser cobrado por ela. Mudanças bruscas podem gerar estranhamento. É o preço de ter construído uma promessa clara.

A marca do Sua Marca

Consistência e identidade são pilares de valor. Seja um escritor ou uma empresa, quem mantém coerência no que entrega cria expectativa, fideliza público e fortalece sua marca.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.