Sua Marca: erros comuns ao analisar a identidade visual do seu negócio

 

 

É preciso cuidado para não cair em dois erros comuns quando se avalia a importância da identidade visual da sua empresa, produto ou serviço. O primeiro é quando se acredita que a identidade é o motivo do sucesso do seu negócio, uma espécie de herói solitário. O segundo erro está no lado oposto: quando se olha para a identidade visual apenas como se fosse um recurso cosmético da sua marca.

 

Em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano lembra que a identidade visual da marca é a integração de todos os elementos de representação visual como a cor, o desenho, o nome e a forma como é apresentada. Deve ser vista como um recurso que se integra a todos os outros elementos do branding e não como a chave do sucesso na vida da marca. Ao mesmo tempo este conjunto de elementos visuais tem papel fundamental para materializar a expressão da sua marca, complementa Cecília Russo: “ajuda a evocar os significados da marca, o que ela pode representar no mercado e na vida das pessoas”.

 

O quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábado, às 7h55, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: “Diversidade não é sinônimo de inclusão”, diz Ricardo Sales

 

 

“Somos um país em que 54% da população se declara negra, um país que tem 51% de mulheres e que tem 23,7% das pessoas com algum tipo de deficiência, além de ter milhões de pessoas LGBT. Pensar a diversidade é olhar para dentro das nossas empresas e refletir se esses grupos que não são minoras – são maiorias que normalmente estão excluídas – estão representadas dentro da organização”. Quem explica a questão é Ricardo Sales, consultor de comunicação e diversidade e pesquisador da ECA-USP.

 

Em entrevista ao jornalista Roberto Nonato, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Sales esclarece que o conceito da diversidade está ligado a como as organizações refletem em seu quadro os diferentes grupos que formam a sociedade. Já a inclusão é um passo além: como as empresas lidam e trabalham com essa diversidade.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e domingo, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Juliana Causin, Débora Gonçalves e Rafael Furugen.

Geração 4.0 trará produção de volta para os países onde se consome moda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

fashion-show-1746579_960_720

 

O pós-guerra na década de 1940 intensificou a indústria de confecção, que se desenvolveu dentro dos próprios mercados de consumo localizados nos países centrais. A seguir, os aumentos dos preços de locação e de mão de obra fizeram com que a produção de moda procurasse regiões de custos mais baixos.

 

Foi um movimento crescente, gerando uma nova geografia na industrialização das roupas. Surgiram alguns países periféricos ofertando mão de obra com salários abaixo da linha da pobreza. A ponto de despontar acusações, algumas comprovadas, outras não, de trabalho escravo.

 

A cadeia de confecção passou a desmembrar a produção das demais fases do processo de elaboração da moda: criação, desenvolvimento de produtos, marketing e comercialização. Paris, Milão, Londres e Nova York continuaram a ser os centros criadores de moda, mas a fabricação até hoje está concentrada na Ásia.

 

Na medida em que as regiões pobres se desenvolviam e demandavam salários maiores, surgiam novas zonas com mão de obra ofertada em níveis irrisórios. De outro lado, a tecnologia que avançava não encontrava nas roupas um produto que absorvesse seu custo.

 

Esse cenário que observamos há mais de 50 anos, entretanto, poderá finalmente vir a dar lugar a junção de toda a cadeia produtiva da moda. A produção voltando ao mercado onde será consumida. O trabalho escravo definitivamente seria extinto, não pelo aspecto social, mas porque o homem não mais o fará, pois este trabalho será executado pela Geração 4.0.

 

Isto significa que, se até então, as tecnologias isoladas não introduziram a cadeia da moda na era científica, seus recentes avanços e sua conexão poderão fazê-lo. A Geração 4.0 abrange, por exemplo, a robótica, o Big Data, a inteligência artificial, a automação, o comércio eletrônico, o omni-channel, a internet das coisas, as impressoras 3D, e as wearables.

 

Esse formidável conjunto irá melhorar a mais difícil das tarefas que é a Previsão de Vendas, fazendo com que as informações acionem um sistema produtivo assertivo e ágil. Reduzindo custos a ponto de poder estabelecer a produção junto ao mercado consumidor.

 

Esta é uma aposta certa, cuja incerteza é de quanto tempo precisaremos para realizá-la.

 

Leia também o artigo “Mais uma vez indústria têxtil é protagonista da Revolução Industrial”, de Renato Cunha.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.
 

Mundo Corporativo: esqueça a ideia que você é multitarefa e melhore o sua perfomance no trabalho

 

 

Quando as pessoas trazem mais foco para as atividades do dia-a-dia, conseguem aumentar sua performance. “Hoje as pessoas se autointitulam multitarefas. Dizem: ‘sou capaz de fazer quinze coisas ao mesmo tempo’. Mas não. Somos capazes de parar e começar coisas diferentes muito rápido, mas o ser humano não faz duas coisas ao mesmo tempo”. O alerta é do consultor de empresas e professor da FGV Luciano Salamacha, que falou sobre algumas mudanças de comportamento que podem aumentar o seu desempenho no trabalho.

 

Em entrevista ao jornalista Roberto Nonato, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Salamacha contou sobre o método stakehand, que aplica a neurociência como matriz para o aperfeiçoamento da carreira e negócios.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e domingo, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Juliana Causin, Débora Gonçalves e Rafael Furugen.

O marketing e a canetada que mudou as marcas e os marcos no futebol brasileiro

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Há sete anos, na sede da CBF, com homenagem a Pelé, medalhista por decreto em conjunto com outros jogadores, e a entrega de miniaturas de taças de campeão brasileiro a cinco clubes recém-titulados, a história do futebol brasileiro estava adulterada.

 

No tapete. E, no topete de seu artífice, Ricardo Teixeira:

 

“Todas essa glórias foram conquistadas dentro do campo, nas quatro linhas, com gols, jogadas maravilhosas e muito talento. O reconhecimento teria que vir da nossa parte e acreditamos que a hora chegou. Por isso, como presidente, tenho orgulho de parabenizar os jogadores e os presidentes de Botafogo, Cruzeiro, Santos, Palmeiras e Fluminense como legítimos campeões brasileiros.”

 

O visível objetivo de manipulação e  poder, que já passaram por tantas grandes corporações, não surpreende. O que espanta é que os clubes, donos do produto e das marcas, não enxerguem como essas medidas afetam negativamente o mercado do qual dependem, pois interferem no campo onde as marcas atuam – e que para se fortalecerem precisam ter credibilidade,  história, feitos e marcos de conquistas disputados igualitariamente.

 

A perda é de todos, quando regras estabelecidas podem ser ditatorialmente alteradas. Acreditamos, entretanto, que o mais incongruente é o fato dos clubes não enxergarem que neste processo de valorização de marca, imagem e história, o título do passado com o nome mudado é esvaziado. Perde o valor original. E muitas vezes a hegemonia.

 

Por exemplo, o de ter sido o campeão da Taça Rio, primeiro campeonato mundial reconhecido pelo mercado. E, digamos, pela FIFA. Entretanto, incompreensivelmente, o Palmeiras, dono da façanha pleiteia a troca do título.

 

Outro caso é a Taça INTERCONTINENTAL, cujo título deve ser mantido, por respeito histórico e também porque é valioso, pois ninguém mais poderá ter.

 

Aqui, é preciso registrar, como subproduto do estrago feito há sete anos, os aspectos estatísticos que se alteraram automaticamente com as mudanças manipuladas por Ricardo Teixeira e seu grupo.

 

A esperança para dias mais promissores fica na eterna expectativa da profissionalização dos clubes brasileiros. Um olhar ao futebol europeu e ao basquete americano será essencial para um futuro melhor e condigno com o rico manancial de mão de obra nacional. Ou uma atenção ao mundo do tênis, onde quem manda são os tenistas.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Consumidor 2017 valoriza Qualidade e Variedade mais do que Atendimento

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

IMG_0382

mobilidade está entre as demandas atuais do consumidor

 

 

Depois de 14 anos encabeçando a lista dos atributos que as marcas precisam para serem consideradas de respeito pelos consumidores, o Atendimento cai para terceiro lugar. Essa informação é da pesquisa CIP Centro de Inteligência Padrão* realizada pela CA Ponte Estratégia com a Stella Kochen Susskind Consulting. Divulgada e apoiada pela Revista Consumidor Moderno.

 

 

A perda da liderança após 14 anos evidencia uma ruptura significativa, ampliada pelo fato de que o comparativo com o ano passado dá uma queda de 57% para 27% na avaliação da importância do Atendimento para o consumidor.

 

 

image002 2

 

 

Ao estar ranqueado atrás de “Qualidade e Variedade de produtos”, com 29% em primeiro lugar, e de “Preços atrativos, promoções, ofertas vantajosas e facilidade de pagamento”, com 28% em segundo lugar, o “Atendimento” aparece em terceiro lugar com 27% de importância. Fato que a primeira vista pode ser lido como uma tendência do brasileiro passar a ser um consumista à busca de ofertas, sem considerar a relação com as marcas que aprecia.

 

 

Para quem milita há anos com a relação consumidor/compras esta nova posição do Atendimento é um susto, que na verdade é revertido ao ouvir a Stella Susskind, executora desta e das pesquisas anteriores:

 

 

“O Atendimento no Brasil virou commoditie, a maioria das empresas atende da mesma maneira:

 

 

– Bom dia, meu nome é Anne, qual é o seu?
– Qual é o nome do seu cachorrinho?
– Muito obrigado por pisar na nossa loja!

 

 

Isto quando não vira inquérito policial, com uma infinidade de perguntas, sem, é claro, um cumprimento amável, um olhar simpático, bom humor, etc.”

 

 

Stella complementa afirmando que existe uma grande oportunidade de reverter favoravelmente o valor do Atendimento ao colocar naturalidade e criatividade neste processo. A seguir elenca as demandas atuais:

 

 

– Mobilidade: quero tudo fácil, de preferência em um lugar só ou próximo;
no caminho de casa.

 

 

– Trânsito infernal, queremos rodar menos

 

 

– Violência, queremos segurança

 

 

– Atendimento diferenciado respeitando o aspiracional de personalidade de cada consumidor

 

 

– Várias gerações consumindo: Baby Boomers, X, Milenials. Cada uma com suas demandas e hábitos

 

 

– O brasileiro viaja, algo que não acontecia com frequência no século passado
E mais…

 

 

– UNIQUENESS ! “Eu sou único, o atendimento também tem que se diferenciar”
CHEGA DO MESMO !

 

 

Estamos, portanto, diante de uma grande oportunidade de diferenciação. As marcas que assumirem uma postura de atendimento dentro das novas demandas, certamente serão identificadas como aquelas que respeitam o consumidor, oferecendo produtos e serviços numa relação de empatia, naturalidade e individualidade.

 

 

Marcas de respeito

 

 

Os entrevistados na pesquisa escolheram as categorias de produtos que tiveram experiências de compra nos últimos seis meses e avaliaram o grau de respeito que as empresas envolvidas tem com o consumidor. Numa escala de 0 a 10.

 

 

Destaques:

 

 

Quadro 1

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

 
* A Pesquisa: foram pesquisadas 1490 pessoas, de 25 de outubro a 3 de novembro pela WEB através do aplicativo Mindminers, do Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Considerando um Universo de homens e mulheres com acesso a internet, das classes A,B,C,D no critério Brasil e maiores de 18 anos.

Ocimar Versolato, gênio na Moda e ingênuo no Varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Quem visitou uma das sete lojas Ocimar Versolato que compuseram sua derradeira escalada nos holofotes da moda entendeu bem as láureas que recebeu. As coleções expostas em São Paulo, Rio e Brasília, transmitiam o talento de Ocimar. Em adequada e sofisticada ambientação, se encontravam inigualáveis vestidos de festa, ou requintadas camisas masculinas.

 

Uma raridade e um luxo que não comportavam a existência de sete pontos de venda. Talvez dois no máximo.

 

E Versolato já tinha 11 anos de experiência, dos quais sete na França. Onde atingiu o topo que nenhum estilista brasileiro conseguiu alçar. Foi membro do seleto grupo Chambre Syndicale de La Haute Couture, entidade máxima da moda francesa. Ocupou o cargo de Diretor de Criação da casa LANVIN, a mais antiga da alta costura, onde teve uma atuação superlativa e inovadora, ao mesmo tempo em que exibia sua marca na Place Vandôme, depois de ser assistente de Gianne Versace e ter trabalhado com Hervé Lérger.

 

imagem.aspx

 

Sua competência na moda despertou a aproximação de outras personalidades em diversas áreas como Sebastião Salgado, que durante dez anos fotografou seus desfiles, e Cacá Diegues, que o contratou para os figurinos de Tieta do Agreste.
As atrizes e cantoras não ficaram alheias ao seu sucesso e por vezes seus modelos estavam presentes no Oscar ou nas paradas de sucesso. Com a diferença que não emprestava nem doava. Os modelos eram vendidos.

 

Ainda assim a concorrência que doava não perdoava. A ponto de ter um episódio novelesco com a cantora Ophelie Winter, a quem ele fora contratado para mudar a imagem dela. Da breguice, como estava sendo vista, para o chique. Winter virara atriz e teria apresentação em Cannes. O pessoal do Giorgio Armani enviou um vestido de presente. Ela recusou e informou que usaria Versolato, o que redundou em ameaça de nunca mais ser permitida a entrada dela nas lojas e eventos Armani. Ophelie cumpriu com o prometido. Armani nunca mais.

 

No Brasil, foi marca de automóvel, um modelo CITROEN Ocimar Versolato com apelo contemporâneo e fashionista. Sandra Habib aproximou Sergio, seu endinheirado marido, proprietário da holding dos automóveis Jaguar e Citroen, de Ocimar. Juntos constituíram uma empresa para produzir e comercializar moda feminina e masculina criada por Versolato. Coube ao casal a operação e finanças, cujo planejamento foi apresentado a Ocimar visando a abertura simultânea de sete lojas iniciais. De acordo com Ocimar*, a quantidade o assustou mas deixou que se executasse.

 

Inexplicável, pois o casal não era do ramo e o plano previa uma quantidade exagerada e inadequada de lojas. Ao mesmo tempo em que indicava inaugurações em sequência sem a maturação necessária e gradativa. O fechamento das lojas era inevitável e em pouco tempo, mesmo com a discordância de Ocimar, a operação foi encerrada.

 

A seguir, escreveu “Vestido em chamas” onde conta seus principais momentos, finalizando com uma premissa de vida:

“Obstáculos sempre existem, e nossa tarefa é não nos deixar abater e encontrar nos mesmos a força necessária para superá-los. Agora, se além da força, tivermos talento, tudo fica mais fácil.”

Tudo indica que a trajetória talentosa de Ocimar poderia ser mais fácil se o gênio não fosse tão genioso.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

*Livro
Versolato, Ocimar
Vestido em chamas/Ocimar Versolato- São Paulo
Aleph, 2005

Mundo Corporativo: líderes precisam saber que as empresas sempre vão precisar de gente

 

 

“O mundo está mudando, as empresas estão mudando, mas elas não vão deixar de ter gente, sempre gente vai fazer parte das empresas”. É o que diz Josué Bressane Junior, sócio-diretor da Falconi Gente, para alertar os líderes da necessidade de entenderem que é preciso usar o RH de maneira mais estratégica. Bressane foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Para ele, são os líderes que têm a responsabilidade de implantar as transformações efetivas nos negócios, no entanto nos trabalhos que desenvolve de consultoria percebe que nem sempre isso acontece: “a mudança não ocorre de baixo pra cima, a mudança ocorre de cima pra baixo; essa é a grande dificuldade das organizações porque muitos querem mudar no pensamento, mas na essência não querem essa mudança”.

 

No programa, Bressane falou também da relação entre gerações no ambiente de trabalho e da forma como uso de tecnologia está modificando os processos de avaliação de desempenho e de contratação. O Mundo Corporativo é gravado às quartas-feiras, 11 horas, com transmissão ao vivo pelo site e pela página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábado, no Jornal da CBN, e aos domingos, 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: propaganda é alimento para as marcas

 

 

“A propaganda é o alimento essencial que dá vida, valor e vitalidade para as marcas”, diz Jaime Troiano, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Ele e Cecília Russo defendem a necessidade de se investir neste recurso de forma planejada e orquestrada. A possibilidade de se usar diversos canais para propaganda pode ser um risco se a marca não tiver um maestro para dar coerência a comunicação da empresa.”Presença nas redes sociais não significa comunicação certeira”, diz Cecília.

 

No Dia Mundial da Propaganda, que se comemora em 4 de dezembro, Troiano e Russo lembram frase que teria sido dita pelo publicitário Davis Ogilvy: “propaganda é como poste, pode ser para você se encostar ou para iluminar”.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, 7h55, no Jornal da CBN.

Um nome para a marca

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

craft-2798848_1280

Já escolheu o nome da sua marca?

 

A recente publicação do Top of Mind 2017 trouxe oportunamente o tema das marcas para a grande mídia. Destaca-se a teoria e prática dos nomes para as marcas, na busca das melhores maneiras de encontrar a fórmula do sucesso. E a marca é um dos componentes para que os produtos ou serviços ofertados ao mercado tenham resultado favorável.

 

A marca OMO, Top of Top de todos os Top of Mind, é um bom exemplo.

 

Omo é uma abreviação de Old Mother Owl (Velha Mãe Coruja) assimilando sua sabedoria e colocando os seus olhos em cada uma das letras “O”. É um nome curto, sonoro e agradável.

 

O Planejamento Estratégico que irá definir os parâmetros de um novo negócio terá que estudar o nome a ser dado ao produto e/ou serviço planejado. E esta é a última etapa do processo, pois a marca a ser escolhida terá que se relacionar com os fatores técnicos e emocionais envolvidos.

 

Na Folha de domingo, Jaime Troiano e a filha de Al Ries, Laura Ries, expõem pertinentes aspectos da formação de critérios para o batismo de uma marca.

 

Troiano relata que a marca a ser escolhida deve obedecer aos seguintes pontos:

Escolher a Mensagem certa
Ouvir outras opiniões
Escolha atemporal
Busca do inusitado
Alcance global
Sem genéricos
Pronúncia simples
Boa sonoridade
Licença poética
Correção de rota

 

Laura Ries sugere que os nomes de marca devam:

 

Combinar palavras existentes
Mostrar a categoria a que pertencem
Ser atraente
Fácil de lembrar
Eliminar neologismos
Nome próprio bonito
Mudança recomendável até o segundo ano de existência

 

Neste contexto, cabe ressaltar que esses postulados, embora básicos, não devem ser tomados como definitivos. Donde elencamos as seguintes considerações:

 

Questionar os padrões.
Considerar a especificidade do negócio: na moda e na arte o nome próprio é o mais usado e o recomendado.
O nome próprio não necessariamente precisa ser adaptado: exemplo é Alexandre Herchcovitch.
O nome pode ser feio e significar coisa feia e ter sucesso: PAKALOLO, maconha.

 

Podemos, portanto, inferir que o nome ideal é aquele em que se identifica a categoria e o benefício a ser ofertado.

 

Nesta mesma edição da FOLHA, o jornalista Fernando de Barros cita “Já tá chegando”, “Multicoisas”, “Mania de churrasco”. Aos quais acrescentaria: “Zero Cal”, “Seda Xampu” e “Maria Bonita”.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.