Mundo Corporativo: na incerteza, seu comportamento não pode ser incerto, ensina Carlos Vaz, da Conti

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“Eu acredito que excelência é aquilo que você faz diariamente, uma dedicação de ser uma pessoa melhor, seja pessoalmente, seja profissionalmente” Carlos Vaz, Conti Real Estate Investments

Diante de tantas incertezas, o que não pode ser incerto é o seu comportamento diante delas. Essa é uma das lições aprendidas pelo empresário Carlos Vaz que, há 21 anos, desembarcou nos Estados Unidos, para um estágio não remunerado, em um escritório de advocacia, em Boston. Na época tinha algo em torno de US$ 300,00 no bolso e um aluguel a pagar de US$ 350, segundo conta. Até hoje, a Conti Real Estate Investments, empresa que criou e batizou com o sobrenome da mãe, há 11 anos, já registrou mais de US$ 1 bilhão em transações imobiliárias.

Carlos Vaz foi o entrevistado do programa Mundo Corporativo quando falou da trajetória dele, das oportunidades de negócios para brasileiros que querem investir nos Estados Unidos ou que planejam montar empresas por lá:

“O profissionalismo não tem nacionalidade. A coisa mais importante para nós como brasileiros é suar a camiseta todo o dia ..… Nós temos capacidade de competir com o americano, com o japonês, com o europeu ..… Essa gana de fazer o seu melhor, de querer ajudar as pessoas ao seu redor e sempre buscar o profissionalismo …”

O negócio da Conti é captar recursos com investidores, comprar imóveis, que serão alugados, e fazer a gestão financeira e condomininal. Segundo Carlos, a companhia tem atualmente 9 mil apartamentos sendo administrados e cerca de 300 pessoas trabalhando diretamente. Está localizada em Dallas, no Texas, e, em plena pandemia, abriu dois escritórios, em Miami e Rio de Janeiro:

“A pandemia acelerou, facilmente, de cinco a dez anos os negócios. Você percebeu que aquilo tudo que você faz hoje — não é só a sua inteligência, mas também a sua capacidade de se adaptar e sua capacidade de executar. A pandemia nos forcou a fazer as coisas diferentes, a fazer uma adaptação porque aquilo que levou você aqui não levará você lá”.

Filho número 8 de nove irmãos, Carlos diz que a educação oferecida pelos pais e os valores que ensinaram a ele, ainda na época em que viveu em Viçosa, Minas Gerais, foram fundamentais para vencer nos negócios. Mesmo tendo abandonado o curso de direito que iniciou no Brasil, o empresário lembra que, ao chegar nos Estados Unidos, tinha a convicção de que precisaria continuar estudando e realizando cursos, de preferência nas melhores escolas possíveis, pois também seria uma oportunidade para criar relacionamentos.

Para os brasileiros que querem iniciar negócio nos Estados Unidos, uma das recomendações de Carlos é que procure as câmeras de comércio, onde vão encontrar informações relevantes e assistência nas mais diversas áreas. Recomenda que se busque estados e cidades que estejam em crescimento e cita, como exemplo, o Texas. 

Sobre as habilidades para liderar uma empresa, o empresário identifica cinco aspectos que devem ser considerados:  

  1. Integridade
  2. Excelência
  3. Crescer e aprender
  4. Fazer a diferença
  5. Ter gana e paixão pelo que faz
     

E conclui:

”Nesse momento de desespero, fé é fundamental. Nosso comportamento não pode ser incerto. Procure sempre estar aprendendo; ouça bastante porque você vai pegar opiniões diferentes; veja o que você quer; não deixe de aprender; de olhar para você mesmo para tentar fazer melhor; e imagine: quando eu chegar a algum lugar, quem eu quero ajudar?”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no canal do Youtube, na página do Facebook e no site da CBN. O programa vai ao ar, aos sábados, às 8h10 da manhã. E está disponível, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Izabela Ares, Bruno Teixeira, Matheus Meirelles e Priscila Gubiotti.

Mundo Corporativo: ao deixar cargo de presidente da L’Oréal no Brasil, An Verhulst-Santos diz que legado é uma empresa mais diversa, digital e próxima das pessoas

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“Vai precisar ter muita resiliência. Nós estamos vivendo um momento difícil. Muita criatividade, muita fé que as coisas vão melhorar. Eu acho que cada um se sente mais conectado com os outros. E vamos sair muito mais fortes do que entramos”


An Verhulst-Santos, L’Oréal no Brasil

“Como você está?” passou a ser a pergunta chave nas conversas corporativas, desde o início da pandemia, nos escritórios e fábrica da L’Oréal no Brasil. Pergunta que pouco se fazia na época em que todos dividiam o mesmo espaço físico; e na pressa de dar início as reuniões de trabalho, era esquecida, sem considerar que o colega ao lado levava à empresa sentimentos e emoções. 

De acordo com An Verhulst-Santos, presidente da multinacional francesa aqui no Brasil, a forma de conversar e ouvir o outro  foi uma das mudanças de comportamento necessárias para que gestores e colaboradores superassem o desafio imposto pelas restrições sanitárias que levaram ao distanciamento e ao trabalho remoto. Uma mudança que permanecerá influenciando as relações com colegas, parceiros de negócio e clientes:

“Nesse momento, nunca fomos tão perto das nossas equipes, dos nossos parceiros e das nossas consumidoras para ouvir suas necessidades … ’Como você está? virou algum muito importante para conectar”.

No último dia como presidente da L’Óreal no Brasil, An Verhulst-Santos conversou com o Mundo Corporativo e demonstrou muita satisfação com os resultados alcançados nesta segunda passagem pelo país. Ela segue agora para o Canadá onde assumirá outro posto de comando na empresa, na qual trabalha há 30 anos:

“O Brasil é um país extremamente especial para mim, é meu pais do coração. Eu sou uma líder muito colaborativa, com muita empatia, que trabalha muito a inclusão. E nós deixamos um trabalho lindo, reforçado  com uma equipe maravilhosa e de excelência. E um grande trabalho sobre a digitalização, sobre a sustentabilidade e sobre a diversidade e inclusão”.

An também deixa uma empresa que investiu alto na transformação digital para se adaptar às necessidades das clientes, no último ano. Ela calcula que em cinco meses foram implantadas mudanças que estavam previstas para os próximos cinco anos, acelerando a ideia que tem movido a L’Oreal de ser a empresa número um de ‘beauty tech’ no mundo. Uma das inovações foi para atender a demanda de clientes acostumadas a experimentar os produtos antes de comprá-los: uma ferramenta na qual é aplicado o conhecimento de ‘realidade aumentada’ que permite que as consumidoras façam simulações com os produtos, sem sair de casa.

Ao mesmo tempo que algumas soluções vieram de experiências no exterior, outras foram caseiras, graças a relação da L’Oréal com startups do setor que atuam no Brasil. De acordo com a executiva, um exemplo foi a plataforma que permitiu o uso de WhatsApp para as clientes tirarem suas dúvidas e receberem conselhos de funcionárias da empresa, o que resultou em 20% mais conversões de venda do que o acesso pelo site. A realização de live-streaming  no qual a cliente podia comprar o produto ao mesmo tempo em que participa do evento foi outro projeto criado no Brasil.

“A consumidora brasileira é uma consumidora extremamente exigente, uma consumidora que tem demandas sobre a vivência, necessidades muito particulares. E quando você consegue trazer produtos para o mercado brasileiro, você consegue convencer qualquer consumidor no mundo inteiro”

Sobre diversidade, um dos aspectos que chama atenção na troca de comando é que a primeira mulher a assumir a presidência da empresa no Brasil será substituída por um homem, Marcelo Zimet, quando a expectativa era de que continuasse sob uma liderança feminina, especialmente porque a L’Oréal tem como sua clientela principal as mulheres. An nega que isso seja um retrocesso e lembra que as mulheres são 64% dos colaboradores da empresa e 55% dos cargos de liderança:

“Por que seria um recuo? Marcelo é um homem extraordinário, um brasileiro não só de coração, mas também de nascimento, que conhece super bem o Brasil e trabalha há bastante tempo na empresa e que conhece bem o consumidor. O assunto não é só de ser homem ou mulher para trabalhar na beleza. O assunto é de tentar entender, de ter a empatia de escutar o consumidor e de escutar a necessidade que essa pessoa tem … Não é, ser homem ou mulher, é a complementaridade de todas essas pessoas juntas que faz essa empresa mais forte.”

Apesar do crescimento que teve dentro da L’Oréal, An lembra que sua trajetória, sim, enfrentou dificuldades e barreiras inerentes ao mundo corporativo. Para superá-las, exercitou a resiliência – característica que por várias vezes citou durante a entrevista –, especialmente quando teve de convencer os outros de seu ponto de vista. Em relação a liderança feminina, ela diz que, por tudo que passam na vida, as mulheres criam uma força que as capacita a encarar os desafios da profissão:


“Uma mulher que seja CEO ou não seja CEO é CEO da vida dela. Porque nós temos uma força tão grande, as mulheres, de fazer este multitask. Nós somos capazes de fazer nosso trabalho, ser mãe, ser parceira, fazer muitas coisas ao mesmo tempo, eu acho que isso é que faz as mulheres o CEO da vida dela”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no canal da CBN no Youtube, no Facebook e no site www.cbn.com.br. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN, domingo, às 10 da noite, e em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Izabela Ares, Bruno Teixeira, Débora Gonçalves e do Matheus Meirelles.

Mundo Corporativo: José Salibi Neto decifra o algoritmo da vitória

Foto de Pixabay no Pexels

“Eu acredito muito no potencial do ser humano. Eu já fui transformado alguma vezes. Mas você precisa ter alguém junto para te ajudar em alguma situação. E nesse caso é o grande treinador, o grande coach”, José Salibi Neto

O algoritmo é uma sequência de instruções bem definidas. Mas nas relações humanas, regras e procedimentos não são perfeitamente definidos. Então, para fazer esse algoritmo rodar com resultados satisfatórios é essencial a figura do coach ou do treinador que tem de adaptar esse sistema a quem ele treina, ter engenhosidade para conectar essas duas pontas  — algoritmo e esportista — e converter problemas maiores em partes menores e mais simples de resolver.

Essa é a ideia central do trabalho desenvolvido por José Salibi Neto, ex-tenista, cofundador da HSM e dos maiores especialistas em gestão no país, e Adriana Salles Gomes, admiradora de esportes, especialmente dos cavalos de corrida, jornalista e craque em economia e negócios. Juntos, escreveram o livro ‘O algoritmo da vitória” (Planeta Estratégia), após cinco anos de muita pesquisa, leitura e entrevistas com alguns dos melhores técnicos esportivos do mundo. 

José Salibi Neto falou do resultado deste projeto e de como aplicá-lo na gestão de negócios, no programa Mundo Corporativo, da CBN. E falou  com o mesmo entusiasmo da época em que, jovem e estudante na Universidade da Carolina do Sul, entrava em quadra com o sonho de ascender ao topo do ranking mundial. Na época nem tudo saiu como ele planejava, por isso teve se transformar algumas vezes —- como destacado na frase que abre este texto. O esporte, no entanto, virou lição e metáfora para a sua carreira:

“O CEO na verdade é o técnico do time dele, ele é o grande coach. Tem que colocar os jogadores certos nas posições certas. Desenvolver a cultura do time. Fazer o treinamento. Analisar cada um dos seus comandados para ver quais são os seus pontos fortes e os seus pontos fracos. Então, esses grandes treinadores, eles são muito cuidadosos nisso porque eles não podem errar”

Um líder de excelência é capaz potencializar os talentos que têm em seu time. Foi o que fez Larri Passos com Gustavo Kuerten, um jovem de grande talento mas que tinha sua vida marcada por uma série de intempéries que poderiam tirá-lo completamente do foco da carreira vitoriosa que construiu. 

“O caso mais dramático foi o caso do Guga, porque ele tinha tudo para dar errado, perdeu o pai em uma quadra de tênis, aos nove anos, a mãe era assistente social, o irmão necessidade de ajuda constantes devido a problemas de saúde e ele vivia em uma cidade sem tradição no esporte”. 

Para se entender o algoritmo da vitória explorado por técnicos de grande sucesso nos mais diversos esportes, José Salibi e Adriana o dividiram em oito etapas:

  1. Encantar — aqui contam os critérios para recrutar talentos, desenvolver atletas, criar neles autônoma e amor pelo que fazem
  2. Kaizen mental — é preciso balancear foco e relaxamento, e trabalhar tanto mente como corpo: “no mundo empresarial ninguém se importa com isso”
  3. Time escalador — é necessário montar um time com pessoas complementares, em talento, em personalidade, em experiência e em energia; e saber construir confiança e controlar o ego
  4. Código de Comunicação —- palavras, imagens e gestos são códigos que precisam ser criados com seus atletas; entender qual o momento adequado para transmitir a mensagem: “às vezes você mata o talento na maneira de se comunicar”
  5. Estrategizar — o técnico precisa pensar estrategicamente, planejaras diversas etapas, priorizar resultados e competições ao longo da temporada, identificar alternativas
  6. Ambiente de crescimento —- tem de alternar estabilidade e mudança para que os atletas aprendam e cresçam; pensar em processos, relacionamentos, estruturas etc
  7. Aprendizado — o algoritmo dos técnicos precisam ser constantemente atualizados
  8. Algoritmo —- é preciso criar o próprio algoritmo, etapa por etapa, e saber rodá-lo no ‘hardware’ que é onde entrar o dono da equipe e os dirigentes que precisam estar alinhados, acima de tudo, culturalmente.

O algoritmo da vitória virou uma metodologia que pode ser aplicar a qualquer empresa e a qualquer técnica, de acordo com José Salibi Neto:

“No mundo empresarial tem de desenvolver essa mentalidade de coach. O Jorge Paulo Lemann faz isso muito bem. Veja quantos líderes ele conseguiu desenvolver. Ele se considera muito mais um diretor de recursos humanos do que CEO. Se você não desenvolver as pessoas, você não tem resultado”

O Mundo Corporativo pode ser assistido às quartas-feiras, às 11 da manhã, no site da CBN, no canal do YouTube e no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal. da CBN; aos domingos, às dez da noite; e pode ser ouvido a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Bruno Teixeira, Rafael Furugen e Priscila Gubiotti. 

Mundo Corporativo: Paula Morais, da Intera, sempre pronta para ‘hackear’ os sistemas

Foto: Divulgaçao/Intera

“Existe sim uma barreira que a gente precisa quebrar. E a gente está nesse processo de quebrar, com o advento de ter cada vez mais mulheres nesse mundo de inovação e tecnologia, e de empreendedorismo”

Paula Morais, intera

Mulher, jovem e empreendedora. No passado, essas três palavras não cabiam em uma mesma frase — aliás, se para você seguem não cabendo, você está ultrapassado. Não significa que as barreiras de gênero tenham caído. Aparecem a todo momento no local de trabalho, nas reuniões de negócios ou  nas discussões corporativas. Muitas vezes de forma inconsciente, como descreve Paula Morais —- mulher, jovem e empreendedora, entrevistada pelo programa Mundo Corporativo da CBN:

“Quando fui falar com um fundo de investimento, em 2019, fui com o meu sócio que é homem. Todos esses fundos, a maior parte é composta por homens. Muitas vezes, eu fazia o discurso, mas a pergunta ao final era para ele e não para mim. É quase que uma descrença no processo”.

Para Paula, fundadora da Intera, que atua no setor de recursos humanos e recrutamento digital de profissionais, esse comportamento é pautado no histórico de uma sociedade machista e patriarcal que influencia na confiança em negócios que são liderados por mulheres. E na confiança da própria mulher em querer ser empreendedora. Acostumada a superar essas dificuldades ou a ‘hackear’ esse sistema — para usar um termo mais apropriado para os negócios em que Paula Morais atua — a recomendação dela é que o foco seja na busca de soluções  para necessidades que existem no mercado — e isso deve servir para quem sofre por questões de gênero, de raça e de idade, também:

“Empreender é resolver problema, então isso é independente de qualquer um desse vieses. Não tem muito a ver com idade. Tem muito mais a ver com a fome que você tem em de fato resolver um problema e trazer uma solução que melhora o mercado do que que com qualquer outro marcador. 

Foi por pensar assim que Paula Morais encontrou o caminho para criar uma série de negócios, a começar pelo primeiro marketplace de aluguel de itens do Brasil. Em 2018, ela fundou a Intera ao lado de Augusto Frazão e Juliano Tebinka: eles desenvolveram tecnologia para desconstruir o modelo tradicional de recrutamento de talentos, tornando o processo mais assertivo e ágil — ou para ‘hackear’ o sistema de recrutamento. A ideia recebeu recentemente um aporte de R$ 2,5 milhões de investidores anjos que permitirá a criação de soluções tecnológicas que poderão ser usadas diretamente pelas empresas, transformando o que hoje é serviço em um produto.

“O Brasil é um grande terreno fértil para empreendedores. Uma vez que nós temos um monte de problemas. Todo mundo me pergunta: “ah, porque você não vai para fora, porque você não mora fora?”. Não tem lugar melhor no mundo, hoje, para você empreender por causa  da quantidade de problemas que a gente tem aqui. Empreender é isso: é você resolver uma dor. Você trazer uma solução que resolve uma dor de alguém. E você cria um negócio a partir disso”.

Na entrevista ao Mundo Corporativo, Paula conta que muito mais do que há cinco anos, o cenário de venture capital —- ou de capital de risco —- que aposta em negócios inovadores cresceu no Brasil. Para aproveitar esse momento é preciso que se considere o que ela chama de ‘market fit’,  ou seja, se a solução que você tem resolve a dor de alguém e se este público está disposto a pagar por isso:

“Muita gente quer colocar uma solução em pé da sua própria cabeça, quando quem tem de dizer é o seu cliente. Meu conselho é ouvir o cliente, testar e  jogar de novo até você fazer o ‘fit’. A gente foi treinado aqui no Brasil pra não errar. A gente tem essa cultura do não-erro. E o empreender é errar. Você erra muito mais do que você acerta, principalmente no começo”

Três características para ser empreendedor, segundo Paula Morais

  • Resiliência — “estar disposto a passar perrengue, a viver um período que não vai ser fácil e ser capaz de sair dele de cabeça em pé”
  • Foco — “para evoluir, se você disser sim para tudo, tentar fazer tudo, não faz nada; tem de saber qual é a sua meta principal”.
  • Verdade — “saber assumir quando você consegue e quando não consegue, porque isso, mesmo que você não ganhe no curto prazo, gera confiança no longo prazo”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo e em vídeo, no Youtube, no Facebook e no site da rádio CBN, às quartas-feiras, 11 horas da manhã. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 10 da noite; e pode ser ouvido a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Bruno Teixeira, Matheus Meirelles e Priscila Gubiotti.

Mundo Corporativo: André Machado, da AsQ, explica como deixar líderes longe da empresa ajuda na criatividade

“… ele tem de ter uma gestão muito mais participativa, trazer os objetivos, discutir com a equipe, usar a tecnologia que está super a favor da gente para coletar as ideias” —- André Machado, AsQ

Profissionais com facilidade de adaptação, resilientes diante dos desafios que tendem a surgir com maior frequência e que saibam proteger sua vida pessoal para que não seja impactada pela profissional —- a medida que ambas passam a dividir o mesmo espaço com o sistema de home office. Essas são algumas das características de colaboradores que têm se destacado ao longo desta pandemia, na opinião de  André Machado, CEO da AsQ, em entrevista ao programa Mundo Corporativo da CBN.

Especializada em gestão de saúde privada, a AsQ foi lançada em agosto do ano passado, no auge da pandemia, após gestores e executivos perceberem a oportunidade de negócio que havia naquele momento crucial para operadoras de planos de saúde, empresas e seus beneficiários. Além de desenhar seus escritórios para a nova realidade e manter muitos funcionários trabalhando à distância, André conta que a partir da troca de experiências da equipe, criou-se um sistema que passou a ser chamado de “ócio criativo”:

“A gente criou uma tarde, uma manhã,  um turno do dia da semana, em que o gerente não está disponível para o trabalho, mas terá de fazer algo que estimule a oxigenação, a criatividade … ele não está disponível para a gente, para as pessoas da empresa”

Segundo André, a estratégia atende a dois aspectos: a formação de novos líderes, pois o gerente é obrigado a delegar autoridade a pessoas de sua equipe; e a busca de soluções que surgem a partir do instante em que o gestor é estimulado a desestressar.

Além de equipes bem preparadas, o CEO da AsQ cita o fato de que a empresa está baseada na tecnologia, com pessoal dedicado a inovação e aberto a troca de informação com os parceiros de negócio. Uma das novidades que estão sendo trabalhadas, a partir do compartilhamento de conhecimento, é a de tecnologia vestível que propiciará uma experiência melhor para as pessoas, diz André.

“Tem pouquíssimas pessoas que querem voltar para o escritório e como eu presto serviço de saúde, tenho de trabalhar muito para dentro de casa, então eu mantenho o apoio ao colaborador para que ele tenha uma sustentação psicológica e de saúde para se manter nesta lógica do trabalho”.

Quanto ao papel dos líderes, André Machado identifica a necessidade deles encontrarem novas formas de administrar suas equipes:

“… o gestor tem de estar muito envolvido nisso, em querer servir; e esse trabalho à distancia, eu acho, deixou isso muito mais forte; ele tem de estar muito mais disposto a isso”

O Mundo Corporativo é gravado às quartas-feiras, 11 horas, e pode ser assistido ao vivo no canal da CBN no Youtube, no Facebook e no site cbn.com.br. O programa vai ao ar aos sábados no Jornal da CBN, aos domingos, às dez da noite, em horário alternativo ou pode ser ouvido a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Bruno Teixeira, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Roberto Fulcherberger, da Via Varejo, diz como a tecnologia tornará atendimento cada vez mais pessoal nas lojas

“Quem vai mandar no jogo, como é que vai se dar o atendimento daqui para frente é o consumidor e cabe a nós estarmos preparados em todos os canais” —- Roberto Fulcherberger CEO da Via Varejo

Conectar clientes e vendedores através da tecnologia e tornar essa relação mais pessoal no atendimento dentro da loja. Esse é um dos projetos que a Via Varejo pretende lançar, em breve, a partir do investimento na digitalização de processos e da aproximação com startups. Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, Roberto Fulcherberger, que assumiu o comando da companhia em julho do ano passado, falou de estratégias que vinham sendo implementadas antes de a pandemia se iniciar e tiveram de ser aceleradas para enfrentar as restrições sanitárias que fecharam todas as lojas físicas:

“No segundo trimestre, fizemos circular tudo pelo online  e vendemos quase que a mesma coisa que a gente venderia, só que com 85% das lojas fechadas, na média do trimestre … A gente forçadamente fez a transformação total da empresa.” 

Quando chegou ao grupo, que tem marcas conhecidas no varejo — Casas Bahia, Ponto Frio, Extra e móveis Bartira —-, o desafio de Roberto era tornar a companhia relevante novamente, após perda de mercado para concorrentes, como a Magazine Luiza, e registro de prejuízos financeiros que chegaram a R$ 162 milhões no segundo trimestre do ano passado. Fez mudanças em todos os cargos do comando da empresa e levou, como define, “gente com ego zero” e “diversidade de conhecimento”: reuniu em uma mesma equipe executivos que entendiam muito ou de digital ou de logística ou de vendas:

“Tudo começou por pessoas, fomos encaixando as pessoas certas nos lugares certos … o time da segunda camada a gente também substituiu quase 85% e veio gente aliada com o que pensávamos …”.

Antes de alcançar a transformação digital que imaginava, Roberto diz ter sido necessário mudar a cultura da empresa e, para isso, a comunicação foi fundamental. Segundo ele, os colaboradores estavam fragilizados diante dos resultados negativos da companhia e era preciso ser direto e transparente com as equipes de trabalho. Um das formas foi mostrar onde a empresa pretendia chegar e como faria para alcançar seu objetivo. O executivo avalia que em quatro meses o time já estava engajado, o que ajudou, também, no desafio seguinte que foi a pandemia.

“Ninguém está preparado para fechar as portas ao consumidor. A gente naquele momento tinha um online de mais ou menos 28% das vendas, e logo vimos que teríamos 20 mil vendedores à disposição. O time se reuniu muito rápido, criou o Me Chama no Zap, um case mundial do Facebook, treinou o pessoal e, no quinto dia, todos os vendedores já estavam em contato com os clientes”.

Em novembro, a Via Varejo anunciou o fechamento de cerca de 100 lojas físicas e Roberto explica que a medida não tem relação com a pandemia. Diz que faz parte de um processo que já vinha sendo avaliado e tem como objetivo eliminar sobreposições de unidades, resultantes da fusão das Casa Bahia com o Ponto Frio. Há casos em que a companhia tem mais de duas lojas em uma mesma rua e outros em que há até sete unidades em uma região de microcomércios. Apesar de encerrar essas operações, o executivo nega que haverá demissões e lembra que está sendo mantido o plano de expansão que prevê abertura de 80 lojas, das quais 35 serão entregues até o fim deste ano.

Mesmo com o crescimento das compras online, a presença de lojas físicas seguirá sendo importante, de acordo com o executivo, porque ainda existem muitos consumidores que não querem a jornada digital e o Brasil é gigantesco e diverso neste sentido. Mais do que isso: a loja que até agora é quem recebe e se relaciona com o consumidor será, também, parte da logística e ponto de coleta, uma espécie de “minihub”. A compra da startup ASAPlog, em maio, por exemplo, foi a forma de a Via Varejo buscar soluções para a “entrega última milha”, contando com uma rede de entregadores autônomos. Essa aquisição também está ligada a outro movimento no grupo que é o de abertura do seu sistema para empreendedores através da Distrito, um centro de inovação que conta com uma plataforma que conecta startups, grandes empresas e investidores usando big data e inteligência artificial.

Lembra da primeira frase deste texto, em que falamos de usar a tecnologia para aproximar o cliente do vendedor dentro da loja? Roberto conta que está em desenvolvimento um serviço que fará com que o atendente seja alertado em seu smartphone todas as vezes que seu cliente entrar na loja, recebendo na tela do celular as informações sobre compras anteriores e buscas recentes que fez no site da empresa —- desde que autorizado pelo consumidor, lógico. 

“No fim do dia o que a gente quer é ser a empresa que melhor se relaciona com o consumidor. O pessoal costuma dizer que esta jornada digital vai deixar as coisas impessoais. Eu falo exatamente o contrário: vai deixar a jornada ainda mais pessoal …. vai ser como a 20, 30 anos quando o vendedor tinha a possibilidade de conhecer o cliente pelo nome”

O Mundo Corporativo é apresentado às quartas-feiras, às 11 horas, no site, no canal da CBN no Youtube e no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, domingo, às 10 da noite, em horário alternativo e em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Priscila Gubioti

Mundo Corporativo: Felipe Mansano diz o que é preciso para sua startup ser descoberta por investidores

“Normalmente, os investimentos em startup têm esta característica: quem investe está procurando empresas que podem escalar, e, geralmente, a maneira mais eficaz é uma solução que é ancorada em um aspecto relevante de tecnologia”  — Felipe Mansano, Equitas VC

Mudar a maneira como profissionais de tecnologia são recrutados, migrar uma escola de programação para o cenário online e desenvolver conteúdo para provas de residência médica. Essas são algumas das ideias surgidas em startups que tiveram seus negócios alavancados com a participação de fundos de venture capital ou de investimento de risco. Todos esses projetos foram desenvolvidos no Brasil, país que tem assistido ao longo da última década um crescimento acentuado no número de empreendedores que se pautam em negócios digitais. Para Felipe Mansano, da Equitas VC, é importante ter esse ecossistema, do qual fazem parte  fundos, empresas e pessoas dispostas a investir em startups.

Em entrevista ao Mundo Corporativo, Felipe falou de oportunidades que existem atualmente no Brasil para quem cria e para quem investe:

“Na hora de fazer negócio é muito importante que as duas partes, tanto a gente como o empreendedor, além do dinheiro, avalie como esse investidor vai me ajudar a fazer para que o meu negócio alcance seu potencial. Nós acreditamos que é neste aspecto que mora a oportunidade, porque no Brasil tem mais escassez de conhecimento e de execução do que de capital — especialmente no cenário agora de juros muito baixo”

Os fundos de venture capital buscam empresas com foco na tecnologia porque são negócios que podem crescer em escala, o que atrai investidores dispostos a colocar o seu dinheiro em empreendimentos que estão em estágio inicial e a aguardar de sete a dez anos para terem o retorno financeiro: 

“É um jogo de longo prazo, mas para a empresa que dá certo, o retorno é 50 a 70 vezes o investido”.

Algumas dicas de Felipe Mansano que facilitam a atração de investidores para o seu negócio:

Como a maioria dos negócios está se iniciando, boa parte da aposta do investidor é na qualidade do time que está envolvido no projeto, portanto atenção na equipe de trabalho.

Identifique o diferencial competitivo deste time em relação ao desafio que a empresa está disposta a resolver,

Não adianta ser o maior peixe em um aquário pequeno, ou seja, é importante que você tenha solução para um problema grande; lembre-se, o investidor quer empresas com potencial de crescimento em escala.

—  Tenha clareza da concorrência; se houver muitas empresas oferecendo solução para aquele problema que você se propõe a resolver a chance de se destacar é menor

—  Mostre como a receita da empresa vem crescendo mês a mês; essa informação permite que o investidor avalie a adesão do mercado ao seu negócio, o quanto o mercado está vendo de valor na sua ideia.

Erros que podem atrapalhar o seu negócio:

Os fundadores da empresa terem apenas uma parcela do negócio: quanto menor a participação, menor é a disposição para enfrentar os desafios 

Não ter clareza do tamanho do seu mercado: o investidor precisa desta informação.

Ter empresas que não têm potencial de crescer em escala, geralmente não estão inseridas em tecnologia, uma característica que permite que o negócio se desenvolva de maneira rápida.

O Mundo Corporativo pode ser assistido às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site, no Facebook e no canal da CBN no Youtube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e pode ser ouvido em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Juliana Prado, Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: marketing de gentileza põe o ser humano no centro da relação, diz Laíze Dasmaceno

 

“Marketing não é sobre enganar as pessoas, ofender as pessoas, é simplesmente a gente criar estratégias para que a gente chegue ao objetivo” — Laize Damasceno, empreendedora

Levar a relação humana para o centro da discussão impulsiona empresas e pessoas a agirem com empatia e gentileza, e isso pode ser transformador nos negócios. Foi a partir dessa ideia, que a empreendedora Laíze Damasceno desenvolveu o conceito do que ela caracteriza como sendo o marketing humanizado, tema da entrevista que concedeu ao programa Mundo Corporativo da CBN:

“Ser gentil, ser bom e ser ético, vai me levar muito mais longe, vai me fazer muito mais sustentável do que eu ter picos de venda custe o que custar”.

Para Laíze, a pandemia fortaleceu ainda mais o conceito com o qual trabalha em cursos e consultorias, pois  demonstrou que empresas que tinham o respeito no relacionamento com o consumidor se saíram muito melhor diante da crise econômica. Ela destaca que marketing é entender a necessidade do público e atendê-lo com algo que seja útil, além de rentável a quem oferece.

“Em tempos de crise, aplicar a gentileza, a empatia e fazer o marketing genuíno e verdadeiro tem muito mais pontos positivos e isso não compete com a ideia de lucrar”.

A forma como a empresa se comunica ajuda na construção desse relacionamento, por isso a criadora da MDG Academy recomenda que se tenha atenção ao vocabulário usado nos diálogos com os diversos públicos:

“O vocabulário das marcas é um dos pontos que ensino no passo da humanização … por exemplo, como ter uma comunicação não-violenta; a gente pode falar a mesma coisa de diversas maneiras … podemos fazer críticas para construir, para somar, para chamar o outro para uma conversa”.

Um dos projetos lançados recentemente por Laíze Damasceno foi a comunidade digital Marketing de Gentileza, uma rede social colaborativa sobre marketing e negócios para conectar pessoas interessadas em troca de conhecimento, ideia e experiência.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo e em vídeo, às quartas-feiras, 11 horas, no canal da CBN no You Tube, no Facebook e site da rádio CBN. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e está disponível em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Izabela Ares, Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Priscila Gubioti.

A Moda veste a sustentabilidade

Foto: Pixabay

 

Em março, presenciamos no MIS SP –  Museu da Imagem e do Som, a Rede Brasil do Pacto Global lançar uma nova estratégia de atuação, no ano em que comemora seu 20º aniversário e a ONU, 75 anos. O Plano com métricas e estratégias para as 900 empresas signatárias do Pacto Global estará sendo realizado em parceria com a Consultoria Falconi.

Viviane Martins, Presidente da Falconi Consultoria de Resultados, ressaltou que as empresas brasileiras têm enfrentado duas questões fundamentais em relação aos ODS.  

ODS Objetivos de desenvolvimento sustentável é um conjunto de metas socioambientais definidas pela ONU, composto de 17 objetivos e 169 metas. Os ODS são aplicados por países e empresas para políticas e projetos ambientais e de sustentabilidade. 

As duas questões apontadas por Viviane referem-se a Governança e Gestão.

A Governança por não entenderem que os ODS não são uma questão de Marketing, mas de perenidade da empresa.

A Gestão ao precisar compreender que os ODS não são coisas de um departamento, precisam estar penetrados em toda a companhia.  

Aqui, observação nossa, podemos evocar o alerta de Kotler quando diz que o Marketing não deve se restringir ao departamento, mas se estender a toda a empresa.

Em reportagem de Rodrigo Caetano da revista Exame, vemos que o Brasil apresenta mau resultado em 10 objetivos inclusive “acabar com a fome e a pobreza”. Carlo Pereira, Diretor da Rede Brasil Pacto Global, sinaliza que em 30% dos ODS estamos abaixo da América Latina.

Como participantes do Pacto Global no Grupo de Excelência do CRA SP, temos efetivado ações  para divulgar os ODS , e  quinta-feira, 29 de outubro, das 15hs ás 17hs teremos um evento focando a Sustentabilidade.

Para assistir ao encontro “A MODA vestindo a SUSTENTABILIDADE” acesse o link

O objetivo do evento é demonstrar como significativas empresas da MODA estão desenvolvendo ações para diminuir os desperdícios e as poluições geradas pelo setor. A MODA é o segundo maior poluidor do planeta, ultrapassando aviões e navios. É também importante segmento econômico e social, por ser um setor intensivo de mão de obra cuja cadeia produtiva mundial gera 2,4 trilhões de dólares anuais. 

Uma equação que pode ser resolvida com consciência e engajamento.

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.     

Mundo Corporativo: sustentabilidade é estar conectado com as tendências do consumidor, diz Rafael Viñas, da Fundação Espaço ECO

“Investir em sustentabilidade é você garantir que os canais que você captura essas tendências estejam equilibrados, então que a forma com que você explora o capital natural, a sua matéria prima por exemplo, garanta esse atendimento de demanda de mercado” Rafael Viñas, Fundação Espaço ECO

O diálogo sobre sustentabilidade tem amadurecido ao longo das últimas duas décadas e se no início fazia parte apenas de acordos globais e debates internacionais hoje está bem mais próximo das empresas. A opinião é de Rafael Viñas, gerente da Fundação Espaço ECO, entrevistado pelo programa Mundo Corporativo, da CBN. Apesar de os riscos que a crise atual impõem, Viñas entende que os projetos empresarias com foco na sustentabilidade tendem a se fortalecer:

“…sem dúvida, é um risco. A gente traz muito a leitura da sustentabilidade como conexão de tendências. A gente hoje vive esse contexto econômico, social e de saúde; a gente tem de reconhecer que é uma tendência de consumo que vai mudar; a gente vai ter uma leitura nova como o consumidor e os negócios vão ter de se conectar nisso …  quais que são os temas mais relevantes? Se tem uma nova forma de consumo, como as empresas vão oferecer isso?”

A Fundação foi criada pela BASF e atua como uma consultoria para estratégias de sustentabilidade, com a intenção de traduzir a ciência para o contexto corporativo e desenvolvendo projetos para outras empresas e organizações. Um desses programas é o Mata Viva que se iniciou em área do Complexo Químico as margens do rio Paraíba do Sul, em Guaratinguetá, no interior de São Paulo:

“… é um programa de conservação que trabalha com biodiversidade, e o principal recurso financeiro para mantê-lo a tem a ver com a compensação financeira da pegada de carbono que as empresas têm …”

Viñas acrescenta que para as empresas se sustentarem também haverá a necessidade de entenderem que os produtos para os consumidores são cada vez mais diversos e será preciso respeitar essa diversidade e oferecer informações que sejam sólidas a este consumidor:

“Traduzir sustentabilidade é você identificar além dos termos, as práticas: como você faz a gestão da cadeia sustentável para, por exemplo, oferecer um cosmético vegano, sendo que a 10 anos atrás a gente mal falava sobre o contexto vegano e muito menos sobre cosmético vegano. Essa tendência de consumo é uma das práticas que a gente tem na fundação: metodologias para capturar isso e desenhar estratégia para os negócios”.

O Mundo Corporativo é apresentado por Mílton Jung às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, pela internet e pode ser assistido no canal da CBN no Youtube e no Facebook, e no site da CBN. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, e também está disponível em podcast. Colaboraram com este Mundo Corporativo: Juliana Prado, Érica Paixão, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Priscilia Gubiotti.