É hora de voltar, mas a gente lê cada coisa que dá vontade de pedir férias de novo

 

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Estou de volta. Faz pouco tempo que saí, mesmo que meus colegas de trabalho passem a segunda-feira insistindo no contrário. Verdade que quando entrei em férias ainda tínhamos Copa do Mundo e (alguma) esperança no hexa. Tínhamos também o drama dos 12 meninos e seu técnico de futebol, que estavam presos dentro de uma caverna na Tailândia. E sequer se conhecia um juiz chamado Favreto, que ganhou seu domingo de fama tentando libertar Lula, conseguiu dar ao ex-presidente destaque suficiente para mantê-lo nadando de braçada nas redes sociais e levou na onda os já famosos Moro e Gebran.

 

Agora, se tantas coisas acontecem em tão pouco tempo, a culpa não é minha. São as circunstâncias de um tempo que está sempre acelerado e os acontecimentos se sucedem em uma velocidade acima do suportável. Eu fiz minha parte — fiquei no meu canto, relaxei em cenários que são um encanto, contemplei meus momentos em família e ganhei alguns quilos a mais. Mais magra mesmo só minha carteira — viagens sempre nos reservam custos extras, apesar de seguir economizando na moedinha da Fontana di Trevi, em Roma.

 

Da mesma forma que foi um tempo de descanso, também foi um tempo de expectativa, porque um novo projeto estava em maturação durante esses dias de afastamento do rádio — um projeto que havia consumido boa parte das minhas energias nos últimos quatro meses, mas que pronto e editado será apresentado oficialmente nos próximos dias para você, caro e raro leitor deste blog.

 

Refiro-me ao meu novo livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”, editado pela Best Seller, do Grupo Editoral Record, que já está em pré-venda e terá lançamento em algumas cidades brasileiras, em agosto. Nos próximos dias, conversarei mais com você sobre esse projeto que considero transformador para mim — e espero seja para os leitores, também.

 

Quando deixei o Brasil, o livro ainda não estava impresso. Por isso, fiquei de receber o primeiro exemplar na casa em que me hospedei na Itália — mas por essas coisas que os correios e serviços de remessa não explicam, até deixar o país a encomenda não chegou. Espero que caia em boas mãos e o seu leitor anônimo aproveite ao máximo.

 

Frustrado por não tê-lo em minha companhia nas férias ao menos fui surpreendido com outro exemplar à minha espera em casa, aqui em São Paulo. Foi um tremendo prazer tocá-lo, abri-lo, folheá-lo, ler e reler alguns trechos e curtir o resultado de mais este projeto. Ainda não está acabado — pois livros só se realizam quando nas mãos dos leitores e isso, espero, acontecerá em seguida.

 

Como disse, porém, do “É proibido calar!” escrevo mais nos próximos dias — assim como pretendo usar mais este espaço do blog para falar com você que me acompanha. E falar de tudo um pouco não necessariamente das coisas que são notícia, porque para essas já tenho o Jornal da CBN à disposição, para o qual retorno à apresentação nesta segunda-feira ao lado da Cássia Godoy. Ao Roberto Nonato meu muito obrigado pela participação sempre precisa nestes meus dias de férias. Assim como agradeço aos que me ajudaram a manter o blog ativo durante meu descanso — com as publicações do Mundo Corporativo, o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso e o Conte Sua História de São Paulo. Agradeço especialmente ao Carlos Magno Gibrail, que segue pautando a mídia, seja com suas análises do ambiente urbano seja escrevendo sobre o varejo.

 

Vamos em frente porque neste segundo semestre do ano muita coisa ainda está para acontecer, a começar pela campanha eleitoral que ganha corpo com as convenções dos últimos dias e as indefinições dos partidos e políticos. Uma eleição que, segundo Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, disse ao colunista de O Globo Bernardo Mello Franco, será a mais difícil da história. Difícil e assustadora, pois, Montenegro calcula que “pode ser que 70 milhões de brasileiros não votem para presidente”, pois o eleitor está “enojado”, “frio” e “desmotivado”. Motivos não faltam.

 

Se eu pedir férias de novo será que o pessoal reclama?

Até quando as festas barulhentas continuarão impunes? — II episódio

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Voltamos ao tema dos pancadões publicado há 15 dias neste blog e replicado na íntegra no jornal Morumbi News — cuja repercussão gerou inúmeras manifestações de leitores, que abordaram significativos ângulos do problema.

 

Entre tantas, selecionei uma que transcrevo abaixo:

 

Milhares de pessoas sofrem de síndromes metabólicas decorrentes da poluição sonora urbana. Poucas horas de sono ou sono de má qualidade causam aumento de pressão arterial, aumento do colesterol, irritabilidade, perda de memória, etc.
O barulho do motor de uma moto é um medidor do nível de decibéis que prejudicam o sono e a saúde humana. Se esse é o limiar, o que dizer das milhares de pessoas que nas noites de sexta, sábado e domingos são submetidas a tortura de terem suas casas invadidas pelo som dos pancadões….

 

Estive no último CONSEG Morumbi, na terça 5 de junho,….Lá representantes do Jardim das Vertentes, de condomínios ligados ao Shopping Raposo Tavares, do Real Parque, do Jardim Colombo e nós moradoras da Rua Tavares Vilela, clamávamos por alguma proteção para ter direito ao justo sono! Ouvimos o que tenho ouvido nos últimos 5 anos de participação em CONSEGs….A PM e a GCM, que chegam aos locais de tumultuo nas madrugadas, não tem qualquer poder para agir e são limitados a passar lição de moral. Se não me engano, metade dos milhares de chamados para os telefones de emergência nas madrugadas se refere a perturbação de sossego e outros tantos de agressão são decorrentes do mesmo problema.

 

Se nós de classe média, com casas bem construídas temos condição de nos dirigirir aos CONSEGs com nossos carros para pedir proteção, qual seria a situação de milhares de pessoas de comunidades que têm muito menos proteção ao barulho dos vizinhos? E quem, como ouvi outro dia no ônibus, não consegue entrar na própria casa vindo da escola noturna porque os carros com música a toda fecharam o caminho…E quem consegue trabalhar depois de um fim de semana sem dormir? E quem protege mães que choram o envolvimento de filhos e filhas nessas algazarras associadas a bebida e as drogas?

 

Por outro lado, como o barulho não é colocado como um problema de saúde pública e meio ambiente, e meramente como um problema de polícia, há pouco apoio por parte dos vereadores no sentido de criar leis que ataquem o problema. Esses defendem o pancadão como uma manifestação cultural ou uma diversão juvenil….

 

Por tudo isso exposto, peço como cidadã que o Grupo I dê visibilidade e abra o debate sobre o problema…

 

Sugiro que se difunda a ideia de que:

 

a) poluição sonora não mata tão rápido como uma bala, mas também mata. Barulho noturno é questão de saúde pública.

 

b) que a PM e GCM sejam agentes fiscalizadores com o poder de gravar documentando a altura do som e o endereço do comércio, casa ou carro responsável pelo mesmo. E, ao mesmo tempo, que o PSIU advirta e multe os responsáveis. Multas que sejam cobradas no sistema de cadastro de inadimplentes e SERASA….

 

c) que vereadores que fizeram a semana de Poluição Sonora e Meio Ambiente em 2016 possam colaborar no trato desta questão com informações técnicas e de saúde pública.

 

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Dirce S R Moretti

 

Ao que tudo indica, resta apoiarmos a posição da Sra. Dirce com os meios que tivermos. De nossa parte, apelamos aos vereadores que se debrucem no tema.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

No congresso nacional de lojistas de shopping o destaque foi o futuro da política e do varejo

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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As falas de políticos e lojistas, ouvidas no WTC, no evento da ALSHOP, convergiram para o futuro — como que deletando o presente nada recomendável.

 

Os presidenciáveis Alckmin, Amoedo e Rocha, apresentaram um discurso conciso das respectivas plataformas sem ataques pessoais aos adversários.

 

Será prenúncio de novos tempos?

 

Alckmin ressaltou a desproporção entre a máquina governamental e o meio privado. Em custos e eficiência. Enfatizando a vantagem da experiência administrativa que possui para consertar este desequilíbrio.

 

Amoedo defendeu a liberalidade econômica, social e comportamental. Acredita em nomes novos em todas as áreas políticas. Ressalta seu diferencial entre todos os candidatos ao descartar o “status quo” do profissionalismo político. Aposta que as necessárias reformas somente virão através de outros legisladores. Novos deputados e novos senadores.

 

Rocha enalteceu a competência empresarial, defendendo o liberalismo na economia e o tradicionalismo no comportamento. Abomina o sistema no qual o estado onera e algumas vezes interfere no mundo privado. Situação em que já foi vítima.

 

Neste contexto macro, o lojista Sergio Zimermam da PETZ contribuiu para a elucidação da questão tributária, pois é consensual que temos uma das maiores participações de impostos sobre o PIB. Não é verdade. O 34% de tributos no PIB do Brasil está na média mundial. O problema é que o Estado não entrega os serviços devidos e, além disso, a taxação de 50% sobre o consumo e 20% sobre a renda cria um disparate. Um peso tributário maior sobre os de menor renda, causando a distorção que poderia ser mais explícita se nos produtos e serviços se destacasse o montante de imposto.

 

No âmbito técnico do Congresso se constatou uma tendência de as cadeias de lojas concentrarem as operações em FRANQUIAS, em detrimento das lojas próprias. Uma estratégia para reforçar a necessária experiência de compra como diferencial ao mundo eletrônico e, ao mesmo tempo, viabilizar os resultados usufruindo das menores taxas para o sistema fiscal das sociedades no regime simples.

 

Neste setor de FRANQUIAS haverá reforço financeiro vindo pela Caixa, na palavra de seu presidente, Nelson de Souza, que expôs o lançamento de crédito específico e de baixo custo. Fruto da parceria ALSHOP com a Caixa, estimulada por Nabil Sayon e referendada por Souza, atento aos mais de 50 mil associados da ALSHOP.

 

Sob o aspecto de LIDERANÇA ressaltou-se a presença da mulher como força inovadora. Testemunhada na presença e na palavra das presidentes da Le Postiche, Nutty Bavaria e Amor aos Pedaços.

 

A necessidade de trabalhar o CLIENTE INTERNO X CLIENTE EXTERNO também foi um dos temas marcantes, apresentado pela Ideale e ABRH Brasil, por Peterson Coli e Eliana Aere.

 

Como INOVAÇÃO, Renato Claro da Kick Off trouxe o caso da Johnny Rockets que tem apresentado mudanças constantes no conceito, no cardápio e no tamanho como forma de manter o espírito original. O Rock de Elvis Presley e seus hambúrgueres.

 

O varejo que busca ATUALIDADE não pode descartar os Marketplaces. Sotero da B2W – Submarino, Americanas, Shoptime, e Bertolazzo do Magazine Luiza, não só demonstraram números e tendências irrecusáveis, como convidaram a todos a participar desse gigantesco universo. Pequenos, médios e grandes negócios e até mesmo os inexistentes podem procurá-los para atuar nesta multiplicidade de espaços de venda.

 

Para os Shopping Centers a tendência de aglutinar mais áreas de serviço e entretenimento deverá continuar. Um novo formato chamado de Power Center tem surgido com força. Consiste em agregar sobre grandes áreas operações populares de baixo preço. Entretanto a grande novidade é o início do e-commerce de shopping centers tradicionais.

 

O SPMarket, de acordo com Sylvio Carvalho Neto, diretor, já possibilita seus clientes comprarem via internet. Nos corredores, ouvia-se sobre o Cidade Jardim e a Multiplan estarem próximos do lançamento de suas plataformas de comércio eletrônico.

 

Enfim, pelo Congresso da ALSHOP tudo indica que podemos esperar um futuro melhor.

 

A tarefa é chegar lá.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Reforços para as candidaturas femininas

 


Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

 

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São poucas as mulheres na política (foto:LuisMacedo/CâmaradeDeputados)

 

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu que a partir deste pleito, os partidos políticos deverão reservar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, para financiar as candidaturas femininas. Os ministros também estenderam o percentual para o estratégico tempo destinado à propaganda eleitoral de rádio e televisão.

 

Dessa forma, invocando o princípio da igualdade previsto na Constituição Federal, o TSE definiu que as agremiações não podem criar distinções em torno do rateio desses recursos baseadas exclusivamente no gênero, os quais deverão obedecer à proporção de candidaturas femininas e masculinas apresentadas.

 

Vejamos algumas motivações desse julgamento.

 

O regime de cotas estabelece que cada partido ou coligação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% de vagas para candidaturas de cada sexo. Como noutros países que as adotaram, as cotas eleitorais foram instituídas no Brasil visando reduzir as dificuldades no lançamento de candidatas.

 

Importante mencionar, no entanto, que apesar das mulheres serem mais da metade da população (51,4%) e do eleitorado brasileiro (52%), portanto a maioria, a presença percentual feminina no Congresso Nacional é tímida. Comparado com os seus vizinhos latino-americanos, o Brasil apresenta a penúltima situação entre 20 países, à frente apenas do Haiti. Em termos globais, o cenário é ainda mais raquítico: o país está na 158ª posição entre as 188 nações catalogadas pela Inter Parliamentary Union (2014).

 

É óbvio que a insuficiência de recursos para as campanhas repercute diretamente na escassa efetividade das cotas. Afinal, de pouco adianta haver vagas reservadas sem que o aporte financeiro seja efetivado. Daí porque esta decisão do TSE amparada noutra que havia sido proferida pelo Supremo Tribunal Federal ter o potencial de atenuar algumas causas da sub-representação parlamentar feminina.

 

Num sistema harmônico de regras, a proporção mínima do fundo partidário destinado às candidaturas de mulheres deve ser coerente com a quantidade de vagas a elas reservadas.

 

Assim, além de reforçar a proporcionalidade e atribuir mais eficácia às cotas, a manifestação do Tribunal Superior Eleitoral era necessária em razão de o Fundo Eleitoral ser constituído exclusivamente com recursos públicos (R$ 1,716 bi derivados do Orçamento Federal), sendo que 73,5% serão para os dez maiores partidos do país.

 

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e escritor. Autor de “Campanha Eleitoral – Teoria e prática” (2016). Escreve no Blog do Mílton Jung.

50 Anos em 5

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Posse de Juscelino Kubitschek como Presidente da República e de João Goulart como Vice, 1956 FOTO ARQUIVO NACIONAL

 

 

O Plano de Metas de Juscelino Kubitschek executado de 1956 a 1961 pode elucidar causas de ontem e efeitos de hoje, explicitados pelos caminhoneiros do momento.
As prioridades estabelecidas e as origens dos recursos para o Plano, criaram um inegável e ágil desenvolvimento. Ao mesmo tempo houve erros nas metas e nas fontes de capital pelas escolhas malfeitas ou mal dosadas. Saúde e educação não foram destacadas enquanto capital inflacionário foi ativado através de investimentos governamentais. Com atenção especial para a industrialização em geral e o automóvel em particular. Assim como a evidência para o transporte rodoviário em detrimento do ferroviário.

 

Foram criados Fundos Especiais que representavam 55% dos investimentos totais — e que eram alimentados por impostos vinculados ao Plano de Metas. Por exemplo, o Fundo Rodoviário Nacional era abastecido pelo IMPOSTO ÚNICO SOBRE COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES. O Imposto Único Sobre Energia Elétrica e mais 4% da parcela federal sobre Consumo contribuíam para o Fundo Federal de Eletrificação.

 

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Charge da época

 

Os primeiros anos de Kubitschek foram agitados, divertidos e inovadores, a par da forte oposição gerida pela UDN, inconformada com o grande endividamento do país e da intensa ameaça inflacionária.

 

Uma miscelânea de novos produtos, serviços, comportamentos e eventos surgiram. Entre outros, o rádio de pilha, o barbeador elétrico, o sabão em pó, a Parker 61, a garota propaganda, o bambolê, o sofá-cama, o longplay, a lambreta, o disc joquei. Os primeiros artistas ensaiando o uso da coca; Nelson Rodrigues lança Gabriela Cravo e Canela, enquanto surge a Juventude Transviada. Maria Ester Bueno brilha em Wimbledon, o Brasil é campeão na Suécia e a indústria automobilística surge com o DKW Vemag e a Rural Willys, em 1958. A seguir veio o Simca Chambord, o Dauphine e o Fusca, em 1959.

 

E Brasília, a 31ª meta, aglutinava e personificava a ambição do Plano. Inaugurada em 21 de abril de 1960, foi construída por meio de transporte aéreo e rodoviário, no centro do território nacional. Não à toa que JK ouviu de Eisenhower que os Estados Unidos não teriam dinheiro para fazer igual.

 

O tamanho da obra de Juscelino deixou críticas à altura, intensas e apaixonadas. Carlos Lacerda na oposição e agressivo no tom. Nelson Rodrigues** na defesa e apaixonado pela “pátria de chuteira” e crítico ao “complexo de vira lata”, acreditava que Kubitschek contribuíra para levantar a autoestima do brasileiro.

 

O hoje evidencia a essencial necessidade de liderança. Lacerda e Juscelino seriam bem-vindos.

 

**”Lançam a inflação na cara de Juscelino. Mas o Brasil estava de tanga, estava de folha de parreira ou pior: – com um barbante em cima do umbigo. Todo o Nordeste lambia rapadura. E vamos e venhamos: para um povo que lambe rapadura, que sentido têm os artigos do professor Gudin? Sempre existiram os Gudin e o povo sempre lambeu rapadura. Ao passo que o Brasil só conheceu um Juscelino. Eu poderia falar em Furnas, Três Marias, estradas, Brasília, indústria automobilística. Mas não é isso o que importa. Amigos, o que importa é o que Juscelino fez do homem brasileiro. Deu uma nova e violenta dimensão interior. Sacudiu, dentro de nós, insuspeitadas potencialidades. A partir de Juscelino, surge um novo brasileiro. Aí é que está o importante, o monumental, o eterno na obra do ex-presidente. Ele potencializou o homem brasileiro.” (Nelson Rodrigues)

 

Fonte: Fabio de Sá Earp, Instituto de Economia UFRJ

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Crise de abastecimento e de confiança

 

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Caminhões bloqueiam rodovia Raposo Tavares/SP em foto de Renata Carvalho/Helicóptero CBN

 

O posto de combustível está fechado. O supermercado está vazio. A feira livre tem apenas algumas barracas. A faculdade suspendeu a aula. O aluno não tem van para chegar na escola. O trabalhador tem pouco ônibus para chegar ao trabalho. O paciente teve o atendimento suspenso. Os clientes não apareceram. Enquanto isso, na estrada, parte dos motoristas de caminhão segue parada a despeito das concessões feitas pelo Governo Federal.

 

Sem força para negociar, Temer entregou o que pode — porque o cargo ele não solta de jeito nenhum. Anunciou redução de imposto, vai controlar o preço do diesel, tabelar o valor do frete, reduzir o pedágio e tirar dinheiro de onde já não havia. Vai aumentar o nosso imposto, também. Mandou as Forças Armadas para liberar estradas e escoltar caminhão de combustível. Investigou empresários que incentivaram a greve e está de olho em líderes de caminhoneiros que se recusam a recuar apesar das demandas atendidas.

 

Na boleia do caminhão tem de tudo um pouco. Motorista que não consegue mais pagar as contas porque o frete está barato e o diesel cada vez mais caro.
Tem empresa que não quer pagar a conta e força a mão para reduzir os custos.
Tem gente que não aguenta mais este governo.
Tem quem não aguente mais nenhum governo.
Tem quem que queira chegar ao governo.

 

Chegamos ao nono dia de paralisação. Alguns já deixaram o caminhão na empresa e voltaram para casa. Outros, entregam o que restou na carroceria. Há os que estão sem rumo, na expectativa que as negociações cheguem a bomba de combustível e ao seu bolso. Apesar de o número de manifestantes ter diminuído, os focos de protestos permanecem — são radicais, baderneiros ou resistentes, depende do seu ponto de vista.

 

No cenário que levou a essa situação, está uma economia que ficou aos frangalhos, tomada pela corrupção e má-gestão. E se o país não cresce, não tem carga para entregar. Sem carga, o frete é pouco e barato. O Governo reluta em cortar gastos, mantém uma máquina muito cara e não encara os problemas estruturais. Para sustentar tudo isso, cobra alto através de impostos na produção, na distribuição, na venda, na compra e na contratação.

 

Tem também o olhar errado — erro histórico — que nos levou a concentrar o transporte de cargas nas rodovias — responsável por mais de 60% do que se leva e traz no Brasil — quando todo país que se preze divide o peso também com ferrovias e hidrovias.

 

O que está descentralizado é o tipo de liderança por trás dos movimentos sociais — e essa característica se transforma em encrenca para quem quer negociar e desafio para a própria sociedade. Por isso, mais uma vez somos surpreendidos com manifestações que surgem nas redes e se espalham pelas ruas — desta vez, pelas rodovias.

 

Assim como em 2013, quando não havia líderes para negociar em nome das massas, em 2018 os líderes negociam sem o apoio das massas. Comandam sindicatos, associações, federações e confederações, mas não lideram as pessoas.

 

A crise no abastecimento é também a crise de confiança — e de liderança.

 

Enquanto chefes discutem no gabinete e assinam acordos, o WhatsApp corre solto de um celular para o outro e se transforma em uma enorme rede de intrigas, sem controle e sem limite. Todos os desejos cabem nas mensagens enviadas, ilusões circulam livremente e salvadores da pátria são elencados.

 

Confia-se muito mais no que circula na rede do que se publica no Diário Oficial.

 

O abastecimento se resolve com caminhão circulando — e não se sabe ainda quando isso voltará a ocorrer com regularidade —; a confiança, por sua vez, vai demorar para chegar — e temo que partidos e políticos estejam prontos para desperdiçar a oportunidade que as eleições desses ano nos abriria para essa mudança de comportamento.

 

Lá vamos nós para o nono dia de greve dos caminhoneiros.

Avalanche Tricolor: tá difícil, chama o Luan

 

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Libertadores – Arena Grêmio

 

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Luan comemora único gol da partida em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

Dias estranhos vivemos nesta semana.

 

A paralisação do setor de transportes de carga mexeu no cotidiano dos brasileiros. Os caminhões deixaram de entregar as mercadorias, interromperam o tráfego nas estradas e prejudicaram o trânsito nas cidades.

 

O alimento deixou de chegar aos armazéns e o pouco que chegou teve preços majorados. O combustível ficou escasso e as filas de motoristas nos postos são enormes — imagem que só perde em escândalo para o preço cobrado na bomba.

 

Sem abastecerem, os ônibus diminuem o número de viagens e os passageiros ficam mais tempo no ponto. O serviço de lixo é suspenso, a rota da polícia é reduzida e as ambulâncias correm o risco de não sair dos hospitais. Os aviões voam com restrições e os correios desistem de prestar o serviço.

 

O governo não tem de onde tirar dinheiro porque gasta muito e gasta mal. Quando poderia melhorar o gasto, chafurdou na lama da corrupção. A Petrobras também foi destroçada por corruptos e gente de má-fé, e na reconstrução impôs regras de preço que pressionam o bolso de quem já está com dificuldade — o dólar sobe, o preço do barril sobe e a conta chega na bomba de combustível.

 

O cidadão está cansado de pagar a conta dos desmandos e mesmo sentido no seu dia as dificuldades impostas pela crise no abastecimento sinaliza apoio a reclamação dos caminhoneiros. Esses reclamam com razão porque ficam sem manobra para negociar preço, os custos aumentam e o frete não compensa. Por trás deles, escondidos na boleia, estão empresários, donos de enorme frotas de caminhão, que, sem direito à greve, empurram os motoristas para a frente das manifestações.

 

No cenário político, aproveitadores reagem, populistas gritam e extremistas ocupam espaço com discursos baseados em ideias mentirosas e fraudulentas. Há os que sequer sabem fazer conta, os que têm medo de por a cabeça para fora e os sem-noção, que agem como se nada estivesse ocorrendo a sua volta. Poucos buscam o equilíbrio da fala e o meio-termo nas ações.

 

E o que tudo isso tem a ver com o tema central dessa coluna, autodenominada Avalanche Tricolor?

 

Foi esse caos que me tomou o tempo nessas últimas 48 horas, me impediu de escrever a Avalanche logo após o jogo como costumo fazer desde 2008, e de agradecer a Luan por seu talento e precisão nos chutes.

 

Quando todos os caminhos estavam fechados e a bola teimava em desviar nos buracos do gramado mal-cuidado — Renato tem razão em reclamar —, nosso camisa 7 chamou a responsabilidade para si, usou de sua autoridade com a bola no pé e encontrou uma solução para resolver de vez nossos problemas em campo. Assim, o Grêmio encerra a primeira fase líder invicto de seu grupo e com a segunda melhor campanha da Libertadores.

 

Luan para presidente!

Zoologicamente falando

 

 

Quando um garoto de 12 anos pensa o que pensa — e você lê a seguir o que ele está pensando — é sinal que temos esperança na mudança. Valeu por compartilhar com a gente!

 

 

Por Matheus Nucci Mascarenhas
Colégio Notre Dame de Campinas, 7º ano

 

 

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Era o último dia de aula, uma sexta-feira enobrecedora, ensolarada e quente. Todos afobados, cansados e atordoados pelas longos conteúdos do ano, o costume do fim das aulas. Nesse dia, particularmente especial a mim, houve uma tarefa, criada pelos professores, com intuito de desviar seus alunos do prosaico: um debate. O incrível e controverso debate. O tema escolhido pelo docente foi este: “É correto existir zoológicos, ou não?”. Assim nós pudemos escolher o lado que achávamos correto. De repente, uma classe unida por fortes laços de amizade e interesses, dividiu-se em duas partes: os contrários e os favoráveis. Na realidade não eram somente os contrários e os a favores, mas sim extremamente opositores, ou extremamente defensores do tema.

 

 

Naquele momento, refleti um pouco sobre isso, mas agora, desenvolvo melhor meu raciocínio e vos digo, por quê? Por quê, sempre que um assunto envolve alguma decisão ou opinião, a divisão é feita através de pólos? Isso me incomoda. Por que sempre há de ter uma tão grande divisão? E vejo que isso não acontece somente na escola. Porque as opiniões políticas também são sempre assim. É um absurdo a maneira como é comum que qualquer um, que ouve um comentário de outro, rotule essa pessoa em algum dos pólos opinativos, somente por ouvir um comentário fraco, cujo autor nem havia ainda adicionado sua correta nem completa opinião. Ou seja: é uma conclusão precipitada e injusta sobre o discurso feito pelo locutor

 

 

Parece que sempre há a vontade insaciável do ser humano de enquadrar alguém em algum posicionamento, mesmo sem haver indícios de polarização, tanto na fala, quanto no comportamento da pessoa, que acaba sendo vítima de um processo invisível de aprisionamento a algum polo opinativo — mesmo que quem tenha projetado tal preconceito não tivesse essa intenção.

 

 

Ou você é de esquerda, ou, de direita! Ou você é “petralha”, ou é “coxinha”! Ou é fanático, ou é ateu! Ou é um carnívoro sem redenção, ou é um vegano que protege até os insetos peçonhentos. Parem com isso, não há a mínima necessidade de exercer esse antagonismo.

 

 

Fracamente, as ideias extremistas defendidas por pessoas que se dizem pertencentes aos pólos opinativos são igualmente incoerentes, e pressupõem a imediata suposição de que aquele que pensa diferente está errado. Além de não terem bases sólidas de argumentação, esses radicais em geral não têm a capacidade reflexiva necessária para construir fundamentos pertinentes que confirmem suas ideologias.

 

 

Tomemos como exemplo os atuais gurus políticos dos extremos. Ambos os líderes têm seus graves problemas, mas ambos são considerados “santos” por seus seguidores mais fiéis, que se deixam levar pela ingenuidade, formando uma imagem deturpada do ex-presidente Lula, ou do senador Bolsonaro. Os próceres dos extremos. Do outro lado, muitos os veem como demônios, como ameaças terríveis, consideram-os endiabrados. Mas algo não está certo. Por que os classificamos como santos ou demônios?

 

 

O fato é que esses personagens brasileiros não são nem capetas, nem anjos, são apenas pessoas, políticos que, apesar de divergentes, carregam consigo simbologias e anseios das pessoas comuns. O que os conecta é que representam o radicalismo, são extremos.

 

 

Já dizia Gregório Duvivier, escritor e humorista, em suas crônicas do Estadão, o mundo da razão não é preto nem branco, mas sim cinza, pois cinza é o meio termo e o meio termo é a razão. Um exemplo prático é que no cérebro humano, a razão cerebral se concentra em um local chamado de massa cinzenta, que é da cor cinza, mostrando que até o local onde fica o bom senso no nosso cérebro detém a cor cinza.

 

 

Não é preto nem branco, a razão das pessoas não é preta e branca, retomando, mas sim cinza, com tons diferentes de cinza, quanto maior a mudança da coloração cinza original, mais desvirtuada e próxima a leviandade essa pessoa estará. Lula e Bolsonaro estão presentes na escala de cinza mas não no cinza original, estando classificados em escalas mais claras ou escuras de cinza (à modê de cada um).

 

 

Na realidade, não existem extremos pólos opinativos políticos, dados por um representante, mas dados pelos seguidores dos representantes, que, geralmente, transformam esse dogmas em supostos pensamentos, esquerdistas ou direitistas. Seus líderes somente, em sua maioria, denominam-se nesses polos políticos para criar uma marca, legado e característica para ser seguida, se não seu propósito político não é frisado e comentado pelo povo.

 

 

Percebemos que nenhum polo fabulados pelos seguidores é corretos. Pense, onde é melhor viver? No polo Sul, ou, polo Norte? Ainda por cima no pólo Sul e Norte idealizados pelos pelos seguidores dos próceres. Definitivamente em nenhum desses lugares! Onde devemos viver mesmo é na linha do Equador, na “cinzenta” linha do equador, onde as ideias boas e coerentes que estavam presentes em cada polo fabulado, são trazidas a vigor.

 

 

Leitor não sei se você percebeu, mas, as ideias favoráveis dos polos em conjunto podem ser a chave para salvar nosso querido país. A união faz a força, a extrema divisão faz a inanição brasileira.

 

 

Termino o texto relembrando a fatídica cena de gritos desesperados, desesperados por atenção e querendo, exaltados, mostrar o sentido e afirmar a veracidade de sua opinião. Enfim uma sala de aula antes unida, acaba ardendo no calor da briga por uma simples opinião zoologicamente certa ou errada, dependendo de seus insensatos pontos de vista extremistas. Até mesmo zoológicos podem causar polarização, acredite.

 

 

“Num mundo quase sempre governado pela corrupção e arrogância pode ser difícil se manter firme nos princípios literários e filosóficos.” Olivia Caliban

Varejo inicia protagonismo na renovação do país

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Varejo assite a discurso de presenciáveis Foto: Alan Santos/PR Planalto.gov

 

Nesse fim de semana, em Foz do Iguaçu, por ocasião do 3º Simpósio Nacional do Varejo da ALSHOP, estiveram reunidas as lideranças empresariais e políticas do país para analisar o recente passado e o presente para propor o futuro próximo do Brasil.

 

O Varejo, pela característica de sua atividade mantém contato direto com os consumidores. Por isso, detém consideráveis informações sobre a população.
Nabil Sahyoun, presidente da ALSHOP, ao abrir o evento acentuou que a presença de presidenciáveis constituía boa oportunidade para discutir o Brasil e focar nas reformas estruturais que tanto necessitamos. Inicialmente a previdenciária e a tributária.

 

Destacou também que além de membros da ALSHOP Associação dos Lojistas de Shopping, estavam presentes dirigentes da ABRASCE Associação Brasileira de Shopping Centers, UNECS União Nacional de Entidades de Comercio e Serviços, CNDL Clube Nacional dos Dirigentes Lojistas, CACB Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, ABRASEL Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, e do SECOVI Sindicato da Habitação.

 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia DEM-RJ, presidenciável, falou sobre a necessidade de reduzir a máquina do Estado, a começar pelos gastos da Câmara, onde este ano já teria economizado R$ 600 milhões. Prometeu que as reformas serão encaminhadas, assim como a batalha contra os altos juros vigentes. E espera que esses sejam os temas dos candidatos.

 

Rogério Marinho, deputado federal PSDB-RN, relator da reforma trabalhista, o mais aplaudido durante todo o seminário, informou que acabaram as “aventuras jurídicas” e as 600 mil ações passaram para 280 mil. A busca dos trabalhadores agora é pelas necessidades reais. Os 25 itens pleiteados por ação foram reduzidos para quatro.

 

Luiz Carlos Hauly, deputado federal PSDB-PR, relator do projeto de reforma tributária, convicto da necessidade de uma nova legislação tributária, defendeu vigorosamente sua aprovação para breve e alertou que não adianta pensar no futuro sem que este texto seja aprovado pelo Congresso Nacional. Acredita que não haverá dificuldade na aprovação, tendo em vista o ocorrido na reforma trabalhista. Crê também que o trabalhador vai ter mais emprego e aumentará o poder aquisitivo, gerando mais vendas ao comércio. E o Brasil crescerá no ranking mundial de competitividade.

 

O presidente da Frente Parlamentar Mista do Comércio, Serviços e Empreendedorismo no Congresso Nacional, deputado Efraim Filho DEM-PB, disse que “o governo acredita existir para resolver o problema do povo, quando, na verdade, é o próprio problema”. Ao apoiar as reformas trabalhista, previdenciária e tributária, aproveitou para reprovar a função de “babá” dos governantes, intrometendo-se em áreas privadas dos cidadãos.

 

Flávio Rocha PRB-PE, presidente-afastado da Riachuelo e criador do Movimento Brasil 200, reafirmou sua pré-candidatura presidencial, cuja proposição de direita é liberal na economia e conservadora no comportamento. Sua crítica central é no gasto da burocracia estatal, que consome recursos preciosos, que poderiam ser colocados na saúde, segurança e educação.

 

O Presidente Michel Temer MDB-SP, presidenciável, enfatizou que o varejo é o setor que mais interage com a sociedade, endossando a importância que esta relação traz. Lembrou a liberação dos R$ 144 bilhões que atingiram 25 milhões de pessoas, redundando em aumento dos índices de varejo. E citou que trouxe de 1.943 para hoje a legislação trabalhista, atualizando-a. Ao mesmo tempo em que afirmou o sucesso das ações na área econômica.

 

Posteriormente ouviu de Nabil Sahyoun uma série de demandas para o varejo, tanto de cunho executivo quanto de legislativo.

 

Henrique Meirelles MDB-GO, ex-ministro da Fazenda e presidenciável, disse: “quando começamos, em maio de 2016, estávamos no sexto trimestre consecutivo com crescimento negativo. Questionava-se se seria ou não possível retirar o país da recessão. Hoje, tudo isso foi superado. O Brasil está crescendo em praticamente todos os setores da economia”.  Aproveitou também para motivar os presentes a apostar no desenvolvimento crescente que acontecerá, pois entre outros indicadores, temos a evolução dos bens de capital e da construção civil, sinalizando uma longa trajetória que será positiva para investimentos.

 

O Prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando PSDB-SP, trouxe uma experiência recente de sua cidade que tinha dívida de R$ 200 milhões e em 100 dias teria conseguido economizar R$ 100 milhões, fazendo alguns cortes entre eles na frota de carros oficiais. Criou o “Parede Limpa” com multa de R$ 6 mil reais aos pichadores e está reativando o cinema através do estúdio da Vera Cruz ,com apelo cultural e econômico para o município.

 

O colombiano Carlos Amastha PSB-TO, dono do Shopping Capim Dourado, presidente da Frente Nacional de Prefeitos e agora ex-prefeito de Palmas, se canditará ao governo de Tocantins. Assegura que levará, se eleito, a experiência da cidade que administrou com ênfase nas creches e escolas, onde há vagas e se pratica um ensino bilíngue para o estado de Tocantins..

 

Nas falas dos empresários João Apolinário – POLISHOP, Armando Nasser – SAX, Ricardo Alves – HALIPAR, Luiz Claudio Costa – RECORD TV, Geraldo Rufino – JR DIESEL, Alberto Saraiva – HABIB’S, Sebastião Bonfim – CENTAURO, Vander Giordano – MULTIPLAN e Sérgio Zimerman – PETZ, evidenciou-se uma tônica específica em tributação e burocratização. Em linguagem de economista seria a aplicação da curva de Laffer. Abaixar impostos para aumentar a arrecadação.

 

É importante destacar que durante os quatro dias de Seminário, o foco nos trabalhos e o emocional positivo de todos permaneceram intactos, enquanto o Brasil estava conturbado com o episódio da prisão de um ex-presidente.

 

Certamente foi o que Keynes define como o espírito animal dos empreendedores.

 

Que venham as eleições!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Procura-se candidato com semântica correta e homogênea

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Sessão no Senado em foto de Waldemir Barreto/Agência Senado

 

Uma batalha semântica sempre esteve presente no mundo politico, onde partidos usam palavras como “democracia” e “social” invertendo o significado.

 

Ignorância ou engodo?

 

A verdade é que o nível de destempero da classe politica exorbitou e chegou a ponto em que “politica” e “partidos” passaram a serem palavras indesejáveis. Os partidos estão deixando de usar o vocábulo que mais os caracterizam. A palavra “partido” começa a ser retirada das siglas que as representam.

 

O atual prefeito de São Paulo João Doria usou como principal bandeira de sua candidatura o argumento que era gestor e não político. Uma fuga que durou pouco, pois ao se lançar candidato ao governo do Estado comprova que é politico. E da antiga escola. Nega a premissa e nega a promessa. Não vai permanecer como prefeito até o fim do mandato.

 

Entre a dezena de candidatos que se apresenta como pretendente à presidência há um fator que merece atenção especial. Como se sabe nenhum dos poderes da nação tem mostrado desempenho satisfatório. E ainda assim há uma intromissão indevida nas escolhas da população.

 

O governo não dá conta do público e se mete no privado.

 

A maioria dos presidenciáveis expõe plataformas heterogêneas sobre o aspecto conceitual. Predominam as propostas liberais para a economia e tradicionais para o social e comportamental. Posição que endossa a atual situação, onde o público avança no social.

 

Até agora, há apenas o programa do partido Novo aproximando-se do liberalismo de forma homogênea. Pois intitula-se de direita propondo o liberalismo econômico e salvaguardando a liberdade individual a temas pessoais. Dentre outras medidas propugna o fim do fundo partidário, o porte de arma e a decisão do aborto para a pessoa.

 

Esperemos que mais novidades se juntem a Amoedo e Doria enquanto Flavio Rocha se decide.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung