Mundo Corporativo: relacionamento profissional é determinante para quem busca emprego, diz Guilherme Fernandes

 

 

“Vá atrás de promover o seu conhecimento, adquirir maiores conhecimentos através de networking, as pessoas são imprescindíveis para isso, não existe inteligência artificial que substitua” —- Guilherme Fernandes, Alexander Hughes

Setenta por cento das contratações de altos executivos são resultado da rede de relacionamento profissional que deve ser construída ao longo da carreira e não apenas no momento em que se busca a transição para outro cargo. A informação é de Guilherme Fernandes, sócio e CEO da Alexander Hughes, especializada em recrutamento de executivos, que foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da CBN.

“Essas vagas tem de ser prospectadas pelos executivos, e isso é através de networking, conversas, apresentações, simpósios, feiras, e todo o tipo de evento onde a pessoa possa se mostrar, perder a vergonha, partir para o ataque e mostrar quem ele é e onde ele pode ajudar as empresas”

Fernandes conta a experiência de um profissional que usava o saguão do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para se relacionar com outras pessoas e investia em uma estratégia muito mais simples e barata do que se poderia imaginar: puxava conversa com todos aqueles que sentavam ao lado dele, sempre atento as oportunidades que aquele novo contato poderia gerar.

 

Com esse exemplo, o CEO da Alexander Hughes ressalta que os profissionais que estão em transição de carreira têm de ter planejamento, proatividade e dedicar muitas horas do seu dia na busca de um novo posto, cumprindo horário e tarefas como fazia na época em que ocupava um cargo de liderança na empresa.

 

Uma palavra de ânimo aos executivos que perderam o emprego após os 50 anos: é preciso entender que o momento é diferente assim como a realidade salarial, mas que as empresas têm interesse na sua experiência.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, às 8h10 da manhã, aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast e no canal da CBN no You Tube. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Bianca Vendramini e Débora Gonçalves.

Campeões da consultoria

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Vicente Falconi, o mais eminente consultor brasileiro da atualidade, deixará até o fim do ano a empresa que fundou — o Instituto de Desenvolvimento Gerencial. A consultoria foi fundada por ele e José Martins Godoy, com quem dividiu por longo tempo a direção. Cabia a Godoy a administração e a Falconi a parte técnica. Aos 77 anos, Falconi sairá da operação e venderá suas ações em obediência a norma por ele criada com o intuito de abrir espaço aos novos talentos.

 

 

A trajetória do INDG foi significativa e basta citar que Jorge Paulo Lemann e Abílio Diniz colocam Falconi como um dos responsáveis pelo sucesso que ambos alcançaram.

 

 

Com Lemann, a história começou pelas mãos da secretária nacional da Economia Dorothéa Werneck, muito preocupada na época com a defasagem da indústria brasileira. Ao receber Marcel Telles, que foi solicitar autorização para aumento de preço, ela perguntou como estava a qualidade-total na Brahma e ouviu que a cerveja estava boa. A ministra explicou que não era essa a questão e sugeriu que Marcel procurasse Falconi. Por educação, Marcel procurou Falconi. Se conectaram. Estava iniciada a relação do INDG com aquele que se tornaria o mais proeminente grupo empresarial brasileiro.

 

 

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A saga de Falconi está bem contada no livro de Cristiane Correa: “Vicente Falconi o que importa é o resultado”. Uma história que se mistura a saga brasileira corporativa e burocrática ao citar casos significativos de empresas e governos. Fica aqui um convite à leitura, e segue abaixo alguns flashes da obra de Vicente Falconi.

 

 

Assista à entrevista da jornalista Cristiane Correa sobre o livro que foi ao ar no programa Mundo Corporativo.

 

 

O professor Falconi, acadêmico rigoroso, era ao mesmo tempo discípulo da simplicidade.

 

 

Cartesiano, ele tinha um método simples para obter resultado:

“É entrar em uma empresa e buscar números, fatos e dados. Sem “achar” nada”.

Seguindo essa linha, absorveu dos japoneses a forma dos 5S e do americano William Edwards Deming  e do romeno Joseph Moses Juran o PDCA, a base da qualidade-total que alavancou o Japão. Completava seu sistema com a introdução de metas. E com método e metas ,conseguiu extraordinários resultados.

O 5 S:
— Senso de utilização: separando o útil do inútil, separando o desnecessário
— Senso de arrumação: ordenação do ambiente de trabalho
— Senso de limpeza: manutenção do local de trabalho limpo
— Senso de saúde e segurança: ambiente favorável a execução do trabalho
— Senso de autodisciplina: garantir o uso de todos os sensos

O PDCA
–- Plan, Do, Control, Action, ou seja, planejar, executar, controlar e agir corretivamente. A ciência deste processo está na repetição e disciplina

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ALGUNS PRINCÍPIOS DE FALCONI

— Sem medição não há gestão
— 3 a 5 metas para cada chefia
— Problema é a diferença entre a situação atual e a meta
— Liderar é bater metas
— Desculpas são patéticas
— Alta rotatividade é inaceitável

Esse sistema levou ao sucesso grande contingente de organizações sob o seu comando.

 

 

Curiosamente, em relação a INDG a operação não permaneceu em céu de brigadeiro. E se pegarmos os casos McKinsey e Michael Porter, identificaremos um padrão inesperado, pois todos estes campeões da consultoria tiveram dificuldade em aplicar neles próprios os remédios que receitaram e executaram com sucesso em seus clientes.

 

 

McKinsey teve problemas como CEO da Marshall Field, empresa têxtil. Michael Porter ao lado do sucesso como expert em Estratégia fechou, em 2002 a consultoria Monitor, fundada em 1983.

 

 

A fala de McKinsey é emblemática:

“Nunca antes, em toda a minha vida, soube como era muito mais difícil tomar decisões empresariais próprias do que aconselhar os outros a respeito do que fazer”

Ficamos então com as questões:

 

 

Quem ensina precisa saber fazer para si mesmo?
Falconi, McKinsey e Porter são padrão ou exceção na execução?

 

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: invista tempo e energia naquilo que você é bom, sugere Eduardo Ferraz

 

 

“Nenhum de nós tem mais de cinco tarefas importantes no trabalho, no emprego ou em uma carreira; quem tem cinco atividades e não gosta de três, vai ter uma carreira medíocre”— Eduardo Ferraz, consultor.

A personalidade do ser humano é como um prédio, tem características estruturais que não mudamos, por isso temos de nos esforçar para mexer no acabamento. Para isso, é necessário identificar os pontos fracos e fortes e investir tempo e energia para melhorar aqueles aspectos em que já somos bons. É o que defende o consultor Eduardo Ferraz, entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN. Como essa discurso, Ferraz busca desmentir o mito de que as pessoas podem fazer qualquer coisa desde que queiram fazê-las:

“A gente consegue mudar o acabamento —- a pintura, a decoração, os eletrodomésticos — mas não muda o prédio de lugar”.

Autor do livro “Seja a pessoa certa no lugar certo”, Eduardo Ferraz fala de estratégias que devem ser adotadas pelos profissionais para progredir na carreira, como aprimorar o autoconhecimento no que identifica como as cinco grandes dimensões que compõe a personalidade:

1. Conheça seu perfil comportamental
2. Descubra o que o motiva
3. Identifique seus principais talentos
4. Aprimore suas atitudes
5. Corrija seus pontos limitantes

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter (@CBNOficial) e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN; domingos, às 10 da noite, em horário alternativo; e a qualquer momento em podcast. Você pode acompanhar o Mundo Corporativo também no canal da CBN no You Tube e no Spotify. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Luciano Salamacha diz que as pessoas subestimam o que podem fazer

 

 

“Muitas vezes as pessoas passam a acreditar menos em si mesma diante de uma situação que elas mesmas criam e que quando acordam, quando ressignificam, quando dão um outro significado para aquela mesma situação percebem que estavam se boicotando, que estavam muitas vezes subestimando o que podem fazer” —- Luciano Salamacha, consultor de empresa

As pessoas são seduzidas por problemas a todo instante no ambiente de trabalho, mas a intensidade desses problemas pode ser reduzida consideravelmente desde que o profissional atue de forma planejada e mantenha um nível mental otimista. A constatação é do consultor de empresas Luciano Salamacha, professor da FGV e fundador da Escola do Pensar na ESIC, instituição focada em comportamento humano e gestão.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Salamacha falou fez recomendação às pessoas dispostas a empreender:

“O empreendedor sempre terá o direito e até mesmo o dever de ir contra a regra vigente. Um plano de negócio é uma tentativa de diminuir a margem de erro ou potencializar a margem de acerto, mas vai ter sempre aquela expressão lá do intimo da pessoa em dizer eu vou encarar, porque risco é subjetivo”

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Sua Marca: o mundo dos saudáveis não é para todos

 

“O mundo dos saudáveis, embora atraente, não é para todos – veja o quanto isso combina com sua marca ou fere seu posicionamento” — Cecília Russo.

A sociedade está em busca da fonte eterna da juventude. Passou a viver uma obsessão quase infinita contra a morte —- não necessariamente a morte física, mas a da nossa morte social. Queremos ser mais jovens e viver por mais tempo — uma extensão da vida que tem transformado também o mundo das marcas, como nos alerta Jaime Troiano, no programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Ao lado de Cecília Russo, ele destacou o fato de que nem todas as marcas estão conseguindo fazer isso e algumas precisaram se reinventar, incluindo linhas de produtos diferentes dos originais.

 

Na busca de explorar esse mercado relacionado a ideia de uma vida mais saudável, Cecília diz que algumas marcas podem ser consideradas nativas, pois desde sua origem estão nesse segmento: Mundo Verde, Mãe Terra, Green People, são algumas dessas que apostaram nessa “avenida da saudabilidade”. Outras, precisaram criar linhas específicas, são as “saudáveis adaptáveis”. Um exemplo é a Sadia que criou uma linha de carne de frango, produzida por famílias e produtores rurais selecionados, que receberam a marca Sadia Bio.

 

Troiano destaca a necessidade de essa migração para o saudável ser feita de maneira consciente e cuidadosa. Pois existem algumas marcas que já nasceram com a ideia da indulgencia e provavelmente o seu consumidor não conseguiria entender a transformação.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Sua Marca: como enfrentar os gigantes do mercado

 

“A primeira coisa a ser feita é olhar para aquilo que você quer ser; pensar o quanto você pode se alimentar de alguma coisa inspiradora e diferente do que fazem seus concorrentes” —- Jaime Troiano

Em mercados muito competitivos ou com empresas que dominam o setor, as marcas menores ou iniciantes precisam buscar caminhos diferentes para se destacar diante de seus clientes. Ao tentar simplesmente copiar a estratégia dos gigantes, corre-se o risco de se gastar muito dinheiro e se alcançar resultados frustrantes.

 

Jaime Troiano e Cecília Russo falaram desse tema com o jornalista Mílton Jung, no programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, 7h55, no Jornal da CBN.

 

Cecília Russo citou estratégias de marketing de guerrilha, defendidas pelo autor Cole Schafer, que se adaptam às necessidades de marcas com menor poder econômico.

 

Uma delas é a possibilidade de usar recursos do comércio local através de parcerias: por exemplo, uma loja de roupas pagar os 50 primeiros cafés servidos em uma cafeteria da vizinhança, criando um vínculo entre o cliente da cafeteria e a loja.

 

É preciso lembrar ainda que marcas têm de estabelecer uma relação entre pessoas, pois os clientes gostam de saber que há vida por trás daquele negócio — seja ele qual for.

“Imagine a possibilidade de criar uma playlist no Spotify com músicas que são do gosto das vendedoras e dos vendedores da loja, oferecendo essa lista por WhatsApp ao seus clientes. É uma forma de mostrar a sua cara ao seu público” —- Cecília Russo

Como sugestão final, Cecília e Jaime recomendam que se busque um espaço próprio e se use as vantagens de uma marca menor: maior agilidade, menos hierarquia para tomada de decisões e mais ousadia.

Mundo Corporativo: como organizar sua vida digital no local de trabalho

 

 

“Eu acredito que a tecnologia vem para ajudar justamente na produtividade para que a gente consiga ter mais acesso e consiga fazer um trabalho melhor, mas, naturalmente, dentro do dia a dia do trabalho, a gente tem várias gerações interagindo que pensam diferente, que têm experiencias diferentes, e equalizar isso para transformar em um novo caminho para uma empresa é realmente um desafio muito grande” — Hélio Sá Moreira, Inpartec

 

Hoje, no ambiente de trabalho existem várias ferramentas digitais à disposição. Isso não significa que as empresas estejam ficando mais produtivas ou que a vida ficou mais fácil para você no escritório. Sem planejamento e uso racional da tecnologia, a tendência é que você perca ainda mais tempo para entregar um produto ou um serviço. Preocupado com esse cenário, o Mundo Corporativo entrevista com Hélio Sá Moreira, CEO de uma consultoria especializada em “digital workplace”, ou seja, em ajudar os profissionais a usarem da melhor maneira possível os recursos tecnológicos.

 

Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, Moreira dá algumas dicas de como o colaborador pode organizar sua vida digital no local de trabalho e não desperdiçar seu tempo com a perda de foco muito comum diante da quantidade de informação disponível. Uma melhora que vai influenciar a produtividade e os resultados na empresa. Segundo ele, a partir de pesquisa realizada com 25 clientes, o retorno sobre o investimento em tecnologia que antes da implantação da estratégias de “digital workplace” era, em média de 25% passou a variar entre 75% e 95%.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br, na página da CBN no Facebook e no perfil @CBNOficial no Instagram. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo, Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Isabela Ares e Débora Gonçalves.

A Moda e o desapego da nova geração

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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foto: Pixabay

 

Acredito que as chuvas que se apresentam em todo o país em tons mais fortes do que os habituais possam abrir um espaço maior para a questão da sustentabilidade.

 

Nesse aspecto o setor de Moda, conceitualmente e operacionalmente dentro das tendências comportamentais e mercadológicas, vem sinalizando novidades. Parece que voltamos ao passado, com um toque promissor.

 

A reutilização das roupas é uma prática antiga. Antes do consumismo, surgido na segunda metade do século passado, premidos pela escassez, o reuso e o reparo das roupas eram comuns. As roupas usadas eram até mesmo penhoradas ou serviam como moeda de troca. Na obra “O casaco de Marx: roupas, memória, dor”, Marx penhorava seu casaco e o retirava no inverno — ou quando tinha que ir à Biblioteca do Museu Britânico.

 

No século XVIII, surgiram as primeiras lojas do mercado de roupas usadas, que se estenderam à periferia das cidades no século XIX, quando até 1860, aproximadamente, ocorreram resistências ao usado, em virtude da falta de higiene. Fazendo com que se distinguisse o novo do usado, embora essa divisão não impedisse a expansão desse mercado, que só veio a perder com o surgimento da industrialização.

 

Hoje, esse mercado aluga roupas de festas e roupas de luxo.

 

De acordo com pesquisa acadêmica em Juiz de Fora* com lojas de locação de roupas de festa:

 

A motivação para o aluguel de roupas envolve a questão do preço, da exclusividade, da moda e da deterioração dos artigos novos com o tempo e que, apesar de ainda haver restrições ao aluguel, relacionadas à questão da falta de higiene e da energia negativa, trata-se de um tipo de comércio em expansão.

 

A pesquisa cita a contribuição da RIO 92 para a reutilização das roupas, quando lançou a política dos 3Rs, Reciclagem, Reutilização e Redução. Entretanto, a Moda, como a maioria, não reagiu a contento. Porém, depois de massificada, segmentada, restrita a nichos, customizada e, provavelmente, massivamente customizada, encontrará uma nova geração que tem muito a dizer e mudar — como opção de vida e como estilo de viver. Usufruir o presente e respeitar o futuro, ao preservar os recursos.  Estudos já demonstram que esses jovens preferem o Uber a ter um carro, alugar Bike a possuir uma, comprar cartões de jogos virtuais a ter os jogos. E optam por “ficar” a “namorar”.

 

A McKinsey, de acordo com artigo do Mercado & Consumo, de Luiz Alberto Marinho, prevê que o negócio de venda e aluguel de vestuário usado, baseado no Fenômeno da Posse Transitória, poderá ultrapassar o Fast Fashion.

 

É provável.

 

A Rent the Runway, de aluguel de roupas on-line, inaugurada em 2009, possui mais de 9 milhões de associados e fatura US$ 100 milhões anuais.

 

A esse cenário podemos acrescentar o sistema de prestações para adquirir o uso de roupas novas, sem a posse. Ou trocar roupas usadas por usadas, ou por novas — como a BROWNS está se preparando.

 

É bom lembrar que as mídias sociais expõem os jovens com mais frequência e aceleram o obsoletismo das roupas.

 

Para quem é da Moda que tal pegar o desapego da nova geração?

 

Boa sorte!

 

A Prática do Aluguel de Roupas – Ciro Vale IFSMG, Tania Maciel UFRJ, Claudio Cavas UFRJ

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

Truman Capote e o propósito do varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Cena do filme Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de luxo)

 

Em pauta, ainda com as lições emitidas na NRF Big Show 2019, um dos temas mais recorrentes foi a questão do propósito do varejo físico, embalado pela pesquisa da WD Partners, apresentada por Lee Peterson, que demonstrou que 30% dos clientes não querem mais ir a unidades físicas. E os que ainda desejam exigem algo além da compra de produtos.

 

O propósito na verdade deve ser decomposto em dois segmentos. Um, de ordem material e outro de aspecto conceitual.

 

A propósito, nesse contexto, é preciso lembrar de Truman Capote com seu icônico livro Breakfast at Tiffany’s*, lançado em 1958 e adaptado ao cinema em 1961. Livro e filmes tornaram-se marcos literários e cinematográficos. Dois Oscar e cinco Grammy.

 

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Blue Box Cafe, em Nova York (Imagem do site da Tiffany)

 

A Tiffany da quinta avenida, que já era reconhecida, tornou-se definitivamente um endereço emblemático de Nova York — mesmo sem aproveitar a dica para fazer um café da manhã na loja, embora o sentido fosse metafórico. A personagem visitava as vitrines toda manhã em busca da imagem de riqueza e beleza que nutria pela exposição. A verdade é que foi oportunidade perdida, tendo em vista o histórico que indica as solicitações de clientes para marcar breakfast na loja.

 

A mesma Tiffany  & CO, que não usufruiu no passado com o insight de Capote, agora surge com o BLUE BOX CAFÉ e aparece como exemplo de ação para fazer com que os consumidores procurem o seu espaço físico.

 

Dentro desse novo conceito, conhecido por varejo MULTIPROPÓSITO,  surge também a Starbucks com a RESERVE ROASTERY, com um cardápio variado e uma extraordinária viagem pelo mundo do café — que já conta com lojas em Nova York, Seattle, Milão e Xangai. Muito além do tradicional existente.

 

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Reserve Roastery, em Seattle (foto do site Starbucks)

 

O segundo segmento do propósito, deve-se ao sentido social e ecológico. Boa parte das apresentações do tema se referiram a missão e valores das empresas.

 

Convenhamos, que nada mal para um setor que emprega intensivamente, serve a multidões e economicamente é um dos principais setores do PIB dos países.

 

Salve o varejo multipropósito!

 

Em tempo: *Breakfast at Tiffany’s foi traduzido por Bonequinha de Luxo; e o filme está no Telecine.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

Mundo Corporativo: o RH tem de se reportar ao CEO, diz Fernando de Mello

 

 

“Sempre deve ter um humano fazendo o julgamento do outro humano. A gente tenta logicamente transformar o desempenho de algumas áreas em métricas. Mas a gente nunca deixa só a métrica reinar” — Francisco Homem de Mello, CEO Qulture.Rocks

 

A área de recursos humanos está em plena transformação —- novos negócios, novos desafios e muita tecnologia. O uso de ferramentas digitais têm colaborado para um desempenho melhor do setor e conseguido resultados efetivos, mas Francisco Homem de Mello, da Qulture Rocks, alerta que o fundamental é que o RH seja visto como estratégico dentro da empresa, sob o risco de se desperdiçar todo o investimento tecnológico. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, Mello apresentou resultados de pesquisa que ouviu cerca de 1.800 líderes empresariais — vice-presidentes, diretores e gestores — e ajuda a entender o cenário atual deste setor.

 

Para 61% dos entrevistados o RH participa efetivamente das decisões estratégicas da empresa enquanto e para 64% deles, o RH se reporta diretamente ao CEO:

 

“É otima a posição do RH se reportando ao CEO. Acho que cultura, gestão de desempenho, gente é prioridade número 1 de CEO e, portanto, a área do RH tem de se reportar ao CEO”

 

Para ter acesso aos resultados completos da pesquisa “Panorama de RH no Brasil 2018”, acesse esse link.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da CBN, na página da emissora no Facebook e no perfil do instagram @CBNoficial. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 22h30, em horário alternativo. Participaram deste programa o Guilherme Dogo, Ricardo Correia e Débora Gonçalves.