Sua Marca: não espere os 365 dias do ano para avaliar sua estratégia

 

“O mundo tem pressa, errar por muito tempo pode ser fatal para a sua marca” — Cecília Russo

O fim de ano chega e o momento é propício para se fazer um balanço das coisas que deram certo, dos erros cometidos e dos resultados alcançados.. É comum que isso ocorra entre empresas, marcas e pessoas. No entanto, os processos são muitos mais velozes atualmente, por isso Jaime Troiano e Cecília Russo alertam para os riscos que corremos ao deixarmos para fazermos essa avaliação apenas após 12 meses transcorridos. Esse foi o tema da última edição do ano de Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

 

Para não perder tempo nem mercado, as marcas bem sucedidas tem se preocupado em formar times com capacidade de solucionar problemas, reverter questões e pensar inovações com agilidade. Independentemente do tempo que você reserve para avaliar o que foi realizado na sua empresa e as estratégias implantadas, Jaime Troiano lista perguntas que devem ser feitas a todo instante:

Qual a iniciativa da qual nos orgulhamos?

 

O que mais trouxe resultado para a minha marca?

 

O que atrapalhou a minha marca?

 

O que eu teria feito diferente?

 

O que eu poderia ter evitado?

Responder a essas perguntas ajuda a planejar melhor e para que a estratégia dê certo é preciso monitorar essas respostas ao longo de todo o ano, sugere Cecília Russo, sem jamais confundir velocidade com atropelo. Como já disse Henrique Meirelles, quando assumiu o ministério da Economia: “vamos devagar, porque nós temos pressa”.

 

Para fechar essa conversa, Jaime Troiano deixa um desejo:

“Usemos as 365 chances que temos de ter uma ano mais harmonioso entre as pessoas que a gente gosta e entre as pessoas que a gente ainda vai conhecer”.

E o Sua Marca, deixa uma pergunta:

O que você teria feito diferente em 2019 que pode mudar em 2020?

Mundo Corporativo: novo CEO da Ambev quer empresa mais aberta e colaborativa

 

“Você não consegue inovar se você não colaborar, se você não se abrir para fornecedores, para clientes, para gente que está inovando — a inovação não necessariamente vem só de dentro, a gente resolve problemas complexos colaborando. Você chama fornecedores, você fala do problema, você investe junto, você tenta resolver” —- Jean Jereissati, CEO da Ambev

A necessidade de abrir a empresa para a inovação e criar um ambiente colaborativo em que o cliente tenha maior participação está entre os desafios do novo CEO da Ambev, Jean Jereissati. O executivo disse que é momento de o grupo mudar o seu olhar que por muito tempo esteve direcionado para o seu próprio crescimento e isso teria provocado um distanciamento na relação com o seu consumidor.

“Eu quero trazer essa visão de abertura e colaboração para a companhia como um todo, promover nossa capacidade de inovar e dar um salto tecnológico”

Jereissati assume o cargo oficialmente em janeiro, mas já está no grupo há pouco mais de 20 anos, foi para o exterior, trabalhou por quatro anos na China, voltou em 2019 e ocupa a diretoria de vendas e marketing. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, o empresário disse que no ano passado 5% do faturamento do grupo vieram de produtos que não existiam há dois anos, e conforme dados de setembro, este índice já chegou a 13%, neste ano — o que ele define como sendo um crescimento em ritmo chinês:

“Se você quer mudar uma companhia para ela começar inovar essa agenda tem de vir do CEO, essa agenda tem de vir do topo”

Na entrevista, Jereissati também falou do perfil de profissionais que a empresa busca, das oportunidades de carreira que existem no grupo e das expectativas de crescimento no setor nos próximos anos.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter @CBNoficial e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Kirklewski e Débora Gonçalves.

 

Mundo Corporativo: empresas mais colaborativas alcançam melhores resultados, diz Susanne Andrade

 

 

“As empresas que mais têm crescido hoje são as empresas que são mais colaborativas. São empresas que são movidas a propósito e entendem qual é o sentido daquilo que ela está fazendo. E aí sim o clima é muito mais leve. E os processos acabam fluindo e os resultados vêm” —- Susanne Andrade, consultora

A alta competitividade e a pressão por resultados têm contaminado o ambiente de trabalho e impactado a saúde dos profissionais. Mas há caminhos para se contrapor a esse cenário e oferecer aos colaboradores projetos mais humanos sem abrir mão da produtividade. É o que propõe a consultora Susanne Andrade em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

Autora do livro “O poder da simplicidade no mundo ágil”, Andrade criou um método no qual ajuda profissionais e empresas a mudarem o padrão nas relações, desenvolverem ambientes colaborativos e uma liderança humanizada. A partir da implantação do Método Ágil Comportamental (MAC), a consultora defende a ideia de que é possível alcançar melhores resultados em menor tempo tendo como objetivo a busca da simplicidade, apesar de o mundo parecer ainda mais complexo do que no passado.

“A simplicidade está justamente em parar para valorizar mais as pessoas e entender que as pessoas é que vão gerar mais resultados”

De acordo com pesquisa da Gallup, citada por Susanne Andrade, no programa, 72% dos profissionais estão infelizes e sem entusiamo e mais de 50% dos trabalhadores que saem das empresas é por problemas de relacionamento com seus líderes:

“A liderança é papel fundamental para que essa agilidade aconteça e o impacto positivo nas relações também para contribuir para essa agilidade” 

Uma das ferramentas que precisam ser mais bem desenvolvidas pelos líderes e seus colaboradores é a comunicação, segundo a consultora:

“A comunicação, eu diria, é a principal habilidade não técnica. Hoje, o profissional saber se comunicar de maneira mais assertiva, com mais simplicidade, respeitando o outro que está no outro crachá, é importante.”

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Sua Marca: a história da pasta de dente que quis virar lasanha e os cuidados ao investir na extensão da marca

 

 

“Extensão de marcas é só para quem já está maduro e para quem enxerga o que sua marca tem de único para levar às outras categorias de produto” —- Jaime Troiano

A possibilidade de levar uma marca de sucesso para outras linhas de produtos é uma enorme oportunidade para as empresas — e muitas já desenvolveram projetos nesse sentido com resultados incríveis. No entanto, há riscos que devem ser levados em consideração antes de investir tempo e dinheiro nessa ideia. Jaime Troiano e Cecília Russo falaram sobre extensão de marca, com Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

 

Se levarmos em consideração que a maior parte das marcas que conhecemos hoje foi criada no século passado, portanto já estão amadurecidas, faz todo o sentido planejar o uso desse ativo em outras linhas de produto, diz Cecília Russo. Porém, devem ser levado em consideração alguns fatores que são determinantes para o sucesso da ação, como lembra Jaime Troiano:

“Quando você quiser estender a marca, pense o que é que ela é, o que tem de único, que está no coração desta marca, que a representa mais do que tudo”.

Um bom exemplo foi o que a Dove desenvolveu ao identificar que a marca de seu produto original era o de um sabonete que hidrata a pele. Assim, decidiu-se lançar uma diversidade de produtos, mas todos relacionados a ideia de hidratação.

 

A Colgate, por sua vez, experimentou os dois lados da moeda. Com o sucesso de sua pasta de dente, estendeu sua marca a uma série de produtos de higiene bucal. Porém, errou feio quando associou o nome a uma lasanha, lançada na Itália.

 

A Bic que soube muito bem levar a ideia de produto descartável das canetas para linhas de isqueiro, entre outros segmentos, deu-se muito mal quando produziu calcinhas femininas descartáveis.Algumas regras básicas para quem planeja estender sua marca, segundo Jaime Troiano e Cecília Russo:

 

  1. Entenda o que sua marca tem de único
  2. Não negue a essência da marca-mãe
  3. Evite a arrogância corporativa
  4. Não fique refém de suas crenças
  5. Ouça seu consumidor

Mundo Corporativo: Vitor Magnani dá dicas para quem quer abrir uma startup

 

 

“O que tem de diferente das startups para as empresas mais tradicionais é o foco no problema, não necessariamente em replicar o modelo que já existe para obter lucro. Então, um dos erros é esse, você não ter esse foco para dar os primeiros passos nessa startup” —- Victor Magnani, ABO2O

Dedicar-se integralmente no negócio e identificar com clareza qual o problema que pretende solucionar são ações fundamentais para quem pretende lançar uma startup. Além disso, é preciso ter uma rede de relacionamento capaz de agregar bons sócios e colaboradores, montar um time complementar e buscar os mentores corretos. Essas são algumas das muitas dicas que Vitor Magnani, da Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O), apresentou em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

Magnani atuou no iFood e, hoje, está na Loggi, duas empresas que têm as características próprias da nova economia. Recentemente, escreveu o livro “O mundo (quase) secreto das startups — guia prático para criar uma empresa de sucesso” em parceria com a jornalista Caroline Marino. Ele é professor da FIA, ESPM e IED, e especialista em inovação:

“Inovação é combinar, seja assunto seja conhecimento —- um advogado, por exemplo, precisa sair do seu círculo de advocacia e absorver outros conhecimentos para quem sabe propor algo novo. É diferente de disrupção que é passar de um paradigma para outro —- por exemplo, nós não tínhamos serviço privado e individual de passageiros nas cidades e hoje essas empresas trazem uma mudança cultural”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) ou na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados no Jornal da CBN ou domingo, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Hermínio Bernardo, Bianca Klirklevisque e Débora Gonçalves.

O poder feminino nos negócios

 

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Nos dias 1º e 2 de outubro, no Teatro Santander em São Paulo, tivemos o 10º Fórum de Franquias e Negócios do Grupo Bittencourt & GS. Evento que se alinha a uma série recente de formatos corporativos com o propósito de difundir conhecimento em tempo real.

 

Uma linha comum em todos estes eventos é a exposição da absorção em grande escala da tecnologia voltada para o atendimento na relação empresa—cliente. Ao mesmo tempo, surgiu um novo foco no cliente como centro do sistema, e atenção especial às pessoas que o atendem.

 

Destacamos “O Poder Feminino nos Negócios” que teve apresentações de Renata Moraes da Kopenhagen, com “Rótulos nunca me serviram”, e Chieko Aoki, com “Qualidade, elegância e amor para servir”.

 

Renata, herdeira e Vice-Presidente do Grupo CRM, que possui as marcas Kopenhagen, Brasil Cacau, Lindt, Kop Koffee e SoulBox, subiu ao palco para afirmar que a diversidade de gênero no mercado de trabalho não pode ser ignorada. Dados recentes da ONU indicam que o Brasil levará 108 anos para diminuir a diversidade de gênero e 202 anos para chegar na paridade entre homens e mulheres. O único caminho para melhorar essa posição é esquecer os rótulos.

 

Enfatiza que devemos começar estimulando as meninas à liderança, evitando chamá-las de “queridas, lindas, doces” enquanto chamamos os meninos de “campeões”. Quando elas não conseguem atingir resultado são estimuladas a descansar, mas os meninos, a continuar. Não podemos permanecer assim. As meninas são capazes.

 

Renata está segura que a lucratividade que o Grupo CRM tem obtido é devida a desconsideração de rótulos, pois “rótulos não definem quem você é ou quem você pode ser”.

 

No Grupo CRM, 60% das posições são ocupadas por mulheres. “E 65% no C–Level. São gerentes, coordenadoras e diretoras engajadas como eu”, arremata Renata.

 

A abertura da academia SoulBox para incentivar a luta esportiva entre as mulheres transmite a busca do rejuvenescimento e permanência, propósito do Grupo CRM, e segundo Renata “Nasce muito protagonista da própria história”.

 

Chieko Aoki, fundadora da Rede Blue Tree Hotels, subiu ao palco com o peculiar carisma. Expôs que ao vender a Rede Caesar Park Hotels decidiu criar uma rede hoteleira que reunisse a excelência americana, a qualidade europeia, a espiritualidade japonesa e a hospitalidade brasileira.

 

Estabeleceu a alma Blue Tree com o Bem-Receber, Bem-Servir, Bem-Cuidar, definindo como reegra de ouro: encantar a todos, meta é meta, prazo é prazo, não justificar, gestão de resultados — com um toque de Vicente Falconi.

 

Ressaltou que o negócio de hospedagem vai além de hotelaria, não é somente cuidar de prédio ou de lençol, pois é principalmente cuidar de pessoas para as pessoas. Sistematizando este conceito com três premissas:

     

  • Os colaboradores precisam ser cuidados para cuidarem bem dos clientes
  • Cuidar não se ensina, precisamos ser bem cuidados para entender o Bem Cuidar
  • Precisamos tocar seus corações para que façam com o coração

 

Esse circuito emocional, Aoki designa como alma da Blue Tree.

 

Cita dois casos:

 

O dos pesados edredons que estavam impedindo a mão de obra feminina de realizar a contento o trabalho. Manteve as mulheres e dispensou os edredons. Fato inclusive copiado por todos.

 

Louvou também o funcionário que teve a percepção do estado de saúde do hóspede que veio pedir medicamento. Ao invés de dar o remédio solicitado, o levou ao hospital. Felizmente. Porque foi operado no mesmo dia.

 

A Rede Blue Tree cresceu mais de 50% no último ano. A receita de Chieko Aoki é o Bem Cuidar, porque segundo ela, o Bem Cuidar Faz Bem: para os colaboradores, para os clientes, para a sociedade e para a nossa alma.

 

Que assim seja!

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.Milto

O que o luxo tem a ensinar diante de mudanças que ocorrem em alta velocidade

 

Por Carlos Magno Gibrail
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Não se discute mais a existência das mudanças, mas sim a velocidade cada vez maior em que elas ocorrem.

 

O primeiro grande desafio é a criatividade para antecipar as novidades. Se não bastasse a competência para vislumbrar o futuro, há uma enorme dose de coragem para arcar com eventuais riscos de errar ao mudar.

 

A verdade é que vale a pena, pois se a maior velocidade exige mais, ela também aumenta as chances do surgimento de novos produtos e serviços.

 

Essa pauta de velocidade de mudanças e rupturas normalmente remete aos setores tecnológicos. Amazon, Facebook, Google …. inevitavelmente marcam presença.

 

Entretanto, há um setor extremamente importante para a beleza e harmonia das coisas que está presente neste contexto de mudanças, mas não é cogitado no tema de inovações: é o segmento do luxo — talvez pela alta carga de tradição, embora essa característica não impeça o ímpeto criativo e a busca constante da novidade.

 

A ALSHOP ao se dar conta de tal contribuição chamou ao Congresso Nacional BRASILSHOP, a ser realizado no próximo dia 20, na CASA PETRA, em São Paulo, o especialista em luxo mais notório em atividade – Carlos Ferreirinha – para explicar o momento comercial e como vender novos produtos e entregar novas emoções.

 

Ferreirinha foi quem implantou definitivamente a Louis Vuitton no mercado brasileiro, pois, acreditem, antes dele a marca era totalmente desconhecida por aqui.

 

Ao sair da Louis Vuitton, criou seminários, palestras e cursos sobre o luxo em várias universidades de renome, tendo formatado na FAAP a pós-graduação em Luxo.

 

Finalmente criou e comanda a MCF Consultoria, onde são oferecidos treinamentos e consultorias dentro do setor, assim como palestras similares aquela que dará no evento ALSHOP. Cujo trailer, pelo WhatsApp, evidentemente, segue abaixo:

”O que está em jogo não é mais a Mudança e, sim, o ritmo acelerado e intenso das mudanças. Ciclos que em outrora eram de 20, 15, 10 anos… são agora imediatas, forçando a Liderança atuar de forma mais rápida e com mais convicção. Liderança “Agile”… para isso, temos que repensar o formato atual de penalizar o erro… temos que criar ambientes que permitam testar mais, mesmo que seja em ambientes protegidos e controlados, mas testar com mais velocidade, e com isso, permitir mais ao erro nessas tentativas… Testar, Errar, Testar… manter ritmo de invenção, criação, tentativas… mais acelerado. E aqui as marcas de Luxo são exímias testando novos formatos e arriscando”

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: André Santos, do Mercado Livre, fala de como vender mais no comércio eletrônico

 

“A palavra na verdade é democratização. O comércio eletrônico é para todos” — André Santos, Mercado Livre

Políticas públicas que tornem a internet mais acessível, logística apropriada e a confiança do consumidor são alguns aspectos que precisam melhorar para que o comércio eletrônico alcance seu potencial, no Brasil. Porém, apesar de representar apenas 5% do mercado de varejo, hoje é possível identificar ações de empresas e pessoas que usam o ambiente digital para vender seus produtos. Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, o supervisor de vendas do Mercado Livre, André Santos, falou de estratégias que devem ser adotadas para que se obtenha os melhores resultados no comércio eletrônico:

“Primeira coisa: entender o que é o seu produto, quem é o seu cliente; depois, usar uma regra que eu utilizo que é ‘como eu faço um título’. Parece uma coisa simples, mas tem pessoas que não sabem como anunciar um produto”

Um bom título tem de atender a regra PMME —- produto, marca, modelo e especificações técnicas —, sugere Santos. Depois, faça uma fotografia de qualidade com atenção aos detalhes do produto, oferecendo ao consumidor uma experiência agradável. Ele recomenda também que se produza um vídeo aplicando o modelo AIDA, comum em estratégias de marketing, no qual se busca despertar a atenção, o interesse, o desejo e a ação do cliente:

“Como é que esse produto vai ser entregue e em quantos dias; quanto mais rápido, maior será a possibilidade de compra. O preço perde peso na escolha dele”

André Santos é autor do livro “Super vendedores do Mercado Livre e outros marketplaces” (ComSchool).

 

O Mundo Corporativo é apresentado por Mílton Jung e tem a colaboração de Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Adriano Bernardino e Bianca Vendramini.

Mundo Corporativo: relacionamento profissional é determinante para quem busca emprego, diz Guilherme Fernandes

 

 

“Vá atrás de promover o seu conhecimento, adquirir maiores conhecimentos através de networking, as pessoas são imprescindíveis para isso, não existe inteligência artificial que substitua” —- Guilherme Fernandes, Alexander Hughes

Setenta por cento das contratações de altos executivos são resultado da rede de relacionamento profissional que deve ser construída ao longo da carreira e não apenas no momento em que se busca a transição para outro cargo. A informação é de Guilherme Fernandes, sócio e CEO da Alexander Hughes, especializada em recrutamento de executivos, que foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da CBN.

“Essas vagas tem de ser prospectadas pelos executivos, e isso é através de networking, conversas, apresentações, simpósios, feiras, e todo o tipo de evento onde a pessoa possa se mostrar, perder a vergonha, partir para o ataque e mostrar quem ele é e onde ele pode ajudar as empresas”

Fernandes conta a experiência de um profissional que usava o saguão do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para se relacionar com outras pessoas e investia em uma estratégia muito mais simples e barata do que se poderia imaginar: puxava conversa com todos aqueles que sentavam ao lado dele, sempre atento as oportunidades que aquele novo contato poderia gerar.

 

Com esse exemplo, o CEO da Alexander Hughes ressalta que os profissionais que estão em transição de carreira têm de ter planejamento, proatividade e dedicar muitas horas do seu dia na busca de um novo posto, cumprindo horário e tarefas como fazia na época em que ocupava um cargo de liderança na empresa.

 

Uma palavra de ânimo aos executivos que perderam o emprego após os 50 anos: é preciso entender que o momento é diferente assim como a realidade salarial, mas que as empresas têm interesse na sua experiência.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, às 8h10 da manhã, aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast e no canal da CBN no You Tube. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Bianca Vendramini e Débora Gonçalves.