Jornal diz que número de motoristas que usam o celular ao volante aumenta 20% no DF

 

20170928103942117537o

 

O número de autuações por uso de celular ao volante no Distrito Federal aumentou 20% no primeiro semestre de 2017, em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran), cerca de 186 condutores são flagrados diariamente cometendo a infração.

 

Ao todo, neste ano, mais de 45 mil pessoas foram flagradas no celular enquanto dirigiam. No mesmo período de 2016, ocorreram cerca de 37 mil infrações desta natureza. Os dados foram contabilizados por conta das ações de fiscalização feitas pelo órgão.

 


Leia a reportagem completa no jornal Correio Brasiliense, edição dessa quinta-feira, dia 28 de setembro.

Celular ao volante não é legal: vídeo usa cenas de pedestres para alertar motoristas

 

 

Cenas de pedestres usando o celular enquanto caminham são usadas para alertar os motoristas sobre os riscos de usar o telefone ao volante. O vídeo, produzido pelo governo da África do Sul, termina com imagens fortes de acidente de carro provocado por uma motorista que acessava o celular.

 

Recebi este material de um ouvinte do Jornal da CBN, motivado pela campanha “Celular ao volante não é legal”, que lançamos na semana passada no programa, durante a Semana Nacional de Trânsito.

Celular ao volante não é legal!

 

celular-no-carro

 

Você e eu já participamos de inúmeras campanhas com pedidos de basta a questões que se tornam insuportáveis. Abaixo a Ditadura, Diretas Já, a campanha da fome, contra a corrupção ou pelo fim da impunidade: uma ou outra, certamente, mereceram um mínimo de atenção de nossa parte. No passado vestíamos a camisa, saíamos em passeata, erguíamos bandeiras e colávamos adesivo no vidro do carro. Hoje a tecnologia facilitou nosso engajamento: pode ser um post replicado na rede social preferida ou uma hashtag que nos acompanhe durante todo o dia no Twitter. Um simples “like” costuma já ser suficiente para apaziguar nosso ímpeto revolucionário. Clicou no botão, compartilhou, fez um selfie. Fiz minha parte. Alívio na consciência.

 

Desta vez, sou eu que quero convidá-lo a “levantar uma bandeira” ou, simplesmente, dar um “joinha”, já vai me deixar feliz. Caro e raro leitor deste blog, quero propor a você que abra mão de um vício que se espalhou pela sociedade moderna e tende a se agravar: o uso do telefone celular.

 

Calma lá. Não será preciso jogar o seu fora. Vai que nem tenha terminado de pagar as prestações! Nem seria louco de pedir que você desligasse o telefone durante um dia inteiro. Imagine o trauma? Por 24 horas, você não saber o que seus amigos estão fazendo nas redes sociais (sim, porque boa parte daquelas coisas legais que eles mostram, só fazem na rede) ? Ou, eliminar sua interação com aqueles grupinhos legais do WhatsApp? A humanidade se desintegraria. Nossas famílias, com certeza.

 

Meu pedido é apenas que você deixe de acessar o celular enquanto estiver dirigindo.

 

(Opa, você não tem carro e só anda de transporte público ou usa táxi e serviços de compartilhamento? Então, fique tranquilo. Você não precisa entrar nesta campanha, mas antes de desistir do texto “dá um joinha”, coloca entre seus favoritos e compartilha para os seus amigos nas redes sociais.)

 

A ideia surgiu há algum tempo após perceber que parte das mensagens que recebemos no WhatsApp da CBN é enviada por motoristas que se deslocam pela cidade e resolvem contar o que encontram no seu caminho. Um baita perigo!

 

Fácil de entender que se estão escrevendo enquanto conduzem um carro (ônibus, moto, bicicleta e caminhão, também), correm risco; sem contar que cometem irregularidade de trânsito: o código brasileiro impede que sua atenção, ao volante, seja desviada para outras atividades tais como assistir a vídeo, consultar informações na tela do celular, falar ao telefone ou fumar (sim porque o código exige que você use as duas mãos para dirigir e somente solte o volante para a troca de marcha).

 

Nos Estados Unidos, após décadas de recuo nos acidentes de trânsito, o aumento no número de casos tem chamado atenção de autoridades, nos últimos dois anos. Pesquisas não são suficientes ainda para identificar a verdadeira causa deste fenômeno, mas levando em consideração que a fiscalização é a mesma, o processo de educação dos motoristas, também, o sistema viário apenas avançou e a segurança dos carros aumentou, desconfia-se que a resposta esteja no uso do celular que mudou o comportamento dos motoristas ao volante. Foi o que me contou nesta segunda-feira, o secretário municipal de Transportes, em São Paulo, Sérgio Aveleda, bastante preocupado com este fenômeno na segurança de trânsito.

 

A solução para este drama, é bem provável, será encontrada na própria tecnologia que conectará o seu aparelho automaticamente ao sistema do carro, o impedirá de acessar o telefone, limitando-o ao comando de voz. Mais à frente, a interferência humana também será reduzida com a maior participação de carros “sem motorista” na frota urbana, carros que “não bebem”, “não falam ao celular”, “identificam pedestres com precisão”, “não trocam de faixa sem sinalizar” e “se distanciam de bicicletas” – estas coisas que a maioria de nós esquece de fazer quando está ao volante.

 

Como ainda dependemos do avanço da tecnologia, façamos o que está ao nosso alcance, reforçando a fiscalização e realizando campanhas permanentes de conscientização no trânsito.

 

No Jornal da CBN, nosso convite para que o ouvinte fale conosco pelo WhatsApp, Twitter ou e-mail virá sempre acompanhado do alerta para que não leiam nem postem mensagem enquanto estiverem dirigindo. Deixem para opinar, sugerir ou reclamar quando chegarem ao destino ou peçam para quem estiver ao lado que envie a mensagem.

 

Taí a nossa campanha: diga não ao celular, enquanto estiver dirigindo! Celular ao volante, não é legal!

De pegadinha milionária

 

Olá,

 

IMG_8780

 

hoje é sábado, e faltam poucas horas para eu enviar meu texto para o Mílton postar aqui no blog.

 

Poderia começar dizendo que é difícil encontrar assunto e escrever semanalmente sem cansar o leitor com meu estilo, mas eu gosto tanto de escrever, de falar e de pensar, que não sei o que seria se mim, se não pudesse rabiscar meus sentimentos nesta página imaterial onde tenho escrito há tanto tempo.

 

Essa manhã, fui dar aulas num bairro bem distante do meu, e resolvi ir de carro. Tenho usado muito transporte público, mas tem vezes que me ofereço uma dirigida pela cidade. E essa “dirigida” saiu cara!

 

Logo depois que o prefeito atual desta cidade resolveu mexer na velocidade permitida nas ruas, por tudo o que é canto, e pintar e bordar, literalmente, sem um projeto de quem realmente sabe o que está fazendo – para isso vamos às Universidades e quebramos o pescoço de tanto estudar – e sem discussões públicas, coisas que eu imagino devam ser feitas quando se mexe no cotidiano e no hábito dos habitantes que pagamos o seu salário, diga-se de passagem. Tem placas de 30 até 70 Km/hora ziguezagueando por vias, ou pela mesmíssima via, e eu nem saberia descrever o caos que é dirigir hoje nesta cidade engessada. Virou a esquina? O radar te pegou, porque o limite de velocidade mudou! Há!

 

… mas nas duas primeiras vezes que usei o carro, logo depois da doideira instalada em cada via, a cada velocidade diferente – deve ser a diversidade que agora está na crista da onda – já levei duas multas.

 

Moro na Vila Andrade, e para chegar ao meu Hortifruti favorito, preciso pegar a Guilherme Dumont Villares. Desde que eu me mudei para este bairro, o limite de velocidade para veículos nessa avenida, assim como em tantas outras vias da mesma importância, era de sessenta quilômetros por hora.

 

Saí de casa toda faceira, com minhas sacolas floridas, e lá fui eu. Não ultrapassei os sessenta por hora, cuidadosa. Fui ao Hortifruti, passei momentos deliciosos comprando minhas frutas, legumes, boa carne e outras gostosuras que não dá para ficar sem, e na volta, na mesmíssima via pela qual tinha ido, voltei.

 

Pá! Na minha cara, no primeiro quarteirão, uma placa de limite de velocidade de 50 Km. Não! logo a seguir dois enormes radares gulosos, escandalosos e vergonhosos, miram e fotografam teu carro e a placa dele. E você recebe, logo a seguir, um aviso em casa, te informando de que foi pega pelo radar. Trouxa!.

 

Quer dizer que quem vai paga para ir e voltar? Nem uma plaquinha pequeninha para avisar quem vai, que a velocidade mudou? Num percurso de não mais de seis quilômetros a gente tem que ser assaltada assim, a vias armadas?

 

Valha-me Deus!

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Multar para arrecadar

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

4145440460_b186921077_z

 

Rodovias e vias de São Paulo e Rio estão sendo usadas e abusadas pela indústria da multa. A Rio-Santos no trecho entre Paraty e Angra com 96 km tem 45 radares, que equivale a um radar a cada 2,2 km. Com velocidade máxima de 40 ou 60 km. E, multas de 86 a 576 reais. Em São Paulo se reduz a velocidade de grandes avenidas para 50 km e é anunciada para breve uma velocidade geral para as demais vias de 40 km.

 

O Ministério Público Federal tem agido na Rio-Santos para coibir abusos de excesso de controle e de variação de velocidade. Tem obtido sucesso momentâneo, mas não conseguiu padronizar e racionalizar o sistema de controle de tráfego. Na Assembleia Legislativa, as manifestações contra os excessos também não conseguiram aplacar a gana pelo dinheiro das multas.

 

Na capital paulista, os 11,5 milhões de habitantes também não se mexem e assimilam o que vai na cabeça de Haddad e seus auxiliares.

 

É o típico caso em que o Poder Público é causa e efeito do problema. Nas estradas é permissivo quanto à ocupação de beira de rodovia, onde são construídas casas e comércios junto as pistas. Na cidade, o automóvel antes priorizado vê seus já congestionados espaços ocupados pelas faixas de ônibus e ciclovias.

 

O cenário é preocupante, pois se usa o automóvel para arrecadar e se justifica pela vida a ser salva. Como se o motorista irresponsável possa ser constrangido pela multa.

 

Há prejuízos.Nas rodovias turísticas certamente motoristas pensarão duas vezes antes de sair para locais com radares a cada 2 km. Principalmente quando não há linhas aéreas. Nas cidades a redução do ritmo do transporte resultará em menor produção e produtividade.

 

Os aplicativos talvez sejam a solução. Nas rodovias, com clubes de compra para passagens aéreas. Nas cidades, para escolher e combinar o melhor candidato para a próxima eleição.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

A imagem deste post é do álbum de M.J.Ambriola, no Flickr

Associação Comercial vê a atual SP como a ideal. Você concorda?

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

15533453999_e771c05795_z

 

Em clara defesa de alguns comerciantes e proprietários de imóveis localizados em áreas com restrições, Alencar Burti, presidente da ACSP-Associação Comercial de SP e da FACESP-Federação das Associações Comerciais de SP, através de artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, sugere que a nova Lei do Zoneamento respeite a realidade atual de São Paulo, pois segundo ele esta é a verdadeira cidade e deve ser mantida.

 

Leia aqui o artigo assinado por Alencar Burti no Estadão

 

Manifestação um tanto parcial, se considerarmos o abrangente papel da ACSP através do tempo quando a entidade destacou-se nos momentos mais relevantes da história brasileira e paulista. Lutando sempre no sentido de romper, mudar e melhorar.

 

Burti, ao propor legalizar as ocupações em áreas desvirtuadas, segundo ele pelo tráfego, desconsidera que os comerciantes ilegais de então participaram da descaracterização tanto quanto a Companhia de Engenharia de Tráfego-CET, que, como sabemos, atua divorciada da cidade, em benefício somente do trânsito.

 

Até a fraca postura da Prefeitura em relação às Zonas Estritamente Residenciais-ZERs é temida por Burti, que é direto na proteção ao comércio:

 

“boa parte do comércio nesses lugares já está instalada e em pleno funcionamento. Proibi-lo causaria prejuízos aos comerciantes, que teriam de fechar as portas ou se reorganizar, buscar outro local que autorize o comércio. Isso não está nos planos do empreendedor, que já sofre as dificuldades de manter um negócio”

 

Burti sugere ainda que as ZERs contemplem espaço para farmácias, padarias, escritórios, etc. Justo esse que é o ponto mais vulnerável e agressivo da proposição. Os moradores das ZERs são categóricos em afirmar que não querem os corredores comerciais e esperam que se ponha fim ao atual sistema de degradação crônica.

 

A cidade de São Paulo oferece um complexo de shoppings, ruas especializadas, centros de convenção, hotéis, cinemas, teatros, bares, restaurantes, casas de show, estádios e tudo o mais. Será que precisamos ainda mais?

 

Ou devemos mudar conceitos e buscar mais qualidade. De vida e de cidadania?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Conte Sua História de SP: a encomenda do japonês

 

Por Marco Antonio Alcantara Fernandes

 

 

Entre os anos de 2001 e 2003, eu já fazia transporte executivo. Tinha um Omega azul marinho, placa DEP3333. Eu de terno, óculos escuros, num  bom estilo.

 

Estava voltando do Aeroporto de Guarulhos pela Avenida Tiradentes quando um amigo, que também faz esse serviço, me liga perguntando se poderia ir até Guarulhos na casa de um cliente dele que esquecera uma encomenda e não poderia embarcar por Congonhas sem ela.

 

Era um japonês, Dei meia volta e fui correndo à casa dele. Uma japonesa já me aguardava na porta com um pacote retangular e me entregou em mãos. O que tinha no pacote? Pelo estilo, parecia dinheiro, dólar ou similar.

 

O VIP me ligava a todo instante e o trânsito não auxiliava. E com muita pressão, tomei uma decisão: comecei a parar as motos no corredor da Tiradentes para ver se o motociclista aceitava trocar comigo.

 

Após algumas tentativas e parecendo um doído com minha proposta – ele me emprestava a moto e levava meu carro até Congonhas por um R$50,00 – eis que surge um filho de Deus. O rapaz ainda tentou me explicar as manhas da moto, mas a adrenalina estava forte para concentrar naquele assunto. Troquei números de celular e estava saindo quando, 50 metros à frente, vi que havia esquecido o dito pacote em cima do banco  do carro. Voltei ainda no contra fluxo, peguei o pacote e ele voltou insistir, queria me instruir sobre freio, marcha e outras coisa.

 

A moto era muito pequena. As rodas não estavam alinhadas. Uma mais à esquerda, outra mais à direita. O capacete não entrava todo na cabeça. Mesmo assim, lá fui eu: 1 metro e 89 de altura, 120 quilos, terno e gravata, no comando daquela pequena e abençoada moto.

 

Foi difícil. Mas cheguei e entreguei a encomenda. O VIP nem percebeu o movimento, me deu um cheque de R$ 100 chorado … e eu fiquei mais uns 45 minutos aguardando a chegada do abençoado motoqueiro. Dei-lhe R$50,00 e seguimos nossos caminhos.

 

Marco Antônio Alcantara Fernandes é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode contar mais um capítulo da nossa cidade: mande seu texto para milton@cbn.com.br

Jovens que matam e morrem

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Aos dezesseis anos não vejo razão para que uma pessoa não responda pelo seu ato no caso de cometer um crime. Não estranhem que eu tenha me referido a uma pessoa ao defender a diminuição da idade penal. Recuso-me a chamar um bandido de menor,eis que isso visa somente ao desejo de quem pretende manter quem sabe muito bem o que é o bem e o mal. Não é justo que se aceite que,por exemplo,uma pessoa de dezesseis anos,ataque alguém e,conforme a circunstância,no afã de enfrentar o que vê como um inimigo capaz de reagir com violência,mate-o sem dó nem piedade. Ah,mas o criminoso foi um menor.

 

Durante muitíssimos anos fui locutor-apresentador de notícias na Rádio Guaíba. Irritava-me profundamente ser obrigado a taxar menores de18 anos com o politicamente correto “apreendido”. Por mim,sempre que esbarrava com essa expressão,bem que eu gostaria de dizer que um infrator com menos de 18 anos havia sido preso. Aliás,esta história do politicamente correto,usado hoje em dia em nosso país,na maioria dos casos,não passa de conversa para boi dormir.

 

Sinto-me à vontade para defender o meu ponto de vista,mesmo contra a opinião de sumidades.O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros,João Ricardo Costa,diz que falar em redução da maioridade é retrocesso. Como não poderia deixar de ser,a ex-ministra (gaúcha para mal dos pecados)Maria do Rosário,ex-ministra dos Direitos Humanos,provavelmente nunca foi assaltada em plena luz do dia por um infrator menor de 18 anos. Sugiro que ela dê uma chegadinha,à noite,no nosso Parque da Redenção. Os Estados Unidos é um bom e assustador exemplo para os delinquentes mirins:lá,a idade mínima para uma pessoa ir para a cadeia varia entre 6 e 12 anos. Os que não aceitam isso,deem uma lida na Zero Hora dessa quinta-feira para ver quais os países que estão a favor da maioridade para delinquentes menores de 18 anos.

 

Se me permitem,vou mudar da discussão sobre a idade penal para um assunto que já preencheu meus blogs muitas vezes,mas se repetem com mortal assiduidade:acidentes de trânsito especialmente quando ocorrem feriados prolongados em fins de semana. Nessa Páscoa,no mínimo,23 morreram nas estradas do Rio Grande do Sul. Vou citar o pior deles:quatro jovens perderam a vida em um carro que se desgovernou e bateu em uma árvore. Três deles tiveram os corpos carbonizados com o incêndio que se seguiu à colisão. Apenas um,arremessado para fora do automóvel,não foi velado em caixão lacrado. Eram jovens,cheios de vida,traídos provavelmente por aquaplanagem,porque estava chovendo.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve o que pensa no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Pela preservação dos jornais de bairro

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Se estou errado,me corrijam,mas não creio que todas as zonas de Porto Alegre possam se gabar de possuir um jornal. Algumas,é verdade, contam com um jornalzinho. Já onde moro,porém, circula um jornal com tiragem de 10 mil exemplares e matérias variadas e interessantes. Trata-se do Jornal Comunidade Zona Sul. Logo abaixo do título lê-se este slogan:Mais informação,cultura e lazer. Na edição que chegou às minhas mãos, gratuita por sinal,posta à disposição dos clientes de um dos supermercado da região,chamou minha atenção a manchete de capa do jornal da comunidade,que noticia a implantação de um binário formado pelas Avenidas Borges de Medeiros e Praia de Belas,obra que visa a melhorar o trânsito que está cada vez mais complicado no setor. Acerca de trânsito,podemos ler no Jornal da Comunidade uma notícia alviçareira. Reza a manchete da últimas página: Morte por atropelamento de ônibus diminuem 46,15% na Capital do Rio Grande do Sul. Lembro que a EPTC preocupa-se também com acidentes fatais envolvendo pedestres e motociclistas.

 

Não há,no entanto, jornal que vá em frente sem contar com comerciais. Afinal,a propaganda é a alma do negócio e, quando essa se faz presente em todas as páginas do Jornal da Comunidade Zona Sul,estamos diante de um veículo aprovado pelo comércio de uma vasta região da cidade.

 

Os raros leitores dos meus textos – se é que existem – devem estar se perguntando por que resolvi escrever sobre um jornal de Zona. Ocorre que fui comentarista de futebol e outros esportes,no Correio do Povo, na época em que o seu proprietário era o Dr.Breno Alcaraz Caldas,portanto,no auge desse jornal. As demissões de pessoal de todos os níveis, tornou-se uma obrigação. O periódico famoso entrou em crise e recordo como foi ficando difícil manter o Correio e a Folha da Tarde,que acabaram mudando de dono. Difícil deve ser também um veículo como o Comunidade Zona Sul,mesmo não se tratando de um jornal diário. Torço,por isso,para que os valentes irmãos Weirich,que imagino serem proprietários do veículo,sigam apoiados pelos comerciantes dos bairros que compõem a Zona Sul de Porto Alegre.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, publica seu texto no Blog do Mílton Jung (o filho dele)