Vai passar e pessoas sempre serão essenciais

 

Por Christian Müller Jung

 

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Foto: Pixabay

 


Texto escrito originalmente para o site Coletiva.net

 

Quando a notícia sobre a pandemia da COVID-19 chegou ao Brasil, escrevi artigo sobre os impactos no mercado de eventos — foquei o olhar na área em que mais atuo: o cerimonial público. Refleti sobre a mudança do comportamento nas solenidades e o emprego do protocolo respiratório.

 

Não tinha a mínima ideia, naquele momento, assim como a maioria da população, o quanto essa pandemia impactaria não apenas o meu setor, mas toda a nossa vida —- e, provavelmente, toda a dinâmica da sociedade no futuro.

 

A Covid-19 é um mistério para os médicos e cientistas. Sua influência no comportamento humano é uma dúvida para todos nós. Ao mesmo tempo em que priorizamos a saúde e a sobrevivência diante dos riscos que o vírus nos impõe, um vazio se apresenta no horizonte.

 

A empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza, que liderou a transformação digital da empresa nos últimos anos, iniciativa que permitiu que a sua rede de varejo sobrevivesse à crise e fortalecesse parceiros de negócios, micro e pequena empresários, é uma das primeiras a alertar: “ninguém sabe o que realmente vai acontecer no pós-Covid-19. Quem disser quer sabe, escreva um livro porque se acertar, vai ganhar muito dinheiro”.

 

No setor em que atuo, assistimos ao cancelamento de todos os eventos presenciais, esvaziando a agenda de trabalho da maior parte dos profissionais — a minha, inclusive —-, e atingindo nossa principal fonte de renda. Em poucos dias, o caos estava estabelecido.

 

A necessidade de se reinventar transformou-se em questão de sobrevivência tanto quanto uma barreira para muitos de nós que atuamos há anos nesse segmento. Uns não sabiam fazer além do que já faziam; outros não desenvolveram as habilidade exigidas nesse novo cenário; e todos —- ou quase todos —-, mesmo aqueles que acreditavam estarem prontos para as mudanças, não encontrávamos oportunidade de trabalho.

Agenda sem evento é como cabeça vazia: oficina do diabo. Na mesma velocidade em que o vírus contaminava as pessoas, uma avalanche de informações predizendo o futuro se espalhava entre profissionais do setor de cerimonial. Muitos apontando para o fim das atividades presenciais —- mensagem que potencializava a sensação de medo que a pandemia por si só já provocava em cada um de nós pelos riscos à saúde.

A previsão de que a função exercida por vários dos profissionais que conheço estava em extinção colocava em xeque tudo que se aprendeu até hoje —- a percepção é de que a experiência acumulada ao longo da jornada teria perdido seu valor.

 

Uma onda de novas formas digitais para realização de eventos nos atingiu. Além de exigir investimento pesado em infra-estrutura tecnológica —- computador de ponta, placa de vídeo poderosa, câmera e microfone de qualidade, espaço em casa adequado e sinal de internet eficiente e estável —, o profissional acostumado às solenidades analógicas, trocou o calor proporcionado pela presença do público por uma sala fria e distante; e o olhar antes voltado às pessoas na plateia e no palco, fixou-se em uma câmera à sua frente.

 

Como uma cura para uma doença, ainda que fosse um propósito para um novo mercado de trabalho, a quantidade de informações reescrevendo o futuro, muitas delas repetitivas e sem consistência e outras tantas apenas para preencher o conteúdo vazio de uma live, criaram um cenário apocalíptico. E quanto mais informações e previsões, mais excluídos parecíamos deste novo mundo dos eventos.

 

Com que autoridade deram um ponto final à nossa história —- e profissão?

Quem é capaz de acreditar na ideia de que pessoas não mais precisarão de outras pessoas? Que eventos presenciais deixarão de existir? Que estamos dispostos a abrir mão da troca de experiência, conhecimento e networking proporcionados por seminários? Que ninguém mais deseja celebrar com seus pares uma formatura ou a conclusão de um período da vida? Você realmente acredita que a política só se fará no palanque eletrônico?

Sinceramente, a despeito da mudança de comportamento que teremos, especialmente em relação a proteção à saúde, não me ocorre que deixaremos de ter uma vida presencial e os eventos, na forma como tínhamos até o início deste ano, nunca mais se realizarão. Creio que, a partir do momento em que os países se estabilizarem e tivermos acesso a uma vacina ou alguma outra forma efetiva de controle da doença, o mercado voltará à ativa.

 

Pode demorar, precisaremos ser resistentes e ter fôlego para suportar essa passagem. Da mesma maneira que precisaremos nos adaptar como já fizemos tantas outras vezes na história da humanidade. Atente-se para o tanto que você aprendeu em tão pouco tempo isolado dentro de casa. E o quanto se descobriu produtivo em atividades às quais talvez jamais se imaginou capaz de realizar.

 

Podemos, sim, realizar eventos conectados com o mundo! Nossa experiência e o conteúdo desenvolvido até aqui serão necessários para este novo momento —- seja ele qual for. A bagagem acumulada nessa viagem não será um peso no caminho que teremos de percorrer. Nela está a riqueza do repertório que nos trouxe até aqui.

Os tropeços diante do microfone, o sistema de som falhando, o vídeo que não roda, os textos modificados em cima da hora, o roteiro sendo adaptado às circunstâncias e a plateia nem sempre disposta a ouvir o conteúdo preparado pela organização. Tudo isso foram desafios que você já venceu. E motivos para encorajá-lo a seguir em frente sem medo de ser engolido por essa garganta gigante que se chama evolução.

Sinceramente meus amigos que tão bem representam o nosso setor de eventos, por mais que o mundo virtual seja uma ferramenta produtiva de multiplicação da informação, nunca substituirá por completo o real. Em diversas outras atividades já vimos que esses dois mundos se complementam.

 

Nesses meses de pressão psicológica com bombardeio de mensagens negativas, não nos deixemos contaminar por prognósticos que — convenhamos —- se baseiam em suposições, sem nenhuma garantia do que nos aguarda ali na esquina ou no próximo evento. A incerteza que nos cerca não dá a ninguém a autoridade para decretar o fim de uma atividade.

 

Vamos aproveitar este momento para aprender um pouco mais, desenvolver habilidades que se não nos ajudarem profissionalmente nos elevem como seres humanos. Lembre-se: se tem uma coisa que jamais vai mudar no mundo dos eventos é que ele continuará sendo feito por pessoas.

 

Christian Jung é publicitário, locutor e mestre de cerimônias

Mundo Corporativo: Fábio Costa, da Salesforce, fala de oportunidade de carreira em tecnologia

 

“Qualquer pessoa pode ter acesso a tecnologia porque a parte difícil passa a ser feita pela máquina; o que você precisa entender é qual o problema de negócio, que sempre é um problema humano, que você quer resolver, para poder explicar para a máquina como resolver este problema” — Fábio Costa, Salesforce

A demanda por pessoas qualificadas em tecnologia vai permanecer após ser superada a crise provocada pelo coronavírus. Assim, na medida do possível, buscar conhecimento nesta área pode ser uma boa alternativa para quem foi obrigado a ficar mais tempo em casa, para cumprir o distanciamento, ou quem viu sua carreira ameaçada pelo fechamento de negócios, neste momento.

 

Antes dessa crise, levantamento feito pelo Linkedin sobre as 15 profissões mais promissoras de 2020, a maioria estava, direta ou indiretamente, ligada à tecnologia e a empresas do setor de internet e serviços ao cliente. A profissão de “desenvolvedor de plataforma Salesforce” ocupava a 13a posição.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, Fábio Costa, gerente geral da Salesforce no Brasil, falou da oportunidade de desenvolvimento na carreira através da plataforma de ensino Trailhead, que pode ser acessada de graça, por quem busca certificação e conhecimento profissional especializado nas ferramentas criadas pela empresa:

“Essa qualificação não é mais tão difícil quanto foi há anos atrás, 10 anos atrás, 20 anos atrás, as coisas no mundo da tecnologia mudaram bastante, então nós temos hoje um acesso mais democrático ao mercado de tecnologia para quem está interessado em ingressar nesta jornada”.

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo. O programa teve as colaborações de Gabriela Varela, Artur Ferreira, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

O grande ausente da NRF 2020

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O varejo avança em retrospectiva e em perspectiva.Identifica e começa a corrigir erros do passado quando colocava no atendimento final pessoas em início de carreira e despreparadas. Ao mesmo tempo cria novas ferramentas para abordagem com o cliente usando tecnologia de ponta para municiar os vendedores no atendimento.

 

Tanto o preparo no atendimento não se contesta mais, como o sistema do omnichannel é considerado essencial para permanecer no jogo.

 

Curiosamente, o desenvolvimento no mundo digital e deste no mercado deram ao varejo físico um papel relevante e diferenciado, que para ser cumprido são necessárias habilidades humanas e condições tecnológicas.

 

Satya Nadella da Microsoft acentuou a disponibilidade tecnológica quando afirmou:

“A chave crucial para o sucesso na nova década será dar informações aos funcionários para que possam atingir melhores ROI ao incrementar as taxas de conversão em 15% e aumentar as taxas de satisfação em 10%”.

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A Starbucks para acentuar o atendimento dos vendedores e aproximar a relação deles com os consumidores dispensa a digitação dos pedidos, possibilitando o olho no olho ao disponibilizar um sistema de registro pela voz.

 

Wal-Mart terá laboratórios nas lojas físicas que indicarão desejos e tendências dos consumidores, in loco e online.

 

A Universal Standard criou um sistema de tamanhos para roupas que facilita a vendedora no delicado aspecto dos extremos. Lá não importa o tamanho da consumidora. Atende a todos e a todas, com direito durante um ano a trocas, em casos de aumentos e diminuições.

 

Enfim, são muitos os exemplos de novas ferramentas para ajudar o pessoal do atendimento.

 

Entretanto, não se enfatiza tanto o aspecto do controle. Para a medição da satisfação dos clientes efetivamente há farta tecnologia, mas os holofotes estão mais direcionados para a sua disponibilidade do que para o controle da execução.

 

A grande ausência para um evento do porte da NRF 2020, onde se destacaram as PESSOAS, foi o COMPRADOR MISTERIOSO.

 

Considero a velha e boa técnica do COMPRADOR MISTERIOSO como o “handmade” da pesquisa de satisfação. É o tipo de pesquisa que efetivamente confere o protocolo total do atendimento proposto pela marca. É também de eficácia inigualável se usada como motivação da equipe, ao se abrir os dados e instalar um sistema de premiação.

 

Pela prática exercida nessa área, não consigo imaginar organizações gigantes, com 1 mil, 2 mil, 20 mil, 30 mil lojas, cujos CEOs não tenham ao menos curiosidade para saber como o protocolo de atendimento está sendo cumprido.

 

O varejo levou meio século para perceber que não dá para colocar na última fase da cadeia produtiva funcionários despreparados. Esperamos que não leve mais meio século para municiar os vendedores com tecnologia e acompanhamento operacional.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: Alessandra Andrade, da FAAP, diz como transformar a sua ideia em um bom negócio

 

 

“Quando a gente é louco o suficiente para achar que a gente pode mudar o mundo, a gente realmente pode mudar então se algo não dá para fazer agora, talvez daqui um ano dê porque as tecnologias vão mudando, as fórmulas vão mudando acredite no seu sonho e vai em frente” — Alessandra Andrade, FAAP

É crescente o desejo de jovens em lançar o seu próprio negócio em vez de buscar um emprego no mercado de trabalho —- fenômeno que também se vê em outras faixas etárias. Isso gera necessidades que vão além do conhecimento técnico que se costuma desenvolver dentro das universidades. Para atender a essa demanda, instituições de ensino superior têm criado espaços para a inovação e o empreendedorismo, como é o caso da Fundação Armando Alvares Penteado, uma das mais tradicionais faculdades de São Paulo. O jornalista Mílton Jung entrevistou no programa Mundo Corporativo, Alessandra Andrade, gerente do FAAP Business Hub, um espaço que ela define como sendo “a startup da FAAP”, onde novas ideias são testadas e em que errar faz parte da busca do conhecimento:

“Hoje, mesmo antes de você ter o seu CNPJ, de você abrir a empresa ou não, você vai falar com o cliente, o foco é no cliente. E esse é o mindset, hoje, do mundo corporativo, do mundos dos negócios, do mundo das startups, onde você testa. Hoje, você não precisa mais de escritório, você não precisa mais do cartão de visitas; você precisa é ter uma boa solução”

Na entrevista, Alessandra Andrade identificou três setores que têm criado ótimas oportunidades para startups: o agronegócio, pela capacidade agrícola do Brasil; o financeiro, através do fenômeno das Fintecs que têm ocupado espaço que era de bancos tradicionais; e o varejo, no qual, depois da explosão do comércio eletrônico, as lojas físicas têm ganhado nova relevância como ambiente de relacionamento com os clientes e pontos de coleta de informação e dados.
 

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN no Facebook ou no Twitter (@CBNoficial). O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN, ou aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Kirklewski e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: transformação digital cria empregos novos, diz Fernando Martins

 

 

“Cada tecnologia de automação elimina emprego. Isso não há dúvida. Mas ela também gera novos empregos. Então, a gente tem o desafio, não é de manter as pessoas no emprego de pouca utilização do cérebro …. é de capacitar essas pessoas para que elas possam ser, dar a manutenção nesses sistemas” —Fernando Martins, consultor em transformação digital

O impacto provocado pela transformação digital nos negócios e na vida das pessoas é inevitável e a velocidade com que isso tem ocorrido é cada vez maior. É preciso saber tirar proveito desse processo, com as empresas aprendendo a trabalhar com o enorme volume de dados gerados e os profissionais buscando o caminho do conhecimento em áreas e funções que não possam ser simplesmente substituídas por uma máquina.

 

O consultor de transformação digital Fernando Martins fala dessas mudanças em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN. Ele foi CEO da Intel por pouco mais de 19 anos e tem se dedicado a fomentar negócios com potencial para crescimento no cenário digital.

 

Um dos setores que têm se beneficiado do uso da inteligência artificial no Brasil é o agronegócio e várias têm sido as experiências desenvolvidas no campo que trazem maior eficiência ao produtor rural, conta Martins.

 

Um exemplo que ele apresenta é das máquinas computadorizadas que espalham esterco na terra onde será realizado o plantio. Uma função que era realizada por pessoas sem a precisão necessária para tirar o maior proveito do produto. Se por um lado esses trabalhadores perderam sua utilidade, por outro o agricultor precisou contratar especialistas em mecatrônica.

 

Para Martins são forças econômicas que estão causando essa transformação digital no mundo, a começar pelo fato de o custo computacional ter diminuído muito:

“Quanto custa tirar um foto no celular? Custa nada. Em 1984, custava U$ 100 armazenar uma imagem dessas em uma hard drive que custava U$ 2 mil e tinha capacidade de armazenar 20 megabytes; hoje, você consegue armazenar dados cada vez maiores, dados interessantes que antigamente você não conseguia armazenar”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo Twitter (@CBNoficial) e pela página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. O programa tem a colaboração de Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Isabela Ares e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: empresas têm de criar espaço para a colaboração de seus profissionais, diz Alexandre Marins

 

“Eu quero uma carreira onde eu tenha um espaço onde eu possa exercer aquilo que eu acredito em conjunto com outras pessoas. Então as empresas tem de ter uma clareza de seu propósito para que as pessoas consigam ter um grau de identificação e engajamento” – Alexandre Marins, LHH

A chegada de novas tecnologias e de uma geração mais questionadora tem transformado o ambiente de trabalho e obrigado as empresas e seus líderes a mudarem comportamentos. Os profissionais querem ter voz, dar ideais e serem mais colaborativos, de acordo com Alexandre Marins, diretor de desenvolvimento de talentos da consultoria LHH.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, o consultor alertou para o fato de que as empresas falam muito em inovação mas ainda mantém algumas práticas que provocam sérios problemas na qualidade de vida de seus colaboradores:

“Essa questão do homem não poder falar da sua vulnerabilidade, traz uma angústia interna muito grande, uma solidão. Então, a gente vê que os cargos de alta liderança seguem sendo solitários e as pessoas não conseguem falar sobre isso, e pessoas se deprimindo porque elas olham para aquilo e não vêem uma saída, sabem a sensação de que amanhã vou ter de dar conta de novo”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter pelo perfil @CBNoficial e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Ricardo Correia, Isabela Ares e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: empresas buscam líderes adaptados à transformação digital

 

 

“É esperado que o executivo consiga decidir com velocidade e tomando riscos necessários, mesmo sem ter todas as respostas, mas também é esperado que esse executivo tenha ponderação e consiga analisar os dados para ver se aquela decisão vale a pena ou não” Flávia Leão, Russel Reynolds

 

As empresas têm novas demandas provocadas pela velocidade que a tecnologia impõe e seus gestores têm de estar preparados para essas transformações. Portanto, devem desenvolver uma liderança ágil e entender que áreas como recursos humanos e logística, por exemplo, não podem prescindir do conhecimento tecnológico. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corportivo, da CBN, a consultora Flávia Leão falou o que as empresas esperam dos líderes que assumem em meio a enorme transformação digital que vivemos:

 

“Não se espera que o executivo tenha um conhecimento técnico, mas sim que o executivo saiba reconhecer quais são as soluções que vão transformar o negócio dele e que consigam fazer uma análise crítica disso. E trazer para a empresa aquilo que funciona. Então você tem de estar muito próximo das tecnologias para saber o que vai me trazer mais eficiência, o que vai me trazer mais velocidade e não tem mais a possibilidade de deixar esse assunto para o profissional de TI”.

 

Leão é head de liderança e sucessão para a América Latina da Russel Reynolds, consultoria de recrutamento e desenvolvimento de altos executivos. Para ela, as pessoas mais flexíveis e curiosas devem ter maior facilidade em se adaptar nesse momento do que aquelas que têm perfil mais rígido e apegado aos seus conhecimentos técnicos:

 

“… não existe uma coisa que é “nasci líder”. Algumas pessoas têm características que facilitam e outras terão que trabalhar mais, mas mesmo assim elas podem fazer um papel tão bom quanto”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial e na página do Facebook da CBN. A entrevista vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN ou domingo às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Rafael Furugen, Debora Gonçalves, Bianca Vendramini e Guilherme Dogo.

CONAREC: atendimento tem de evoluir da mesma maneira que a tecnologia

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O CONAREC 2019, realizado nos dias 10 e 11 de setembro, teve performance quantitativa e qualitativa acima do padrão. Cinco mil congressistas que assistiram a 250 palestrantes, dos quais 80 CEOs, apresentarem resultados e tendências para o setor de produtos e serviços na relação empresa cliente.

 

Foram dois dias revigorante, pois o ambiente e o propósito das 100 empresas que marcaram presença como expositoras transpiravam cordialidade, diversidade, igualdade, liberdade e respeito ecológico para o desempenho das suas funções, com colaboradores e clientes.

 

Apresentamos a seguir alguns destaques do evento:

 

A busca do engajamento das empresas com os clientes nunca esteve tão em evidência. Esse processo orquestrado pelas empresas de varejo até agora tem inovado com aplicações tecnológicas de sucesso, mas quando se trata da relação física na ponta o quadro funcional inexperiente tem deixado a desejar. Os vendedores são os menos preparados das empresas, sendo muitas vezes parte de uma função definida como início de carreira, enquanto os mais competentes funcionários ficam distantes do contato direto com o cliente.

 

É por isso que no ambiente virtual a proposta é trocar funcionários robôs pelos robôs; e no físico substituir estagiários por vendedores competentes. Dessa forma, o cliente que prefere máquina ou o que prefere pessoa poderá se engajar com a empresa da maneira como quiser.A falta de competência na ponta já está sendo tratada pelas empresas e até se estendendo a todos os colaboradores.

 

As grandes empresas que têm adquirido startups como forma de absorver inovações tecnológicas, ao permitirem liberdade operacional, aceitam novas jornadas de trabalho, como horários alternativos e o home office, encontrando a boa prática para este modelo.

 

Para ilustrar a atenção com os colaboradores, temos o caso da VIVO, que anunciou aos 30 mil funcionários que podem se vestir da maneira correspondente ao seu perfil. Afinal a moda é uma forma de comunicação. O BRADESCO está plugado no THE VOICE BRASIL interno, pois todos os 98 mil funcionários podem participar da seleção que levará o finalista à TV GLOBO.

 

Enquanto as empresas procuram se atualizar no fator humano, na área de tecnologia os avanços são evidentes. Destacamos como exemplo, a ferramenta apresentada pela SKS Cx baseada na expertise da Checker Software System de Hadera Israel, cujo histórico nos referimos neste Blog na semana anterior. Trata-se de um sistema que permite conectar todas as metodologias de pesquisa de forma integral e apresentar os resultados via mobile, quanto e quando quiser. Acabaram as reuniões de apresentação, com Power Points e longas dissertações.

 

Stella Kochen, a CEO da empresa, efetivou uma pesquisa de satisfação realizada com os congressistas presentes, e on-line mostrou os resultados e as recomendações, inclusive com a taxa de NPS geral. Parece que o WAZE das Pesquisas está aqui. A melhor rota para o relacionamento empresa cliente.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: como organizar sua vida digital no local de trabalho

 

 

“Eu acredito que a tecnologia vem para ajudar justamente na produtividade para que a gente consiga ter mais acesso e consiga fazer um trabalho melhor, mas, naturalmente, dentro do dia a dia do trabalho, a gente tem várias gerações interagindo que pensam diferente, que têm experiencias diferentes, e equalizar isso para transformar em um novo caminho para uma empresa é realmente um desafio muito grande” — Hélio Sá Moreira, Inpartec

 

Hoje, no ambiente de trabalho existem várias ferramentas digitais à disposição. Isso não significa que as empresas estejam ficando mais produtivas ou que a vida ficou mais fácil para você no escritório. Sem planejamento e uso racional da tecnologia, a tendência é que você perca ainda mais tempo para entregar um produto ou um serviço. Preocupado com esse cenário, o Mundo Corporativo entrevista com Hélio Sá Moreira, CEO de uma consultoria especializada em “digital workplace”, ou seja, em ajudar os profissionais a usarem da melhor maneira possível os recursos tecnológicos.

 

Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, Moreira dá algumas dicas de como o colaborador pode organizar sua vida digital no local de trabalho e não desperdiçar seu tempo com a perda de foco muito comum diante da quantidade de informação disponível. Uma melhora que vai influenciar a produtividade e os resultados na empresa. Segundo ele, a partir de pesquisa realizada com 25 clientes, o retorno sobre o investimento em tecnologia que antes da implantação da estratégias de “digital workplace” era, em média de 25% passou a variar entre 75% e 95%.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br, na página da CBN no Facebook e no perfil @CBNOficial no Instagram. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo, Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Isabela Ares e Débora Gonçalves.

O consumidor e o bônus das inovações tecnológicas

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O varejo mundial há muito tem pesquisado, estudado e inovado sobre o atendimento ao consumidor. Com esse objetivo, criaram-se novos canais, novas formas e novos conceitos, colocando o foco essencialmente na satisfação do consumidor.

 

Do mercado de massa passamos pela segmentação, pelos nichos e chegamos à customização. E  deveremos atingir a massificação da customização, com o propósito de conquistar e fidelizar o consumidor.

 

Mas e o consumidor?
Está feliz? Está confortável?
Ou, está ameaçado na sua privacidade?

 

Para responder essas questões, buscamos a professora, consultora e escritora Regiane Relva. Foi ela quem nos instigou ao tema, após termos assistido a sua palestra sobre o Novo Varejo, em evento da ALSHOP, há uma semana.

 

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Palestra de Regiane Relva em Dubai sobre inovação no varejo

 

 

Regiane, doutora em Administração da Tecnologia da Informação pela FGV, adverte que a maioria dos consumidores não está visualizando a invasão de privacidade que as novas ferramentas tecnológicas acarretam.

 

Para comprovar essa expectativa, cita recentes visitas aos Estados Unidos e a China.

 

Em Nova York, em janeiro, a NRF testemunhou um enorme crescimento de oferta de tecnologia, a ponto de abrigar 792 expositores.

 

Se nos Estados Unidos existe o potencial de perda de privacidade, na China o controle das pessoas já é um fato.

 

O WeChat, plataforma que substitui a mídia social e demais, enviando e recebendo mensagens e pagamentos, é do governo. Além disso, há cidades com áreas totalmente cobertas por câmeras comportamentais.

 

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Ao mesmo tempo, o que se viu em Nova York, na NRF, é que as inovações chamam a atenção com aplicações em VISÃO COMPUTACIONAL e INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

Na Visão Computacional, o destaque fica com as câmeras de captação de comportamento, ressaltando as reações faciais e corporais.

 

Na Inteligência Artificial, aglutinam-se ícones como o Big Data; a Biometria utilizando íris, visão e voz; o RFID, que é a identificação por radiofrequência; a AIDC, que é a captura automática de dados para identificação; o Celular;e a IOT, que é a inteligência das coisas fazendo com que todos os equipamentos se comuniquem entre si.

 

Com o comportamento do consumidor previsto por este conjunto de ferramentas, as empresas que as utilizam tem conseguido fornecer uma experiência de compra diferenciada.

 

Entretanto, a professora Regiane manda um recado:

adiante deste bônus há ônus, sobretudo na privacidade das pessoas.

 

E faz um convite:

Aula inaugural, em 9 de março, do MBA em Gestão e Inovação em Cidades Inteligentes, como Coordenadora do Smart Campus Facens, em Sorocaba — trabalho no qual recebeu, em 2017, o Prêmio Smart City UK London.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung