Sua Marca: lembre-se que tem um presente de Natal esperando você

 

Sua Marca Livro

No fim de semana, a gente já havia contado para você que o nosso presente de Natal este ano era um livro (e-book), de graça, sobre gestão de marcas, escrito por Jaime Troiano e Cecília Russo. Nesta segunda-feira, quando o Natal está logo ali, volto a lembrá-lo desse presente e aproveito para reproduzir o prefácio que escrevi para meus colegas do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN. Sei que um texto que tem diabo no título pode não ser muito apropriado quando falamos de Natal, mas você haverá de entender os motivos que me levaram a cita-lo. A propósito, no fim do texto, tem o link para você baixar e aproveitar nosso presente de Natal.

“O DIABO SABE MAIS POR VELHO DO QUE POR DIABO”

 

Um passeio pelos escritórios de empresas no Brasil e um tempo para a boa conversa com alguns de seus colaboradores são suficientes para enten- dermos que muita gente está descontente. Nem preciso ir muito longe, basta estar atento às mensagens que recebo diariamente na rádio CBN quando o assunto é o mundo corporativo e suas variantes. É evidente que a falta de respeito com as pessoas ainda persiste e a gestão por pressão, cobrança e castigo resiste a todo o conhecimento desenvolvido de que ambientes saudáveis tendem a produzir mais e melhor. Uma agravante é que hoje esse desrespeito começa ser visto como um sinal de que o líder não é ético ao agir, e isso pode contaminar as relações internas e externas da empresa e da marca.

 

Se há uma forma de corrigir essa distorção, não tenho dúvida de que co- meça pela comunicação eficiente. De todas as competências necessárias para liderar empresas, grupos de trabalho e a sua própria carreira, a comu- nicação é a mais necessária, haja vista o resultado de diversas pesquisas de comportamento e os critérios que recrutadores usam na contratação de profissionais. A comunicação é a principal habilidade não técnica exi- gida pelas empresas, pois o colaborador que não souber se comunicar de maneira assertiva e respeitando o outro está fadado ao fracasso.

 

Começo esta nossa conversa pela comunicação porque é o conhecimento para o qual me dedico há quase 35 anos – a serem completados agora em 2020. E também porque aprendi com meu pai, jornalista de mão-cheia, que o “diabo sabe mais por velho do que por diabo” e, portanto, sinto-me mais à vontade de abordar o tema da comunicação em lugar de me ema- ranhar na área do Branding, na qual Cecília Russo Troiano e Jaime Troiano já fazem suas diabruras há bastante tempo e saberão destrinchar com ex- celência nas próximas páginas.

 

Há quatro passos básicos para você encarar com eficiência qualquer pro- cesso de comunicação que deparar, quer seja uma entrevista de empre- go, uma reunião de trabalho, uma entrevista a jornalistas, uma palestra aberta ao público ou mesmo uma DR em casa – não tem jeito, em algum momento teremos de enfrentá-la. Essas regras valem também para quem pretende escrever um livro.
Vamos a elas:

1. Somente entre em uma conversa se tiver certeza da mensagem que pretende transmitir, portanto planeje seu discurso, selecione as informa- ções mais importantes e dê uma hierarquia a elas, para saber quando e em que ordem usá-las.
2. Tenha em mãos todos os dados que possam ser necessários, tais como números, frequência e quantidade – conforme o assunto – sem esquecer de dar a esses suas reais dimensões e ilustrá-los de maneira que seu inter- locutor enxergue o que você está dizendo.
3. É essencial falar a língua do seu público, eliminando jargões de sua área e adaptando o vocabulário à realidade do outro para gerar empatia.
4. E, finalmente, conte uma história – somos muito mais propensos a prestarmos atenção em narrativas que tenham lógica e sejam humaniza- das do que a conceitos científicos.

Neste livro, Jaime Troiano e Cecília Russo nos convidam a uma conversa sobre gestão de marcas e enquanto caminhamos ao lado deles, em cada um dos capítulos, vamos perceber o cuidado que têm em fazer deste um passeio agradável em que histórias, conhecimento e experiência se mis- turam – muito parecido com o que já nos acostumamos a ouvir no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, quadro que levamos ao ar todos os sábados, às 7h55, no Jornal da CBN e está disponível também em podcast.

 

Os casos que vivenciaram na construção de algumas das marcas mais co- nhecidas e valorizadas do Brasil estarão descritos a seguir e nos ajudam a visualizar a inteligência que os autores desenvolveram ao longo de suas vidas profissionais – ricas e diversas, pois se formaram em distintas áreas, como a psicologia, a sociologia e a engenharia química, além de terem se especializado em tantos outros temas, tais como consumer insights, pes- quisa, antropologia, filosofia e comportamento do consumidor.

 

Quando percebem que é difícil de se desvencilhar de expressões típicas das áreas em que atuam, têm o cuidado de nos oferecer ao pé do capítulo uma interessante Brandpedia, na qual traduzem de maneira mais clara o termo aplicado, e nos deixam mais confortáveis para seguir a caminhada ao lado deles.

 

Nada mais tem a cara e a criatividade do Jaime e da Cecília, porém, do que as frases que pautam as histórias e o conhecimento a serem desenvolvidos. Quan- do leio que “marca não é tapume” ou que “o consumidor diz o que pensa, mas faz o que sente”, ou qualquer uma das 20 frases que abrem cada um dos capí- tulos, é como se revivesse nossas conversas no estúdio de gravação – mesmo as que ocorrem fora do ar.

 

Repetidas à exaustão desde 2014, quando começamos a apresentar juntos o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na CBN, essas frases que poderiam ser apenas “lugar-comum” transformaram-se em lições de Branding, que jamais podem ser esquecidas por todos que têm de cuidar da sua marca – seja um empresário ou um empreendedor controlando o seu próprio negócio, seja um jovem aven- tureiro ou um unicórnio no mundo das startups, seja o vendedor de pipoca na esquina da escola ou alguém que costura para fora.

 

A comunicação eficiente é a marca que faz deste livro um sucesso.

 


Baixe aqui o livro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso — 2020 em 20 ideias

 

Sua Marca: um livro de graça é o nosso presente de Natal

 

 

“Frases marcam muito e ajudam as pessoas a amplificar um conceito; às vezes, você guarda um conceito a partir de uma frase de alguém” — Cecília Russo

A partir de 20 frases que marcaram as nossas conversas ao longo desse último ano, Jaime Troiano e Cecília Russo produziram um livro que nos ajuda a entender alguns dos principais conceitos da gestão de marcas. “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso 2020 em 20 ideias” está disponível no formado e-book e de graça para os ouvintes da CBN.

  

 

Ao longo dos três anos em que o quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso está no ar, nas edições de sábado do Jornal da CBN, os ouvintes depararam com uma série de frases e histórias contadas por Jaime Troiano e Cecília Russo. Uma das primeiras frases que foram ao ar, repetida à exaustão, é a que alerta para o fato de que “marca não é tapume” —- e com isso Jaime e Cecília chamam atenção para o risco de gestores acreditarem que o branding pode esconder as mazelas de uma empresa, produto ou serviço.
 

 

Sua Marca Livro

  

 

“Marca sem propósito é marca sem alma”, “nunca jogue o bebê fora, junto com a água do banho” e tantas outras frases com as quais os ouvintes já se familiarizaram são a inspiração para 20 artigos que ajudam empresários e empreendedores —- independentemente do tamanho que tenham — a planejar melhor a construção de sua marca. Todos os capítulos trazem também um Brandpedia, que explica as expressões técnicas usadas na gestão de marca e torna mais simples os conceitos trabalhados.

  

 

Aproveite este presente de Natal do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Acesse o link e baixe o e-book. Depois, compartilhe com a gente a sua impressão e envie perguntas para marcasdesucesso@cbn.com.br ou para milton@cbn.com.br

  

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN. O programa também está disponível, em vídeo, no canal da CBN no You Tube e em podcast.

É proibido calar: mudanças tecnológicas exigem diálogo e aprendizado com nossos filhos

 

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A imagem de uma batalha de League of Legends costuma abrir uma das minhas palestras sobre ética e cidadania —- temas do meu último livro “É proibido calar!”. É a maneira que encontro de demonstrar a necessidade de os pais se interessarem pela realidade vivenciada por seus filhos, conhecerem o mundo que eles experimentam e reduzir o distanciamento que permeia muitas das relações familiares. Aposto na ideia de que ao fazermos esse movimento, encontraremos pontos em comum e aumentamos as possibilidades de desenvolvermos uma convivência saudável e pautada na compreensão.

 

Há cerca de uma semana, estive no Colégio Dante Alighieri, um dos mais tradicionais de São Paulo, onde conversei com pais, professores e alguns estudantes. Aproveitei uma das imagens captadas durante o encontro, na qual a tela de fundo é a cena de uma das competições internacionais de LoL realizadas no Brasil, para provocar a turma que me acompanha no Twitter e no Instagram:

 

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Algumas boas reflexões chegaram nesses três dias.

 

A Evelyn Batista (@evelym_watson_batista), no Instagram, escreveu que “acredita que a tecnologia hoje tem muito mais espaço na rotina de nossos filhos, inclusive para as escolhas profissionais deles. Com isto nossas relações estão cada vez mais distantes”.

 

Penso que é inevitável que eles acompanhem de forma intensa a transformação digital —- nós mesmos fazemos isso, haja vista a maneira como acessamos nossos celulares. O esforço tem de ser o de potencializar as relações afetivas que se constroem no cotidiano para que a distância que a Evelyn identifica não se intensifique. Precisamos valorizar a conversa do dia-a-dia, os momentos de proximidade — como o almoço ou o jantar — e, se necessário, provocar encontros mais frequentes nos quais a conversa não seja interrompida por um alerta na tela do celular.

 

Delci Lima (@delcilima12) conta que tem uma menina de 13 anos que vive em mundo virtual como todas as outras crianças da idade dela e nós, pais, em um mundo real: “É um bom paralelo para uma discussão sobre Educação”

 

Em um dos trechos de “É proibido calar!” chamo atenção que é preciso cuidado quando dividimos o mundo em virtual e real:

“Mesmo que a fonte seja virtual, nada mais real do que o sentimento que toca o coração desses jovens”.

Quero dizer que talvez nós é que tenhamos ainda um modelo mental no qual real e virtual estão separados e, pior, em contraposição, quando de verdade se fundem em um só; e nossas vidas e relações tenham de saber conviver nesses “mundos paralelos”.

 

No Twitter, o Evandro Junior (@jemj10) publicou que “esses princípios devem permear qualquer atividade. Sem a observância da #educação #ética e #cidadania o profissional não se completa, poderá ter sucesso, mas nunca será admirado”.

 

Essa ideia, com a qual concordo, me remete a algumas das entrevistas que tenho realizado no programa Mundo Corporativo, em que temos insistido que o novo líder não pode ser medido apenas pelas metas que alcança ou resultados financeiros da empresa —- seu comportamento diante de colaboradores, parceiros de negócio e clientes é o diferencial competitivo a ser valorizado.

 

Ao menos dois dos participantes dessa saudável discussão lembraram de que um dos meus filhos está envolvido no mercado de esportes eletrônicos e esse seria o motivo de o Lol estar no roteiro de minha palestra.

 

O Antonio Santos Jr (@ajunioranalista) escreveu no Twitter que “…você como pai o incentiva, se o incentiva é porque é algo bom para ele. Partindo dessa premissa há várias narrativas que podem ser tomadas em educação, ética e cidadania”.

 

Já o Samuel(@sbtorre) comentou:

“Seria por que um de seus filhos é gamer profissional e lidar com a educação dos filhos em um ambiente de mudança tecnológica e cultural tão significativa exige uma posição de diálogo e aprendizado, um dos motes do seu livro?”

Samuel está certíssimo — exceção ao fato dele ter identificado meu filho como um gamer, quando na realidade é gestor de uma das organizações de e-Sports no Brasil, depois de ter iniciado carreira como técnico e estrategista de Lol.

 

Independentemente da função que exerça, o ambiente para o qual ele se dedica —- e meu filho mais velho tem desenvolvido alguns trabalhos também nesse segmento —- , exigiu de minha parte e de minha mulher um entendimento maior sobre o assunto para que a falta de informação (ou seja, nossa ignorância) não se transformasse em barreira para o desenvolvimento dele. Para que o preconceito, fruto do desconhecimento, não prejudicasse nossa relação com os filhos. Graças ao diálogo que construímos, aprendemos e crescemos juntos.

 

Dito isso, além de agradecer a todos os que participaram desta conversa virtual, parabenizo o Samuel que vai receber em casa um exemplar do livro “É proibido calar!”. Espero que goste!

Avalanche Tricolor: uma ótima leitura e as boas notícias de sábado

 

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Brasileiro — Arena Grêmio Porto Alegre, RS

 

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Que o cara entendia do riscado, eu já havia ouvido falar —- dele próprio quando o entrevistei em um dos programas que apresento na CBN, o Mundo Corporativo. Que era o verdadeiro craque da família mas que não seguiu carreira, soube nesse sábado enquanto aguardava na fila para pedir-lhe um autógrafo. Era o que um dos mais próximos de mim contava entusiasmado: o Geromel bom de bola era ele —- só não lembro bem se jogava na mesma posição ou de lateral. Mas jogava muito, falava com entonação capaz de me fazer acreditar no que dizia.

 

Estávamos falando de Ricardo Geromel, 32 anos, empreendedor e escritor, que pelo sobrenome tem parentesco que carece de apresentações, especialmente a você caro e raro leitor desta Avalanche. Ele era o destino da fila que se estendia do salão da Livraria da Vila até o corredor do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Estava lançando o livro “O poder da China” (Editora Gente).

 

Com escritório sediado em Xangai, Ricardo é um entusiasmado com os avanços que a China implementou nos últimos anos, transformando-se de “fábrica” do mundo em fabricante de bilionários, além de uma das maiores criadoras de startup do oriente ao ocidente.

 

Para ter ideia, havia 64 bilionários chineses em 2010. Oito anos depois, já eram 372. A cada 3,8 dias nasce um novo unicórnio no país —- são aquelas empresas de capital fechado com valor de mercado de US$ 1 bilhão ou mais. E tudo isso impactando a vida das pessoas em seu cotidiano, pois, em cerca de 30 anos, a China tirou 850 milhões de pessoas da situação de pobreza. Tem porque se entusiasmar, não é mesmo?

 

Se quiser outros motivos, leia o livro —- ou ouça a entrevista que fiz com ele no Mundo Corporativo. Eu já avancei alguns capítulos apenas neste fim de semana e recomendo (se é que vale alguma coisa a minha recomendação).

 

Mas vamos voltar a esta Avalanche.

 

Sou resistente a essas histórias que já foram contadas nas mais variadas famílias do futebol brasileiro. Sempre haverá alguém para garantir que Dondinho, pai de Pelé, é quem jogava muito. Teria feito cinco gols de cabeça em uma só partida de futebol. Sem contar os que descrevem as habilidade de Zoca, irmão do Rei, que aliás jogou ao lado dele no Santos.

 

Edu, por sua vez, tinha futebol refinado, dribles curtos e desconcertantes, passes e lançamentos precisos —- o que parece ser verdade, mas não o suficiente para torná-lo maior do que Zico, o irmão mais moço. A não ser nas palavras da turma que sempre gosta de uma boa história para puxar papo.

 

Diante de tudo isso, ouvi os elogios ao futebol que Ricardo Geromel jogou no passado e coloquei na conta dos contadores de história. Prefiro admirá-lo por aquilo que ele é do que por aquilo que poderia ter sido. Até porque duvido muito que alguém pudesse ser maior do que Geromel, o Pedro —- zagueiro que trouxe uma nova maneira de jogar dentro da área, tem uma ótima leitura de jogo e forma, ao lado de Kannemann, uma das maiores duplas de zaga que já passaram pela história do Grêmio.

 

Abracei Geromel, o Ricardo, o cumprimentei pelo livro que lançava, recebi orgulhoso o autógrafo dele, e voltei para casa para assistir ao Grêmio no Campeonato Brasileiro. Do sofá, vi o meu time tentar o gol de várias maneiras sem sucesso e terminar mais uma partida contra o Corinthians no zero a zero.

 

Jogo que não foi de todo perdido, pois tivemos ao menos duas boas notícias para quem entra em campo no Brasileiro mas tem a cabeça na semifinal da Libertadores: Léo Moura está de volta e Maicon desfila talento com a bola no pé — leio nas estatísticas de que de 111 passes que deu, errou apenas três.

 

A terceira boa notícia, tive lá na livraria mesmo: Geromel, o Pedro, não jogaria logo mais à noite, mas está prestes a voltar ao time titular depois da lesão que o tirou da primeira semifinal da Libertadores. Que o Ricardo faria diferença se tivesse seguido em sua carreira como jogador, deixo por conta dos amigos de infância que o viram jogar. Mas que o Pedro faz uma baita falta para a gente, ah, isso eu garanto!

Sempre fiz questão de mostrar que usava o celular

 

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A convite da jornalista Rosana Hermann escrevi texto que foi publicado, com a devida edição, no livro “Celular, doce lar” (Editora Sextante). O livro está a seu alcance a alguns cliques no próprio celular. O meu texto, reproduzo a seguir:

 

Sempre fiz questão de mostrar que usava o celular. Jamais o contrário. Uma relação que começou com um Gradiente operado pela BCP, em 1998. Por curioso que seja, na época já antecipava o que viria ocorrer tantos anos depois: o celular era meu único telefone. Não havia linha fixa no apartamento que tomei emprestado por alguns meses até a casa nova ficar pronta.

 

A evolução dos celulares foi veloz e na velocidade com que se desenvolvia, eu tentava acompanhá-los. E se eu corria atrás deles já era um sinal de que minha estratégia de relacionamento era marcada por conflitos de interesse. Eu querendo usá-los e eles tentando provar o contrário.

 

Apesar disso, a coisa ainda ia bem enquanto sua única serventia era conversar com outras pessoas. O problema começou mesmo quando outras possibilidades surgiram, especialmente a de se divertir com jogos eletrônicos. O olhar para a tela foi se intensificando e meu propósito de convivência com os celulares foi ficando distante. Cada vez mais distante.

 

Olhava uma vez, olhava duas, três, quatro, dez … com o carro em movimento era uma tentação; no congestionamento, a salvação. Não saia de casa sem ele e dentro de casa o levava no bolso de uma sala para outra.

 

A perdição foi quando descobri o Candy Crush. Apaixonei-me pelos docinhos e brigadeiros que explodiam conforme a combinação de cores. E a cada etapa encerrada um nova tentação surgia. Gula!

 

O susto foi descobrir que seria possível passar as fases mais rapidamente, bastava comprar alguns ítens. Registre seu cartão de crédito e a próxima meta estará logo ali! Simples assim!

 

Foi quando, então, duas forças internas se encontraram: o desejo de jogar e vencer sempre e o terror de gastar dinheiro à toa. Aquele foi um momento decisivo. Um divisor de águas na minha relação com o celular. Ou eu ou ele? Quem manda em quem? Vai encarar!?

 

Não pense que meu desejo de jogar arrefeceu. Joguei Candy Crush em lugares e momentos inusitados. Durante palestra, a espera do sinal abrir, apresentando o programa de rádio, no banheiro – aí também é um clássico, né -, na academia, na sala de aula, na reunião de trabalho … incrível, até assistindo aos jogos do Grêmio me deparei dedilhando os doces e tentando superar as etapas mais difíceis.

 

Joguei e jogo muito Candy Crush até hoje – parei de fazê-lo em algumas situações de perigo, é verdade. Mas posso dizer orgulhosamente que jamais, em momento algum, gastei um só tostão neste joguinho e já passei da fase 1960.

 

Eu venci! Ou melhor quem venceu foi minha “pão-durice”. Insuperável! Se me nego a jogar moedinha na Fontana di Trevi, imagine despejar dinheiro em um joguinho eletrônico.

O chofer de aplicativo que transformou passageiros em personagens

 

 

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“No Divã do Taxi Driver” foi escrito por Paulo Maia e lançado nesta terça-feira, em São Paulo. O autor eu apresento em prefácio que reproduzo a seguir. O livro está a sua espera nas lojas do ramo ou no carro que Maia usa para transportar passageiros — sorte sua se encontra-lo na “praça”:

 

Sou do tempo do chofer de praça. O nome foi importado e reescrito do francês “chauffer”, que significava por lá “operador de máquinas a vapor e, por extensão, de outras máquinas”. Apenas alguns anos depois, demos preferência a motorista, que deriva do Latim motor, “o que confere movimento”. Como a palavra motorista passou a designar todos aqueles que dirigem algum tipo de transporte terrestre, sempre achei mais bonito chamar os profissionais da praça de chofer.

 

 

A propósito, chofer de praça porque geralmente era onde ficavam a espera dos passageiros. Sim, naquele tempo, não era o motorista que vinha até nós, nós é que íamos até o motorista — coisa antiga, não é mesmo?!? Por acaso, a maior parte dos pontos que usei ficava mesmo é na esquina e não na praça. Um deles o da Saldanha Marinho, onde morei na minha infância e adolescência, em Porto Alegre.

 

 

No ponto da Saldanha tínhamos choferes de primeira. A maioria conhecia minha mãe, a Ruth, e estava acostumada a vê-la chegar com os três filhos pendurados pela mão para embarcar para a escola, para a consulta no médico ou para qualquer outro destino na cidade. Conheciam-na pelo nome, assim como nós os conhecíamos, também. Sabiam parte de nossa história e costumavam palpitar sobre nossas escolhas de roupa, de hábito e de time. O faziam de maneira respeitosa.

 

 

A confiança era tal, que para se desdobrar entre a irmã mais velha e o irmão mais novo, minha mãe me deixava com o chofer, passava o endereço e sabia que a entrega seria garantida. Fez isso comigo e com meus irmãos. Pagava a corrida no outro dia —- devidamente anotada na caderneta de fiado do motorista. Por isso não me surpreendi quando há mais ou menos uns cinco anos, um dos choferes me reconheceu no banco de trás do carro e puxou papo sobre minha mãe, falecida em 1986.

 

 

O ponto ainda está por lá —- lembro de tê-lo visto na última vez que visitei a cidade. Mas como a maioria dos outros que persistem estava vazio. Para meus filhos, não fazem o menor sentido. Se precisam sair de casa, seguir para o trabalho ou encontrar os amigos, sacam o celular e acessam o aplicativo. Em segundos, o alerta da chamada aparece, o nome do motorista fica registrado, o tempo e o custo da corrida, também. Em lugar de procurar um chofer de praça esperam o motorista de aplicativo —— confesso que ainda procuro um nome melhor para a profissão, mas seja qual for o que eu escolha imagino já ser voto vencido. Assim que o motorista chega, chama meus filhos pelo nome e se houver oportunidade e interesse dos passageiros puxa papo com eles. A viagem se encerra sem que eles precisem ter dinheiro no bolso. “Esse merece cinco estrelas’, dizem os meninos.

 

 

Mesmo que o tempo tenha passado e os costumes se transformado de forma inimaginável para os choferes de praça que me transportavam — e para mim, também —, algumas coisas ficaram e devem ser perpetuadas por aqueles que exercem a função nos dias atuais. A gentileza no atendimento. O bom dia, o boa tarde e o boa noite. O por favor e o muito obrigado. O sorriso no rosto e a conversa agradável. A direção segura e o relacionamento confiável. O bom chofer precisa também ser bom ouvinte. Entender quando o passageiro entrou no carro disposto a contar a sua própria história ou quer apenas o silêncio da viagem.

 

 

Agora, imagine o que pode acontecer quando você entra em um carro de aplicativo e o motorista que vai levá-lo ao destino final, além de ter tudo aquilo que eu admirava em um bom chofer, também adora escrever? Acredite, você corre o sério risco de se transformar em personagem de belas histórias vividas no trânsito de nossas cidades. Assim como aconteceu com Dona Cristina e Dona Maria da Glória, Seu Vinícios e Doutor Fábio ou Doutor Renato e seu cão-guia Luky, que me foram apresentados neste livro que você tem em mãos. Aliás, assim como aconteceu com todos eles e muitos outros que tiveram o privilégio de chamar o transporte pelo aplicativo e deparar com Paulo Maia na direção — um motorista com hábitos dos meus choferes preferidos.

 

 

Por curioso que seja, mesmo que a mim tenha sido dado o privilégio de escrever este prefácio, nunca tive a chance de encontrar o bom chofer Maia nas minhas viagens pela cidade. A não ser dia desses quando estava atravessando a pé a avenida e ouvi um grito que saía pela janela do carro: “fala, Miltão!”. Aquela voz eu reconheceria no trânsito congestionado de São Paulo, na pizzaria lotada de fregueses ou em meio a solidão do Estreito de Gibraltar. Era o Maia com meio corpo para fora da janela me cumprimentando da mesma maneira que costumava fazê-lo quando nos encontrávamos nas atividades sociais e de voluntariado, no Morumbi, ou quando eu frequentava uma das melhores pizzarias que já conheci na cidade, da qual ele era o proprietário.

 

 

Sim, caro leitor, cara leitora, o Paulo Maia já foi dono de pizzaria e já se aventurou por muitas outras áreas da vida. Ele também já fumou duas carteiras de cigarro por dia, teve enfarto e driblou os males que a saúde lhe pregava. Recuperou-se e se desafiou: cruzou o Canal da Mancha e o Estreito de Gibraltar a nado —- aliás, foi o segundo brasileiro com mais de 50 anos a completar essa travessia. Foi nessa última que o entrevistei durante o programa de rádio que apresento na CBN. Na verdade, entrevistei seu treinador que estava em um barco ao lado, porque ele estava dedicado a dar suas braçadas para vencer os 20 quilômetros que separam Espanha e Marrocos. Conta que ao ouvir meu nome, lembrou-se de muita gente que gosta e estava em terra torcendo por ele. Isso o fortaleceu e o fez resistir às dores e completar o percurso.

 

 

O último desafio que enfrentou foi quando teve de fechar as duas pizzarias que tinha na cidade, encontrar uma saída para as dívidas que se avolumavam e pagar a conta dos funcionários que mantinha —- alguns há cerca de 20 anos trabalhando com ele. Para essa travessia da vida também contou com o apoio de amigos que o incentivaram a recomeçar, se reinventar. Maia pegou carona na economia compartilhada que proporcionou a milhares de brasileiros a oportunidade de transformar bens particulares em negócio. Cadastrou-se em empresas de transporte por aplicativo, colocou seu carro na praça e, desde 2017, calcula ter rodado mais de 170 mil quilômetros de norte a sul, de leste a oeste, de um canto a outro da cidade de São Paulo.

 

 

Foram mais de 11 mil pessoas transportadas na capital paulista — gente que ao chamar o transporte não imaginava que estava prestes a se transformar em protagonista de uma história bem contada. Com a atenção que o trânsito exige e o atendimento que o passageiro merece, Maia ouviu lamentos e recordações, alegrou-se com as comemorações e vitórias pessoais de cada um, e foi apresentado a citações religiosas e situações constrangedoras. Memorizou boa parte desses diálogos, anotou outras e reconstruiu algumas passagens que vivenciou enquanto levava as pessoas, seus amigos e seus familiares ao destino final.

 

 

Agora, Paulo Maia, como um bom chofer ou um motorista cinco estrelas —- para ficar mais atualizado — gentilmente nos convida a fazer essa travessia ao lado dele, nos levando por uma viagem que percorre a alma humana, entra na avenida mais próxima para nos revelar o que está na mente das pessoas e, desviando dos buracos do cotidiano, nos permite ouvir como bate o coração de cada um de seus passageiros.

 

 
Boa viagem!

Por que escolho Miriam Leitão

 

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Na reta final de ‘É proibido calar!’, livro que lancei ano passado, a editora pediu que eu convidasse alguém em quem confiasse e admirasse para escrever o prefácio. O primeiro nome que me veio à cabeça foi o de Miriam Leitão, mas confesso que ao mesmo tempo em que tinha certeza de que ela seria a pessoa ideal para apresentar meu trabalho, morria de medo.

 

O prefaciador pode ser considerado o primeiro leitor do seu livro. É a primeira pessoa de fora do projeto a ter contato com o texto. Antes dele, tem-se o autor que imerso emocionalmente no trabalho tem uma visão parcial. O editor e o corretor também participam dessa etapa inicial do processo e têm envolvimento profissional, enviam algumas recomendações e fazem os ajustes necessários.

 

E para “primeiro leitor” de ‘É proibido calar!’ fui escolher logo a Miriam que tem uma produção literária de altíssima qualidade, é detentora de merecido Prêmio Jabuti e tem olhar tão preciso quanto crítico.

 

Quanto atrevimento de minha parte, logo pensei. Que cara de pau, repetia minha consciência. Quando ela aceitou o convite e me pediu para enviar os originais, as pernas tremeram e o coração bateu mais forte. Uma sensação que se repetiria assim que Mário Sérgio Cortella aceitou escrever a orelha do livro — mas este é um outro capítulo.

 

O tempo entre o envio dos originais e o prefácio chegar foi marcado pela ansiedade, que só foi superada pela alegria de ler as palavras que ela havia dedicado. Emocionei-me também ao conhecer um pouco mais das histórias que Miriam vivenciou em família, a começar pela relação com o pai, tão marcante na construção de sua personalidade:

 

“Meu pai, ao contrário dos pais de várias amigas minhas no interior de Minas Gerais, jamais me disse que o destino da mulher era casar e ter filhos. Pelo contrário, dizia que eu me casaria apenas se quisesse, o importante era fazer um curso superior, ter uma profissão e um sonho” —- escreveu

 

Miriam sonhou alto e para alcançar seus sonhos estudou muito, dedicou-se como poucas pessoas e forjou uma carreira impecável no jornalismo —- ela também casou, e teve filhos, e teve netos. Fez-se mulher independente e corajosa. Enfrentou a estupidez dos ditadores. Superou seus torturadores. Lições que reforçaram seu viés humanista. Acreditou na construção de um Brasil melhor e mais justo.

 

Tenho o prazer de tê-la como parceira no Jornal da CBN, onde ocupa seu espaço dedicado à economia com informação apurada e análise crítica — sempre disposta a levar a conversa para além da fronteira dos números que muitas vezes contaminam o noticiário econômico. Olha o ser humano em suas várias dimensões. Em lugar das estatísticas prefere as pessoas. Em lugar de gráficos, privilegia a vida.

 

Foi essa mulher, jornalista, corajosa, crítica, justa e humana, que vimos ser atacada na semana passada. Ataques que partiram de gente intolerante e de autoridade pouco comprometida com a verdade dos argumentos. Ataques que são corroborados por uma turba indisposta ao contraditório e incapaz de entender o papel de um jornalista diante da verdade dos fatos. Que esqueceu que Miriam, ao longo de toda sua carreira, sempre se comportou assim, firme, forte e independente, a despeito de quem esteja no poder.

 

Por ser quem é e por ter enfrentado o que já enfrentou, Miriam, com certeza seguirá sua trajetória que começou a ser percorrida lá atrás, na pequena Caratinga, em Minas Gerais.

 

E por tudo isso, eu sempre vou escolher Miriam Leitão!

Que baita orgulho: Guga, premiado por desempenho acadêmico, lê “Jornalismo de rádio”

 

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Qual a chance de eu ter me emocionado ao ver que Guga, reconhecido por seu desempenho no mundo acadêmico, está lendo “Jornalismo de rádio”, que lancei em 2004?

 

Texto publicado no site da UCPel e escrito por Karina Kruschardt

 

Egresso do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Gustavo Bicca, ou Guga, como é conhecido pelos corredores da Instituição, foi homenageado pela Associação Nacional dos Educadores Inclusivos (ANEI BRASIL). Guga, que possui síndrome de down, recebeu o reconhecimento da entidade por seu desempenho no mundo acadêmico e produtivo.

 

Em discurso, durante a entrega do prêmio, o egresso afirmou que a conquista é uma valorização ao trabalho que desenvolveu e mostra o quanto a luta dele foi de grande valia. “Essa conquista não é só minha. Sabemos que a inclusão ainda não é como deveria ser”, enfatiza Guga. A entrega no prêmio aconteceu no dia 25 de junho, na cidade de Ouro Preto.

 

Gustavo, que já era técnico em Agroindústria, concluiu o curso de Jornalismo no final de 2018. Com o tema “Representatividade da Síndrome de Down nas Mídias de Massa”, ele recebeu nota 10 da banca avaliadora.

 

Existente desde 2011, a ANEI é uma associação voltada para a inclusão social, utilizando a formação de recursos humanos e a pesquisa científica como base para realização desse processo. A Associação tem como objetivo reunir todos os educadores inclusivos no Brasil.

Campeões da consultoria

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Vicente Falconi, o mais eminente consultor brasileiro da atualidade, deixará até o fim do ano a empresa que fundou — o Instituto de Desenvolvimento Gerencial. A consultoria foi fundada por ele e José Martins Godoy, com quem dividiu por longo tempo a direção. Cabia a Godoy a administração e a Falconi a parte técnica. Aos 77 anos, Falconi sairá da operação e venderá suas ações em obediência a norma por ele criada com o intuito de abrir espaço aos novos talentos.

 

 

A trajetória do INDG foi significativa e basta citar que Jorge Paulo Lemann e Abílio Diniz colocam Falconi como um dos responsáveis pelo sucesso que ambos alcançaram.

 

 

Com Lemann, a história começou pelas mãos da secretária nacional da Economia Dorothéa Werneck, muito preocupada na época com a defasagem da indústria brasileira. Ao receber Marcel Telles, que foi solicitar autorização para aumento de preço, ela perguntou como estava a qualidade-total na Brahma e ouviu que a cerveja estava boa. A ministra explicou que não era essa a questão e sugeriu que Marcel procurasse Falconi. Por educação, Marcel procurou Falconi. Se conectaram. Estava iniciada a relação do INDG com aquele que se tornaria o mais proeminente grupo empresarial brasileiro.

 

 

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A saga de Falconi está bem contada no livro de Cristiane Correa: “Vicente Falconi o que importa é o resultado”. Uma história que se mistura a saga brasileira corporativa e burocrática ao citar casos significativos de empresas e governos. Fica aqui um convite à leitura, e segue abaixo alguns flashes da obra de Vicente Falconi.

 

 

Assista à entrevista da jornalista Cristiane Correa sobre o livro que foi ao ar no programa Mundo Corporativo.

 

 

O professor Falconi, acadêmico rigoroso, era ao mesmo tempo discípulo da simplicidade.

 

 

Cartesiano, ele tinha um método simples para obter resultado:

“É entrar em uma empresa e buscar números, fatos e dados. Sem “achar” nada”.

Seguindo essa linha, absorveu dos japoneses a forma dos 5S e do americano William Edwards Deming  e do romeno Joseph Moses Juran o PDCA, a base da qualidade-total que alavancou o Japão. Completava seu sistema com a introdução de metas. E com método e metas ,conseguiu extraordinários resultados.

O 5 S:
— Senso de utilização: separando o útil do inútil, separando o desnecessário
— Senso de arrumação: ordenação do ambiente de trabalho
— Senso de limpeza: manutenção do local de trabalho limpo
— Senso de saúde e segurança: ambiente favorável a execução do trabalho
— Senso de autodisciplina: garantir o uso de todos os sensos

O PDCA
–- Plan, Do, Control, Action, ou seja, planejar, executar, controlar e agir corretivamente. A ciência deste processo está na repetição e disciplina

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ALGUNS PRINCÍPIOS DE FALCONI

— Sem medição não há gestão
— 3 a 5 metas para cada chefia
— Problema é a diferença entre a situação atual e a meta
— Liderar é bater metas
— Desculpas são patéticas
— Alta rotatividade é inaceitável

Esse sistema levou ao sucesso grande contingente de organizações sob o seu comando.

 

 

Curiosamente, em relação a INDG a operação não permaneceu em céu de brigadeiro. E se pegarmos os casos McKinsey e Michael Porter, identificaremos um padrão inesperado, pois todos estes campeões da consultoria tiveram dificuldade em aplicar neles próprios os remédios que receitaram e executaram com sucesso em seus clientes.

 

 

McKinsey teve problemas como CEO da Marshall Field, empresa têxtil. Michael Porter ao lado do sucesso como expert em Estratégia fechou, em 2002 a consultoria Monitor, fundada em 1983.

 

 

A fala de McKinsey é emblemática:

“Nunca antes, em toda a minha vida, soube como era muito mais difícil tomar decisões empresariais próprias do que aconselhar os outros a respeito do que fazer”

Ficamos então com as questões:

 

 

Quem ensina precisa saber fazer para si mesmo?
Falconi, McKinsey e Porter são padrão ou exceção na execução?

 

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

“É proibido calar!” é lançado durante bate-papo sobre jornalismo, em Araraquara

 

Reportagem publicada no portal ACidadeON/Araraquara

 

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Lançamento do livro “É proibido calar” em Araraquara (Foto: Amanda Rocha – A Cidade On)

 

“É proibido calar precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”: este é o titulo do livro lançado pelo jornalista e âncora da CBN, Milton Jung, na última sexta-feira (17), em Araraquara.

 

O lançamento ocorreu em um happy hour junto a convidados, empresários e amigos da rede CBN e portal A Cidade On, que fazem parte do grupo EPTV. Durante o bate papo, Milton falou sobre o livro, que trata sobre educação e o relacionamento entre pais e filhos, colocando porque é ‘Proibido Calar’.

 

“Eu percebo claramente que hoje existe um silêncio na relação entre pais e filhos, pelos mais diversos motivos: falta de tempo, falta de paciência, diferença de pensamentos, medos. E nós não podemos silenciar numa relação com os nossos filhos. Temos que cultivar o diálogo, falar sobre ética, cidadania e temas que muitas vezes nós tememos. E o que fazemos ao não dialogar com os nossos filhos? Nós terceirizamos a educação deles. Nós entregamos para que os outros os eduquem e resolvam os problemas que não sei resolver dentro de casa”.

 

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Palestra falou de rádio, jornalismo e ética  (Foto: Amanda Rocha – A Cidade On)

 

O jornalista falou ainda sobre a importância do rádio e as redes sociais. “Foi uma aula sobre rádio e a interação do veículo com as mídias sociais, coisa que a gente, que não é do setor, e não está no dia-a-dia pensando sobre esses assuntos”, afirma o empresário, Pedro Tedde.

 

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), Toninho Deliza Neto, diz que acorda todos os dias ouvindo a programação da rádio CBN. Ele gostou do bate papo com Milton Jung. “Eu achei apaixonante. Eu acordo ouvindo o Milton e quando a gente acorda com alguém, você passa a ter uma intimidade. Ele falou e falou com o coração. Quando a pessoa fala com o coração e fala com a verdade, passa credibilidade. Acho que esse é o grande diferencial do jornalismo sério”, afirma.

 

A questão das fake news também foi assunto levantado pelo professor da Uniara, Luis Henrique Rosim. Ele concorda com o ancora Milton Jung quando diz que o jornalismo não concorre com as noticias falsas. “Hoje temos essa situação preocupante das fake news, que parece substituir o jornalismo, o profissional que apura o fato e tal. Mas sou otimista e acho que as pessoas estão se conscientizando e que estão passando a desconfiar das notícias que não têm assinatura. Começam a buscar profissionais e veículos que tragam credibilidade para aquilo que apresenta”, afirma.

 

Milton Jung é jornalista, radialista e palestrante. Na rádio CBN ele apresenta o jornal da CBN primeira edição e aos sábados o programa ‘Mundo Corporativo’. Além do livro ‘É proibido calar’, Milton escreveu ainda ‘Jornalismo de rádio’, ‘Conte sua história de São Paulo’ e ‘Comunicar para liderar’.