Sua Marca: a história da pasta de dente que quis virar lasanha e os cuidados ao investir na extensão da marca

 

 

“Extensão de marcas é só para quem já está maduro e para quem enxerga o que sua marca tem de único para levar às outras categorias de produto” —- Jaime Troiano

A possibilidade de levar uma marca de sucesso para outras linhas de produtos é uma enorme oportunidade para as empresas — e muitas já desenvolveram projetos nesse sentido com resultados incríveis. No entanto, há riscos que devem ser levados em consideração antes de investir tempo e dinheiro nessa ideia. Jaime Troiano e Cecília Russo falaram sobre extensão de marca, com Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

 

Se levarmos em consideração que a maior parte das marcas que conhecemos hoje foi criada no século passado, portanto já estão amadurecidas, faz todo o sentido planejar o uso desse ativo em outras linhas de produto, diz Cecília Russo. Porém, devem ser levado em consideração alguns fatores que são determinantes para o sucesso da ação, como lembra Jaime Troiano:

“Quando você quiser estender a marca, pense o que é que ela é, o que tem de único, que está no coração desta marca, que a representa mais do que tudo”.

Um bom exemplo foi o que a Dove desenvolveu ao identificar que a marca de seu produto original era o de um sabonete que hidrata a pele. Assim, decidiu-se lançar uma diversidade de produtos, mas todos relacionados a ideia de hidratação.

 

A Colgate, por sua vez, experimentou os dois lados da moeda. Com o sucesso de sua pasta de dente, estendeu sua marca a uma série de produtos de higiene bucal. Porém, errou feio quando associou o nome a uma lasanha, lançada na Itália.

 

A Bic que soube muito bem levar a ideia de produto descartável das canetas para linhas de isqueiro, entre outros segmentos, deu-se muito mal quando produziu calcinhas femininas descartáveis.Algumas regras básicas para quem planeja estender sua marca, segundo Jaime Troiano e Cecília Russo:

 

  1. Entenda o que sua marca tem de único
  2. Não negue a essência da marca-mãe
  3. Evite a arrogância corporativa
  4. Não fique refém de suas crenças
  5. Ouça seu consumidor

Conte Sua História de São Paulo: o autógrafo do Adoniran Barbosa

 


Jairo Marra
Ouvinte da CBN

 

 

No dia 24 de julho de 1978, fui ao antigo prédio do Estadão, na Rua Major Quedinho, ali na República, onde funcionava a Rádio Eldorado, para retirar o disco de chorinho do Carlos Poyares, gravado pelo Estúdio Eldorado, que funcionava no mesmo endereço. O LP ou o “long play” não estava ainda sendo comercializado nas lojas e era vendido diretamente pelo Estúdio, onde deveria ser retirado.

 

Pois bem, nesse feliz dia, encontrei o Adoniran —- sim, o Adoniran Barbosa —- sentado em uma poltrona na sala de espera que havia no estúdio. Bem vestido, usava gravata borboleta e segurava o seu inseparável chapéu — se não me falha memória.

 

Quando me entregaram o LP dentro de um envelope grande, branco, não tive dúvida e pedi o autógrafo do autor de Samba do Arnesto que guardo até hoje, com os dizeres: “

 

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Jairo Marra foi personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Venha contar mais um capítulo da nossa cidade. Escreva seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: Breno Paquelet ensina estratégias para negociar melhorias nas condições de trabalho

 

“Para avaliar o seu possível aumento é preciso analisar três aspectos principais: primeiro, merecimento; segundo, viabilidade; e, terceiro, e aí sim, convencimento dos tomadores de decisão” Breno Paquelet, consultor de negociação.

Sabe aquele reajuste de salário que você tem certeza que merece, mas morre de medo de pedir ao seu chefe? É possível abordá-lo para tratar do assunto sem causar constrangimento. E, claro, esteja preparado para ouvir um não. Breno Paquelet, consultor de negociação, falou do tema em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo. Ele alertou para o fato de que mesmo em um caso de negativa de aumento, o profissional pode tirar alguma vantagem dessa conversa:

“Uma derrota ou um fim em si mesmo, ali na negociação, é quando um não é seco e você não consegue extrair nada dele. Se um não vem com o seu entendimento de um compromisso que você precisa assumir, resultados que você deveria demonstrar, você aprende muito mais e pode voltar para uma segunda conversa uma segunda rodada com um entendimento muito melhor que você precisa fazer para você viabilizar o seu aumento”.

Paquelet é autor do livro “Pare de ganhar mal —- manual de negociação para aumentar seu salário e sua qualidade de vida” (Editora Sextante). Ele ressalta que a negociação precisa levar em consideração não apenas um reajuste salarial, porque esse nem sempre é possível, mas a possibilidade de se obter algum outro benefício ou vantagem que impacte na melhoria das condições de trabalho, na infraestrutura oferecida pela empresa ou na qualidade de vida.

 

Uma das sugestões do consultor é que antes de iniciar o processo de negociação, o profissional analise sua performance, identifique suas fortalezas e fragilidades:

“Quanto mais honesta for a sua auto-análise, mais chances de a sua estratégia ser bem sucedida, se você negar os seus problemas, negar a realidade você terá uma visão totalmente distorcida do que pode obter e com certeza vai ser uma estratégia furada”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas da manhã, pelo Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Gabriela Varela, Rafael Furugen, Clara Marques e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: paraíso de muito amor!

 

Por Célio Conrado Rodrigues
Ouvinte CBN

Texto publicado no livro “O Poema que não escrevi”

 

 

 
Mais uma vez,
do jeito que eu sei,
quero só agradecer
pelo abraço sincero
que eu e milhões talvez,
na aurora de nossas vidas…
recebemos de você.

 

Mais uma vez,
tal como um filho adotivo,
trago mil motivos no peito,
para externar todo o meu respeito
a essa mãe tão linda
que um dia,
sem perguntar porque,
estendeu a sua mão
e nos fez feliz prá valer.

 

 
Obrigado, minha São Paulo,
tudo o que falo é pouco
para mostrar com palavras,
minha gratidão tão cara,
por tudo que temos,
por tudo que somos…
nesse paraíso de bem querer.

 

 
Obrigado, São Paulo…
você é mais, você é dez.
uma mistura tão bonita,
um coração tão forte,
o norte de nossas vidas
e no silêncio de sua bondade…
nos mostrou a realidade da vida.

 

 
Muitas vezes você sofre,
sujam e emporcalham as suas ruas,
suas águas, prédios e praças
e você acima do bem e do mal,
tal como a própria vida,
suporta tudo calada…
na esperança que o amanhã será melhor.

 

 
Obrigado, São Paulo…
por ontem, por hoje e sempre,
pela diversidade possível,
por tudo que sonhamos,
pelas tantas oportunidades,
pela sua eterna bondade…
nesse paraíso de muito amor!
 

 

 
Célio Conrado Rodrigues é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Venha contar mais um capítulo da nossa cidade: escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br
 
 

Mundo Corporativo: Orlando Merluzzi diz como melhorar o clima entre os colegas na empresa

 

 

“As empresas que têm sucesso, têm um bom clima organizacional. Há três elementos que sustentam um bom clima organizacional: o respeito, a ética e a confiança” Orlando Merluzzi, MA8 Management Consulting Group

Assédio moral, bullying e falta de confiança são alguns dos problemas que apareceram com maior frequência no ambiente de trabalho, segundo pesquisa realizada com 1.287 profissionais que atuam aqui no Brasil. De acordo com os dados publicados pela MA8 Management Consulting Group, 62% dos colaboradores já sofreram assédio moral no local de trabalho, 44% disseram que foram vítimas de bullying e apenas 32% confiam nos seus colegas.

 

No Mundo Corporativo, da CBN, o jornalista Mílton Jung entrevistou o CEO da MA8, Orlando Merluzzi que falou do desafio que os gestores de empresas e departamentos de recursos humanos têm pela frente na tentativa de melhorar o clima organizacional, levando em consideração o cenário identificado na terceira edição desta pesquisa:

“Um ambiente ruim faz com que boa parte das pessoas se sintam mal, se as pessoas se sentem mal no ambiente para onde elas vão? Na primeira oportunidade, elas vão tentar sair. É aquele momento em que os currículos estão voando pelo mercado”.

Para Merluzzi, um ambiente com um bom clima organizacional é muito mais susceptível ao sucesso e um sucesso que se mantém ao longo do tempo. O papel dos líderes é fundamental e uma das competências necessárias para que transformação ocorra é a comunicação:

“O clima organizacional é construído no dia a dia. É como a reputação. Pra isso há um processo de gestão de comunicação. Comunicação aberta, franca, transparente. Difundindo e compartilhando conhecimento. Isso traz confiança”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Ou a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Clara Marques e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Nelmara Arbex fala de sustentabilidade e reputação

 

 

 

 

“Uma forma muito boa de você simplificar este conceito é imaginar que sustentabilidade pode ser resumido como a busca de qualidade de vida para muitos, por muito tempo. Sustentabilidade tem dentro dela, da palavra, o conceito de tempo. É uma coisa que se mantém com o tempo” — Nelmara Arbex, Boston College

Há algum tempo, sustentabilidade foi conceito relacionado apenas a questões ambientais, porém desde os anos 1940, quando a ONU proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, já havia a ideia de as empresas também deveriam assumir a responsabilidade na manutenção da qualidade de vida das pessoas. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da CBN, Nelmara Arbex, CEO da Arbex & Cia e professora do Boston College, falou de como a reputação das empresas está relacionada a forma como as corporações têm atuado na agenda da sustentabilidade:

“Como que a empresa ajuda a encarar os problemas que a sociedade tem como críticas? Esse comprometimento — não só falar, mas agir — para resolver problemas que a sociedade tem faz parte da construção da reputação”

Arbex também alertou que os líderes são fundamentais na construção do capital reputacional de uma organização”

“Se você estiver em uma posição para tomar uma decisão de negócios e você precisa de um parâmetro para saber quão sustentável sua decisão está sendo, você deveria pensar se esta decisão busca a melhoria de qualidade de vida de muitos e por muito tempo”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao. ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo; ou a qualquer momento no canal da CBN no You Tube ou em podcast. Colaboraram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: na pensão da Dona Nair

 

Por João Fernando A. Palomo
Ouvinte da CBN

 

 

Vivi em São Paulo, em 1978. Estudava na Avenida Paulista, em um cursinho famoso da época e morava na Brigadeiro Luis Antonio, numa pensão para estudantes de uma senhora chamada Dona Nair. No fim daquele ano, passei na faculdade, em Campinas, e abandonei a capital. Formado voltei para Santa Cruz, minha cidade natal. Mas nunca esqueci de São Paulo

 

São Paulo consegue ser grande e mesmo assim nos permite encontrar coisas de cidade pequena. Ao lado da pensão onde morava tinha uma loja de velas, que achávamos que era para macumba.Um dia, eu e meus colegas, fomos conversar com a Dona Doraci e ficamos amigos dela. Conversávamos de tudo. Até de futebol ela passou a entender de tanto que eu deixava “A Gazeta Esportiva”no balcão da loja —- isso depois de passar por lá no fim da tarde, ler todo o jornal, bater um papo com ela e voltar para a pensão. Coisa de interior numa cidade grande!

 

O tempo se foi, eu casei, tive filhos e, depois que cursaram a faculdade em outra cidade do interior, não é que eles foram trabalhar em São Paulo? Primeiro a filha. Depois o filho. Claro que voltei a frequentar a cidade novamente. Ao menos uma vez por mês visitava os filhos e aproveita para viver um pouco da múltipla e agradável vida que São Paulo proporciona.

 

“Pai, durante a semana não é assim” — alertava meu filho que trabalha hoje próximo do Shopping Morumbi e mora na Berrini.

 

“Pai, o trânsito hoje tá bem tranquilo” — comentava a filha em pleno sábado querendo dizer que durante a semana era bem pior.

 

Mas voltariam para São João?

 

Não, claro que não, dizem os dois, ambos perfeitamente integrados no cotidiano de São Paulo. Minha filha casou-se com um paulistano e desde que foi para São Paulo sempre trabalhou, ainda que já trocado de empresa por duas vezes. Meu filho também trocou uma vez, mas igualmente nunca ficou desempregado.

 

São Paulo, que eu já amava tanto, me deu mais motivos para continuar apaixonado pela cidade: acolheu meus filhos. E como não gostar de quem recebe os filhos da gente de forma tão carinhosa?

 

João Fernando Alves Palomo é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva você também mais um capítulo da nossa cidade e envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Vitor Magnani dá dicas para quem quer abrir uma startup

 

 

“O que tem de diferente das startups para as empresas mais tradicionais é o foco no problema, não necessariamente em replicar o modelo que já existe para obter lucro. Então, um dos erros é esse, você não ter esse foco para dar os primeiros passos nessa startup” —- Victor Magnani, ABO2O

Dedicar-se integralmente no negócio e identificar com clareza qual o problema que pretende solucionar são ações fundamentais para quem pretende lançar uma startup. Além disso, é preciso ter uma rede de relacionamento capaz de agregar bons sócios e colaboradores, montar um time complementar e buscar os mentores corretos. Essas são algumas das muitas dicas que Vitor Magnani, da Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O), apresentou em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

Magnani atuou no iFood e, hoje, está na Loggi, duas empresas que têm as características próprias da nova economia. Recentemente, escreveu o livro “O mundo (quase) secreto das startups — guia prático para criar uma empresa de sucesso” em parceria com a jornalista Caroline Marino. Ele é professor da FIA, ESPM e IED, e especialista em inovação:

“Inovação é combinar, seja assunto seja conhecimento —- um advogado, por exemplo, precisa sair do seu círculo de advocacia e absorver outros conhecimentos para quem sabe propor algo novo. É diferente de disrupção que é passar de um paradigma para outro —- por exemplo, nós não tínhamos serviço privado e individual de passageiros nas cidades e hoje essas empresas trazem uma mudança cultural”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) ou na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados no Jornal da CBN ou domingo, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Hermínio Bernardo, Bianca Klirklevisque e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: o sobrado em cima da Chapelaria Paulista

 

Por Thereza Harfman Müller
Ouvinte da CBN

 

 

Eu, me chamo Thereza Harfman Müller, estou atualmente com 87 anos. Como sou ouvinte da CBN, resolvi também narrar fatos marcantes da minha vida que passei no Centro da Capital.

 

Minha mãe trabalhava como diarista da casa do Dr. Angelo Del Olio, italiano, médico com consultório na rua Quintino Bocaiuva, em cima da Chapelaria Paulista — um sobrado grande daqueles bem antigos. Como uma vez quase o assaltaram durante à noite, ele ofereceu para minha mãe e para meu pai para morarmos lá.

 

Na frente, ficava a sala de espera, a sala de consulta e um banheiro. Do outro lado do corredor, nos fundos, nós tínhamos um dormitório grande, uma saleta, cozinha, área de serviço e banheiro. Da janela da sala de espera, dava para ver a Praça da Sé, através da rua Barão Paranapiacaba. Ali vi muitos desfiles das escolas nos dia sete de setembro e 15 de novembro. Vi desfiles dos carros no Carnaval, na avenida São João, e as corridas de São Silvestre que eram à noite.

 

Na rua Direita, existia uma loja dos “Dois Mil Reis”, que depois da guerra ficou como Lojas Americanas. Tinha também a Camisaria Alemã, que depois por causa da guerra passou a chamar Casa Kosmos, que na compra de uma camisa ganhava um colarinho extra. Também por causa da guerra, Dr Angelo e os outros comerciantes estrangeiros foram obrigados a encerrar os seus negócios e se mudarem do centro.

 

Nos dois anos que vivi no centro, estudava na escola Alemã, na Vila Mariana, que depois passou a chamar-se Escola Osvaldo Cruza. Tomava o bonde Santo Amaro no Largo São Francisco. Tinha passe escolar que a minha mãe comprava na Light And Power, na Praça Ramos de Azevedo.

 

Eu, minha mãe e às vezes meu pai, íamos no cinema. Na Praça da Sé, tinha o Cine Santa Helena; o Cine Recreio era na praça onde atualmente começa o Viaduto Brigadeiro Luiz Antonio — nesse cinema, lembro quando a minha mãe deu dinheiro para comprar os bilhetes de entrada e o bilheteiro falou que não tinha troco, então ela poderia voltar na semana que vem. Outra cena pitoresca foi no Cine Art Palacio, na Av. São João. Estava passando a Marca do Zorro. Eu não tinha ainda 12 anos, era muito pequenininha. Então, minha mãe dobrou um casaco sobre a poltrona para que pudesse sentar e ficar uma pouco mais alta, até enxergar a tela do cinema.

 

Só fomos embora de São Paulo quando dois anos depois o Dr Angelo fechou o consultório dele. Foi quando mudamos para São Caetano do Sul.

 

Thereza Harfman Müller é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: empresas têm de criar espaço para a colaboração de seus profissionais, diz Alexandre Marins

 

“Eu quero uma carreira onde eu tenha um espaço onde eu possa exercer aquilo que eu acredito em conjunto com outras pessoas. Então as empresas tem de ter uma clareza de seu propósito para que as pessoas consigam ter um grau de identificação e engajamento” – Alexandre Marins, LHH

A chegada de novas tecnologias e de uma geração mais questionadora tem transformado o ambiente de trabalho e obrigado as empresas e seus líderes a mudarem comportamentos. Os profissionais querem ter voz, dar ideais e serem mais colaborativos, de acordo com Alexandre Marins, diretor de desenvolvimento de talentos da consultoria LHH.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, o consultor alertou para o fato de que as empresas falam muito em inovação mas ainda mantém algumas práticas que provocam sérios problemas na qualidade de vida de seus colaboradores:

“Essa questão do homem não poder falar da sua vulnerabilidade, traz uma angústia interna muito grande, uma solidão. Então, a gente vê que os cargos de alta liderança seguem sendo solitários e as pessoas não conseguem falar sobre isso, e pessoas se deprimindo porque elas olham para aquilo e não vêem uma saída, sabem a sensação de que amanhã vou ter de dar conta de novo”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter pelo perfil @CBNoficial e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Ricardo Correia, Isabela Ares e Débora Gonçalves.