Mundo Corporativo: como organizar sua vida digital no local de trabalho

 

 

“Eu acredito que a tecnologia vem para ajudar justamente na produtividade para que a gente consiga ter mais acesso e consiga fazer um trabalho melhor, mas, naturalmente, dentro do dia a dia do trabalho, a gente tem várias gerações interagindo que pensam diferente, que têm experiencias diferentes, e equalizar isso para transformar em um novo caminho para uma empresa é realmente um desafio muito grande” — Hélio Sá Moreira, Inpartec

 

Hoje, no ambiente de trabalho existem várias ferramentas digitais à disposição. Isso não significa que as empresas estejam ficando mais produtivas ou que a vida ficou mais fácil para você no escritório. Sem planejamento e uso racional da tecnologia, a tendência é que você perca ainda mais tempo para entregar um produto ou um serviço. Preocupado com esse cenário, o Mundo Corporativo entrevista com Hélio Sá Moreira, CEO de uma consultoria especializada em “digital workplace”, ou seja, em ajudar os profissionais a usarem da melhor maneira possível os recursos tecnológicos.

 

Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, Moreira dá algumas dicas de como o colaborador pode organizar sua vida digital no local de trabalho e não desperdiçar seu tempo com a perda de foco muito comum diante da quantidade de informação disponível. Uma melhora que vai influenciar a produtividade e os resultados na empresa. Segundo ele, a partir de pesquisa realizada com 25 clientes, o retorno sobre o investimento em tecnologia que antes da implantação da estratégias de “digital workplace” era, em média de 25% passou a variar entre 75% e 95%.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br, na página da CBN no Facebook e no perfil @CBNOficial no Instagram. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo, Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Isabela Ares e Débora Gonçalves.

Jovens dedicarão mais tempo ao rádio do que a televisão, até 2025

 

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“O rádio é a mídia do futuro”.

O caro e raro leitor deve ter lido a frase acima uma dezena de vezes neste blog. Se um dia me deu o privilégio de ler “Jornalismo de Rádio”, lançado pela editora Contexto, em 2004, talvez lembre-se dela na página de abertura. Foi-me dita por Alberto Dines, em um bate-papo na redação do Portal Terra. Reafirmada por ele quando pedi licença para dar o devido destaque na publicação. E defendida em cada parágrafo do livro por mim.

 

Volto a citá-la porque fui apresentado ao relatório “Previsões de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações 2019”, da Deloitte Global, emprese de auditoria e consultoria.

 

A análise é bem mais ampla: fala da tecnologia 5G, inteligência artificial, smart speaker, computadores quânticos, entre tantas outras inovações. Por óbvio me ative ao capítulo “Rádio: receita, alcance e resiliência” —- que reafirma minha crença tornada pública há 14 anos.

 

Saber que o rádio foi considerado em estudo que avalia tecnologias tão avançadas já foi um ótimo sinal. Aprofundar nos números, então, mexeu com o entusiasmo deste jornalista que dedicou — e dedica —- boa parte da carreira ao rádio.

 

Em resumo, o que os números e as análises revelam:

Mais jovens ouvintes — o que sinaliza um futuro promissor.
Mais ouvintes ouvindo por mais tempo — o que aumenta o engajamento.
Mais ouvintes que trabalham, que têm boa educação e maior renda — o que pode atrair melhores anunciantes.
Mais de um terço dos ouvintes em busca de notícia —- e essa me deixou ainda mais feliz, é lógico.

O estudo da Deloitte Global diz ainda que a tendência é que os jovens de 18 a 34 anos passarão mais tempo ouvindo rádio do que assistindo à TV até 2025. E para bancar essa previsão, compara o cenário atual no qual identificou-se que a audiência de TV está caindo três vezes em relação a taxa de audição de rádio.

 

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reprodução de relatório Deloitte

 

A previsão é que o alcance semanal permanecerá quase onipresente, com mais de 85% da população adulta ouvindo rádio, pelo menos semanalmente, no mundo desenvolvido. Quase 3 bilhões de pessoas no mundo todo ouvirão rádio, em 2019. E a receita global chegará a US$ 40 bilhões.

 

Se você ainda enxerga tudo isso com incredulidade, não se incomode. Está apenas sendo refém de um viés inconsciente, construído ao longo do tempo por visionários do caos radiofônico. Eu continuarei acreditando no potencial deste veículo e contando com a sua audiência.

“Radio is the voice whispering in our ear, in the background of dinner, in an office, or while driving the car. It is not pushy or prominent … but it is there”

 

“Rádio é a voz sussurrando em nossos ouvidos, no fundo do jantar, no escritório ou dirigindo o carro. Não é insistente ou proeminente … mas está lá”

Leia o estudo completo com previsões para tecnologia, mídia e telecomunicações 2019

Conte Sua História de São Paulo: a passageira do La Licorne no meu táxi

 

Por Nivaldo Vannuchi
Ouvinte CBN

 

 

Quero voltar no tempo quando criança — faz muito, pois estou agora com 68 anos –, escutando com minha mãe a rádio São Paulo, pioneira em rádio-novelas. Era tão bom escutar vozes interpretando histórias sem imagem. Eu poderia produzir os rostos que quisesse — delinear um rosto angelical às mocinhas e tornar os vilões os mais feios possíveis. Essa veneração pelo rádio cultuada por minha mãe em plena década de 1950, me contaminou por toda vida. Eu cresci, estudei pouco e fiz parte de uma geração que os pais diziam: — não quer estudar, vai trabalhar! Na verdade, só fui até o colegial por falta de grana, queria fazer jornalismo na Casper Líbero, mas era muito cara. Eu ia até a porta da faculdade às vezes espiar a entrada dos alunos, mas só tinha boyzinho, não era pra mim.

 

Passei a fase de office-boy e lá pela década de 1970 me tornei motorista de táxi, conseguindo através de uma despachante de nome Therezinha, lá do Cambuci, comprar um taxi VW 1.600 — o tal do Zé do Caixão — com ponto e taxímetro financiados 100% a um jovem de 21 anos sem emprego (até hoje não entendo o critério de crédito daquela época).

 

Fui pra rua, como dizia antigamente, bater lata. Ficava no ponto que me deram, lá na rua Oratório, sem ninguém pra transportar. Resolvi então rodar. Não funcionou. Senti que era hora errada e lugar errado. Até que numa sexta-feira com a prestação já atrasada, resolvi virar o dia: trabalhar 24 horas.

 

Fui em direção do centro de São Paulo e a porta traseira de repente bate com força: uma mulher morena muito maquiada, com um cabelo armado pavoroso, pede que eu toque para o La Licorne. Não havia entendido o nome e muito menos onde ficava. A mulher retrucou: — Tá mangando de mim, como você trabalha de noite e não conhece o Lali. Pedi desculpas e disse minha história, porque na verdade estava esticando a minha primeira noite. Ela sorriu generosamente e se apresentou: -— Meu nome é Marisa Bahiana, trabalho lá na viração. Fiz cara de desentendido e ela emendou: sou puta! Levei um choque, mas engoli devagar o engasgo.

 

Fomos em direção ao La Licorne, na rua Major Sertório, e ela me fez esperar na porta, Tinham também outros táxis, todos sem luminosos no teto. Olhares sorrateiros e desconfiados foram despejados em minha direção ao mesmo tempo. Esperei na porta por mais de uma hora. O movimento de entrada nos táxis, pela meninas e clientes, era  intenso.

 

Marisa sai com um homem que parecia ser gringo, vem na minha direção, abre a porta traseira e pede pra seguir até a cafetina Cristina, na rua da Consolação, atrás do cemitério. Era uma casa de muro baixo, escura, porta de madeira na entrada, com luz muito tênue. Fica aqui me esperando, não demoro — disse ela. Dito e feito. É o que hoje chamamos de rapidinha, ejaculou acabo. Hora de ir embora. Volta ao táxi, retornamos para o “Lali”. Na descida, ela me dá uma nota de 100 dólares, e mais 50 dólares para um trabalho extra. Tenho que retornar com o gringo já bêbado para o seu hotel, o Othon Palace, na Libero Badaró, próximo a majestosa sede dos Matarazzo. Tinha jeito de alemão, mas como eu não entendia o que falava, e muito menos ele, retornei ao “Lali” e fiquei sabendo, a partir daquela noite, o quanto representava a palavra “espera”.

 

Nivaldo Vannuchi é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte também a sua história na CBN: envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: sem medo de se arriscar porque a oportunidade vem da mudança, diz Cláudia Woods da Webmotors

 

 

“Não tenha medo de se arriscar, muitas vezes as pessoas ficam apegadas ao emprego que têm um plano de carreira claro; e muitas vezes a oportunidade vem da mudança, de você se abrir para uma coisa diferente” — Claudia Woods, Ceo Webmotors

 

A tecnologia, em todas suas formas e dimensões, têm provocado mudanças em carreiras profissionais e nos mais diversos ramos de negócio. Alguns setores já se sentem fortemente impactados e outros começam a perceber que se transformar é inevitável. Quem souber se adaptar às novas exigências tem vida longa no mercado de trabalho. Cláudia Woods, CEO da Webmotors, usa de parte da experiência que adquiriu em sua carreira para falar sobre a influência do ambiente digital no desenvolvimento das pessoas e dos negócios.

 

Nesta entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Woods falou da necessidade de os profissionais mudarem seu comportamento e do que os líderes buscam no momento em que procuram colaboradores preparados para a transformação tecnológica:

 

“Cada vez mais os líderes estão buscando pessoas pelas suas competências, ou presentes ou futuras: que tipo de líder você é, como você trabalha em grupo, como você lida com a diversidade. Ou seja, essa questão de atitudes e valores, ela passa a ter uma importância muito grande”

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da CBN e nos perfis da rádio no Facebook e no Instagram (@CBNoficial). O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. E aos domingos, às 22h30, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Rafael Furugen, Guilherme Dogo, Débora Gonçalves e Nathalia Mota.

O dia em que Tarciso encontrou o ídolo que o batizou de Flecha Negra

 

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Foi pela coluna de Hiltor Monbach — do Correio do Povo, de Porto Alegre —, meu primeiro e único editor de esportes em mídia impressa, da época em que trabalhei no jornal gaúcho, que fui lembrado de texto escrito por este blog sobre um dos maiores ídolos que tivemos na história do Grêmio: Tarciso.

 

Nosso craque morreu, aos 67 anos, na madrugada desta quarta-feira, vítima de um tumor ósseo. A última vez que o encontrei foi na final da Libertadores da América, em 2007, quando perdemos para o Boca, no estádio Olímpico. Eu estava ao lado do pai. Ele estava correndo — não na mesma velocidade que imprimia nas suas arrancadas para o gol nos tempos de jogador de futebol, é lógico. Corria para chegar ao seu lugar nas cadeiras cativas, pois o jogo estava para começar. Teve tempo de parar, voltar e dar um abraço no pai — assisti emocionado à reverência de um ídolo para o outro. O pai foi quem lhe concedeu o apelido de Flecha Negra que marcou sua carreira.

 

Monbach visitou esse blog para descrever a importância de Tarciso para o Grêmio e reproduziu o texto a seguir, que publico com orgulho:

 

Gol, gol gol…Gol de Flecha Negra

Milton Ferretti Jung, a eterna Voz do Rádio, batizou Tarciso de Flecha Negra. Pegou. Milton, seu filho, que eu chamava de Miltinho, conta essa história no seu blogue. Trabalhei com os dois, pai e filho. Mais com o pai.

 

“Jogadores com a cor do Grêmio estarão sempre na nossa memória.
E Tarciso é um desses.

 

Sua imagem nos leva a um passado de incríveis resultados, tempos em que superar adversários de Rio e São Paulo ainda eram vistos como feitos quase impossíveis.
E, também, está ligada a uma fase de transição do Imortal Tricolor, momento em que deixávamos de ser um time apenas para consumo interno para sermos temidos pelos grandes clubes do País.

 

Era ele o ponteiro direito do time campeão brasileiro em 1981, treinando pelo meu querido padrinho Ênio Andrade, que conquistou o título após duas difíceis disputas contra o São Paulo.

 

Hoje cedo, antes da partida com o mesmo São Paulo, Christian, meu irmão, e Fernando, meu sobrinho, que moram em Porto Alegre, tiveram a feliz oportunidade de encontrá-lo próximo do Estádio Olímpico.

 

Se apresentaram e pediram para tirar uma foto.

 

Nada mais natural para fãs que encontram seu ídolo.

 

Na conversa, Tarciso soube que eram filho e neto de Milton Ferretti Jung, o homem do Gol-gol-gol, que você, caro e raro leitor deste blog, conhece seja pela própria história dele, seja pelos posts de toda quinta-feira.

 

Na mesma hora deu aquele sorriso que meu irmão definiu como o de Campeão do Mundo.

 

Sim, Tarciso também fez parte daquele time que conquistou o Planeta, em 1983. E mandou “um abração para o velho Milton”.

 

Abraço enviado.

 

Foi Milton, o pai, quem o batizou de Flecha Negra, apelido que refletia bem a velocidade com que Tarciso escapava dos adversários e chegava na cara do gol.
Uma característica que, aliás, o levou para o Grêmio após marcar um gol contra o próprio, na época em que ainda vestia a camisa do América do Rio, em 1973.
Durante os 13 anos em que jogou pelo Grêmio sua postura em campo, a forma como se entregava em cada jogada e as disparadas com a bola no pé o transformaram em eterno ídolo.

 

Tarciso é um exemplo para todos estes que hoje jogam no nosso time. Sei lá quantos deles serão capazes de repetir a mesma história e serem lembrados para sempre pelos torcedores. O que sei é que a disposição de cada um, desde que Celso Roth assumiu o comando, tem um pouco da raça, da determinação, da coragem e da personalidade com as quais apenas alguns foram capazes de se consagrar.
E, tenha certeza, Tarciso foi um desses.

 

Nenhum comentarista viu, os narradores não falaram, o adversário jamais poderia imaginar e duvido que o atual elenco tenha percebido. Mas o espírito de Tarciso estava em campo nesta vitória que reforça a Avalanche Tricolor recém iniciada, que só vai sossegar quanto estiver de volta a Libertadores.”

 

 

A coluna “Avalanche Tricolor”, escrita no dia 11 de setembro de 2011, que serviu de base para o artigo de Monbach você lê aqui.

Foi Deus que fez o livro

 

Por Jaime Pinsky

 

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Artigo publicado no site do autor, distribuído por e-mail e devidamente copiado por este blog pela relevância do tema.

 

Qual é a principal diferença entre os homens e os demais animais que habitam o nosso planeta? Vantagens apregoadas durante muito tempo, como a capacidade de amar, a memória, a organização social, os laços familiares duradouros, não podem mais ser considerados. Vídeos mostrando cenas “humanas” entre elefantes, golfinhos, leões, para não falar de cães e gatos estão à disposição de todos e a distância entre os chamados irracionais e nós parece-nos muito mais próxima do que parecia há algum tempo. Fica, contudo, a questão: O que fez com que o ser humano, desprovido de garras para caçar (como o leão), talento inato para construir (como o castor), agilidade para perseguir ou fugir (como o leopardo ou o veado), casaco natural para se aquecer (como o urso), se tornasse o verdadeiro rei dos animais?

 

A resposta é simples: O homem é o único habitante deste planeta capaz de produzir, guardar e consumir cultura. Cada achado, cada descoberta, cada poema, cada música, cada teorema descoberto, deduzido ou criado por qualquer homem em qualquer canto da Terra é devidamente anotado em linguagem acessível aos demais habitantes do planeta (ou boa parte deles) de modo a formar um conjunto fantástico de informações, de dados. A conexão que há entre os seres humanos de diferentes partes do planeta não existe entre nenhum outro tipo de animal, mesmo considerando que baleias e muitas espécies de aves atravessam continentes mais rapidamente e com mais autonomia do que qualquer um de nós.

 

Aí está a diferença: enquanto os outros animais são mais dotados, naturalmente (ou seja, pela natureza), nós somos muito mais capazes, socialmente (ou seja, por conta de nossa organização social). Em outras palavras, a superioridade do ser humano não é definida pela natureza, ou por qualquer deus, mas pela História. Não nascemos assim, mas assim nos tornamos. Não somos o que somos por decisão divina, mas por conta do nosso esforço. Para ser preciso, porque sabemos criar cultura, armazenar cultura e utilizar cultura se e quando achamos conveniente.

 

Armazenar cultura pressupõe, preferencialmente, o domínio da escrita. Mais precisamente, das letras e dos números. Há poucas dúvidas de que tanto a escrita, quanto os números surgiram em função da necessidade que antigos impérios do Médio Oriente tinham para controlar a produção (principalmente de grãos) e o pagamento de impostos. É possível que a escrita tenha surgido em mais de uma região de modo simultâneo, mas ainda não se pode afirmar se isso aconteceu ou se, por ser muito prática, a invenção se espalhou por difusão cultural. O fato é que aos poucos a escrita vai se aperfeiçoando até chegar à alfabética, bem próxima da que utilizamos até hoje. Aos poucos, também, o local em que se escreve vai mudando. É em blocos de pedras, depois em pedaços de barro, em plantas (como o papiro), em pele de animais (como o pergaminho), no papel. Neste, escrevia-se com penas naturais, depois com simulacros de penas (os mais velhos talvez se lembrem das canetas e penas escolares, dos tinteiros portáteis e fixos…). As canetas esferográficas foram substituídas pelas máquinas de escrever, estas pelo computador, pelo smartphone, etc.

 

Nesse processo todo o homem criou o livro. O livro passou, com justiça, a ser o símbolo mais acabado da cultura humana. É no livro que o cientista apresenta suas descobertas, que o historiador narra e explica o que aconteceu, que o escritor cria as narrativas que nos permitem viver aventuras sem correr risco, que o poeta expressa a dor que não sente, mas que nós sentimos. É no livro que o urbanista apresenta a cidade que não existe, mas que deveria existir, que lembramos a saga de nossa família, de nossa cidade, de nosso povo. É nos livros que discordamos de forma civilizada, que opomos ideia a ideia, sem guerrear, sem derramar sangue.

 

É nos livros que viajamos sem sair do lugar, que nos igualamos, jovens e velhos. Quando lemos não temos perna quebrada, não estamos presos no leito, não estamos impedidos de viajar, pois com o livro podemos viajar para qualquer lugar. Somos o bicho mais hábil e inteligente, porque só nós conseguimos ler livros.

 

Agora, mais do que nunca, é importante ler livros. Com eles, e só com eles, atravessaremos as piores tempestades. Se a capacidade intelectual do homem foi, como querem alguns, um dom de Deus, sem dúvida foi Deus que criou o livro.

 

Jaime Pinsky é historiador, professor titular da Unicamp, autor ou coautor de 30 livros, diretor editorial da Editora Contexto.

Venha participar do debate que comemora os 10 anos do Adote um Vereador

 

Reforço aqui convite para participação no debate em comemoração aos 10 anos do Adote um Vereador, que será neste sábado, dia 24:

 

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O Adote um Vereador é uma ideia lançada há 10 anos logo após uma eleição municipal — oportunidade em que eu apresentava o CBN SP e percebi que boa parte do eleitor não se via representado naqueles 55 vereadores recém eleitos por São Paulo. Meu esforço foi mostrar a todos que somos responsáveis por eles e precisamos acompanhar de perto o trabalho que é realizado nas câmaras municipais.

 

Tivemos avanços e retrocessos. Ganhamos adeptos e perdemos muita gente pelo caminho. Algumas sementes ficaram espalhadas por aí — e é sempre uma alegria quando vemos que alguém, em algum lugar qualquer, acredita nessa nossa ideia.

 

Costumam me perguntar se somos uma ONG ou coisa que o valha. Digo sempre que somos uma NONG — uma não organização não governamental —, pois não temos uma ordem jurídica instituída, não temos uma constituição, não temos um estatuto e não temos verba. O que temos é uma ideia que insistimos em espalhar seja através de ações individuais de cada cidadão que se integra ao Adote seja através de textos e palestras que realizo.

 

Para marcar os 10 anos do Adote um Vereador, vamos nos reunir no dia 24 de novembro, sábado, das 10h às 12h, no auditório principal do Pateo do Collegio, na Praça do Collegio, número 2, centro de São Paulo, para promover uma mesa redonda na qual o tema central é “Por que política?”.

 

Cada um dos convidados terá 10 minutos iniciais para apresentar sua ideia e seu projeto sobre o assunto e depois partimos para a conversa entre todos.

 

A entrada é franca.

 

Participam do evento como convidados especiais:

 

Dr José Vicente — Reitor da Faculdade Zumbi do Palmares, e fundador da ONG Afrobras, mestre em administração e doutor em educação, sociólogo

 

Eduardo Muffarej —- Idealizador do Renova BR, que surgiu com o objetivo de preparar novas lideranças para entrar para a política

 

Caci Amaral — Membro do colegiado da Rede Nossa São Paulo e da coordenação da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de SP, também integra o grupo de trabalho de democracia participativa da Nossa São Paulo.

 

Maria Cecília Milioni Ferraiol — professora e coordenadora do EJA no Colégio Santa Maria, que implantou o Adote um Vereador com seus alunos.

 

Para que esta ideia permaneça por mais 10, 20 anos, é fundamental que outras pessoas nos ajudem participando ou divulgando este trabalho.

 

Portanto, o que pedimos hoje a você é que aceite nosso convite e faça sua inscrição (é de graça) na nossa página no Facebook. Se você puder, espalhe essa notícia para os seus amigos nas redes sociais copiando o link do evento (https://www.facebook.com/AdoteUmVereador/) ou do site do Adote um Vereador (https://www.adoteumvereadorsp.com.br).

 

Todo apoio será muito bem-vindo!

Não vacinar seu filho é um risco à saúde dele e a de quem convive com ele

 

Nas caminhadas pelas férias, encontrei anúncios no interior do Metrô de Nova Iorque nos quais chama-se atenção para a importância da vacina contra a gripe. Na campanha, alerta-se o cidadão para o fato de a imunização salvar vidas — a dele próprio e a das pessoas com as quais ele tem contato. A ideia é mostrar que estar protegido de doenças contagiosas é uma responsabilidade que assumimos no convívio com a sociedade.

 

Dia desses, no Saúde em Foco, o Dr Luis Fernando Correia falou sobre o assunto com a Cássia Godoy e o Fernando Andrade, no Jornal da CBN. Tomo a liberdade de reproduzir o texto dele e ofereço o link do áudio para você conferir as informações. Vale a pena pensar sobre esse assunto, combater a desinformação e compartilhar com sua rede social:

 

Ouça aqui: “Não existe polêmica se a vacina é boa ou não: ela salva pelo menos 3 milhões de vidas por ano”

 

 

Um canal de humor na Internet publicou um vídeo sobre o que chamaram de polêmica das vacinas.

 

No vídeo em questão uma cientista tenta explicar como as vacinas funcionam e salvam vidas, e é rebatida por um personagem que diz que não acredita em vacinas, porém não traz nenhum argumento.

 

O vídeo, que tem um propósito jocoso, retrata o que acontece hoje em dia, principalmente no mundo virtual.

 

Por mais que a Ciência tente mostrar que as vacinas salvam pelo menos 3 milhões de vidas a cada ano, o movimento Anti-Vacina cresce. E por causa disso, doenças que já estavam erradicadas voltam a aparecer e a matar pessoas.

 

Em 2013, o Fórum Econômico Mundial já declarava que a Desinformação DIGITAL tinha se tornado uma ameaça à saúde mundial.

 

Atualmente, pesquisas apontam para que 13% da população em todo o mundo são resistentes à ideia de vacinar seus filhos. Na Europa, que vive uma epidemia continuada de Sarampo há alguns anos, essa resistência chega a 17%.

 

Brasil, Estados Unidos e outros países têm que correr atrás para recuperar níveis de cobertura vacinal de doenças que estavam erradicadas e com certificação da Organização Mundial da Saúde, como Sarampo e Poliomielite.

 

Trabalhos científicos já foram feitos e mostraram que os argumentos técnicos são ineficazes em combater essa campanha Anti-Vacina.

 

Está na hora de começarmos a falar as coisas de forma mais clara, já que pelo jeito não adiantam argumentos científicos para quem não os entende ou nem quer escutar.

 

Não vacinar seu filho além de colocar a vida dele em risco, pode matar uma criança que convive com ele, mas que por conta de uma doença imunológica ou um tratamento de câncer, por exemplo, não pode ser vacinada. Você que não vacinou seu filho será culpado por essa morte.

 

Muita gente ganha dinheiro vendendo pajelanças e terapias alternativas sem evidência científica de que funcionem. Chás, mel, ervas e outras coisas não substituem as vacinas. Não são capazes de gerar imunidade contra viroses como Sarampo, Meningite e outras, capazes de matar ou deixar sequelas graves.

 

A grande maioria das pessoas da geração Anti-Vacina, curiosamente está viva e bem de saúde. Sabem por quê? Foram vacinadas por seus pais.

 

Portanto, vamos deixar de escutar esses falsos profetas e de uma vez por todas ter em mente que não é “moderninho” ou inteligente deixar de vacinar seu filho.

 

Talvez fique difícil explicar depois porque ele tem um déficit neurológico ou outra sequela grave. Você terá que assumir que decidiu não dar a vacina.

Entenda um pouco mais sobre as oportunidades nos esports e pare de proibir seu filho de jogar videogame

 

 

Meu olhar atento ao que acontece com os esportes eletrônicos está diretamente ligado ao que aprendi com meus filhos — foram eles que me apresentaram as oportunidades que surgiram neste mercado. Já falei sobre esse assunto com você neste blog e trato do tema, também, em “É proibido calar!”.

 

No vídeo acima, Bel Pesce entrevistou um dos meus filhos — o que atua profissionalmente no setor como strategic coach. Ele explicou como funciona esse mercado em que atua e algumas carreiras que podem ser exploradas no segmento. Falou, também, da importância de os pais conhecerem essa realidade e das responsabilidades que os jovens têm de assumir para seguirem nesse caminho, especialmente com os estudos.

 

Se você quiser entender um pouco mais sobre como funciona tudo isso, confira o vídeo. E pare de de proibir seu filho de jogar vídeogame.

Em carta, TSE e TREs reafirmam integridade e confiabilidade de urnas eletrônicas

 

O TSE e os TREs, através de seus presidentes, divulgaram, nesta segunda-feira, “Carta à Nação Brasileira”, com texto no qual reafirma a “total integridade e confiabilidade” das urnas eletrônicas e do modelo de votação e apuração das eleições. O documento é uma resposta aos frequentes questionamentos que o sistema eletrônico usado pelo Brasil tem enfrentado, especialmente após série de denúncias que ocorreram no primeiro tempo da eleição deste ano, com eleitores publicando imagens de supostas irregularidades — nenhuma delas comprovadas até o momento.

 

Na “Carta” — que publico na íntegra a seguir — os representantes dos tribunais eleitorais refutam a possibilidade de a urna eletrônica completar automaticamente o voto do eleitor e destaca ainda que a Justiça Eleitoral realiza, rotineiramente, testes e auditorias públicas que comprovariam e assegurariam a transparência e absoluta confiabilidade do voto eletrônico.

 

O texto conclama a sociedade para atuar em favor da manutenção do Estado Democrático de Direito.

 

Na sexta-feira passada, o advogado Antônio Augusto Mayer dos Santos, que colabora com este blog, escreveu artigo a propósito do tema sob o título “Eletrônicas? E daí?” no qual reclama que “a urna brasileira, arcaica e de geração ultrapassada, somente será confiável quando for independente do software e passível de conferência por auditorias. Infelizmente, ela é, sim, “à prova de provas”.

 

Leia a “Carta à Nação Brasileira”:

 

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