Não vacinar seu filho é um risco à saúde dele e a de quem convive com ele

 

Nas caminhadas pelas férias, encontrei anúncios no interior do Metrô de Nova Iorque nos quais chama-se atenção para a importância da vacina contra a gripe. Na campanha, alerta-se o cidadão para o fato de a imunização salvar vidas — a dele próprio e a das pessoas com as quais ele tem contato. A ideia é mostrar que estar protegido de doenças contagiosas é uma responsabilidade que assumimos no convívio com a sociedade.

 

Dia desses, no Saúde em Foco, o Dr Luis Fernando Correia falou sobre o assunto com a Cássia Godoy e o Fernando Andrade, no Jornal da CBN. Tomo a liberdade de reproduzir o texto dele e ofereço o link do áudio para você conferir as informações. Vale a pena pensar sobre esse assunto, combater a desinformação e compartilhar com sua rede social:

 

Ouça aqui: “Não existe polêmica se a vacina é boa ou não: ela salva pelo menos 3 milhões de vidas por ano”

 

 

Um canal de humor na Internet publicou um vídeo sobre o que chamaram de polêmica das vacinas.

 

No vídeo em questão uma cientista tenta explicar como as vacinas funcionam e salvam vidas, e é rebatida por um personagem que diz que não acredita em vacinas, porém não traz nenhum argumento.

 

O vídeo, que tem um propósito jocoso, retrata o que acontece hoje em dia, principalmente no mundo virtual.

 

Por mais que a Ciência tente mostrar que as vacinas salvam pelo menos 3 milhões de vidas a cada ano, o movimento Anti-Vacina cresce. E por causa disso, doenças que já estavam erradicadas voltam a aparecer e a matar pessoas.

 

Em 2013, o Fórum Econômico Mundial já declarava que a Desinformação DIGITAL tinha se tornado uma ameaça à saúde mundial.

 

Atualmente, pesquisas apontam para que 13% da população em todo o mundo são resistentes à ideia de vacinar seus filhos. Na Europa, que vive uma epidemia continuada de Sarampo há alguns anos, essa resistência chega a 17%.

 

Brasil, Estados Unidos e outros países têm que correr atrás para recuperar níveis de cobertura vacinal de doenças que estavam erradicadas e com certificação da Organização Mundial da Saúde, como Sarampo e Poliomielite.

 

Trabalhos científicos já foram feitos e mostraram que os argumentos técnicos são ineficazes em combater essa campanha Anti-Vacina.

 

Está na hora de começarmos a falar as coisas de forma mais clara, já que pelo jeito não adiantam argumentos científicos para quem não os entende ou nem quer escutar.

 

Não vacinar seu filho além de colocar a vida dele em risco, pode matar uma criança que convive com ele, mas que por conta de uma doença imunológica ou um tratamento de câncer, por exemplo, não pode ser vacinada. Você que não vacinou seu filho será culpado por essa morte.

 

Muita gente ganha dinheiro vendendo pajelanças e terapias alternativas sem evidência científica de que funcionem. Chás, mel, ervas e outras coisas não substituem as vacinas. Não são capazes de gerar imunidade contra viroses como Sarampo, Meningite e outras, capazes de matar ou deixar sequelas graves.

 

A grande maioria das pessoas da geração Anti-Vacina, curiosamente está viva e bem de saúde. Sabem por quê? Foram vacinadas por seus pais.

 

Portanto, vamos deixar de escutar esses falsos profetas e de uma vez por todas ter em mente que não é “moderninho” ou inteligente deixar de vacinar seu filho.

 

Talvez fique difícil explicar depois porque ele tem um déficit neurológico ou outra sequela grave. Você terá que assumir que decidiu não dar a vacina.

Entenda um pouco mais sobre as oportunidades nos esports e pare de proibir seu filho de jogar videogame

 

 

Meu olhar atento ao que acontece com os esportes eletrônicos está diretamente ligado ao que aprendi com meus filhos — foram eles que me apresentaram as oportunidades que surgiram neste mercado. Já falei sobre esse assunto com você neste blog e trato do tema, também, em “É proibido calar!”.

 

No vídeo acima, Bel Pesce entrevistou um dos meus filhos — o que atua profissionalmente no setor como strategic coach. Ele explicou como funciona esse mercado em que atua e algumas carreiras que podem ser exploradas no segmento. Falou, também, da importância de os pais conhecerem essa realidade e das responsabilidades que os jovens têm de assumir para seguirem nesse caminho, especialmente com os estudos.

 

Se você quiser entender um pouco mais sobre como funciona tudo isso, confira o vídeo. E pare de de proibir seu filho de jogar vídeogame.

Em carta, TSE e TREs reafirmam integridade e confiabilidade de urnas eletrônicas

 

O TSE e os TREs, através de seus presidentes, divulgaram, nesta segunda-feira, “Carta à Nação Brasileira”, com texto no qual reafirma a “total integridade e confiabilidade” das urnas eletrônicas e do modelo de votação e apuração das eleições. O documento é uma resposta aos frequentes questionamentos que o sistema eletrônico usado pelo Brasil tem enfrentado, especialmente após série de denúncias que ocorreram no primeiro tempo da eleição deste ano, com eleitores publicando imagens de supostas irregularidades — nenhuma delas comprovadas até o momento.

 

Na “Carta” — que publico na íntegra a seguir — os representantes dos tribunais eleitorais refutam a possibilidade de a urna eletrônica completar automaticamente o voto do eleitor e destaca ainda que a Justiça Eleitoral realiza, rotineiramente, testes e auditorias públicas que comprovariam e assegurariam a transparência e absoluta confiabilidade do voto eletrônico.

 

O texto conclama a sociedade para atuar em favor da manutenção do Estado Democrático de Direito.

 

Na sexta-feira passada, o advogado Antônio Augusto Mayer dos Santos, que colabora com este blog, escreveu artigo a propósito do tema sob o título “Eletrônicas? E daí?” no qual reclama que “a urna brasileira, arcaica e de geração ultrapassada, somente será confiável quando for independente do software e passível de conferência por auditorias. Infelizmente, ela é, sim, “à prova de provas”.

 

Leia a “Carta à Nação Brasileira”:

 

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Conte Sua História de São Paulo: na mesma praça, na mesma casa e o mesmo amor

 

Por Ademir Ferreira da Silva
Ouvinte da CBN

 

 

 

Minha história começa lá em meados do ano de 1996, quando estava para completar 18 anos. Queria muito servir o exército. Então, comecei o processo e para minha alegria deu certo. Iniciei minha carreira militar e dei continuidade em minha vida. Nesse período, entre idas e vindas, de casa para o quartel do quartel para a casa, conheci uma garota e logo começamos a namorar. Os pais dela eram separados e combinamos que no fim do ano de 1997, eu iria conhecer a mãe dela que morava lá em São Sebastião, litoral norte. E isso ocorreu. Só que chegando lá, para minha tristeza,  a mocinha me falou que não queria mais nada comigo. Nossa que terrível! A casa estava cheia de pessoas que eu nunca tinha visto. Enfim, acabei ficando por lá mesmo e caindo no samba com o pessoal. Foi, então, que conheci a Katia, que hoje é minha esposa. A Kátia era a prima da menina que me dispensou.

 

No começo tivemos muitas dificuldades, pois as pessoas não aceitavam nosso namoro. Os anos se passaram, namoramos e casamos. Hoje, estamos muito felizes. Todos entenderam que nos amamos e, assim, conseguimos voltar a viver unidos e amigos.

 

Em outubro do ano passado voltamos lá em São Sebastião, tiramos fotos no mesmo lugar que tínhamos feito nosso primeiro retrato juntos, em dois de janeiro de 1998. Estávamos no mesmo lugar, na mesma pracinha, em frente a casa onde tudo começou, que, por sinal, está do mesmo jeito, as mesmas cores nas paredes, as mesmas cores nas janelas. Nós pudemos voltar no tempo, nesta relação registrada em fotografias.

 

Ademir Ferreira da Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie o seu texto para milton@cbn.com.br e depois ouça sua história aos sábados, no CBN SP.

Soluções exponenciais para crescimentos exponenciais

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Tivemos terça e quarta-feiras no complexo do JK Iguatemi, em São Paulo, o 9º FORUM Internacional de Gestão de Redes de FRANQUIAS E NEGÓCIOS. Coube a Lyana Bittencourt, diretora da Bittencourt G&S, demonstrar que o franchising além de criar plataformas exponenciais, um dos temas centrais do evento, deve ser uma plataforma em si. Caminho que várias franqueadoras já estão usando.

 

O conceito da criação de plataformas exponenciais, de acordo com Salim Ismail, da Singularity University, criador da expressão “Organizações Exponenciais” e autor do livro sobre o tema, é a mudança do pensamento linear para o exponencial, e a assimilação das inovações tecnológicas digitais. Ao usar a inteligência artificial, a biotecnologia, a neurociência, as novas matrizes energéticas etc — e ser ágil e adaptativo –, obteremos mais acessibilidade e custos menores. O crescimento será exponencial. Mas não será fácil, pois as estruturas terão que estar prontas. Deverão trilhar o percurso que Salim adaptou do 6 D’s de Steven Kotler, focando em 4 D’s.

 

Digitalização – tudo no sistema binário
Disrupção – aniquilamento do modelo existente, como o Uber fez com os táxis
Desmonetização – redução de preços em virtude da disrupção
Democratização – acesso a todos devido a queda geral de preços

 

Lucas Mendes, da WeWork, expondo a prática da plataforma exponencial que utiliza, chamou a atenção pela importância da estrutura organizacional com apenas um nível hierárquico para dar agilidade e criatividade a operação.

 

Jean Klauman da Linx anotou o crescimento do e-commerce de 12% no último ano, menor que o 22% do anterior, mas bem maior do que o do mundo físico. O destoante é que ao lado da evolução digital surgiu um gargalo no prazo de entrega que subiu de 3 para 4 dias, enquanto na China estão entregando na mesma cidade em 20 minutos.

 

A Arezzo&Co que agrega hoje a Anacapri, Shutz, Alexandre Birman, Fiever e Owme, na palavra de Silvia Machado, ressaltou o progresso alcançado pelo grupo, criando marcas bem segmentadas que, sem canibalismo, potencializa a operação. E inova com a prateleira infinita. É a conexão entre o estoque da loja física com as demais lojas e canais e com o CD. Para produtos que possuem cores e tamanhos, a previsão de vendas que é crucial para o varejo, se torna ainda mais difícil e a propensão a sobra é grande. Essa interligação de estoques diminui o risco. De quebra possibilita teste drive num raio de 1 km.

 

Algumas verdades conhecidas no passado, mas ainda não assimiladas, começam a ser absorvidas.

 

Por exemplo, a vantagem de estar em marketplaces, a eliminação do caixa passando a função aos vendedores e a omnicanalidade entre todos os canais de atendimento com participação de todos na venda com percentuais pré-definidos. Nesse caso, o entusiasmo de Sacha Juanuk da Mormaii é contagiante.

 

Dorival Oliveira do McDonald’s apresentou a atenção especial que a empresa tem dispensado ao lado externo do balcão e a descoberta que a rapidez exagerada na operação incomoda o cliente, que prefere mais atenção do que pressa. Ao mesmo tempo que destaca a introdução da flexibilidade nos produtos possibilitando escolhas customizadas no momento da compra, que está sendo bem recebida.

 

As entregas das compras pela internet têm encontrado dificuldades com os consumidores que trabalham fora. Para resolver esta questão, João Cristofolini criou a Pegaki — local para retirada de produtos. Bom negócio para os clientes e também para lojistas que podem disponibilizar pequenos espaços para locar para a Pegaki.

 

Carlos Fernandes da RiHappy mostra a vantagem da operação grandiosa. Com áreas que permitem locais de entretenimento e parcerias como a da Disney, que diferentemente de outros países localizam suas lojas nos territórios da loja RiHappy.

 

O digital, impregnado em todos os casos apresentados, vieram sempre acompanhados da ética e do social. Entretanto cabe aqui destaque para Hugo Bethlem, Rony Meisler e Mauricio de Souza.

 

Bethlem, Diretor Geral do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, cita Adam Smith em “Riqueza das Nações”, ao estabelecer que territórios, jazidas, mananciais naturais, etc, não garantem a riqueza de um país, mas sim o trabalho qualificado e ético. E defende o capitalismo como a única maneira eficiente de formar nações prósperas.

 

Rony Meisler, presidente do Instituto e CEO da Reserva, técnico de formação, é um humanista aplicado, levando a Reserva a relações sociais como prioridade — retiro maternidade de 45 dias para os pais, admissão de idosos para a frente de loja, atenção especial aos especiais.

 

Maurício, filho de Mauricio de Souza, fez o grande final do evento, demonstrando que com ética e competência se pode chegar a números grandiosos.

 

Enfim, o FORUM foi uma extraordinária e chocante experiência. Os casos apresentados mostrando a multiplicação do sucesso alcançado, escancaram a disparidade entre o momento político em que o Brasil vive e o mundo dos negócios.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Sua Marca: como os profissionais liberais podem usar o branding a seu favor

 

 

Profissional liberal não é marca nem produto mas é julgado a partir de sua prática assim como de sua imagem, portanto cuide dela — a orientação é de Jaime Troiano e Cecília Russo, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Em conversa com Mílton Jung, eles lembram que tudo pode ser “branded”: uma pessoa, um produto ou um serviço que oferece algo para o mercado está sujeito às leis do branding.

 

Russo comenta, ainda, que apesar de uma coisa ser falar de produto e outra ser falar de pessoas, em comum existe um conjunto de associações, positivas ou não, que envolvem a ideia desse profissional — que pode ser um advogado, um arquiteto, um médico, por exemplo. Ela chama atenção para o fato de que a marca dos profissionais liberais é o nome e o sobrenome.

 

Pensem em um psicólogo famoso: sua imagem, se for boa, é revestida de atributos que vão sendo construídos pouco a pouco. Demora para criar uma reputação profissional mas descrevemos tal profissional por meio de qualidades: sério, calmo, competente, sabe o que fala, etc. Diferentemente das marcas, são associações que emanam de sua prática, do dia a dia. Mas isso não quer dizer que não se possa dar alguns passos para lapidar a sua imagem de profissional liberal.

 

O cuidado com a marca passa pelos valores internos, mas também os externos, como o ambiente de trabalho onde atende as pessoas e as roupas que veste.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Peixonautas

 

O autor do texto que você acompanhará a seguir foi escrito por Matheus Mascarenhas, um garoto que acaba de completar 13 anos e já apareceu por estas bandas com outro artigo no qual falava sobre a intolerância que reina no país. Matheus escreveu “Peixonautas” e ganhou mais um prêmio literário. Esteve comigo no lançamento do livro, em Campinas, na noite desta quinta-feira, ao lado do pai dele, Henrique, e me entregou este texto que, segundo Matheus, foi dedicado a mim. Minha gratidão a Matheus. E aproveite essa reflexão sobre a morte:

 

Matheus Milton Jung

 

Por Matheus Mascarenhas

 

Todos os dias, presenciamos todo tipo de morte que se possa imaginar:
mortes de humanos, mortes fulanas, mortes cicranas, mortes dos animais,
mortes morais e intelectuais, mortes de todas as laias possíveis. Mas mesmo
assim, na maioria das vezes quase nenhuma dessas mortes rotineiras nos
impacta sentimentalmente, somente fazem parte de nosso cotidiano. A única
contrariedade no assunto acontece com as mortes que nos impactam, que nos
atingem, nos sentimentos, principalmente. Elas são as mortes mais difíceis de
confrontar. São as mortes das pessoas, animais, ou ideias que valorizamos e
amamos. Um exemplo prático é o óbito de uma avó, algo tão ruim quanto a dor
da dissecação de um membro. A diferença entre essas duas dores é que uma
delas nunca acaba, contudo, a semelhança é que as duas deixam suas marcas.
Enfim, essa é nossa realidade e é nela em que vivemos.

 

Essa tese ponderada acima, calhou-se a mim, hoje, quatro de Agosto de
2018, e foi ela que me motivou a escrever esse texto. A tese: morte, na minha
vida foi sempre algo inédito, a transpasse de algo valorizado por mim, sempre foi uma novidade discrepante e que nunca fora cobiçada por mim; jamais a senti.
Essa peculiaridade da vida, hoje bateu na minha porta e foi recebida por mim,
como a mais excêntrica e divergente peculiaridade de toda minha vida. A própria
personificação da realidade, a qual me acudiu em meio a um monótono sábado.
O que poderia ser? Para vós, com asseveração, é uma morte fútil, como todas as
milhares de mortes rotineiras. Todavia, essa morte para mim é uma daquelas que
você resguarda por sua vida inteira, embora, não sendo uma das mais
consideráveis. Finalmente vos revelo o que se adviu: o singela falecimento do
meu peixe de estimação.

 

Um fabuloso Betta splendens, raça comum para estimação. E como o
nome já diz, eu portava uma extraordinária estima por aquele peixe. Comprei-o
há exatos 2 anos e 13 dias, como presente, imaginando ser somente uma
“decoração” ou enfeite, todavia, eu estava incorreto. Esse meu amigo Betta de
corpo preto e cauda avermelhada foi mais do que um amigo, foi um companheiro
de vida, por esses 2 anos. Mesmo que seja pouco, esse pequeno e fascinante
animal, transformou de alguma forma meu cotidiano e minha vida. E quando me
lembro da cena, a alimentá-lo com cinco bolinhas de ração, me decorre uma
extrema tristeza e desolação, minha mente e coração se enchem de lágrimas só
de lembrar daquela módica ação.

 

Enfim, depois de toda essa amargurada história, pude, através da primeira
experiência de morte lembrável e impactante na minha vida, descobrir que o
amor e tristeza, ambos considerados extremos distantes um do outro, na
verdade são os dois sentimentos mais próximos que podem existir. O apego a
algo é o fator que cria a tristeza e impõe em algum momento um barreira para
felicidade, o paredão da prostração e melancolia. Isso é um fato e não pode ser
mudado.

 

Um paradigma singelo e medíocre pode ser simplesmente o encerramento
de algum programa de televisão ou série favorito. É dado o seguinte: nos
momentos em que é possível assistir a esta série ou programa, se personifica a
sensação de conforto e veneração à ambas. Porém, em algum momento quando
as gravações se encerram, o sentimento primordial se personifica (raiva e ódio),
depois, entram em vigor outros sentimentos, menos perigosos, contudo, mais
persistentes (tristeza e desolação), os quais são os responsáveis pela criação da barreira que não nos permite obter a visão do amor pela série, mas sim a
lamentação pela própria.

 

Esse foi um paradigma obtuso, porém, muito lúdico quando se é levado a
representar o que o amor pode causar. E nesse experimento arremata-se a
dúvida da veracidade da seguinte hipótese: o amor cura a tristeza.
Ao explorar a ponderação em casos práticos variados, pude totalizar que,
a hipótese do “amor ser a cura da tristeza” é errada, errônea, falsa, e finalmente incongruente. A verdadeira hipótese e conclusão real é a seguinte: “O amor leva a tristeza”, de qualquer forma. Sempre o ato de amar alguém ou algo, em algum momento, se transformará e levará a tristeza e melancolia. O amor é perigoso.

 

Essa é a lógica mais real e massacradora que pode explicar quase, senão todos os
problemas psicológicos das pessoas, porém inapreensível para muitas outros
indivíduos. Enfim, não querendo mais me aprofundar, nesse assunto, digo: o
amor cria barreiras; e infelizmente essa é a verdade. Para elucidar, vos lembro
que, já disse Platão uma vez: “Amor: uma perigosa doença mental”, enaltecendo
de uma vez a tese que afirma a procedência dos problemas mentais por conta
do amor.

 

Ao final como conclusão vos digo: mesmo pelo amor ser o causador dos
problemas, barreiras mentais e tristeza, não deixe de amar. Eu concordo em
parte com a frase de Platão, porque mesmo que ele rotule o amor como sendo
perigoso, eu apoio e quero que as pessoas não parem de amar para não caírem
no precipício das outras tristezas, as de não amar. Então conclui-se que é
melhor amar e depois sofrer uma tristeza que pode às vezes ser quebrada com
uma simples lembrança de um sentimento feliz, do que viver sem amar, sempre
triste, com medo de onde a aventura do afeto pode lhe levar.

 

Quase terminando a prosa, acabo de me lembrar de um anúncio em tela
de televisão no qual estava escrito: “Peixonautas, toda terça – quatro da tarde”, e me veio a lembrança mais profunda: do corpo do meu peixe morto no seu
aquário. As lágrimas me vêm, porém, num piscar de olhos, me lembro de todas as
melhores lembranças com meu animal, experiências, brincadeiras, conversas, e
no final, abro um sorriso e penso: “Ele está melhor do que eu”. E no final não me torno um amargurado resguardador da melancolia e desolação da perda. Na
verdade, sou um quebrador das barreiras desses problemas, e assim me
considero um Peixonauta feliz.

No passado estão as melhores opções para empreender

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Empreendedorismo em start up de tecnologia virtual é o tipo de aposta predominante no âmbito dos novos negócios — buscando melhorar o presente e antecipar o futuro. Entretanto, cabe chamar a atenção de potenciais empreendedores para uma atividade do passado que progressivamente vem tomando corpo: é a produção e comercialização de alimentos saudáveis. Mercado de US$ 35 bilhões ano no Brasil, que é o 4º maior do mundo; com crescimento de 98%, de 2009 a 2014. E faturamento de

 

Produtos c/ acréscimo de nutrientes R$ 36 bi
Produtos 100% naturais R$ 37 bi
Produtos sem glúten R$ 1 bi
Produtos orgânicos R$ 2,5 bi
Produtos orgânicos certificados R$ 227 mi

 

Nesta volta a natureza, cabe ressaltar a postura dos agentes orgânicos, bem representada por Ricardo Corrêa, da Wheat Bio Padaria:

 

“ Priorizamos em nossas criações os insumos orgânicos produzidos com respeito à terra, ao meio ambiente e à saúde das pessoas”

 

Valores do passado voltam a prevalecer, como a conexão com o alimento e a relação com a natureza. Ainda assim o bucólico se mantem viável diante de uma análise SWOT.

 

Forças – preços mais altos compensam baixa produtividade, pequenas propriedades, certificação, conexão entre elos da cadeia permite programação
Fraquezas – número limitado de fornecedores
Oportunidades – demanda nacional e mundial crescente, conscientização para alimentação saudável, intensividade de mão de obra, proteção ambiental, preços mais altos
Ameaças – resistência a gestão, falta de mão de obra qualificada

 

Portanto, podemos concluir que tanto nos produtos naturais quanto na tecnologia virtual encontramos bons negócios para empreendedores de sucesso.

 

O detalhe é que nos alimentos saudáveis criamos mais empregos preservando a natureza do meio ambiente e a nossa.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

“É proibido calar!” estará no Paraná e Rio Grande do Sul nesta semana

 

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As semanas têm passado em alta velocidade devido a série de viagens pelo Brasil para o lançamento de “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (Editora Best Seller). Terminei a semana passada no Rio de Janeiro após dois dias no Distrito Federal. Em um lugar e em outro, a conversa com os ouvintes e leitores foi revigorante. Além de reencontrar amigos e colegas de trabalho, tive contato com pessoas que acompanham o meu trabalho no rádio e esperam encontrar no livro uma parte daquilo que conheceram através dos meus comentários e entrevistas — minha torcida é que após lerem o livro preservem a imagem que tinham até então.

 

Nova semana se inicia e uma nova angústia aparece. Talvez nunca tenha dito isso a você, caro e raro leitor deste blog, mas a ansiedade em saber quem aceitou o convite de comparecer ao lançamento do livro consome o meu dia. Sempre tenho a impressão de que ninguém estará por lá — motivos não faltam, afinal todos nós temos uma quantidade gigantesca de compromissos na agenda. Ao mesmo tempo, fico com a esperança de que posso ser surpreendido com a presença de uma ou outra pessoa.

 

No Rio de Janeiro, quinta-feira passada, além de muita gente boa e generosa que esteve por lá, reencontrei um amigo de infância, que morava na mesma rua que a minha em Porto Alegre, foi meu aluno na escolinha de basquete do Grêmio, nos anos de 1980. “Sabe quem eu sou?”,  perguntou ele. Claro que minha memória não era capaz de voltar tanto tempo, até porque o cara, casado, com jeito de quem trabalhou duro na vida para montar sua rede de restaurantes, estava bem diferente daquele guri da Saldanha que eu conheci. “Sou o Ismael, irmão do Samuel” — frase que serviu de senha para liberar minhas lembranças e me emocionar. A imagem do guri da Saldanha voltou a mente e substituiu o cara, casado, com jeito de quem trabalhou duro na vida para montar sua rede de restaurantes. Passaram a ser a mesma pessoa.

 

Tomara seja capaz de encontrar velhos conhecidos em Curitiba, na terça-feira, dia 28, quando lançarei “‘É Proibido Calar!” na Livrarias Curitiba, no Shopping Palladium, às 19 horas. Ou quem sabe, encontre novos conhecidos, entusiasmados com a ideia do livro de que os pais, as mães e os adultos de referência das nossas crianças sejam responsáveis pela educação dos seus filhos — uma educação que precisa ser baseada em princípios e valores éticos.

 

Na sexta-feira, estarei em Porto Alegre. Na minha terra natal, serei o palestrante que encerrará o Congresso de Comunicação Legislativa para Câmara Municipais — convite que me fizeram pela participação que tenho no Adote um Vereador, um dos temas que tratei no “É proibido calar!”. Farei a palestra “Comunicar para liderar no legislativo”, baseada em meu livro anterior “Comunicar para liderar” que escrevi em parceria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos.

 

Seja em Curitiba seja em Porto Alegre, só tenho a dizer o que tenho dito em todos os lançamentos que fiz até agora de “É proíbido calar!”: não me deixem sós.