Missa de 7º dia pelo falecimento de Milton Ferretti Jung

 

 

Convidamos parentes e amigos para as missas de sétimo dia do seu falecimento que serão realizadas em São Paulo e Porto Alegre.

 

 

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Missa de 7º dia em São Paulo
Sábado, dia 03 de agosto, às 18 horas

 

 

Capela da Imaculada Conceição
Rua Paulo Sérgio de Macedo, 197
Bairro: Vila Sônia

 

 

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Missa de 7º dia em Porto Alegre
Domingo, dia 04 de agosto, às 10 horas

 

 

Paróquia Menino Deus
Praça Menino Deus, 18
Bairro: Menino Deus

 

 

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“Temos mais informação do que nunca, mas a capacidade de processá-la e entendê-la depende da educação”

 

“Primeiro, as pessoas não funcionam racionalmente e sim a partir de emoções.As pesquisas mostram cientificamente que a matriz do comportamento é emocional e, depois, utilizamos nossa capacidade racional para racionalizar o que queremos. As pessoas não leem os jornais ou veem o noticiário para se informar, mas para se confirmar. Leem ou assistem o que sabem que vão concordar. Não vão ler algo de outra orientação cultural, ideológica ou política. A segunda razão para esse comportamento é que vivemos em uma sociedade de informação desinformada. Temos mais informação do que nunca, mas a capacidade de processá-la e entendê-la depende da educação e ela, em geral, mas particulamente no Brasil, está em muito mau estado”

Manuel Castells, sociólogo, teórico da comunicação e autor de “A Sociedade em Rede”, em entrevista à jornalista Paula Ferreira, em O Globo.

Adote um Vereador: na mesa do bar, um pouco de nossa história e lembranças

 

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Neste sábado, Adote de encontrou no Pateo

 

O sábado era de encontro do Adote um Vereador, em São Paulo. Desta vez, compromissos familiares me impediram de estar com a turma que se prontificou a aparecer no Pateo do Collegio, centro de São Paulo, mesmo com o frio de uma tarde de outono —- que costuma ser mais intenso lá no alto onde os jesuítas ergueram a primeira construção da cidade para abrigar os missionários. Foram para lá sabendo que havia muita conversa para colocar em dia. Claro que me refiro aos voluntários do Adote e não aos jesuítas — esses tinham outra missão quando chegaram por essas bandas, em 1554.

 

Apesar de não faltar assunto,  pouco soube do que foi discutido entre eles. Só recebi uma foto em que mostrava parte da turma brindando com copos servidos pela cerveja artesanal criada pela Bier & Wein, que homenageia a cidade e sua história. No rótulo da Paulistânia, nem poderia ser diferente, o Pateo do Collegio era o destaque. Da mesma marca, encontram-se lembranças do Ipiranga, Marco zero, Trem das Onze, Viaduto do Chá, Largo Do Café, entre outras. Longe de mim reservar esse espaço para falar de cerveja, mas foi o que eu vi na mesa, além das já tradicionais xícaras de cafés que nos acompanham todo segundo sábado do mês.

 

Aliás, se tem coisa que é tradicional são esses encontros. Creio que já contei a você, caro e raro leitor deste Blog, que eles começaram no primeiro ano do Adote, em 2008. Se você já sabia disso, perdão por repetir a história. Se a repito é porque acredito ser pertinente para a sequência do texto.

 

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Em 2010, no Centro Cultura, fomos visitados pelo agora deputado Marcelo Ramos (de camisa listrada)

 

Antes de escolhermos o Pateo, costumávamos nos ver no bar do Centro Cultural São Paulo, na avenida Vergueiro. Local sempre cheio, com centenas de pessoas que se encontravam para as mais diversas atividades. Era tanta gente que para o pessoal saber onde estava o Adote, havia quem levasse uma placa indicativa. Isso não impediu que recebêssemos todo tipo de visita, mesmo porque naquela época ainda havia muita curiosidade sobre o trabalho que realizávamos.

 

Acho que sequer nós tínhamos ideia sobre o que seríamos a partir daquele momento. Por isso, nos surpreendíamos com a presença de alguns visitantes. Uns chegavam até lá para ver se emplacavam suas ideias. Outros queriam ajudar. Muitos ficaram pelo caminho. Poucos resistiram até agora.

 

Por curiosidade e lembrança de Alecir Macedo, soldado desde nossas primeiras batalhas, vale registrar a presença de uma figura que atualmente é personagem de importante debate nacional. Em 20 de novembro de 2010, fomos encontrados em meio as mesas lotadas do Centro Cultural por um vereador de Manaus, que estava de passagem pela cidade. Ele queria entender o que pensávamos e qual a ideia que tínhamos do trabalho de um vereador.

 

Hoje não sou capaz de lembrar quais dicas que passamos e quais mensagens que ele nos deixou, mas a foto não deixa dúvidas: o papo foi bom. Quem estava conosco era o atual presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, deputado federal Marcelo Ramos, do PR. Na época era vereador e acabara de ser eleito deputado estadual e estava de transição do PCdoB para o PSB. Ramos hoje tem em mãos a difícil tarefa de coordenar as discussões na comissão que receberá, nesta semana, o relatório da reforma que é considerada essencial para o futuro do Brasil.

 

Tenho dúvidas se nosso trabalho atualmente teria o reconhecimento de outras figuras políticas. Talvez seja um tema para discutirmos nos próximos encontros que espero ter condições de participar. Nem que seja para brindar com uma cerveja que presta homenagem à nossa cidade.

O patriarcalismo já era, escreve Jaime Pinsky

 

Jaime Pinsky, autor do texto que você lerá a seguir, é o diretor editorial da Editora Contexto, pela qual tive o privilégio de lançar dois de meus quatro livros — “Jornalismo de rádio” (2004) e “Comunicar para liderar” (2015), este último escrito em parceria com Leny Kyrillos. Historiador —  e como tal observador da história e do comportamento humano —, Pinsky publica seus textos no site www.jaimepinsky.com.br ,que merece estar  na sua lista de favoritos, caro e raro leitor deste meu blog.

 

Às vezes, tomo a liberdade de trazer para cá alguns de seus pensamentos com o objetivo de compartilhar com você o conhecimento que ele nos oferece. Só não o faço com mais freqüência para não abusar da boa vontade do autor. Hoje, não me contive. Assim que recebi seu artigo por e-mail, apressei-me em reproduzir aqui no blog, pois vejo nas palavras de Jaime Pinsky a explicação que jamais eu seria capaz de dar às pessoas para uma mudança que deveria ser evidente na sociedade moderna, mas que me parece ainda não tocou o coração e a mente de muita gente graúda: o papel do homem e da mulher na família.

 

Com título que deixa claro a que veio, Pinsky questiona o patriarcalismo que reinou por séculos, mas que não encontra mais espaço — ainda bem — nos tempos em que vivemos. Uma ideia que defendo em meu último livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”, lançado pela BestSeller, do Grupo Editorial Record — desculpa aí, Pinsky.

 

Com a palavra Jaime Pinsky:

 

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Ser agricultor em regiões que hoje formam estados nacionais como Líbano ou Israel era muito diferente do que trabalhar a terra no antigo Egito, ou na região mesopotâmica hoje correspondente ao Iraque. A situação geográfica e o clima mais previsível da Palestina permitia o trabalho solitário de famílias camponesas, enquanto que o Nilo, de um lado e o Tigre e o Eufrates de outro tinham um regime de cheias e vazantes que obrigavam o agricultor a trabalhar coletivamente na construção de diques e canais para domar a natureza pródiga, mas agressiva. A construção de impérios na Mesopotâmia e no Egito tem, pois, muito (mas não só) a ver com as condições geográficas encontradas pelos seus habitantes. Não é uma determinação (mesmo porque não há como a Geografia determinar a História), mas um condicionamento. Nem todas as civilizações ao longo de grandes rios tiveram as características imperiais de Egito e Babilônia, mas esse tipo de organização política ocorreu em vários outros lugares como China e Índia, por exemplo. Mas não ocorreu em várias outras regiões onde também tínhamos (e temos) grandes rios e atividade agrícola (Amazonas, Mississipi, por exemplo, ou mesmo os rios europeus…).

 

Historiadores consequentes continuam dizendo que o ser humano atua em condições históricas concretas. Por mais que uma garota entre no curso de História por admirar, invejar e querer se tornar uma princesa medieval, isto nunca vai acontecer, mesmo por que a Idade Média ficou (felizmente) na poeira da História. Acabou. Ela tem um ideal anacrônico, viável apenas no mundo da fantasia, da mesma forma que o garotão, praticante de joguinhos eletrônicos, nunca vai poder se tornar um cavaleiro medieval. Anacronismo é isso.

 

Contudo, o anacronismo pode se manifestar de muitas outras maneiras. Um exemplo? Qualquer política preconceituosa com relação às mulheres. Não se trata de discutir questões morais, ou recorrer a textos bíblicos. Historicamente não faz sentido. Vejamos: o patriarca, o homem chefe de família era aquele que, entre outras funções, distribuía o serviço, as funções, os papeis de cada um da família. Era aquele que queria muitos filhos para que houvesse muitos braços (diziam que braços são dois e boca uma só). Era aquele que estabelecia regimes de trabalho, horário de dormir e de acordar, de comer e de rezar.

 

O processo de urbanização e a consequente criação de outras funções sociais de trabalho fez com que filhos e filhas ganhassem mais autonomia. Ao sair para o trabalho, eles não mais ficavam sob a tutela direta do patriarca. Ao ter seus horários definidos pelo patrão (ou patroa) a garota escapava do poder direto do patriarca. Ao perceber que na cidade uma criança precisava ser vestida, transportada, alimentada, medicada, educada e que isso custava muito caro, as mulheres passaram a tomar providências anticoncepcionais. Núcleos familiares com poucos, ou nenhum filho substituíram as grandes famílias e o poder esvaziado do patriarca já não tinha mais sobre quem se exercer, salvo como resquício simbólico de um tempo passado. As cidades tendem a matar o patriarcado.

 

Contudo, e bons autores tratam disso, o universo de valores muda mais lentamente do que o mundo da economia ou da política. Sem saber (ou até sabendo) que suas ideias são jurássicas muitos homens ainda querem ter sobre seus familiares uma ascendência que os tempos não justificam mais. E não apenas sobre as mulheres de sua família, mas sobre todas as mulheres. Homens que se sentem (ou se dizem) melhores do que elas dirigindo um carro ou uma empresa, um hospital ou um departamento universitário. Homens que ainda olham as mulheres com falsa condescendência, apoiados por instituições que reforçam o arcaísmo da discriminação, como a maioria das religiões mundiais (no catolicismo, em que as mulheres são apenas colaboradoras, não tendo direito a estabelecer vínculo direto entre a divindade e o fiel; entre os muçulmanos que “protegem” a mulher proibindo que sequer mostre seu rosto em público; entre os judeus ortodoxos que não permitem sequer que ela tome a iniciativa do divórcio quando a relação não caminha bem).

 

Cabe aos homens prestar mais atenção em suas atitudes individuais e sociais, ao preconceito cotidiano, às piadinhas de mau gosto, a atitudes que parecem, mas não são de companheiros com direitos iguais. Que tal compartilhar responsabilidades e não apenas “ajudar”? Afinal, alimentação da família, limpeza da casa, criação dos filhos, é responsabilidade do casal, ou não? E oportunidades profissionais, um direito dos dois, não é?

 

A era do patriarcalismo já era.

Nova fase do virtual quebra barreiras, atrai investimento e faz crescer a economia

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Enquanto a Economia brasileira mantém os problemas estruturais e operacionais há anos, eis que o setor virtual, que crescia mas era tido de alto risco e grandes prejuízos, começa a reverter o quadro original.

 

Talvez por isso, a Natura, ao anunciar a compra da Avon, ressalta que a expectativa é que haja de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões resultantes da sinergia, que serão aplicados no aumento da presença nos canais digitais, mídias sociais e expansão geográfica das marcas — embora mantendo as 6,3 milhões de vendedoras e as 3.200 lojas.

 

Ao mesmo tempo, a Netshoes está sendo disputada por Magazine Luiza, B2W (Americanas.com, Shoptime, Submarino) e Centauro.

 

A Hi Platform, um dos players emblemáticos do setor virtual, como construtora de plataformas de relacionamento com o consumidor, espelha esta nova fase. Acaba de anunciar a compra da SamChat, empresa desenvolvedora de chat online para o atendimento ao cliente. Com isso, aumenta seu quadro de clientes e o tráfego de atendimento.

 

Com a nova aquisição, a Hi Platform se reforça para atender o mercado das empresas médias que estão introduzindo o omnichannel em suas operações e compõem um segmento potencial expressivo. Propõe-se, também, em ampliar a qualificação do serviço às grandes organizações que estão se reformulando para atender as demandas atuais dos novos consumidores.

 

Pela visão do CEO, Marcelo Pugliesi, a manutenção do crescimento, que no último ano ficou em 25%, deverá ocorrer através da inclusão de novos clientes e da performance dos atuais, chegando a uma taxa de 35%. Para esse desenvolvimento, Marcelo aposta ainda na qualidade e atualidade das ferramentas que a Hi Platform, líder de mercado, oferece.

 

É o caso do *Chatbot  usado por 20% de seus clientes, cujo sucesso deve-se ao resultado operacional atual com 70% de resolução e um custo por atendimento de R$ 0,30 contra R$ 2,50 da chamada telefônica.

*Chatbot é um programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas. O objetivo é responder as perguntas de tal forma que as pessoas tenham a impressão de estar conversando com outra pessoa e não com um programa de computador. CHAT conversa BOT robot.

Além da melhoria de outros canais, como *Chat e *FAQ, cuja evolução deverá levá-los para uma concentração no Chatbot. O telefone já reduziu em 50% a sua participação.

*Chat é um canal de conversação entre o cliente e o atendente da marca. CHAT conversa.

 

*FAQ reúne as respostas às perguntas mais comuns que os clientes fazem sobre os produtos, as formas de pagamento e entrega. F frequently A asked Q question. Perguntas mais frequentes

Segundo observamos, o ponto nevrálgico para o atendimento artificial surge quando, ao precisar resolver um problema, o cliente não consegue falar diretamente com alguém e tem de seguir uma trilha extensa de perguntas inócuas. Ao que Pugliesi enfatiza que é uma oportunidade para um bom Chat ou Chatbot se diferenciar dos demais.

 

Marcelo acredita também em determinados setores que podem encurtar a cadeia produtiva, colocando produtor e consumidor em linha direta. Por exemplo, seguros e imóveis.

 

Corroborando com Marcelo Pugliesi e sancionando Lavoisier no preceito de que nada se cria mas se transforma, a volta à origem do canal direto do produtor ao consumidor é no mínimo sedutora. O retorno ao passado não será um retrocesso. Talvez, um sucesso.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

 

Mundo Corporativo: a tecnologia ajuda a melhorar o atendimento nas lojas

 

“Se por um lado a gente tem inteligência artificial, a gente tem reconhecimento facial, sonoro, que ajudam as empresas a prever o comportamento e as necessidades do consumidor, por outro lado o varejo é sobre pessoas, relações humanas” — Cecília Andreucci, mercadologista

A maneira de as lojas atenderem seus clientes tem se transformado rapidamente com a implementação de novas técnicas de atendimento e o uso intensivo de tecnologia digital.

 

Muitas das novidades foram apresentadas em mais uma edição da NRF 2019 —- National Retail Federation, que promove a maior feira do varejo mundial, em Nova Iorque.

 

Cecília Andreucci, mercadologista e mestre em consumo, foi entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, e falou das tendências no relacionamento dos lojistas com seus clientes.

 

Um dos desafios dos varejistas é entender como manter os pontos de venda em um momento em que as lojas on-line se expandem no mundo.

 

Para Andreucci, uma realidade não vai se sobrepor a outra, no entanto os lojistas precisam entender as novas demandas dos consumidores.

 

Por exemplo, a GAP, uma das mais tradicionais redes de lojas nos Estados Unidos, está desaparecendo; em compensação, a Uniqlo, do Japão, se expande, demonstrando que as lojas, no formato que estamos acostumados a ver, desde que se adaptem ao novo mercado, ainda são bem-vindas.

“O nosso consumidor está cada vez mais consciente, mais globalizado, e ele está sim interessado em consumir, afinal vivemos em uma sociedade de consumo, mas também esta interessado qual é o impacto desse consumo”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, no perfil do Facebook e do Twitter da CBN. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e tem as participações de Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

Dos 55 vereadores de São Paulo, 11 aceitaram falar sobre coleta seletiva

 

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Ecoponto em São Paulo, em foto da PrefeituraSP

 

Mais dois vereadores aceitaram o convite, feito por e-mail, pelo Adote um Vereador, para falar sobre coleta seletiva, na cidade de São Paulo. Com isso, fechamos o ciclo de um mês —- entre um encontro e outro do Adote —- com a participação de 11 parlamentares de um total de 55 — sim, isso mesmo, fomos ignorados por 44 vereadores.

 

Na última semana do ciclo recebemos mensagem do vereador Camilo Cristófaro (PSB) informando que existem dois projetos de lei de autoria dele relacionados a coleta seletiva. Um já aprovado: a lei 16.871/2018 que estabelece mecanismos de denúncia sobre o descarte irregular de resíduos, com a intenção de coibir quem descarta lixo de maneira irregular na cidade. O outro, tramitando: é o Projeto de Lei no. 605/2017 que obriga o município a dar publicidade dos locais onde estão instalados os Ecopontos:

“O intuito da referida propositura é oferecer ao cidadão, através da publicidade em meios de comunicação, além de cartazes e placas nos próprios municipais, informações necessárias sobre os Ecopontos existentes na cidade a fim de possibilitar o descarte correto de resíduos e assim auxiliar em parte da coleta seletiva”.

A vereadora Juliana Cardoso (PT), por sua vez, escreveu mensagem justificando que a questão da coleta seletiva é complexa, mesmo assim alguns pontos devem ser levados em consideração para melhorar esse serviço na cidade. Um deles, é transferir a coleta seletiva do âmbito da AMLURB — Secretaria de Serviços — para a Secretaria do Verde e Meio Ambiente. O outro é implantar programa de educação ambiental envolvendo escolas e entidades:

“A coleta seletiva residencial deve ser precedida de ampla campanha de esclarecimento à população, pois muitas famílias desconhecem esse serviço”.

Com essas duas respostas, portanto, a lista de vereadores que colaboraram com essa discussão proposta pelo Adote um Vereador dizendo o que pensam e o que fazem para melhorar o serviço de coleta seletiva na cidade é a seguinte:

Aurélio Nomura (PSDB), Caio Miranda (PSB), Camilo Cristófaro (PSB), Donato (PT), Gilberto Nascimento (PSC), Gilberto Natalini (PV), Janaína Lima (Novo), Juliana Cardoso (PT) Professor Cláudio Fonseca (PPS) e Soninha Francine (PPS), Xexéu Tripoli (PV)

O Adote um Vereador agradece a participação dos vereadores e suas equipes e, em breve, vai encaminhar e-mail a todos os 55 parlamentares abordando outro tema sobre a cidade, sempre com a expectativa de ser atendido como devem ser todos os cidadãos que buscam contato com seus representantes através dos canais oficiais informados pelo site da Câmara Municipal de São Paulo.

 

Assim, espera-se ter ideia do que os parlamentares fazem por São Paulo — o que pode nos ajudar a ter uma avaliação melhor sobre a atuação da Câmara, especialmente porque no ano que vem teremos, mais uma vez, de escolher os nossos representantes em eleições municipais.

 

Quanto ao fato de 44 vereadores não terem respondido, não significa que estejam dando as costas para o assunto — podem apenas não terem dado atenção ao contato do Adote entendendo que têm coisa mais importante para fazer na vida.

 

Ao mesmo tempo, alguns simplesmente não registraram o recebimento do e-mail porque este foi parar na caixa de spam — nesse caso, e já falamos sobre isso nesta série, revelam ao menos um problema, pois os endereços eletrônicos estão disponíveis no sistema da Câmara e são canais oficiais de contato do cidadão com o vereador. Quantas outras tentativas de contato de moradores da cidade se perdeu no spam?

 

Acompanhe nos links a seguir o que disseram os vereadores sobre coleta seletiva:

 

O que os vereadores de SP fazem para melhorar a coleta seletiva

 

Mais dois vereadores dizem o que pensam sobre coleta seletiva 

 

Projetos, ideias e ações de 9 vereadores que aceitaram falar de coleta seletiva 

Mundo Corporativo: como organizar sua vida digital no local de trabalho

 

 

“Eu acredito que a tecnologia vem para ajudar justamente na produtividade para que a gente consiga ter mais acesso e consiga fazer um trabalho melhor, mas, naturalmente, dentro do dia a dia do trabalho, a gente tem várias gerações interagindo que pensam diferente, que têm experiencias diferentes, e equalizar isso para transformar em um novo caminho para uma empresa é realmente um desafio muito grande” — Hélio Sá Moreira, Inpartec

 

Hoje, no ambiente de trabalho existem várias ferramentas digitais à disposição. Isso não significa que as empresas estejam ficando mais produtivas ou que a vida ficou mais fácil para você no escritório. Sem planejamento e uso racional da tecnologia, a tendência é que você perca ainda mais tempo para entregar um produto ou um serviço. Preocupado com esse cenário, o Mundo Corporativo entrevista com Hélio Sá Moreira, CEO de uma consultoria especializada em “digital workplace”, ou seja, em ajudar os profissionais a usarem da melhor maneira possível os recursos tecnológicos.

 

Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, Moreira dá algumas dicas de como o colaborador pode organizar sua vida digital no local de trabalho e não desperdiçar seu tempo com a perda de foco muito comum diante da quantidade de informação disponível. Uma melhora que vai influenciar a produtividade e os resultados na empresa. Segundo ele, a partir de pesquisa realizada com 25 clientes, o retorno sobre o investimento em tecnologia que antes da implantação da estratégias de “digital workplace” era, em média de 25% passou a variar entre 75% e 95%.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br, na página da CBN no Facebook e no perfil @CBNOficial no Instagram. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo, Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Isabela Ares e Débora Gonçalves.

Jovens dedicarão mais tempo ao rádio do que a televisão, até 2025

 

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“O rádio é a mídia do futuro”.

O caro e raro leitor deve ter lido a frase acima uma dezena de vezes neste blog. Se um dia me deu o privilégio de ler “Jornalismo de Rádio”, lançado pela editora Contexto, em 2004, talvez lembre-se dela na página de abertura. Foi-me dita por Alberto Dines, em um bate-papo na redação do Portal Terra. Reafirmada por ele quando pedi licença para dar o devido destaque na publicação. E defendida em cada parágrafo do livro por mim.

 

Volto a citá-la porque fui apresentado ao relatório “Previsões de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações 2019”, da Deloitte Global, emprese de auditoria e consultoria.

 

A análise é bem mais ampla: fala da tecnologia 5G, inteligência artificial, smart speaker, computadores quânticos, entre tantas outras inovações. Por óbvio me ative ao capítulo “Rádio: receita, alcance e resiliência” —- que reafirma minha crença tornada pública há 14 anos.

 

Saber que o rádio foi considerado em estudo que avalia tecnologias tão avançadas já foi um ótimo sinal. Aprofundar nos números, então, mexeu com o entusiasmo deste jornalista que dedicou — e dedica —- boa parte da carreira ao rádio.

 

Em resumo, o que os números e as análises revelam:

Mais jovens ouvintes — o que sinaliza um futuro promissor.
Mais ouvintes ouvindo por mais tempo — o que aumenta o engajamento.
Mais ouvintes que trabalham, que têm boa educação e maior renda — o que pode atrair melhores anunciantes.
Mais de um terço dos ouvintes em busca de notícia —- e essa me deixou ainda mais feliz, é lógico.

O estudo da Deloitte Global diz ainda que a tendência é que os jovens de 18 a 34 anos passarão mais tempo ouvindo rádio do que assistindo à TV até 2025. E para bancar essa previsão, compara o cenário atual no qual identificou-se que a audiência de TV está caindo três vezes em relação a taxa de audição de rádio.

 

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reprodução de relatório Deloitte

 

A previsão é que o alcance semanal permanecerá quase onipresente, com mais de 85% da população adulta ouvindo rádio, pelo menos semanalmente, no mundo desenvolvido. Quase 3 bilhões de pessoas no mundo todo ouvirão rádio, em 2019. E a receita global chegará a US$ 40 bilhões.

 

Se você ainda enxerga tudo isso com incredulidade, não se incomode. Está apenas sendo refém de um viés inconsciente, construído ao longo do tempo por visionários do caos radiofônico. Eu continuarei acreditando no potencial deste veículo e contando com a sua audiência.

“Radio is the voice whispering in our ear, in the background of dinner, in an office, or while driving the car. It is not pushy or prominent … but it is there”

 

“Rádio é a voz sussurrando em nossos ouvidos, no fundo do jantar, no escritório ou dirigindo o carro. Não é insistente ou proeminente … mas está lá”

Leia o estudo completo com previsões para tecnologia, mídia e telecomunicações 2019

Conte Sua História de São Paulo: a passageira do La Licorne no meu táxi

 

Por Nivaldo Vannuchi
Ouvinte CBN

 

 

Quero voltar no tempo quando criança — faz muito, pois estou agora com 68 anos –, escutando com minha mãe a rádio São Paulo, pioneira em rádio-novelas. Era tão bom escutar vozes interpretando histórias sem imagem. Eu poderia produzir os rostos que quisesse — delinear um rosto angelical às mocinhas e tornar os vilões os mais feios possíveis. Essa veneração pelo rádio cultuada por minha mãe em plena década de 1950, me contaminou por toda vida. Eu cresci, estudei pouco e fiz parte de uma geração que os pais diziam: — não quer estudar, vai trabalhar! Na verdade, só fui até o colegial por falta de grana, queria fazer jornalismo na Casper Líbero, mas era muito cara. Eu ia até a porta da faculdade às vezes espiar a entrada dos alunos, mas só tinha boyzinho, não era pra mim.

 

Passei a fase de office-boy e lá pela década de 1970 me tornei motorista de táxi, conseguindo através de uma despachante de nome Therezinha, lá do Cambuci, comprar um taxi VW 1.600 — o tal do Zé do Caixão — com ponto e taxímetro financiados 100% a um jovem de 21 anos sem emprego (até hoje não entendo o critério de crédito daquela época).

 

Fui pra rua, como dizia antigamente, bater lata. Ficava no ponto que me deram, lá na rua Oratório, sem ninguém pra transportar. Resolvi então rodar. Não funcionou. Senti que era hora errada e lugar errado. Até que numa sexta-feira com a prestação já atrasada, resolvi virar o dia: trabalhar 24 horas.

 

Fui em direção do centro de São Paulo e a porta traseira de repente bate com força: uma mulher morena muito maquiada, com um cabelo armado pavoroso, pede que eu toque para o La Licorne. Não havia entendido o nome e muito menos onde ficava. A mulher retrucou: — Tá mangando de mim, como você trabalha de noite e não conhece o Lali. Pedi desculpas e disse minha história, porque na verdade estava esticando a minha primeira noite. Ela sorriu generosamente e se apresentou: -— Meu nome é Marisa Bahiana, trabalho lá na viração. Fiz cara de desentendido e ela emendou: sou puta! Levei um choque, mas engoli devagar o engasgo.

 

Fomos em direção ao La Licorne, na rua Major Sertório, e ela me fez esperar na porta, Tinham também outros táxis, todos sem luminosos no teto. Olhares sorrateiros e desconfiados foram despejados em minha direção ao mesmo tempo. Esperei na porta por mais de uma hora. O movimento de entrada nos táxis, pela meninas e clientes, era  intenso.

 

Marisa sai com um homem que parecia ser gringo, vem na minha direção, abre a porta traseira e pede pra seguir até a cafetina Cristina, na rua da Consolação, atrás do cemitério. Era uma casa de muro baixo, escura, porta de madeira na entrada, com luz muito tênue. Fica aqui me esperando, não demoro — disse ela. Dito e feito. É o que hoje chamamos de rapidinha, ejaculou acabo. Hora de ir embora. Volta ao táxi, retornamos para o “Lali”. Na descida, ela me dá uma nota de 100 dólares, e mais 50 dólares para um trabalho extra. Tenho que retornar com o gringo já bêbado para o seu hotel, o Othon Palace, na Libero Badaró, próximo a majestosa sede dos Matarazzo. Tinha jeito de alemão, mas como eu não entendia o que falava, e muito menos ele, retornei ao “Lali” e fiquei sabendo, a partir daquela noite, o quanto representava a palavra “espera”.

 

Nivaldo Vannuchi é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte também a sua história na CBN: envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br