Varejo de serviços avança em shopping centers

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

shopping-mall-509536_960_720

 

Se as mudanças ocorridas no varejo de Shopping Centers têm acarretado indagações sobre o formato futuro destes empreendimentos, o recente avanço das operações de serviços indica uma nova composição de mix. Essencial, oportuna e bem-vinda.

 

É essencial aos shoppings que precisam preencher espaços deixados por lojas satélites que reduziram o canal de distribuição físico, e também dividem participação com o omnichannel de lojistas.

 

É oportuna aos lojistas de serviços que fortalecem sua distribuição através de um novo canal com oferta de conforto, segurança e variedade.

 

É bem-vinda aos consumidores que podem se embelezar, cuidar da saúde oi se divertir num mesmo local.

 

Há dias, no Mercado & Consumo, Marcos Hirai, sócio-Ddiretor da GS&BGH Expansão e Pontos Comerciais e organizador da EXPO Retail Real Estate, destacou que o segmento de conveniência e serviços cresceu mais de 15% e que beleza e estética, academias de ginástica, laboratórios clínicos, clínicas médicas e odontológicas começam a ter participação de 25% do mix — e se somar isto ao setor de alimentação, há shoppings em que se chega a 50%.

 

Hirai pontua algumas marcas que tiveram sucesso como Sobrancelhas Design, Dr. Consulta, Clínica CEMA, Clínicas Seven e ressaltou Espaçolaser, que tinha 33 lojas, em 2015, e fechou o ano de 2018 com 400 unidades. Na mesma linha identificamos a openLaser depilação e a Turquesa esmalteria e beleza.

 

franquia-openlaser

 

A openLaser é do Grupo Empresarial GSF Siluets Franchising que mantém a Siluets estética, com 90 lojas, e a AMYC dermocosmetics, que produz produtos de beleza. Hoje, são 15 lojas da openLaser que irão se expandir dentro do sistema de franquias com programação de abertura até 2020 de 120 lojas em Shopping Centers. São unidades com produtos de beleza e serviço de depilação a laser para propiciar uma “vida mais confortável e sem pelos”, segundo Ignacio Ferreiro e Alberto Garcia, fundadores da empresa. Eles ressaltam que visualizam um benchmarking com o fast food na medida em que podem repetir com a openLaser e o Espaçolaser, o que o Burger King faz com o McDonalds. Ou seja, uma presença que não divide mas acrescenta.

 

esmateria

 

A Turquesa esmalteria & beleza tem 60 lojas instaladas e 15 em implantação, e destas quatro iniciaram a fase de ocupação em Shopping Center, que é o canal a ser priorizado. Segundo Carla Bruno, consultora de expansão, para os shoppings está sendo oferecido também o formato de quiosque.

 

A praticidade ou a conveniência desse cenário de serviços oferecido aos consumidores de hoje certamente indicam uma promissora tendência de um novo mix dentro dos Shopping Centers.

 

Para o bem de todos e a felicidade geral.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Campeões da consultoria

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Screen Shot 2019-07-04 at 15.37.21

 

 

Vicente Falconi, o mais eminente consultor brasileiro da atualidade, deixará até o fim do ano a empresa que fundou — o Instituto de Desenvolvimento Gerencial. A consultoria foi fundada por ele e José Martins Godoy, com quem dividiu por longo tempo a direção. Cabia a Godoy a administração e a Falconi a parte técnica. Aos 77 anos, Falconi sairá da operação e venderá suas ações em obediência a norma por ele criada com o intuito de abrir espaço aos novos talentos.

 

 

A trajetória do INDG foi significativa e basta citar que Jorge Paulo Lemann e Abílio Diniz colocam Falconi como um dos responsáveis pelo sucesso que ambos alcançaram.

 

 

Com Lemann, a história começou pelas mãos da secretária nacional da Economia Dorothéa Werneck, muito preocupada na época com a defasagem da indústria brasileira. Ao receber Marcel Telles, que foi solicitar autorização para aumento de preço, ela perguntou como estava a qualidade-total na Brahma e ouviu que a cerveja estava boa. A ministra explicou que não era essa a questão e sugeriu que Marcel procurasse Falconi. Por educação, Marcel procurou Falconi. Se conectaram. Estava iniciada a relação do INDG com aquele que se tornaria o mais proeminente grupo empresarial brasileiro.

 

 

resumo-livro-vicente-falconi

 

 

A saga de Falconi está bem contada no livro de Cristiane Correa: “Vicente Falconi o que importa é o resultado”. Uma história que se mistura a saga brasileira corporativa e burocrática ao citar casos significativos de empresas e governos. Fica aqui um convite à leitura, e segue abaixo alguns flashes da obra de Vicente Falconi.

 

 

Assista à entrevista da jornalista Cristiane Correa sobre o livro que foi ao ar no programa Mundo Corporativo.

 

 

O professor Falconi, acadêmico rigoroso, era ao mesmo tempo discípulo da simplicidade.

 

 

Cartesiano, ele tinha um método simples para obter resultado:

“É entrar em uma empresa e buscar números, fatos e dados. Sem “achar” nada”.

Seguindo essa linha, absorveu dos japoneses a forma dos 5S e do americano William Edwards Deming  e do romeno Joseph Moses Juran o PDCA, a base da qualidade-total que alavancou o Japão. Completava seu sistema com a introdução de metas. E com método e metas ,conseguiu extraordinários resultados.

O 5 S:
— Senso de utilização: separando o útil do inútil, separando o desnecessário
— Senso de arrumação: ordenação do ambiente de trabalho
— Senso de limpeza: manutenção do local de trabalho limpo
— Senso de saúde e segurança: ambiente favorável a execução do trabalho
— Senso de autodisciplina: garantir o uso de todos os sensos

O PDCA
–- Plan, Do, Control, Action, ou seja, planejar, executar, controlar e agir corretivamente. A ciência deste processo está na repetição e disciplina

people-3370833_960_720

ALGUNS PRINCÍPIOS DE FALCONI

— Sem medição não há gestão
— 3 a 5 metas para cada chefia
— Problema é a diferença entre a situação atual e a meta
— Liderar é bater metas
— Desculpas são patéticas
— Alta rotatividade é inaceitável

Esse sistema levou ao sucesso grande contingente de organizações sob o seu comando.

 

 

Curiosamente, em relação a INDG a operação não permaneceu em céu de brigadeiro. E se pegarmos os casos McKinsey e Michael Porter, identificaremos um padrão inesperado, pois todos estes campeões da consultoria tiveram dificuldade em aplicar neles próprios os remédios que receitaram e executaram com sucesso em seus clientes.

 

 

McKinsey teve problemas como CEO da Marshall Field, empresa têxtil. Michael Porter ao lado do sucesso como expert em Estratégia fechou, em 2002 a consultoria Monitor, fundada em 1983.

 

 

A fala de McKinsey é emblemática:

“Nunca antes, em toda a minha vida, soube como era muito mais difícil tomar decisões empresariais próprias do que aconselhar os outros a respeito do que fazer”

Ficamos então com as questões:

 

 

Quem ensina precisa saber fazer para si mesmo?
Falconi, McKinsey e Porter são padrão ou exceção na execução?

 

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Bancos e lojas avançam no Brasil e são engolidos por eletrônico na China

 

Por Carlos Magno Gibrail

Pelo estudo publicado na revista EXAME*, no ranking 2019 das marcas mais valiosas do Brasil, as instituições financeiras desbancaram as cervejarias do topo, enquanto o varejo se sobrepôs pelos aumentos dos índices de valorização.

Bradesco e Itaú com 35% de valorização superaram Skol e Brahma. O Magazine Luiza, em 7º lugar, teve crescimento de 276%; a Renner, em 9º, apresentou evolução de 132%;  e as Americanas, em 16%, mostrou alta de 23%.

Visivelmente, o mercado atesta a performance no omnichannel das varejistas Magazine Luiza e Americanas como fator alavancador do crescimento.

 

O caso Magazine Luiza é emblemático desde os primeiros passos que foram dados na implantação das vendas pela internet. Houve muita criatividade ao iniciar a venda pelas esposas dos funcionários, como uma vantagem e oportunidade de aumento de renda familiar. E, também, não se pode ignorar o conceito posterior de Marketplace, fundamental para a maturidade do sistema de e-commerce.

 

A Renner, por sua vez, há tempos vem desenvolvendo atenção especial na atualização das coleções e foco no estilo relacionado com o aspecto comportamental, fazendo com que hoje a prioridade na experiência de compras permita oferecer o diferencial para se destacar no mercado de moda.

 

Clique aqui para ter acesso ao resultado completo do Marcas Category Brand Value 2019

 


Enquanto isso, na China os números remetem a dois fenômenos.

 

Alibaba, o gigante do varejo eletrônico, e Tencent, o grandioso portal de serviços de internet, cujas plataformas de meio de pagamento, respectivamente Alipay e WeChar Pay, aglutinam 94% do movimento total chinês, em torno de US$ 13 trilhões anuais — desvinculado do sistema bancário convencional, operando tanto com moeda local chinesa e moedas de outras regiões.

Screen Shot 2019-06-26 at 14.34.06.png
Na América, através do Facebook, está sendo apresentada a Libra, como uma criptomoeda a ser lançada pela Libra Networks que administrará todo o processo do ecossistema, incluindo suas reservas. Ao mesmo tempo terá a composição de parceiros fortes como Visa, Mastercard, Uber, Spotify; condição sustentável para uma empresa global. Assim como os 2,23 bilhões de usuários do Facebook.

 

Para o Facebook, o Brasil é importante, pois com 130 milhões somos o terceiro maior país com número de usuários, após Estados Unidos e Índia.

 

E para os brasileiros, será importante a Libra Networks?
Como Bradesco e Itaú reagirão?

 

Diante destas dúvidas temos a China na frente e à nossa frente a eminente disrupção de um secular sistema financeiro.

 

Apostas abertas.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Do pula-pula ao monociclo, um passeio da piada à evolução

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

pogo_1

 

O sueco Adam Mikkelsen, da cidade de Mamo, profissional disruptivo e colecionador de sucessos, anunciou o lançamento do Pula-Pula como elemento de mobilidade urbana. E alertou que não era piada.

 

Não pegou!

 

No Hora de Expediente, da CBN, o Pula-Pula analisado como um dos temas e tido como modal, não emplacou e fez com que o episódio radiofônico enveredasse pelo humor, e pelo viés da diversão esportiva.

 

Ouça o quadro Hora de Expediente, que foi ao ar no Jornal da CBN

 
Coincidentemente, dias antes, tínhamos sido convidados a imergir no recente mundo das alternativas urbanas de mobilidade da cidade de São Paulo por um aficionado do setor: Marcio Canzian, ex-publicitário e atual empresário do segmento de equipamentos onde convivem patinetes, bikes e monociclos elétrico-eletrônicos.

 

a8f8dfca-2833-426d-b822-87041c143240 MONOCICLO 3

 

A startup disruptiva do Marcio, na Vila Olímpia SP, corresponde ao clima urbano e contemporâneo esperado na arquitetura, no visual merchandising e no atendimento, mas contrasta até certo ponto com a expectativa do perfil do cliente. Na medida em que não são os millennials que preenchem plenamente seus espaços.

 

Uma análise do portfólio de produtos da ELETRICZ dá a pista na medida em que os patinetes elétricos e as bikes são os produtos padrão, mas a estrela máxima da loja é o monociclo elétrico, para o qual parte do público é mais maduro. Provavelmente o mesmo da turma do Hora de Expediente.

 

Para Canzian, cujo “mindset” está focado na facilidade de locomoção e na melhoria do meio ambiente, a aposta é nos micros modais, mas como carro-chefe de seu negócio o monociclo tem a principal atenção na evolução do produto, na produção e na comercialização. Daí a constância de viagens à China, terra de seu fornecedor e desenvolvedor, onde como piloto atento municia a evolução deste processo.

 

Por esta única roda do monociclo, plena de tecnologia, que agora faz parte da extensão de seu corpo, largou as quatro rodas de uma super BMW, uma agência de propaganda e se dedica ao futuro através de veículos que possam trazer mais conforto e prazer.

 

Hoje, está buscando local no Rio para instalar a segunda loja, nos moldes da Vila Olímpia — com exposição e pista para aprendizado. Ao mesmo tempo se prepara para estruturar um sistema de franquia na busca de outros apaixonados pela mobilidade urbana e com o necessário espírito empreendedor.

 

Vale a pena visitar o site da Eletricz, depois ir até a loja e dar umas pedaladas nas bikes — e, claro, umas equilibradas nos patinetes e nos monociclos.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

O varejo brasileiro evolui e se atualiza sorrindo e vendendo

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

purchase-3090818_1280

 

O Brasil é o quarto país do mundo em que o varejo mais sorri no atendimento e o segundo em vendas adicionais. O resultado surpreendente aparece em pesquisa realizada em 57 países com 338.871 avaliações. Em quatro anos, passamos por  uma evolução: saímos do 25º lugar para o quarto lugar no sorriso, e do 49º para o segundo na venda adicional.

 

A avaliação é feita através do “Smiling Report”, pesquisa que aplica a metodologia do cliente oculto, cujo ranking é produzido pela empresa sueca Better Business World Wide, que avalia o sorriso da equipe de vendas ao receber o cliente, o cumprimento na chegada a loja e a sugestão de venda adicional — aquela que não estava programada.

 

image001

 

No Brasil, a pesquisa foi entregue a SKS CX Consultancy, cuja CEO, Stella Kochen Suskind, personagem de nosso artigo anterior, registra que os bons resultados obtidos em sorriso e venda adicional têm a ver com o dinâmico ano de 2018 que vivenciamos. Um período de eleições presidenciais, movimentos de rua e evolução de outros canais de venda, que deram um maior empoderamento aos consumidores e fizeram os lojistas entregar mais que um bom produto com preço adequado.

 

O sorriso, interpreta Stella, veio com mais naturalidade dada a nossa cultura; e a venda adicional certamente evoluiu em função de melhor técnica de vendas, obtida através de treinamento da equipe.

 

image002

 

O cumprimento, o outro item pesquisado, também evoluiu de 44º lugar para 17º lugar, mas não acompanhou a melhora acentuada dos outros dois fatores — ocasionado pela desatenção na entrada do cliente na loja, onde a equipe de vendas permanece atenta a celulares e conversas paralelas.

 

 

Stella ressalta que ainda há lojas cujo atendimento pergunta “ Posso ajudar? ”, e como se sabe a resposta é sempre “ Não, obrigado, estou só olhando”. A nosso ver, essa pergunta é o pecado mortal do atendimento. Se ouvir algo semelhante o consumidor pode estar certo que diante dele está alguém que nunca teve treinamento de vendas.

 

Em contrapartida, a venda adicional apresentou a maior evolução e é o fator que afeta diretamente o resultado da operação, pois é onde a ação profissional da venda pode chegar à excelência na satisfação do cliente e no resultado da loja.

 

image003

 

Diante deste cenário perguntei à Stella qual a tendência que vê para o sucesso futuro do varejo:

“Tendência é o atendimento simpático sem ser forçado! Nada de ‘oi bom dia, meu nome é Ana e o seu? O dia lá fora está bonito?’. Isso já era!”

Ou seja, precisamos aprender a técnica para usá-la sem denunciá-la.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Butique brasileira para o bom atendimento é destaque na Europa

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

bar-984527_1920

 

A SKS CX Customer Experience Consultancy, empresa que foi pioneira como fornecedora de Cliente Oculto no Brasil e resolveu recentemente reformular o seu modelo, tornando-o sob medida, comoditizado, a partir de agora é “Elite Member MSPA” — prêmio concedido pela MSPA Europe/África.

 

A MSPA — Mystery Shopping Providers Association é uma entidade global que representa 450 empresas associadas de Cliente Oculto, cujo objetivo é apoiar e influenciar toda a experiência do cliente por meio de educação, pesquisa, rede e métricas.

 

Vários atributos foram destacados pela MSPA Europe/África para conceder o prêmio a SKS, entre eles o “alto índice de satisfação dos serviços prestados de Fornecedor de Cliente Oculto”.

 

2d1f6078-f12f-4bf7-b810-762e5a0b6a0d ELITE MEMBER

 

Mediante este sucesso, fomos à fundadora e CEO da SKS, Stella Kochen Suskind, e perguntamos como assimilar e usufruir esse prêmio diante do desafio da incompatibilidade entre o reconhecimento qualitativo recebido e o pequeno tamanho do mercado nacional para o Cliente Oculto.

 

Stella confirma o “gap” entre a liderança qualitativa da sua empresa e a defasagem quantitativa da demanda nacional, mas aposta na criatividade e inovação para se impor à cultura existente, que não enxerga o mau atendimento vigente.

 

Ao detectar a descontinuidade a que as empresas submetem o trabalho do Cliente Oculto e o modo desconectado que usam na contratação das demais pesquisas correlatas, Suskind está apostando em um novo produto que poderá revolucionar todo o sistema de comunicação e avaliação do comportamento do cliente e da empresa.

 

Nessa visão, à pesquisa do Cliente Oculto poderão ser agregadas e inter-relacionadas as seguintes linhas:

NPS Net Promoter Score — que mede a satisfação do cliente a partir da pergunta “de uma escala de 0 a 10 quanto você indicaria a empresa, o serviço ou o produto a outra pessoa?”. De 0 a 6 ficam os Detratores, de 7 a 8 os Neutros e de 9 a 10 os Promotores. O escore é estabelecido diante do cálculo do percentual de Promotores e Detratores da sua marca que é aplicado na fórmula P – D/Número de respondentes

 

UX User Experience, satisfação de uso

 

CX Customer o Experience, satisfação de clientes

 

VOE Voice of Employes, voz dos empregados

 

VOC Voice of Customer, voz do consumidor — com o resultado de todos os canais

 

Brand Tracking, que é o seguimento da marca para identificar a visibilidade e o prestígio.

A constatação do mau atendimento não é difícil. Com um pouco de sorte ou azar, conforme o caso, basta visitar os canais de venda existentes por este Brasil afora. A emoção virá. Talvez não tanto quanto aquelas vivenciadas pela Stella Suskind.

 

Após receber com a devida emoção seu Prêmio, na Croácia, fez escala no aeroporto de Frankfurt. Na revista eletrônica ao soar o apito, teve que mostrar o troféu de Elite Member. Os cinco fiscais atentos indagaram do que se tratava. Ao saberem que Stella Suskind havia ganhado um prêmio de qualidade, não tiveram dúvida: APLAUDIRAM!

 

Eis aí um bom atendimento.

 

EMOCIONANTE!

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Lojistas de shopping criam feira-butique para estimular negócios em franquias

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

agreement-3489902_1920

 

A ALSHOP — Associação Brasileira de Lojistas de Shopping  inaugurou um novo formato de feira para o setor de franquias. Quarta-feira, na casa Petra, em Moema, São Paulo, 43 expositores e mais de 60 marcas — entre franqueadores, shopping centers e serviços ao varejo — se encontraram com franqueados potenciais, agendados antecipadamente.

 

O conceito foi reunir os agentes necessários para a escolha de uma marca ou de um franqueado que atendesse aos requisitos de excelência em todos os aspectos empresariais — otimizando custos e resultados no menor tempo possível com conforto e eficácia. Para isso, a pequena área de 500 m2 utilizada e o reduzido preço para ocupar um espaço no valor de R$ 2 mil foram fundamentais para facilitar a visita do franqueado e atrair o franqueador.

 

A presença de empresas de serviços como consultorias de administração e finanças, expansão, sistemas e controles de contratos, assim como shoppings, completaram a cadeia produtiva do varejo. O pacote estava completo e com a alcunha de VIP, pois o atendimento personalizado e exclusivo ficou evidenciado.

 

Com isso cria-se uma nova modalidade de feira de franquia. A feira-butique vem fortalecer o tradicional esquema vigente com as grandes feiras mantendo a importância que sempre tiveram. O setor se enriquece ao segmentar, afinal segmentação pode ser separação para ampliação.

 

O fato dessa inovação, resultante da necessidade de alternativas para o enfrentamento da economia brasileira que demora a deslanchar, demonstra mais uma vez que a dificuldade pode alavancar soluções inéditas e positivas. Assim como a volta ao atendimento personalizado é sempre bem-vindo.

 

Quem gosta de ser VIP — Very Important Profissional — que se habilite.

As próximas Feiras-Butiques BRASIL SHOP:

 

Curitiba 10/julho
São Paulo II 20/agosto
Belo Horizonte 25/setembro
Recife 16/outubro

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

A técnica e o riso

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

5cd88cbc202d2

 

Já advertira Roberto Campos que a técnica utilizada erroneamente é
inócua e, ao mesmo tempo, perversa para a sua credibilidade.

 

Passados 52 anos do alerta do economista Roberto Campos, é
surpreendente que a TV brasileira de maior audiência e qualificação tenha
sucumbido a telespectadores mal-intencionados ao desvirtuar a votação
do craque do jogo na rodada do fim de semana.

 

Menos mal que a vítima, o goleiro Sidão, pela equilibrada e civilizada
reação diante da entrega do troféu de “melhor jogador em campo”, pode
desvirtuar o que os votantes intencionaram desvirtuar.

 

Sidão, goleiro vascaíno derrotado pelo placar de 3×1 diante do Santos,
marcado pela falha que ocasionou o primeiro gol da partida, conseguiu
pelo cavalheirismo apresentado transformar a chacota intencionada
pelos votantes em uma corrente de admiração de toda a comunidade do
futebol.

 

Provavelmente ficará marcado de tal forma que a empatia gerada trará
benefícios duradouros a sua imagem de jogador profissional.

 

O estrago imaginado foi neutralizado e potencializado de modo favorável.
Entretanto, ficou muito mal para quem elaborou a pesquisa.

 

Estava claro que o objetivo da pesquisa estava prejudicado, e ainda assim
o resultado foi levado adiante.

 

Fala-se muito na exigência contemporânea de competência gerencial
flexível, como também em mentes preparadas para ações e decisões
rápidas e fora da caixa de ferramentas tradicionais.

 

Onde estavam os executivos que tinham diante de si um resultado
desconectado com o propósito da premiação?

 

As histórias das pesquisas demonstram a sua absoluta necessidade e
utilidade. Para governos, para empresas, para esportes. Entretanto, em
todas as modalidades é imprescindível que a técnica seja aplicada
corretamente. Quer seja pesquisa qualitativa, quantitativa, de intenção,
de avaliação, etc.

 

A pesquisa que se refere ao “craque da partida” é das mais simples. Apenas uma votação de avaliação, mas ainda assim, a
técnica não pode ser aplicada sem toda a técnica envolvida.

 

Para não ficar no riso, ou no esculacho.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do
Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos
Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Quem enxerga melhor, o lojista ou o Shopping?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

people-2595833_1280

 

Ao ouvir de Andreas Blazoudakis, com a bagagem de 17 milhões de
pedidos mensais atendidos no iFood, que teve dificuldade de convencer
os Shopping Centers da realidade do “on line to off line”, achei oportuno atentar para alguns pontos do processo de inovação.

 

No programa Show Business, em que foi entrevistado pela Sonia Racy,
André expôs a dificuldade inicial que teve ao convencer aos Shoppings que
eles não iriam perder os clientes com o delivery, pois eles já tinham
perdido.

 

Os números não são pequenos, pois 15% das vendas do negócio
estão no delivery. Além disso a recuperação do espaço perdido era viável, pois fora dos Shoppings os custos são mais elevados na formação dos
centros de distribuição. O Shopping é um centro já existente.

 

Ainda assim, foram os lojistas que entenderam e convenceram os
primeiros Shoppings a aderir ao delivery. A BRMalls aquiesceu à novidade seguida pelo Grupo Trigo, Outback, Multiplan e José Galló. Todos como
sócios.

 

Creio que cabe aqui uma reflexão sobre a questão da visão e da
criatividade, pois levamos 20 anos para os Shoppings aceitarem o sistema
virtual.

 

Será que nós os brasileiros somos tão criativos como achamos?

 

Pelo menos não somos os únicos, pois segundo Charles Bezerra, diretor da
?What If! — uma empresa global de inovação e criatividade –, no prefácio
do livro “Os verdadeiros heróis da INOVAÇÃO”:

“Quase todos os países do mundo pensam que são os mais criativos. Do Alasca à Nova Zelândia”

Matt Kingdon da ?What If!, o autor, foca no livro que a inovação vem pela mistura de pensamentos brilhantes, uma imensa dose de determinação e ousadia e um grande golpe de sorte ou serendipidade.

 

Serendipidade?

Um Conto popular na Veneza do século XVI define bem serendipidade:

 

Três príncipes de Serendip (Sri Lanka),foram enviados pelo pai a uma viagem para ver se estavam aptos ao trono. Cruzaram com um condutor de camelo que indagou se tinham visto o animal perdido, e eles responderam:

 

“Seu camelo é cego de um olho, tem um dente faltando e está transportando manteiga e mel”.

 

Pela associação de várias observações distintas explicaram:

 

“A grama foi comida em apenas uma das margens, o que só um animal cego o faria. A grama estava espalhada de forma desigual, possivelmente um dente estava faltando. As formigas em um dos lados da estrada indicavam a presença de manteiga. As moscas de outro lado, de mel”.

Serendipidade, diz Kingdon, é, portanto, um resultado feliz e proveitoso
que pode ter sido inesperado, mas não foi descoberto por puro acaso. O que parece sorte na realidade é algo arduamente alcançado.

 

Sob esse prisma, a inovação em princípio fica mais factível nas “startups”, mas se limitam pelo capital. Enquanto as grandes empresas têm condições de capital, mas limitações corporativas.

 

De qualquer forma será preciso enxergar melhor.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do
Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos
Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

O espetáculo não pode parar?

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

  

 

fd623e9b-98eb-4a1e-9624-ffaf07a0d107.png.640x360_q75_box-0,1,405,229_crop_detail

Tales Cotta em desfile na SPFW foto: Instagram

  

 

Há 25 anos, Ayrton Senna abandonava a corrida em Imola para falecer no hospital. A corrida não foi interrompida, afinal a F1 é o espetáculo em que a convivência com a morte é real. E a morte não foi espetacularizada. A espetacularização veio pelo carisma internacional de Senna e pela paixão nacional que despertava no Brasil. Foi natural. Um fenômeno de popularidade.

  

 

Há 5 dias, na passarela da SPFW, o modelo Tales Cotta saiu do desfile da OCKSA após ter caído na passarela para o hospital. A direção da marca continuou a apresentação, sem alarde. A seguir, às 18h50, veio a informação à direção do SPFW que Cotta tinha falecido, às 18h40m.

  

 

Paulo Borges, diretor da SPFW, evitando a espetacularização da morte do modelo tomou a decisão de continuar com o evento. E decisão tomada após consulta com as pessoas envolvidas nas duas marcas que deveriam seguir com o espetáculo. Entretanto, a espetacularização começou pelas mídias sociais em seu ritmo característico:

“Via o evento fora do mundo tóxico da moda, mas era ilusão”
 

 

“Chega a ser macabro, desfilando no mesmo espaço do morto”
 

 

“Dinheiro e aparência é mais importante que uma vida”

O auge coube ao cantor Rico Dalasam que contratado para atuar no desfile da CAVALERA, o último desta edição do SPFW, exaltado, disse:

“Não era para ninguém estar aqui. O garoto acabou de morrer e vocês estão aqui como se a vida não valesse nada. Enquanto os vivos não lamentarem a morte dos negros, dos brancos e da humanidade das pessoas, a agonia vai estar no travesseiro de todo mundo agonia no travesseiro de todo mundo”

O contraponto veio da mãe do modelo, Heloísa Cotta.
 

 

Paulo Borges, em sua mensagem pela internet, destacou a compreensão e o apoio da mãe de Cotta na relação que mantiveram durante os momentos difíceis que vivenciaram — o que pode ser constatado no Instagram em que a OCKSA se desculpa por ter continuado o desfile e a mãe deixou registrado o seu pensamento:
 

 

Modelo1
 

 

Os desfiles de moda que servem como centros de evolução da moda têm alguma similaridade com a F1 que é um contribuinte para a evolução do automóvel.
 

 

Assim como na F1, que progride na segurança dos pilotos estudando inclusive os acidentes, a MODA precisa tomar esse episódio de Cotta e checar as condições físicas e emocionais dos modelos, cuja atuação exige muito equilíbrio pela carga de exposição e emoção.
 

 

Em resposta a enorme quantidade de críticas contra a MODA, ressalto que a MODA é um raro produto que não corre risco de extinção. As funções psicológicas, sociais e econômicas não podem ser ignoradas. Os players de sucesso são, por obrigação do mercado, pessoas que se preocupam com as pessoas.
 

 

Paulo Borges em sua explanação reafirmou com categoria esta convicção:

”Estou na MODA pelas pessoas e não pelas ROUPAS”

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung