O MERCOSUL é oportunidade

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Arte reproduzida do site Fecomercio SP
(Arte: TUTU)

 

Há uma semana, na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, houve evento da FECOMERCIO Internacional sobre o “Comércio intra-Mercosul”.  Correspondendo a 16% do volume total de nossas transações comerciais, e apresentando saldo positivo nas trocas, é inegável a importância do MERCOSUL para o Brasil. Sinalizando inclusive uma posição natural de liderança no grupo onde representa 80% do PIB.

 

O simpósio, dirigido por Rubens Medrano, presidente do Conselho de Relações Internacionais do MERCOSUL, em sintonia com o momento que antecede nova gestão política nacional, apropriadamente, levantou sugestões para intensificar as operações e acentuar os aspectos econômicos. Destacando as perspectivas e oportunidades.

 

Sebastian Bogado, Adido Comercial do Paraguai e Representante do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, palestrante no evento e nosso entrevistado, lembrou apropriadamente a “Ley de Maquila”, como exemplo de sucesso neste contexto de relações comerciais — cuja origem, datada dos anos 1960, através da ALALC Associação Latino Americana de Livre Comércio e, posteriormente, da ALADI Associação Latino Americana de Integração, na década de 80, com o objetivo de beneficiar os membros menos favorecidos do grupo (Paraguai, Uruguai e Bolívia), deu a prerrogativa a estes países de importarem insumos globais e exportarem após beneficiamento interno para os demais, sem taxas.

 

A ideia era desenvolver a economia desses pequenos países para que pudessem inclusive serem transformados em melhores mercados consumidores. Não funcionou. O Brasil, por exemplo, não cumpria com o prometido, e os produtos exportados não entravam. As negativas eram verbais para não deixar rastro que poderia possibilitar protestos internacionais.

 

Enfim, 30 anos depois, o presidente paraguaio Juan Carlos Wasmosy assinou a “Ley de Maquila”, que se viabilizou. Essa lei permite que empresas industriais e de serviços se instalem para produzir parcial ou totalmente produtos com vantagens operacionais, burocráticas e fiscais. A lei dá isenção fiscal à importação de bens de capital, tarifas reduzidas para importação de matérias primas, elimina o imposto de renda e estabelece taxação de 1% ao faturamento. Acrescente-se a isso um custo de mão de obra 30% menor com uma legislação trabalhista mais flexível e uma inflação controlada em 4,5%. O PIB cresce anualmente 4% em média e é o melhor desempenho do grupo.

 

A ameaça da Maquila apontada por alguns é precipitada — pelo tamanho do país e principalmente pelo efeito do desenvolvimento gerado aumentar o mercado de consumo.

 

A expectativa de Sebastian Bogado é das mais otimistas, pois mesmo na comparação com a China como mercado produtor, a proximidade, a língua, a qualificação da mão de obra e a permissão para constituir empresas totalmente brasileiras, leva ao território paraguaio vantagens competitivas relevantes. E os dois governos estarão sintonizados à direita.

 

Leia, também, “Um negócio da China no Paraguai”

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

*MERCOSUL

 

Países membros: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, (Venezuela) Países associados: Chile, Bolívia, Peru
Países observadores: Nova Zelândia, México

A “Revolta dos Eucaliptos” gera caos e indagações urbanas, no Morumbi

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Um eucalipto de 38 metros e 50 anos, ao ser desbastado a pedido dos moradores do condomínio horizontal que o abrigava, causou transtorno, quando parte do seu tronco ao ser removido tombou o guindaste e a carreta que o transportaria — além de atingir a rede de alta tensão.

 

Caos suficiente para atrair as TVs, as rádios e os helicópteros. Afinal, o porte da árvore, as dúvidas quanto a derrubada e o erro operacional contribuíram para a espetacularização ocorrida. Inclusive a proximidade ao Palácio dos Bandeirantes.

 

Visitando o local durante a operação, iniciada na quarta-feira, ouvimos dos moradores que lideraram o pedido à Regional do Butantã os motivos:

 

“Estávamos correndo risco com os galhos que poderiam cair nas crianças”

“Um galho destruiu meu telhado”

“Frequentemente tenho despesa com a limpeza do telhado cheio de folhas”

“A árvore é um para raio intenso, atraindo enorme quantidade de raios”

“Os raios que atraem se espalham pelas árvores vizinhas menores causando a morte delas”

“Não dá para regar as árvores vizinhas, tal a quantidade de água que absorve”

“Este porte de árvore não é condizente com o urbano”

 

É importante ressaltar o clima beligerante que observamos dos moradores em contenda com o Eucalipto. Talvez o momento agressivo que vivemos deva ser considerado, mais do que as recentes chuvas.

 

O histórico do local em termos de preservação já vinha demonstrando uma certa animosidade.

 

É o 14º lote da Rua Comissário Gastão Moutinho, originalmente ocupado por uma residência que foi vendida e demolida para o lançamento de 12 casas. Como a urbanização original não permitia tal adensamento, houve embargo por ação da entidade representativa dos moradores do Morumbi — bairro onde “habita” o Eucalipto. Houve um processo rápido em função do apoio da mídia, principalmente da TV Globo e do Estadão. Foram então construídas apenas seis casas, no formato de condomínio, cujos moradores, tempo depois solicitaram a derrubada do Eucalipto, alegando infestação de cupim.

 

A regional do Butantã enviou equipe para o corte. Com o apoio da rádio CBN, uma ação da entidade dos moradores do Morumbi conseguiu a retratação do engenheiro agrônomo que tinha assinado a autorização do corte da árvore. E a equipe foi dispensada. E os cupins não apareceram.

 

Surge agora, década e meia depois, essa autorização para a derrubada, expedida pela Regional e gerada pela solicitação dos condôminos, possibilitando uma série de interpretações e reflexões — dependentes da orientação social, cultural e comportamental de cada cidadão.

 

De nossa parte é clara a responsabilidade de quem procura uma região com as características do Morumbiem mantê-las. Não é lógico usufruir dos benefícios das árvores sem dar a elas a contra partida.

 

E para quem acredita que as árvores também têm alma, é bom saber que, com a reação do Eucalipto, os moradores foram castigados por 24 horas com barulho, lama e falta de energia.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Em Botucatu, um exemplo de agricultura sustentável

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

((vídeo produzido pelo canal do Projeto Orgânico Simples! no You Tube))

 

A cidade de Botucatu, há 44 anos, recebia os irmãos Joaquim e Pedro Shmidt e os amigos de infância Jorge Blaich e Mario Bertalot, com o propósito de transformar as terras ali recém-adquiridas num processo de refertilização e apaziguação da agressividade humana com o solo.

 

A “Estância Demétrio”, fundada por eles, e origem do bairro, que foi a primeira fazenda biodinâmica brasileira, se caracterizava por um solo arenoso que exprimia as feridas causadas pelo manejo agropecuário tradicional com as queimadas anuais, as geadas e as secas.

 

Vale registrar que a Agricultura Biodinâmica é uma forma alternativa de Agricultura Orgânica, que inclui conhecimentos e métodos químicos, geológicos, astronômicos e espirituais. Foi conceituada pelo alemão Rudolf Steiner na década de 1920.

 

A Biodinâmica tem recebido um crescente aumento de seguidores, como produtores e consumidores no ritmo dos produtos orgânicos. Ao mesmo tempo que há críticas de comunidades científicas a respeito das influencias intangíveis que absorve.

 

O núcleo original de Botucatu logo chegou a ter 30 hectares de verduras e 20 de ervas medicinais com mais de 100 funcionários. Posteriormente, juntou-se ao vizinho “Sítio Bahia” e se concentrou mais na produção de leite e no feito de cultivar trigo em solo originalmente castigado. Hoje abriga:

 

– “Escola Aitiara” de Pedagogia Waldorf promovendo integração social aos seus 300 alunos;
– A “Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica” que realiza pesquisas e cursos, prestando consultoria para produtores rurais.
– A “Associação Instituto Biodinâmico” credenciadora nacional e internacional com mais de 3000 produtores certificados.
– O “ Instituto Elo de Economia Associativa” que ministra curso de pós-graduação lato sensu de Agricultura Biológico-Dinâmica em parceria com a Universidade de Uberaba MG.
– A “Associação Nascentes” que cuida de preservação ambiental e recuperação dos aquíferos da região, além da coleta do lixo da região.

 

Diante de tantas credenciais, a cidade de Botucatu recebeu há uma semana o “XXXIII Encontro Latino Americano & XIII Conferência Brasileira de Agricultura Biodinâmica”, quando, durante quatro dias, o tema foi “Caminhos e encontros para um organismo agrícola e social”. Ou seja, a preservação e evolução do solo dentro de um sistema orgânico e social, de forma a desenvolver uma convivência construtiva e realizadora para todos os agentes.

 

Segundo Ricardo Corrêa, produtor rural local e comerciante pela WHEAT Bio Padaria, a proposição do evento foi alcançada, tendo havido muita troca de conhecimento e prática nos quesitos técnicos, culturais e sociais.

 

Ontem, diante das declarações do provável futuro ministro da agricultura Antonio Nabhan Garcia de desmatar na Amazônia Legal –- uma área que corresponde a 59% do território brasileiro –, desde que 80% da floresta fique preservada, a comparação imediata e a disparidade entre os conceitos do evento de Botucatu e os de Antonio Garcia afloram inevitavelmente.

 

Ricardo Corrêa, do time que aposta na recuperação do solo sem destruição de matas, acredita no modelo da Mata Atlântica para a Amazônia, cuja preservação está em parte com as grandes corporações que precisam de imagem e participam do processo de manutenção.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

O despertar dos Shoppings

 

Por Carlos magno Gibrail

 

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No momento em que o comércio eletrônico chega a R$ 48 bilhõese cresce 12%, os Shoppings dão sinais que acordaram do passado e começam a enxergar o presente. A BRMalls e a Ancar Ivanhoe estão utilizando a Delivery Center para serviços de entrega — atendendo a pedidos feitos via WhatsApp ou iFood, com entregas em até uma hora. O sistema é o 020 – online-to-offline.

 

No Shopping Tijuca a BRMalls experimentou o sistema na praça de alimentação e as vendas nos 3 primeiros meses subiram 15%. Até o final de 2019 a BRMalls estará integrando à plataforma 40 Shoppings.

 

Em breve a Multiplan lançará um canal de vendas online – o MultiShopping – que inicialmente levará o BarraShopping até o cliente. A Multiplan também está operando com a FullLab de tecnologia tipo big data para atuar em soluções para o seu varejo.

 

A Cyrela está com seis Shoppings integrados no ON Stores, seu Shopping virtual, utilizando logística descentralizada, de forma que o produto comprado pela internet pode ser recebido na casa do cliente ou entregue no Shopping. Em uma única compra. De todas as lojas do ON Stores, com um único cadastro e um único pagamento.

 

E, neste ponto, podemos afirmar que esse é o sistema irreversível que deverá ser adotado por todos os Shoppings. Caso contrário aqueles empreendedores resistentes poderão ser atropelados por seus parceiros de hoje: os lojistas mais avançados.

 

A pesquisa realizada pelo GEU Grupo de Estudos Urbanos GeoMarketing, dá a ordem de grandeza das inovações:

 

A Renner está com seu e-commerce crescendo quatro vezes mais que o mercado. Além disso está se preparando para potencializar ao investir na integração com as lojas física, que já é totalmente automatizada. Simultaneamente está aumentando os investimentos em centros de distribuição.

 

A Lojas Marisa começa a validar a integração entre lojas físicas e comércio eletrônico, quando se poderá comprar pela internet e retirar a mercadoria na loja. Até 2019 toda a rede de lojas estará integrada.

 

Em 22 de agosto, foi lançada a “NOVA LOJA Amazon Moda”. A loja de moda e esportes da Amazon em nosso mercado. São 350 000 produtos que estão num Marketplace onde são disponibilizadas marcas como Reserva, Animale, Capodarte, Havaianas, Le Lis Blanc, Levi’s, e muito mais do que qualquer grande Shopping físico brasileiro.

 

Para quem, desde o ano 2000, testemunhou ouvir que ninguém compraria moda pela internet e que até hoje atesta que muitos Shoppings temem a integração com o mundo físico pela imaginária competição com o virtual, esses fatos reais são um alento.

 

Esperemos que o tardio despertar não seja lento.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Uma boutique para o bom atendimento

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A voracidade dos fatos atuais em que identificamos aceleradas mudanças tecnológicas ao lado de atitudes comportamentais extremas é um desafio a ser enfrentado — pessoal e corporativo. Prosperar no caos é a tarefa que se impõe aos agentes desse mercado contemporâneo. Os esportes, as artes, o entretenimento, a política, os produtos e os serviços são ofertados e demandados como negócios, o que aparentemente reflete um mercado de consumo tecnicamente coerente.

 

Entretanto, o velho e essencial bom atendimento está ainda para se constituir em um bem universal. Status que não conseguiu quando o mundo era menor e mais lento. Agora com a vez da automação e de robôs, o formato que se contrapõe e dispõe a oferecer pessoas para atender fica obrigado a cumprir com esmero a função. É preciso efetivamente possibilitar ao cliente uma boa experiência de compra. E isso não vai acabar. Pesquisas recentes confirmam que até mesmo a geração Z, 14 a 18 anos, atribui ao bom atendimento um agregado de valor.

 

Portanto, a busca pelo bom atendimento permanecerá e de forma inequívoca porque o mundo físico precisará usá-lo como grande diferencial ao virtual, que, ao que tudo indica, estará dominando o cenário de consumo. Nesse contexto, uma das ferramentas essenciais para corresponder a exigência da real experiência de compra é a pesquisa do comprador camuflado.

 

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Atenta a esta demanda, o pioneiro grupo que implantou no Brasil as técnicas do cliente misterioso, ressurge com uma roupagem absolutamente comoditizada às necessidades atuais. Vislumbrando um atendimento artesanal em contraponto a linha de produção em série, a JUST FOR YOU está constituída para, sob medida, atender e se aprofundar em segmentos específicos e nichos de mercado.Daí o conceito da JUST FOR YOU como boutique de bom atendimento.

 

É pretencioso, pois a meta é usar a figura do cliente oculto para além do controle. A pesquisa constante será um elemento de motivação para a equipe de atendimento. O consumidor agradecerá, ao fazer da compra um momento de satisfação. O empreendedor lucrará, ao multiplicar as vendas com os mesmos custos.

 

Os nossos votos de sucesso à iniciativa.

 

Welcome!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

O varejo vive o novo iluminismo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Se o psicólogo Steven Pinker tivesse visitado os eventos recentes ocorridos em São Paulo abordando temas do varejo, certamente teria certificado que parte daquela gente pertence ao novo iluminismo. Já não vê o futuro com pessimismo.

 

Sob o título “O novo iluminismo”, Pinker propõe que vivenciamos um progresso constante. O problema é que a história dos homens não teve evolução durante muito tempo. Começou a ver progresso somente depois da revolução industrial. Por isso as pessoas têm dificuldade em prever futuros positivos.

 

Quem esteve no CONARH, no EXPOSHOPPING, no BRASILSHOP, no VarejoTECH ou no LATAM Road Show, pode identificar uma coerência entre a tese de Pinker quanto ao prever o futuro. O progresso é constante.

 

No LATAM Road Show, o evento que se encerrou na quinta-feira, os números atestaram o princípio iluminista. Visitantes: 16 mil. Congressistas: 2 mil. Palestrantes: 25. Dentre eles Daniel Shapiro de Harvard e Uri Levine cofundador do Waze. Entretanto, foi a perspectiva futura que comprovadamente coloca essa gente na crença do iluminismo. Sob os olhos de Sophia, a robô de cidadania Saudita.

 

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Um dos destaques foi o VR-Commerce — plataforma da Aura que possibilita a integração entre a realidade virtual e o ecommerce. Ele fornece alternativas de comercialização através do 6S imersivos, que é a inclusão da imaginação nos cinco sentidos. Ou seja, visão, audição, tato, olfato, paladar e imaginação.
Portanto podemos estar e sentir a experiência via virtual, em vários formatos.

 

LOJA – Por meio virtual estarão tantos produtos e serviços quantos for necessário, possibilitando até o recurso da cauda longa. Serve também como B2B e até para venda de franquias.

 

SHOPPING – Concentrar num único espaço produtos diferentes como automóveis, construtoras, tecnologias, financeiras, conteúdos, etc. Para demonstração, venda e estudo do consumidor, teste de produtos e serviços, etc.

 

TOUR – Possibilitar ao consumidor experimentar diferença entre classes executiva e econômica, ver seu quarto de hotel, cabine de navio, etc.

 

BOLL – Vender e testar produtos e serviços em qualquer lugar.

 

HOME – Em casa comprar e testar produtos e serviços no mundo.

Utilizando a VR-Commerce foi criada a Oministory Airton Senna, lançada na Feira.

 

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Outra novidade foi o lançamento do OmniBox, uma versão similar da Amazon de Seattle. É um formato híbrido que se adaptará bem para padarias e produtos de conveniência. Marcos Hirai, diretor da Gouvêa de Souza, realizadora do evento, chama a atenção na necessidade em adaptar todas essas tendências às possibilidades brasileiras. O OmniBox responde a essa necessidade. Com menos de R$ 20 mil mensais de custo precisará vender 60 mil.

 

Hirai adverte: “é preciso fechar a conta”. Iluminista com cabeça no virtual e pé no chão.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Invertendo a ordem: a pessoa contrata a empresa

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

  

 

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A startup 99jobs.com chega aos cinco anos de vida com 100 clientes top atendidos em projetos customizados e 2 mil providos com produtos e plataformas tech customizadas ou genéricas. Essas informações, obtidas na elaboração do post anterior sobre as Girls Boss, um braço da 99jobs, me levaram ao tema de hoje, afinal havia duas lições: como empreender com sucesso e como fazer o que ama.
 

 

 

Eduardo Migliano, 25, publicitário, e Diego Ximenes, 24, administrador, gostavam quando criança de perguntar aos colegas e amigos em que iriam trabalhar. Continuaram perguntando e constataram que as pessoas não estavam gostando do que faziam — por elas, pelo trabalho, pelas empresas ou por tudo isso.

  

 

Resolveram mudar o mundo ajudando as pessoas fazer o que amam. Com o princípio de que amanhã pode ser tarde demais, começaram a desenvolver um sistema de informações para saber como é trabalhar nas empresas. Montaram um algoritmo que, segundo eles, sinaliza até 99% das compatibilidades entre pessoa e empresa — daí o nome da startup. Dentre essas compatibilidades destacam-se como a pessoa realmente é, com seus valores, e como é trabalhar nas empresas com seus valores.

  

 

O banco de dados criado possibilitou ordenar expectativas, desejos e valores das pessoas e das empresas, invertendo a busca do trabalho: a pessoa contrata a empresa. O foco nas pessoas energizou o sistema e as motivou, transformando o processo numa comunidade e a mensagem em um movimento a favor do fazer o que ama. As empresas provaram e aprovaram.

 

 

Hoje são atendidas 100 empresas nacionais e internacionais no topo do ranking corporativo, para as quais a  99jobs.com oferece serviços customizados. Ao mesmo tempo fornece produtos de software e aplicativos customizados e genéricos para 200 companhias.

 

 

Para atender esse universo altamente qualificado de  clientes, a 99jobs.com utiliza 35 pessoas que fazem o que amam e ensinam as pessoas a encontrar o trabalho que irão amar. E aconselham: descubra seus valores no trabalho e veja quais empresas tem tudo a ver com você.

  

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

GIRL Boss uma trilha para o topo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Para as jovens que querem chegar ao poder trabalhando em funções que amem surge agora a proposta da 99jobs.com. Uma startup especializada em Recursos Humanos focada em grupos específicos.

 

Girl Boss, de acordo com Andressa Schneider, idealizadora, é um programa de lideranças femininas dentro da área de Recursos Humanos — de forma a capacitar profissionais que poderão formar mulheres aptas a ocupar o topo das organizações.

 

No momento, está iniciado o processo de recrutamento e seleção para os três segmentos em que o projeto se compõe. Para graduandas como estagiárias, que desejam adentrar na área de RH. Para jovens já formadas e pós-graduandas com 2 a 3 anos de experiência, mas que não podem trabalhar em regime integral. E para formadas e pós-graduandas com experiência de 4 a 5 anos. Respectivamente são designadas como Estagiárias, Travelers e Girls Boss.

 

As aprovadas trabalharão dentro do projeto servindo aos clientes da 99jobs.com na área de RH. Dentro de um processo que se diferencia pela absoluta participação feminina em todas as fases. Com destaque para o monitoramento qualificado por profissionais que ocupam relevantes cargos em ícones do mercado empresarial.

 

A receita idealizada por Schneider vem contemplada pelos ingredientes adequados na busca pela eficácia também no aspecto dos clientes. Numa carteira nada modesta de uma centena, há super stars do mercado: Globo, Vale, Natura, Heineken, Microsoft, Magazine Luiza, ESPN, Renner, Toyota, Unilever, Votorantim, Comgas, etc.

 

Que tal uma carreira que leve ao topo fazendo o que gosta?

 

Bem, se não for possível, afinal o gosto pode ser algo intangível, procure ao menos gostar do que faz.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

Franchising é destaque de desempenho no semestre

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O crescimento das vendas no setor de franquias foi de 6,8% no primeiro semestre deste ano em comparação com 2017. De 74,455 bilhões de reais no ano passado marcou 79,496 bilhões de reais este ano. Até certo ponto não há surpresa.

 

O franchising é um processo consolidado, no qual marcas e operação são fortes atributos no mercado altamente competitivo que vivenciamos — e ainda em crise. Além disso, o sistema de franquias absorve parcela da mão de obra qualificada, que numa economia de baixo crescimento opta por empreender ao não encontrar empregos a contento. Sendo assim, a opção da franquia é um caminho mais seguro do que a aventura de lançar novos produtos e novas marcas. Fato comprovado pelo número no franchising de lojas abertas comparado ao de lojas fechadas: 3,1% contra 1,3%. Saldo positivo de 1,8%.

 

Entretanto, algumas novidades despontam nesses dados recentes.
A descentralização das novas unidades começa, embora de forma ainda incipiente, a demonstrar uma nova tendência. A participação da região centro oeste subiu de 8,0% para 8,3% e a da região norte de 5,1% para 5,4%.

 

De outro lado, os segmentos de viagens e turismo, casa e construção começam a ocupar maiores espaços. Ao mesmo tempo, restaurantes, fast food e entretenimento evidenciam notoriedade suficiente para apostas certas em seu crescimento. Os shopping centers, habitat preferencial ao sistema de franquia, estão cada vez mais se tornando locais de encontro, diversão e lazer —  o que ratifica e potencializa esses setores na preferência dos consumidores. Com a vantagem do distanciamento da disputa com o mundo virtual.

 

Enfim, na receita do franchising não há contraindicação nem efeitos colaterais. Apenas a advertência para seguir a boa prática. Expressa nas melhores bulas.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Passando o varejo a limpo

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Agora em agosto, nos dias 14, 15 e 16, os agentes da cadeia do varejo estarão juntos pela primeira vez. Pessoas, lojistas e shoppings, lado a lado no CONARH, BRASILSHOP e EXPOSHOPPING, no São Paulo EXPO na rodovia dos Imigrantes km 1,5.

 

O CONARH, Congresso Nacional de Recursos Humanos, é um tradicional evento apresentado pela ABRH Brasil, Associação Brasileira de Recursos Humanos do Brasil, com o papel proposto de protagonista da transformação. É uma comunidade de cinquenta mil profissionais de diversas áreas dos quais 53% estão em funções de alta liderança.

 

A EXPOSHOPPING é um evento da ABRASCE, Associação Brasileira de Shopping Centers. A programação é focada nas inovações e nas tendências dos Shopping Centers, sendo o maior congresso da América Latina no setor.

 

A BRASILSHOP é uma feira de negócios apresentada pela ALSHOP, Associação de Lojistas de Shopping. O objetivo é apontar o caminho para a retomada econômica abordando conteúdo de RH, Produto, Franquia, Licenciamento, Jurídico e Internacionalização de marcas.

 

Essa inédita reunião de players do setor de varejo de Shopping Centers deverá dinamizar a área. Afinal, faces convencionalmente antagônicas passam a convergir num setor cujos números já expressivos poderão ser potencializados.

 

São 1,37 milhão de profissionais atuantes, 122 mil pontos de venda, 761 shopping centers existentes, 42 em construção, e faturamento de 140,5 bilhões de reais.

 

A boa notícia é complementada na semana seguinte, no dia 23, quando teremos o VAREJO TECH Conference, apresentado pela StartSe, cuja proposta é mostrar o futuro do varejo e do e-commerce contado pelas maiores empresas do mundo. Vinte e seis palestrantes, entre empresários, executivos e professores estarão expondo suas pesquisas e ideias no PRO MAGNO Centro de Eventos no Jardim das Laranjeiras.

 

Para encerrar o mês do varejo, nos dias 28, 29 e 30 no Expo Center Norte, a GS&MD juntou o Fórum de Varejo da América Latina, Retail Real State, Redesign, Digitailing, e Fórum Internacional de Franquias, no LATAM RETAIL SHOW. Definindo-se como evento para o varejo, franquias, e-commerce, food service, e Shopping Centers da América Latina.

 

Com tanto conteúdo prometido, para quem é do ramo, é hora de rever a agenda e se programar. Aos que não moram em São Paulo, marcar passagem e fazer as malas.*

 

PS:Quem for à CONARH poderá conhecer pessoalmente o Mílton Jung — autor deste blog —, que estará mediando debate sobre a diversidade nas grandes empresas.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung