Moda e carne

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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desfile de moda em foto do site oficial da SPFW2017

 

Terminada a SPFW, procurava analisar o motivo pelo qual o setor de Moda nacional ainda não tinha conseguido destaque internacional em produtos e materiais que teria condições de liderar.

 

Até agora inúmeros esforços já foram realizados por estilistas, confeccionistas e entidades representativas e governamentais.

 

Outros ramos em condições naturais privilegiadas também têm encontrado dificuldades para atingir algum destaque no mercado global.

 

O café, por exemplo, com o maior volume disparado de produção mundial, não consegue até hoje um reconhecimento de qualidade. O futebol, com um plantel invejável de garotos de talento, viveu anos gloriosos, mas perdeu a hegemonia e a liderança.

 

O Agronegócio é uma exceção e o caminho que seguiu de resiliência e competência poderia ser o exemplo a ser espelhado. A qualidade mundialmente reconhecida é, ou era, atestada pelos mercados mais exigentes.

 

Essa linha de raciocínio sobre Moda foi interrompida na sexta-feira, diante das informações divulgadas pela “Carne Fraca”, pois escancaravam um rol de informações fortíssimas e espetaculares, misturando datas e números incompatíveis, bem como fraudes em composturas e misturas, deixando indagações cruciais.

 

Um pacote que poderia levar a explosão do setor de melhor desempenho nacional. Mesmo já tendo passado por maus momentos como o da febre aftosa e da vaca louca. Afinal, trata-se de um ambiente altamente competitivo e punitivo.

 

Ouvindo ontem de manhã o comentário de Sardenberg, gravado para o programa de Mílton Jung, “in loco”, pois falava de Santa Catarina, uma das regiões produtoras de carne de alta qualidade, surgiu uma esperança de tranquilidade, ultrapassando e neutralizando a “Carne Fraca”. Provavelmente um exagero, que torcemos, seja passageiro.

 

 

Esperamos que a Carne volte a ser forte e setores como o de Moda possam usá-la como inspiração.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

A moda como ferramenta no processo de emancipação da mulher

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Calça

 

Em 1964, iniciei minha carreira profissional na então incipiente indústria da “roupa pronta para vestir” através da CORI – uma atuante confecção feminina. Deparei-me com um delicioso e instigante relatório: a Marplan, um dos maiores institutos de pesquisa de mercado da época, tinha sido contratada para investigar uma peça que surgia no guarda-roupa feminino, a calça comprida.

 

A pesquisa foi conclusiva.

 

Para as mulheres, a calça comprida era uma peça que combinava conforto com um aspecto muito importante. Era um símbolo da emancipação feminina que se esboçava e traria igualdade de condições visuais na disputa com os homens no mercado de trabalho.

 

Para os homens, a calça comprida era apreciada nas mulheres dos outros. Nas deles, nem tanto.

 

A CORI apostou tudo nas calças compridas, e se deu muito bem.

 

A conjugação das calças com os paletós, formando os terninhos, foi providencial. Deixou as mulheres nas condições estéticas masculinas para a luta a ser travada profissionalmente.

 

A trajetória da mulher até hoje na busca de igualdade de espaço e oportunidades na sociedade e no mercado de trabalho, como sabemos, continua. E diante de alguns fatores como o preconceito machista ou o econômico, ainda há distância significativa com relação aos homens. Entretanto, dados femininos favoráveis, como maior escolaridade e melhor índice de crescimento salarial, apontam para um futuro promissor na presença qualitativa da mulher na sociedade e na economia.

 

O problema é o ritmo desse processo, que para ser revertido mais rapidamente terá que se confrontar com a cultura machista existente. Que leva, por exemplo, a legislação da violência contra a mulher ser criada apenas por pressões internacionais da vítima Maria da Penha.

 

Ou, os privilégios trabalhistas, ou as vantagens das pensões alimentícias, que encontram uma justiça machista favorecendo o feminino.

 

É uma aposta. Cabe às mulheres refletir.

 

A nós, cabe cumprimentá-las pelas heroínas que sempre foram.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Quando proibir vira moda, a vítima é sempre a moda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Miss Brasil Sataël Maria Rocha Abelha posa de maiô acompanhada de outras misses no último concurso antes da proibição de Jânio

 

 

Jânio Quadros, em 1961, de Brasília, com o intuito de moralizar, proibiu o uso de biquíni dentre tantas outras medidas.

 

Pery Cartola, em 2017, de São Bernardo do Campo, com a intenção de educar, proibiu decotes num Manual de Etiqueta tão controvertido quanto genérico.

 

Quadros em contencioso com o Congresso renunciou antes da ebulição das pitorescas proibições. Cartola após descuidada entrevista ao SPTV transformou as proibições em sugestões.

 

As mídias sociais e também as convencionais, como a VEJA e o FANTÁSTICO, absorveram o espetáculo e abriram espaço para Pery Cartola e as advindas repercussões.

 

Muito espaço e pouca análise.

 

Isentando o mérito intencional de Jânio e Pery, fica claro que lidar com o tema de moda mesclado com comportamento, etiqueta, elegância, civilidade e moda propriamente dita não é tarefa para leigos.

 

Se a intenção é orientar para que as pessoas estejam mais seguras e felizes com o modo de vestir, adequando o local com o próprio estilo de vida e refletindo o padrão profissional escolhido, é preciso transmitir o conhecimento existente sobre a moda.

 

O “Manual de Cartola” evidencia uma boa intenção totalmente perdida sob o aspecto técnico. Ora é um código de vestimenta profissional, ora é um apanhado de produção de moda, ora um almanaque com dicas como aquela da meia como extensão da calça, ou dos cuidados com babados e rendas.

 

Entretanto, o mais importante deste episódio de São Bernardo pode ser a sinalização da adequação de pessoas ao trabalho em uma Câmara de Vereadores, menos do que a impropriedade das respectivas maneiras delas se vestirem.

 

A Moda é tecnicamente uma forma das pessoas comunicarem seu estilo de vida, seu comportamento. Se há descompasso deste modus vivendi com o seu trabalho, o problema não está nas roupas, mas na escolha da profissão.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Legado da Rio2016 nas artes e na moda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A abertura das Olimpíadas do Rio, espetáculo de apurada criatividade, entrará definitivamente para a nossa história de grandes eventos. Tema, cenografia, música, roteiro e vestuário foram impecáveis. Santos Dumont no ar tecnológico e Gisele Bündchen na passarela de Ipanema foram destaques à altura do show.

 

Gisele foi ainda agraciada com notas sobre a velocidade que imprimiu no desfile e o processo de criação do seu vestido. Se o andar foi mais lento, segundo Fernando Meirelles, o talento de moda foi superior.

 

“Gisele sabe exatamente o que fica bom nela, o que facilitou muito meu trabalho …”

 

“Ela esteve presente em todo o processo e me deu dicas importantes. Pensamos juntos. Ela fez alterações importantes. Parte do meu processo criativo foi escutar e ajustar o vestido para que ela ficasse satisfeita”.

 

Alexandre Herchcovitch ao site americano da revista VOGUE.

 

 

Maria Prata, jornalista de moda corporativa da CBN, entusiasmada pelo clima olímpico, saiu do escritório e entrou nos campos e nas quadras. Na sexta-feira, informou que para o futebol foram lançadas chuteiras cujo material repele a água que forma a lama. Na ginástica foi desenvolvido  tecido que estica pelos quatro lados, permitindo os movimentos sem limitações. Para o atletismo, surgiu um tecido com o frescor dos chicletes, com a função de diminuir a temperatura do corpo.

 

No restrito mundo da alta moda, a seleção brasileira de equitação na modalidade de saltos foi brindada pela aristocrática Hermès (centenária empresa que se iniciou como selaria), com a criação exclusiva de seus uniformes. Ralph Lauren e Lacoste fizeram o mesmo para americanos e franceses. Na natação, vários competidores estão usando enormes casacos de inverno.

 

 

A Nike, fornecedora de uniformes aos atletas brasileiros e mais 13 delegações, apresentou o tecido chamado de Aeroswift, fabricado em poliéster reciclado, com a função de diminuir o peso, e o processo Aeroblade aplicado em áreas especificas, reduzindo o atrito gerado nas roupas e, consequentemente, aumentando a velocidade – com isto a performance dos atletas poderá melhorar.

 

Segundo a empresa há quatro anos esta vantagem era obtida para tempos mais curtos, mas agora é possível manter o rendimento por distâncias mais longas.

 

Outra novidade da Nike é um sistema que impede o contato do suor com a pele.

 

Como vimos, as artes e a moda já têm legado da Rio 2016. Resta saber se o Rio terá o seu. Esperamos que tenha.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mercado de moda grande cresce, não aparece e dá espaço para o e-commerce

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Pelos dados do IBGE, 60% da população brasileira estão acima do peso, mas o varejo de moda não reflete esta realidade. No cenário mercadológico atual, em que se mescla crise de consumo, evolução do e-commerce e pequenos empreendedores apostando em ações menores de nichos, certamente é um bom momento para ficar atento ao “plus size”. E, detectar o melhor caminho para atender esta procura.

 

A trajetória da americana LANE BRYANT, o maior negócio do setor nos Estados Unidos, com mais de 800 lojas, e “omni channel” efetivo pode dar alguma pista para o sucesso.

 

Fundada em 1901 por Lane Bryant Malsin , abriu em 1904 uma pequena loja de moda feminina na Quinta Avenida. Ali uma cliente pediu que ela criasse uma roupa apresentável e confortável para gestante, que pudesse ser usada em público.

 

Bryant lançou então seu revolucionário produto moldável com elástico, que serviu as clientes de classe média com sucesso, e possibilitou as mais pobres trabalhar vestidas com propriedade durante a gestação.

 

O “know how” adquirido por Bryant com estruturas especiais e atenta às consumidoras levou-a a criar modelos grandes.

 

Ao lado deste sucesso enfrentou muito preconceito. Não foi fácil convencer ao “New York Herald”, em 1911, a aceitar anúncio de gestante. E, em 2010, Lane Bryant acusou a FOX e ABC de proibir seu comercial de 30 segundos no “Dancing With the Stars” e “American Idol”, enquanto a “Victoria’s Secret” com lingerie similar foi ao ar sem censura.

 

Pedro Diniz, em artigo recente, lembra que na temporada de moda em Milão, , em 2010, o desfile de Elena Miró, destaque dos tamanhos grandes, foi excluído do evento.

 

No Brasil, há preconceito na indústria e no comércio, pois de acordo com reportagem de Anna Rangel da Folha, pesquisa do IBOPE indica que apenas 18% do varejo oferece tamanhos acima do 46, e de acordo com o SEBRAE 91% dos consumidores dizem que os vendedores não estão preparados para vender roupas de tamanhos grandes.

 

Na verdade, a busca do aspiracional louva o tipo longilíneo, o elegante padrão, e descarta o tipo gordo e os extremos em geral. Na produção e na comunicação.
É uma mentira. É só comparar as vitrines com os corredores dos Shoppings. Os manequins não correspondem às pessoas.

 

Essa alta dose de preconceito, a pouca variedade ofertada em reduzido número de pontos de venda, confrontados ao conforto e praticidade da internet tem gerado um crescimento de novos negócios “plus size” “on line”.

 

É a realidade do virtual.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Internet pressiona e SPFW adotará modelo “veja agora, compre agora”

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Moda

 

Na próxima SPFW, Paulo Borges introduzirá o sistema “see now, buy now“, seguindo os passos inovadores de marcas como Burberry, Diane Von Furstenberg, Tom Ford e Tommy Hilfiger.

 

Significa que estamos chegando ao fim de mais um ciclo da moda, que, ao romper , atende a nova geração de estilistas e consumidores, impulsionados pela comunicação “WWW”.

 

Deixamos para trás varias espirais da moda, do pós-guerra até hoje. A alta costura foi esmaecida pela industrialização, que por sua vez teve sua ruptura através da sistematização dos bureaux, encabeçados pela Promostyl, quando se estabeleceu um “prêt-à-porter” direcionado, que posteriormente foi colocado em segundo plano pela realidade do lifestyle.*

 

Voltamos agora à passarela para atender o desejo dos consumidores.

 

Através da contemporânea internet e das mídias sociais interativas que refletem o “I want what I want when I want”, ou seja, “eu quero o que eu quero quando eu quero”.

 

Em fevereiro de 2017, teremos o SPFW No. 42, sem relação com verão nem inverno, e as coleções desfiladas poderão ser vistas nos smarts e compradas na hora. E Paulo Borges poderá comemorar o pioneirismo, assim como, em 2001, a SPFW fez na transmissão ao vivo pela internet.

 

Não será tarefa fácil. E curioso é que a MODA que bem definimos como uma forma de comunicação se curve à comunicação e sua evolução, como que referendando Mc Luhan, ao ditar que “o meio é a mensagem”.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

 

(quer saber mais, leia abaixo)

 

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Polo Ralph Lauren volta a investir no Brasil

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Para os apaixonados por Polo Ralph Lauren, uma notícia excelente: a grife americana do designer Ralph Lauren volta ao Brasil e em grande estilo.

 

Inaugurada esta semana no Shooping Iguatemi São Paulo, a marca americana que tem o icônico cavalinho como símbolo oferece na nova loja brasileira sua coleção masculina da linha Polo, que inclui também acessórios, sapatos e ítens em couro. Seus luxuosos e muito bem decorados 260 metros quadrados mostram o extremo bom gosto de Lauren em suas lojas ao redor do mundo.

 

Ralph Lauren teve lojas próprias no Brasil durante anos e, desde 2001, todas foram fechadas, uma vez que a operação da marca por aqui era comandada por um grupo argentino e, com a crise na Argentina e as restrições para circulação de dólares, a empresa não pôde dar continuidade em sua gestão.

 

No ano passado, a grife comemorou sua volta ao país com a abertura de uma loja no Shopping Cidade Jardim, porém com suas coleções mais exclusivas e de edição limitada.

 

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Ralph Lifshitz, nome de batismo de Ralph Lauren, iniciou sua carreira comercializando gravatas e hoje é dono de uma das marcas mais importantes do mercado do luxo, famoso por suas pólos, tendo o pônei como principal símbolo.

 

Ao retornar ao Brasil agora com a Polo Ralph Lauren, escolheu como espaço o tradicional Shopping Iguatemi, primeiro shopping de luxo da capital paulista, tendo como vizinha ilustre a joalheira Tiffany & Co.

 

Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Cinco perfis no Instagram sobre moda masculina que você não pode perder, segundo Maria Prata

 

Instagram

 

O CBN Estilo, sob o comando de Maria Prata, está no ar há um mês, no Jornal da CBN. E toda sexta-feira, às 6h45, assim que ela traz suas sugestões para quem pretende cuidar mais da sua imagem corporativa e pessoal é a mesma coisa: muita gente querendo saber mais ainda. Hoje, nossa colunista indiciou cinco perfis no Instagram que valem a pena serem seguidos por homens em busca de boa informação sobre o tema. Para quem não guardou todas as dicas aqui vai a lista completa com alguns comentários da Maria Prata:

 

@pharrell – 5.9m de seguidores
Começando pelo mais pop: Pharrell Williams. Bom, todo mundo conhece o cara. Mas segui-lo no Instagram é uma aula de estilo. Pharell é muito ligado à moda, já lançou coleções em parceria com vários estilistas. No Insta, além de ele postar seus próprios looks, posta também muitas peças, vitrines e outras pessoas bem estilosas.

 

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@mrporterlive – 540k
É o Insta da versão masculina do site net-a-porter, o gigante do e-commerce feminino que foi pioneiro em vender produtos a partir de conteúdo, com revista online, site com matérias e afins. E por isso é legal de seguir, porque vai muito além das roupas. É um insta de lifestyle. Além de moda, tem viagens, gadgets, carros… tudo o que os homens gostam. Só não tem mulher!

 

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@nickwooster – 537k
É comprador da Barneys e diretor de design da Ralph Lauren. Legal por ser um pouco mais velho, tem 56 anos, grisalho, tal. E tem muito estilo. Ele posta seus próprios looks, mas também faz um “jornalismo de moda digital” em sua conta, falando sobre lançamentos, dando dicas de compras e afins.

 

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@sylvainjustum_gqbr – 889
Este é um insta bastante novo, do editor de moda da GQ brasileira. Sylvain é um dos melhores jornalistas de moda do país, e seu perfil é totalmente focado neste mercado, com desfiles (suas análises de passarela são impecáveis), backstage de matérias da revista, dicas de estilo e mais. Ele tem também um perfil pessoal, mais ácido e irônico, como ele, mas este é o da pessoa física, jornalista.

 

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@carbonouomo – 8409k
Insta da editora brasileira Carbono. É um endereço de lifestyle masculino e, como não é de ninguém específico, mostra bastante looks de muitos homens diferentes. A edição de imagens é linda e o conteúdo, idem. Legal falar que ele tem essa cara meio vintage que a moda masculina tem hoje, com referencias fortes aos anos 40 e 50.

 

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Não deixe de seguir, também, @MariaPrata, que sabe muito de moda e estilo, e @MiltonJung, que tem muito a aprender, no Instagram.
 

Maserati e Zegna combinam elegância e dinamismo em moda e automobilismo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Ermenegildo Zegna e Maserati criaram uma coleção especial de acessórios de moda em homenagem ao lançamento da participação da empresa italiana de alta-costura no interior de novos modelos do fabricante de carros, o Maserati Ghibli e o Quattroporte. A coleção inclui casacos em couro, tênis de edição especial, lenços de seda, itens de marroquinaria e óculos de sol dobráveis.

 

Mestres artesãos de Zegna criaram um tecido de seda pura com um impacto visual extremamente elevado para o cockpit e assentos dos dois modelos que unem estilo e exclusividade. O tecido combina a sensação de suavidade suave com a aparência elegantemente técnica para entregar dinamismo e um toque contemporâneo, encontrado nos modelos mais emblemáticos da Maserati.

 

No mercado do luxo, é comum o uso do co-branding, estratégia usada por Zegna e Maserati há alguns anos e agora em novos modelos também. A prática consiste no desenvolvimento de um projeto unindo duas marcas com o objetivo de valorizá-las e fortalecê-las ainda mais.

 

O co-branding é uma das ferramentas mais importantes para posicionar a imagem de uma empresa que atue no luxo. Tem sido explorado com frequência no cenário competitivo global, em que cada vez é mais difícil diferenciar-se diante de consumidores extremamente exigentes.

 

A união parece mais do que perfeita: de um lado um dos ícones da moda de luxo no mundo e de outro um ícone do design automotivo de alto luxo. Parceria perfeita! Que visa reforçar valores, herança, história e tradição – algumas das premissas das marcas de luxo.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Uma boa imagem vale mil palavras?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Tadeu Schmidt domingo no Fantástico fez referência à “elegância” do técnico do Atlético Paranaense Milton Mendes, que, à beira do gramado e usando traje social composto de paletó, calça de alfaiataria e gravata, não suava. Apesar do sol do meio dia e do calor da disputa contra o Palmeiras. Além de evidenciar o cuidado e a preocupação de Milton com a roupa, talvez indicando sua inadequação ao momento.

 

Tive dúvida se Tadeu concordava com a clássica imagem transmitida pelo técnico atleticano. E esta abordagem lembrou-me que a BOVESPA Bolsa de Valores de São Paulo contratou Bia Kawasaki para orientar seus profissionais a se apresentarem sem gravata num esforço para uma imagem mais contemporânea. É claro que ao comparar os dois episódios não pude deixar de saborear o pitoresco da situação.

 

O fato é que a imagem pessoal teve um espaço mais que merecido por parte do Mundo Corporativo da CBN ao entrevistar a Consultora de Moda Bia Kawasaki.

 

Bia, além de contar casos como o da BOVESPA, elucidou dúvidas básicas sobre a vestimenta como que as mulheres evitem no trabalho transparências, decotes, minissaias, e os homens se cuidem do cabelo, da barba, combinem meias e nunca usem as brancas. Ressaltou principalmente que as pesquisas indicam que para o sucesso é preciso experiência em primeiro lugar e boa imagem em segundo. A imagem vem antes do conhecimento. É a importância da forma e do conteúdo. Nesta ordem.

 

Vale lembrar que a roupa é parte integrante e importante para a imagem pessoal. É por isso que no recém-lançado livro de Mílton Jung e Leny Kyrillos, “Comunicar para liderar” encontramos referência ao uso adequado da moda. Ela tanto pode ajudar como prejudicar. Dentre outros, vamos encontrar o caso de Lula no ultimo debate com Serra, quando obteve, com a assinatura do estilista Ricardo Almeida, uma supremacia visual. E o de Sarah Palin, candidata republicana conservadora, cujos assessores tentaram imprimir uma imagem contemporânea que não foi absorvida pelos eleitores.

 

Uma boa imagem pessoal pode até não valer mil palavras, mas que ajuda, ajuda.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.