Mundo Corporativo: Ricardo Neves diz que líderes tem de usar a comunicação para dar sentido aos negócios e exemplo às pessoas

Angela Merket foto: arquivo

“O líder é aquele que sabe conversar, o líder é aquele que sabe influenciar socialmente. A arte da liderança é a comunicação”

Ricardo Oliveira Neves, consultor

De Wilson Churchill a Angela Merkel. De Steve Jobs a Laurence Fink. Todos são líderes, cada um a seu jeito e ao seu tempo, que ajudam a entender o conceito que sustenta a nova ordem dentro das empresas: a da liderança por propósito ou a da criação de sentido e significado que possam ser valiosos para o indivíduo. Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, Ricardo Oliveira Neves, consultor de estratégias, comunicação e marketing, falou de modelos de liderança essenciais para as empresas se adaptarem às transformações do século 21, em que vivemos uma complexidade exponencial. 

Autor do livro “Sensemaking: liderança por propósito”, Ricardo lembra que essa complexidade que gera incerteza e abala estruturas, não se resume a pandemia —- começa bem antes. Passa por uma série de outras mudanças que ocorrem há algum tempo como a do clima, as que têm colocado em xeque instituições democráticas e as que expressam ainda mais a  desigualdade social.

Ricardo diz que hoje existe uma caixa de ferramentas de comunicação que precisa ser aberta pelos líderes para que se afaste de vez o modelo de comando e controle, baseado na ‘Arte da Guerra’, que pautou as corporações por muitos anos:

“É preciso se libertar de uma mentalidade que é a do comando-controle, que ainda predomina nas grandes organizações, aquela do eu mando e você obedece. A diferença é que o líder agora passa a ser um facilitador de entendimento do que está acontecendo … tem de ajudar as pessoas a sair dessa zona de terror.”

Para ele a comunicação tem de ser baseada em quatro Cs: calma, coragem, conversa e colaboração. São elementos, por exemplo, que aparecem em Churchill que liderou os britânicos na Segunda Guerra Mundial. Que são encontrados no primeiro discurso dele à nação quando assumiu o cargo de primeiro-ministro, notabilizado pela frase: “eu só tenho a oferecer sangue, suor e lágrima”.  

De Merkel, primeira-ministra da Alemanha, onde Ricardo vive atualmente, o consultor destaca a condução que ela está tendo na crise provocada pelo coronavírus e lembra o discurso que fez às vésperas do Natal alertando às famílias para o risco de insistirem em se reunirem em confraternizações: teve coragem e clareza. A premier alemã também usa muito bem o que Ricardo chama de autocomunicação:

“Merkel é mestra disso. Lembra as pessoas de uma maneira sutil a usar máscara. Ela tem um ritual com a máscara, em público, que está sempre lembrando a todos desta necessidade”.

A autocomunicação também era praticada por Steve Jobs, de acordo com o consultor, o que explica o fato de a empresa ter, em lugar de clientes, fãs, porque se identificavam com o líder da Apple e seus produtos. Outro exemplo de comunicação eficiente e capaz de enfrentar a complexidade exponencial, segundo Ricardo, é a estratégia de Larry Flink, CEO da BlackRock, líder mundial em gestão de investimentos. Ele publica, todo ano, uma carta aberta aos clientes em que apresenta sua visão dos negócios de forma transparente. Flink é uma das principais vozes no mercado de capitais a defender o capitalismo consciente, mais preocupado com as questões sociais, ambientais e de governança.

“Propósito é uma coisa, sim, tangível que a liderança tem que aprender a falar, para quando ela vai conversar com seus pares e com a sociedade como um todo. Não existe mais a empresa que só por ter lucro tem licença para sobreviver”

Para Ricardo, o recado que todos precisam entender é que há necessidade de se encontrar propósitos individuais, e conscientes dessa mentalidade buscar nas empresas uma sintonia desses objetivos. O colaborador que acredita que ter segurança no emprego é vender a alma para o diabo vai se surpreender, porque em algum momento o diabo vai cobrar o preço que pediu na assinatura do contrato.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da CBN e nas páginas da CBN no Facebook e no Youtube. Colaboram com o programa Juliana Prado, Bruno Teixeira, Rafael Furugen e Priscila Gubioti.

Mundo Corporativo: cultura organizacional foi fundamental para enfrentar a pandemia, diz Marcelo Pimentel, CEO da Lojas Marisa

“Ao não dar a devida importância à cultura, toda a estratégia desmorona com muita facilidade”

Marcelo pimentel, ceo da lojas marisa

A cultura organizacional foi primordial para as empresas enfrentarem quase um ano de pandemia. A opinião é de Marcelo Pimentel, CEO da Lojas Marisa, uma das principais redes de varejo de moda do País, que, no início desse crise, em março de 2020, teve de fechar todas as suas lojas físicas. Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, Marcelo lembrou frase clássica de Peter Drucker, referência global em administração de empresas: “a cultura come a estratégia no café da manhã”.

Para impedir que a estratégia desmoronasse, diante das restrições iniciais, das transformações necessárias e da retomada das atividades, ainda com clientes inseguros, Marcelo diz que a transparência na relação com os colaboradores foi um dos pontos principais. Segundo ele, todas as ações planejadas estavam baseadas em quatro pilares:

  • cuidar dos colaboradores
  • cuidar da saúde financeira da organização
  • cuidar da comunicação com os clientes
  • criar grupo para planejar a reabertura das lojas

Ainda dentro da questão cultural, o executivo, que assumiu o comando do grupo em julho de 2019, explica que foi possível construir com os colaboradores a ideia de co-participação na gestão, fazendo com que eles trabalhassem com a cabeça do dono do negócio:

“A grande maioria das melhores ideias não vai vir de nós líderes, vão vir deles que estão lá no dia a dia, na ponta, na frente de batalha. Não desperdice todo esse conhecimento e, junto com os colaboradores, traga uma decisão que seja do time. Muitas vezes, o time tem problemas de aceitar o direcionamento quando ele não participa desse processo, ele não é minimamente ouvido”

Para que prospere a ideia de os funcionários atuarem como a mentalidade do dono do negócio, Pimentel recomenda:

“Quando você olha para empresas consolidadas um dos grandes aprendizados que a gente tem com elas é exatamente o fato de ‘erra pequeno, erra rápido, corrige e cresce’. É isso que a gente tem promovido. O medo de errar muitas das vezes é maior do que a vontade de acertar, e isso emperra o crescimento das empresas”

Das mudanças que surgiram na pandemia, o CEO da Lojas Marisa acredita na ideia de que a transformação tecnológica avançará ainda mais, pois muitos clientes que nunca tinham feito uma compra online foram conquistados por essa experiência. Quanto a tipos de produtos, ele identifica que as roupas confortáveis ganharam protagonismo em relação as roupas de trabalho. Um exemplo é que a venda de sapato alto caiu, enquanto a de tênis, chinelos e rasteirinhas aumentou.

Mesmo com o crescimento do comércio eletrônico, Marcelo Pimentel entende que as lojas físicas seguem sendo relevantes, mas com experiências distintas e novos elementos. A jornada dentro do espaço físico será mais rápida com o funcionamento do sistema ‘clique e retira’ —- mais de 45% da venda digital é nesse modelo, informa —-, checkout móvel e compra digital na própria loja, com entrega na residência.

Na entrevista, o CEO da Lojas Marisa anunciou que, no segundo semestre, será lançada uma nova plataforma digital da rede de varejo. Como o foco desse espaço será a “autoestima da mulher brasileira”, Marcelo contou que o grupo decidiu abrir mão de produtos que mais vendem para mulheres —- os de higiene da casa, por exemplo —- porque não faziam sentido para o propósito do negócio. 

Para uma rede de varejo de moda feminina, que tem como lema “de mulher para mulher”, chama a atenção o fato de o comando está sob responsabilidade de um homem. Quanto a isso, Marcelo Pimentel, apesar de surpreendido com o questionamento, lembra que é filho de uma mulher, casado com uma mulher e pai de duas mulheres. Já na Lojas Marisa, mãos de 78% da liderança é feminina, mais da metade das cadeiras do conselho de administração é ocupada por mulheres, e mais de 30% da liderança executiva, também:

“A pergunta é super justa, talvez um dos meus desafios e legados seja achar uma transição para uma CEO mulher; e fica uma dica importante para mim e eu agradeço”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN, na página do Facebook e no canal da CBN no Youtube. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10 da manhã, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Está disponível, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Bruno Teixeira, Priscila Gubioti e Rafael Furugen.

Mundo Corporativo: “o ciclo de olhar para a carreira nunca vai ter fim mas sempre vai ter um começo”, diz Gustavo Leme, especialista em RH

Gustavo Leme e Mílton Jung em entrevista no Mundo Corporativo

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O ambiente organizacional carece de uma cultura onde as pessoas tenham opinião, onde a construção seja feita com as pessoas e não para as pessoas; esse ambiente onde as pessoas podem contribuir, na medida que entendem a direção da empresa, as educa a terem opinião”

— Gustavo Leme, direto de RH

Fomos educados para não perguntar e não expressar nossas dúvidas, e isso nos coloca na contramão  das necessidades corporativas. É preciso criar espaços na empresa nos quais a aprendizagem seja incentivada, em que se desenvolva um repertório mais rico e não-linear. É o que pensa Gustavo Mançanares Leme, diretor de Gente, Gestão e Cultura do Grupo Pasquini, que atua no setor de moda. Ele é  autor do livro “O acaso não existe – ou você constrói a carreira dos seus sonhos ou alguém vai te contratar para construir a dele”.  

Em entrevista ao Mundo Corporativo, Gustavo explica que os profissionais têm de se dedicar a construir uma plataforma de carreira em lugar de um plano de carreira, que costuma ser mais comum. O plano, segundo ele, remete a um caminho mais linear, com variáveis mais conhecidas. A plataforma é onde o ecossistema se conecta com diferentes fontes, é o caminho de vida e de profissão em diferentes variáveis. 

“O que a gente mais precisa é gente que lê cenário e propõe soluções, muitas vezes não convencionais, que sejam artistas. É isso que eu sinto: faltam dentro do mercado corporativo pessoas que tragam soluções e para as pessoas trazerem solução têm de ter um conhecimento muito mais generalista, na minha visão, do que um conhecimento especialista”

A arte, para Gilberto, está conectada com a realização, por isso ele sugere que os profissionais se conectem con a arte deles, podendo escolher onde vão trabalhar, o que ocorre em 70% a 80% dos casos.  O executivo se diz surpreendido com as novas gerações porque muitos ainda entram no mercado de trabalho com o conceito de terceirizar à empresa a decisão da sua vida, talvez porque tenhamos sido educado por pais que viveram essa realidade. Gilberto explica que se o tempo comum de longevidade de uma empresa era de 40, 50 anos, atualmente está reduzido a 18 anos.

“Se a média é essa, a gente não consegue ficar na mesma empresa …. isso vai fazer que a gente mude de emprego ou porque o mercado quer ou porque essa geração está querendo fazer o que faz sentido para ela: então, temos menos tempo de empresa, dinamismo de mercado e busca de propósito.”

Perguntado por um dos ouvintes do Mundo Corporativo sobre quando se deve começar a pensar no plano de carreira (ou na plataforma de carreira) e o período em que este projeto deva ser reavaliado, Gilberto respondeu:

“Esse ciclo de você olhar para a carreira nunca vai ter fim mas sempre vai ter um começo, e esses começos não podem esperar, esse ciclo de “ah virou o ano eu vou emagrecer, vou voltar a fazer exercício” não cabe com carreira: ela é dinâmica. Nós somos donos da própria carreira. E eu acredito mesmo que o acaso não existe”

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O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10 da manhã, aos domingos, 10 da noite em horário alternativo e pode ser ouvido a qualquer momento em podcast. O programa é gravado às quartas-feira, 11 da manhã, com participação dos ouvintes pelo e-mail milton@cbn.com.br. Colaboram com o Mundo Corporativo Juliana Prado, Bruno Teixeira, Débora Gonlçaves e Rafael Furugen.

Mundo Corporativo: André Machado, da AsQ, explica como deixar líderes longe da empresa ajuda na criatividade

“… ele tem de ter uma gestão muito mais participativa, trazer os objetivos, discutir com a equipe, usar a tecnologia que está super a favor da gente para coletar as ideias” —- André Machado, AsQ

Profissionais com facilidade de adaptação, resilientes diante dos desafios que tendem a surgir com maior frequência e que saibam proteger sua vida pessoal para que não seja impactada pela profissional —- a medida que ambas passam a dividir o mesmo espaço com o sistema de home office. Essas são algumas das características de colaboradores que têm se destacado ao longo desta pandemia, na opinião de  André Machado, CEO da AsQ, em entrevista ao programa Mundo Corporativo da CBN.

Especializada em gestão de saúde privada, a AsQ foi lançada em agosto do ano passado, no auge da pandemia, após gestores e executivos perceberem a oportunidade de negócio que havia naquele momento crucial para operadoras de planos de saúde, empresas e seus beneficiários. Além de desenhar seus escritórios para a nova realidade e manter muitos funcionários trabalhando à distância, André conta que a partir da troca de experiências da equipe, criou-se um sistema que passou a ser chamado de “ócio criativo”:

“A gente criou uma tarde, uma manhã,  um turno do dia da semana, em que o gerente não está disponível para o trabalho, mas terá de fazer algo que estimule a oxigenação, a criatividade … ele não está disponível para a gente, para as pessoas da empresa”

Segundo André, a estratégia atende a dois aspectos: a formação de novos líderes, pois o gerente é obrigado a delegar autoridade a pessoas de sua equipe; e a busca de soluções que surgem a partir do instante em que o gestor é estimulado a desestressar.

Além de equipes bem preparadas, o CEO da AsQ cita o fato de que a empresa está baseada na tecnologia, com pessoal dedicado a inovação e aberto a troca de informação com os parceiros de negócio. Uma das novidades que estão sendo trabalhadas, a partir do compartilhamento de conhecimento, é a de tecnologia vestível que propiciará uma experiência melhor para as pessoas, diz André.

“Tem pouquíssimas pessoas que querem voltar para o escritório e como eu presto serviço de saúde, tenho de trabalhar muito para dentro de casa, então eu mantenho o apoio ao colaborador para que ele tenha uma sustentação psicológica e de saúde para se manter nesta lógica do trabalho”.

Quanto ao papel dos líderes, André Machado identifica a necessidade deles encontrarem novas formas de administrar suas equipes:

“… o gestor tem de estar muito envolvido nisso, em querer servir; e esse trabalho à distancia, eu acho, deixou isso muito mais forte; ele tem de estar muito mais disposto a isso”

O Mundo Corporativo é gravado às quartas-feiras, 11 horas, e pode ser assistido ao vivo no canal da CBN no Youtube, no Facebook e no site cbn.com.br. O programa vai ao ar aos sábados no Jornal da CBN, aos domingos, às dez da noite, em horário alternativo ou pode ser ouvido a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Bruno Teixeira, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: “o melhor líder é o melhor ser humano”, diz a consultora Luciane Botto

“Um líder cada vez mais, além de pensar em resultado, tem de pensar nas pessoas. E conseguir fazer este equilíbrio entre o resultado, a técnica, a ferramenta, o processo, as pessoas … conseguir trazer o time junto é o que cada vez mais a gente precisa dentro das nossas organizações”

Luciane Botto, consultora

A alta competitividade dentro das organizações, a busca incessante de resultados e a insegurança quanto aos cenários que se desenham nesta pandemia potencializam os desafios impostos aos líderes. É preciso coragem e sensibilidade para as tomadas de decisão, além de consciência do impacto que seus atos terão sobre as pessoas com as quais tem relação. Para a consultora Luciane Botto, que se dedica ao desenvolvimento de lideranças e realiza consultoria organizacional, quanto mais nos desenvolvemos como seres humanos íntegros, responsáveis e autênticos, mais efeitos tendemos a nos tornar como líderes e mais plenamente seremos capazes de viver nossas vidas.

Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN., Luciane falou da necessidade de os profissionais trabalharem com o conceito de liderança integral:

“Um líder cada vez mais, além de pensar em resultado, tem de pensar nas pessoas. E conseguir fazer este equilíbrio entre resultado, a técnica, a ferramenta, o processo, as pessoas, conseguir trazer o time junto é o que cada vez mais a gente precisa dentro das nossas organizações”.

Em “Liderança Integral — a evolução do ser humano e das organizações”(Editora Vozes), Luciane e seus colegas José Vicente Cordeiro e Paulo Cruz Filho, identificam cinco atitudes para quem pretende exercer na plenitude o seu papel de líder:

  • Propósito — “.. a razão pela qual algo é feito ou criado, ou para a qual algo existe.”
  • Accountability —  “… assumir sua responsabilidade pelos resultados produzidos em sua organização e na sua vida.”
  • Integridade — “… dar o máximo de nós mesmos pelas nossas causas, mas sem ir contra os nossos valores pessoais e os das organizações.”
  • Humildade — “reconhecer que aquilo que vemos lá fora não são fatos absolutos e, sim, nossas interpretações do que acontece no mundo”….portanto devemos “permanecer abertos às interpretações dos outros acerca do que está acontecendo.”
  • Veracidade  — “…ser sincero consigo mesmo e com os outros.”

O exercício dessas atitudes permite que se identifique forte conexão da equipe de trabalho e se melhore o ambiente da organização, mesmo com alguns setores da economia mantendo seus profissionais atuando à distância, desde o início da pandemia. Líderes incapazes de exercerem esse papel tendem a ser responsáveis pela criação de empresas tóxicas, segundo Luciane. Estudo da Harvard Business School com mais de 60 mil funcionários mostra que o ambiente ruim desanima as equipes e afetam os resultados. Quando o gestor é muito grosseiro, diz a consultora, 80% das pessoas se sentem descomprometidas, 38% reduzem a qualidade do trabalho e 25% transferem essa frustração ao cliente.

“Se o melhor líder é o melhor ser humano, ele tem de estar preocupado não só em ser um excelente gestor, mas também ser um colega que compartilha informação, que está disposto a ensinar, a aprender, a dar o seu melhor, a muitas vezes pedir ajuda, a ter humildade suficiente para falar que não tem todas as respostas, que não é o super-herói”

O programa Mundo Corporativo é apresentado pelo jornalista Mílton Jung, pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no Canal da CBN no Youtube e no Facebook, e é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN. O Mundo Corporativo tem a colaboração de Débora Gonçalves, Juliana Prado, Bruno Teixeira e Rafael Teixeira.

Mundo Corporativo: Dante Mantovani diz como o líder deve se portar diante da pandemia e dos Millennials

 

“A tendência é que a gente cada vez mais tenha um ambiente multigeracional e cada um tenha seus valores diferentes, sua visão de mundo. E a convivência é um desafio. Ela é possível, mas a gente precisa entender e não julgar os valores dos outros”  — Dante Mantovani, consultor.

Que as transformações vinham ocorrendo em alta velocidade, sabíamos. Que a pandemia fez empresas pisarem fundo no acelerador tecnológico para se safarem da crise, sabemos. E como os líderes devem se portar nesse cenário pouco conhecido? Teremos de aprender. Especialmente se considerarmos que, além de estarem diante desse desafio inédito, ainda precisam comandar equipes multigeracionais, com suas diferenças e necessidades. Em busca de uma resposta para essa situação, entrevistamos no Mundo Corporativo, Dante Mantovani, engenheiro e consultor de desenvolvimento humano, mestre pela FEA com tese em que estudou o comportamento dos Millennials. 

Antes de continuar essa conversa, vale diferenciar: o Dante Mantovani que entrevistamos não tem nada a ver com o maestro, ex-presidente da Funarte e candidato frustrado à prefeitura de Paraguaçu Paulista, que já disse ser o rock coisa do capeta. Eles são apenas homônimos. E só.

De volta ao que importa: os Millennials que foram foco do estudo de Dante Mantovani são aqueles que nasceram depois de 1986, uma turma que tem entre 24 e 34 anos, que por aqui só conheceu o Brasil pós-Democracia e em um período de prosperidade. São jovens que buscam empregos que façam sentido para eles —- não apenas para pagar as contas —- e empresas que tenham propósitos claros. 

“O estudo de gerações não é para colocar dentro de uma caixinha e rotular; é para você entender uma característica comum de comportamento”

Dante lembra que foi estudar os Millennials para enxergar o papel dos líderes e a mudança de comportamento que essa relação exige das empresas. Somaram-se a isso as lições aprendidas na pandemia que exigiu forte adaptação no ambiente de trabalho e nos processos de produção. Para o consultor, o que vivemos hoje deixará sua marca na forma de se comandar equipes de trabalho:

“O modelo de líder do futuro vai ser um líder mais colaborativo, que sabe não ter todas as respostas, mas tudo bem: ele será capaz de entrar na sala e dar um norte e fazer com que as pessoas tenham uma disciplina de encontrar essa solução; e aí existem varias metodologias  para as pessoas construirem esse caminho juntos”

Já que falamos do capeta, agora há pouco, vale destacar o que nos disse Dante sobre a importância que o líder tem na dinâmica do trabalho e no desejo de as pessoas quererem ou não ficar em uma empresa. Para ele, a vida pode ser o céu ou o inferno dependendo o tipo de liderança que é exercida na organização:

“40% do comprometimento vem da ação do líder, outros 40% vem da própria pessoa e os 20% restantes são referentes a política da organização, ao clima organizacional benéfico e outros aspectos”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, em vídeo: no site, no Facebook e no canal da CBN no Youtube. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN e domingos, às 10 da noite, em horário alternativo Você também pode assinar o podcast do Mundo Corporativo.

Mundo Corporativo: Roberto Fulcherberger, da Via Varejo, diz como a tecnologia tornará atendimento cada vez mais pessoal nas lojas

“Quem vai mandar no jogo, como é que vai se dar o atendimento daqui para frente é o consumidor e cabe a nós estarmos preparados em todos os canais” —- Roberto Fulcherberger CEO da Via Varejo

Conectar clientes e vendedores através da tecnologia e tornar essa relação mais pessoal no atendimento dentro da loja. Esse é um dos projetos que a Via Varejo pretende lançar, em breve, a partir do investimento na digitalização de processos e da aproximação com startups. Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, Roberto Fulcherberger, que assumiu o comando da companhia em julho do ano passado, falou de estratégias que vinham sendo implementadas antes de a pandemia se iniciar e tiveram de ser aceleradas para enfrentar as restrições sanitárias que fecharam todas as lojas físicas:

“No segundo trimestre, fizemos circular tudo pelo online  e vendemos quase que a mesma coisa que a gente venderia, só que com 85% das lojas fechadas, na média do trimestre … A gente forçadamente fez a transformação total da empresa.” 

Quando chegou ao grupo, que tem marcas conhecidas no varejo — Casas Bahia, Ponto Frio, Extra e móveis Bartira —-, o desafio de Roberto era tornar a companhia relevante novamente, após perda de mercado para concorrentes, como a Magazine Luiza, e registro de prejuízos financeiros que chegaram a R$ 162 milhões no segundo trimestre do ano passado. Fez mudanças em todos os cargos do comando da empresa e levou, como define, “gente com ego zero” e “diversidade de conhecimento”: reuniu em uma mesma equipe executivos que entendiam muito ou de digital ou de logística ou de vendas:

“Tudo começou por pessoas, fomos encaixando as pessoas certas nos lugares certos … o time da segunda camada a gente também substituiu quase 85% e veio gente aliada com o que pensávamos …”.

Antes de alcançar a transformação digital que imaginava, Roberto diz ter sido necessário mudar a cultura da empresa e, para isso, a comunicação foi fundamental. Segundo ele, os colaboradores estavam fragilizados diante dos resultados negativos da companhia e era preciso ser direto e transparente com as equipes de trabalho. Um das formas foi mostrar onde a empresa pretendia chegar e como faria para alcançar seu objetivo. O executivo avalia que em quatro meses o time já estava engajado, o que ajudou, também, no desafio seguinte que foi a pandemia.

“Ninguém está preparado para fechar as portas ao consumidor. A gente naquele momento tinha um online de mais ou menos 28% das vendas, e logo vimos que teríamos 20 mil vendedores à disposição. O time se reuniu muito rápido, criou o Me Chama no Zap, um case mundial do Facebook, treinou o pessoal e, no quinto dia, todos os vendedores já estavam em contato com os clientes”.

Em novembro, a Via Varejo anunciou o fechamento de cerca de 100 lojas físicas e Roberto explica que a medida não tem relação com a pandemia. Diz que faz parte de um processo que já vinha sendo avaliado e tem como objetivo eliminar sobreposições de unidades, resultantes da fusão das Casa Bahia com o Ponto Frio. Há casos em que a companhia tem mais de duas lojas em uma mesma rua e outros em que há até sete unidades em uma região de microcomércios. Apesar de encerrar essas operações, o executivo nega que haverá demissões e lembra que está sendo mantido o plano de expansão que prevê abertura de 80 lojas, das quais 35 serão entregues até o fim deste ano.

Mesmo com o crescimento das compras online, a presença de lojas físicas seguirá sendo importante, de acordo com o executivo, porque ainda existem muitos consumidores que não querem a jornada digital e o Brasil é gigantesco e diverso neste sentido. Mais do que isso: a loja que até agora é quem recebe e se relaciona com o consumidor será, também, parte da logística e ponto de coleta, uma espécie de “minihub”. A compra da startup ASAPlog, em maio, por exemplo, foi a forma de a Via Varejo buscar soluções para a “entrega última milha”, contando com uma rede de entregadores autônomos. Essa aquisição também está ligada a outro movimento no grupo que é o de abertura do seu sistema para empreendedores através da Distrito, um centro de inovação que conta com uma plataforma que conecta startups, grandes empresas e investidores usando big data e inteligência artificial.

Lembra da primeira frase deste texto, em que falamos de usar a tecnologia para aproximar o cliente do vendedor dentro da loja? Roberto conta que está em desenvolvimento um serviço que fará com que o atendente seja alertado em seu smartphone todas as vezes que seu cliente entrar na loja, recebendo na tela do celular as informações sobre compras anteriores e buscas recentes que fez no site da empresa —- desde que autorizado pelo consumidor, lógico. 

“No fim do dia o que a gente quer é ser a empresa que melhor se relaciona com o consumidor. O pessoal costuma dizer que esta jornada digital vai deixar as coisas impessoais. Eu falo exatamente o contrário: vai deixar a jornada ainda mais pessoal …. vai ser como a 20, 30 anos quando o vendedor tinha a possibilidade de conhecer o cliente pelo nome”

O Mundo Corporativo é apresentado às quartas-feiras, às 11 horas, no site, no canal da CBN no Youtube e no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, domingo, às 10 da noite, em horário alternativo e em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Priscila Gubioti

Mundo Corporativo: Felipe Mansano diz o que é preciso para sua startup ser descoberta por investidores

“Normalmente, os investimentos em startup têm esta característica: quem investe está procurando empresas que podem escalar, e, geralmente, a maneira mais eficaz é uma solução que é ancorada em um aspecto relevante de tecnologia”  — Felipe Mansano, Equitas VC

Mudar a maneira como profissionais de tecnologia são recrutados, migrar uma escola de programação para o cenário online e desenvolver conteúdo para provas de residência médica. Essas são algumas das ideias surgidas em startups que tiveram seus negócios alavancados com a participação de fundos de venture capital ou de investimento de risco. Todos esses projetos foram desenvolvidos no Brasil, país que tem assistido ao longo da última década um crescimento acentuado no número de empreendedores que se pautam em negócios digitais. Para Felipe Mansano, da Equitas VC, é importante ter esse ecossistema, do qual fazem parte  fundos, empresas e pessoas dispostas a investir em startups.

Em entrevista ao Mundo Corporativo, Felipe falou de oportunidades que existem atualmente no Brasil para quem cria e para quem investe:

“Na hora de fazer negócio é muito importante que as duas partes, tanto a gente como o empreendedor, além do dinheiro, avalie como esse investidor vai me ajudar a fazer para que o meu negócio alcance seu potencial. Nós acreditamos que é neste aspecto que mora a oportunidade, porque no Brasil tem mais escassez de conhecimento e de execução do que de capital — especialmente no cenário agora de juros muito baixo”

Os fundos de venture capital buscam empresas com foco na tecnologia porque são negócios que podem crescer em escala, o que atrai investidores dispostos a colocar o seu dinheiro em empreendimentos que estão em estágio inicial e a aguardar de sete a dez anos para terem o retorno financeiro: 

“É um jogo de longo prazo, mas para a empresa que dá certo, o retorno é 50 a 70 vezes o investido”.

Algumas dicas de Felipe Mansano que facilitam a atração de investidores para o seu negócio:

Como a maioria dos negócios está se iniciando, boa parte da aposta do investidor é na qualidade do time que está envolvido no projeto, portanto atenção na equipe de trabalho.

Identifique o diferencial competitivo deste time em relação ao desafio que a empresa está disposta a resolver,

Não adianta ser o maior peixe em um aquário pequeno, ou seja, é importante que você tenha solução para um problema grande; lembre-se, o investidor quer empresas com potencial de crescimento em escala.

—  Tenha clareza da concorrência; se houver muitas empresas oferecendo solução para aquele problema que você se propõe a resolver a chance de se destacar é menor

—  Mostre como a receita da empresa vem crescendo mês a mês; essa informação permite que o investidor avalie a adesão do mercado ao seu negócio, o quanto o mercado está vendo de valor na sua ideia.

Erros que podem atrapalhar o seu negócio:

Os fundadores da empresa terem apenas uma parcela do negócio: quanto menor a participação, menor é a disposição para enfrentar os desafios 

Não ter clareza do tamanho do seu mercado: o investidor precisa desta informação.

Ter empresas que não têm potencial de crescer em escala, geralmente não estão inseridas em tecnologia, uma característica que permite que o negócio se desenvolva de maneira rápida.

O Mundo Corporativo pode ser assistido às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site, no Facebook e no canal da CBN no Youtube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e pode ser ouvido em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Juliana Prado, Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: inspirar mulheres empreendedoras é a missão de Isabela Ventura, CEO da Squid

 

“Pensar a diversidade dentro da empresa não é só pensar assim: ‘como eu vou trazer mais pretos e pretas ou mulheres em cargos de liderança’. É entender e preparar o ambiente para receber isso” — Isabela Ventura, Squid

A presença de uma mulher no comando da empresa pode ser muita mais transformadora do que se imagina. A influência não se dá apenas pelo exemplo que oferece a outras organizações. Inspira mulheres dentro do próprio ambiente de trabalho, proporciona igualdade salarial e amplia a participação feminina nas decisões. Essa foi a experiência proporcionada pela engenheira Isabela Ventura à empresa de marketing de influência que a convidou para ser CEO, em 2018, quando ela havia se afastado do mercado de trabalho, depois de 15 anos de carreira, em busca de um período sabático:

“Comecei a entender que nunca tinha sido liderada por uma mulher e nunca havia me dado conta disso. Nunca havia tido essa referência e oportunidade de entender por outras perspectivas o que é liderar …. ao ser convidada para ser CEO, entendi que o papel da Isa Ventura, como mulher, empreendedora e líder tinha de ser colocado em prática e deixar de lado o sabático”.

Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, Isabela Ventura contou que ao chegar na empresa teve a preocupação de analisar a folha de pagamento dos colaboradores e garantir que houvesse igualdade salarial independentemente do gênero. Sua presença na liderança da empresa, onde havia atuado como conselheira, ampliou de 40% para 50% a participação de mulheres. Ao mesmo tempo implantou o programa “Power to the people” para mostrar a importância das pessoas no negócio: dessa forma, todos são ouvidos em suas ideias, sugestões e projetos, explicou.

A diversidade na startup não se resume a questão de gênero. É preciso que esteja voltada para todos aqueles  grupos de pessoas que costumam ser excluídos, conscientemente ou não:

“Trazer a liderança para perto e entender que essa é uma pauta importante para a empresa, e que a gente precisa fazer este reparo histórico no nosso pais é fazer nosso papel de transformação, que a gente acredita para o mundo”

Pouco antes de assumir o comando da Squid, Isabela havia montado, com outras mulheres, a Tear, uma organização que trabalha para capacitar empreendedoras e lideranças femininas.

“A gente precisa entender que termos mulheres liderando empreendimentos significa aquecer de alguma forma a economia, para que seja mais próspera, que gere de fato mais engajamento do time e reverberar esse centro de criatividade e comunidade criativa — é o que eu acredito”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, toda a quarta-feira, às 11 da manhã, no site, no Facebook e no canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com o programa: Juliana Prado, Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Priscila Gubiotti. 

Mundo Corporativo: Giovanni Cerri, do HC, fala de inteligência artificial e oportunidades para startups na saúde

 

“A saúde é o mercado que mais cresce e que a população mais necessita, então existem grandes oportunidades tanto na área de saúde pública como na área de saúde privada para desenvolver startups e desenvolver soluções; ‘w por isso que nós temos percebido grande interesse de investidores e grande interesse de empreendedores” — Giovanni Cerri 

Uma plataforma que reúne dados de pacientes com Covid-19 e será estendida para centralização das informações de pessoas em busca de atendimento hospitalar. O avanço sem volta do uso da telemedicina para consultas médicas. E a melhoria da gestão hospitalar com o uso da inteligência artificial. Essas são algumas das transformações digitais que o setor de saúde assistiu desde o início da pandemia, de acordo com o médico Giovanni Guido Cerri, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da CBN.

Giovanni Cerri é presidente do Conselho Diretor do Instituto de Radiologia (InRad), de São Paulo, e presidente da Comissão de Inovação (InovaHC) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Ele conta que ainda antes da crise sanitária que paralisou boa parte das atividades no mundo, já era possível identificar interesse das instituições de saúde em abrir as portas para startups e empreendedores que acreditam na inovação:

“O HC é muito complexo e por isso nós chamamos os empreendedores da área da saúde para traze soluções para esse problemas do dia a dia: comunicação do paciente, o monitoramento, o usoda a inteligência artificial — tudo isso ajuda a dar mais acesso ao cidadão, melhora a jornada do paciente, ajuda a indústria nacional e reduz o Custo Brasil na saúde”

O Distrito InovaHC, por exemplo, é um hub de inovação que reúne pessoas, empresas e ideias que levam ao desenvolvimento de produtos e serviços, baseados na tecnologia, para criar, testar e expor soluções de saúde. De acordo com Guilherme Cerri, em um ano cerca de 120 conexões foram realizadas entre empreendedores, aceleradores e organizações da área de saude:

“A introdução da tecnologia no sistema de saude é um grande desafio .. É muito importante criar a cultura do empreendedorismo”

Experiência desenvolvida a partir da pandemia foi a plataforma RadVid-19 de inteligência artificial para diagnóstico da Covid-19 que tem ajudado médios e instituições de saúde a otimizarem diagnóstico e tratamento contra a doença. A solução foi criada pelo Instituto de Radiologia da USP e pelo InovaHC que informam ter havido, desde sua criação, mais de 28 mil acessos e foram cadastrados mais de 14 mil exames de imagens enviados por radiologogistas de 12 estados, com média de 70% de resultados positivos para a Covid-19”

“Tecnologia da transformação digital democratiza e facilita muito o acesso à saúde e torna o custo muito menor”

As oportunidade para empreendedores e startups se expandem com a criação de centros de inovação anexados a instituições de saúde, que podem ser usados como laboratórios para se testar e ideias  e soluções. Além disso, esse trabalho compartilhado permite acesso a aceleradoras e investidores.

“Nós temos que estimular o desenvolvimento de soluções de tecnologia customizados ao mercado brasileiro, que vai permitir um acesso maior e um custo menor, eu acho que isso vai fazer a grande trabsformacao da saude no país”

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às dez da noite, em horário alternativo. O programa está disponível, também em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Izabela Ares, Guilherme Dogo, Rafael Furugen e da Débora Gonçalves.