Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: por que a Disney continua encantando gerações

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Poucas marcas conseguem atravessar um século mantendo a capacidade de emocionar pessoas de diferentes idades, culturas e classes sociais. Portanto, não me surpreendeu o fato de a Disney ter reaparecido na pauta proposta pelo Jaime Troiano e Cecília Russo para o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

A Disney virou um caso raro de permanência especialmente se considerarmos que vivemo em um mercado que muda em velocidade acelerada. Enquanto empresas de tecnologia surgem, crescem e desaparecem em poucos anos, a companhia criada em 1923 segue entre as marcas mais valiosas do planeta. Segundo dados da Brand Finance  citador por Jaime Troiano, a marca Disney vale cerca de U$ 48 bilhões e permanece entre as 50 mais valiosas do mundo.

Para Jaime, a força da Disney está menos nos personagens e mais naquilo que eles despertam nas pessoas. “A capacidade de emocionar as pessoas. Esse é o papel supremo das marcas”, afirmou.

A observação ajuda a entender um fenômeno que vai além do entretenimento. Marcas fortes criam vínculos emocionais. Elas deixam memórias, ocupam espaço afetivo e passam a fazer parte da rotina das pessoas. Portanto, não se fala apenas de consumo, mas de relação.

Jaime  destacou que emoção sem consistência não se sustenta. Segundo ele, a Disney mantém uma “gestão muito estruturada”, associada a bons produtos e comunicação coerente ao longo do tempo. A combinação entre emoção e organização explica por que a marca consegue fidelizar consumidores por tantas décadas.

Cecília Russo chamou atenção para outro aspecto importante: a capacidade da Disney de preservar sua essência enquanto se transforma. “A Disney é super apegada às raízes, às tradições, mas ela sabe também ir além”, disse.

Esse talvez seja um dos maiores desafios das empresas atuais. Muitas marcas mudam tanto para parecer modernas que perdem identidade. Outras se agarram ao passado e deixam de conversar com o presente. A Disney parece ter encontrado um equilíbrio delicado: muda sem deixar de ser reconhecida.

A aquisição de empresas como Pixar, Marvel e Lucasfilm foi apresentada por Cecília como exemplo desse movimento. Ao incorporar novas linguagens e personagens, a marca ampliou seu alcance sem abandonar o universo da fantasia.

Outro ponto lembrado foi a expansão da experiência da marca. A Disney deixou de existir apenas no cinema. Criou parques, produtos licenciados, jogos e diferentes plataformas de relacionamento com o público. Cecília resumiu essa presença ampla ao lembrar que é difícil encontrar uma casa que não tenha ao menos algum produto ligado à marca.

A medida que Cecília e Jaime falavam, impossível não pensar em filmes e personagens que nos acompanharam ao longo do tempo. Ou remexer a memória das experiências em parques das Disney com as crianças.  Aquela montanha russa absurda que me meti, as dezenas de vezes que entrei no carrossel do Buzz Lightyear ou o café com personagens que nos fez levantar cedo para não perder a reserva. 

Ops, de volta ao Sua Marca: a Disney ajuda a ilustrar uma lição importante para qualquer negócio. Por mais que pordutos possam ser copiados, ficarão aqueles que trouxeram algum signficado. Quando uma marca consegue ocupar um espaço emocional na vida das pessoas, ela deixa de disputar apenas preço ou funcionalidade.

A marca do Sua Marca

A principal reflexão do comentário está na ideia de que marcas duradouras não vendem apenas produtos. Vendem sensações, memórias e significados. Como resumiu Jaime Troiano: “O que você tá vendendo além do seu produto?” A pergunta serve tanto para grandes empresas quanto para pequenos negócios que desejam criar vínculos mais profundos com seus consumidores.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo. A sonorização é do Paschoal Júnior.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quando a brasilidade vira estratégia 

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As marcas brasileiras estão redescobrindo o valor de contar suas próprias histórias. Um tema que já foi motivo de conversa no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso e foi retomado recentemente, a partir de pesquisa que Jaime Troiano e Cecília Russo estão desenvolvendo. O resultado final ainda não está pronto, mas nossos comentaristas anteciparam algumas das ideias que apareceram até o momento.

O movimento de brasilidade não surgiu por acaso. Ele parte da percepção de que cresce o interesse por elementos culturais, artísticos e até esportivos que nascem no Brasil e ajudam a formar identidade. Ao mesmo tempo, uma análise de mercado mostra que empresas nacionais passaram a incorporar esses traços no jeito de se comunicar.

Jaime Troiano resume essa mudança ao afirmar que “é um movimento de aproveitar elementos da cultura, da vida brasileira, no branding de nossas marcas” . Branding, aqui, pode ser entendido como o conjunto de ações que constroem a imagem e a personalidade de uma marca.

Durante décadas, o caminho foi outro. O próprio Troiano lembra que o marketing brasileiro seguiu um padrão “mimético”, ou seja, baseado na cópia de referências estrangeiras, sobretudo americanas. A virada acontece quando esse padrão passa a conviver com outro movimento, mais autoral, que valoriza o que nasce no país.

Na prática, isso significa equilibrar influências externas com características locais. É o que ele descreve como uma busca por algo mais “profético”, que nasce das próprias raízes e projeta um futuro com identidade própria.

Os exemplos ajudam a entender. Marcas como Farm e Hering constroem ambientes e narrativas que remetem imediatamente ao Brasil. Não é apenas estética. É linguagem, clima, repertório cultural. Uma loja, nesse caso, funciona quase como um território simbólico.

Cecília Russo reforça que esse caminho não é isolado. “É nossa e de muitas empresas que estão trilhando esse caminho”, afirma . Ela cita a Havaianas como um caso emblemático. A marca conseguiu transformar um produto simples em um símbolo reconhecido globalmente, associado ao estilo de vida brasileiro.

Cecília amplia o olhar ao lembrar que esse processo tem raízes históricas. Movimentos como a Semana de Arte de 1922, a Tropicália e a Bossa Nova já buscavam afirmar uma identidade nacional diante de influências externas. As marcas seguem essa mesma trilha, como reflexo do comportamento da sociedade.

Outros exemplos aparecem nesse cenário: Melissa, com linguagem urbana e tropical; Dengo, que explora o cacau e a natureza; Ypê, que carrega no nome e na comunicação referências diretas ao país; e até o Itaú, cuja origem do nome em tupi-guarani reforça esse vínculo.

O resultado é uma mudança de postura. Em vez de esconder a origem, as marcas passam a evidenciá-la. Em vez de copiar, reinterpretam. Em vez de seguir padrões prontos, constroem repertórios próprios.

A marca do Sua Marca

Valorizar a própria cultura não significa rejeitar o que vem de fora, reforça Jaime Troiano. O aprendizado está no equilíbrio: usar referências globais sem abrir mão da identidade local. Marcas que conseguem fazer isso deixam de ser genéricas e passam a ser reconhecidas com mais clareza.

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O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quando o consumo atravessa fronteiras e amplia identidades

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As marcas deixaram de caber em um território. Basta observar um movimento que já faz parte da sua, da minha rotina: compramos de fora, estudamos fora, investimos fora — e, muitas vezes, sem sequer perceber de onde vem aquilo que consumimos. Um desafio aos gestores de marca, como alertaram Jaime Troiano e Cecília Russo na conversa que tivemos neste sábado, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

Outro dia, navegando por um site de compras, me dei conta de que aquele produto que parecia tão próximo vinha, na verdade, de outro continente. Não era exceção. É regra. Como resumiu Cecília Russo: “o consumo hoje não tem mais um endereço único”. A frase parece simples, mas carrega uma mudança profunda. O endereço deixou de ser geográfico e passou a ser simbólico.

Entramos em uma loja física no Brasil e levamos para casa algo produzido na Ásia. Abrimos um aplicativo e encontramos a etiqueta “compra internacional” com a mesma naturalidade de quem escolhe entre tamanhos e cores. A origem já não é o fator decisivo. É o desejo que fala mais alto.

Esse movimento vai além do carrinho de compras. Está nos jovens que buscam intercâmbio ainda no ensino médio. Está nas famílias que reorganizam a vida para estudar fora. Está nas plataformas que conectam estudantes a universidades estrangeiras. Nesses casos, não se compra apenas um serviço. Compra-se um projeto de vida.

Há também o dinheiro que atravessa fronteiras. Contas em dólar, investimentos fora do país, novas formas de proteger o patrimônio. Você haverá de lembrar quando uma viagem ao exterior exigia uma visita à casa de câmbio e nos obrigava a levar um maço de dinheiro estrangeiro na bolsa. Cecília sintetiza bem: essas empresas “vendem mais do que uma conta. Elas vendem tranquilidade, segurança, a ideia de expansão”. No fundo, vendem a sensação de que o mundo ficou maior.

Jaime Troiano ajuda a entender o que está por trás desse comportamento. Ele fala de algo que não aparece na etiqueta do produto. “Há um sentimento por trás de que eu não tenho limites, que o mundo é todo meu”. É quase um jogo de conquista. Quem já brincou de War entende a metáfora.

A curiosidade também entra em cena. Experimentar o novo. Sair do conhecido. Testar sabores, culturas, experiências. Nem todos se jogam com a mesma intensidade, mas a possibilidade está aberta. E isso já muda a relação com as marcas.

Há ainda um elemento silencioso: o desejo de pertencer. Consumir algo que vem de longe pode sinalizar a entrada em um grupo mais restrito. Lembro do que significava jogar basquete com um tênis All Star cano longo nos meus tempos de adolescente. Ter um daqueles pares de tênis dava a impressão de que jogávamos muito mais do que realmente éramos capazes. Para comprá-los, precisávamos da colaboração de algum conhecido que viajasse aos Estados Unidos. Eu tive de me contentar com um Charrua, comprado na fronteira do Rio Grande do Sul — mais acessível.

Como em toda escolha, existe o cálculo. Preço, oportunidade, proteção do dinheiro. “Há sempre alguma coisa ligada à ideia de fazer um bom negócio”, lembra Jaime. O racional acompanha o emocional. Caminham juntos.

No meio desse cenário amplo, uma pergunta se impõe: se tudo pode vir de qualquer lugar, o que mantém a relação entre marca e consumidor?

A marca do Sua Marca

Quando o consumo atravessa fronteiras, a confiança precisa ser o ponto de ancoragem. Produtos circulam, serviços se deslocam, experiências se multiplicam. O que permanece é a segurança de que aquela escolha vale a pena.

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O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após as 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: os riscos da uniformização das marcas com o uso da inteligência artificial

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O avanço da inteligência artificial já impacta a forma como empresas produzem conteúdo, constroem campanhas e definem estratégias de comunicação. O ganho de velocidade é evidente. O risco, menos visível, aparece na perda de identidade. Como trabalhar diante do aumento de eficiência que a IA proporciona e o risco de perda de originalidade foi o tema da conversa com Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

Cecília chama atenção para um movimento que contraria avanços recentes na representação de pessoas na publicidade. “Eu vejo que um dos riscos que a IA traz para a comunicação é a de estarmos dando um passo atrás em algo que já achávamos que estava resolvido.” Ela se refere ao esforço das marcas, nos últimos anos, para mostrar pessoas mais reais e diversas.

Segundo Cecília, a tecnologia pode recriar um padrão artificial ainda mais distante do cotidiano. Imagens com traços irreais, imperfeições exageradas e ausência de expressão humana voltam a ocupar espaço. O efeito prático é um recuo em uma agenda que buscava aproximar marcas e consumidores por meio da autenticidade.

Esse ponto exige equilíbrio. A comunicação também trabalha com aspiração — aquilo que desejamos ser. O desafio está em não perder o vínculo com a realidade ao tentar projetar esse ideal.

Jaime aborda outro risco: a dependência intelectual. Para ele, o uso excessivo da IA pode limitar a capacidade criativa. “Estamos cada vez mais reféns da IA”, diz. A consequência aparece no resultado final das marcas: soluções parecidas, previsíveis e pouco distintas.

Ele recorre a uma referência cultural para ilustrar o problema. “A desobediência é uma virtude necessária à criatividade.” A frase, associada a Raul Seixas, reforça a ideia de que inovar exige romper padrões. Quando todos recorrem às mesmas ferramentas e bases de dados, a tendência é a padronização.

Na prática, isso significa campanhas que se parecem, discursos que se repetem e marcas que perdem aquilo que as torna reconhecíveis. A identidade — construída ao longo do tempo — passa a ser diluída por respostas automatizadas.

O alerta não é contra o uso da tecnologia. Pelo contrário. Ambos destacam que a IA traz benefícios importantes e deve ser incorporada ao trabalho. A questão central está no modo de uso. A ferramenta não pode substituir o pensamento crítico, a intuição e a criatividade humana.

A discussão reforça um princípio básico do branding: valor de marca está ligado à diferença. Quando todas falam do mesmo jeito, deixam de ser lembradas.

A marca do Sua Marca

A tecnologia deve servir como apoio, não como substituição da inteligência humana. Marcas relevantes combinam eficiência com criatividade própria e mantêm sua identidade mesmo diante de novas ferramentas.

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O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: escritores ensinam como consistência constrói valor

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Alguns escritores conseguem transformar seu nome em referência antes mesmo de o leitor abrir o livro. O tema foi discutido no comentário Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN, com Jaime Troiano e Cecília Russo.

A conversa parte de uma constatação simples: autores também operam como marcas. Eles constroem uma identidade que combina estilo, temas e forma de narrar. Essa identidade cria expectativa no público. Como explica Cecília Russo, “as pessoas sabem o que esperar dessa autora, desse autor e por isso eles vão atrás de um novo livro lançado”.

Essa previsibilidade não significa repetição mecânica. Trata-se de coerência. O leitor reconhece traços comuns — linguagem, profundidade dos personagens, tipo de conflito — e se conecta com essa entrega. É o que acontece com autores como Carla Madeira, que mantém uma assinatura emocional marcada por relações humanas intensas, ou Itamar Vieira Junior, cuja obra carrega um olhar social enraizado na realidade brasileira.

O mesmo raciocínio vale para nomes internacionais, como Colleen Hoover, Elena Ferrante e Haruki Murakami. Cada um construiu um território próprio. Quem lê já entra na história com uma expectativa formada. Esse é um ativo poderoso.

Jaime Troiano amplia o olhar ao lembrar que isso não é novidade. “Mesmo antes de nós falarmos de branding pessoal, autores mais clássicos também representam marcas, com estilos próprios, antecipando expectativas do próprio leitor”. Machado de Assis, por exemplo, consolidou uma escrita marcada pela ironia, pela análise psicológica e pela crítica social. Ao manter esses elementos, fortaleceu sua identidade ao longo do tempo.

Há outro ponto importante: autores, assim como marcas, não buscam agradar a todos. Escolhem um público, ainda que de forma intuitiva. Isso ajuda a consolidar uma base fiel de leitores, que acompanha lançamentos, recomenda obras e até valoriza edições especiais. Forma-se uma comunidade em torno da marca.

Essa relação também traz um desafio. Quando a identidade está bem definida, o autor passa a ser cobrado por ela. Mudanças bruscas podem gerar estranhamento. É o preço de ter construído uma promessa clara.

A marca do Sua Marca

Consistência e identidade são pilares de valor. Seja um escritor ou uma empresa, quem mantém coerência no que entrega cria expectativa, fideliza público e fortalece sua marca.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: seis regras para destruir uma marca

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Ignorar o consumidor, fechar os olhos para a concorrência e improvisar a identidade visual da marca são caminhos rápidos para comprometer um negócio. O tema foi discutido no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo no Jornal da CBN, a partir de uma provocação curiosa: o que fazer para que uma marca fracasse?

A proposta partiu de uma inversão de lógica. Em vez de listar atitudes que levam ao sucesso, Jaime e Cecília apresentaram regras que levariam ao resultado oposto. A estratégia lembra um raciocínio usado em matemática, quando se parte de uma hipótese absurda para demonstrar o caminho correto.

Jaime Troiano explicou a ideia logo no início: “Às vezes, é mais fácil chegar ao positivo partindo do negativo.”

A primeira regra para o fracasso é ouvir apenas o que se fala dentro da empresa. A sugestão, naturalmente, deve ser entendida ao contrário. Jaime Troiano brinca que os executivos deveriam evitar circular pelo mercado ou escutar clientes e consumidores. O recado implícito é claro: marcas fortes nascem da escuta ativa do público.

A segunda regra sugere ignorar completamente os concorrentes. Olhe apenas para a própria empresa e seus produtos. A provocação revela uma prática comum em gestão de marcas: acompanhar o mercado é essencial para entender tendências, movimentos estratégicos e mudanças de comportamento dos consumidores.

A terceira regra mira um problema recorrente em empresas: a improvisação na identidade visual. Jaime ironiza a prática de confiar a tarefa a alguém sem formação na área. “Acredite que a sobrinha do diretor é quem tem razão… Evite contratar designers para cuidar disso.” A frase mostra como decisões aparentemente simples podem comprometer a consistência de uma marca.

A quarta regra para o fracasso trata da extensão exagerada de marcas. A ideia, segundo Cecília Russo, seria usar uma marca conhecida para vender qualquer tipo de produto, mesmo que não tenha relação com o negócio original. Ela lembra um dos muitos casos que deram errado: “No caso da Sadia quando criou água mineral, não funcionou.”

A quinta regra propõe economizar na comunicação. Se o produto for bom, basta esperar que o público descubra sozinho. Na prática, empresas consolidadas fazem exatamente o contrário: investem em comunicação para reforçar reputação e presença na mente do consumidor.

A sexta e última regra — se é que sua marca já não fracassou por completo — é abandonar as raízes da marca em busca permanente de modernização. Em mercados acelerados, muitas empresas acreditam que precisam reinventar tudo o tempo todo. O risco é perder identidade e história — dois ativos que ajudam a construir confiança.

A marca do Sua Marca

A principal lição do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso é fazer exatamente o oposto das seis regras apresentadas. Ouvir o mercado, acompanhar concorrentes, investir em design e comunicação, respeitar a essência da marca e manter coerência nas decisões são atitudes que ajudam a construir valor ao longo do tempo.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quem a sua marca é no galinheiro?

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Nem todas as marcas disputam o mercado em pé de igualdade. Algumas lideram, impõem preço e ditam referência; outras sobrevivem tentando escapar da comparação direta. Esse foi o tema do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN, com Jaime Troiano e Cecília Russo.

A conversa partiu de um estudo clássico da etologia — área que observa o comportamento animal — realizado em 1920 pelo norueguês Thorleif Schjelderup-Ebbe. Ao acompanhar galinhas em um aviário, ele identificou uma hierarquia clara: havia aves que só eram bicadas, outras que bicavam mais do que apanhavam, até chegar ao topo, onde uma galinha bicava todas e não era bicada por nenhuma. Nascia ali a teoria conhecida como “ordem das bicadas”.

Jaime Troiano explicou que essa lógica ajuda a compreender o funcionamento do mercado. “A ordem das bicadas é um indicador de prestígio, poder e admiração”, afirmou. A metáfora é simples e direta: marcas fortes “bicam” mais do que são bicadas; marcas frágeis são substituídas com facilidade.

O conceito aparece no dia a dia do consumidor, mesmo sem que ele perceba. Influenciadores digitais ocupam posições distintas na hierarquia de relevância. O mesmo ocorre com produtos e serviços. Quando uma marca é vista como referência, ela sustenta preço mais alto e reduz o risco de troca na hora da compra. Já as que estão abaixo precisam competir por desconto ou conveniência.

Cecília Russo reforçou que essa organização não é apenas racional. “As nossas preferências por alguma marca, por outra e até falta de interesse ou rejeição por outras, é essa organização mental, perceptual dessa hierarquia”, disse. Em outras palavras, o consumidor classifica marcas na mente, criando uma escala de prestígio.

Exemplos ajudam a tornar o conceito concreto. No mercado de construção, a Quartzolit costuma ser tratada como padrão de qualidade por profissionais da área. Em culinária, há quem insista no fermento Fleischmann para garantir que o bolo cresça. São casos em que a posição hierárquica está consolidada: a marca do topo é pouco questionada.

A diferença entre galinheiro e mercado está na possibilidade de mudança. Enquanto, no estudo original, a posição das aves era difícil de alterar, no branding — gestão estratégica de marcas — há espaço para reposicionamento. Exige consistência, entendimento profundo do consumidor e proposta de valor clara.

Jaime sintetizou a lógica com uma provocação: “A marca que você tem, o da qual você cuida, você tem uma marca que bica mais ou que é mais bicada?” A pergunta vale para empresas de todos os portes.

A marca do Sua Marca

O principal aprendizado: toda marca ocupa um lugar na hierarquia mental do consumidor. Reconhecer essa posição é o primeiro passo para fortalecê-la. Quem ignora essa dinâmica corre o risco de competir apenas por preço. Quem entende a lógica da hierarquia pode trabalhar para ganhar prestígio e reduzir vulnerabilidades.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: por que a marola do mercado não sustenta marcas sem posicionamento

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A marola passa. E, quando o vento muda, só permanecem as marcas que sabem exatamente o lugar que ocupam na mente do consumidor. Esse foi o eixo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, exibido no Jornal da CBN, com Jaime Troiano e Cecília Russo, ao tratar do risco de empresas confundirem momentos favoráveis do mercado com estratégia de marca.

Jaime Troiano explicou que a marola surge quando o ambiente econômico parece ajudar. O consumo cresce, novos negócios aparecem e muitas empresas decidem entrar em um setor apenas porque o mercado está favorável. O problema surge depois. “Marola é quando a empresa sente que o mercado está soprando a favor e acompanha esse movimento”, disse. O teste real vem na calmaria: a marca criou uma posição clara para continuar relevante?

Para explicar o conceito, Jaime recorreu a um clássico dos negócios: Posicionamento – a batalha pela sua mente, de Al Ries e Jack Trout. A ideia central é simples e poderosa. A disputa entre marcas não acontece nas prateleiras nem nos anúncios, mas na mente das pessoas. “As marcas de valor e de prestígio são as que, nas palavras deles, ocupam uma posição relevante num espaço escuro e úmido, de um centímetro cúbico, em nossas mentes“, destacou. O fato é que as marcas que ocupam um espaço claro resistem ao fim da marola. As outras desaparecem como espuma.

O exemplo concreto que os comentaristas trouxeram para o programa: no Baixo Pinheiros, em São Paulo, a abertura sucessiva de bares e restaurantes criou uma onda de novos negócios. Muitos entraram sem definir claramente o que ofereciam de diferente. Com o tempo, vários fecharam. Permaneceram os que tinham uma proposta reconhecida pelo público.

Cecília Russo avançou para o campo prático. Segundo ela, não existe improviso quando o assunto é marca. “Quando a marca entrar na avenida, a comissão de frente precisa ter uma mensagem clara, relevante e diferenciada”, disse. Isso significa estudar o mercado, entender os concorrentes e definir por que aquela marca merece existir.

Ela destacou três cuidados essenciais. O primeiro é entrar preparado, com um posicionamento definido desde o início. O segundo é o momento: quanto mais cedo se entra em uma tendência, maiores são as chances, embora isso não seja garantia de sucesso. O terceiro é saber sair. Se os sinais indicarem rejeição, insistir costuma ampliar o prejuízo. Cecília lembrou o caso das antigas linhas telefônicas, que perderam valor quando a tecnologia mudou, deixando muitos investidores com o “mico na mão”.

A marca do Sua Marca

O aprendizado central é direto: momentos favoráveis ajudam, mas não substituem posicionamento. Marcas que não definem claramente quem são e para quem falam dependem demais da marola. Quando ela passa, ficam expostas.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quando a comunicação em excesso vira incômodo

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A exposição constante pode enfraquecer uma marca. Quando a comunicação ultrapassa o limite, ela deixa de gerar lembrança e passa a provocar rejeição. Esse foi o ponto de partida do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN, com Jaime Troiano e Cecília Russo.

A ideia de que “quanto mais aparece, mais forte a marca fica” ainda circula no mercado. A prática mostra outra coisa. A superexposição gera cansaço. “Quando uma marca não sai da sua frente, ela não vira lembrança. Vira incômodo”, alertou Cecília. O consumidor não se sente lembrado; sente-se invadido. Alerta no celular, e-mail, SMS, WhatsApp e redes sociais ampliaram os canais, mas também ampliaram o risco de excesso.

O efeito aparece no comportamento cotidiano. Silenciar marcas nas redes, desativar notificações ou bloquear mensagens virou hábito. “Hoje, silenciar uma marca virou uma forma de auto-respeito”, disse Jaime. O gesto protege o tempo e a atenção — dois recursos escassos. Nesse cenário, branding deixa de ser disputa por visibilidade a qualquer custo e passa a ser construção de respeito.

Outro ponto sensível é a intimidade artificial. Marcas que tentam se passar por “amigas”, adotam gírias e simulam proximidade forçada costumam gerar estranhamento. A confiança não nasce de emojis ou de excesso de informalidade. Ela se constrói com coerência, eficiência e consistência. Nem toda marca precisa ser próxima; muitas precisam, antes, ser claras e confiáveis.

Há, também, o outro extremo. A ausência total de comunicação causa estranheza. Na pandemia, marcas que desapareceram do radar foram sentidas. Comunicação, no seu sentido básico, informa o público sobre o que é relevante. O desafio está no equilíbrio. Não é entupir nem deixar no vácuo. É dosar.

O caminho proposto é simples e exigente ao mesmo tempo. Não é falar mais, é falar melhor. Não é estar em todo lugar, é ser legítima onde está. Não é automatizar tudo, é colocar intenção em cada contato. A metáfora do coquetel ajuda a entender: quem fica parado é visto; quem gira freneticamente vira distração. Marcas que exageram acabam parecendo “mosca de padaria”, pulando de um espaço a outro sem propósito.

A marca do Sua Marca

Marca forte não grita. Respeita. Presença sem propósito vira ruído e não constrói valor. Cuidar da atenção das pessoas, gerando valor em cada contato, é o aprendizado central do comentário.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o retrato do brasileiro e os pilares que conectam marcas às pessoas

Cristo Redentor no RJ Foto: Oliver Schmid on Pexels.com

Uma pesquisa nacional com mais de 10 mil entrevistas reforça três forças que organizam a vida do brasileiro: família, fé e música. O tema foi analisado no comentário Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN, a partir de um estudo encomendado pela Globo à Quaest.

O levantamento, batizado de Brasil no Espelho, mostra como esses pilares influenciam decisões, expectativas e vínculos. Para 96% dos entrevistados, a família é a coisa mais importante da vida. O dado não apenas confirma uma percepção comum, como dá escala ao sentimento. Cecília Russo observa que “só constrói marca forte quem entende de gente” e lembra que, quando os números aparecem, “fica ainda mais claro” o peso da família nas relações e escolhas do dia a dia.

Esse centro familiar orienta sonhos e comportamentos. O maior desejo declarado é ver a família feliz. No campo das marcas, a consequência é direta: ignorar esse valor custa caro. “Qualquer marca que fira o sentido de família tem altas chances de ser descartada”, afirma Cecília. Não se trata de romantizar, mas de reconhecer um vetor real de decisão.

Ao lado da família, a fé aparece com força semelhante. Também para 96% dos brasileiros, Deus está no comando da vida; mais de 80% dizem ter fé em algo. A religiosidade ajuda a explicar a positividade apontada pela pesquisa e pede cautela na comunicação. Jaime Troiano reforça que “no campo da fé, as marcas precisam de muito respeito”, sem uso oportunista, traduzindo crença em mensagens de confiança e futuro.

O terceiro pilar é a música. Quase a totalidade da população ouve música, com preferência majoritária pela produção nacional. Aqui, identidade fala alto. “No Brasil, música não é fundo, é protagonismo”, diz Jaime. Quando marcas escolhem trilhas, artistas e ritmos com atenção ao território, comunicam pertencimento: “estão dizendo ‘eu entendo quem você é’”.

Da análise emerge um recado simples e exigente. Marcas não podem ser apenas funcionais; precisam ser simbólicas. “Marcas que entendem o brasileiro não vendem apenas produtos, vendem proteção, cuidado, esperança e pertencimento”, resume Jaime. Por isso cenas de mesa cheia, riso solto e pequenas celebrações funcionam: vendem o que está no coração.

A marca do Sua Marca

Entender pessoas vem antes de vender produtos. O comentário mostra que estratégias eficazes partem do reconhecimento de valores centrais — família, fé e música — tratados com respeito e coerência.

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O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.