Educação digital e diálogo evitam dependência de videogame e tecnologia

 

 

fa318c86-7495-4d10-9296-bbbb90a709e2.jpg.640x360_q75_box-0,101,1920,1180_crop_detail

Usuário de videogame. Foto: CC0 Creative Commons

 

 

A decisão da OMS – Organização Mundial de Saúde de identificar o vício por videogame como distúrbio mental, tema que tratei em post publicado nessa terça-feira, aqui no Blog,  sinaliza o tamanho do problema que algumas pessoas estão enfrentando dentro de casa. Se até há alguns anos, os pacientes que apresentavam sinais de dependência aos jogos eletrônicos, especialmente online, tinham mais de 18 anos, hoje os consultórios de psicologia já recebem meninos e meninas de 11 e 12 anos. Fiquei surpreso e assustado com a informação da psicóloga  Anna Lucia King, que entrevistei no Jornal da CBN, na manhã desta quarta-feira.

 

 

Ela entende do assunto. É doutora em saúde mental e uma das fundadoras do Instituto Delete que surgiu dentro do Instituo de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 2008. Logo que começa a conversar sobre o assunto faz questão de ressaltar: “somos a favor das tecnologias porque são muito importantes, elas desenvolvem o mundo”. Mesmo que defenda um detox digital, não prescreve abstinência no acesso a computadores e celulares ao contrário do que se faz com dependentes de álcool e drogas.

 

 

Chama atenção para a necessidade de se diferenciar os que usam de forma abusiva a tecnologia, por lazer ou trabalho, daqueles usuários abusivos que tenham um transtorno associado. Geralmente são pessoas inseguras, dependentes emocionalmente de outras, têm baixa auto-estima, dificuldade de se relacionar, mantém alguma fobia social e usam o computador como um escudo.

 

 

 

 

Existem exames específicos e profissionais preparados para identificar a dependência de videogames – e este é um dos trabalhos do Instituto Delete. Porém, é possível ligar o sinal de alerta no caso de a pessoa, seja mais jovem ou mais velha, ter privação de sono, baixo rendimento escolar e profissional, prejuízos na  vida pessoal, social e familiar. Geralmente, a identificação desses sinais é feita por alguém da família porque a pessoa mesmo não reconhece o uso abusivo com transtorno associado.

 

 

Para Anna Lucia, educação digital e diálogo são os caminhos a serem percorridos por pais e filhos com o objetivo de evitar o uso abusivo das tecnologias: “o importante é o pai entender que ele é o responsável pelo uso da tecnologia do filho … como transmitir educação digital se ele mesmo dá exemplo errado?”.  Portanto, antes de cobrar do seu filho um comportamento que considere mais apropriado, lembre-se de prestar atenção nos seus hábitos.

 

 

Gostei de ouvir na entrevista uma sugestão que já aplico desde que me conheço por pai – e isso lá se vão 20 e poucos anos.

 

 

Anna Lucia comentou que os pais costumam reclamar dos excessos cometidos pelos filhos, mas fazem questão  de montar o quarto das crianças com sinal de wi-fi e equipamentos de última geração: “aquilo (o videogame) é muito sedutor, com luzes, imagens e personagens que são fortes e bem sucedidos”. A sugestão dela é que  o computador esteja na sala para que as crianças não fiquem isoladas e o acesso seja em um ambiente coletivo.

 

 

Por vivência já compartilhada com você, caro e raro leitor deste Blog, quando todos usam a internet em um mesmo ambiente a troca de experiência é muito maior, o relacionamento se torna saudável e educativo. E educativo para ambos os lados. Aprendi muito assistindo a meus filhos e descobri, por exemplo, que eles não vivem na frente do computador jogando videogame. Eles vivem na frente do computador assistindo a documentários e séries, pesquisando para trabalhos escolares e profissionais, conversando com amigos nos mais diferentes cantos do planeta, lendo artigos e textos disponíveis na internet, trocando todo tipo de arquivo de áudio, video, texto e foto, e, claro, jogando videogame.

 

 

“Os pais precisam ver que não é porque o filho joga o dia inteiro que ele é um doente ou tem um transtorno associado, ele às vezes tem uma falta de orientação de como usar adequadamente a tecnologia; e todo jovem que usa muito tempo não quer dizer que ele é um viciado ou dependente, ele só tem um mau uso que precisa ser corrigido e orientado”, comentou.

 

 

Você está preparado para orientar o seu filho?

 

 

Leia mais sobre o assunto:

 

 

O que aprendi com os meninos que não saem da frente do computador

 

 

Um manual para os pais da geração gamer

Com Segunda Sem Carne, deputado desafina ao plagiar beatle

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

abstract-1239434_960_720

foto Pixabay

 

Há uma semana, o deputado Feliciano Filho (PEN) obteve aprovação ao projeto de lei que institui a SEGUNDA SEM CARNE, que apresentou na Assembleia Legislativa de São Paulo. Pela proposta, com exceção dos hospitais, todos os estabelecimentos estaduais ficarão proibidos de fornecer alimentos com carne e derivados às segundas-feiras, ao mesmo tempo em que deverão ter cardápio vegetariano nos demais dias da semana.

 

 
A justificativa do deputado Feliciano:

 

“Chamar a atenção da sociedade sobre as consequências do consumo de carne e de seus derivados”

 

Ele complementa, dizendo:

 

“A produção industrial de carnes é uma das maiores fontes de poluição do meio ambiente, consome um enorme volume de recursos naturais e energéticos, além de gerar bilhões de toneladas de resíduos tóxicos sólidos, líquidos e gasosos”.

 

As entidades representativas dos produtores e exportadores de carne, já “vacinadas” com ataques ao setor, como as recentes e precipitadas denúncias da Policia Federal, se manifestaram. Apontaram, inclusive, desconhecimento de recentes progressos científicos usados através de pesquisas da EMBRAPA para amenizar danos ao meio ambiente.

 

Ao mesmo tempo, o fato da intromissão do Estado na vida das pessoas foi retratado na expressão da ABIEC – Associação Brasileira das Indústrias das Exportadoras de Carne:

 

“Numa democracia não cabe ao Estado ditar o que o cidadão deve consumir, nem interferir na ordem legal da economia por meio de artificialidade nas leis de mercado”.

 

A verdade é que, embora com o mesmo título – SEGUNDA SEM CARNE – o deputado destoa do cantor Paul McCartney, vegetariano, ativista da causa animal, que prega da forma mais democrática possível a sua crença, com a campanha #MeatFreeMonday.

 

Feliciano Filho, deputado estadual, usa seu cargo para impor a sua bandeira, enquanto há problemas ambientais em demasia no Estado de São Paulo, e que precisam exclusivamente do poder público, como o rio Tietê. Este sim um problema e uma vergonha a céu aberto.

 

Esperamos que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) cumpra com o que disse nessa terça-feira e não sancione o Projeto; e o episódio não passe de uma saída para a aprovação do Orçamento do Estado.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

 

 

A história do médico brasileiro que defendeu o “monopólio” do leite materno em favor da saúde dos bebês

 

C8Ai21mV4AEXyFv

Dr Cesar Victora, em foto da UFPEL

 

Os bebês alimentados apenas com leite materno até os seis meses têm risco de morrer por diarreia 14 vezes menor do que as demais crianças. A possibilidade de morte por infecções respiratórias cai 3,6 vezes. A mortalidade infantil aumenta se os recém-nascidos receberam, além do leite materno, água, chás ou sucos.

 

Foi a partir de dados como esses que o médico Cesar Victora convenceu a Organização Mundial de Saúde, seus colegas de medicina e, especialmente, mães e pais da importância do “monopólio do leite materno” até os seis meses de vida.

 

O estudos dele se iniciaram nos anos de 1980, no Rio Grande do Sul, e, nesta semana, foram reconhecidos com o Prêmio Gairdner 2017, o principal prêmio científico do Canadá, o que o coloca em uma lista de profissionais de saúde de onde saíram centenas de indicações para o prêmio Nobel.

 

Orgulhoso pelo prêmio mas sem ilusão. Assim, Victora, que é professor emérito da Universidade Federal de Pelotas, se apresentou em entrevista que foi ao ar nesta manhã, Jornal da CBN, direto da Colombia, onde participa de congresso que estuda a relação entre saúde pública e redução da desigualdade social. Ele não acredita na possibilidade de conquistar o Nobel de Medicina por que “eu não inventei nada, o leite materno sempre existiu”.

 

Na conversa que tivemos, Victora contou que, em breve, apresentará dados de pesquisa que se estende por 30 anos, para provar os benefícios do leite materno na vida adulta, também. Segundo ele, já é possível identificar nesses bebês, agora trintões, que a amamentação materna exclusiva até os seis meses trouxe ganhos intelectuais relevantes a essas pessoas.

 

As pesquisas desenvolvidas por ele, que levaram outros médicos pelo mundo a estudar essa área, também, colaboraram para o aumento da licença maternidade para as mulheres em boa parte do mundo.

 

Na entrevista, Victoria fez um alerta sobre a amamentação materna diante do desafio das mulheres que têm bebês e precisam trabalhar: “o mais importante da amamentação é que ela não é uma responsabilidade somente da mulher, é uma responsabilidade de toda a sociedade”.

 

Ouça a entrevista completa com o professor e doutor Cesar Victora, no Jornal da CBN:

 

É penta … a vacina que pode combater o vírus zika

 

20151229191218623090o

 

O fim do ano passado foi promissor no anúncio de ações de combate a dengue, doença que contaminava o noticiário, antes de surgir a suspeita que o aumento no número de casos de microcefalia no Brasil pudesse estar relacionado ao zika, outro vírus que tem como mensageiro do mal o mosquito Aedes aegypti.

 

Na disputa por este importante mercado – o de combate a dengue – laboratórios daqui e de fora vinham investindo muito dinheiro no desenvolvimento da vacina e de fábricas capazes de colocá-las rapidamente no mercado.

 

A estimativa da OMS é de que cerca de 400 milhões de pessoas são contagiadas a cada ano, em mais de 128 países, e perto de 40% da população corre o risco de contrair a doença, o que equivale a 3,9 bilhões de pessoas.

 

O Brasil é um dos principais alvos deste mercado: por aqui mais de 1,5 milhão de pessoas tiveram dengue e mais de 800 morreram em decorrência do vírus, só no ano passado.

 

Analistas calcularam, em 2015, que a vacina da dengue poderia gerar até € 1 bilhão – cerca de R$ 4 bilhões – em vendas por ano.

 

O Sanofi-Pasteur saiu na frente com uma vacina que exige a aplicação de três doses, a cada seis meses, e de alto custo, o que afastou a possibilidade de o Governo Federal distribuí-la na rede pública.

 

Com isto, o Instituto Butantan, em São Paulo, transformou-se na principal esperança de uma população que, incapaz de eliminar os focos do mosquito, aposta em uma blindagem contra os vírus.

 

Nessa segunda-feira, a instituição iniciou a terceira e última fase de testes clínicos da vacina, quando será aplicada em até 17 mil voluntários de todo o Brasil. Apesar de o período de testes ser de cinco anos, o infectologista David Uip, secretário de saúde do Estado de São Paulo, disse em entrevista que fiz no Jornal da CBN, que um comitê fará o acompanhamento do trabalho e pode autorizar sua distribuição bem antes deste prazo, desde que os resultados revelem segurança à saúde da população.

 

Aposta-se que até o ano que vem a vacina contra a dengue estará disponível e aí sim com distribuição na rede pública.

 

O Governo Federal anunciou que pretende investir R$ 300 milhões durante esta fase final da vacina de dengue. Um terço sai do orçamento do Ministério da Saúde e o restante de convênios que ainda estão sendo negociados. A experiência com liberação de verbas públicas, mesmo em situações de emergência, não é muito positiva, no Brasil, portanto, é bom ter comedimento com os números.

 

A vacina da dengue pode trazer de carona uma solução para o zika.

 

Ouça a entrevista completa com David Uip, no Jornal da CBN

 

Cientistas estudam uma maneira de colocar o vírus da zika em um “invólucro” do vírus da dengue e acrescentar à vacina já em desenvolvimento. O estudo está em estágio inicial, mas se tiver sucesso a vacina tetravalente – contra os quatro vírus da dengue – se transformará em pentavalente – incluindo o da zika.

 

O médico David Uip entende que “quem tem expertise para pesquisar uma vacina como essa tem competência para pesquisar a vacina da zika”. Ele, porém, parece mais otimista com duas outras vias de pesquisas:

 

  1. a criação de um soro que seria um anticorpo contra o zika; e para esta pesquisa o Governo Federal já prometeu investir R$ 8,5 mi
  2. o desenvolvimento de um medicamento que mata o zika

 

A grande vantagem dessas opções que estão em estudo é acabar com o risco de que mulheres grávidas que tenham contraído o vírus da zika transmitam para os fetos, o que seria a causa da má-formação, cegueira e até morte dessas crianças, segundo investigações que estão sendo realizadas por cientistas.

 

O Brasil confirmou mais de 500 casos de microcefalia desde o início do surto de zika, no início do ano, e investiga outros 3.900 casos suspeitos.

 

Depois do México, vacina contra dengue deve ser autorizada no Brasil, em janeiro

 

Fêmea do mosquito Aedes aegypti  Photo credit: James Gathany/Sanofi Pasteur

Fêmea do mosquito Aedes aegypti Photo credit: James Gathany/Sanofi Pasteur

 

A primeira vacina contra dengue foi aprovada, nesta quarta-feira, dia 9 de dezembro, no México, antecipando-se cerca de um mês da autorização prevista para o seu uso no Brasil.

 

Havia a expectativa de que o Brasil fosse o primeiro país a ter a vacina à disposição no mundo, a medida que os procedimentos estão adiantados, com a liberação comercial feita pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), em outubro.

 

Ainda falta, porém, a concessão de registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que, calculam alguns especialistas, deve ocorrer em meados de janeiro próximo.

 

Assim como no México, após a concessão, será preciso decidir o preço da vacina, e ter a aprovação da bula e da embalagem para, então, começar a sua venda no mercado. Espera-se que até o meio do ano de 2016, os brasileiros tenham à disposição a vacina capaz de atacar os quatro tipos do vírus da dengue.

 

Médicos infectologistas chamam atenção para o fato de que as agências reguladoras, como é o caso da Anvisa, no Brasil, precisam mesmo ser rigorosas nos critérios técnicos e científicos para a liberação de medicamentos, especialmente como esta vacina que combate a dengue, uma novidade para a comunidade médica no mundo todo. Contudo, é preciso equilibrar o rigor das análises com a urgência do momento.

 

Atualmente, das 390 milhões de pessoas infectadas, por ano, 500 mil, desenvolvem a dengue hemorrágica, a forma mais severa da doença. A diminuição considerável neste número é o grande objetivo de todos os laboratórios que têm empenhado esforços no desenvolvimento da vacina.

 

Foi possível reduzir em 60,8% o número de casos da doença, de acordo com estudo desenvolvido e divulgado pela Sanofi Pasteur, que envolveu quase 21 mil crianças e adolescentes da América Latina e Caribe. No Brasil, 3.350 pessoas receberam as três doses da vacina, com intervalos de seis meses entre elas.

 

Um dos aspectos mais destacados pelos técnicos que participaram desses testes foi a redução de cerca de 80% de internação hospitalar provocada pela doença, o que impacta de forma positiva na qualidade de vida do paciente e nos custos dos sistemas público e privado de saúde.

 

Aqui no Brasil, o Instituto Butantan, assim como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também estão envolvidos em projetos de desenvolvimento de vacina contra a dengue. O Butantan, antecipando-se as autorizações necessárias para a fabricação da vacina, já vem construindo seu laboratório, na própria sede em São Paulo, com o objetivo de acelerar o prazo entre a liberação final da Anvisa e o tempo de chegada do produto ao mercado.

 

Ao mesmo tempo, assim como há grande expectativa de melhorias na saúde da população com a aplicação da vacina contra a dengue é preciso muito cuidado para que não se cometa alguns erros básicos.

 

Tem de se ter consciência de que o combate a dengue não se faz de uma só maneira, sendo necessário, entre outros fatores, o controle rígido dos focos do mosquito Aedes Aegypti e campanhas permanentes de informação à população. Portanto, a vacina não nos autoriza a baixar a guarda diante do Aedes Aegypti.

 

Como a vacina é aplicada em três doses é preciso garantir a adesão do público-alvo sob o risco de sua eficiência ser frustrada.

 

Uma confusão que deve ser evitada desde agora: a vacina é contra a dengue e não contra o mosquito Aedes Aegypti. Isto significa que a vacina não é capaz de prevenir contra doenças provocadas pelo zika vírus, também transmitido pelo Aedes Aegypti, que tem preocupado em demasia os brasileiros nos últimos meses, principalmente devido sua relação com a microcefalia e, agora, com a síndrome de Guillain-Barré.

Mundo Corporativo: Hilton Almeida, da OdontoClinic, fala da tendência no mercado odontológico

 

 

A maior tendência no mercado de odontologia é que o atendimento dos pacientes passe a ocorrer em grandes clínicas, ficando os consultórios para procedimento mais específicos: “para a população em geral, o dentista, a tendência, é que ele vá trabalhar em clínicas” avalia Hilton Almeida, sócio-diretor da OdontoClinic e CEO da OdontoImage. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Almeida fala das tendências no segmento e as oportunidades no consultório do seu dentista.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br, e os ouvintes-internautas podem participar com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br ou pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa tem as colaborações de Paulo Rodolfo, Douglas Mattos e Ernesto Foschi.

São Paulo, o mapa do barulho

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Falara

 

A proposta do levantamento de um mapa do ruído para a cidade teve um final infeliz. Além de vetada, teve justificativa injustificável. Haddad alegou que a dinâmica da cidade não permitiria tal trabalho. Como se o estudo das zonas, horários e decibéis fosse algo impossível de se realizar.

 

Menos mal que a Câmara Municipal reagiu. Faz agora a II Conferência Municipal sobre ruído, vibração e perturbação sonora. Iniciativa dos vereadores Andrea Matarazzo, Aurélio Nomura, Gilberto Natalini e Ricardo Young.

 

O tema é efetivamente perturbador, pois domina todo o território, na medida em que tanto nas áreas potenciais de barulho quanto nas silenciosas há necessidade de limites e controles. E só pode ser administrado on line. Isto é, no momento do crime.

 

A poluição sonora é crime ambiental, mas não há mecanismos eficazes de obediência. O Psiu não atua de noite, hora em que o potencial de desobediência é significativo. A Polícia, que tem a incumbência de vigiar e punir, tem coisas mais graves para atuar.

 

Na reunião de segunda-feira da Conferência foram citadas as dificuldades geradas pela várias legislações que não se conectam, e os efeitos maléficos da poluição sonora.

 

Despontaram como destaque de poluidores: os templos, os helicópteros e os sons em carros estacionados. Com os templos, uma tragédia e uma comédia. O vizinho não suportou a carga diária de decibéis. Perdeu o apetite e morreu. E filmando e gravando um ato religioso com o som nas alturas, o acusado negava o barulho.

 

Poderíamos acrescentar muitas outras situações. Desde os eventos corporativos que ocupam casas desocupadas sem estrutura para tal até as corriqueiras reuniões familiares que desrespeitam os vizinhos com decibéis bem acima do admitido.

 

O som, como tudo que é essencial, precisa ser controlado, e o grande mérito da reunião foi o debate de um tema tão importante e carente para São Paulo. Opinião que nos transmitiu uma autoridade em despoluição, Regina Monteiro, autora do “Cidade Limpa”, que bem poderia agora pautar a “Cidade Silenciosa”.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Como trabalhar sentado está matando você

 

BEA

 

Já conversamos sobre meu hábito de apresentar o Jornal da CBN em pé, neste blog. Volto ao assunto, porém, para compartilhar com você algumas informações que acabo de ler no site ATTN, em sua editoria de saúde, que publicou o post com o título Why You Might Want a Standing Desk, algo como “Por que você tem de ter uma mesa para trabalhar em pé”.

 

Informa o texto que os americanos ficam sentados, em média, 9,3 horas por dia. Curiosamente, eles trabalham, em média, 9,4 horas por dia. Ou seja, ficam mais tempo sentados do que dormindo, por exemplo. Aqui no Brasil não conheço estatística sobre o tema, mas comece a se preocupar com a saúde se você fica mais de seis horas sentado durante o dia. Você tem 40% mais chances de morrer nos próximos 15 anos do que seu colega que só fica três horas por dia sentado. Além disso, você tem o dobro de chances de sofrer com doenças cardiovasculares.

 

Leia mais: “O que é melhor: trabalhar em pé ou sentado?” – texto publicado neste blog em fevereiro de 2014

 

O melhor remédio para curar esta “doença” é, primeiro, conscientizar-se do mal que está causando a você mesmo. Depois, seguir algumas recomendações, muitas das quais tratamos, com frequência, com o Márcio Atalla, no Bem Estar e Movimento, do Jornal da CBN: a cada hora de trabalho se levantar e caminhar no escritório; aproveitar melhor o período do almoço, preferindo um restaurante um pouco mais distante ou fazendo um passeio antes de sentar para comer e subir escadas em vez de pegar elevador.

 

A autora do texto, Laura Donovan, diz que na sede da ATTN, em Los Angeles, tem mesas para que quiser trabalhar em pé, assim como no estúdio da rádio CBN, a qual uso muito mais do que a cadeira que está à frente de um computador na bancada do jornal. Ou seja, a persistirem os sintomas você vai ter de me aguentar vivo por muito mais tempo.

 

Leia o texto completo, no link a seguir e, se possível, o faça em pé ou caminhando:

 

ATTN (leia aqui)

Mundo Corporativo: Thiago Pessoa, da Gympass, fala de atividade física e produtividade na empresa

&nbsp

&nbsp

Ao oferecer programa de qualidade de vida para os colaboradores, no qual eles têm a possibilidade de realizar atividades físicas, a empresa diminui a ociosidade, aumenta a assiduidade e ganha uma equipe muito mais saudável. Com isso, melhora a produtividade e reduz custos com planos de saúde, que, atualmente, são os responsáveis pelo maior gasto no Orçamento depois da folha de pagamento. De acordo com o empresário Thiago Pessoa, o trabalhador beneficiado por esse tipo de programa “consegue ser um colaborador mais feliz e tende a entregar mais resultados do que um colaborador menos feliz”. Thiago é diretor corporativo da Gympass, empresa que vende planos de atividade física que oferecem acesso a 2.600 academias credenciadas em 200 cidades brasileiras. A gestão de pessoas e a estratégia de atuação da empresa que dirige foram alguns dos assuntos da entrevista de Thiago Pessoa para o jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

&nbsp

O Mundo Corporativo da CBN pode ser assistido ao vivo, quartas-feiras, às 11 horas da manhã, pelo site http://www.cbn.com.br. O programa é reproduzido aos sábados, às 8h10 da manhã, no Jornal da CBN.