Sempre achei curiosa aquela cena de aeroporto: alguém equilibrando a mala, a mochila, o celular… e um travesseiro debaixo do braço. A imagem se repete no avião, no carro, no ônibus. Para mim, adepto confesso das bagagens enxutas — e motivo recorrente de aflição para minha esposa —, aquilo sempre pareceu um exagero. Um carinho supérfluo consigo mesmo. Um capricho portátil.
Demorei a entender que talvez eu estivesse enganado.
A ficha começou a cair depois da leitura de um texto de Armando Oliveira, publicado no LinkedIn, no qual ele compartilha uma conversa com Amyr Klink. Ali, o navegador fala de travessias longas, dessas que exigem mais do corpo do que estamos acostumados a admitir. E fala do conforto não como luxo, mas como estratégia. Um detalhe que sustenta o todo.
Armando relata que Amyr, mestre do planejamento e dos checklists, já se viu no meio de uma travessia sem um item básico por uma simples distração: o travesseiro. Tudo calculado. Rotas, mantimentos, combustível. Faltava justamente aquilo que garantiria uma noite melhor, um corpo menos castigado, uma cabeça mais lúcida no dia seguinte.
Foi ali que o travesseiro deixou de ser objeto e virou metáfora.
Passamos a vida fazendo planos grandiosos. Projetos bem desenhados, cronogramas ambiciosos, metas robustas. No meio disso, esquecemos do básico. Do conforto possível. Do cuidado mínimo que sustenta a travessia. Apostamos que o esforço dá conta de tudo. Nem sempre dá.
O planejamento reduz incertezas, mas não elimina a nossa condição humana. Corpo cansa. Atenção falha. Disciplina não substitui descanso. E método nenhum sobrevive por muito tempo quando ignora o essencial.
Talvez aquelas pessoas que eu via circulando com travesseiros pelos corredores dos aeroportos soubessem disso antes de mim. Talvez estivessem apenas cuidando do que importa para seguir adiante — inteiras.
Na próxima viagem já programada, começo a considerar levar um travesseiro. Não por moda. Nem por conforto ostentatório. Por aprendizado tardio.
Em tempo. Amyr Klink foi uma das entrevistas mais marcantes que fiz no início da minha carreira, ainda na Rádio Guaíba, em Porto Alegre. Anos depois, o projeto de Armando Oliveira em parceria com o navegador me proporcionou um reencontro com Amyr, agora no programa Mundo Corporativo. Algumas conversas atravessam o tempo. Outras atravessam oceanos. As melhores fazem as duas coisas.
E quase sempre deixam uma pergunta no ar: qual é o travesseiro que está faltando no nosso checklist hoje?
Cristo Redentor no RJ Foto: Oliver Schmid on Pexels.com
Uma pesquisa nacional com mais de 10 mil entrevistas reforça três forças que organizam a vida do brasileiro: família, fé e música. O tema foi analisado no comentário Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN, a partir de um estudo encomendado pela Globo à Quaest.
O levantamento, batizado de Brasil no Espelho, mostra como esses pilares influenciam decisões, expectativas e vínculos. Para 96% dos entrevistados, a família é a coisa mais importante da vida. O dado não apenas confirma uma percepção comum, como dá escala ao sentimento. Cecília Russo observa que “só constrói marca forte quem entende de gente” e lembra que, quando os números aparecem, “fica ainda mais claro” o peso da família nas relações e escolhas do dia a dia.
Esse centro familiar orienta sonhos e comportamentos. O maior desejo declarado é ver a família feliz. No campo das marcas, a consequência é direta: ignorar esse valor custa caro. “Qualquer marca que fira o sentido de família tem altas chances de ser descartada”, afirma Cecília. Não se trata de romantizar, mas de reconhecer um vetor real de decisão.
Ao lado da família, a fé aparece com força semelhante. Também para 96% dos brasileiros, Deus está no comando da vida; mais de 80% dizem ter fé em algo. A religiosidade ajuda a explicar a positividade apontada pela pesquisa e pede cautela na comunicação. Jaime Troiano reforça que “no campo da fé, as marcas precisam de muito respeito”, sem uso oportunista, traduzindo crença em mensagens de confiança e futuro.
O terceiro pilar é a música. Quase a totalidade da população ouve música, com preferência majoritária pela produção nacional. Aqui, identidade fala alto. “No Brasil, música não é fundo, é protagonismo”, diz Jaime. Quando marcas escolhem trilhas, artistas e ritmos com atenção ao território, comunicam pertencimento: “estão dizendo ‘eu entendo quem você é’”.
Da análise emerge um recado simples e exigente. Marcas não podem ser apenas funcionais; precisam ser simbólicas. “Marcas que entendem o brasileiro não vendem apenas produtos, vendem proteção, cuidado, esperança e pertencimento”, resume Jaime. Por isso cenas de mesa cheia, riso solto e pequenas celebrações funcionam: vendem o que está no coração.
A marca do Sua Marca
Entender pessoas vem antes de vender produtos. O comentário mostra que estratégias eficazes partem do reconhecimento de valores centrais — família, fé e música — tratados com respeito e coerência.
Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso
O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.
Monsalve comemora o gol no retorno ao time Foto: Lucas Uebel/GrêmioFBPA
Foi apenas a sétima partida de Luis Castro como técnico do Grêmio, e essa realidade não pode ser ignorada. Ele ainda merece paciência, virtude cada vez menos presente na Arena. Para iniciar o jogo, o treinador português recorreu a um time alternativo, com poucos jogadores considerados titulares. A escolha fazia sentido: a classificação à próxima fase estava garantida, a manutenção do primeiro lugar na chave parecia tranquila e o jogo vinha espremido entre dois compromissos importantes do Campeonato Brasileiro.
Ainda assim, esperava-se mais do Grêmio, sobretudo por jogar em casa. Faltou pressão na saída de bola do Juventude e sobrou lentidão quando a posse era nossa. O primeiro tempo foi pobre. Quase não se criaram jogadas de ataque. Nada daquilo a que se assistiu animou o torcedor que foi à Arena.
A entrada do trio titular — Arthur, Amuzu e Carlos Vinícius — ao lado de Monsalve, que retornava de um longo período de lesão, abriu outra perspectiva, no segundo tempo. O time ganhou presença ofensiva e passou a ocupar melhor o campo adversário. A expulsão precoce de Arthur, porém, voltou a desorganizar o Grêmio. Mais do que o prejuízo imediato, a ausência do volante pesa na disputa pela vaga na semifinal, no próximo fim de semana. Com ele, o meio de campo ganha equilíbrio. Sem ele, o sistema entra em colapso.
Entre as poucas boas notícias, Miguel Monsalve foi a principal. Há tempos o torcedor aposta no colombiano como o jogador capaz de assumir o papel do camisa 10. Em dois ou três lances — especialmente no golaço que marcou — o jovem de 21 anos reacendeu a esperança de que esse protagonismo, enfim, possa se consolidar.
A outra rara boa notícia foi Noriega como volante. Forte na marcação e seguro no domínio da bola, mostrou credenciais que merecem atenção. Com o retorno de Balbuena — toc, toc, toc — talvez o nipo-peruano de 24 anos possa se firmar como parceiro de Arthur, oferecendo ao meio de campo uma alternativa mais consistente.
Aos trancos e barrancos, o Grêmio segue no Campeonato Gaúcho. No meio da semana, o compromisso pelo Campeonato Brasileiro exigirá entrega máxima. Com pouco tempo de trabalho e quase nenhum espaço para treinar, Luis Castro precisa ajustar o time sob a pressão de uma torcida ainda marcada pelos fracassos do ano passado e pelos tropeços deste início de temporada. O relógio corre mais rápido do que o calendário.
À direita, o Shopping Light no Centro de São Paulo. Foto Fernando Stankuns
Era o começo dos anos 1970. Eu com 14 anos estudava pela manhã, na quarta série ginasial, no colégio Augusto Meirelles, no bairro do Imirim, na zona norte. Estava na casa do meu primo Jonas, filho da tia Joana, irmã mais nova da minha mãe Tereza. O Jonas me disse que participaria de um concurso na Light.
Eu já havia trabalho nas férias escolares. No início de 1971, na padaria do Seu Lucas cortando pão de forma e na CID Ferreira Comissária de Despachos, como office boy.
Fiz a inscrição no concurso da Light e como eu era um bom aluno passei com facilidade. Meu primo não conseguiu e isso definiu a minha carreira profissional e a dele, também.
No fim daquele ano eu já tinha fechado as notas em todas as matérias. Então, enquanto esperava ser chamado pela Light, fui trabalhar como office-boy na Construtora e Imobiliária Lutfalla da família Maluf, na Praça da Sé. Foi lá que conheci a transferência de documento contábil através da impressão com gelatina.
Logo que 1972 se iniciou, chegou a convocação para assumir o meu cargo de aprendiz de caixa na Light. Ganhava um salário mínimo, tinha duas horas de almoço e a alimentação era fornecida pela empresa. Na época, isso não era obrigatório: ou você comia nos restaurantes e lanchonetes ou então levava marmita de casa.
Na Light a nossa seção era a Apuração da Arrecadação. Éramos 60 meninos — não havia mulheres —, todos chefiados por três senhores na faixa dos 50 anos: senhor Esteves, Amadeu e Pereira. Cada um com uns 30 anos de empresa.
Os rapazes éramos divididos em dez grupos de quatro pessoas cada um. Cada grupo representava uma zona de 1 a 10 que eram as regiões de São Paulo. O nosso serviço era colocar as contas de luz que os bancos haviam recebido no dia anterior em ordem numérica. Após os lotes de contas terem sido organizados, aos demais 20 garotos cabia fazer a soma final, conferindo os valores enviados pelos bancos.
Depois de três anos sai dessa seção para atuar como eletrotécnico na própria Light, pois havia me formado na escola técnica Albert Einstein no bairro da Casa Verde. A curiosidade é que quando deixei a seção estava se iniciando o sistema de leitura ótica das contas de luz.
Ouça o Conte Sua História de São Paulo
Francisco Camilo Hernandes é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe desta série especial em homenagem aos 472 anos da nossa cidade. Envie o seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos visite meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.
Bastidor da entrevista online com Guilherme Athia no estúdio da CBN Foto: Priscila Gubiotti/CBN
“A parte humana é fundamental. Eu diria que ela está acima dos números na maioria dos casos, tanto para o sucesso, quanto para um eventual problema dessa fusão ou aquisição.”
Renault e Nissan, Daimler-Benz e Chrysler, Dow Chemical e DuPont, ou ainda, Brahma e Antarctica. São marcas e empresas que participaram de algumas das maiores ou mais conhecidas fusões e aquisições no mundo. A despeito disso, cerca de 30% desses processos no Brasil estão concentrados no setor de tecnologia, o que demonstra que este é um tema que interessa também às pequenas e médias empresas.
Na entrevista ao Mundo Corporativo, da CBN, o consultor Guilherme Athia identifica um erro recorrente nos processos de M&A — sigla inglesa para Mergers and Acquisitions. Muitas dessas operações são conduzidas como exercícios de planilhas, contratos e valuation, quando o que realmente define o sucesso ou o fracasso das integrações está fora da matemática: cultura, relações e confiança entre as pessoas.
Quando o contrato fecha e o trabalho começa
Consultor em confiança, governança e assuntos públicos, Athia afirma que o impacto dessas operações aparece rapidamente no dia a dia das equipes. Medo de perder espaço, insegurança e quebra de referências fazem parte do processo. Ele ilustra com um exemplo direto: “imagina que você é um empregado de um hospital aí em São Paulo ou lá em Brasília e esse hospital foi adquirido por um outro grupo e esse outro grupo tem uma pessoa que faz a mesma coisa que você faz. Você pode se sentir ameaçado em termos do seu emprego.”
As consequências não se limitam às pessoas. Clientes e produtos também sentem os efeitos. “Às vezes os produtos são mudados, alterados dados, às vezes são cancelados.” Por isso, ele defende uma estratégia clara para lidar com os principais stakeholders antes e depois do anúncio do negócio.
Ao tratar da diligência prévia, Athia propõe ampliar o olhar técnico com uma etapa adicional, que chama de trust due diligence. “Se eu estou comprando uma empresa que tem um problema de confiança com empregados, como é que eu meço isso?”, questiona, ao descrever o risco de assumir um negócio sem legitimidade interna para liderar.
Liderança: rumo claro, escuta e ego sob controle
Perguntado sobre a taxa de sucesso das fusões e aquisições, Athia evita números absolutos. “Esse dado não existe.” Para ele, o erro mais comum é medir apenas o que cabe na planilha. “A questão é como é que a gente mede outras questões que não são apenas essas de gestão de caixa e valor de mercado.”
Na prática, isso exige um tipo específico de liderança. “É preciso ter uma liderança que saiba para onde está indo, mas que também saiba ouvir atentamente as informações ao longo do processo. É preciso tirar o ego.” Em negociações carregadas de história e emoção, o alerta é direto: “ego nos negócios é como na vida: atrapalha muito mais do que ajuda”.
Confiança como método, não como discurso
Athia recorre à própria história para explicar seu trabalho. Filho temporão, conta que precisava chegar ao jantar com assunto para ser ouvido. “Eu tinha que ler jornal, ouvir rádio, ver televisão para trazer alguma coisa que eles pudessem me ouvir.” A lembrança sustenta a ideia central da consultoria: confiança nasce da capacidade de escutar e de ser levado a sério.
Grande parte de seus projetos envolve “stakeholders não transacionais”, como imprensa, governos e ONGs. Nessas relações, não há troca comercial, mas circulação de ideias e dados. Por isso, ele separa conceitos que costumam aparecer misturados: “As relações governamentais são reais, elas existem. Lobby existe. E existe a corrupção, que a gente é completamente contra.”
A partir daí, ele amplia o raciocínio e trata a confiança como condição básica de convivência. Não é apenas um tema corporativo. É também um tema humano, de pertencimento: “sem confiança você vive sozinho. Sem confiança em si mesmo, na vida não tem muito sentido. E sem confiança nas pessoas, você está sozinho, não tem solidão maior do que a desconfiança.”
O livro Get the M.E.M.O., que terá versão em português lançada em breve, inspira-se em uma expressão em inglês que significa: olha, presta atenção, o mundo mudou. A obra ensina líderes organizacionais a tomar decisões responsáveis diante do que Athia chama de “era da opinião”. Para ele, falas isoladas podem ganhar proporções maiores do que antes. E dá um exemplo do impacto desse ambiente: “um comentário errado, equivocado, fora de contexto, pode levar a demissão de um CEO”. .
Ao tratar de governança, o autor propõe uma síntese própria: “quatro P’s: pessoas, processos, performance e propósito”, organizados no método MEMO: “mapear, executar, mensurar e otimizar”.
Inteligência artificial e a insegurança acelerada
A confiança, segundo Athia, enfrenta um novo desafio com o avanço da inteligência artificial. “Nós não sabemos aonde isso vai dar”, afirma, ao alertar para o crescimento exponencial da tecnologia. Ele observa que o uso da IA já ultrapassou o apoio operacional e começa a interferir em decisões, na memória e, no futuro, nas emoções.
Ao fim, deixa uma orientação prática para líderes: “confiança começa por si mesmo”. E conclui com a ideia que atravessa toda a conversa: “não vai existir 100% certo ou errado. Errar é humano. Aprender é o que um líder faz”.
Assista ao Mundo Corporativo
O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Letícia Valente, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Priscila Gubiotti.
Fluminense 2×1 Grêmio Brasileiro – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Pavón foi destaque positivo. Foto: Lucas Uebel/GrêmioFBPA
O mais longo Campeonato Brasileiro da história já começou. Janeiro ainda nem fechou as malas e os times que sequer definiram seus destinos nos estaduais já são chamados a disputar pontos no torneio nacional. O calendário esticado do futebol brasileiro cobra seu preço desde a largada. E os três pontos de hoje valem exatamente o mesmo que aqueles que estarão em jogo na última rodada de dezembro.
Essa constatação torna a derrota do Grêmio na estreia algo ainda mais incômodo, mesmo fora de casa. O revés maltrata um torcedor que ainda digeria a frustração do clássico do fim de semana, no Gaúcho. Não pela dimensão do resultado, mas pela sensação de reincidência.
Sem transformar o episódio em crise, cabe a Luís Castro e à sua comissão técnica entender — e enfrentar — as falhas defensivas que têm acompanhado o Grêmio nas últimas temporadas. Fui buscar os números desde o retorno à Série A: 56 gols sofridos em 2023, 50 em 2024 e outros 50 no ano passado. São 156 gols em 114 partidas. É muito. Exige um poder ofensivo quase sobre-humano para compensar tamanha fragilidade atrás.
Às vezes penso que esse seja o preço pago aos deuses do futebol por termos assistido, durante oito temporadas, à maior dupla de zaga que já vestiu a camisa gremista: Geromel e Kannemann. Misticismo à parte, a realidade é objetiva e urgente. A defesa precisa ser corrigida, seja com reposicionamento de peças, seja com mudança no sistema de marcação. O problema não é novo e tampouco invisível.
Apesar disso, seria um erro iniciar uma caça às bruxas desenfreada em tão poucos dias de jornada. Luís Castro precisa de tempo — e o torcedor, de paciência — para ajustar o modelo de jogo que pretende implantar. Há caminhos claros a explorar: a qualidade de Arthur na saída de bola, a força dos atacantes pelos lados e a presença física e finalizadora de Carlos Vinícius dentro da área. O centroavante voltou a marcar num jogo em que recebeu poucas bolas em condição real de conclusão. Um sintoma, não um detalhe.
Faz falta, também, um camisa 10 que organize o meio-campo e dê fluidez às transições. William, que tem entrado no segundo tempo, além de não ser especialista na função, ainda é um esboço do que pode oferecer ao time. A engrenagem funciona, mas gira com dificuldade.
Um mérito de Luís Castro na partida foi apostar em Pavón, apesar das ressalvas e críticas da torcida. Provavelmente respaldado pelo que observa nos treinos, lançou o atacante argentino no segundo tempo. A entrada mudou a forma de o Grêmio atacar. O gol marcado por Carlos Vinícius nasceu de uma jogada construída por Pavón. O empate, que Gustavo Martins desperdiçou dentro da área, também passou por ele. Mais atitude do que brilho, talvez. Mas atitude faz diferença.
No fim de semana, o Grêmio volta a campo já com a cabeça dividida entre o Campeonato Gaúcho e o Brasileiro. A tendência é de uma equipe bastante modificada, até porque, na próxima semana, o calendário volta a apertar. Os três pontos desperdiçados agora precisarão ser recuperados em casa, independentemente do adversário.
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Nem sempre desconsiderar a dor do outro é uma atitude de egoísmo.
Prezada leitora e prezado leitor, talvez a ideia que abre este texto soe cruel ou desumana. Não falo de apatia nem de distanciamento emocional, mas de um autocuidado que, muitas vezes, é negligenciado. O que tenho aprendido no meu percurso pela longevidade é simples e, ao mesmo tempo, difícil de aceitar: nem todas as pessoas merecem nossa dedicação.
Nossa cultura euro-cristã nos faz acreditar em uma dedicação intensa e exclusiva às outras pessoas, sobretudo quando as amamos ou quando existem vínculos sanguíneos. Com isso, passamos a colocá-las em um grau de importância superior às nossas próprias prioridades e desejos, muitas vezes à custa da nossa própria anulação, apenas para estarmos em conformidade com uma norma social.
Enquanto homem gay, vivenciei isso desde a infância. Posso afirmar que essa autocobrança se multiplica inúmeras vezes. Trata-se de uma tentativa falível de não ser percebido pela orientação sexual, mas por características como bondade, capacidade e dedicação acima da média. Essa realidade não é só minha; é a de inúmeras outras pessoas LGBT+, pessoas negras, pessoas com deficiência e de outros grupos historicamente minorizados em suas possibilidades de poder e reconhecimento.
No auge dos meus quarenta anos, percebi que não precisava mais sustentar todo esse esforço para demonstrar excelência nas relações. Permiti-me, enfim, decepcionar expectativas que não são as minhas.
Os tempos são outros. Pautas sociais e de direitos humanos vêm sendo cada vez mais difundidas e aprofundadas. Esse movimento contribui para tal posicionamento, assim como as conquistas de direitos, as políticas públicas afirmativas e a própria maturidade — que defino aqui como aquilo que aprendemos e carregamos ao longo da vida por meio das vivências.
Talvez essa seja a beleza da longevidade e, ao mesmo tempo, um de seus maiores desafios: lutar pela autonomia. Não a autonomia moldada por padrões normativos, que limitam nossa expressão e nossa vivência identitária, mas aquela que nasce da essência genuína de quem somos. Priorizar-se é o caminho, e ele nos conduz ao autocuidado.
Não é fácil. Aprendi que, antes de qualquer resposta ou ação que me cobram, tenho o direito de pausar, respirar e aprofundar meus sentimentos e vontades.
É isso mesmo que quero? Se sim, por que quero? Se não, por que isso me incomoda a ponto de eu não querer realizá-lo?
Para um envelhecimento ativo e saudável, precisamos repensar quais de nossas ações surgem, de fato, da nossa autonomia genuína e quais são impostas socialmente — aquelas que, mesmo ferindo nossos desejos, garantem um suposto conforto que, na prática, não tem nada de confortável.
Diego Felix Miguel é especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG-SP. Mestre em Filosofia e doutorando em Saúde Pública pela USP. Escreve este artigo a convite do Blog do Mílton Jung
O celular deixou de ser um meio. Tornou-se o ambiente.
O show já nasce pensado para a tela do celular. O enquadramento importa tanto quanto a música. O refrão precisa caber em quinze segundos. O aplauso virou registro. O espetáculo só se completa quando alguém levanta o braço, grava e publica. Não basta assistir. É preciso provar que esteve lá.
O mesmo acontece com filmes, séries e novelas. A imagem agora precisa funcionar no ônibus, na fila do banco, na pausa do almoço. O roteiro acelera, o plano encurta, o silêncio incomoda. Tudo para caber no bolso — e na atenção cada vez mais disputada.
A comida segue o mesmo caminho. Antes de ser comida, precisa ser fotografada. A exposição virou “instagramável”. A experiência só existe quando é compartilhada. O prato esfria enquanto o celular trabalha. E segue sobre a mesa, ocupando o espaço do diálogo.
Esse é o lado mais ruidoso da história. Há outro, bem mais duro.
O poder público também aprendeu a olhar pelo celular. Em São Paulo, o Smart Sampa cruza rostos, identifica suspeitos, localiza procurados. Nas estradas, câmeras com inteligência artificial verificam se o motorista usa cinto ou segura o celular enquanto dirige. O olho eletrônico se espalha no espaço público. Vigia. Registra. Arquiva.
Ao mesmo tempo, cresce a disputa sobre quem controla esse olhar. A exigência de câmeras corporais em policiais e agentes de segurança virou batalha ideológica. Para uns, transparência. Para outros, ameaça. O debate não é técnico. É político. E, sobretudo, simbólico.
É nesse ponto que o texto de Julia Angwin, publicado no The New York Times, nesta segunda-feira, acende um alerta.
Ela descreve o celular não como distração, mas como arma cívica. Uma ferramenta de proteção do cidadão diante da violência do Estado. Nos Estados Unidos, pessoas foram intimidadas, agredidas e até mortas enquanto filmavam ações de agentes federais. Em alguns casos, o simples ato de gravar passou a ser tratado como violência. Alex Pretti foi executado por membros do ICE, em Minneapolis, portando como arma um celular.
O que está em jogo não é apenas o direito de filmar. É o direito de testemunhar.
O celular guarda algo precioso: a possibilidade de responsabilização futura. Mesmo que quem filma seja silenciado, a imagem permanece. Ela pode desmentir versões oficiais, expor abusos, recontar a história. Não por acaso, regimes autoritários costumam começar cortando a internet. Sem imagem, não há prova. Sem prova, sobra a narrativa de quem manda.
Vivemos, portanto, um paradoxo. O mesmo celular que nos distrai também nos defende. O mesmo aparelho que nos expõe pode nos proteger. Ele banaliza a vida e, ao mesmo tempo, preserva a verdade.
Talvez por isso incomode tanto quando alguém manda “guardar o celular”. Especialmente quando quem faz o pedido é pago com dinheiro público.
Na sociedade do celular, o risco não está no aparelho. Está em desistir de olhar — ou em aceitar que apenas alguns tenham o direito de fazê-lo.
O celular não é neutro. Ele revela quem somos, o que consumimos, como nos exibimos. E, quando necessário, mostra aquilo que alguém preferiria esconder. Nesse sentido, ele não é só um objeto do nosso tempo. É um termômetro da nossa democracia.
Porque onde ninguém pode filmar, quase sempre há algo errado acontecendo.
“Onde há devoção à música, Deus está sempre por perto
com sua presença generosa.”
Johann Sebastian Bach
Antes de iniciar o artigo propriamente dito, vou declarar um conflito de interesse. Sou absolutamente fascinado pela música de Bach desde quando minha memória musical pode alcançar. Ao mesmo tempo, considero-o um dos grandes mistérios da história: como pôde um humano ter feito o que ele fez, na primeira metade do século XVIII, com tanta dificuldade de acesso a informações? Apenas para ilustrar: Bach, com 20 anos, viajou cerca de 400 Km, a pé, de Arnstadt até Lübeck, para ouvir o organista Dietrich Buxtehude. O contato com os compositores italianos, como Vivaldi e Corelli, e franceses, como Couperin e Lully, veio um pouco depois, quando trabalhou na corte de Weimar. Na biblioteca musical da corte, teve acesso a manuscritos de obras desses e outros autores. Como não havia fotocopiadora, teve que transcrevê-las à mão para estudá-las.
Foi justamente o contraste do universo de Bach com o presente, marcado por um acesso quase ilimitado à informação e à escuta, além da facilidade inédita de cruzar estilos, épocas e linguagens e, paradoxalmente, conviver com uma sensação difusa de saturação criativa que gerou a inquietação que motivou este artigo. Mais do que um exercício de nostalgia ou de comparação ingênua entre passado e presente, trata-se de uma tentativa de refletir sobre o que distingue a mera acumulação de conhecimento da verdadeira criação, analisando o papel da intuição, do limite e da profundidade no processo criativo.
A música criada por Bach não rompeu com o passado. Ele absorveu um volume absurdo de informações musicais e o levou ao limite máximo de coerência, complexidade e universalidade. Nisso incluem-se influências de diversos compositores alemães, italianos e franceses, reorganizadas por ele com uma lógica inédita. Todos os elementos musicais já existentes como as tonalidades são explorados até o limite, e dentro de uma estrutura musical onde nenhuma nota é acidental, estando interligadas em uma lógica musical que transcende tudo o que até então havia sido produzido. Nessa lógica, com suas simetrias formais e elementos verdadeiramente matemáticos, a emoção deriva de uma ordem profunda, e não de soluções superficiais. As soluções musicais elaboradas por Bach deram origem a um campo inesgotável de investigação, atravessando séculos de estudos, análises e releituras, irradiando-se como fundamento da tradição ocidental. Bach foi a grande influência de compositores como Mozart, Haydn e Beethoven, além de todas as futuras gerações representantes da música ocidental estruturalmente elaborada.
Mesmo tendo investigado profundamente a música de sua época, Bach não foi apenas um “superprocessador” de estilos existentes. O seu cérebro foi capaz de absorver todo o passado musical, identificar estruturas profundas comuns entre linguagens distintas e reorganizá-las em um sistema muito maior do que o anterior. Ele não foi simplesmente a soma do que já havia; foi o multiplicador exponencial. Do ponto de vista cognitivo, fez muito mais que processamento; criou paradigmas. Não se restringiu a cruzar dados; criou hierarquias. Ele não apenas reconheceu e recombinou padrões. Decidiu quais eram fundamentais e como deveria organizá-los, para que se submetessem a uma lógica interna definida por ele. Podemos agrupar essas capacidades cognitivas dentro de uma função genérica, que aparentemente todos os humanos têm, em geral em pequeno grau, que é a intuição.
O conceito neurobiológico de intuição difere do senso comum. Intuição não é “insight”. Tampouco é uma forma ilógica ou preguiçosa de processar informações. Intuição é lidar com informações sem o uso da linguagem. É o que o cérebro sabe, mas não consegue explicar. Através da intuição nosso cérebro consegue extrair padrões a partir da experiência acumulada, sem inferir conscientemente como se deu o processo.
A neurociência tem identificado redes cerebrais que estão associadas ao processamento intuitivo. Um exemplo é a rede do modo padrão (default mode network) que integra várias regiões do cérebro e é importante para processar informações do passado, fazer simulações, pensamento abstrato e recombinações criativas. Outro circuito essencial no processamento intuitivo é a rede de saliência (salience network), que está envolvida na detecção de padrões relevantes e direcionamento da atenção, interrompendo o processamento automático. Uma área do cérebro importante para a intuição é o córtex pré-frontal, que é relacionado ao controle dos processos cognitivos. Curiosamente, a intuição está associada a menos ativação do córtex pré-frontal lateral e menos controle, permitindo ao cérebro quebrar padrões habituais, fazer associações remotas e encontrar soluções não lineares.
Outros circuitos têm sido associados à intuição, e o que reforça que essa é uma função cerebral peculiar é o fato desses circuitos não serem meros armazenadores de regras explícitas. Ao contrário, na intuição o cérebro reconhece estruturas profundas comuns a contextos diferentes, ignora detalhes superficiais e pode reorganizar sistemas inteiros. E, como isso exige integração global em várias camadas e não apenas uma otimização local, como ocorre na memorização simples, a intuição depende do envolvimento de grandes redes cerebrais.
Perguntei a uma ferramenta de inteligência artificial se seria possível, com os algoritmos modernos, construir modelos de processamento mental intuitivo semelhantes aos de Bach. Ela me respondeu que não, pois se hoje temos mais informação do que Bach jamais sonhou, os algoritmos apenas reconhecem padrões, recombinam estilos e atuam dentro de uma coerência local, em nível horizontal. A intuição de Bach lhe permitiu atuar em um nível vertical de abstração, criando hierarquias. Bach operava por sentidos e não meramente por correlações ou probabilidades.
A criação em Bach não foi apenas uma evolução linear do conhecimento, ele mudou as perguntas, e não apenas as respostas, redefinindo assim o que importava como música. Criar uma relação entre forma e conteúdo não surge automaticamente do cruzamento de dados, mas da capacidade de gerar novos sistemas simbólicos. As IAs não sentem relevância e não sabem quando um sistema precisa ser reinventado. Intuição está ligada a valor e significado, dimensões não pertencentes aos algoritmos. Curiosamente, o excesso de opções, que a infinitude de dados das IAs proporciona, atua contra a intuição, enquanto restrições favorecem a criatividade. Nesse sentido, vale destacar que Bach era um trabalhador contumaz, tinha regras rígidas e demandas semanais. A sua intuição era profundidade e não quantidade. Enquanto a IA amplia o território, Bach redefinia o mapa.
E o que falta à IA para dar esse “salto bachiano” rumo à intuição? Segundo essa mesma ferramenta, os algoritmos ainda precisam aprender a meta-criar os processos estéticos, e não apenas recombiná-los, ou seja, serem capazes de transformar o próprio sistema dentro do qual a criação acontece. Eles precisam aprender a reavaliar seus próprios objetivos musicais, decidir o que deve ser preservado e o que deve ser descartado. Para isso seria necessário operar com intenção simbólica e hierárquica, não só estatística.
Se os algoritmos são absurdamente eficientes para otimizar paradigmas pré-existentes, não são capazes de criar paradigmas novos. E o que torna ainda mais improvável esse “salto bachiano” é que o contexto que permitiu que esse fenômeno da música tenha existido no século XVIII, não existe mais. A tradução luterana, sendo a música parte da teologia, a prática semanal intensa (produção semanal de cantatas e oratórios), educação musical rigorosa e foco em profundidade são elementos estranhos aos nossos tempos.
Bach não fazia música para os homens, mas sendo uma pessoa de profunda fé, compunha uma música de grande profundidade para Deus. E aí talvez resida o grande abismo de paradigmas. A música, as artes e tudo que se produz hoje é feito para uma outra divindade: o mercado. Até a música religiosa é para vender, e vende bem! E para o mercado não há hierarquia ontológica, tudo são dados e estatísticas e não atos estético-filosóficos.
Se vivesse nos dias de hoje, Bach não precisaria viajar 400 Km a pé ou transcrever obras inteiras. Em poucos segundos daria a volta ao mundo e teria acesso a qualquer informação musical já arquivada. Talvez, para encontrar a música que ele buscava, teria que fazer uma outra viagem que a tecnologia não permite: uma viagem no tempo. Ouvir Dietrich Buxtehude improvisando ao órgão em uma igreja, no início do século XVIII, talvez não seja uma experiência alcançável com o Spotify. Digitalizar as partituras dos compositores italianos e franceses talvez nunca se equipare a transcrever, e sentir, cada nota copiada.
Bach, o seu Deus e a sua música residem no século XVIII. E, dentre as coisas boas que a tecnologia e o mercado nos permitem, está a possibilidade de olhar e sentir um pouco desse passado. Se isso não nos possibilita revivê-lo, pelo menos nos proporciona algum descanso para o nosso presente saturado, acelerado e encharcado de informação.
Renan Domingues é neurologista e Doutor pela Universidade de São Paulo (USP), com doutorado pela Universidade do Alabama em Birmingham, EUA e pós-doutorado pela Universidade de Lille, França. É músico e estudioso da neurociência da música. Escreve a convite do blog do Mílton Jung.
Pedir comida virou um gesto automático: alguns cliques no celular e o jantar está a caminho. Esse hábito cotidiano ajuda a revelar uma disputa silenciosa que vai além da fome e do cardápio. O tema foi analisado no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN de sábado, a partir de uma pergunta simples e incômoda: quem está influenciando a escolha do consumidor: a marca do restaurante ou a do aplicativo?
A discussão parte de um dado concreto da vida urbana. Mochilas de entregadores se multiplicam pelas ruas e mostram como os aplicativos passaram a ocupar um espaço central no consumo. Para Cecília Russo, houve uma inversão relevante na lógica de decisão. “Hoje, muitas vezes, a escolha começa pelo app”, observa, ao lembrar que antes o consumidor pensava primeiro no tipo de comida e depois no restaurante. Agora entram em cena descontos, tempo de entrega e destaque na tela. A fome continua mandando, mas o algoritmo ajuda a decidir.
Esse novo caminho traz consequências diretas para quem produz a comida. Nos ambientes de marketplace, o restaurante perde parte de sua identidade. Fotos padronizadas, descrições genéricas e pouca história dificultam a diferenciação. Cecília alerta para o risco de a marca virar apenas “mais uma opção com 30% de desconto”. Quando tudo se organiza por promoção e velocidade, o valor simbólico some e o preço vira o único argumento.
O cenário fica ainda mais complexo com a expansão das dark kitchens, cozinhas que não existem no mundo físico e operam apenas para atender aos aplicativos. São marcas criadas para performar no algoritmo, pensadas para o clique e não para a experiência. Nesse modelo, o cliente escolhe pela nota, pela imagem e pelo prazo, não pela trajetória ou pelo vínculo. Construir relacionamento, aqui, é tarefa árdua.
Do outro lado da tela estão as marcas dos aplicativos. Jaime Troiano chama atenção para a mudança de confiança do consumidor. “Hoje, muitas vezes, a confiança não está no restaurante, mas na marca do aplicativo”, afirma. É o logotipo do iFood, do 99Food, do Rappi ou do Keeta que garante segurança na entrega e recebe a reclamação quando algo dá errado. Essas plataformas não vendem sabor nem memória afetiva. Vendem tempo, conveniência e menos esforço.
A estratégia passa por ocupar cada vez mais espaço na rotina doméstica, com entregas que vão além da comida: farmácia, mercado, serviços para pets. Na tentativa de se diferenciar, acabam se parecendo. Jaime lembra que há um ponto sensível nessa equação: a relação com entregadores e restaurantes. “A respeitabilidade e a construção de reputação passam por como essas marcas tratam as três pontas do sistema”, diz. Consumidor, parceiro e trabalhador formam uma triangulação que precisa ser equilibrada.
A marca do Sua Marca
O comentário deixa uma mensagem clara para negócios de todos os setores. Rapidez é requisito básico, não diferencial. O desafio está em entregar valor, criar significado e evitar a armadilha de competir apenas por preço ou conveniência imediata.
Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso
O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.