Avalanche Tricolor: os “Heróis de 1977” voltam a campo!

 

 

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Brasileiro – Vila Belmiro/Santos-SP

 

 

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O gol do título de 1977 em foto de Armênio Abascal Meireles

 

 

Havia futebol no fim de semana. E quase todos os jogos estavam marcados para domingo porque o Campeonato está na reta final. Verdade seja dita: pra maioria de nós já terminou. O que esperávamos levar no Brasileiro já levamos. Daqui pra frente é envergar nossa camisa tricolor e chegar até a última rodada com dignidade e com a força que tivermos à disposição – se ficarmos com o vice campeonato, melhor, pois assim embolsaremos alguns milhões a mais. Claro que insisto em querer ganhar cada partida que disputamos e me irrito com a falta de gols quando esses não aparecem, mas enxergo com clareza a dimensão de cada momento. E nosso momento hoje é outro, distante do Brasileiro.

 

 

Além de futebol, havia um feriado estendido aqui em São Paulo, que se iniciou no sábado e se encerra nesta segunda-feira quando é comemorado o Dia da Consciência Negra. Aproveitei esses três dias, quatro se contar a sexta-feira, para ler um livro que comprei no feriado anterior, no Dia da República.

 

 

Estive em Porto Alegre e visitei a Feira do Livro por razão já suficientemente explorada nesta Avalanche. Lá o professor Paulo Ledur, ao me levar até a banca da AGE, editora que ele mantém como um competente militante da literatura, apresentou-me “Heróis de 77 – a história do maior campeonato gaúcho de todos os tempos”, escrito pelo gremistão Daniel Sperb Rubin. Dito isso, você, caro e raro leitor desta Avalanche, começa a entender porque escolhi para ilustrar este texto a imagem eternizada pelo fotógrafo Armênio Abascal Meireles, que morreu precocemente em um acidente de carro.

 

 

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Rubin foi minucioso ao contar a história daquele título regional que transformou nossa história. Pesquisou em jornais e revistas, leu cada reportagem e crônica esportiva produzida na época. Vasculhou sua memória e a de dezenas de outras testemunhas daquele feito. E como todo gremista que se preza pintou cada momento de azul, preto e branco.

 

 

O “Gaúcho de 1977” foi o primeiro título que ganhei como gremista. Ao menos o primeiro que participei como tal. Antes dele, havíamos vencido em 1968, mas eu tinha apenas cinco anos. Curiosamente, a primeira lembrança que tenho relacionada a futebol é de um ano depois, em 1969, quando meu pai protagonizou uma cena que foi definitiva para minha paixão pelo Grêmio – sobre essa, porém, falaremos em outra oportunidade se assim você quiser, caro e raro leitor.

 

 

Vínhamos de uma sequência de oito campeonatos perdidos, de uma descrença que já começava a marcar nossa alma. Vencer era preciso, contra tudo e contra todos, como nos lembra cada capítulo do livro de Rubin. A medida que folheava “Heróis de 77” fui relembrando de lances que assisti ao vivo, dos jogadores que admirava, das polêmicas que marcaram aquela conquista, dos pênaltis não sinalizados e dos clássicos disputados na bola e na porrada.

 

 

Eu estava no Olímpico, sentado ao lado de meu pai, nas cadeiras azuis e de ferro frio que formavam o anel superior do estádio, naquele diz 25 de setembro de 1977. Rubin estava como o pai dele no anel de baixo, onde ficava a social do Grêmio. Por coincidência, sentamos do lado esquerdo das cabines de rádio, ao lado da goleira em que André Catimba marcou o gol do título e protagonizou o salto “imortal” registrado por Armênio. Como se sabe, André não completou a comemoração, sentiu uma lesão e caiu ou caiu e sentiu uma lesão. Teve de ser substituído por Alcindo, mas conquistara para sempre lugar entre os titulares do nosso coração.

 

 

Diante da conquista do Mundial, das Libertadores já comemoradas, dos Brasileiros vencidos e das Copas do Brasil enfileiradas, pode causar estranheza para você, caro e raro leitor, um autor dedicar 285 páginas de um livro para o “Gaúcho de 1977”. Assim como pode parecer distante as façanhas de 40 anos atrás para ilustrarem essa última Avalanche antes da final da Libertadores de 2017, que se inicia na quarta, dia 22 de novembro.

 

 

Saiba, porém, que, como o próprio Rubin muito bem descreve na introdução do livro, não haveria Mundial, Libertadores, Brasileiros e Copas do Brasil não houvesse aqueles “Heróis de 77”: “… foi um divisor de águas, que forjou a personalidade do clube a ferro e fogo, lançando-o para o futuro cheio de glórias, conquistas e façanhas quase impossíveis”.

 

 

Só se tornou possível Marcelo Grohe, Edílson, Geromel, Kannemann e Cortez; Jailson, Arthur, Ramiro; Luan, Fernandinho e Barrios entrarem em campo, nesta quarta-feira, na Arena Grêmio, para buscar o Tri da Libertadores, porque existiram Walter Corbo, Eurico, Oberdan, Anchieta, Ladinho; Vitor Hugo, Iura e Tadeu Ricci; Tarciso, André e Éder.

 

 
Vai ser muito bom ver todos aqueles “Heróis de 77” em busca de mais uma façanha!

Conte Sua História de São Paulo: amigos há mais de sessenta anos

 


Por Ivani Dantas
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 


 

 

Nasci em 1951, no bairro de Santa Terezinha, no alto de Santana. Cresci ralando os joelhos e cotovelos nas corridas de pega-pega, de estátua, lenço atrás, pulando corda, em meio a outras brincadeiras de rua e de quintal.

 

Aos amigos de infância se juntaram os amigos do colégio, depois os namorados – hoje maridos. Até o colegial, alguns de nós estudávamos no CEDOM, escola estadual, de referência na época. Um privilégio, uma grande conquista. Tínhamos o melhor ambiente que se poderia desejar, e  para nós, Colégio era sinônimo de diversão.

 

A vida foi passando e a nossa TURMA, sempre unida, se divertia indo ao cinema, teatro, a shows dos maiores nomes da MPB – que frequentávamos sob o clima tenso da ditadura militar. Nós meninas, costumávamos andar abraçadas, cantando paródias de músicas religiosas, marchinhas e outras bobagens. Trocávamos cartas que, vistas anos depois, não tinham lá muito conteúdo, mas falavam da importância que tínhamos umas para as outras – e outros também. Falávamos de nossas fossas, das vivências, do quanto estávamos tristes, felizes, frustrados, inseguros, igualmente; tentando nos conhecer e também ao mundo que se abria à nossa frente. Enfim, aprendendo a crescer.

 

Namoros, paixões, alegrias e tristezas permearam os tempos. Casamentos, filhos, apertos, apelos… e chegamos aos dias de hoje, com um número bem grande de agregados e derivados.

 

Filhos crescidos, até netos crescidos e continuamos amigos, juntos, ainda que por circunstâncias sejam menos freqüentes  os encontros, mas quando ocorrem, têm sempre a intensidade dos velhos tempos. O sabor das festinhas, das viagens que fizemos juntos, das risadas, até hoje nos trazem muitas alegrias.

 

Amigos, compadres, padrinhos de casamento, nos bons e nos outros não tão bons momentos, temos a certeza de que somos um “case”, quase inacreditável de amizade, que começou há mais de sessenta anos e seguiu vida afora, paralelamente. Não temos dúvida de que a nossa TURMA já se tornou uma “instituição”, um mito, uma lenda feita de sílabas: Má, Rô, Su, Rê, Li, Zê, Sé, Lu, Sô, Gu, Cri, e eu, a “Ivan”, Vanzinha ou Vazóca, como cada um, do seu jeito, carinhosamente me chama.

 

Nossas histórias – hilárias – formam um belo exemplar de livro da vida. Se não no papel, com certeza em nossos corações.

 

Ivani Dantas é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Envie seu texto para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: perdão é um ato de inteligência que vai curar a sua vida, diz Heloísa Capelas

 

 

“Todas as pessoas valem a pena, todas as pessoas tem talento e luz, só que elas não sabem. E se eles não sabem, elas não usam”. A afirmação é de Heloísa Capelas, do Centro Hoffman no Brasil, especialista em mudança de comportamento. O conselho dele se volta aos líderes e gestores de empresas que têm a responsabilidade de descobrir os talentos que existem no seu negócio. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Capelas diz “você precisa olhar para as pessoas que estão à sua volta; e olhar significa dar para elas atenção, olha no olho e presta atenção no que elas estão falando, isso é liderança”.

 

Autora do livro “Perdão, a revolução que falta – o ato de inteligência que vai curar a sua vida” (Editora Gente), Caldeiras apresenta sugestões para quem tem acumulado desavenças no local de trabalho e na família: “o perdão nos traz auto responsabilidade; a vida é minha, a vida é problema meu, não é problema de ninguém, então se eu fracasso e se eu tenho sucesso, o problema é meu”.

 

O programa Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site e na página da CBN no Facebook. Colaboram com o programa Juliana Causin, Rafael Furugem e Débora Gonçalves.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: “não existe marca forte com produto ruim”

 

 

Empresas que souberam gerir suas marcas de forma organizada e levaram uma proposta de valor relevante aos seus consumidores se destacaram na oitava edição da pesquisa que mede a preferência dos cariocas. Essa é a constatação da Jaime Troiano e Cecília Russo que apresentaram no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso o resumo da pesquisa “Marcas dos Cariocas”, divulgada nessa semana, em parceria do jornal O Globo e da TroianoBranging.

 

Uma das curiosidades da lista é que marcas digitais já superam as de agências de turismo tradicionais. O fenômeno foi constatado pelo segundo ano consecutivo com a Trivago alcançando o topo da lista na categoria Empresas de Turismo. No ano passado, a Decolar havia ocupado este posto desbancando a CVC. A Uber, seguida de 99 Taxi e Metro Rio/MetroFacil, lideraram a categoria Aplicativo de Mobilidade Urbana, que foi medida pela primeira vez, neste edição.

 

Foram cinco mil entrevistas nas quais os cariocas listaram os produtos e serviços com os quais mais se identificaram, em 40 categorias. Para medir de forma mais precisa a preferência do público, foram feitas análises a partir de cinco dimensões:

 

1. Qualidade: oferece produto e serviço de qualidade
2. Preço: vale o que custa
3. Respeito: respeita o consumidor
4. Identidade: combina comigo
5. Evolução: está sempre se renovando

 

Diante do resultado alcançado, Cecília Russo é taxativa: “não existe marca forte com produto ruim”

Avalanche Tricolor: festa para o Campeão!

 

Grêmio 1×0 São Paulo
Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

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Fãs, admiradores, colegas e amigos na festa para o nosso Campeão!

 

Estou no caminho de volta a São Paulo, onde consta há um campeão brasileiro comemorando seu título. Daqui de onde saio, havia outra festa: a vitória na Arena garantiu a vaga na Libertadores do ano que vem, o que para quem é obcecado por esta competição não é coisa pouca. 

 

Assisti pouco da partida, especialmente do primeiro tempo quando saiu o gol, resultado de uma jogada da qual fez parte nosso setor defensivo: Edílson, Geromel e Kannemann, que empurrou a bola para dentro e marcou o único e necessário gol da partida.

 

Daqui pra frente, convenhamos, quem se importa com o Brasileiro: somos todos Libertadores!

 

Vi pouco do jogo na Arena, apesar de estar em Porto Alegre desde cedo, porque o feriado foi dedicado a outro campeão. Estivemos em família durante toda tarde e início da noite, na Feira do Livro de Porto Alegre, na praça da Alfândega, centro da cidade. Foi lá, no Pavilhão de Autógrafos, que meu pai recebeu seus amigos e admiradores ao lado da jornalista Katia Hoffman, autora do livro “Milton Ferretti Jung: Gol gol gol um grito inesquecível na voz do rádio”.

 

O livro, sobre o qual já escrevi neste blog, Katia conta várias passagens da vida do pai desde sua infância. Estão lá alguns acontecimentos da adolescência e pós-adolescência que levaram o editor, professor Paulo Ledur, a descrevê-lo como tendo sido um jovem transviado. Achei curioso, pois apesar de conhecer boa parte das artes feitas pelo pai, sempre contadas pela ótica dele, nunca as identifiquei desta maneira. Gostei de saber que o pai foi transviado, diminui a culpa de muitas das coisas que aprontei na minha juventude.

 

A versão mais conhecida dele – a de jornalista – também é relatada com detalhes interessantes.

 

Das transmissões de futebol, há histórias das viagens ao exterior, das trapalhadas que a precariedade técnica proporcionava aos profissionais da época, da paixão que sempre cultivou – e jamais escondeu – pelo Grêmio. Diante da insistência dos gestores da rádio Guaíba para que seguisse narrando futebol, em uma época em que já revelava cansaço da rotina esportiva, negociou com a emissora: só transmitiria jogos do Grêmio e no Olímpico. Proposta imediatamente aceita.

 

Do locutor de notícias, a autora destaca a maneira com que exigia dos redatores – dela inclusive – precisão no relato dos fatos e nas informações divulgadas. Os exageros na pronúncia de palavras estrangeiras, que chegaram a ser cobrados pelo então dono da Companhia Jornalística Caldas Junior, Breno Caldas. E o dia em que apesar de estar sofrendo um AVC, insistiu em ler o Correspondente até o fim. 

 

Na fila que se estendeu para fora da área coberta do pavilhão da Feira do Livro, encontramos outros pedaços e lembranças desses 60 anos dedicados ao rádio. Estiveram lá vários dos amigos que dividiam redação, estúdio e cabines de estádio de futebol com ele. Vozes que fizeram parte da minha infância, que visitavam minha casa presencialmente ou através do rádio. Como tive o prazer de compartilhar alguns momentos de minha carreira com o pai, nos amigos dele encontrei colegas de trabalho que foram importantes na minha formação.

 

Havia muitos amigos e muitos fãs, também. Ouvintes que faziam questão de lembrar alguma passagem ainda viva na memória. Um gol inesquecível descrito pelo voz do pai. Uma notícia que marcou. E todos queriam uma foto para eternizar aquele instante. Alguns vestindo a camisa do Grêmio.

 

Para cada um deles, o pai dedicou um olhar, um sorriso e uma assinatura, sempre sob supervisão da Katia, que carinhosamente cuidou dele nas muitas horas dedicadas a sessão de autógrafo. Nós, os filhos, netos, noras, assistimos a tudo de perto, orgulhosos. Emocionados. Frequentemente o pai nos procurava com os olhos como se quisesse entender por que tantas pessoas, por que tanto carinho …

 

Porque, pai, você é um Campeão!

O Estado reprovado como gestor avança como interventor

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A proibição total do aborto cogitada neste momento por uma minoria coloca em evidência a excessiva intervenção do Estado nos assuntos pessoais.

 

A Administração Pública não dá conta das atribuições que lhe compete, pois é má feitora, péssima gestora e interventora indevida, e agora quer ampliar a intromissão em direitos individuais das cidadãs brasileiras.

 

Ao mesmo tempo aflora a incongruência de liberar o fumo e o álcool, quando proíbe o jogo, o aborto e as drogas.

 

A proibição ao jogo é insustentável a qualquer argumento adulto. A não ser quanto a paternalismo ou estatismo.

 

O aborto tem seu melhor exemplo no caso americano da redução da criminalidade.

 

Rudolph Giuliani, prefeito de Nova Iorque, empossado em 1994, foi o herói aparente da mudança nos índices policiais. Entretanto o economista Steven Levitt e o jornalista Stephen Dubner foram os anti-heróis ao mostrar matematicamente que a causa real foi a lei que descriminalizou o aborto. Os filhos indesejáveis deixaram de nascer.

 

“O que o vínculo aborto-criminalidade nos diz é: quando o governo dá a uma mulher a oportunidade de escolha, ela pondera se está em condições de criar bem o bebê. Se não está, geralmente opta pelo aborto”.

 

O New York Times Magazine relatou:

 

“Em seu trabalho a respeito do aborto, Levitt e seu coautor avisavam que suas descobertas não deveriam ser erroneamente interpretadas como um aval ao aborto. Apesar de tudo, o assunto conseguiu ofender praticamente todo mundo. Os conservadores ficaram furiosos, os liberais manifestaram decepção com a discriminação contra as mulheres pobres e negras. Os economistas argumentaram que a metodologia não era sólida. Enquanto a mídia se esbaldava com o tema.”

 

A questão das drogas, a mais controversa de todas, não pode ignorar as pesquisas realizadas. Por exemplo, o Juiz Roberto Luiz Corcioli Filho em artigo apresenta a seguinte nota:

 

Conforme notícia publicada no jornal Folha de S. Paulo (Álcool provoca mais prejuízos que crack, heroína e maconha), “o álcool é uma droga mais perigosa do que o crack e a heroína e três vezes pior do que a cocaína e o tabaco, de acordo com pesquisadores do Comitê Científico Independente para Drogas do Reino Unido. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os riscos associados ao álcool causam 2,5 milhões de mortes por ano”.

 

Enfim, é preciso questionar as (ile)gítimas intervenções do Estado sob o propósito de proteger o cidadão de uma conduta auto lesiva.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.
 

Um livro para o pai: que baita orgulho!

 

 

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“Nunca pensei em ter um livro meu”, disse-me com a voz baixa, que revela a idade, e um leve sorriso no rosto, que transmitia uma mistura de orgulho e falta de jeito. Tudo isso veio acompanhado das sobrancelhas levantadas, uma de suas marcas mais expressivas. Estávamos no sofá da sala da casa onde o pai foi meu pai quase desde os primeiros anos de vida, na Saldanha Marinho, pertinho do antigo estádio Olímpico, no bairro do Menino Deus, em Porto Alegre, quando ele recebeu das mãos do Christian e da Jacque, meus irmãos, um exemplar do livro escrito pela jornalista Katia Hoffman: “Milton Ferretti Jung: gol, gol, gol, um grito inesquecível na voz do rádio” (editora AGE), que será lançado nesta quarta-feira, 17h30, na Feira do Livro.

  

 

O pai sempre me deu a impressão de que não tinha certeza da dimensão dele para seu público, seja os que acompanhavam estáticos diante do rádio as últimas notícias do Correspondente Renner seja os que vibravam com as emoções transmitidas por ele nas partidas de futebol. Andei muito ao lado dele, especialmente pelo interior do Rio Grande do Sul, e via como as pessoas o admiravam. Eu ficava inchado de orgulho. Ele continuava a construir sua obra. Ao contrário de muitos de seus colegas que faziam sucesso nos tempos áureos da rádio Guaíba, não se considerava artista, celebridade ou estrela. Era um operário do microfone, ao qual dedicou quase 60 anos de sua vida.

  

 

A Katia, autora do livro, assim como muitos de nossos colegas de profissão e o público dele, ainda bem, sempre souberam reconhecer o talento incrível com que o pai reproduzia os fatos da vida e da bola, com uma voz que acompanhava a importância de cada momento e com uma precisão que não nos deixava dúvida sobre o que falava e pensava. Graças a Kátia, que foi colega do pai por 26 anos, na Guaíba, parte desta história está agora contada em livro.

  

 

Li com emoção e carinho a primeira prova que me foi enviada pela autora. Pouca coisa mudou do texto original. Minha emoção e meu carinho, principalmente. Olho para a capa, folheio uma história, leio outras, relembro de alguns instantes vividos ao lado dele, e tendo a me emocionar.

  

 

Nesta quarta-feira, dia 15 de novembro, quando o livro estará em festa, na praça da Alfândega, em Porto Alegre, na mais simpática feira dedicada a literatura que tenho conhecimento, terei muito a me emocionar. Ver a Kátia, meus irmãos, os netos e os muitos amigos e fãs reunidos, ao lado do pai, no Pavilhão de Autógrafos, para homenageá-lo será a melhor resposta para aquela indagação feita por ele lá na Saldanha, semana passada, quando estivemos juntos.

  

 

Sim, pai, este é um livro só seu. Só sobre você. Você e seus admiradores.

  

 

Que baita orgulho!

  

 


O livro já está à venda, no site da editora AGE: é só clicar aqui

Avalanche Tricolor: Brasileiro é Brasileiro, Libertadores é Libertadores

 

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Brasileiro – Alfredo Jaconi/Caxias-RS

 

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Luan no Alfredo Jaconi (reprodução Premier)

 

O mando era nosso, o campo não. E quem joga profissionalmente sabe que isso faz diferença. A grama é diferente; o piso, também. A distância muda. As “marcas” que são referência para o posicionamento, o lançamento e o cruzamento desaparecem. Até mesmo a infraestrutura de atendimento dos jogadores gera desconforto.

 

É bem provável que tudo isso foi o que fez Renato reclamar, às vésperas da partida, por não poder jogar na Arena, neste domingo. Nada disso, no entanto, é suficiente para justificar o empate contra um time que ainda está no sufoco para escapar do rebaixamento e jogou boa parte do segundo tempo com um a menos.

 

Eis aí uma curiosidade: segundo jogo seguido que atuamos contra 10, no Brasileiro, e encontramos dificuldades para chegar ao gol.

 

A resposta para o que aconteceu talvez esteja mesmo no fato de times retrancados se transformarem em uma encrenca para nós que preferimos jogar de igual para igual, com toque de bola rápido, movimentação intensa e deslocamentos dentro da área. Essa coisa truncada, em que cada pedaço do gramado é disputado à foice, paredões se formam na frente da área e o adversário abre mão de jogar bola, tem trazido dificuldade para o Grêmio – e já vimos isto várias vezes neste campeonato.

 

Agora, por que estou eu aqui desperdiçando linhas e parágrafos para falar de uma competição para a qual sequer temos dada a devida atenção?

 

Porque cada uma dessas partidas que antecedem a primeira decisão da Libertadores, dia 22 de novembro, é um experimento para Renato e nossos jogadores.

 

Hoje mesmo, ele trocou os laterais, devido a lesões, pois sabe que talvez tenha de usar recursos semelhante nas finais; testou dois atacantes pelo lado esquerdo para aumentar a pressão; testou outros dois dentro da área – fixando Barrios e permitindo que Jael saísse mais para buscar a bola.

 

Testes devidamente calibrados para não expor nenhum dos nossos ao risco de uma lesão que os tirem do que realmente interessa. E isso me remete a outro fator determinante para o resultado deste fim de tarde: para romper retrancas, mais do que bom futebol, é preciso esforço redobrado, dividida mais forte do que o normal, encontrão nos zagueiros … Se para o craque Didi “treino é treino e jogo é jogo”, para o Grêmio, nesta altura da temporada, “Brasileiro é Brasileiro e Libertadores é Libertadores”.

Mundo Corporativo: 10 princípios para o jovem que deseja sucesso nos negócios

 

 

“Independentemente de você ser executivo ou não, a veia de empreendedor deve estar presente dentro de você em tudo que você estiver fazendo dentro da sua vida”.

 

Para Ricardo Diniz, autor dessa frase, a melhor maneira de manter essa chama acessa é trabalhar ao lado dos jovens e, segundo ele, foi isso que o inspirou a escrever o livro “Como chegar ao topo nas empresas – os 10 princípios para o jovem que deseja o sucesso no mundo dos negócios”. Diniz foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, quando falou de alguns dos ensinamentos alcançados ao longo de sua vida profissional que começou como estagiário para depois trabalhar em bancos de investimento, atuar como empreendedor e sócio-fundador de uma empresa de teleinformática, ser diretor de agência de notícias até tornar-se o mais jovem presidente de uma multinacional no Brasil.

 

Aqui os 10 princípios de Ricardo Diniz publicados em livro:

 

  1. Um propósito todo seu
  2. Há sempre um lado humano
  3. A ciranda dos riscos
  4. A transparência é o seu escudo
  5. O cliente é seu melhor negócio
  6. A mente positiva gera soluções
  7. O mundo não para de girar
  8. Ultrapasse as fronteiras
  9. Seja seu próprio headhunter
  10. Trabalhe com prazer e viva em paz

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site ou na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e domingo, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Sua Marca: empresas tem de ser a ponte entre o que a mulher é e o que gostaria de ser

 

 

 

 

Uma coisa é como você se vê, outra é como gostaria de ser visto. Diante dessa realidade, Jaime Troiano e Cecília Russo foram entender como as mulheres reagem frente a essas questões. Uma das curiosidades encontradas neste estudo é perceber que as mulheres se veem de forma muito tradicional: são confiáveis, protetoras e dedicadas. Porém, elas querem ser vistas também como profissionais, inteligentes e assertivas.

 

 

O desafio para as marcas ao se comunicarem com essas mulheres é perceber que não devem ser espelhos, mas pontes que criem oportunidades para que elas cheguem onde realmente gostariam de estar: “comunicação não é um retrato; as marcas precisam alimentar sonhos nas pessoas”, diz Troiano.

 

 

Quanto as empresas que estão conseguindo se identificar com as mulheres, a pesquisa revela que no setor de automóveis são a Toyota e Hyundai que estão conseguindo se transformar em inspiração. Já no segmento de higiene e beleza aparecem três empresas conectadas com as aspirações femininas: Natura, Mary Key e Boticário. “O papel das marcas é ser esta ponte entre o que as mulheres são e o que gostariam de ser”, diz Cecília.