Mundo Corporativo: inovar é poupar o tempo do seu cliente, diz Arthur Igreja

 

“Inovação é resolver algo de uma forma nova e mais eficiente, mais eficaz, então, se você conseguir fazer isso por simplificação de processos essa é uma belíssima inovação e que não depende de tecnologia alguma” — Arthur Igreja

O consumidor moderno é mais ansioso e bem informado — e assim tem maior capacidade de comparar produtos e serviços para escolher aquele que vai resolver o seu problema, poupando tempo e oferecendo simplicidade. Arthur Igreja, professor da FGV e palestrante, alerta que as empresas que não forem competentes para encontrar soluções e criar processos ágeis serão “engolidas” pelos concorrentes.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Igreja lembra que os gestores precisam entender a jornada do seu consumidor.

“Muitas pessoas são leais a uma empresa porque eles não encontraram uma alternativa; então, esse é que é o perigo: achar que o seu consumidor está satisfeito. A única forma de descobrir isso é sendo cliente da sua própria empresa e conversando, perguntando para o usuário final onde incomoda, onde ele perde tempo, onde tem muito documento, muita burocracia?”

Autor do livro “Conveniência é o nome do negócio —- descubra como a inovação pode facilitar a jornada do seu consumidor e multiplicar seus resultados” (Planeta Estratégia), Igreja recomenda que o empresário antes de pensar em desenvolver alguma solução própria, tendo de investir muito dinheiro —- o que acaba se transformando em uma barreira para a inovação —-, observe o que já existe no mercado.

“(é preciso) ter obsessão por poupar o tempo do usuário final … será que não podemos eliminar um formulário por dia, por exemplo?”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial ou pela página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo; e a qualquer momento em podcast.

Enquanto a vacina não vem, lave bem as mãos e ajude a combater a Covid-19

 

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Máscaras desaparecem das farmácias e passageiros já desfilam no metrô de São Paulo com a boca encoberta. Os estoques de álcool em gel são insuficientes para o tamanho da procura. Clientes suspendem compras (?) da China. Viajantes recém-chegados recebem olhares desconfiados. Um espirro exagerado assusta os mais próximos —- os descolados arriscam uma piada de mal gosto.

 

As agências de viagens atendem clientes inseguros e dispostos a adiar as férias no exterior, enquanto eventos estão sendo reavaliados e até se fala em cancelamento dos Jogos Olímpicos no Japão.

 

O surgimento do novo coronavírus há pouco mais de dois meses, na China, têm causado mudanças de comportamento, sustos e estragos de todo tipo: os mais graves são humanitários, com a morte de mais de 2,8 mil pessoas. Tem gente perdendo dinheiro, também. Investidores, na bolsa. Empreendedores, no bolso.

 

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Arte Hospital Albert Einstein

 

Por outro lado, laboratórios, farmacêuticas, médicos e cientistas estão em uma corrida pelo medicamento mais eficiente —- algo que funcione mais do que chá de erva doce, recomendado em uma dessas mensagens que contaminam a internet com velocidade maior do que a do próprio vírus.

 

A todo momento, surge a informação de testes e estudos que avançam no sentido de encontrar a vacina capaz de conter a disseminação da Covid-19.

 

A Novavax, com base na experiência com outros coronavírus, incluindo MERS e SARS, diz que concluiu com êxito as etapas preliminares para desenvolver candidatos viáveis à vacina.

 

A Moderna, concorrente no campo da biotecnologia, alardeia que em tempo recorde lançou o primeiro lote de mRNA-1273, vacina que entrará na fase 1 de testes, nos Estados Unidos.

 

É de lá também —- os Estados Unidos — que vêm informações de que um médico brasileiro —- gaúcho de Bagé, para ser mais preciso —- é o responsável pelo ensaio clínico que testa o remédio considerado de maior potencial para curar a Covid-19. Conforme o portal G1, o doutor André Kalil lidera uma equipe de profissionais, no centro médico da Universidade do Nebraska, que vai testar a eficácia da droga Remdesivir, antiviral da farmacêutica Gilead Sciences, desenvolvido para tratar a doença do vírus Ebola e infecções do vírus Marburg.

 

Abril, maio ou junho. Conforme a fonte da informação e o atrevimento do cientista, mudam os prazos para uma ou outra droga estar pronta. O certo é que quem conseguir oferecer o medicamento mais cedo e com maior precisão colocará à mão no dinheiro que empresas e governos estão dispostos a pagar para conter o avanço da Covid-19.

 

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Arte: Hospital Albert Einstein

 

Até aqui, gente bem conceituada aposta que o vírus veio para ficar. É o caso do chefe do Departamento de Epidemiologia da Universidade de Harvard, Marc Lipsitch. Calcula que entre 40% e 70% da população serão infectadas pelo novo coronavírus — o que não significa que todos morreremos. A maioria talvez nem saiba que esteve contaminada e outros tantos sentirão um mal-estar que mais se parecerá com uma “gripe”.

 

A propósito, o governo anunciou hoje que vai antecipar a campanha de vacinação contra a gripe e a expectativa é que, desta vez, a adesão seja altíssima —- devido ao coronavírus e não à gripe, que a maioria, erroneamente, ainda acha que é coisa pouca.

 

Hoje, também, uma rede de laboratórios, o Grupo Dasa, informou que coloca, nesta sexta-feira, 28, à disposição de seus clientes, o serviço de Atendimento Domiciliar para coleta do exame de diagnóstico coronavírus. “Temos mais de 800 unidades espalhadas pelo país, com grande circulação de idosos e pacientes com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e câncer, que são grupos de risco. Para evitar a disseminação do vírus, disponibilizamos a coleta apenas via unidades hospitalares e Atendimento Domiciliar”, disse Emerson Gasparetto, vice-presidente da área médica da Dasa.

 

É preciso ter pedido médico e indicação clínica: febre acompanhada de sintomas respiratórios (tosse, espirros, aperto no peito, dificuldade para respirar, falta de ar), ter viajado para países com a epidemia instalada, como a China (nos 14 dias anteriores, período de incubação do vírus) ou ter tido contato com um caso suspeito ou confirmado do novo coronavírus.

 

Também tem de ter R$ 280,00 para pagar o exame.

 

 

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Arte: Hospital Albert Einstein

 

 

Diante desta “infodemia” — não me queira mal por usar a expressão, apenas repito o que ouvi o ministro da Saúde, Luis Henrique Mandetta, dizer em entrevista aos colegas jornalistas, em Brasília —-, faço o que me cabe: lavar bem a mão com água e sabão, cobrir meus espirros com o braço e cancelar por ora a roda de chimarrão.

Marcas que fazem a coisa certa

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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USPS foi a marca mais confiável nos EUA foto: Pixabay

 

Ao ouvir o “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”, de Jaime Troiano e Cecília Russo, no Jornal da CBN, quando apresentaram o resultado da pesquisa de satisfação das marcas no mercado americano da “Morning Consult”, automaticamente associei  a conceitos elaborados em “Posicionamento – a batalha pela sua mente”, de Al Ries e Jack Trout, desenvolvidos na década de 1980, que revolucionaram o conhecimento de Marketing.

 

Antes vamos a explicação de Cecília Russo sobre a pesquisa e a seguir a reprodução das 25 primeiras marcas:

“Quanto você acredita que esta marca faz a coisa certa? ” —- foi a pergunta que a Morning Consult fez aos consumidores para descobrir quais as mais confiáveis, nos Estados Unidos. Os pesquisados podiam responder “muito”, “pouco”, “não muito”, “não faz nada” e “não sei”. Para saber a opinião sobre cerca de 2 mil marcas, a consultoria ouviu em média 16.700 pessoas por marca, resultando no maior estudo do gênero já realizado.

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Na teoria de Ries e Trout:

– É melhor ser o primeiro no mercado, do que ser o melhor. É uma batalha de percepção, e de ocupar espaço original na mente do consumidor.

 

– Os líderes de categorias dificilmente perdem a posição, e isto pode ser constatado na comparação das marcas com 50 anos de mercado.

 

– É uma luta entre categorias mais do que de marcas.

Analisando a pesquisa, Troiano e Cecília chamam a atenção pela tradição do serviço postal, que naturalmente ocupa a primeira posição, correspondendo ao pioneirismo e ao currículo da marca, envolvido na história da nação americana. Evidenciam também o fato das contemporâneas marcas virtuais encabeçarem a seguir as primeiras posições. O que reafirma os princípios do pioneirismo e suas vantagens, de acordo com Ries e Trout.

 

Nesse aspecto, quem, há vinte anos, vivenciou as pioneiras atividades das empresas virtuais testemunhou a incredulidade da maioria dos agentes do mercado a respeito de sua continuidade.

 

Será importante que a descrença com o novo daquela época sirva de lição às gerações futuras, para poderem discernir e aproveitar novas categorias de negócios que certamente virão.

 

A durabilidade das marcas fica clara se atentarmos na tabela das 25 onde predominam ícones do mercado americano com 50 anos ou mais.

 

Nas marcas criadas por categorias específicas, podemos destacar, por exemplo, a Crest, “combate a cárie”; FedEx, “entrega de pacotes em 24hs”; Netflix, “streaming de preço acessível”.

 

Enfim, vale o recado de Jaime e Cecília, que é fundamental para a marca entregar o que se promete, para obter a confiança, moeda valiosa de troca.

 

Vale também ouvi-los.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Sua Marca: pesquisa diz em quem o consumidor mais confia, nos EUA

 

 

“Confiança é um atributo essencial, é um primeiro passo, sem isso você não cria alianças (com o consumidor)” —- Cecília Russo

“Quanto você acredita que esta marca faz a coisa certa?” —- foi a pergunta que a Morning Consult fez aos consumidores para descobrir quais as mais confiáveis, nos Estados Unidos. Os pesquisados podiam responder “muito”, “pouco”, “não muito”, “não faz nada” e “não sei”. Para saber a opinião sobre cerca de 2 mil marcas, a consultoria ouviu em média 16.700 pessoas por marca, resultando no maior estudo do gênero já realizado.
 

 

De acordo com a pesquisa, a USPS —- United States Postal Service se destacou em primeiro lugar com 42% das pessoas ouvidas dizendo que a empresa postal americana faz “muito” a coisa certa. Entre as cinco mais bem avaliadas, prevalecem empresas do setor de tecnologia, como pode-se perceber no quadro a seguir:

 

 

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No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo apresentaram os resultados da pesquisa da Morning Consult e chamaram atenção de empresas e gestores da importância de se medir a confiança do consumidor.

 

Em conversa com o jornalista Mílton Jung, eles lembraram que no Brasil também são desenvolvidos trabalhos semelhantes, como o da revista Seleções, que chegou a sua 18ª edição, tendo como destaque também marcas do mundo digital — casos da iFood e da Uber.

“Confiança é a moeda de troca mais importante no momento; a gente sabe quanto confiança gera possibilidades futuras de desenvolvimento” — Jaime Troiano

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Conte Sua História de São Paulo: as brincadeiras com xiringa no Carnaval da Vila Bonilha

 

Helena Francisca de Oliveira
Ouvinte da CBN

 

 

Gosto de relembrar minha infância entre as décadas de 1960–1970. Morávamos num bairro da periferia, a Vila Bonilha, na rua então chamada “Dona Cecília”. Naquela época, como no romance, “éramos seis”: meus pais, dois irmãos, uma irmã, e esta que escreve — uma menininha magricela, cheia de alegria e imaginação. Nossa vida era simples, meus pais faziam o impossível para que não nos faltasse o essencial. E o essencial, tanto material quanto emocional, nunca nos faltou.

 

Lembro-me de quando nos sentávamos na cama da minha mãe, quatro pares de ouvidos atentos às histórias que ela nos contava enquanto esperávamos que meu pai chegasse do trabalho, no trem que se aproximava da “paradinha”. Na “paradinha”, hoje estação do Piqueri, nem todos os trens paravam. Não era uma estação de trem oficial, era uma Parada da companhia Estrada de Ferro Santos—Jundiaí. Sabíamos exatamente quando o trem havia parado ou não: acompanhávamos tudo pelo som! E quando ele parava, aumentava nossa alegre ansiedade, já que o pai bem podia ter chegado nele, e isso significava ganhar carinho, ouvir alguns “causos” e saborear as balinhas coloridas ou as deliciosas paçoquinhas que ele sempre nos trazia.

 

Lembro-me de datas especiais, como o Natal … como o Carnaval.

 

Brincávamos na rua de xeringa, cada um enchendo a sua com água e espirrando nos coleguinhas. Que farra! Íamos aos bailinhos da matinê no salão da subestação que ficava do outro lado da linha do trem. Minha mãe costurava alguma fantasia, nos abastecia com confetes e serpentinas e nos levava para a folia:

 

“ …menina, você é um doce de coco, tá me deixando louco, tá me deixando louco”…

 

Eu me lembro com clareza do tempo em que minha rua era de terra, depois recebeu um calçamento de paralelepípedos que a deixou ainda mais encantadora.

 

Brincávamos até tarde da noite: bicicleta, roda, boneca, pião, queimada, pega-pega … e o que mais nossa imaginação sugerisse. Ainda me recordo da noite em que as luzes de mercúrio se acenderam pela primeira vez na Rua Dona Cecília! Que festa fizemos! E, naturalmente, naquela noite a brincadeira terminou ainda mais tarde…

 

O tempo passou, a Dona Cecília, hoje com outro nome, continua lá, no mesmo lugar, mas há muito deixou de ser a rua da minha infância. Uma parte de nossos vizinhos teve que deixar suas casas, ainda na época da minha adolescência, por conta de uma tal avenida que passaria por ali – o que não aconteceu até hoje, quase trinta anos depois…

 

Minha rua encantada perdeu o encantamento, mas às vezes acontece, quando passo por ela, de eu vislumbrar um pedacinho de paralelepípedo meio descoberto por uma falha no asfalto e, então, é como se ela se reencantasse, me carregando de volta ao tempo em que, em sua simplicidade, era a rua mais linda que eu já vira. E nesse breve instante, envolvida pelas lembranças, consigo ouvir nossas vozes infantis em meio às brincadeiras, os risos e o alarido alegre… E, no fundo, lá longe, como num sonho… a voz de minha mãe me chamando de volta para casa.

 

Helena Francisca de Oliveira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também a sua história. Escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Luiz Gaziri diz como a ciência da felicidade pode transformar sua relação com o trabalho

 

“As pessoas tem de ter uma consciência do que é verdadeiramente felicidade. Os cientistas definem como felicidade a alegria que a gente sente antes, durante ou depois de praticar certa atividade, especialmente atividades que usam os nossos pontos fortes” —- Luiz Gaziri, professor

Ser feliz no ambiente corporativo é meta impossível de ser alcançada para muitos profissionais, especialmente levando em consideração a tensão, a cobrança e a competitividade que encontramos nas empresas. A barreira, porém, pode estar não nas características do mercado de trabalho que vivemos mas nos aspectos em que depositamos nossos esforços em busca da felicidade

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, o consultor Luiz Gaziri chama atenção para o fato de que este sentimento, ao contrário do que se costuma acreditar, não depende de dinheiro, reconhecimento ou pensamento positivo”

“A relação do dinheiro com a felicidade está muito mais na forma como você gasta o seu dinheiro e muito menos relacionado com o quanto você ganha …”

“O reconhecimento também cai nesta parte da adaptação hedônica, porque chega em um certo momento em que a gente se acostuma a receber reconhecimento das pessoas então ele não traz efeito positivo ..”

“A gente acreditar que pensar positivo vai fazer o mundo, o universo conspirar ao nosso favor, não vai funcionar, porque a gente precisa de ação para fazer as coisas acontecerem na nossa vida”

No livro “A ciência da felicidade —- escolhas surpreendentes que garantem o seu sucesso” (Faro Editorial), Gaziri sugere que se use o dinheiro para ajudar outras pessoas ou para experiências que serão guardadas para toda a vida; que não se dependa do que o outro pense de nós, e, sim, se reconheça o valor das outras pessoas; e, finalmente, que se pense negativo, ou melhor, que se identifique os pontos negativos e os perigos que podem impedir que se alcance nossos objetivos.

 

Seis variáveis que podem ser usadas como meta para aumentar a nossa felicidade:

 

  1. Saber gastar o nosso dinheiro bem
  2. Ser grato, lembrar das coisas boas que se tem na vida
  3. Reconhecer os outros
  4. Ajudar as pessoas
  5. Cultivar emoções positivas
  6. Quando você estiver com alguma pessoa, esteja de verdade com ela (relacionamentos são previsor número 1 de felicidade)

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN, no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN e tem as colaborações de Gabriela Varella, Arthur Ferreira, Rafael Furugen, Izabela Ares, Debora Gonçalves e Priscila Rubiotti.

Shoppings brasileiros têm números expressivos em 2019 e apresentam suas credenciais para 2020

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Um setor da economia que recebe mensalmente 2,4 vezes a população do país – 502 milhões de visitantes/mês – inegavelmente é um agente econômico importante. Pois bem, estamos falando dos Shopping Centers, que através da ABRASCE, entidade que os representa, relata os dados econômicos positivos de 2019, e expressa otimismo em relação a 2020.

 

Com o crescimento de 7,9% das vendas, perfazendo R$ 192 bilhões, demonstra força, refletida de forma fragmentada em outros índices:

 

— os 502 milhões de visitantes correspondem ao crescimento de 2,5%;

 

— aumento de 2,4% no número de Shopping Centers,

 

— aumento de 2,7% na ABL,

 

— aumento de 2,5% nas salas de cinema,

 

— aumento de 1,6% na criação de empregos,

 

— aumento de 0,6% no número de lojas.

 

Os números totais também são expressivos:

 

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A esta evolução, as datas marcantes apresentaram índices de aumento acima da curva, ou seja, Black Friday, 19,7%, dia das crianças 9,9% e dia das mães 9,7%.

 

O papel de ponto de entretenimento, convergência e conveniência desempenhado pelos Shopping Centers tem nos cinemas a expressão evidente desta configuração, pois abriga 77% de todas as salas do país.

 

Não é por acaso que os executivos de grandes empreendimentos do setor, se expressaram de forma seguramente positiva, no relatório da ABRASCE. Além dos dados favoráveis registrados, todos têm apostas fortes em ações inovadoras.

 

Marcos Carvalho, da Ancar Ivanhoe, está apostando na gamificação, nos aplicativos, no delivery e na realidade aumentada, para manter conectada a sua cadeia de Shopping Centers com novas demandas que já despontam. Aproveitando o fator localização privilegiada instalará em mais de 12 unidades, pontos físicos para a retirada de pedidos do e-commerce dos seus clientes, os lojistas. Para isto “iFood” e Delivery Center estarão atendendo todas as demandas.

 

Leandro Lopes, da Aliansce Sonae, ressalta a instalação de fazendas urbanas Be Green nos empreendimentos do Grupo, para a produção de hortaliças frescas sem uso de agrotóxicos. Água e tecnologia 4G para o controle da operação são suficientes. A presença do mundo virtual foi evidenciada pela parceria com o “IFood”, que continuará incrementando os serviços de entrega dos lojistas partindo dos hubs criados. Para acompanhar as tendências que virão no varejo foi feita a união com a Fábrica de Startups.

 

Vander Giordano, da Multiplan, acredita que a SUSTENTABILIDADE será o conceito que ditará as regras de consumo daqui para a frente. Por isso, no ano passado foram instaladas usinas fotovoltaicas gerando 100% da energia para o Shopping Village Mall. Reduzindo a conta de energia e a emissão de poluentes — equivalentes ao plantio de 16.720 árvores/ano ou, em 25 anos, a emissão de 227 mil toneladas de gás carbônico. Ao mesmo tempo, os investimentos na Delivery Center, operação que conecta o físico com o virtual, terá a função de facilitar a “omnicanalidade” dos lojistas.

 

É promissor observar que este gigantesco negócio dos Shopping Centers, que deixou passar ao largo o e-commerce dos Market Places, figurando só agora como coadjuvante, está vislumbrando a SUSTENTABILIDADE como uma oportunidade.

 

E é uma oportunidade única, porque envolve a tarefa de preservar, além de ganhar.

 

O Planeta agradecerá!

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Sua Marca: o que você fará com um dia a mais de 2020?

 

“O que os consumidores esperam é que as empresas façam alguma coisa a mais por eles” —- Jaime Troiano

2020 é bissexesto e, portanto, todos teremos um dia a mais este ano. A questão é saber o que podemos fazer com este dia extra. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo, lembraram de oportunidades que empresas terão no dia 29 de fevereiro, que será em um sábado.

 

Uma das dicas é usar esse dia para convidar seus colaboradores a refletirem sobre o trabalho que realizam e a relação com seus colegas, com parceiros de negócios e com seus consumidores. É também uma chance a mais de oferecer algo para os clientes: um cabeleireiro dar um tratamento especial ou um restaurante dar uma sobremesa a mais aos frequentadores. O importante, é usar esse dia para surpreender as pessoas com as quais você se relaciona pessoal ou profissionalmente.

“Ter um dia a mais é mais uma chance de reforçar o seu valor junto aquelas pessoas que estão com você nos outros 365 dias” —- Cecília Russo

Jaime Troiano alerta, porém, que é importante criar ações que estejam dentro do seu repertório de ideias, sem fugir daquilo que você é ou representa, e criar de maneira inteligente.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso é apresentado por Mílton Jung e tem os comentários de Jaime Troiano e Cecília Russo. O programa vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Avalanche Tricolor: de volta para colocar mais um Gre-nal na história

 

Inter 0X1 Grêmio
Gaúcho —- Beira Rio, Porto Alegre/RS

 

 

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Diego Souza volta a marcar em Gre-nal (Foto: LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

De volta das férias …. aqui na Avalanche, é claro. Já estou no batente faz tempo. E atento. De olho no nosso time. Quem contratou, quem se machucou, de quem se livrou. Assisti a todos os jogos nesse início de temporada. Sem perder um só lance. Como sou dos que costumam ter paciência nesta época do ano, quando a equipe está retomando o ritmo de jogo, novas peças ainda estão se adaptando e sempre têm muito a melhorar, fiquei a espera do momento certo para voltar a esta conversa com você, caro e raro leitor.

 

Escolhi a dedo o jogo da volta — com todos os riscos que um clássico possa nos oferecer, especialmente se jogado na casa do adversário, que vinha embalado por resultado positivo na Libertadores e muito elogiado pela crônica local. Talvez por isso mesmo eu tenha decido voltar agora. Até aqui, convenhamos, só tínhamos tido partidas sem graça, algumas em campos que sequer mereciam ser palco de futebol. Estava na hora de encarar jogo de gente grande, com estádio cheio, torcida contrária, tensão a cada bola e sabor de decisão.

 

O Grêmio foi muito superior no primeiro tempo e merecia ter saído de campo com vantagem no placar — parecia estar jogando em casa. Se não marcou, ao menos seu futebol envolvente provocou a expulsão de um adversário e isso ajudou no restante da partida, especialmente nos momentos em que demonstramos fragilidade no esquema defensivo, com espaço para o toque de bola e a chegada ao nosso gol.

 

Renato aproveitou-se do banco reforçado que tem nesta temporada para reequilibrar a partida. Colocou Thiago Neves, Pepê e Caio Henrique, retomou o domínio de bola, deu velocidade ao ataque e tirou o ímpeto do adversário.

 

Contou também com a experiência de Diego Souza que voltou a disputar um Gre-nal depois de 13 anos. E voltou a marcar, no Beira Rio, como já havia feito em 2007. Nosso centroavante teve agilidade para fugir do marcador, paciência para entrar livre na área e precisão no cabeceio. “Um gol de malandro”, disse Renato ao fim da partida. O terceiro gol dele em três jogos disputados. No clássico, ainda foi responsável por algumas das principais jogadas de ataque e provocou a expulsão de seu marcador em uma escapada no contra-ataque. Alguém aí se atreve a falar mal dele?

 

Lá atrás foi Vanderlei quem cumpriu seu papel com excelência. Bem posicionado, fez defesas com segurança nos chutes à distância. Corajoso, fez defesas arrojadas quase nos pés do atacante. Com agilidade, espantou o gol de empate após uma cabeceada à queima roupa. Com sua performance no clássico, espero que tenha conquistado a confiança de uma gente chata que já ensaiava críticas ao novo goleiro.

 

Com dois dos principais reforços da temporada fazendo a diferença — e Everton brilhante como sempre —, o Grêmio chega ao sexto Gre-nal seguido sem perder —- recorde que Renato alcança no comando do time, igualando  marca só registrada até hoje por Felipão. 

 

Começamos 2020 fazendo história. E eu não deixaria de estar aqui, nesta Avalanche, de volta, para contá-la.

 

Conte Sua História de São Paulo: a saga e o castelo da família Bonincontro

 

Tania Bonincontro
Ouvinte da CBN

 

 

No começo do século 20, meus bisavós Antonio Bonincontro e Tereza Aiard, que viviam em Napoli, na Itália, vieram de navio para São Paulo. Com eles, desembarcaram dois dos filhos, João e Tereza. Foram morar em um cortiço no Bixiga. Dizem que eram muito, muito apaixonados. Ele alto e loiro. Ela com cabelos castanhos e olhos claros. Tiveram mais seis filhos.

 

Durante a Primeira Guerra Mundial, os dois foram internados, acometidos pela Gripe Espanhola. Antonio e Tereza sofreram muito, não queriam deixar um ao outro, não queriam deixar os filhos. Tereza definhou rapidamente. Antonio viu sua amada ir embora. Ele, ensandecido, desapareceu. Quando os filhos foram ao hospital souberam da morte da mãe e não conseguiram mais notícias do pai. Imaginaram que ele tivesse morrido e sido enterrado como indigente. O filho João, na época com 18 anos, continuo procurando pelo pai por muitos anos.

 

Ele e a irmã, com 16 anos, não tinham condições de cuidarem dos irmãos mais novos. Brasilina, Josefa, Antonio Vicente, Mário, Lourenço e Nicola, pequenos, famintos, pediam pelos pais. João voltou para a Itália para lutar na Guerra e juntar algum dinheiro para sustentar os irmãos, no Brasil. João estava na infantaria e viajou por toda a Itália e outros países da Europa. Escrevia cartas aos irmãos, contava de suas batalhas, que quando estava ferido ao mesmo podia ficar em paz na enfermaria. Contou até que havia passado por um castelo com o sobrenome da família, os Bonincontros.

 

Aqui no Brasil, Tereza nunca se casou, não queria que os irmãos se sentissem abandonados mais uma vez. Conseguiu alimentar a todos. Brasilina se casou e não teve filhos. Vicente virou sapateiro. Nicola, um andarilho, alcoolatra. Seguiu assim, mesmo com a volta de João da Guerra. Os irmãos decidiram interná-lo em um sanatório. Ao fazerem o registro, descobriram que havia outro Bonincontro internado por lá. Era o pai que estava desaparecido por anos. Os filhos, todos adultos, foram até ele que não os reconheceu: “não são os meus filhos, não, os meus morreram de fome”. Antonio Bonincontro morreu pouco tempo depois sem nunca aceitar a ideia de que aqueles eram seus filhos.

 

Eu sou neta de Antonio Vicente, o sapateiro. Que adorava ópera e, sem dinheiro, trocava o ingresso do teatro por aplausos. Ele era puxador de aplausos. Morou na Vila Maria e teve dois filhos. Um deles o meu pai, Ovidio Bonincontro.

 

Tania Bonincontro é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva o seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br.