Conte Sua História de São Paulo: resta agradecer por tantos que acolheu

 

Por Marcia Lourenço
Ouvinte da CBN

 

 

Minha Cidade

 

Parabéns minha cidade,
Cidade em que nasci,
Que abriga tanta gente,
Perto..longe..logo ali. 

 

Da garoa és chamada
Uns, selva de pedra até, 
Mas cabe dizer também, 
Que és trabalho, amor e fé.

 

Terra que gera riquezas
Do trabalho aliada.
És constante em prosseguir 
Numa infinita jornada.

 

O progresso tem seu preço,
Muita coisa se perdeu, 
Resta agradecer ó terra,
Por tantos que acolheu. 

 

Do norte, nordeste ao sul,
Do grande chão brasileiro,
Abriu as portas enfim ,  
A povos do mundo inteiro.

 

Deixo aqui o meu carinho,
Em forma de oração:
Deus abençoe São Paulo 
Do fundo do coração.❤

 

Marcia Ap. Lourenço da Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe da série especial de aniversário da cidade: escreva seu texto agora para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: o planejamento começa antes de você gastar o primeiro centavo, diz Ladmir Carvalho

 

 

 

 

“O planejamento começa antes de você gastar o primeiro centavo no negócio; a primeira coisa que nós temos de de fazer para entender um negócio é entender a dor daquele que você quer atingir. Todo negócio precisa de cliente; então todo, todo cliente tem uma dor, uma necessidade, uma carência …” — Ladmir Carvalho, presidente da Alterdata Software

 

 

Para que o empreendedorismo transforme-se em uma alternativa sustentável é importante que se faça um planejamento que leve em consideração a sua personalidade, a identificação do cliente que você pretende atingir e o estabelecimento de metas, entre outras tarefas. Ao não respeitar alguns desses passos, o risco é que o negócio aberto diante de enorme expectativa e muitas vezes como única alternativa para o profissional se manter no mercado de trabalho tenha o mesmo fim que cerca de 341 mil empresas brasileiras — esse é o número aproximado de empresas que fecharam nos últimos três anos, segundo levantamento do IBGE.

 

 

O Mundo Corporativo entrevistou Ladmir Carvalho, presidente da Alteradata Software, que tem se dedicado a incentivar a abertura de novos negócios, compartilhando o conhecimento adquirido ao longo de sua carreira como empresário e baseado na metodologia Empretec, da ONU, que busca capacitar as pessoas a desenvolver um comportamento empreendedor.

 

 

Em conversa com o jornalistas Mílton Jung, Carvalho fez sugestões aos pequenos empreendedores:

 

 

“O empreendedor pequeno é aquela pessoa que tem de entender um pouco de cada coisa; é completamente diferente do executivo de uma grande empresa, que está muito focado naquilo que ele está fazendo: marketing, finanças … O empreendedor pequeno tem de entender um pouco de cada coisa e aí torna-se a coisa mais complexa”.

 

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da CBN, na página da emissora no Facebook e no perfil @CBNOficial do Instagram. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10h30 da noite, em horário alternativo.

Saiba qual é a previsão dos “astros” para as vendas de Natal

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Os economistas afirmam que a Economia é influenciada pelas expectativas. Pois, os agentes econômicos agem em função do futuro que preveem.

 

O Varejo brasileiro, que é um setor com um importante papel dentro da Economia, tem a previsão das vendas como a sua ferramenta mais estratégica. De forma que as suas expectativas precisam estar balizadas em sólidos indícios. E tais exigências se qualificam no Natal, quando se sabe que é a data mais importante do calendário anual de vendas para a maioria dos lojistas. Normalmente, o resultado obtido no Natal pode influenciar o desempenho do ano.

 

Cabe então preparar o Marketing Mix, ou seja, os Ps – produto, ponto, preço, pessoal, propaganda, processos, physical exp. dentro das técnicas tangíveis e submetê-las as intangíveis expectativas.

 

Diante dessas atribuições fomos buscar as premissas que nortearam as previsões de algumas entidades do setor para este Natal.

 

Pela CNC — Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o volume de vendas deverá crescer 2,8%, e deverão ser contratados 124 mil trabalhadores temporários. Esse cálculo foi baseado na menor pressão inflacionária, na queda dos juros, na melhora do mercado de trabalho e no aumento das vendas. Os segmentos de supermercados, e de vestuário e calçados devem responder por 75% deste volume (Fonte: Governo do Brasil, com informações da CNC)

 

A FecomercioSP prevê um crescimento de 5% nas vendas de Natal, em São Paulo, com montante equivalente de R$ 70 bilhões, tornando-se o melhor dezembro desde 2008. Em função da melhoria dos principais indicadores ligados a renda, inflação e crédito. E, também, da maior quantidade de dinheiro do 13º salário, cujo acréscimo foi de 2,2% em termos reais, além da entrada de um novo governo.

 

Para a ABRASCE — Associação brasileira de Shopping Centers as vendas deste Natal deverão subir 8%. Fundamentalmente, pelos esforços na diversificação da atuação e da utilização da multicanalidade, possibilitando maior aproximação com os clientes. A ABRASCE destaca as categorias mais procuradas atualmente como vestuário, brinquedos, calçados, telefonia e perfumaria. Gerando um valor médio de venda entre R$ 200,00 e R$ 300,00 (Fonte: Reuters)

 

A ALSHOP — Associação de Lojistas de Shopping Centers, através de seu Diretor Luís Augusto Ildefonso da Silva, informou que devido ao ritmo ainda lento das vendas, não achou conveniente formular neste momento o parâmetro ideal para projetar as vendas de Natal.

 

Tudo indica que a concentração dos últimos dias de compras mais uma vez se acentuará, e exigirá uma expertise extra do setor para assimilar o congestionamento.

 

Boas compras e boas vendas a todos!

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

Sua Marca: nerds deixaram de ser uma figura oculta e foram absorvidos pela cultura do espetáculo

 

 

“É como se a sociedade tivesse olhado para o nerd na sua polaridade positiva, o cara que estuda, que cria, que tem ideia, que está lá fuçando nas coisas e não mais aquele que fica fechado, fica isolado” — Cecília Russo

 

A CCXP-2018, feira de games, quadrinhos, séries e filmes, realizada em São Paulo, recebeu 262 mil pessoas e movimentou cerca de R$ 50 milhões, segundo os organizadores. Recordes que ratificam a forte presença do mundo geek na sociedade, em uma reviravolta no olhar que a sociedade e as marcas tinham em relação aos nerds. A ressignificação do papel do nerd foi tema do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com Jaime Troiano e Cecília Russo, que foi ao ar sábado, dia 8 de dezembro.

 

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O físico Stephen Hawking, que morreu em março deste ano, foi uma das figuras que mais colaboraram para essa ressignificação, ao mostrar com seu trabalho e conhecimento que o nerd tinha, sim, um papel fundamental na transformação e evolução da sociedade, na opinião de Jaime Troiano:

 

“(O nerd) deixou de ser a figura oculta e passou a ser absorvido pela cultura do espetáculo”.

 

Outra figura importante nessa mudança, lembra Cecília Russo, é o personagem Sheldon Cooper, protagonizado pelo ator Jim Parsons, na série The Big Bang Theory, que aproximou a personalidade dos nerds ao público em geral. As marcas perceberam essa mudança e têm lançado produtos voltados ao cenário geek, como é o caso da Riachuelo, Imaginarium e Chilli Beans.

 

Pegando a mesma onda dos nerds, é evidente o investimento crescente das marcas e empresas no segmento de esportes eletrônicos ou eSports. A cultura dos games tem movimentado milhões de dólares e fãs por todo o mundo, com a criação, inclusive, de novas oportunidades no mercado de trabalho.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN, tem a apresentação de Mílton Jung e a participação de Jaime Troiano e Cecília Russo.

No ar, ética e cidadania; nos bastidores, o descontrole no uso das redes sociais e da tecnologia

 

 

 

 

O livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” me levou a ser entrevistado pela jornalista Thais Herédia, no programa “É pessoal”, do canal de You Tube “My News”. A gravação foi ao ar sexta-feira, dia 7 de dezembro, e tudo que penso sobre como devemos assumir a educação de nossos filhos na plenitude você pode conferir no vídeo acima e está disponível na internet.

 

 

O que não está gravado, porém, quero contar parcialmente neste post.

 

 

Antes de iniciarmos o programa, no estúdio de TV da B3, centro de São Paulo, conversei com Thais, respeitada jornalista de economia, sobre pai, mãe e filhos. Ela compartilhou algumas das experiências que têm em família e fiquei muito impressionado com a maneira como consegue conter os impulsos provocados pela alta tecnologia à disposição.

 

 

Claro que não contarei detalhes, pois não pedi autorização para revelar os cuidados que ela tem em relação aos filhos. E se ela quiser contar suas experiências, tem muito mais autoridade do que eu para tal. Porém, nosso bate papo antes do programa, me levou a pensar se eu não deveria ter tido um maior controle em relação ao uso dos equipamentos eletrônicos pelos guris aqui em casa. Mais: se nós pais ainda conseguimos ter algum controle em relação a este tema. Aliás, somos capazes de nos controlar diante das tentações tecnológicas?

 

 

Nossa conversa me remeteu a provocação feita por Ana Paula Carvalho, primeira psiquiatra brasileira certificada pela International Board of Lifestyle Medicine, que tem se dedicado, entre outros temas, a falar sobre a importância das relações em tempos de hiperconectividade. Ela defende o uso comedido das redes sociais e da tecnologia pois entende ser tênue a linha entre ônus e bônus desta relação:

 

 

“A internet – especialmente redes sociais e aplicativos de comunicação – proporcionou reencontrar pessoas que fizeram parte de nosso passado: amigos de escola, colegas de faculdade, vizinhos antigos…mas o quanto estar conectado por meio do computador ou do celular significa estar conectado com aquela pessoa?”

 

 

Ela própria responde:

 

 

“É extremamente benéfico usar as redes sociais para reencontrar amigos que se afastaram pelo tempo ou distância, desde que as pessoas transponham essa conexão para a realidade. Amizades virtuais não equivalem às reais; a troca não é a mesma. Uma pessoa que passa seus dias se relacionando com os outros por meio de smartphones ou tablets não deixa de estar em isolamento social, principalmente se desmarca programas com amigos em virtude de jogos eletrônicos ou interações pela internet”

 

 

 

 

Estudos comprovaram que o isolamento social é tão ou mais nocivo ao organismo quanto a obesidade e pode desencadear doenças físicas e psiquiátricas, como problemas cardíacos e depressão:

 

 

“O ser humano não foi programado para ficar sozinho. Precisamos uns dos outros e quando me refiro à companhia, é aquela real, olho no olho”

 

 

Não escondo minha paixão pela tecnologia, mas a reflexão sobre o uso dela é fundamental. No livro “É proibido calar!” abordo esta questão em vários momentos. Em um deles, lembro que o desenvolvimento tecnológico e a velocidade dos processos influenciam a disposição dos profissionais:

 

 

“Somos muito mais Charlie Chaplin em Tempos modernos,
despendendo tempo para a máquina, do que Santos Dumont na criação do avião, ganhando tempo com a máquina.
É uma distorção”.

 

 

Aproveito tudo isso para perguntar: qual foi a última vez que você jantou com seus filhos e deixou o celular dentro da bolsa? Quando foi conversar com um amigo e esqueceu de conferir as mensagens do WhatsApp?

 

 

Ana Paula Carvalho alerta que esse comportamento tem sérios reflexos sobre nossa qualidade de vida.

 

 

Pense nisso enquanto confere a entrevista ao programa “É pessoal”.

Conte Sua História de São Paulo: a passageira do La Licorne no meu táxi

 

Por Nivaldo Vannuchi
Ouvinte CBN

 

 

Quero voltar no tempo quando criança — faz muito, pois estou agora com 68 anos –, escutando com minha mãe a rádio São Paulo, pioneira em rádio-novelas. Era tão bom escutar vozes interpretando histórias sem imagem. Eu poderia produzir os rostos que quisesse — delinear um rosto angelical às mocinhas e tornar os vilões os mais feios possíveis. Essa veneração pelo rádio cultuada por minha mãe em plena década de 1950, me contaminou por toda vida. Eu cresci, estudei pouco e fiz parte de uma geração que os pais diziam: — não quer estudar, vai trabalhar! Na verdade, só fui até o colegial por falta de grana, queria fazer jornalismo na Casper Líbero, mas era muito cara. Eu ia até a porta da faculdade às vezes espiar a entrada dos alunos, mas só tinha boyzinho, não era pra mim.

 

Passei a fase de office-boy e lá pela década de 1970 me tornei motorista de táxi, conseguindo através de uma despachante de nome Therezinha, lá do Cambuci, comprar um taxi VW 1.600 — o tal do Zé do Caixão — com ponto e taxímetro financiados 100% a um jovem de 21 anos sem emprego (até hoje não entendo o critério de crédito daquela época).

 

Fui pra rua, como dizia antigamente, bater lata. Ficava no ponto que me deram, lá na rua Oratório, sem ninguém pra transportar. Resolvi então rodar. Não funcionou. Senti que era hora errada e lugar errado. Até que numa sexta-feira com a prestação já atrasada, resolvi virar o dia: trabalhar 24 horas.

 

Fui em direção do centro de São Paulo e a porta traseira de repente bate com força: uma mulher morena muito maquiada, com um cabelo armado pavoroso, pede que eu toque para o La Licorne. Não havia entendido o nome e muito menos onde ficava. A mulher retrucou: — Tá mangando de mim, como você trabalha de noite e não conhece o Lali. Pedi desculpas e disse minha história, porque na verdade estava esticando a minha primeira noite. Ela sorriu generosamente e se apresentou: -— Meu nome é Marisa Bahiana, trabalho lá na viração. Fiz cara de desentendido e ela emendou: sou puta! Levei um choque, mas engoli devagar o engasgo.

 

Fomos em direção ao La Licorne, na rua Major Sertório, e ela me fez esperar na porta, Tinham também outros táxis, todos sem luminosos no teto. Olhares sorrateiros e desconfiados foram despejados em minha direção ao mesmo tempo. Esperei na porta por mais de uma hora. O movimento de entrada nos táxis, pela meninas e clientes, era  intenso.

 

Marisa sai com um homem que parecia ser gringo, vem na minha direção, abre a porta traseira e pede pra seguir até a cafetina Cristina, na rua da Consolação, atrás do cemitério. Era uma casa de muro baixo, escura, porta de madeira na entrada, com luz muito tênue. Fica aqui me esperando, não demoro — disse ela. Dito e feito. É o que hoje chamamos de rapidinha, ejaculou acabo. Hora de ir embora. Volta ao táxi, retornamos para o “Lali”. Na descida, ela me dá uma nota de 100 dólares, e mais 50 dólares para um trabalho extra. Tenho que retornar com o gringo já bêbado para o seu hotel, o Othon Palace, na Libero Badaró, próximo a majestosa sede dos Matarazzo. Tinha jeito de alemão, mas como eu não entendia o que falava, e muito menos ele, retornei ao “Lali” e fiquei sabendo, a partir daquela noite, o quanto representava a palavra “espera”.

 

Nivaldo Vannuchi é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte também a sua história na CBN: envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: sem medo de se arriscar porque a oportunidade vem da mudança, diz Cláudia Woods da Webmotors

 

 

“Não tenha medo de se arriscar, muitas vezes as pessoas ficam apegadas ao emprego que têm um plano de carreira claro; e muitas vezes a oportunidade vem da mudança, de você se abrir para uma coisa diferente” — Claudia Woods, Ceo Webmotors

 

A tecnologia, em todas suas formas e dimensões, têm provocado mudanças em carreiras profissionais e nos mais diversos ramos de negócio. Alguns setores já se sentem fortemente impactados e outros começam a perceber que se transformar é inevitável. Quem souber se adaptar às novas exigências tem vida longa no mercado de trabalho. Cláudia Woods, CEO da Webmotors, usa de parte da experiência que adquiriu em sua carreira para falar sobre a influência do ambiente digital no desenvolvimento das pessoas e dos negócios.

 

Nesta entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Woods falou da necessidade de os profissionais mudarem seu comportamento e do que os líderes buscam no momento em que procuram colaboradores preparados para a transformação tecnológica:

 

“Cada vez mais os líderes estão buscando pessoas pelas suas competências, ou presentes ou futuras: que tipo de líder você é, como você trabalha em grupo, como você lida com a diversidade. Ou seja, essa questão de atitudes e valores, ela passa a ter uma importância muito grande”

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da CBN e nos perfis da rádio no Facebook e no Instagram (@CBNoficial). O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. E aos domingos, às 22h30, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Rafael Furugen, Guilherme Dogo, Débora Gonçalves e Nathalia Mota.

O dia em que Tarciso encontrou o ídolo que o batizou de Flecha Negra

 

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Foi pela coluna de Hiltor Monbach — do Correio do Povo, de Porto Alegre —, meu primeiro e único editor de esportes em mídia impressa, da época em que trabalhei no jornal gaúcho, que fui lembrado de texto escrito por este blog sobre um dos maiores ídolos que tivemos na história do Grêmio: Tarciso.

 

Nosso craque morreu, aos 67 anos, na madrugada desta quarta-feira, vítima de um tumor ósseo. A última vez que o encontrei foi na final da Libertadores da América, em 2007, quando perdemos para o Boca, no estádio Olímpico. Eu estava ao lado do pai. Ele estava correndo — não na mesma velocidade que imprimia nas suas arrancadas para o gol nos tempos de jogador de futebol, é lógico. Corria para chegar ao seu lugar nas cadeiras cativas, pois o jogo estava para começar. Teve tempo de parar, voltar e dar um abraço no pai — assisti emocionado à reverência de um ídolo para o outro. O pai foi quem lhe concedeu o apelido de Flecha Negra que marcou sua carreira.

 

Monbach visitou esse blog para descrever a importância de Tarciso para o Grêmio e reproduziu o texto a seguir, que publico com orgulho:

 

Gol, gol gol…Gol de Flecha Negra

Milton Ferretti Jung, a eterna Voz do Rádio, batizou Tarciso de Flecha Negra. Pegou. Milton, seu filho, que eu chamava de Miltinho, conta essa história no seu blogue. Trabalhei com os dois, pai e filho. Mais com o pai.

 

“Jogadores com a cor do Grêmio estarão sempre na nossa memória.
E Tarciso é um desses.

 

Sua imagem nos leva a um passado de incríveis resultados, tempos em que superar adversários de Rio e São Paulo ainda eram vistos como feitos quase impossíveis.
E, também, está ligada a uma fase de transição do Imortal Tricolor, momento em que deixávamos de ser um time apenas para consumo interno para sermos temidos pelos grandes clubes do País.

 

Era ele o ponteiro direito do time campeão brasileiro em 1981, treinando pelo meu querido padrinho Ênio Andrade, que conquistou o título após duas difíceis disputas contra o São Paulo.

 

Hoje cedo, antes da partida com o mesmo São Paulo, Christian, meu irmão, e Fernando, meu sobrinho, que moram em Porto Alegre, tiveram a feliz oportunidade de encontrá-lo próximo do Estádio Olímpico.

 

Se apresentaram e pediram para tirar uma foto.

 

Nada mais natural para fãs que encontram seu ídolo.

 

Na conversa, Tarciso soube que eram filho e neto de Milton Ferretti Jung, o homem do Gol-gol-gol, que você, caro e raro leitor deste blog, conhece seja pela própria história dele, seja pelos posts de toda quinta-feira.

 

Na mesma hora deu aquele sorriso que meu irmão definiu como o de Campeão do Mundo.

 

Sim, Tarciso também fez parte daquele time que conquistou o Planeta, em 1983. E mandou “um abração para o velho Milton”.

 

Abraço enviado.

 

Foi Milton, o pai, quem o batizou de Flecha Negra, apelido que refletia bem a velocidade com que Tarciso escapava dos adversários e chegava na cara do gol.
Uma característica que, aliás, o levou para o Grêmio após marcar um gol contra o próprio, na época em que ainda vestia a camisa do América do Rio, em 1973.
Durante os 13 anos em que jogou pelo Grêmio sua postura em campo, a forma como se entregava em cada jogada e as disparadas com a bola no pé o transformaram em eterno ídolo.

 

Tarciso é um exemplo para todos estes que hoje jogam no nosso time. Sei lá quantos deles serão capazes de repetir a mesma história e serem lembrados para sempre pelos torcedores. O que sei é que a disposição de cada um, desde que Celso Roth assumiu o comando, tem um pouco da raça, da determinação, da coragem e da personalidade com as quais apenas alguns foram capazes de se consagrar.
E, tenha certeza, Tarciso foi um desses.

 

Nenhum comentarista viu, os narradores não falaram, o adversário jamais poderia imaginar e duvido que o atual elenco tenha percebido. Mas o espírito de Tarciso estava em campo nesta vitória que reforça a Avalanche Tricolor recém iniciada, que só vai sossegar quanto estiver de volta a Libertadores.”

 

 

A coluna “Avalanche Tricolor”, escrita no dia 11 de setembro de 2011, que serviu de base para o artigo de Monbach você lê aqui.

Destaques do varejo na experiência do omnichannel

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O trabalho anual do Grupo GS&Gouvêa de Souza com o Ebeltoft Group conectando empresas de varejo de 21 países, na busca das últimas tendências e inovações, traz significativos casos de omniexperiência.

 

A propósito, o caso mais emblemático é a OMNISTORY —  uma loja do próprio Grupo GS, que completou, em agosto, um ano e cujo objetivo é acompanhar os consumidores Millennials. A busca de vida saudável dá as coordenadas para a curadoria dos produtos, que mudam permanentemente. Começou com saúde, beleza e bem-estar. A loja é baseada em Tecnologia, Pessoas, Ativação Digital, Mensuração de Resultados, Sustentabilidade e Ambientação. E, é um laboratório que disponibiliza:

 

• digital signage

• facial recognition

• RFID smart labels

• mobile check-outs

• VR experience

• pick-up in store

• click & collect

• vending machines and lockers.

 

A multicanalidade disponibiliza inclusive máquinas de vendas distribuídas em vários pontos da cidade. A localização da OMNISTORY no Shopping Villa Lobos é parte do conceito do projeto, ao estar no entorno do Parque Villa Lobos.

 

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PIER X, localizada em Porto Alegre, no Shopping Iguatemi, ultrapassa o convencional conceito de loja. É um espaço de múltiplos propósitos cuja experiência de compra é facilitada pela tecnologia e multiplicada pela variedade de produtos e serviços. Escolhidos por curadores específicos, formam um Marketplace promovendo a saúde e a sustentabilidade. A Píer X inova também na forma de pagamento, que é feito através de um app system, de forma que o cliente compra sem usar dinheiro ou cartão de crédito. Escaneia a etiqueta. Além das 17 marcas presentes ainda há a Garagem do Bem, que promove o desapego. Guitarras, violões, pranchas, skates podem ser doados e o dinheiro arrecadado é encaminhado a entidades beneficentes.

 

A AMARO foi a primeira marca no Brasil a convencer os Shopping Centers e as consumidoras que poderiam comprar no espaço físico sem levar o produto.
Hoje é uma marca de moda reconhecidamente importante em seu segmento, pela moda que apresenta e pela tecnologia que utiliza. Disponibilizando lojas físicas, aplicativos e e-commerce.

 

Em janeiro deste ano, o PONTO FRIO lançou uma loja de 170m2 para testar várias tecnologias como click & collect, face recognition e full analytics possíveis, VR, multi-skill team, diversas experiências para o consumidor e amostras de mais de 1,5 milhão de SKUs.

 

Completam o estudo sobre o omnichannel as marcas IKEA Espanha, EVERTOYS Romênia, TOM FORD BEAUTY Reino Unido, BRANDLESS Estados Unidos, WORTEN Portugal, ENVIE DE SALLE DE BAIN França, EOBBUWIE.pl Polônia, HUAWEI Itália, HAO MAI YI China.

 

Como vimos o Brasil é destaque nesta amostra, com presença de quatro operações. Esperamos que assim continuemos.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Sua Marca: renove seu olhar sobre a geração com mais de 60 anos

 

 

 
 

 

 

“Os baby boomers têm demandas específicas e as empresas não podem abrir mão deles” — Jaime Troiano.

  

 

Apesar de algumas empresas e marcas já começarem a desenvolver estratégias para a geração nascida após a Segunda Guerra Mundial até a metade da década de 1960, a maior parte ainda não percebeu o grande potencial de consumo dessas pessoas mais maduras. Entre 2012 e 2016, o número de brasileiros com 60 anos ou mais cresceu 16% e, segundo a consultoria SeniorLab, esse grupo será responsável por 30,6% do consumo, até 2030. Em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Cecília Russo e Jaime Troiano chamam atenção para a necessidade de se renovar o olhar para as gerações mais antigas, pois, como os dados têm mostrado, além de numerosos, elas têm poder de compra.

  

 

“O Brasil sempre teve uma visão de país jovem, teve esse cultivo pela síndrome de Peter Pan”, diz Cecília para explicar a miopia em relação aos idosos. Ela alerta que a estratégia precisa mudar pois os idosos hoje têm renda discricionária maior, pois vivem mais e não precisam assumir a responsabilidade de custear gastos da época em que os filhos estavam em casa, transformando-se em um mercado interessante.

  

 

A PreventSenior, na área de saúde, é um exemplo de empresa que se dedicou às pessoas com mais de 60 anos, inclusive adotando a ideia da senioridade no nome. Jaime e Cecília citaram mais duas marcas que se voltaram aos idosos: Angels4You, que presta serviço de cuidador, e a Morar.com.vc, que trabalha com o compartilhamento de casa.

  

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, 7h55, no Jornal da CBN.