Conte Sua História de São Paulo: a lição que recebi quando saltei do bonde

 

Por Adalberto Miguel Pedromônico

 

 

Tenho centenas de histórias para contar sobre São Paulo. Nessa magnífica cidade vivi minha infância e minha adolescência. Mais precisamente no bairro do Cambuci.

 

Meus pais se mudaram de Guaratinguetá para São Paulo, nunca soube as razões, em 1946, quando eu tinha dois anos. Foram morar na Rua Silveira da Mota onde ficamos até 1953, quando nos mudamos para a Rua Backer.

 

Estudei os meus quatro primeiros anos no Grupo Escolar Oscar Thompson e o ginásio no Liceu Siqueira Campos, durante quatro mal aproveitados anos. Do Liceu ficou muito marcada a convivência com o Ubiratã, irmão do Biriba, que era um mesa-tenista de renome e que se sagrara campeão sul-americano. Joguei muito contra o Ubiratã no União Mútua, do Ipiranga.

 

Muitas lembranças me vêm à mente quando me ponho a rever o passado e muitas foram determinantes para a formação de meu caráter.

 

Recordo-me com clareza de minhas idas e vindas ao centro da cidade, quando eu pegava o bonde Vila Prudente-Praça João Mendes e saltava do bonde andando sempre que o cobrador se aproximava. Cobrador esse que, como os demais, puxava a cordinha recitando: “tlin, tlin, dois prá Light e um pra mim”.

 

Certo dia um senhor de cabeça branca, mas muito lúcido, se acercou de mim que acabara de aterrisar na confluência da Rua da Glória com Lavapés, e com muita simplicidade e generosidade me recomendou que não mais fizesse aquilo. Que talvez eu não soubesse, mas que algumas personalidades públicas, como Adhemar de Barros, Jânio e outros, faziam a mesma coisa que eu quando tratavam dos recursos do povo.

 

A conversa, em princípio soou como “coisa de véio”. No entanto, “degavarinho” o recado foi deixando sua marca e eu passei a me preocupar um pouco mais com meu comportamento. Voltei a pagar a passagem.

 

Morando na Backer, minha saudosa mãe Angelina era freguesa de carteirinha do seu Joaquim, um padeiro que passava, diariamente sem falhar, desde a Lins até o final da Backer, vendendo pão e leite. Anotava os pedidos das freguesas e trazia os pães por volta das 7 horas. O mais espantoso é que ele passava antes, cerca de 5 horas, deixando uma garrafa de leite nos portões das casas que haviam feito o pedido. E o muito mais espantoso é que ao acordarmos nosso leite estava lá, no mesmo lugar onde havia sido deixado pelo burruga!

 

Outra história que costumo contar às pessoas com quem convivo, com certa riqueza de detalhes, tem a ver com meu primeiro emprego.

 

Já com 14 anos e me revelando um estudante de pouco futuro, Dona Angelina me mandou trabalhar “prá ver quanto dói uma saudade…”. Meu pai me arranjou uma vaga de contínuo, no escritório de três advogados, que ficava na Benjamim Constant, esquina com Quintino Bocaiúva, em cima das lojas Garbo. Por lá estive durante uns oito ou nove meses e aprendi muito da vida cotidiana.

 

O fato é que os três advogados tinham conta bancária na Caixa Econômica Federal, que ficava na Praça da Sé.

 

Bem, de vez em quando cada um deles — Dr. Mario Jorge, Dr. Herminio Costabile e Dr. Portugal Gouvê — preenchia, assinava e me dava um cheque de valores diversos para sacar.

 

Lá por volta das 9 horas, ia eu despreocupado da puta da vida. Pegava uma das filas de caixa e, ao chegar minha vez, entregava os cheques para o funcionário que me dava em troca um medalhão de cobre ou latão com um número gravado, que servia de senha.

 

Muito bem! Primeira parte do serviço concluída.

 

Voltava para o escritório munido de três medalhões e muita vontade de lá encontrar a filha do Dr. Mario Jorge que era um “piteuzinho” — um ou dois anos mais velha que eu. Vontade muitas vezes frustrada.

 

Passadas duas horas, voltava à agência e apresentava ao mesmo caixa os medalhões. O caixa perguntava a cada medalha: “qual o valor?”. E eu dizia certinho, uma vez que havia anotado. O funcionário tirava maços de notas da gaveta e separava cada valor, que me era entregue. Via de regra eu pedia elastiquinhos e formava três pacotes que eram enfiados nos bolsos de minha caça Rancheira, tendo identificado cada um. Atravessava a Praça da Sé, voltava para o escritório e entregava o dinheiro quando desse certo.

 

Foram muitas essas idas à Caixa e nunca tive nenhum problema.

 

Daí, quando eu digo que a vida era melhor, tudo que sabem fazer é me recriminarem e rotularem de saudosista. Ninguém é capaz de me dizer se poderemos, um dia, voltar a criar nossas crianças num ambiente desse tipo.

 

Como as histórias que aqui rememorei, tenho muitas outras. Tanto que estou escrevendo minhas memórias, antes que eu acabe.

Adalberto Miguel Pedromônico é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. E a locução de Mílton Jung. Envie a sua história para milton@cbn.com.br

WhatsApp em rede de franquias: solução ou destruição?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Os canais de comunicação nas redes de franquia refletem o que existe hoje em todas as formas de mídias sociais. A eficiência e agilidade disponibilizada pelos meios eletrônicos têm possibilitado utilizações tecnicamente perfeitas, ao lado de outras mal-intencionadas — informações falsas, críticas exageradas, assuntos impertinentes e grosserias.

 

O WhatsApp desponta como o canal mais usado pelas redes de franquias.

 

Pela facilidade e agilidade é um meio convidativo de enviar e receber informações. E é esta característica que tem originado a criação de grupos de franqueados dispostos a críticas e intromissões em ações e decisões da franqueadora — minando a relação de confiança e dedicação essencial ao sucesso do sistema de franquia.

 

Diante dessa realidade, temos informação que algumas empresas estão proibindo o uso do WhatsApp, e outras incentivando a sua utilização através de um canal oficial.

 

A experiência tem demonstrado que a proibição nem sempre é a medida mais eficiente. O incentivo ao uso de um Wapp do franqueador é melhor caminho, mas a solução definitiva sempre será o contato pessoal. Ou seja, é conveniente que se tenha uma abertura de comunicação permanente do franqueado com o franqueador além de reuniões presenciais com calendário anual.

 

Estas reuniões deveriam expor desempenhos de todos e exaltar os bons resultados, com a presença dos responsáveis pela gerência das lojas e dos franqueados, dirigidas pela franqueadora.

 

Um dos melhores preceitos de Walt Disney é:

 

“Trate seu funcionário como você gostaria que ele tratasse seu cliente”

 

E, a melhor estratégia de consumo hoje é:

 

“Omni channel” e “Unified Commerce” que possibilitam ao cliente usar todos os canais disponíveis para consumir e se comunicar com as marcas.

 

Portanto, por que não tratar o seu franqueado como se deve tratar o seu cliente?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: futebol muito bem ajustado

 

Cerro Porteño 0x0 Grêmio
Libertadores – Estadio Nueva Olla/Assunção- Paraguai

 

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GeroMito foi o melhor em campo (foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

O Grêmio jogou para o jogo que tinha de ser jogado.

 

Havia um adversário forte do outro lado, motivado por estar na liderança do grupo e empurrado por sua torcida.

 

Gostaria da vitória, mas não se precipitou em campo, pois sabe como poucos disputar a Libertadores.

 

Tinha que manter a cabeça no lugar, acalmar os ânimos e reduzir os riscos.

 

A defesa foi firme, forte e precisa quando pressionada.

 

E defesa aqui não se resume a dupla de área que é genial por si só — e você sabe disso. É o sistema defensivo muito bem ajustado por Renato. Que não deixa espaço para o adversário.

 

Contida a correria inicial e normal, o meio de campo colocou a bola no chão e com toques justos  arrefeceu o ânimo do adversário.

 

O ataque arriscava algumas jogadas, assustava a defesa paraguaia e os mantinha sob atenção. Poderia ter feito mais se o árbitro tivesse sido justo e marcasse o pênalti sobre Everton ainda no primeiro tempo.

 

No segundo tempo, o Grêmio já se sentia em casa e dominou a partida, passou a ficar com a bola no pé muito mais do que o adversário e reduziu qualquer risco de tomar gols.

 

Ao contrário, quase fez.

 

Em um lance que seria mitológico, Geromel pegou o rebote de costas para o gol e a bola foi bater no poste. Depois de tudo que já havia feito dentro da nossa área, parando o ataque adversário, só faltava mesmo ele marcar um gol.

 

Foi premiado ao final como o jogador da partida. Justa a escolha dos organizadores.

 

Poderíamos ter vencido, mas o empate está na medida certa para o time que precisará confirmar a classificação à próxima fase jogando duas das três partidas que faltam em casa.

 

 

Avalanche Tricolor: Grêmio é 100%

 

 
Cruzeiro 0x1 Grêmio
Brasileiro – Mineirão, BH/MG

 

 

Kannemann

Kannemann bate aquele papo com o auxiliar 

 

Arthur acertou 99,99% dos passes que deu em mais de 90 minutos de jogo. Seu companheiro de posição, Maicon, não deve ter errado mais de dois enquanto esteve em campo. 

 

No primeiro tempo, o Grêmio ficou com a bola no pé 70% do tempo. Mesmo com um jogador a menos em campo, no segundo tempo, encerrou a partida com 60% de posse de bola.

 

E teve 50% de aproveitamento nos chutes a gol: chutou duas vezes, marcou uma, após jogada genial de Ramiro pela direita, cabeceio de Everton, que desviou para o estreante André fazer a alegria da nossa torcida.

 

A superioridade gremista provada em números e percentuais não me espanta. Tem sido assim partida após partida, independentemente de quem for o adversário e onde seja o jogo: em casa ou fora dela; na Arena ou no Mineirão; no Brasil ou no exterior.

 

O que quero destacar mesmo nesta primeira Avalanche do Campeonato Brasileiro de 2018, porém, é outro número que poucos talvez se deem conta por estarem deslumbrados com o talento que voltamos a apresentar: o desempenho da defesa do Grêmio.

 

Assim como eu, você, caro e raro leitor desta Avalanche, já ouviu falar das reclamações pelos gols de bola área que tomamos — e geram preocupação há algum tempo. 

 

É de falta, é de escanteio ou na chegada pela linha de fundo. Quando a bola sobe em direção à nossa defesa, a turma se arrepia toda e fica torcendo pela intervenção de Marcelo Grohe.

 

Imagine, então, quando somos informados da ausência de Geromel, o melhor zagueiro da América do Sul. Que ao lado de Kannemann forma a melhor zaga do continente.

 

Paulo Miranda foi o substituto e incorporou o Mito. Dominou a área por cima e por baixo. Despachou bola e aquela montoeira de atacantes que o adversário colocou em campo.

 

Kanneman foi gigante ao mandar para longe os zagueiros grandalhões que se atreviam chegar perto de nosso gol. E cirúrgico na decisão de fazer a falta que lhe valeu a expulsão, aos 27 minutos do segundo tempo. Sacrificou-se pela causa.

 

Bressan entrou e deu conta do recado nos momentos de maior pressão em que a bola vinha de todos os lados. Não se mixou diante da cara feia do adversário.

 

Grohe … bem, Grohe foi Grohe. 

 

Apareceu com segurança nas vezes em que foi chamado, especialmente no último lance da partida quando já era adiantado da hora.

 

E para você que gosta de medir tudo através de números, anote aí o mais impressionante de todos. 

 

O adversário teve sete escanteios a seu favor, cinco apenas no primeiro tempo. E a nossa defesa teve 100% de sucesso sobre o time deles todas às vezes em que bola cruzou nossa área.

 

Com essa defesa segura, esse meio de campo talentoso e o ataque preciso, o Grêmio começa o Campeonato Brasileiro com jeito de campeão: 100%

Mundo Corporativo: a biografia de Vicente Falconi, o maior consultor de empresas do Brasil

 

 

Sem medição não há gestão. Essa é uma das muitas lições ensinadas pelo mais famoso consultor de empresas do Brasil, Vicente Falconi, personagem do livro escrito pela jornalista Cristiane Correa, entrevistada do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Ela tem se dedicado a escrever a história dos principais empresários e gestores do país desvendando algumas das estratégias que transformaram as empresa em sucesso e identificando falhas que cometeram ao longo de suas carreiras.

 

Em “Vicente Falconi, o que importa é o resultado”, Correa descreve como o consultor ajudou o Brasil a escapar de um apagão que seria catastrófico para a economia nacional. Por outro lado, revela sua surpresa ao descobrir que o homem que salvou muitas empresas enfrentou dificuldades para tocar o seu próprio negócio.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, no site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 11 da noite, em horário alternativo. Participaram do programa Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: a marca da Maria Fumaça no meu vestido xadrez

 

Por Marcia Sotratti
Ouvinte da rádio CBN

 

 

Até hoje trago na memória a alegria dos tempos de infância. Acho que ninguém se esquece desse tempo mágico. Toda vez que os sinos da Igreja de Santa Teresinha começam a tocar, sinto na boca o saboroso grostoli preparado pela vovó Adélia, lá na rua  Pelegrino.

 

Com esse delicioso sabor, posso sentir novamente o trepidar da Maria Fumaça que se aproximava… ouvir seu apito … ver a fumaça que subia aos ares e nós, junto de outras pessoas, dando um jeito de fugir das fagulhas que se espalhavam por onde passava.

 

Aos dois anos, tive um vestidinho xadrez que ficou furado pelos pedacinhos incandescentes de carvão

 

Essa locomotiva era a vida desse pedaço da cidade de São Paulo. Servia com muito préstimo a Santana, Santa Teresinha, Mandaqui, Tremembé, entre tantos outros bairros.

 

Como não se lembrar do Jaçanã, imortalizado pelo querido Adoniran Barbosa, em ‘Trem das Onze’?

 

Era muito gostoso ir ao Horto Florestal com o trenzinho. Um passeio  pra lá de agradável.

 

No início da década de 1960, esse trenzinho já circulava em nova roupagem, mais moderno, todo verde e alimentado com outro tipo de combustível. Até que um dia deixou de passar, ficando na lembrança de todos.

 

Hoje, entre o Mandaqui e Santa Teresinha. cruzam carros em seu trajeto; e a rua Manoel da Mata continua sendo chamada pelos mais antigos de Linha do Trem.

 

Márcia Sotratti é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br 

Varejo inicia protagonismo na renovação do país

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Varejo assite a discurso de presenciáveis Foto: Alan Santos/PR Planalto.gov

 

Nesse fim de semana, em Foz do Iguaçu, por ocasião do 3º Simpósio Nacional do Varejo da ALSHOP, estiveram reunidas as lideranças empresariais e políticas do país para analisar o recente passado e o presente para propor o futuro próximo do Brasil.

 

O Varejo, pela característica de sua atividade mantém contato direto com os consumidores. Por isso, detém consideráveis informações sobre a população.
Nabil Sahyoun, presidente da ALSHOP, ao abrir o evento acentuou que a presença de presidenciáveis constituía boa oportunidade para discutir o Brasil e focar nas reformas estruturais que tanto necessitamos. Inicialmente a previdenciária e a tributária.

 

Destacou também que além de membros da ALSHOP Associação dos Lojistas de Shopping, estavam presentes dirigentes da ABRASCE Associação Brasileira de Shopping Centers, UNECS União Nacional de Entidades de Comercio e Serviços, CNDL Clube Nacional dos Dirigentes Lojistas, CACB Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, ABRASEL Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, e do SECOVI Sindicato da Habitação.

 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia DEM-RJ, presidenciável, falou sobre a necessidade de reduzir a máquina do Estado, a começar pelos gastos da Câmara, onde este ano já teria economizado R$ 600 milhões. Prometeu que as reformas serão encaminhadas, assim como a batalha contra os altos juros vigentes. E espera que esses sejam os temas dos candidatos.

 

Rogério Marinho, deputado federal PSDB-RN, relator da reforma trabalhista, o mais aplaudido durante todo o seminário, informou que acabaram as “aventuras jurídicas” e as 600 mil ações passaram para 280 mil. A busca dos trabalhadores agora é pelas necessidades reais. Os 25 itens pleiteados por ação foram reduzidos para quatro.

 

Luiz Carlos Hauly, deputado federal PSDB-PR, relator do projeto de reforma tributária, convicto da necessidade de uma nova legislação tributária, defendeu vigorosamente sua aprovação para breve e alertou que não adianta pensar no futuro sem que este texto seja aprovado pelo Congresso Nacional. Acredita que não haverá dificuldade na aprovação, tendo em vista o ocorrido na reforma trabalhista. Crê também que o trabalhador vai ter mais emprego e aumentará o poder aquisitivo, gerando mais vendas ao comércio. E o Brasil crescerá no ranking mundial de competitividade.

 

O presidente da Frente Parlamentar Mista do Comércio, Serviços e Empreendedorismo no Congresso Nacional, deputado Efraim Filho DEM-PB, disse que “o governo acredita existir para resolver o problema do povo, quando, na verdade, é o próprio problema”. Ao apoiar as reformas trabalhista, previdenciária e tributária, aproveitou para reprovar a função de “babá” dos governantes, intrometendo-se em áreas privadas dos cidadãos.

 

Flávio Rocha PRB-PE, presidente-afastado da Riachuelo e criador do Movimento Brasil 200, reafirmou sua pré-candidatura presidencial, cuja proposição de direita é liberal na economia e conservadora no comportamento. Sua crítica central é no gasto da burocracia estatal, que consome recursos preciosos, que poderiam ser colocados na saúde, segurança e educação.

 

O Presidente Michel Temer MDB-SP, presidenciável, enfatizou que o varejo é o setor que mais interage com a sociedade, endossando a importância que esta relação traz. Lembrou a liberação dos R$ 144 bilhões que atingiram 25 milhões de pessoas, redundando em aumento dos índices de varejo. E citou que trouxe de 1.943 para hoje a legislação trabalhista, atualizando-a. Ao mesmo tempo em que afirmou o sucesso das ações na área econômica.

 

Posteriormente ouviu de Nabil Sahyoun uma série de demandas para o varejo, tanto de cunho executivo quanto de legislativo.

 

Henrique Meirelles MDB-GO, ex-ministro da Fazenda e presidenciável, disse: “quando começamos, em maio de 2016, estávamos no sexto trimestre consecutivo com crescimento negativo. Questionava-se se seria ou não possível retirar o país da recessão. Hoje, tudo isso foi superado. O Brasil está crescendo em praticamente todos os setores da economia”.  Aproveitou também para motivar os presentes a apostar no desenvolvimento crescente que acontecerá, pois entre outros indicadores, temos a evolução dos bens de capital e da construção civil, sinalizando uma longa trajetória que será positiva para investimentos.

 

O Prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando PSDB-SP, trouxe uma experiência recente de sua cidade que tinha dívida de R$ 200 milhões e em 100 dias teria conseguido economizar R$ 100 milhões, fazendo alguns cortes entre eles na frota de carros oficiais. Criou o “Parede Limpa” com multa de R$ 6 mil reais aos pichadores e está reativando o cinema através do estúdio da Vera Cruz ,com apelo cultural e econômico para o município.

 

O colombiano Carlos Amastha PSB-TO, dono do Shopping Capim Dourado, presidente da Frente Nacional de Prefeitos e agora ex-prefeito de Palmas, se canditará ao governo de Tocantins. Assegura que levará, se eleito, a experiência da cidade que administrou com ênfase nas creches e escolas, onde há vagas e se pratica um ensino bilíngue para o estado de Tocantins..

 

Nas falas dos empresários João Apolinário – POLISHOP, Armando Nasser – SAX, Ricardo Alves – HALIPAR, Luiz Claudio Costa – RECORD TV, Geraldo Rufino – JR DIESEL, Alberto Saraiva – HABIB’S, Sebastião Bonfim – CENTAURO, Vander Giordano – MULTIPLAN e Sérgio Zimerman – PETZ, evidenciou-se uma tônica específica em tributação e burocratização. Em linguagem de economista seria a aplicação da curva de Laffer. Abaixar impostos para aumentar a arrecadação.

 

É importante destacar que durante os quatro dias de Seminário, o foco nos trabalhos e o emocional positivo de todos permaneceram intactos, enquanto o Brasil estava conturbado com o episódio da prisão de um ex-presidente.

 

Certamente foi o que Keynes define como o espírito animal dos empreendedores.

 

Que venham as eleições!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: Renato é a cara do Grêmio

 

 

Brasil PEL (0) 0 x 3 (4) Grêmio
Gaúcho – Estádio Bento Freitas/Pelotas-RS

 

 

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Renato é a cara do Grêmio. O Grêmio é a cara de Renato.

 

Mistura inspiração e transpiração. Luta pela vitória com a garra que se espera dele. Trata a bola com a generosidade que ela merece. É debochado quando necessário. Paciente para decidir. E definito quando precisa.

 

Renato fez isso enquanto esteve em campo. E nos deu os maiores títulos que poderíamos almejar na nossa história. Lutava bravamente contra seus marcadores. Tinha coragem para enfrentar a violência dos que tentavam lhe parar. Da mesma forma, partia para cima deles e os driblava sem perdão.

 

Como técnico, o tempo lhe deu lições. Sua coragem, o fez persistente. Sua audácia, permitiu que novos valores surgissem e jogadores desacreditados se tornassem gigantes. Sua inteligência, reuniu todos esses fatores e nos fez campeões.

 

Houve quem duvidasse da sua capacidade de devolver ao Grêmio a hegemonia estadual diante da decisão no início da temporada de preservar o grupo principal – acertada decisão diante dos desafios de 2018. Falou-se inconsequentemente em rebaixamento e os menos atrevidos, em desclassificação. Renato apostava: decidam as outras sete vagas, uma é do Grêmio.

 

Foi do Grêmio, como apostou Renato, e com a classificação encarrilhou uma goleada atrás da outra. Chegou ao segundo jogo de toda a etapa final com a vaga seguinte praticamente garantida.

 

Nesta final, foi cruel com o Brasil: 7 x 0 no placar agregado. Fora o show.

 

O Gaúcho, conquistado nessa tarde de domingo, faz parte de um ciclo de ouro que se iniciou com o retorno dele ao clube.

 

Devolveu a Copa do Brasil ao Grêmio 15 anos depois. Nos trouxe de volta a Libertadores e a Recopa Sul-Americana após 22 anos. E agora o Gaúcho que há oito não conquistávamos.

 

O Grêmio é a cara de Renato. Renato é a cara do Grêmio.

 

E é no Grêmio que ele decidiu ficar. Obrigado, Renato!

 

Conte Sua História de São Paulo: o filho da Dona Ernesta foi a guerra

 

Por Olívio Segatto
Ouvinte da CBN

 

 

Em 1944, morava no bairro do Piqueri, próximo a Freguesia do Ó. Tinha oito anos de idade. Em frente a nossa casa morava uma família cuja mãe, dona Ernesta, tinha vários filhos.

 

A Segunda Guerra Mundial estaca ocorrendo na Europa.

 

Um dia, soubemos que um dos filhos da dona Ernesta, Bruno Serra, havia sido convocado para o exército e participaria da tropa brasileira que em breve embarcaria para a Itália, onde ficaria instalada sob o comando aliado, no combate ao nazismo e ao facismo.

 

A partir desse momento, medo, preocupação e ansiedade envolveram os familiares e a vizinhança.

 

Na ocasião, por motivos de segurança, a capital à noite ficava às escuras, sendo que nas casas eram usadas pequenas velas.

 

Nós, as crianças da época, ficávamos agrupados nas calçadas, curioso e com medo, acompanhando os movimentos dos holofotes que refletiam no céu, que eram manobrados no Campo de Marte como treinamento.

 

Passados 15 dias daquela convocação, eis que chega um caminhão do exército lotado pelos Pracinhas que fariam a mesma viagem do filho da Dona Ernesta.

 

Nesse instante todos os moradores da rua Coronel Bento Bicudo se colocaram ao redor do caminhão para a despedida ao jovem Bruno, com desejos de retorno.

 

Da casa, sairam mãe e filho abraçados. Ela, em um choro convulsivo, éera acompanhada por muitas pessoas em lágrimas.

 

Só em 1945, fomos conhecer o fim daquela história.
Ao fim da guerra, o Brasil registrou 443 mortes e cerca de 3 mil feridos.

 

A maioria dos pracinhas retornou para suas casas e entre eles estava Bruno Serra, recebido de joelhos pela mãe.

 

As cenas por mim descritas nunca se apagaram de minha memória.

 

Olivio Segatto é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é da Débora Gonçalves. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade: envie seu texto para milton@ cbn.com.br. Para ouvir outras histórias visite agora o meu blog miltonjung.com.br