Sua Marca: o que você fará com um dia a mais de 2020?

 

“O que os consumidores esperam é que as empresas façam alguma coisa a mais por eles” —- Jaime Troiano

2020 é bissexesto e, portanto, todos teremos um dia a mais este ano. A questão é saber o que podemos fazer com este dia extra. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo, lembraram de oportunidades que empresas terão no dia 29 de fevereiro, que será em um sábado.

 

Uma das dicas é usar esse dia para convidar seus colaboradores a refletirem sobre o trabalho que realizam e a relação com seus colegas, com parceiros de negócios e com seus consumidores. É também uma chance a mais de oferecer algo para os clientes: um cabeleireiro dar um tratamento especial ou um restaurante dar uma sobremesa a mais aos frequentadores. O importante, é usar esse dia para surpreender as pessoas com as quais você se relaciona pessoal ou profissionalmente.

“Ter um dia a mais é mais uma chance de reforçar o seu valor junto aquelas pessoas que estão com você nos outros 365 dias” —- Cecília Russo

Jaime Troiano alerta, porém, que é importante criar ações que estejam dentro do seu repertório de ideias, sem fugir daquilo que você é ou representa, e criar de maneira inteligente.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso é apresentado por Mílton Jung e tem os comentários de Jaime Troiano e Cecília Russo. O programa vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Avalanche Tricolor: de volta para colocar mais um Gre-nal na história

 

Inter 0X1 Grêmio
Gaúcho —- Beira Rio, Porto Alegre/RS

 

 

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Diego Souza volta a marcar em Gre-nal (Foto: LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

De volta das férias …. aqui na Avalanche, é claro. Já estou no batente faz tempo. E atento. De olho no nosso time. Quem contratou, quem se machucou, de quem se livrou. Assisti a todos os jogos nesse início de temporada. Sem perder um só lance. Como sou dos que costumam ter paciência nesta época do ano, quando a equipe está retomando o ritmo de jogo, novas peças ainda estão se adaptando e sempre têm muito a melhorar, fiquei a espera do momento certo para voltar a esta conversa com você, caro e raro leitor.

 

Escolhi a dedo o jogo da volta — com todos os riscos que um clássico possa nos oferecer, especialmente se jogado na casa do adversário, que vinha embalado por resultado positivo na Libertadores e muito elogiado pela crônica local. Talvez por isso mesmo eu tenha decido voltar agora. Até aqui, convenhamos, só tínhamos tido partidas sem graça, algumas em campos que sequer mereciam ser palco de futebol. Estava na hora de encarar jogo de gente grande, com estádio cheio, torcida contrária, tensão a cada bola e sabor de decisão.

 

O Grêmio foi muito superior no primeiro tempo e merecia ter saído de campo com vantagem no placar — parecia estar jogando em casa. Se não marcou, ao menos seu futebol envolvente provocou a expulsão de um adversário e isso ajudou no restante da partida, especialmente nos momentos em que demonstramos fragilidade no esquema defensivo, com espaço para o toque de bola e a chegada ao nosso gol.

 

Renato aproveitou-se do banco reforçado que tem nesta temporada para reequilibrar a partida. Colocou Thiago Neves, Pepê e Caio Henrique, retomou o domínio de bola, deu velocidade ao ataque e tirou o ímpeto do adversário.

 

Contou também com a experiência de Diego Souza que voltou a disputar um Gre-nal depois de 13 anos. E voltou a marcar, no Beira Rio, como já havia feito em 2007. Nosso centroavante teve agilidade para fugir do marcador, paciência para entrar livre na área e precisão no cabeceio. “Um gol de malandro”, disse Renato ao fim da partida. O terceiro gol dele em três jogos disputados. No clássico, ainda foi responsável por algumas das principais jogadas de ataque e provocou a expulsão de seu marcador em uma escapada no contra-ataque. Alguém aí se atreve a falar mal dele?

 

Lá atrás foi Vanderlei quem cumpriu seu papel com excelência. Bem posicionado, fez defesas com segurança nos chutes à distância. Corajoso, fez defesas arrojadas quase nos pés do atacante. Com agilidade, espantou o gol de empate após uma cabeceada à queima roupa. Com sua performance no clássico, espero que tenha conquistado a confiança de uma gente chata que já ensaiava críticas ao novo goleiro.

 

Com dois dos principais reforços da temporada fazendo a diferença — e Everton brilhante como sempre —, o Grêmio chega ao sexto Gre-nal seguido sem perder —- recorde que Renato alcança no comando do time, igualando  marca só registrada até hoje por Felipão. 

 

Começamos 2020 fazendo história. E eu não deixaria de estar aqui, nesta Avalanche, de volta, para contá-la.

 

Conte Sua História de São Paulo: a saga e o castelo da família Bonincontro

 

Tania Bonincontro
Ouvinte da CBN

 

 

No começo do século 20, meus bisavós Antonio Bonincontro e Tereza Aiard, que viviam em Napoli, na Itália, vieram de navio para São Paulo. Com eles, desembarcaram dois dos filhos, João e Tereza. Foram morar em um cortiço no Bixiga. Dizem que eram muito, muito apaixonados. Ele alto e loiro. Ela com cabelos castanhos e olhos claros. Tiveram mais seis filhos.

 

Durante a Primeira Guerra Mundial, os dois foram internados, acometidos pela Gripe Espanhola. Antonio e Tereza sofreram muito, não queriam deixar um ao outro, não queriam deixar os filhos. Tereza definhou rapidamente. Antonio viu sua amada ir embora. Ele, ensandecido, desapareceu. Quando os filhos foram ao hospital souberam da morte da mãe e não conseguiram mais notícias do pai. Imaginaram que ele tivesse morrido e sido enterrado como indigente. O filho João, na época com 18 anos, continuo procurando pelo pai por muitos anos.

 

Ele e a irmã, com 16 anos, não tinham condições de cuidarem dos irmãos mais novos. Brasilina, Josefa, Antonio Vicente, Mário, Lourenço e Nicola, pequenos, famintos, pediam pelos pais. João voltou para a Itália para lutar na Guerra e juntar algum dinheiro para sustentar os irmãos, no Brasil. João estava na infantaria e viajou por toda a Itália e outros países da Europa. Escrevia cartas aos irmãos, contava de suas batalhas, que quando estava ferido ao mesmo podia ficar em paz na enfermaria. Contou até que havia passado por um castelo com o sobrenome da família, os Bonincontros.

 

Aqui no Brasil, Tereza nunca se casou, não queria que os irmãos se sentissem abandonados mais uma vez. Conseguiu alimentar a todos. Brasilina se casou e não teve filhos. Vicente virou sapateiro. Nicola, um andarilho, alcoolatra. Seguiu assim, mesmo com a volta de João da Guerra. Os irmãos decidiram interná-lo em um sanatório. Ao fazerem o registro, descobriram que havia outro Bonincontro internado por lá. Era o pai que estava desaparecido por anos. Os filhos, todos adultos, foram até ele que não os reconheceu: “não são os meus filhos, não, os meus morreram de fome”. Antonio Bonincontro morreu pouco tempo depois sem nunca aceitar a ideia de que aqueles eram seus filhos.

 

Eu sou neta de Antonio Vicente, o sapateiro. Que adorava ópera e, sem dinheiro, trocava o ingresso do teatro por aplausos. Ele era puxador de aplausos. Morou na Vila Maria e teve dois filhos. Um deles o meu pai, Ovidio Bonincontro.

 

Tania Bonincontro é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva o seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: Luciana Coen, da SAP Brasil, fala de como as empresas podem ajudar na saúde mental dos colaboradores

 

“A única forma de você fazer com que as pessoas se sintam à vontade em mostrar suas próprias fragilidades é se os líderes mostram” — Luciana Coen, SAP Brasil

O painel sobre saúde mental em um evento de negócios foi o mais procurado pelos colaboradores, parceiros e convidados da empresa. E foi este interesse do público que sinalizou à SAP Brasil a necessidade de implantar políticas internas que incentivassem as pessoas a falarem do tema, criarem ações protetivas e buscarem ajuda de profissionais. Depois dessa experiência, em maio do ano passado, a SAP se impôs o desafio de se transformar em uma empresa sem estigma, na qual os funcionários se sintam à vontade para falar sobre problemas de saúde mental.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da CBN, Luciana Coen, diretora de comunicação e sustentabilidade da SAP Brasil, disse que apesar de os casos de doenças mentais estarem aumentando no mundo inteiro muitos profissionais temem tratar do assunto internamente, devido a tabus e preconceitos. Uma restrição que se vê, inclusive, entre aqueles que ocupam postos de liderança dentro da empresa:

“Eu acho que comunicar e falar já é muito no que diz respeito à saúde mental, porque as pessoas ainda estão num mundo em que a gente tem vergonha de falar; quem faz terapia ainda tem vergonha de falar que faz terapia; não é para todo mundo que você abre e fala: estou saindo daqui para ir para a terapia”

A Organização Mundial da Saúde estima que, globalmente, depressão e transtornos de ansiedade custem à economia US$ 1 trilhão ao ano, devido ao absenteísmo, baixa produtividade e perda de talentos, a medida que algumas pessoas abandonam o trabalho. O problema é ainda maior entre os jovens —- a OMS calcula que 93% dos Milleniuns sofram algum tipo de distúrbio mental, como depressão, ansiedade, crises de pânico e dificuldade para dormir.

 

Algumas das estratégias desenvolvidas internamente na SAP, que podem ser replicadas em outros ambientes corporativos, foi oferecer sessões de Mindfulness —- técnica de atenção plena que passa por treinamentos de meditação — e a criação de canais de comunicação, nos quais os profissionais podem, anonimamente, consultar psicólogos por telefone, seja para séries de sessão ou apenas para tirar alguma dúvida ou angústia momentânea.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, no Twitter @CBNoficial e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN, e domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboraram com o Mundo Corporativo: Gabriela Varella, Arthur Ferreira, Rafael Furugen, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

Cai índice de civilidade na internet e aumenta risco de abuso sexual infantil

 

 

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Nesta semana, lembramos o Dia Mundial da Internet Segura (11/02), um momento de alerta para todos nós e, em especial, para pais e filhos. A organização “End Violence Against Children” calcula que mais de 200 mil crianças estejam online todos os dias e 800 milhões usem ativamente as mídias sociais. Com suas vidas moldadas pelas telas, da mesma forma que se formam, aprendem, criam relações e conexões, são expostas a situações perturbadoras de ameaça. Nada que não existisse anteriormente, mas tudo ganhando um potencial de destruição ainda maior com a velocidade e o acesso à internet.

 

Para entender o nível de civilidade digital, a Microsoft ouviu adolescentes e adultos em 25 países, em pesquisas que vem sendo realizada, anualmente, desde 2016. Queria saber quais os riscos online tinham vivenciado, quando e com que frequência tais riscos ocorreram, e quais consequências e ações foram tomadas. Mediu ainda a exposição dos entrevistados a 21 riscos em quatro áreas: comportamental, reputacional, sexual e pessoal/intrusiva. Com o conjunto dos dados, desenvolveu o Índice de Cidadania Digital.

 

E lá vai uma má notícia para você: nunca se identificou tanta falta de civilidade (ou cidadania) como agora. A exposição a riscos online aumentou, principalmente em áreas como contato indesejado, farsas/fraudes/golpes, sexting indesejado, tratamento maldoso e trollagens.

 

Mais de um terço dos entrevistados disseram que a aparência física e a política são motivos para agressões. Em seguida aparecem orientação sexual, religião e raça. E as redes sociais são o terreno preferido para os ataques, disseram 66% das pessoas.

 

Em um índice em que quanto mais próximo de 100% maior é a falta de civilidade das pessoas, o Brasil chegou a 72%, número superior a média global e com dois pontos percentuais acima do registrado na pesquisa anterior. Sem nenhum motivo para comemorar estamos em 15º lugar lugar entre os 25 países pesquisados. O Reino Unido, com todas as divisões provocadas pelo Brexit e mesmo tendo piorado seu desempenho em relação as pesquisas anteriores, ainda é o líder no ranking de civilidade digital.

 

Em um cenário como esse, as crianças ficam ainda mais fragilizadas. Sofrem cyberbulling, são assediadas por adultos que se escondem em falsos perfis, têm suas imagens exploradas e abusos sexuais são compartilhados. O número de relatos de fotos e imagens abusivas circulando na internet cresceu quase dez vezes em três anos —- de 1,1 milhão em 2014 passou para 10,2 milhões, em 2017 —, e quase dobrou em 2018, chegando a 18,4 milhões, segundo registros do Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas, que está baseado nos Estados Unidos.

 

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Os pais têm papel fundamental na disseminação de informações, orientação e proteção de seus filhos, a começar por retardar o início do acesso deles a internet, em especial ao celular. O uso de filtros que impeçam a exposição nas redes e sites de conteúdo impróprio assim como conversas constantes com alertas aos riscos que se submetem ao navegar na web são formas de prevenir e combater a exploração e abuso sexual infantil online.

 

Da mesma maneira, empresas, organizações e governos têm de investir em tecnologia que identifique a circulação de conteúdo abusivo, ajudar no resgate de crianças que são exploradas e oferecer apoio psicológico para que possam crescer em segurança. Um dos projetos mais significativos neste sentido é o desenvolvido pelo Thorn, grupo de trabalho que com o uso de recursos tecnológicos colabora na investigação de material com abuso sexual infantil, que circula na dark web, e em um ano identificou mais de 800 crianças como vítimas e 450 autores, em 37 países.

 

De volta a pesquisa publicada pela Microsoft, reproduzo quatro posturas que devemos adotar na internet para melhorar o índice de civilidade digital:

 

  1. Viva a Regra de Ouro agindo com empatia, compaixão e bondade em todas as interações, e trate todos com quem você se conecta online com dignidade e respeito.

  2. Respeite as diferenças, honre perspectivas diversas e quando as discordâncias surgirem, envolvam-se cuidadosamente e evitem xingamentos e ataques pessoais.

  3. Reflita antes de responder a coisas que você discorda, e não poste ou envie algo que possa machucar outra pessoa, danificar uma reputação ou ameaçar a segurança de alguém.

  4. Defenda você mesmo e os outros apoiando aqueles que são alvos de abuso ou crueldade, relatando atividades agressivas e guardando evidências de comportamento inadequado ou inseguro.

Soluções de sustentabilidade que devem servir de inspiração ao varejo no Brasil

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Compra online tem sido opção sustentável para o consumidor (Foto: Pixabay)

 

A sustentabilidade, convenhamos, ainda não é um tema majoritário em termos de mercado. Embora nas áreas política e econômica seja tema obrigatório, a ponto da reunião do Fórum Econômico de Davos ter sido centrada na discussão sobre o meio ambiente. Por isso, para as corporações que atuam em contato com o mercado e são inovadoras, é conveniente prestar atenção em seus desdobramentos.

 

Foi o que se identificou na NRF 2020, em Nova York, que como se sabe é um significativo evento do varejo. Várias marcas de diversos segmentos testemunharam o sucesso de sistemas de comercialização, que objetivando melhorias e acessibilidade aos consumidores tem trazido resultados excepcionais — para os clientes, para a empresa e para o meio ambiente.

 

Em recentes abordagens, tivemos a oportunidade de relatar o papel da sustentabilidade em geral e particularmente no evento de Nova York. Vamos agora especificar alguns casos que podem servir de inspiração para o mercado brasileiro.

 

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thredUP é a maior vendedora online de produtos usados do mundo (Foto: @emilywonderee)

 

Exemplo, a “thredUP” ilustra a aceitação do modelo dos antigos brechós, mas é absolutamente contemporânea, pois atende aos requisitos da sustentabilidade dentro do mercado do vestuário, onde 33% dos produtos novos são descartados no primeiro ano de uso. Um mercado de 2,4 trilhões de dólares, que ocupa 70 milhões de pessoas, e leva ao lixo 500 bilhões de dólares.

 

A “thredUP” é o maior vendedor online de produtos usados do mundo, inserindo 15 mil novos artigos de moda feminina e infantil diariamente. Os descontos podem chegar a 90% sobre o preço original. E estamos falando de marcas como Armani, Chanel, Gap, The Limited, Guess, Calvin Klein, Ann Taylor, Marc Jacobs, Banana Republic, etc.

A “Rent the Runway” começou com aluguel de vestidos de festa e hoje atende as seguintes ocasiões: casamento, noivado, gala, dia dos namorados, noite, trabalho, fim de semana, e férias. Com toda a linha de produtos de moda, inclusive uma específica de produtos sustentáveis, utiliza 400 estilistas para a criação. Tem três sistemas de pagamento: por US$ 30, loca uma peça; por US$ 69, quatro peças com troca mensal; e US$ 80, quatro peças com troca a qualquer momento, sem custo de frete. Possui 100 mil clientes. Recentemente, de acordo com a informação de Jennifer Hyman, CEO, foi fechado acordo com o W Hotel para que o hóspede ao fazer reserva possa utilizar a locação de roupas, que estarão no closet quando chegar, por US$69 o look com quatro peças.

A parceria entre diferentes operações foi evidenciada no evento, como uma ação de sucesso. A “Kohl’s”, loja que está a pelo menos 20km da maioria das casas dos americanos tem acordado com a Amazon para o serviço de entregas, efetivando uma sinergia entre as duas empresas, e aumentando o fluxo nas suas lojas. Michelle Gass, CEO, entende que estamos em uma época em que você tem que pensar de maneira diferente: “as regras mudaram, mas quais são as regras?” Daí a parceria com a Amazon vai sinalizar uma cultura amigável para a sua organização — que tem 1.200 lojas e produtos de moda, joalheria e artigos para o lar –, além da melhoria do resultado.

 

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Produtos oferecidos no site da Rebag (foto: divulgação)

 

O consumidor que busca artigos de luxo e novidades no setor de bolsas e acessórios encontra na “Rebag” uma possibilidade. O sistema consiste em permitir após a primeira compra, decorrido seis meses, efetuar a compra seguinte com um crédito de 70% do valor da compra anterior. Os produtos estão em impecável aparência e abrangem uma extensa relação de marcas de luxo. A saber: Hermès, Burberry, Prada, Louis Vuitton, Christian Dior, Louboutin, Gucci, Marc Jacobs, Givenchy, Fendi, Chanel, Bottega Veneta, etc.

A “IKEA”, indústria e comércio de móveis, é um dos casos mais completos de foco na sustentabilidade. A marca que está oferecendo locação de móveis por assinatura e obtendo bons resultados, tem a preocupação ambiental em todas as etapas e em todos os segmentos em que atua. Como a inovação das lojas “pocket” na cidade de New York, apresentando seus produtos em pequenos locais específicos, onde podem ser adquiridos.

Enfim, enquanto aguardamos a nova geração aumentar a sua presença no mercado consumidor, torcemos para que se acelere o processo de amadurecimento da população, que ainda se mantem indiferente à sustentabilidade.

 

Quem sabe as recentes chuvas que castigaram várias cidades brasileiras e inundaram São Paulo, nesta segunda-feira, não consigam transmitir a noção de que impermeabilizar cidades não é sustentável, e o que não é sustentável não vale a pena?

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Sua Marca: as lições que se aprende com a longevidade do Calendário da Pirelli

 

“Algumas marcas sabem fazer isso brilhantemente, como preservar ao longo do tempo certos traços e certos ícones da sua identidade primária, que você mantém renovando a aparência” —- Jaime Troiano

O antigo também pode ser novo, a depender de como se apresenta. É o que se constata ao analisarmos o sucesso que é, até os dias de hoje, o“Calendário da Pirelli”, que surgiu há 56 anos, está em sua 47ª edição e têm demonstrado uma incrível vitalidade. Para Jaime Troiano e Cecília Russo, comentaristas do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, o calendário segue sendo um ícone da fabricante de pneus porque compreendeu as mudanças de comportamento e se adaptou às oportunidades oferecidas pela tecnologia.

 

O Calendário da Pirelli surgiu como folhinha de borracharia — lugar tipicamente frequentado por homens, no passado —- e se consagrou por estampar imagens de mulheres com corpos exuberantes a cada mês. A contratação de profissionais da fotografia com reconhecimento internacional e a qualidade do material produzido fizeram dessa peça publicitária um objeto de desejo e até de colecionadores.

 

Atenta às transformações de comportamento da sociedade moderna, a Pirelli não apenas passou a explorar ferramentas tecnológicas —- com o calendário ganhando um site exclusivo—- como também reviu o conteúdo produzido.

 

No ano passado, já havia levantado o tema da insatisfação no ambiente de trabalho. Agora, em 2020, as mulheres seguem sendo destaque, e foram convidadas a representar uma das personagens mais emblemáticas de Shakespeare, com a série “Procurando por Julieta”. O fotógrafo italiano Paolo Roversi entrevistou as atrizes convidadas —- entre elas Emma Watson e Yara Shahidi —- para que elas construíssem leituras próprias de Julieta.

 

Ou seja, o calendário em lugar de explorar a imagem da mulher passou a dar espaço para que ela se expressasse. Não tivesse feito essa releitura, muito provavelmente teria perdido sua relevância e respeito no cenário artístico e no imaginário do público.

 

“É um trabalho belíssimo de marca, de preservação de um patrimônio de marca contando uma historia renovada” —- Cecília Russo

A longevidade do Calendário da Pirelli ensina que algumas ideias podem ser atemporais e mesmo que tenham surgido há tanto tempo — mais de 50 anos neste caso — podem ser inovadoras. A sugestão é que o gestor pense em ideias fortes que já são praticadas pela marca e as traga de volta, revisitadas para o presente.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar, aos sábados, às 7h55 da manhã, com apresentação de Mílton Jung e comentários de Jaime Troiano e Cecília Russo. O e-mail do programa é marcasdesucesso@cbn.com.br

Conte Sua História de São Paulo: a boiada no caminho dos pais, em Pirituba

 

Eder Rodrigues da Silva
Ouvinte da CBN

 

 

Nasci em Fevereiro de 1957. Nasci e moro no mesmo lugar, no bairro de Pirituba. Vim ao mundo em casa, de parto natural, pois minha avó era parteira e então não houve necessidade de se recorrer a um hospital.

 

Pirituba —- em tupi significa “um pouco alagado”. Na época em que vim ao mundo, passavam até boiadas por aqui, trazidas pela antiga companhia ferroviária Santos/Jundiaí; esse gado se destinava ao frigorífico Armour. Meu pai me contou que ele e minha mãe saiam bem de manhãzinha para pegar o trem — aqui têm três estações, a de Pirituba, a da Vila Clarice e a do Piqueri —- e pelo caminho que eles faziam, entre a vegetação, havia uns pontos brancos. Ao chegar perto se via que eram os bois.

 

Quando andávamos de trem, gostávamos de percorrer rapidamente cada vagão, do começo ao fim. Pegava o do horário das 6h40, que tinha o ponto inicial aqui em Pirituba. Uma turma de amigos se formou andando naquele trem por muitos anos. Meu pai também o pegava até o dia em que se aposentou do trabalho na Cervejaria Antarctica, na Mooca.

 

A estação ferroviária foi criada na época em que se iniciou a expansão da produção do café no nosso estado. Perto dela foi fundado o Clube Nassau e a fábrica de pianos Fritz Dobbert.

 

O Clube Nassau, como o próprio nome indica; em homenagem ao príncipe Maurício de Nassau, foi criado por holandeses e tinha até um campo de golfe —hoje em dia a parte do terreno onde estava o campo é cortada pela Rodovia dos Bandeirantes. O que permanece como ponto turístico é uma construção imitando um moinho de vento, um dos símbolos da Holanda.

 

A “Pianofatura Paulista”, da marca Fritz Dobbert, se mudou daqui faz pouco tempo, e que eu saiba é a única brasileira, neste ramo especifico. Essa fábrica ficava vizinha do moderno terminal de ônibus e da estação de Pirituba. 

 

Alguns antigos colegas da “escola de tábua” ou do grupo escolar Ermano Marchetti ainda moram por aqui. Nos divertíamos com brincadeiras da época: pega-pega, barra-manteiga, mão na mula …. a minha preferida era pular pau ou salto em distância. Eu era bom nisso. Meu irmão caçula, conheceu um de meus colegas do passado que disse que meu apelido era Cavalo, por ser quem conseguia saltar a maior distância. A escola agora é uma praça bem arborizada. Felizmente, o colégio não foi extinto, apenas mudou de endereço.

 

Naquele tempo tão comum quanto os pais levarem os filhos no zoológico era levarem para ver os aviões no aeroporto de Congonhas — o avião sempre parecia maior do que se imaginava. Até hoje me espanto quando os vejo bem de perto. Aliás, o Pico do Jaraguá, aqui na zona Norte, é referencia para os pilotos que ao passar por cima dele e mantendo-se para o sul da cidade sabem que estão no rumo certo da pista de Congonhas.

 

Pirituba, como é bom viver aqui, um lugar que parece uma vila do interior, bem dentro de São Paulo!!!
 

 

Eder Rodrigues da Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva suas lembranças e envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br.     

É só sintonizar, não paga nada!

 

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“As novas gerações consomem informações jornalísticas pelo celular, preferencialmente pelas redes sociais e não estão dispostas a pagar para ter acesso a conteúdo informativo”

Esses são algumas das conclusões da pesquisa “A próxima fronteira da mídia”, realizada pela Comscore, a qual tive acesso através do site do Meio e Mensagem . O estudo mapeou as diferenças dos hábitos de consumo entre as gerações X, Y e Z.

 

Para não nos perdemos em letras e rótulos, vamos esclarecer que a turma da geração X passou dos 40 anos e abraça aqueles que já alcançaram os 60 — dentre os quais me encontro. O pessoal da Y, que também recebe o nome de Millenial, tem entre 25 e 40 anos. Enquanto o da Z é aquele que tem menos de 25 anos — onde meus filhos estão.

 

As gerações mais novas já abandonaram o desktop há algum tempo e se informam através do celular. Essa migração já é superior a 50% para o consumo da maioria dos diferentes segmentos de notícia —- de esporte à política, de entretenimento à economia.

 

Se os mais velhos dedicam mais tempo à leitura para entender o conteúdo disponível, os mais novos leem as notícias de forma rápida e superficial. Curiosamente, mesmo que o celular seja o aparelho preferido, os mais jovens ainda confiam na TV quando o assunto é jornalismo.

 

O que mais me chamou atenção nos dados divulgados é a baixa disposição dos jovens em, espontaneamente, pagar para ter acesso a conteúdo jornalístico. A maioria não quer saber de pagar para ter melhor informação. Foi o que disseram 85% na geração Z; 82% entre os millennials e 87% na geração X.

 

Como explicar então o sucesso de Netflix, Spotify e assemelhados? Simples, eles dizem que não querem pagar por qualquer informação, mas o farão se identificarem que a informação é relevante para a sua vida ou proporcionar entretenimento.

 

E por que gostei de saber que a gurizada não quer pagar para se informar? Porque desde sempre (ou quase sempre), o rádio ofereceu informação de graça. Ou seja, meninos e meninas, estamos à sua disposição. É só sintonizar, não paga nada!

Guia Salarial destaca que empresas estão em busca de profissionais que saibam se comunicar

 

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A comunicação surge em destaque mais uma vez como competência a ser desenvolvida pelos profissionais que buscam desenvolvimento na carreira e espaço no mercado de trabalho. Agora, foi no Guia Salarial da Robert Half, empresa de recrutamento fundada em 1948, nos Estados Unidos, e com atuação no Brasil há 13 anos.

 

O Guia é fonte de informação sobre remuneração, tendência de recrutamento, e de profissões e habilidades mais demandadas nas áreas de finanças, contabilidade, tecnologia, jurídico, recursos humanos, marketing e vendas, e cargos de alta gestão.

Ao apresentar o resultado do levantamento feito nos mercados em que atua, a Robert Half faz uma lista de cinco a dez habilidades que as empresas mais valorizam na busca de profissionais. De oito segmentos analisados, a comunicação se destacou em cinco deles. E por curioso que seja: muitas vezes em funções que nós não imaginaríamos que a comunicação fosse fazer muita diferença.

Veja, por exemplo, o caso dos profissionais da área de Finanças e Contabilidade — um pessoal que costumamos identificar como ligado a dados, números e estatísticas. A boa comunicação é a segunda das oito habilidades mais demandadas, de acordo com o Guia. E, certamente, é fundamental para que se atenda uma outra exigência que está na lista: a capacidade de influenciar. Não basta ser Contábil, Fiscal ou Tesoureiro, a visão tem de ser macro e o profissional tem de estar pronto para desenvolver olhar crítico na apuração de dados e gerar informações qualitativas com velocidade e com potencial para ajudar a empresa nas tomadas de decisão.

 

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Finanças e Contabilidade/Fonte Robert Half 2020

 

Ainda de olho nos resultados do guia, na área do Mercado Financeiro, boa comunicação volta a aparecer atrás apenas da habilidade de transformar o tecnológico em ação digital. O mesmo ocorre no setor de Seguros, um ambiente muito conservador, mas que, pouco a pouco, se reinventa.

 

Sabe aquele turma da Engenharia? E engenheiros não nos faltam, apesar de boa parte estar fora da área de formação. Em uma lista de dez habilidades procuradas pelas empresas, é necessário, por exemplo, bom relacionamento pessoal, conhecimento do negócio, flexibilidade e, claro, ser um bom comunicador. O mesmo acontece com o setor de Tecnologia em que se destacam posições como de Gerente de TI, Desenvolvedor, Cientista de Dados, Segurança da Informação e Chief Technology Officer (CTO).

 

Para quem ainda tem dúvidas sobre a importância da comunicação, lembro frase de Biz Stone, um dos fundadores do Twitter:

“A comunicação equivale a acender uma tocha na caverna escura”

A boa notícia para quem atua nesses setores — e talvez se assuste ao saber que precisará desenvolver habilidade para qual não se sinta capacitado —  é que comunicação se aprende com treinamento, leitura apropriada, muita observação, escuta ativa e prática constante.

 

Aproveite e conheça o livro “Comunicar para liderar” que escrevi com a fonoaudióloga Leny Kyrillos, e publicado pela Editora Contexto.