Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: conflitos entre gerações no trabalho vão além da comunicação

Quase metade dos profissionais brasileiros afirma já ter enfrentado algum conflito no trabalho relacionado a diferenças de idade ou geração. O dado, de uma pesquisa sobre relações intergeracionais, foi tema do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na CBN, com Jaime Troiano e Cecília Russo.

O levantamento foi realizado pela TroianoBranding e pela consultoria de tendências Deson para a Maturi, plataforma voltada à capacitação e empregabilidade de profissionais com mais de 50 anos. A pesquisa ouviu trabalhadores de diferentes faixas etárias e procurou entender o que acontece quando várias gerações dividem o mesmo ambiente profissional.

Hoje, empresas podem reunir profissionais das gerações baby boomer, X, Y e Z. A geração Alpha também começa a se aproximar do mercado de trabalho. Essa convivência amplia a possibilidade de troca de experiências, mas também expõe diferenças de valores, expectativas e formas de encarar o trabalho.

Segundo Cecília Russo, 45% dos entrevistados disseram já ter vivido algum conflito com profissionais de outra geração. A tensão aparece especialmente nas duas pontas da escala etária.

Quem é mais velho é considerado desatualizado. Quem é mais jovem é considerado imaturo”, afirmou Cecília.

O dado chama atenção para uma característica do etarismo, preconceito baseado na idade. Embora seja frequentemente associado à discriminação contra pessoas mais velhas, ele também pode atingir os jovens, tratados como inexperientes ou incapazes simplesmente por causa da idade.

O etarismo na nossa sociedade é o preconceito mais bem aceito”, disse Cecília. Expressões como “velho demais” ou “jovem demais”, segundo ela, ainda circulam com naturalidade nos ambientes sociais e profissionais.

Comunicação é veículo, não causa

A pesquisa também procurou identificar o que está por trás desses conflitos. À primeira vista, muitos entrevistados apontam problemas de comunicação entre as gerações. Jaime Troiano chama atenção, porém, para uma camada mais profunda.

Não é só comunicação, pessoal. Comunicação é apenas o veículo”, afirmou.

Segundo Jaime, quando os pesquisadores aprofundaram as respostas, apareceram questões como diferenças de valores, de percepção sobre hierarquia, de opinião e até do nível de dedicação esperado no trabalho.

Isso significa que melhorar canais de comunicação pode ajudar, mas não resolve sozinho o problema. O desafio está em criar pontos de convergência entre profissionais que foram formados em épocas diferentes e, por isso, podem ter expectativas distintas sobre carreira, autoridade, tecnologia e relações profissionais.

Propósito pode funcionar como ponte

A pesquisa aponta um possível caminho. Para 65% dos entrevistados, um propósito autêntico e legítimo ajuda a reduzir conflitos geracionais. Em outras palavras, pessoas de diferentes idades podem se aproximar quando entendem e compartilham uma razão comum para o trabalho que realizam.

Existe, porém, uma distância entre discurso e prática: 58% afirmam que as empresas falam mais de propósito do que efetivamente o praticam.

Há claramente um espaço para trabalhar esse tema importante, o propósito, de uma forma que ele seja uma ponte verdadeira e uma ponte que integre pessoas de gerações tão diferentes”, disse Jaime.

O desafio para as empresas, portanto, não é apagar as diferenças entre gerações. É impedir que elas sejam transformadas automaticamente em estereótipos. Mais do que administrar um conflito de gerações, a oportunidade está em promover encontros entre gerações.

A marca do Sua Marca

Empresas precisam criar condições para que profissionais de diferentes idades trabalhem em torno de objetivos comuns, sem reduzir ninguém à geração a que pertence. O propósito pode ajudar nessa aproximação, desde que seja percebido na prática e não apenas no discurso. Como resumiu Cecília Russo, “empresas e marcas precisam dialogar igualmente com as gerações”.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quando as marcas ajudam a transformar solidão em pertencimento

A solidão deixou de ser apenas uma experiência individual e passou a ser tratada como um problema social e de saúde pública. Essa transformação também coloca novas questões para empresas e marcas, como destacaram Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN.

A discussão parte de uma característica básica das relações humanas: quando consumimos, nem sempre procuramos apenas produtos ou serviços. Também buscamos reconhecimento, convivência e a sensação de pertencer a algum grupo.

É nesse espaço que, segundo Cecília, as marcas podem desempenhar um papel que vai além da venda. “A gente não busca apenas produtos quando a gente vai comprar, mas a gente busca também aquele espaço de reconhecimento, de pertencimento.”

Um exemplo está nos grupos de corrida organizados ou estimulados por marcas esportivas. As pessoas chegam interessadas em exercício, saúde ou desempenho, mas muitas permanecem pela convivência. Aos poucos, surgem amizades, hábitos compartilhados, formas de vestir e até um vocabulário próprio. A corrida deixa de ser apenas uma atividade individual e se transforma em experiência coletiva.

Para Cecília, essa convivência tem impacto direto na relação com as marcas. A publicidade pode ajudar a comunicar valores e reforçar uma identidade, mas a experiência compartilhada cria outro tipo de memória. “A memória afetiva nasce dessa convivência e a marca precisa estar nesses espaços e promover essa visão de viver em grupo.”

Autonomia não substitui conexão

Jaime Troiano chama a atenção para um paradoxo. Durante anos, empresas investiram para dar autonomia aos consumidores. Vieram caixas eletrônicos, aplicativos, autoatendimento e, mais recentemente, ferramentas baseadas em inteligência artificial. Ganhamos independência para resolver tarefas sem depender de outras pessoas. Isso não significa, porém, que tenhamos deixado de precisar das pessoas.

“Embora a gente adore a autonomia, a gente precisa, de alguma forma, de conexão para viver bem”, diz Jaime.

O Sesc aparece como exemplo dessa capacidade de promover encontros. Esporte, cultura, shows, viagens, cursos e oficinas são atividades oferecidas pela instituição, mas seu efeito vai além de cada serviço isoladamente. Esses espaços aproximam pessoas, estimulam relacionamentos e produzem memórias.

Jaime recorre à própria experiência para ilustrar essa relação. Durante dez anos, frequentou com a família a colônia de férias do Sesc em Bertioga, litoral paulista. Dali ficaram amizades e lembranças construídas pela convivência. Ele também cita a Osesp e a Sala São Paulo como espaços em que a experiência cultural é acompanhada pelo encontro com outras pessoas.

A questão para as marcas, portanto, não é substituir produtos por relacionamentos nem transformar empresas em responsáveis por resolver a solidão. É perceber que, ao lado da eficiência, da tecnologia e da autonomia, existe uma necessidade humana que nenhuma tela consegue eliminar por completo: a de estar com os outros.

A marca do Sua Marca

Preço e tecnologia podem ser reproduzidos pela concorrência. Relações, memórias e senso de pertencimento são mais difíceis de copiar. A principal marca deste comentário é justamente essa: empresas capazes de criar experiências que aproximem pessoas podem construir vínculos que ultrapassam a relação tradicional entre consumidor e produto. Quanto mais a tecnologia nos permite fazer tudo sozinhos, maior pode ser o valor de uma marca que nos dê bons motivos para estarmos juntos.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: as frases que ajudam a construir marcas fortes

Grandes ideias nem sempre precisam de longas explicações para permanecerem vivas. Jaime Troiano que o diga. E o diz com frases poderosas. Nosso comentaristra do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso está lançando o livro 33 frases que me inspiram, que reúne reflexões acumuladas por Troiano ao longo de décadas dedicadas à gestão de marcas — a maioria delas você já ouviu no comentário que vai ao ar todos os sábados, na parceria do Jaime com a Cecília Russo, na CBN.

O livro nasceu de uma resistência do próprio autor. Jaime Troiano contou que inicialmente considerava sem sentido publicar apenas uma coletânea de frases. A mudança de ideia veio após insistência de pessoas próximas — e o autor deste texto se atreve a dizer que fez parte desta campanha — e da constatação de que aquelas expressões, repetidas ao longo dos anos em projetos e palestras, continuavam úteis para orientar decisões estratégicas. “Todo dia, nos projetos que nós tocamos na empresa, alguma dessas frases se encaixa muito bem”, afirmou.

Entre as ideias destacadas está um alerta para empresas que mudam constantemente de direção. Ao lembrar a frase “Não jogue fora o bebê junto com a água do banho”, Troiano explicou que mudanças sucessivas podem impedir que uma marca construa identidade e seja reconhecida pelo público.

Outra reflexão trata da importância do posicionamento. Segundo ele, “se sua marca não se posicionar, será posicionada pelas outras na multidão”. A observação dialoga com uma conhecida frase atribuída ao psicólogo Carl Gustav Jung: “O mundo lhe perguntará quem você é. Se você não souber, o mundo lhe dirá”. A mensagem é simples: quando uma empresa não define claramente sua identidade, o mercado e os consumidores acabam fazendo isso por ela.

A simplicidade também aparece como um dos maiores desafios da comunicação. Ao citar Van Gogh e, antes dele, Leonardo da Vinci, Troiano reforçou que comunicar de forma clara exige esforço e disciplina. Em um ambiente saturado de informações, dizer menos, com mais precisão, costuma ser mais eficaz do que multiplicar mensagens.

Cecília Russo ampliou a discussão ao destacar frases que ajudam a compreender como as pessoas criam vínculos com as marcas. Uma de suas preferidas é “Noiva não se escolhe no altar”, metáfora que lembra que a decisão de compra começa muito antes do momento da aquisição. A comunicação, nesse processo, constrói confiança e aproximação ao longo do tempo.

Ela também retomou uma frase de Jeff Bezos frequentemente citada nos comentários: “Marca é o que falam de você quando você sai da sala”. Para Cecília, reputação não depende apenas do que a empresa comunica, mas da lembrança e da percepção que permanecem na mente das pessoas depois da experiência com a marca.

Outra ideia destacada por ela resume uma característica das marcas que conseguem mobilizar consumidores. “Comunicação de marca não pode ser um retrato”, afirmou. Em vez de apenas refletir a realidade do público, a comunicação precisa apresentar uma perspectiva de futuro, inspirar mudanças e mostrar um caminho para onde as pessoas desejam chegar.

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A marca do Sua Marca

Marcas fortes são construídas por princípios que permanecem atuais, mesmo quando os mercados mudam. As frases reunidas por Jaime Troiano mostram que identidade, posicionamento, simplicidade, reputação e inspiração continuam sendo fundamentos essenciais para empresas que desejam ocupar um espaço consistente na memória e na preferência dos consumidores.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Será um Sucesso: Por que a Coca-Cola muda sem perder o reconhecimento?

Coca-Cola Nova Marca

Mudar pode ser uma necessidade para uma marca. O desafio está em fazer isso sem romper a relação de confiança construída com o público ao longo do tempo. Esse foi o tema do ‘Sua Marca Será um Sucesso’ com Jaime Troiano e Cecília Russo no Jornal da CBN, inspirado na mudança e visualização da identidade da Coca-Cola.

Sempre que uma marca conhecida globalmente muda sua aparência, há reações instantâneas. Alguns elogiam, outros criticam e alguns argumentam que a mudança era necessária. Para a Coca-Cola, a transformação foi sutil. O logotipo tradicional foi mantido, a faixa branca voltou ao logotipo na embalagem e a identidade visual da família de produtos começou a se alinhar com o antigo.

Cecília Russo diz que o maior risco nem sempre é mudar. Em muitos casos, o perigo é ficar parado enquanto o mercado, os consumidores e a cultura mudam. Ela nos lembra que a evolução da identidade visual não se limita ao design de um logotipo. Trata-se de como a marca acompanha os tempos sem abrir mão do que a tornou reconhecível.

A história da Coca-Cola nos ajuda a entender esse processo. A cor vermelha, os elementos gráficos simplificados, a tipografia reorganizada e a embalagem da empresa foram gradualmente alterados ao longo de mais de um século. Essas são mudanças quase invisíveis por si só, mas que funcionam juntas para manter a marca em funcionamento sem estranhamento.

A estratégia é uma grande expressão de um princípio essencial de branding: inovação não significa romper com o passado. Significa manter o que é a essência da marca para permanecer relevante.

Na verdade, Jaime Troiano expande essa reflexão para uma ideia fundamental de construção de marca: consistência. Ele afirma que os clientes desenvolvem relações de confiança uma vez que conhecem uma marca ao longo do tempo e sabem o que esperar dela. “As pessoas constroem relações de confiança quando reconhecem uma marca ao longo do tempo”, diz Jaime Troiano. “Elas sabem o que esperar dela, sem medo de serem traídas pela marca.”

Para explicar essa ideia, Jaime faz uma comparação com as próprias pessoas. As pessoas evoluem seu modo de vestir, trabalhar e até falar ao longo da vida, mas ainda são identificadas pelo que veem e pelo que são. De certa forma, é assim com as marcas. A identidade visual da marca pode evoluir se o significado da marca ainda for reconhecível.

É essa lógica que nos permite entender por que mudanças muito abruptas tendem a ser recebidas com resistência. Quando uma empresa descarta coisas que simbolizam a história da empresa, corre o risco de romper o vínculo emocional que foi construído ao longo de décadas. Um exemplo foi a Jaguar, marca inglesa de carros de luxo, que foi obrigada a revisar uma mudança de identidade, que havia gerado uma enorme reação pública por não levar em conta coisas consideradas essenciais para o seu público.

No caso da Coca-Cola, a avaliação é que a empresa encontrou um equilíbrio entre renovação e continuidade. Como resumiu Jaime, a marca “promoveu uma mudança, sinalizou que está se movimentando”, mas, como a Cecília falou, preservou o essencial na busca do novo.”

Saiba mais em “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o case infeliz da Jaguar” e no artigo “O Jaguar ferido: se algo pode dar errado, dará”.

A Marca da Sua Marca

Com boas marcas, a evolução é um processo constante. A mudança é possível e deve acontecer se não destruir a confiança, o reconhecimento e o significado que são construídos ao longo do tempo.

Ouça Sua Marca Será um Sucesso

Sua Marca Será um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após as 7h50, no Jornal da CBN, com apresentação de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: seis princípios essenciais para fortalecer a sua marca

Foto de Olya Kobruseva on Pexels.com

Construir uma marca sólida depende menos de fórmulas prontas e mais da capacidade de ouvir, comunicar, aprender e manter coerência ao longo do tempo. Esse foi o tema do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo, no Jornal da CBN. Após mais de uma década de conversas com os ouvintes, eles decidiram revisitar conceitos que consideram fundamentais para quem deseja desenvolver uma marca consistente. 

Jaime Troiano inicia a lista de recomendações lembrando que uma marca precisa, antes de tudo, saber escutar: “Não só ouça, porque ouvir é uma coisa fisiológica. Escuta exige empatia e compreender o que de fato elas estão sentindo e querendo dizer.” A diferença entre ouvir e escutar parece sutil, mas faz toda a diferença. Ouvir é perceber sons; escutar significa interpretar sentimentos, necessidades e expectativas das pessoas que se relacionam com a marca.

O segundo ponto trata da comunicação. Jaime compara essa atividade à proteína que fortalece os músculos do corpo. Na visão dele, a comunicação fortalece a identidade da marca e está presente em cada detalhe da experiência do consumidor. A forma de receber um cliente, a apresentação dos funcionários, a organização da loja, o funcionamento do site e o atendimento fazem parte da mensagem transmitida pela empresa. Comunicação, portanto, não depende apenas de campanhas publicitárias ou grandes investimentos.

Outro aspecto essencial envolve quem trabalha dentro da organização. Jaime lembra que “são os seus colaboradores os primeiros que precisam acreditar no que essa marca promete.” Quando a equipe conhece os valores da empresa e acredita neles, torna-se a principal embaixadora da marca perante clientes e parceiros.

Na sequência, Cecília Russo destaca a importância das histórias. Para ela, contar uma boa narrativa não significa criar um discurso bonito, mas construir uma promessa capaz de resistir ao teste da realidade. Como resume, “ela precisa sempre contar uma história. É o famoso storytelling. E uma história que seja sustentável.” Em outras palavras, aquilo que a marca comunica precisa ser confirmado pela experiência do consumidor.

A quinta recomendação é medir regularmente a percepção do público. Cecília cita o NPS (Net Promoter Score), indicador que avalia a disposição dos clientes em recomendar uma empresa. A pergunta é simples: de zero a dez, qual a probabilidade de indicar essa marca para outra pessoa? Quem responde nove ou dez tende a ser promotor; quem atribui notas de zero a seis demonstra insatisfação; já as notas sete e oito representam neutralidade. O acompanhamento periódico desse indicador ajuda a identificar pontos fortes e fragilidades antes que pequenos problemas se transformem em obstáculos maiores.

Por fim, Cecília reforça a necessidade de acompanhar o mercado com humildade. Observar concorrentes não significa copiar estratégias, mas compreender que nenhuma empresa evolui isoladamente. Conhecer boas práticas, identificar mudanças de comportamento dos consumidores e entender os movimentos do setor são atitudes que contribuem para decisões mais consistentes.

A marca do Sua Marca

Uma marca forte não nasce de uma única campanha nem de um investimento elevado. Ela é construída diariamente por meio da escuta ativa, da coerência entre discurso e prática, da comunicação presente em cada contato, do compromisso das pessoas que representam a empresa, da avaliação constante da experiência do cliente e da disposição para aprender com o mercado.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: por que as marcas voltam a investir em lojas físicas

O crescimento do comércio digital não eliminou a importância do contato presencial. Pelo contrário: quanto mais a tecnologia avança, maior parece ser o valor das experiências que aproximam pessoas e marcas. Esse foi o tema do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo, no Jornal da CBN.

Durante muito tempo, acreditou-se que o varejo físico perderia espaço para os aplicativos e para o comércio eletrônico. A realidade, porém, mostra um movimento diferente. Empresas que nasceram na internet passaram a abrir lojas, criar espaços de convivência e investir em experiências presenciais. A explicação está naquilo que a tecnologia ainda não consegue reproduzir plenamente: a emoção.

Para Cecília Russo, a eficiência do ambiente digital não é suficiente para construir vínculos duradouros. “O algoritmo consegue entregar o produto, mas ele não entrega o encantamento.” Ela lembra que uma loja pode oferecer muito mais do que um ponto de venda. O consumidor pode tocar os produtos, sentir aromas, tomar um café e criar uma lembrança positiva daquela experiência.

Esse processo está ligado ao branding sensorial, estratégia que procura estimular diferentes sentidos para fortalecer a relação entre consumidor e marca. Como resume Cecília, “quanto mais sentidos uma marca for capaz de ativar, mais memória ela deixa”. Quando essa memória é positiva, aumentam as chances de o cliente retornar.

Isso não significa abandonar o ambiente digital. A proposta é integrar os diferentes canais de relacionamento. O conceito de omnicanalidade descreve exatamente essa presença em múltiplos espaços, permitindo que o consumidor escolha como deseja interagir com a empresa, seja pelo celular, pelas redes sociais, por aplicativos ou em uma loja física.

Jaime Troiano observa que esse investimento não pode ser analisado apenas pelos resultados financeiros imediatos de uma unidade comercial. A experiência presencial produz efeitos que alcançam toda a percepção da marca. “Quando você entra em um ambiente planejado, por exemplo, com um cheiro específico, um atendimento humano, sua percepção sobre o valor da marca sobe instantaneamente.”

O conceito de branding sensorial, desenvolvido por estudiosos como Martin Lindstrom, de acordo com Jaime, explica por que elementos como aroma, textura, iluminação e atendimento influenciam diretamente o valor percebido pelos consumidores. “No digital, a briga é por preço; no físico, a briga por prestígio, experiência e memória.”

Esse princípio também vale para pequenos negócios. Humanizar o relacionamento não depende necessariamente de uma loja. Um bilhete escrito à mão, uma embalagem preparada com cuidado ou um encontro com clientes podem transmitir atenção e criar conexões que dificilmente surgem apenas na tela do celular.

Ao longo da conversa, Jaime resume o desafio das empresas nos próximos anos em uma única palavra: “figital”, união entre físico e digital. A ideia é combinar a rapidez proporcionada pela tecnologia com a proximidade do relacionamento humano. Como ele afirma, “as pessoas estão exaustas de falar só com robôs e navegar em feeds infinitos. Elas querem encontros.”

A marca do Sua Marca

A principal lição do comentário é que tecnologia e contato humano não competem entre si. As marcas mais preparadas para o futuro serão aquelas capazes de unir eficiência digital com experiências presenciais que despertem emoções, fortaleçam a confiança e construam relações duradouras.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o desejo pelas marcas resiste às dificuldades financeiras

O aperto no orçamento muda o que as pessoas colocam no carrinho de compras, mas não elimina o desejo pelas marcas que fazem parte da sua vida. Foi o que disseram Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, ao analisar como o elevado endividamento das famílias brasileiras afeta consumidores e empresas.

Jaime Troiano chama a atenção para o fato de que essa é uma questão que ultrapassa o universo dos negócios. “É um tema de grande sensibilidade social”, afirma. Segundo ele, cerca de 70% dos brasileiros convivem com algum tipo de dívida. Além disso, a ampliação do acesso ao crédito, resultado de uma população mais bancarizada, também contribuiu para o aumento do endividamento quando esse recurso não é administrado com cuidado.

Esse cenário obriga muitas famílias a reorganizar suas prioridades. A lista de compras passa a refletir menos os desejos e mais as possibilidades financeiras. Como resume Jaime, “é preciso escolher entre o que eu quero, aquilo de que eu gosto e aquilo que é possível”.

Essa mudança não significa que as marcas mais desejadas deixem de ocupar espaço na memória dos consumidores. Elas continuam sendo admiradas, mesmo quando precisam ser substituídas temporariamente por alternativas mais baratas. Para Jaime, esse movimento também provoca impactos nas empresas. “As marcas mais desejadas estão sofrendo e acompanhando o sofrimento dos seus clientes.”

Ao observar o comportamento das pessoas nos supermercados, Jaime relata cenas que revelam esse conflito de forma muito concreta. O pedido de uma criança por um biscoito de chocolate seguido da resposta da mãe — “Não, meu filho, hoje não dá” — traduz a dificuldade enfrentada diariamente por milhares de famílias. Na avaliação dele, essa realidade deve ser encarada com sensibilidade: “Melhor as marcas sofrerem do que a população sofrer.”

Cecília Russo amplia essa reflexão ao explicar que, em momentos de maior tranquilidade financeira, as pessoas conseguem consumir as marcas que realmente desejam. Quando o orçamento aperta, porém, o comportamento muda. “A gente tem que reprimir mesmo nossos desejos de compra e pensar em substituição de marcas.”

Ela observa que esse processo pode ser percebido diretamente nos pontos de venda. Os consumidores permanecem mais tempo diante das prateleiras porque precisam ponderar escolhas, comparar preços e avaliar o que cabe no orçamento. “É quase como se a gente conseguisse entrar na cabeça e no coração daqueles consumidores e ouvir aquele diálogo que acontece entre o ideal… e o que é possível.”

Para profissionais de marketing e gestão de marcas, essa observação vai além da análise de pesquisas e indicadores. Ela permite compreender emoções que dificilmente aparecem em estatísticas. Cecília lembra que acompanhar o comportamento real dos consumidores ajuda a entender a dimensão humana das decisões de compra e a reconhecer que, por trás de cada escolha, existe uma história de limitações, expectativas e esperança.

A imagem de um pai prometendo à filha que, quando recebesse um bônus da empresa, eles voltariam a “tomar muita Coca-Cola, com a salsicha da Sadia”, resume esse sentimento. O consumo desejado é adiado, não abandonado.

A marca do Sua Marca

O principal aprendizado do comentário é que dificuldades financeiras alteram o consumo, mas não apagam o desejo. Marcas construídas sobre vínculos afetivos permanecem vivas na memória das pessoas e tendem a ser retomadas quando as condições econômicas permitem. Enquanto esse momento não chega, compreender a realidade dos consumidores é uma responsabilidade de quem administra negócios e marcas.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: por que cliques não bastam para construir uma marca forte

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Estar entre os primeiros resultados de uma busca ou reunir milhares de curtidas pode gerar vendas, mas não garante que uma marca tenha conquistado um lugar na preferência do consumidor. O alerta em relação a obsessão pelaperformance nas plataformas digitais foi tema do comentário de Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

O ponto de partida da conversa foi uma pergunta típica dos tempos atuais: o que acontece quando empresas passam a perseguir apenas indicadores de desempenho e deixam em segundo plano a construção de valor da marca? 

Para Jaime Troiano, esse comportamento revela uma distorção provocada pela busca incessante por resultados imediatos. “Vivemos a tirania da performance”, afirmou. Segundo ele, muitas organizações concentram seus investimentos em campanhas que geram vendas rápidas, mas deixam de fortalecer a imagem que sustentará o negócio no futuro.

Jaime observa que esse foco excessivo nos números faz com que profissionais percam a visão do conjunto. A comparação usada por ele ajuda a entender o problema: é como enxergar apenas a árvore e deixar de perceber a floresta. Nesse contexto, o marketing passa a perseguir métricas diárias, enquanto a marca deixa de construir vínculos duradouros com o público.

Para ilustrar essa ideia, ele citou o caso do Airbnb. A empresa reduziu investimentos em anúncios voltados exclusivamente para performance e voltou a apostar em campanhas de marca, baseadas em histórias e experiências. O resultado foi o aumento do tráfego direto e o fortalecimento da marca. 

Na avaliação de Jaime, depender apenas de plataformas de busca significa pagar continuamente pela atenção do público. “Se você só aparece quando paga para o Google ou hoje em dia também para IA generativa, você não tem uma marca propriamente, você tem um custo de aluguel de audiência.”

Outro ponto destacado foi a diferença entre comportamento e percepção. Os dados mostram o que as pessoas fizeram, mas não revelam, necessariamente, o que elas sentiram. Essa dimensão emocional explica por que curtidas e cliques não asseguram fidelidade. Um consumidor atraído apenas por uma promoção pode mudar de escolha assim que encontrar um desconto maior.

Cecília Russo ressaltou que isso não significa abandonar a tecnologia nem desprezar as informações produzidas pelos dados. Para ela, o desafio está em compreender o papel de cada elemento na estratégia. “O dado vai dar esse mapa, mas talvez a gente possa traduzir que a marca, numa linguagem metafórica, é a bússola.”

Essa distinção ajuda a entender um conceito importante do branding: o brand equity, expressão utilizada para definir o valor que uma marca ocupa na mente do consumidor. Em outras palavras, é a reputação construída ao longo do tempo, capaz de influenciar escolhas mesmo quando não há propaganda ou promoção diante do cliente.

Cecília lembrou que marcas como Natura, Granado e Boticário não dependem apenas dos algoritmos para vender. Elas acumulam uma reserva de reputação construída de forma consistente. O consumidor procura essas marcas porque já estabeleceu uma relação de confiança com elas.

Ela também chamou atenção para a diferença entre despertar um clique e despertar desejo. Quando uma empresa depende exclusivamente de impulsionamento para ser lembrada, torna-se refém desse investimento permanente. Em contrapartida, quando o consumidor digita espontaneamente o nome da marca na barra de busca, e não apenas o nome de um produto, existe um patrimônio construído que vai além da publicidade.

O resumo da conversa no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso veio na frase da Cecília: “os dados mostram o caminho, mas a gente tem que ir atrás do coração, da emoção”. Afinal, são as conexões emocionais que transformam uma compra ocasional em uma escolha recorrente.

A marca do Sua Marca

Os dados orientam decisões importantes, mas não substituem a construção de confiança, reputação e identificação com o consumidor. Performance gera resultados imediatos. Marca forte cria preferência duradoura e continua sendo escolhida mesmo quando o algoritmo aponta outras opções.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: por que o excesso de informação faz as marcas parecerem iguais

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Quanto mais estímulos disputam a nossa atenção, maior é o risco de deixarmos de perceber aquilo que torna uma marca diferente. Esse foi o tema do comentário Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo, no Jornal da CBN.

A dificuldade não está apenas no aumento da concorrência. Ela também está no limite da capacidade humana de processar tantas informações ao mesmo tempo. Jaime Troiano lembrou que estudos realizados ainda na década de 1970 já mostravam que o excesso de estímulos embaralha nossa percepção e reduz a capacidade de diferenciar uma opção da outra.

Para explicar esse fenômeno, ele recorreu a uma imagem criada há cerca de 400 anos por Isaac Newton: o disco formado pelas sete cores do arco-íris. Parado ou girando lentamente, é possível distinguir cada cor. Quando gira muito rápido, porém, todas desaparecem em uma única impressão visual. “Você vê tudo branco e não distingue as cores.”

Segundo Jaime, o mesmo ocorre com o mercado. A quantidade de mensagens, produtos, campanhas e ofertas cresce continuamente. Como resultado, as diferenças entre as marcas tendem a ficar menos evidentes para o consumidor. “É tanta comunicação, são tantas alternativas no mercado, é tudo tão rápido”, resumiu.

Cecília Russo mostrou como esse efeito aparece na prática ao recordar uma visita à Feira da APAS, um dos maiores eventos do varejo brasileiro. Centenas de expositores disputavam a atenção dos visitantes com painéis, lançamentos, cores, sons e experiências. Sem um objetivo definido, explicou, a tendência é sair do evento cansado e com dificuldade para lembrar do que realmente chamou atenção.

“A cabeça gira com tantas informações, alternativas, produtos, empresas, marcas”, observou. Para ela, essa sensação também ajuda a entender o desafio enfrentado pelas empresas em praticamente todos os setores.

Esse cenário exige um esforço ainda maior para construir uma identidade clara. Em vez de ampliar a quantidade de mensagens, torna-se mais importante reforçar uma promessa consistente e facilmente reconhecida pelo público.

Cecília apresentou um dado de uma pesquisa realizada pela Troiano que ilustra essa dificuldade. Ao medir a associação entre celebridades e as marcas que elas representam, o estudo mostrou que os consumidores acertaram a resposta em apenas 15% dos casos. Nos outros 85%, as pessoas confundiam os porta-vozes e as empresas, sinal de que o excesso de estímulos acaba embaralhando até campanhas de grande visibilidade.

A conclusão dos comentaristas é que, em um ambiente de comunicação cada vez mais acelerado, vencer a disputa pela atenção depende menos de fazer mais barulho e mais de construir uma identidade coerente ao longo do tempo.

No encerramento, Jaime Troiano sintetizou essa orientação: “Pense religiosamente naquilo que a sua marca tem de único, de especial e não abandone esse caminho.” Para ele, é justamente essa característica singular que permitirá à marca ser percebida em meio a tantas alternativas.

A marca do Sua Marca

A principal lição do comentário é que o excesso de informação tornou a diferenciação mais difícil. Por isso, marcas fortes não são necessariamente as que mais aparecem, mas as que conseguem comunicar, de forma consistente, aquilo que têm de único e relevante para o consumidor.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quais marcas têm a cara das festas juninas?

Foto: Alan Kleina Mendes

Poucas celebrações no Brasil conseguem unir tradição, identidade regional e consumo de forma tão intensa quanto as festas juninas. Durante o mês de junho, produtos, receitas, costumes e marcas passam a ocupar um espaço especial na memória afetiva dos brasileiros.

No ritmo da ‘quadrilha, Jaime Troiano e Cecília Russo analisaram como diferentes marcas se conectam às festas juninas em várias regiões do país. A conversa, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, mostrou que, mais do que vender produtos, algumas marcas conseguem se tornar parte da própria experiência cultural vivida pelos consumidores.

Ao lembrar dos santos celebrados no período — Santo Antônio, São João e São Pedro —, Cecília destacou a força dessa tradição na cultura brasileira. Para ela, algumas marcas já estão incorporadas ao imaginário das festas juninas. “Ao falar em Yoki, parece que eu vejo já bandeirinhas de festa junina na embalagem”, afirmou.

A associação não acontece por acaso. Ao longo de décadas, produtos como pipoca, amendoim, canjica e ingredientes usados em receitas típicas passaram a reforçar a presença dessas marcas nas comemorações. O resultado é uma ligação que vai além da propaganda e se estabelece pela repetição de hábitos familiares e experiências compartilhadas.

Entre os exemplos citados por Cecília, além da Yoki, de presença nacional, a Paçoquita, da empresa Santa Helena, e a gaúcha DaColônia. Cada uma delas, à sua maneira, construiu uma relação com elementos tradicionais da festa junina. No caso da DaColônia, ela destacou a preservação de uma identidade regional mesmo após ampliar sua presença pelo país.

Jaime Troiano ampliou o olhar para outras regiões brasileiras e mostrou como as marcas acompanham as características culturais de cada localidade. No Nordeste, onde as festas de São João movimentam cidades inteiras e atraem milhares de visitantes, a relação entre cultura e marcas é ainda mais evidente.

“Se a Yoki é forte no Sudeste, a Vitamilho é a rainha absoluta do Nordeste”, observou Jaime. Segundo ele, a marca conseguiu se tornar referência para produtos como fubá, canjica e misturas utilizadas nas receitas típicas da região.

No Norte do país, a culinária junina incorpora ingredientes associados à floresta e às tradições locais. Nesse contexto, Jaime destacou a presença da Hiléia, empresa paraense que participa das celebrações por meio de produtos amplamente utilizados nas receitas regionais.

no Centro-Oeste, a referência lembrada foi a Piracanjuba. Nascida em Goiás, a marca está associada a ingredientes usados em doces tradicionais, como arroz-doce e doce de leite, muito presentes nas quermesses.

A conversa também revelou uma característica importante da construção de marcas no Brasil: a força da regionalidade. Embora as festas juninas sejam celebradas em todo o território nacional, elas assumem características próprias em cada região. As marcas que conseguem compreender essas diferenças tendem a estabelecer vínculos mais fortes com os consumidores.

Essa lógica vale para empresas de qualquer porte. Uma marca não precisa falar com todo o país da mesma forma. Muitas vezes, a conexão mais consistente surge justamente quando ela reconhece e respeita as particularidades culturais de cada comunidade.

A marca do Sua Marca

As festas juninas mostram que marcas fortes não são construídas apenas por campanhas publicitárias. Elas ganham relevância quando fazem parte da cultura local, respeitam tradições e conseguem criar vínculos autênticos com as pessoas sem perder sua identidade.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.