Sua Marca: esteja um passo à frente, jamais dois

 

 

 

 

As marcas que não inovam perdem o frescor, mas cuidado para não ficar tentado a seguir toda e qualquer tendência —- isso pode comprometer o seu negócio. O alerta é de Jaime Troiano e Cecília Russo em conversa com o jornalista Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da CBN. “Em branding, você tem de estar um passa à frente da sociedade, da massa, não estar junto dela porque você vai repetir o que ela já sabe; agora, não pode estar dois passos, se não você se desconecta dela”, diz Troiano.

 

Cecília Russo dá como exemplo uma loja de doces que se caracteriza por produtos indulgentes em que seu dono pensa em seguir a tendência atual de oferecer alimentos sem açúcar, sem gordura, sem glúten ou ligths: “quando for pensar em coisas que estão surgindo a pergunta que o dono da doceira tem de fazer é se essa tendência combina comigo, se vai ajudar a dar continuidade a minha história ou vai contrariá-la”.

 

Faça como os surfistas, sugere Troiano, “escolha a onda certa, não embarque em qualquer onda”

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Uma boutique para o bom atendimento

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A voracidade dos fatos atuais em que identificamos aceleradas mudanças tecnológicas ao lado de atitudes comportamentais extremas é um desafio a ser enfrentado — pessoal e corporativo. Prosperar no caos é a tarefa que se impõe aos agentes desse mercado contemporâneo. Os esportes, as artes, o entretenimento, a política, os produtos e os serviços são ofertados e demandados como negócios, o que aparentemente reflete um mercado de consumo tecnicamente coerente.

 

Entretanto, o velho e essencial bom atendimento está ainda para se constituir em um bem universal. Status que não conseguiu quando o mundo era menor e mais lento. Agora com a vez da automação e de robôs, o formato que se contrapõe e dispõe a oferecer pessoas para atender fica obrigado a cumprir com esmero a função. É preciso efetivamente possibilitar ao cliente uma boa experiência de compra. E isso não vai acabar. Pesquisas recentes confirmam que até mesmo a geração Z, 14 a 18 anos, atribui ao bom atendimento um agregado de valor.

 

Portanto, a busca pelo bom atendimento permanecerá e de forma inequívoca porque o mundo físico precisará usá-lo como grande diferencial ao virtual, que, ao que tudo indica, estará dominando o cenário de consumo. Nesse contexto, uma das ferramentas essenciais para corresponder a exigência da real experiência de compra é a pesquisa do comprador camuflado.

 

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Atenta a esta demanda, o pioneiro grupo que implantou no Brasil as técnicas do cliente misterioso, ressurge com uma roupagem absolutamente comoditizada às necessidades atuais. Vislumbrando um atendimento artesanal em contraponto a linha de produção em série, a JUST FOR YOU está constituída para, sob medida, atender e se aprofundar em segmentos específicos e nichos de mercado.Daí o conceito da JUST FOR YOU como boutique de bom atendimento.

 

É pretencioso, pois a meta é usar a figura do cliente oculto para além do controle. A pesquisa constante será um elemento de motivação para a equipe de atendimento. O consumidor agradecerá, ao fazer da compra um momento de satisfação. O empreendedor lucrará, ao multiplicar as vendas com os mesmos custos.

 

Os nossos votos de sucesso à iniciativa.

 

Welcome!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Do outro lado da corrupção tem a ética

 

 

“Fala-se muito de corrupção no noticiário. Do outro lado da corrupção está a ética” — foi assim que Heródoto Barbeiro introduziu a entrevista que fez comigo sobre o livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”, no jornal que apresenta na Record News. Falamos de comportamentos que devemos ter nas diversas situações do cotidiano, desde a relação com colegas de trabalho até a convivência na sala de aula.

“É proibido calar” volta aos palcos em São Paulo e, em seguida, bota o pé na estrada

 

 

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A série de entrevistas com os candidatos à presidência, promovida pela CBN e pelo G1, está no ar desde a semana passada; e pela importância do momento tenho me dedicado à preparação das sabatinas. Nem por isso, deixei de lado os eventos relacionados ao lançamento de “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (Best Seller).

 

 

Nessa terça-feira, dia 11 de setembro, fui privilegiado com o convite do consultor e palestrante César Souza que lançará o livro dele “Seja o líder que o momento exige”   (Best Business), em evento-show ao lado do mágico Clóvis Tavares.

 

 

Farei a abertura do encontro, no Maksoud Plaza, na qual falarei sobre comunicação, liderança, ética e cidadania. César e Clóvis são os responsáveis pelo show: eles falam sobre as turbulências e desafios da liderança usando a metáfora de um piloto de avião. Logo depois, receberei, ao lado do César, os leitores em sessão de autógrafos.  Para participar do evento basta fazer a inscrição, de graça, no site.

 

 

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No domingo, dia 16 de setembro, o palco ficará por minha conta e risco: a convite da BYU Managemente Society e a J. Reuben Clark Law Society vou conversar com o público sobre  “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”  O encontro será na se da Igreja de Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias, na avenida Professor Francisco Morato, 2430, em São Paulo, às 19 horas, com entrada franca.

 

 

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As viagens para lançamento do livro serão retomadas no fim da próxima semana — assim que se encerrarem as entrevistas com os presidenciáveis. No dia 22 de setembro, estarei em Vitória ES, a convite da CBN Vitória e Rede Gazeta, quando participarei de talk show comandado pelos jornalistas Fernanda Queiroz e Fabio Botacin, às 10 da manhã, no Cinemark — Shopping Vitória.  Garanta já a sua presença fazendo a inscrição de graça através deste link. Já estão confirmados os lançamentos em Belo Horizonte, dia 25 de setembro, terça-feira, e Campinas, no dia 27 de setembro, quinta-feira.

Sua marca: use o branding para se livrar de erros que atrapalham seu negócio

 

 

O branding é importante para libertar os gestores de ao menos cinco erros comuns no desenvolvimento de uma marca:

 

  • a inconsistência
  • o achismo
  • a vala comum
  • o preço
  • a ingenuidade

 

A opinião é de Jaime Troiano e Cecília Russo que participam do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado pelo jornalista Mílton Jung. Baseados na experiência de 25 anos nesse mercado, eles ensinam que um bom planejamento é aquele que analisa a concorrência, mapeia as diferenças de sua marca, as necessidades do consumidor e cria caminho único e diferenciado para o produto ou serviço.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Conte Sua História de São Paulo: orgulho de ter nascido, crescido e envelhecido na cidade

 

Por Sérgio Paulo Böemer

 

 

Em junho de 1963, uma jovem parturiente, moradora do longínquo bairro de Arthur Alvim, dá à luz a um menino do hospital conveniado com o antigo IAPETC – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas, localizado no Ipiranga, hoje Hospital Leão XIII. Nascia um dos maiores amantes da cidade de São Paulo.

 

Posteriormente, a família se mudou para o bairro do Brás, quase divisa com o da Mooca —- era na Mooca que ficava a escola estadual – a E.E.P.S.G. “Antonio Firmino de Proença”, até hoje em atividade – a qual frequentou do jardim da infância a sua formatura no colegial — ou seja, por mais de 14 anos.

 

Um detalhe: ao adentrar na adolescência, por força de mudança do emprego de seu pai, a família mudou-se para o bairro da Casa Verde, na zona Norte, ele continuou a estudar no colégio na Mooca, tendo que se utilizar de duas conduções para ir e duas para voltar à casa, pois naquela época não havia metrô em atividade — estava em construção. Ele e seu irmão eram os únicos alunos a morarem tão longe do colégio. Com a separação de seus pais, o garoto, o irmão e a mãe, retornaram a viver no Brás, para sua alegria.

 

Mais tarde, esse amante da cidade, frequentou as faculdades da Mooca, do Ipiranga, da Liberdade, da avenida Brigadeiro Luis Antônio, na Bela Vista … Forçado mais uma vez a se mudar, seu destino foi Sorocaba, no interior, mas tendo uma namorada nesta cidade, semanalmente, se encontrava feliz em sua amada São Paulo. Na primeira oportunidade, retornou ao Brás.

 

Por amar o centro velho dessa capital, sempre andava pelas ruas Senador Feijó, Barão de Paranapiacaba, Direita, Boa Vista, Líbero Badaró, Xavier de Toledo. Tem orgulho ao falar do Teatro Municipal, dos antigos prédios do Mappin, Light e Votorantin. Se vangloria ao citar as arquiteturas do Palácio da Justiça, na Praça Clóvis Bevilácqua, do Viaduto do Chá, do Minhocão –- hoje elevado Presidente João Goulart, que já foi Presidente Costa e Silva — da Pinacoteca e do Museu de Arte Sacra, ambos na avenida Tiradentes.

 

Tal amante da cidade, sempre que pode, exalta os padres Manuel de Nóbrega e José de Anchieta, que, em 25 de janeiro de 1554, fundaram um colégio para ser o centro de educação e formação dos indígenas para se adequarem ao modo de vida dos jesuítas portugueses. Eles jamais imaginariam que estariam fundando uma das maiores megalópoles do mundo.

 

Bem, pode haver muitos amantes de São Paulo, mas esse menino que tem Paulo no nome, e orgulho de ter nascido, crescido e envelhecido nesta cidade maravilhosa, crê que o lema lançado no brasão do Estado de São Paulo “pro brasilia fiant eximia” (‘pelo Brasil, faça-se o melhor’), sempre será empunhado, por primeiro, por esta cidade.

 

Sérgio Paulo Böemer é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também outros capítulos da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: ajude o cliente a tomar a melhor decisão para ele, sugere Guilherme Machado

 

 

“Hoje mais do que nunca o nosso foco é em pessoas, é entender quem é essa pessoa dentro da jornada de compra dela, suas necessidades, dores, para você se apresentar como um educador, não como um vendedor. Hoje, você é um educador onde você empodera o seu cliente para que ele decida o que é melhor para ele”

 

Guilherme Machado, consultor

Entender o cliente para atender melhor é um dos caminhos propostos pelo consultor e palestrante Guilherme Machado entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Autor do livro “Você não vai mais conseguir vender assim”(Editora Gente), Machado lembra que com as mudanças que o mercado, as pessoas e as relações têm sofrido mais importante do que o se vende e para quem se vende é “o problema que você vai ajudar a solucionar”.

 

O Mundo Corporativo é apresentado às quartas-feiras, 11 horas, e pode ser assistido ao vivo no site e nas contas da CBN no Facebook e no Instagram. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo Gabriela Varella, Débora Gonçalves e Rafael Furugen.

Conte Sua História de São Paulo: a surpresa que tive em meu primeiro emprego

 

Por David Azevedo

 

 

Quando cheguei em São Paulo, trazia na bagagem poucas roupas, cansaço e um violão companheiro das viagens. Pensava em juntar um dinheiro e voltar para Salvador montar uma banda de rock, mas o destino preparou outra cosia muito boa!

 

Desci em Congonhas, atravessando a passarela, magro e cabisbaixo. Tinha apenas a esperança de mudar de vida. Peguei um ônibus, desci no terminal do Guarapiranga e outro para Piraporinha, em Santo Amaro. Fui para casa de uma amiga que me arrumou um quarto. Ela conhecia a dificuldade que tínhamos em Salvador e, por sua vez, conhecia quem, mesmo com as dificuldades, sempre trabalhou.

 

O primeiro teste foi uma entrevista agendada em uma fábrica de software. Estava muito frio — mas este era o menor dos problemas. Se tinha coisa que eu quase não tinha era experiência em desenvolvimento de software e em manutenção de sistemas e computadores. Claro, fui reprovado. Fiquei triste, decepcionado. E nessas condições, o frio aumenta. Para quem nunca havia enfrentado nada abaixo dos 21 graus, duas calças, três blusas e uma jaqueta eram pouco para suportar os 13 graus que apareciam no termômetro de rua.

 

Mesmo assim não desisti, afinal lembrava sempre que precisava ajudar a mãe , o pai e meus irmãos, lá em Salvador. Com apenas R$ 100, mais o dinheiro da passagem de volta, estava disposto a tentar novamente e novamente… até quando fosse preciso. Cheguei até pensar em ir para a construção civil, trabalhar de cobrador, qualquer coisa já seria melhor que a vida que tinha antes, pois, aqui tinha oportunidades.

 

Em uma segunda-feira, fui para o Google procurar vagas de emprego.

 

Na primeira página apareceu uma na CAST Informática. Mandei o currículo e em poucas horas uma moça do RH, Alessandra, conversou comigo e agendou uma entrevista. E não é que fui aprovado —- novamente no frio, mas com a felicidade que me aquecia. Para minha surpresa logo em seguida fiquei sabendo que a seleção não terminava ali. Havia outra etapa: fazer a entrevista no cliente. No caso um banco japonês.

 

Foi no dia três de outubro de 2008, duas e meia da tarde. A emoção de andar na paulista, entrar em um prédio de quase 100 andares — eu ficava contando as janelas – era sensacional.

 

Fui ao Banco Mitsui, minha prova de fogo, em São Paulo. Era um lugar onde as pessoas, em sua maioria, tinha os olhos puxados, coisa rara em Salvador. Mas me senti em casa. A entrevista foi com o senhor Vladimir, gerente da área, carioca, que gostava de conversar. Tivemos uma bom papo e ele ficou de retornar para a consultoria. Lembro que, no mesmo dia à tarde, tive retorno da consultoria e do cliente. Quanto me perguntaram a expectativa de salário, falei em R$ 1.600,00 — era mais do que o dobro do que já havia recebido em Salvador. Para minha surpresa, eles não só tinham aprovado minha contratação como o salário para a vaga era R$ 5.800,00 — inacreditável.

 

Agora, em uma nova etapa da vida, comecei a conhecer São Paulo e o que a cidade tem a oferecer. Completo dez anos na capital — com frio muita vezes, mas feliz pelo que encontrei aqui.

 


O Conte Sua História de São Paulo tem a sonorização do Cláudio Antonio e a interpretação de Mílton Jung. Envie o seu texto para milton@cbn.com.br.

O varejo vive o novo iluminismo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Se o psicólogo Steven Pinker tivesse visitado os eventos recentes ocorridos em São Paulo abordando temas do varejo, certamente teria certificado que parte daquela gente pertence ao novo iluminismo. Já não vê o futuro com pessimismo.

 

Sob o título “O novo iluminismo”, Pinker propõe que vivenciamos um progresso constante. O problema é que a história dos homens não teve evolução durante muito tempo. Começou a ver progresso somente depois da revolução industrial. Por isso as pessoas têm dificuldade em prever futuros positivos.

 

Quem esteve no CONARH, no EXPOSHOPPING, no BRASILSHOP, no VarejoTECH ou no LATAM Road Show, pode identificar uma coerência entre a tese de Pinker quanto ao prever o futuro. O progresso é constante.

 

No LATAM Road Show, o evento que se encerrou na quinta-feira, os números atestaram o princípio iluminista. Visitantes: 16 mil. Congressistas: 2 mil. Palestrantes: 25. Dentre eles Daniel Shapiro de Harvard e Uri Levine cofundador do Waze. Entretanto, foi a perspectiva futura que comprovadamente coloca essa gente na crença do iluminismo. Sob os olhos de Sophia, a robô de cidadania Saudita.

 

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Um dos destaques foi o VR-Commerce — plataforma da Aura que possibilita a integração entre a realidade virtual e o ecommerce. Ele fornece alternativas de comercialização através do 6S imersivos, que é a inclusão da imaginação nos cinco sentidos. Ou seja, visão, audição, tato, olfato, paladar e imaginação.
Portanto podemos estar e sentir a experiência via virtual, em vários formatos.

 

LOJA – Por meio virtual estarão tantos produtos e serviços quantos for necessário, possibilitando até o recurso da cauda longa. Serve também como B2B e até para venda de franquias.

 

SHOPPING – Concentrar num único espaço produtos diferentes como automóveis, construtoras, tecnologias, financeiras, conteúdos, etc. Para demonstração, venda e estudo do consumidor, teste de produtos e serviços, etc.

 

TOUR – Possibilitar ao consumidor experimentar diferença entre classes executiva e econômica, ver seu quarto de hotel, cabine de navio, etc.

 

BOLL – Vender e testar produtos e serviços em qualquer lugar.

 

HOME – Em casa comprar e testar produtos e serviços no mundo.

Utilizando a VR-Commerce foi criada a Oministory Airton Senna, lançada na Feira.

 

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Outra novidade foi o lançamento do OmniBox, uma versão similar da Amazon de Seattle. É um formato híbrido que se adaptará bem para padarias e produtos de conveniência. Marcos Hirai, diretor da Gouvêa de Souza, realizadora do evento, chama a atenção na necessidade em adaptar todas essas tendências às possibilidades brasileiras. O OmniBox responde a essa necessidade. Com menos de R$ 20 mil mensais de custo precisará vender 60 mil.

 

Hirai adverte: “é preciso fechar a conta”. Iluminista com cabeça no virtual e pé no chão.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de São Paulo: ah, Cambuci, nunca me esquecerei

 

Por Eli Carmo

 

 

Ouço a chuva no fim de tarde — as pessoas reclamam da chuva, eu amo a chuva— lembra a minha infância. Nasci no século passado, início dos anos 1970, no Hospital Nove de Julho, mas vivo na zona Leste de São Paulo a vida inteira.

 

Quando criança, minha mãe sempre levava a gente para a casa dos parentes. Perdi minha mãe este ano, vítima de um AVC. Meu pai já não está conosco há 14 anos. Infarto. Os parentes moravam no bairro da Cambuci. Ah! Cambuci, nunca me esquecerei. Avenida Lins de Vasconcelos.

 

Lembro-me que pegávamos o ônibus, aquele antiguinho da CMTC, e íamos minha irmã do meio e eu — éramos três menininhas —  ajoelhadas no último banco, olhando a paisagem. Como eu gostava de passear na casa dos parentes.

 

Minha vovó, assim a chamávamos, também morava por ali e geralmente íamos em festinhas de aniversário ou para  passar o dia. Tio Toninho morava com ela — que saudades tio!

 

Minha mãe era muito nervosa, a gente não podia fazer nada de errado senão apanhava quando chegasse em casa. Mas minha mãe tinha também seus momentos de nostalgia, ela adorava levar a gente lá na praça da República para ver os patinhos nadando. Ah! Naquele tempo era tudo tão diferente, existia doçura nas coisas.

 

E quando inaugurou o metrô da Sé, em 1978? Eu tinha uns 12 anos e fomos todos, inclusive meu irmãozinho que na época já tinha quatro aninhos, e passeamos para lá e para cá gratuitamente. Nossa, que passeio maravilhoso!

 

Bom, jamais esquecerei também os passeios de escola Íamos no ônibus cantando aquele clássico “vejam essa maravilha de cenário”— Marinho da Vila — brincando com o motorista e com as pessoas na rua, é claro, mas não colocávamos a cabeça fora do ônibus não, a “fessora” chamava atenção.
Nesses passeios, conheci o Zoológico, o Museu do Ipiranga, o Playcenter e até a Teatro Municipal — fiquei encantada.

 

Onde pude levar meus filhos nesses passeios, eu levei. Hoje, já são adultos e trilham seus próprios caminhos.

 

Eli do Carmo é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie a sua história da cidade para milton@cbn.com.br.