Conte Sua História de São Paulo – 464 anos: os passeios de cavalo em Pinheiros

 

Por Eduardo Coelho Pinto de Almeida
Ouvinte da rádio CBN

 

 

Sempre gostei de cavalos. Não sei o por quê? Nasci na cidade, fui criado na cidade, meus pais naturais de Campinas, ela farmacêutica, ele dentista, nada ligados ao campo, mas eu nasci ligado aos cavalos.

 

Quando tinha por volta de 10 a12 anos, morávamos na Rua Simão Álvares, próximo a Teodoro Sampaio. Entre as ruas Mourato Coelho e Pedroso de Morais, e Teodoro Sampaio e Arthur de Azevedo, funcionava a Hípica Paulista, que havia se mudado há pouco tempo para o local onde está até hoje, na Rua Quintana, no Brooklin Paulista. Ocupando uma das cocheiras da antiga Hípica, na rua Mourato Coelho, instalou-se a Escola de Equitação São Paulo, pertencente a um dos maiores cavaleiros que o Brasil já conheceu, o Prof. Jorge Furtado Coelho, ex-oficial da cavalaria em Portugal. O professor Furtado era casado com uma senhora bastante pesada, que montava todos os dias: Dona Amália.

 

Eu estudava pela manhã no Grupo Escolar Godofredo Furtado e, à tarde, depois de fazer os deveres escolares, ia para a beira da cerca da escola e ficava namorando os cavalos que passavam montados por elegantes ginetes, a maioria pertencente à fina sociedade. Lembro-me de um rapaz de sobrenome Fazzanelo cuja família era proprietária de uma rede de casas lotéricas que também chamávamos de “chalé do jogo do bicho”; e me lembro de outro jovem que mais tarde apareceu muito como político, José Bonifácio Coutinho Nogueira.

 

Nessa época, comecei a trabalhar como office Boy no consultório de meu pai e recebia uma semanada pelo trabalho. Quando recebi a paga pela primeira semana, vi, cheio de alegria, que era exatamente o que cobravam por uma hora de cavalo na escola de equitação. Eu não conseguia imaginar melhor aplicação para o meu dinheiro. Procurei o Senhor Carlos, um senhor de origem alemã que era o gerente, e contei a ele que havia ganhado aquele dinheiro pelo meu trabalho e queria aplicá-lo no passeio a cavalo. Ele foi e contou a história para Dona Amália que respondeu: O quê? Vai receber o salário de uma semana de um menino?! Não, dê o Douradinho para ele andar. Não cobre nada!

 

Desse dia em diante, eles já sabiam o que queria dizer aquele meu olhar comprido e me davam o Douradinho para andar. Quando fiquei sabendo montar um pouco, comecei a ser útil também. Cavalos de boa raça, não podem ficar dentro da cocheira a semana toda, sem trabalho, pois no final de semana quando seus donos fossem montá-los estariam muito inquietos e até mesmo bravos. Precisavam trabalhar e aí juntou-se o útil ao agradável: davam-me dois ou três cavalos todos os dias para montar.

 

Muitos anos mais tarde – eu tinha um avião Cesna Skylane angarado no Campo de Marte – quando pousei, guardei o avião e fui tomar um café no bar do Aeroclube de São Paulo. Ao entrar, avistei em uma mesa o Professor Furtado e a Dona Amália. Me dirigi a eles e perguntei: Professor Furtado, Dona. Amália, posso me sentar? Quero lhes contar uma coisa! Eles me indagaram: quem é o senhor? E eu lhes respondi: os senhores não vão se lembrar, mas quero lhes agradecer porque fizeram com que eu tivesse uma infância muito feliz, aqui em São Paulo.

 

Eduardo Coelho Pinto de Almeida é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Vamos comemorar juntos mais um aniversário da nossa cidade: escreva seu texto para milton@cbn.com.br.

Conte Sua História de São Paulo – 464 anos: uma lembrança que não é minha

 

 

 
Por Anna Frank
Ouvinte da Rádio CBN

 

 

 

 

 

 

Entre 1970 e 1973, estudei no Ginásio Estadual de Vila Nova Friburgo, próximo do bairro de Interlagos. Foi nesse período que conheci uma amiga que estudou comigo os quatro anos. Ela morava no bairro de Veleiros, que ficava próximo da escola. Tinha um pai muito bravo e de pouco diálogo com os filhos. Nas disputas, sempre prevalecia a vontade dele. Lembro que minha amiga tinha muito medo do pai.

 

 

Naquela época, as crianças podiam voltar à pé da escola para casa e nós duas, sempre juntas, caminhávamos falando de nossos sonhos e pensando em nosso futuro, casamento, filhos … Nós adorávamos ouvir Renato e Seus Blues Caps, que era o máximo do rock brasileiro. Também gostávamos de um doce puxa-puxa, um tipo de melado que toda garotada comia. Havia o guaraná caçulinha, o bolo Pulman – que delícia! Inesquecível!

 

 

Ah, tinha a Jovem Guarda com suas guitarras e músicas barulhentas. Era moda usar calça boca de sino e blusa de seda com babado. Além da mini-saia, que minha amiga guardava na minha casa para vestir depois da escola sem que o pai dela soubesse.

 

 

Minha amiga gostava muito da mãe dela, que parecia uma pessoa muito doce e meiga, carinhosa com os filhos. Sempre tinha um sorriso e um beijo guardado no coração.

 

 

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Como nem tudo na vida é sonho, a mãe dela morreu de repente e a vida dessa amiga passou a ser um inferno. Além de sofrer a perda da mãe, tinha de suportar a tirania do pai. Sequer a morte da mãe podia chorar. O pai, numa atitude de desespero, trancou o quarto da mãe, proibindo para sempre que ela pudesse entrar lá. Com medo de perder todas as lembranças, essa amiga me incumbiu de guardar uma blusa que era da mãe dela. Disse que a pegaria mais tarde, quando as coisas estivessem mais calmas.

 

 

Nós estávamos no último ano do ginásio quando aconteceu essa tragédia. Eu fui para o Colégio Oswaldo Aranha fazer o colegial e perdi o contato com ela. Agora, após 30 anos, eu gostaria muito de poder devolver esse tesouro a essa amiga de infância, que guardo até hoje em memória de sua querida mãe.

 

 

Desculpe-me a falha de memória, mas infelizmente não lembro mais seu nome e também não sei se ela ainda lembra dessa triste história. Mas não gostaria de fazer minha transmutação sem cumprir esta missão tão importante que ela deixou em minha
vida.

 

 

Anna Frank é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Venha comemorar mais os 464 anos da nossa cidade: escreva seu texto para milton@cbn.com.br.

Conte Sua História de São Paulo – 464 anos: minhas pescarias no rio Tietê

 

Nesta semana e até o dia 25 de janeiro, o Conte Sua História de São Paulo vai ao ar em versão especial para homenagear os 464 anos da capital paulista. Os textos enviados pelos ouvintes da rádio CBN serão selecionados e publicados no Jornal da CBN, às 8h15 da manhã:

 

Por Frederico Viebig

 

 

Aos 12 anos, voando no tempo em 1960, sócio do memorável Clube de Regatas Tietê, encantavam-me os esportes do clube, como natação, basquete e até o tênis de Maria Ester Bueno. Um, no entanto, era especial: o remo. E por um motivo curioso!

 

Morávamos perto da Praça da República, eu e meu irmão Ricardo – mais novo dois anos. De lá tomávamos o ônibus azul que se dirigia ao Imirim, Zona Norte de São Paulo. Sozinhos, sem adultos para tomar conta, em completa segurança, íamos até o ponto de ônibus em frente ao clube. Como crianças, não pagávamos. Levávamos a carteirinha de sócio do Tietê, além de pequenas varas de bambu, anzóis e latinha para iscas.

 

Eu, como mais velho, me dirigia ao departamento de remo e pedia um par de remos para “treinamento” nas bordas do pequeno píer de madeira que havia nas margens do Rio Tietê, à jusante da Ponte Pequena.

 

Como bom aventureiro, tomava um pequeno barco de madeira e saía remando rio acima até encontrar meu irmão que ficava no barranco me esperando para embarcá-lo. Ricardo, meu irmão, tinha a obrigação de cavoucar os barrancos do rio para encher nossas latinas com minhocas que serviam de iscas para nossa pescaria.

 

Sim, porque todo este trabalho era para orgulhosamente pescarmos no Tietê!

 

Remando o barquinho, passávamos pela ponte fugindo de um rodamoinho que havia bem embaixo dela. Com muito esforço e destreza desviávamos e subíamos rio acima até as lagoas da “Portuguesa”. Hoje já não existem. O rio foi retificado, as lagoas assoreadas, e se transformaram em casas e no “belo” estádio da Portuguesa de Desportos.

 

Eram aventuras feitas às escondidas. Ninguém sabia! Nem meus pais. Nem o motorista do ônibus. Nem os funcionários do clube. Era segredo entre meu irmão e eu, que só agora revelo.

 

Se não tínhamos aulas na escola tínhamos nossa pescaria secreta. Fizemos várias incursões deste tipo e devo confessar que nunca conseguimos fisgar um mísero peixinho, mas o sabor da aventura e independência era impagável. Dois homenzinhos, donos do mundo!

 

Frederico Viebig é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Venha participar dos 464 anos da nossa cidade. Envie sua história para milton@cbn.com.br.

Conte Sua História de São Paulo: um passeio no futuro da minha cidade

 

Por Marcos Ferreira

 

 

 

No Conte Sua História de São Paulo, o ouvinte-internauta Marcos Ferreira comemora os 464 anos da nossa cidade, exercitando sua imaginação. Ele apresenta a capital paulista ao seu neto, no ano de 2047:

 

Como me faz bem chegar a São Paulo! Amo esta cidade onde trabalhei por mais de 50 anos… Segue sendo a grande força deste país, e sempre me surpreende pela capacidade de transformação.

 

Peguei o trem em Campinas, não aquele trem bala que foi sonhado por décadas, mas um trem rápido, moderno e eficiente, cujos trilhos seguem paralelos a Rodovia dos Bandeirantes até chegar na grande Estação Bandeirantes, construída no fim da rodovia às margens do Tietê.

 

Meu neto quer saber onde vamos. Disse que encontraria uma grande amiga.Mal sabe ele que essa amiga é a nossa cidade.

 

São Paulo já não é mais cinza, está mais verde, mais jovem, mais bonita e, incrivelmente, mais silenciosa. Imensos edifícios envidraçados espelham o céu azul e o verde das árvores. Do alto da estação enxergamos o Rio Tietê e seus barcos. Ninguém acreditava, mas o Tietê está cada dia mais limpo e navegável. Foram algumas eclusas aqui e ali, mais de uma dúzia de estações de tratamento, e os barcos apareceram espontaneamente, como pequenos brinquedos a se multiplicaram. Ficou turístico. Em duas décadas o rio morto, mudou de cor… Até no Tamanduatei os peixes estão voltando…

 

Passamos para o monotrilho, vamos na direção de Congonhas, gosto dessa linha, é elevada, dá para ver a paisagem… A Marginal Pinheiros é um grande cinturão verde, de cima mal vemos os veículos que circulam.  No geral, grandes coletivos ou veículos de carga… Todos elétricos, todos fluindo sem congestionamento, sem buzina, e raros acidentes… Agora as motos elétricas e as bicicletas compartilham vias próprias, não se misturam com os grandes veículos…

 

Trocamos o monotrilho aéreo para o coletivo sobre trilhos de solo, e seguimos pela Avenida 23 de Maio. Meu neto reclama que escolhi a linha com mais paradas: a expressa seria mais rápida. Mas quem está com pressa?

 

Os prédios cresceram, são altos. A população aumentou. Como os veículos são autônomos, as pessoas estão livres para ler, conversar e trabalhar.

 

Meu neto está entediado com o percurso que ele acha lento. Não sabe o que eram milhares de carros com motores a combustão parados num congestionamento no horário de rush. Os tempos de rodízios, de garagens, de zona azul, de radares se foram… São Paulo ganhou mobilidade. Os pedestres recuperaram seus espaços. O progresso flui por toda São Paulo do século 21.

 

No centro, descemos no Viaduto Santa Efigênia. Quero almoçar num dos pequenos restaurantes com mesas na calçada que funcionam dia e noite.

 

O centro opera 24 horas, e fervilha de turistas… Gosto de ver o movimento, ver os grupos de turistas ouvindo os guias repetirem as mesmas histórias que já conheço de cor, uma história que se iniciou em 1554.

 

Marcos Ferreira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Comemora com a gente os 464 anos da nossa cidade. Escreva a sua história para milton@cbn.com.br.

Sua Marca: erros comuns ao analisar a identidade visual do seu negócio

 

 

É preciso cuidado para não cair em dois erros comuns quando se avalia a importância da identidade visual da sua empresa, produto ou serviço. O primeiro é quando se acredita que a identidade é o motivo do sucesso do seu negócio, uma espécie de herói solitário. O segundo erro está no lado oposto: quando se olha para a identidade visual apenas como se fosse um recurso cosmético da sua marca.

 

Em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano lembra que a identidade visual da marca é a integração de todos os elementos de representação visual como a cor, o desenho, o nome e a forma como é apresentada. Deve ser vista como um recurso que se integra a todos os outros elementos do branding e não como a chave do sucesso na vida da marca. Ao mesmo tempo este conjunto de elementos visuais tem papel fundamental para materializar a expressão da sua marca, complementa Cecília Russo: “ajuda a evocar os significados da marca, o que ela pode representar no mercado e na vida das pessoas”.

 

O quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábado, às 7h55, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: “Diversidade não é sinônimo de inclusão”, diz Ricardo Sales

 

 

“Somos um país em que 54% da população se declara negra, um país que tem 51% de mulheres e que tem 23,7% das pessoas com algum tipo de deficiência, além de ter milhões de pessoas LGBT. Pensar a diversidade é olhar para dentro das nossas empresas e refletir se esses grupos que não são minoras – são maiorias que normalmente estão excluídas – estão representadas dentro da organização”. Quem explica a questão é Ricardo Sales, consultor de comunicação e diversidade e pesquisador da ECA-USP.

 

Em entrevista ao jornalista Roberto Nonato, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Sales esclarece que o conceito da diversidade está ligado a como as organizações refletem em seu quadro os diferentes grupos que formam a sociedade. Já a inclusão é um passo além: como as empresas lidam e trabalham com essa diversidade.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e domingo, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Juliana Causin, Débora Gonçalves e Rafael Furugen.

Sem palavras para Cony

 

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Ensaio escrever algumas palavras sobre Carlos Heitor Cony desde sábado quando fui informado da morte dele, ocorrida na noite anterior, no Rio de Janeiro. Cony teve o corpo cremado, nesta terçao-feira, e suas cinzas serão levadas para algum local especialmente escolhido por ele e descrito em documento registrado em cartório. Apesar do tempo e de sua passagem, a palavra certa ainda não apareceu. Escrevo uma, deleto. Substituo por outra, desisto. Recomeço. Busco uma palavra para identificá-lo e não encontro. Busca que se iniciou logo que fui convidado pelo Roberto Nonato a falar na rádio CBN, minutos após termos noticiado o falecimento de nosso comentarista.

 

O Arthur Xexéo, que dividiu com Cony o protagonismo do “Liberdade de Expressão”, no ar desde 2001, no Jornal da CBN, e também esteve comigo na conversa com o Nonato, foi direto ao ponto: o Cony era o cara mais culto que conheceu em toda sua vida. A cultura dele realmente era impressionante. Não refugava tema algum que lhe fosse oferecido para comentar no “Liberdade”. Quando muito, pedia para ser o último a falar, como se quisesse antes saber o que pensava seu companheiro de quadro – o que lhe permitiria, se fosse o caso, discordar sem constranger. Assim podia também perceber qual o melhor caminho a percorrer e, especialmente, como dar ao tema, por mais mundano que fosse, uma abordagem histórica.

 

Às vezes arriscávamos, dentro do estúdio, com a equipe do Jornal da CBN, antecipar o que o Cony nos diria sobre determinada notícia. Já estava há tanto tempo no ar com a gente que sabíamos um pouco do que pensava sobre tudo. Mas ele sempre nos surpreendia, seja pelas palavras usadas para se expressar, seja pela história compartilhada, seja pela sinceridade que marcava sua opinião. Uma opinião que não temia rótulos nem patrulha. Oferecida com humor, ironia e deboche, conforme a situação.

 

Lembro que sempre que abordávamos o poder dos bicheiros e o envolvimento deles no crime organizado, Cony preferia se ater a figura do apontador do jogo, que ficava aguardando os apostadores na calçada: um homem bom, inofensivo e amigo, era o que dizia. Ele era assim mesmo: capaz de descrever com romantismo os casos mais escabrosos do noticiário assim como analisava com crueza e sem perdão outros tantos assuntos.

 

Não tinha medo de ser contraditório: falou no “Liberdade”, quando completou 90 anos, que nas festas de aniversário, cantava apenas o “parabéns à você” e se negava a desejar “muito anos de vida”: – Ninguém merece isso, justificou-se. Por outro lado, era categórico ao dizer que, apesar de todos os males da velhice, gostaria de continuar vivo se pudesse escolher.

 

Impressionava-me era a dedicação que tinha com o trabalho. Mesmo aos 91 anos, e diante de dificuldades expostas por doenças que enfrentou nos últimos tempos, não abria mão de sua participação no “Liberdade”. Costumava dizer que estar ao vivo, na rádio, o deixava mais vivo. Declarou em entrevista – que reproduzimos nesta segunda-feira, no Jornal – o orgulho que tinha pela repercussão dos seus comentários na rádio. Logo ele que tem livros que são “campeões de audiência”.

 

Aliás, reescrever “O Beijo da Morte”, ao lado da jornalista Anna Lee, certamente era outro grande motivo para se manter vivo e atento. O livro, sucesso desde que chegou às livrarias em 2003, será relançado em breve com novos capítulos e notas suplementares, além de um novo nome: “Operação Condor”, conforme nos contou em entrevista, nessa segunda-feira, a própria co-autora, ao Jornal da CBN.

 

Cético, provocador, inteligente, contraditório, polêmico, sincero, genuíno, romântico … Temo que qualquer uma dessas e outras palavras que surjam não sejam fidedignas a estatura intelectual e humana do Cony. E talvez por isso minha busca iniciada no sábado não faça o menor sentido. Quem sou eu para querer defini-lo com palavras? Cony falava por si mesmo e seus livros e obras estarão sempre aí à disposição para quem quiser conhecê-lo melhor. Eu não perderia essa oportunidade de jeito nenhum.

 

Conhecer Cony é um privilégio para todos nós, seus leitores e admiradores.

Mundo Corporativo: esqueça a ideia que você é multitarefa e melhore o sua perfomance no trabalho

 

 

Quando as pessoas trazem mais foco para as atividades do dia-a-dia, conseguem aumentar sua performance. “Hoje as pessoas se autointitulam multitarefas. Dizem: ‘sou capaz de fazer quinze coisas ao mesmo tempo’. Mas não. Somos capazes de parar e começar coisas diferentes muito rápido, mas o ser humano não faz duas coisas ao mesmo tempo”. O alerta é do consultor de empresas e professor da FGV Luciano Salamacha, que falou sobre algumas mudanças de comportamento que podem aumentar o seu desempenho no trabalho.

 

Em entrevista ao jornalista Roberto Nonato, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Salamacha contou sobre o método stakehand, que aplica a neurociência como matriz para o aperfeiçoamento da carreira e negócios.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e domingo, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Juliana Causin, Débora Gonçalves e Rafael Furugen.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: 10 dicas para começar bem o seu ano

 

 

Aproveitando o início do ano, os especialistas em gestão de marcas, do Jornal da CBN, relembram 10 regras que ajudarão você a se posicionar melhor no mercado em que atua, seja oferecendo produtos ou serviços.

 

As dicas são de Jaime Troiano e Cecília Russo:

     

  1.  Olhe para o ano, principalmente, como uma continuidade. Não faça aventuras que neguem a história da marca.

  2. Dê um prêmio para os colaboradores que te ajudaram ao longo do ano.

  3.  E também para os clientes que te prestigiaram em 2017.

  4.  Faça uma análise honesta sobre onde os seus concorrentes foram melhores do que você.

  5. Pense em planos para ficar ainda mais forte junto a esses clientes, antes mesmo de abordar novos clientes.

  6. Não crie novos produtos ou serviços com sua marca que não estejam em sintonia com o que ela significa, com sua essência.

  7. Faça uma verificação humilde e honesta sobre o que andam dizendo de sua marca nas redes sociais.

  8. Encoste o umbigo no balcão!

  9. Comece antes do Carnaval. Deixe de lado o mito de que durante as férias de janeiro e antes do Carnaval o mercado não se mexe.

  10. Evite, como sempre dissemos, a vaidade corporativa.

     

    O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar, aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.