“É proibido calar!” é lançado durante bate-papo sobre jornalismo, em Araraquara

 

Reportagem publicada no portal ACidadeON/Araraquara

 

9263604c-fa18-43ad-952f-da188468e5b0

Lançamento do livro “É proibido calar” em Araraquara (Foto: Amanda Rocha – A Cidade On)

 

“É proibido calar precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”: este é o titulo do livro lançado pelo jornalista e âncora da CBN, Milton Jung, na última sexta-feira (17), em Araraquara.

 

O lançamento ocorreu em um happy hour junto a convidados, empresários e amigos da rede CBN e portal A Cidade On, que fazem parte do grupo EPTV. Durante o bate papo, Milton falou sobre o livro, que trata sobre educação e o relacionamento entre pais e filhos, colocando porque é ‘Proibido Calar’.

 

“Eu percebo claramente que hoje existe um silêncio na relação entre pais e filhos, pelos mais diversos motivos: falta de tempo, falta de paciência, diferença de pensamentos, medos. E nós não podemos silenciar numa relação com os nossos filhos. Temos que cultivar o diálogo, falar sobre ética, cidadania e temas que muitas vezes nós tememos. E o que fazemos ao não dialogar com os nossos filhos? Nós terceirizamos a educação deles. Nós entregamos para que os outros os eduquem e resolvam os problemas que não sei resolver dentro de casa”.

 

36391eae-3d9f-4387-a3de-f8b3b78cfa05

Palestra falou de rádio, jornalismo e ética  (Foto: Amanda Rocha – A Cidade On)

 

O jornalista falou ainda sobre a importância do rádio e as redes sociais. “Foi uma aula sobre rádio e a interação do veículo com as mídias sociais, coisa que a gente, que não é do setor, e não está no dia-a-dia pensando sobre esses assuntos”, afirma o empresário, Pedro Tedde.

 

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), Toninho Deliza Neto, diz que acorda todos os dias ouvindo a programação da rádio CBN. Ele gostou do bate papo com Milton Jung. “Eu achei apaixonante. Eu acordo ouvindo o Milton e quando a gente acorda com alguém, você passa a ter uma intimidade. Ele falou e falou com o coração. Quando a pessoa fala com o coração e fala com a verdade, passa credibilidade. Acho que esse é o grande diferencial do jornalismo sério”, afirma.

 

A questão das fake news também foi assunto levantado pelo professor da Uniara, Luis Henrique Rosim. Ele concorda com o ancora Milton Jung quando diz que o jornalismo não concorre com as noticias falsas. “Hoje temos essa situação preocupante das fake news, que parece substituir o jornalismo, o profissional que apura o fato e tal. Mas sou otimista e acho que as pessoas estão se conscientizando e que estão passando a desconfiar das notícias que não têm assinatura. Começam a buscar profissionais e veículos que tragam credibilidade para aquilo que apresenta”, afirma.

 

Milton Jung é jornalista, radialista e palestrante. Na rádio CBN ele apresenta o jornal da CBN primeira edição e aos sábados o programa ‘Mundo Corporativo’. Além do livro ‘É proibido calar’, Milton escreveu ainda ‘Jornalismo de rádio’, ‘Conte sua história de São Paulo’ e ‘Comunicar para liderar’.

Conte Sua História de São Paulo: quando cheguei de Angola ainda tinha garoa

 

Por Matilde Alexandrina Silveira Cristiano Moniz
Ouvinte da CBN

 

 

Cheguei em São Paulo, em 14 de dezembro de 1982, de uma pequenina cidade, no litoral de Angola. Na época, com apenas 17 anos e meio, desembarquei no aeroporto de Viracopos. Estava acompanhada de um irmão, um ano mais velho e, juntos, fomos para a Vila Mariana, morar com duas tias, irmãs da minha mãe.

 

Na bagagem, um mundo de expectativas, sonhos e medos.Deixávamos para trás, nossos pais, uma irmã mais velha, amigos, animais de estimação, histórias da infância.

 

Na época, São Paulo ainda era da garoa. Lembro-me bem da minha decepção ao constatar que, em pleno verão, tínhamos dias frios, cinzentos e com uma constante chuvinha. Eram dias tristes e me deixavam ainda com mais saudade da família. Mas esse era apenas um detalhe.

 

Deparei com uma cidade grande, desajeitada, porém com um enorme e acolhedor coração, que recebia com carinho e compaixão todos que aqui queriam prosperar — nordestinos, sulistas, nortistas, brancos, negros, asiáticos… e a todos oferecia inúmeras oportunidades.

 

Em São Paulo reconstrui minha vida e fui atrás dos meus sonhos: casei, estudei, trabalhei e tive filhos. Aqui, vivi momentos de alegria e tristeza. Porém, cada tijolo dessa reconstrução aumentou e fortaleceu meu encantamento e paixão pela metrópole.

 

Hoje me pergunto qual região elegeria como símbolo da cidade e chego à conclusão que seria, sem dúvida, a da Avenida Paulista, pelo significado que tem para mim, por sua presença constante em minha vida. Na Paulista, trabalhei por 23 anos, conheci meu marido e companheiro de jornada, nasceram e estudaram meus filhos, até a conclusão do ensino médio. E sempre acompanhei as grandes mudanças que nela aconteceram: da avenida glamorosa, das décadas de 1980 e 1990, à avenida das grandes manifestações e de lazer, dos dias de hoje. A Paulista é, para mim, a cara de São Paulo.

 

Matilde Alexandrina Silveira Cristiano Moniz é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie seu texto agora para contesuahistoria@cbn.com.br

Sua Marca: o mundo dos saudáveis não é para todos

 

“O mundo dos saudáveis, embora atraente, não é para todos – veja o quanto isso combina com sua marca ou fere seu posicionamento” — Cecília Russo.

A sociedade está em busca da fonte eterna da juventude. Passou a viver uma obsessão quase infinita contra a morte —- não necessariamente a morte física, mas a da nossa morte social. Queremos ser mais jovens e viver por mais tempo — uma extensão da vida que tem transformado também o mundo das marcas, como nos alerta Jaime Troiano, no programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Ao lado de Cecília Russo, ele destacou o fato de que nem todas as marcas estão conseguindo fazer isso e algumas precisaram se reinventar, incluindo linhas de produtos diferentes dos originais.

 

Na busca de explorar esse mercado relacionado a ideia de uma vida mais saudável, Cecília diz que algumas marcas podem ser consideradas nativas, pois desde sua origem estão nesse segmento: Mundo Verde, Mãe Terra, Green People, são algumas dessas que apostaram nessa “avenida da saudabilidade”. Outras, precisaram criar linhas específicas, são as “saudáveis adaptáveis”. Um exemplo é a Sadia que criou uma linha de carne de frango, produzida por famílias e produtores rurais selecionados, que receberam a marca Sadia Bio.

 

Troiano destaca a necessidade de essa migração para o saudável ser feita de maneira consciente e cuidadosa. Pois existem algumas marcas que já nasceram com a ideia da indulgencia e provavelmente o seu consumidor não conseguiria entender a transformação.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Luciano Gurgel, da Yunus, mostra caminhos para viabilizar um empreendimento social

 

 

“O empreendimento … é um grande quebra cabeça. Então, você tem de ter lá uma inteligência jurídica, uma inteligência de marketing, uma inteligência financeira; e quando tudo isso para de pé, você tem um negócio. E a função da aceleração é exatamente isso: prover essas várias habilidades entorno do empreendedor para que o negócio dele possa prosperar” —- Luciano Gurgel, Yunus Negócios Sociais

O empreendedorismo social é aquela atividade econômica que visa impactar positivamente a sociedade e se diferencia de uma ONG, pois tem a necessidade de gerar receita e dar lucro. Hoje, é possível encontrar as mais diversas iniciativas com esse perfil que estão beneficiando milhares de pessoas pelo mundo. Aqui no Brasil, não é diferente. Tem-se desde empreendedores que realizam projetos no setor de moradia até os que se dedicam a melhorar a performance de estudantes de baixa renda nas provas de redação do Enem.

 

O programa Mundo Corporativo foi descobrir como é possível tornar viável um empreendimento social e entrevistou Luciano Gurgel, gestor da área de investimento da Yunus Negócios Sociais. A empresa tem inúmeros programas de apoio a esses empreendedores que podem receber mentoria, informações sobre planos de negócios, criar conexões com fornecedores, parceiros e clientes, além de receber investimento com baixas taxas de juros e prazos mais longos de pagamento:

“O empreendimento se dá dessas várias pecinhas. É um grande quebra cabeça. Então, você tem de ter lá uma inteligência jurídica, uma inteligência de marketing, uma inteligência financeira; e quando tudo isso para de pé, você tem um negócio. E a função da aceleração é exatamente isso: prover essas várias habilidades entorno do empreendedor para que o negócio dele possa prosperar”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, com transmissão pelo perfil @CBNOficial do Twitter ou na página da rádio no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Izabela Ares.

O dia em que a CBN foi parar no The Big Bang Theory

 

 

 

Foi divertido enquanto durou — verdade que para os brasileiros vai durar um pouco mais. Falo de The Big Bang Theory que chega ao fim nesta quinta-feira, nos Estados Unidos, quando vai ao ar o último episódio da série iniciada há 12 anos. Ao destacar o relacionamento de um grupo de amigos nerds, revelar a presença das mulheres nas ciências e fazer tudo isso com humor e ironia, a história criada por Chuck Lorre e Bill Prady alcançou um improvável sucesso, especialmente se levarmos em consideração sua longevidade. É a mais longa da TV americana.

 

O tema vem para esse nossa conversa com você — caro e raro leitor do blog — por uma cena que me enche de orgulho. Na temporada que foi ao ar, em 2011, a CBN foi protagonista do seriado — ao menos na versão brasileira. Durante conversa de três das meninas que fazem parte do elenco, ao se referirem a um namorado pouco inteligente, porém bonitão, elas recomendam a Penny que convide o rapaz a se informar mais e melhorar seu nível intelectual ouvindo a NPR — sigla da rede pública de rádio americana e considerada uma das mais qualificadas programações radiofônicas dos Estados Unidos.

 

Ao traduzir o diálogo para o português, a versão brasileira em lugar de usar “NPR” preferiu legendar “CBN”, com o intuito de simbolizar aos telespectadores uma sigla que tivesse aqui no Brasil o mesmo valor daquela que é sucesso nos Estados Unidos. Ou seja, considerou que CBN seria a melhorar maneira de traduzir credibilidade e qualidade no rádio.

 

Não bastasse ser fã da série — e estar ansioso pelo último capítulo que somente passará por aqui, em junho —, sou extremamente grato pela deferência, em nome de todos aqueles que ajudaram a construir a história da CBN.

 

O dia em que a CBN foi protagonista do The Big Bang Theory foi lembrado hoje no bate-papo do Hora de Expediente.

Sua Marca: para conquistar as mães é preciso uma história consistente e legítima

 

 

 

“Mães são exigentes e marcas que ganham o coração das mães são aquelas que de forma legítima, contribuem para que os filhos tenham uma experiência positiva. Ou seja, estão alinhadas ao propósito das mães” — Cecília Russo

 

As mulheres são responsáveis pela maior parte das decisões de compra no mercado e, portanto, um dos grandes esforços dos gestores de marcas é criar estratégias capazes de conquistar o coração delas. Sabe-se, porém, que apenas algumas empresas, produtos e serviços conseguem alcançar esse objetivo. No programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Cecília Russo e Jaime Troiano falaram dos aspectos que levam essas marcas a terem a preferência feminina.

  

 

No programa, Russo apresentou dados de uma pesquisa desenvolvida pela consultoria Data Miners, em 2017, que identificou quais as marcas que melhor conseguem traduzir o conceito de maternidade:

 

  • Johnson & Johnson
  • Pampers
  • Natura
  • Nestlé

 

E o que fazem essas marcas terem sucesso entre as mulheres, especialmente às mães?
 

 

 

De acordo com Troiano, o essencial é que as marcas construam uma história consistente e autêntica, demonstrando que essa relação com a mulher é permanente. Aproveitando a proximidade do Dia das Mães, alertou para o risco de se criar uma campanha oportunista: “não faça isso porque você vai pagar caro por essa estratégia”.

  

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN, e tem apresentação de Mílton Jung

Mundo Corporativo: LinkedIn identifica quatro tendências no ambiente de trabalho

 

 

“Essa inteligência emocional se mostra cada vez maior, é normal as pessoas serem contratadas pelas suas habilidades técnicas e serem demitidas por falta de habilidade interpessoais” — Milton Beck, LinkedIn

As principais tendências no ambiente de trabalho foram identificadas pelo LinkedIn através de pesquisas com 5 mil profissionais de RH e analisando o comportamento dos usuários da rede. E esse foi o assunto da entrevista com Milton Beck, CEO do LinkedIn na América Latina, no programa Mundo Corporativo, da CBN. O executivo também apresentou algumas dicas para quem pretende aproveitar melhor a rede de relacionamento profissional.

 

Quatro tendências apareceram em destaque no estudo apresentado pelo LinkedIn:

 

  1. Competências interpessoais
  2. Flexibilidade no trabalho
  3. Políticas antiassédio
  4. Transparência salarial

 

Acesse a pesquisa 2019 Global Talent Trends report

 

Em relação a profissionais que gostariam de ter maior destaque e aproveitar as interações possíveis no LinkedIn, Milton Beck apresentou as seguintes sugestões:

 

  1. Use uma foto profissional
  2. Mais do que dizer onde trabalho, diga o que conquistou
  3. Seja avaliado pelos colegas por suas competências
  4. Publique o seu conteúdo
  5. Leia o conteúdo dos outros
  6. Participe de grupos de discussão
  7. Identifique as empresas que estão alinhadas com você

 

“Lembre-se que o LinkedIn não é um depositário de currículo, mas para construir networking”, diz Beck.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook e no perfil @CBNOficial no Twitter. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 22 horas, em horário alternativo; ou em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

 

Sua Marca: respeite o tempo de adoção de inovação do seu cliente

 

“Cada um de nós tem uma compulsão interna para adotar ou não novos hábitos, novas coisas que mudam a nossa vida” —- Jaime Troiano

A ansiedade de algumas marcas em desenvolver inovações e levá-las ao mercado para obter a adesão dos clientes o mais rapidamente possível pode prejudicar o desempenho de produtos e serviços. O alerta é de Jaime Troiano e Cecília Russo, que conversaram com o jornalista Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na rádio CBN.

 

Troiano e Russo destacaram teoria desenvolvida pelo professor de psicologia Everett M. Rogers batizada de difusão de inovação ou curva de inovação, que separa as pessoas em cinco grupos conforme o tempo que costumam levar para aderir às novidades:

Inovadores/Entusiastas (2,5%) — os primeiros a aderirem a uma novidade

 

Primeiros adeptos/Visionários (13,5%) — se caracterizam por serem líderes de opinião

 

Maioria inicial/Pragmáticos (34%) — fazem aquisição de novos produtos apenas após observar a experiência dos visionários

 

Maioria tardia/Conservadores (34%) — tendem a resistir mais às mudanças e não gostam de correr riscos

 

Retardatários/Céticos (16%) —- relutam em mudar, muitas vezes por falta de informação.

Conforme estudo realizado por Roger, a curva que leva o seu nome ficou assim dividida:

640px-Diffusionofideas

A onda azul da imagem representa os grupos de consumidores e a linha amarela é a quota de mercado que adere às inovações —- quando o produto chega a atingir os 100% significa que chegou ao ponto de saturação do mercado.

Por que é importante entender essa lógica do consumidor?

 

Quando uma empresa traz uma inovação, a Curva de Rogers ajuda a planejar como será a aceitação dessa inovação e a pensar como serão os resultados e a receita futura.

“As empresas às vezes têm ansiedade de avançar nessa curva em um ritmo digital —- sim, tem jeito de acelerar isso, mas é preciso entender o limite das próprias pessoas”— Cecília Russo.

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã.

Conte Sua História de São Paulo: um fusca embrulhado para presente

 

Por Célia Corbett
Ouvinte da CBN

 

 

Essa história aconteceu em maio de 1971. Éramos uma família recém-chegada ao bairro de Higienópolis, na Avenida Higienópolis esquina com a Rua Sabará, no Edifício Parque Higienópolis, um edifício pomposo de 21 andares e novinho em folha. Éramos meu pai, Helio Ferrari, três filhos, Márcia, Carlos e Célia e meus avós paternos, Anna e Francisco.

 

Meu pai já havia decidido presentear o Carlos que havia passado no vestibular para cursar a faculdade de engenharia, no Instituto Mackenzie. O Carlos sempre foi um ótimo aluno, rapaz correto e filho amoroso que merecia um bom presente, mas Sr. Ferrari era um pai prestimoso e queria que o presente fosse entregue literalmente embrulhado.

 

Sr. Ferrari poderia dizer: — “Carlos, vamos à concessionária da Rua Maria Antonia buscar seu fusca”. Mas, ele era um pai muito especial e estava presenteando um filho do qual muito se orgulhava. Foi quando me passou a missão: — “Filha, embrulhe o carro de seu irmão para presente com laço e tudo”.

 

Sr. Ferrari foi para o centro da cidade trabalhar na Rua Conselheiro Crispiniano. O Carlos foi para bem longe, uma vez que meu pai lhe deu uma tarefa deveras difícil para executar e eu meio atônita, fui providenciar um grande lote de papel celofane azul.

 

Unknown-2

Seu Ferrari entrega o presente para o filho Carlos em foto da família

 

Missão dada, eu, de joelhos colei uma folha à outra no chão da garagem do prédio onde morávamos e onde o fusca já estava. Ninguém entendia nada, papel para todos os lados, uma trabalheira enorme. O pessoal do prédio — porteiros e faxineiros e condôminos — olhavam incrédulos para aquele trabalho todo. Seguiu-se o cuidadoso procedimento de embrulhar o Fusca para presente. Até aí funcionou tudo bem. Mas depois veio o laço, pois um pacote de presente que se preze tem que ter um belo laço, não é mesmo? E assim foi feito, um laço bem grande com papel celofane vermelho.

 

Sr. Ferrari sentou-se na sua máquina de escrever e datilografou uma carta temática como se o Fusca fosse um “gênio do bem” que chegaria para cumprir uma missão para o seu novo “amo”.

 

Assim era um trecho da carta:

“Sou “AZUL DIAMANTE” porque venho do Céu.
Sou novo cheio de vida e esplendor para melhor servir ao meu AMO e SENHOR.
Sei também que meu AMO e SENHOR tem pela frente uma longa jornada Porém, aqui estou para ajudá-lo e incentivá-lo em todos os momentos que for necessário. A partir de hoje sei que receberei um novo nome, porém, não medirei esforços para mantê-lo sempre a altura do meu AMO e SENHOR.
Certeza também tenho que sempre nós nos entenderemos e cumpriremos nossos deveres. Agradeço ao meu Pai por esta magnífica e, desde já, gloriosa missão.
Seu novo servo
AY – 9044”

Quando o Carlos voltou já estava tudo pronto, carta escrita, chaves separadas, fusca embrulhado para presente e máquina fotográfica preparada. A entrega do carro ocorreu com toda a pompa e circunstância que haviam sido meticulosamente idealizadas e preparadas por meu pai e por mim. Quem não estava esperando tudo isto era o Carlos e não é difícil imaginar a emoção que envolveu este fantástico acontecimento familiar. Tudo aconteceu no bairro de Higienópolis, precisamente no dia 2 de maio, quando o Carlos completava 19 anos.

 

Eu sou a Célia, hoje eu tenho 64 anos e o Carlos, 66. Tenham certeza que essa história está guardada no melhor lugar dos nossos corações.

 

Célia Corbett é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Venha participar desta série e envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: o líder espiritualizado humaniza a relação de trabalho, defende Adílson Souza

 

“A gente não pode trabalhar em qualquer empresa porque boa parte delas não conversa com a gente. E boa parte das empresas que são gigantes, que está no mercado há muito tempo, não estão mais atrativas para os novos líderes” — Adilson Souza, consultor

A necessidade de se construir uma nova forma de liderança, que não considere apenas a ideia de bater metas e alcançar resultados financeiros, tem levado profissionais de diferentes áreas a rediscutir processos e comportamentos dentro do ambiente de trabalho. O consultor Adilson Souza se dedica a desenvolver a visão de que as empresas e seus colaboradores têm de ser comandadas por profissionais que exercitem o que ele batizou de “liderança espiritualizada”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Souza falou desse tema:

“Você tem lá um executivo que bateu 30% além da meta que foi estabelecida, só que metade do time foi para a enfermaria e metade foi para o concorrente. A liderança mais espiritualizada é como eu potencializo meu time para alcançar o melhor dos resultados”

Autor do livro “Liderança e espiritualidade — humanizando as relações profissionais”, Souza convida os lideres, novos e antigos, a revisarem seus comportamento para criarem ambientes de trabalho mais saudáveis. Uma mudança que, segundo ele, exigirá, dos profissionais aprendizado constante:

“O líder que não está disposto a aprender, o modelo dele já não serve mais”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial e pelo Facebook da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo e a qualquer momento em podcast, no site ou no APP da CBN. Colaboraram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.