O que o ouvinte da CBN faz quando está no carro

 

 

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O carro ainda é extensão de nossas vidas e dentro dele passamos parte do dia em deslocamento nas cidades, mesmo que uma série de inovações e campanhas por mudanças de hábito estejam em andamento. Interessada em descobrir o que costumamos fazer enquanto dirigimos – e dedicamos parcela importante do nosso dia nesta tarefa – a Citroen realizou estudo mundial no ano passado e pretende usar este conhecimento para direcionar o desenvolvimento interior dos seus novos modelos.

 

 

Apesar de a pesquisa ter sido divulgada em setembro de 2016, sites brasileiros voltaram a tratar do tema nesta semana e o assunto foi motivo de conversa, nesta terça-feira, no Hora de Expediente, quadro que apresento com Dan Stulbach, José Godoy e Luis Gustavo Medina, no Jornal da CBN. Além de uma bate papo divertido, o assunto mexeu com os ouvintes da rádio que compartilharam conosco o que costumam fazer enquanto estão no trânsito.

 

 

Conforme a pesquisa da montadora, os brasileiros são os que mais tempo ficam dentro dos veículos ao longo da vida: 4 anos e 11 meses. E refém desta situação, a maioria passa o tempo cantando suas músicas favoritas, o que não surpreende. Como o resultado é baseado em respostas de motoristas e caronas, talvez seja motivo de melhor investigação a informação que a segunda atividade que mais realizamos enquanto dirigimos é agradecer a outros motoristas. Você acredita nessa? Em terceiro lugar no ranking nacional, muito mais crível, apareceu o hábito de falar sozinho. Quem não faz isso?

 

 

Se você quer o resultado completo do trabalho realizado pela Citroen, pode acessar este link. Mas, antes, siga até o fim do texto porque vou apresentar agora o resultado da enquete que realmente nos interessa, que foi realizada com os nossos ouvintes e da qual participaram 141 pessoas.

 

 

E como são nossos ouvintes o que mais eles poderiam dizer que costumam fazer enquanto dirigem: ouvem a CBN, lógico. Que baita orgulho, hein! Com variações sobre o mesmo tema, 36% disseram que acompanham nossa programação como atividade preferencial:

 

 

“Amo conversar com o rádio, principalmente com vc Milton e com a CBN. Participo de todas as entrevistas, dou opinião, sugiro o que tem que ser feito, porém, é uma pena que não sou ouvida …. rsrs” – Adriana Natale Cera

 

“Acho muito bom quando você o Dan, o Luiz Gustavo e José Godoy se reúnem! O humor sarcástico de seus convidados me diverte muito! Respondendo sua pergunta, é disparado que o que mais faço quando estou em meu carro de manhã é ouvi-los aí na CBN e conversar com vocês ao mesmo tempo, ainda que não saibam disso. Já, no período da tarde, é escutar música, xingando ao mesmo tempo a “cambada” de mal educados no trânsito aqui de Goiânia. Que stress, viu!” – Raquel Canella

 

Os motoristas cantores também apareceram em destaque na enquete, ficando em segundo lugar com 14% das preferências.

 

“Além de cantar muito e alto, eu toco vários instrumentos imaginários, principalmente bateria e guitarra!” – Victor Triverio

 

“Eu danço sertanejo, então eu pego batidas com as mãos e com as viradas de cabeça….isto é viciante kkkkk” –  Felipe Mattos

 

Em terceiro um empate entre respostas politicamente corretas e outras nem tanto: 10% dos ouvintes disseram que quando estão no carro apenas dirigem e ficam atento ao trânsito em função dos muitos riscos que enfrentam; já outros 10% garantem que o melhor a se fazer é “limpar o salão” – se é que você me entende. Isso mesmo, ficam cutucando o nariz. Só não explicaram onde a sujeira vai parar. Será que as montadoras tem uma solução para este hábito?

 

“Sem dúvida, cutucar o nariz, tirar meleca e fazer bolinhas” Cláudio Santana

 

Falar sozinho que pode ser tão estranho quanto cantar apareceu em quinto lugar na nossa classificação com 8,5% da preferência dos motoristas:

“Vou falando o trajeto tipo GPS humano” – Rita Loureiro

 

“Geralmente eu tento conversar com meu marido, mas ele fala pouco então é meio que estressante…” – Daniele

 

No elenco de respostas encontramos ainda ouvintes religiosos que passam o tempo no trânsito rezando ou conversando com Deus; os vaidosos que lixam as unhas e passam o rímel; os apaixonados, que aproveitam para beijar; os irritados que xingam motoristas que consideram mal-educados; e as celebridades:

 

“Tiro selfies ! – Deylor Pires

 

Aliás, está é uma curiosidade: apesar de sabermos que hoje é comum assistirmos aos motoristas consultando o celular ao mesmo tempo que rodam na cidade, exceção a um ouvinte ninguém mais se entregou cometendo esta irregularidade.

 

No estudo de comportamento da Citroen, o hábito também não apareceu, porque a montadora francesa preferiu deixar a resposta fora da pesquisa com a intenção de não incentivar um costume extremamente perigoso.

 

Uma coisa que descobri ao ler atentamente cada uma das mensagens enviadas ao Jornal da CBN foi que alguns motoristas – no caso, algumas motoristas – aproveitam para “dar uma cantada”.

 

Depois de ouvir que o Dan Stulbach, enquanto dirige, gosta de dar beijos, hábito que aparece entre os cinco mais comuns entre os motoristas brasileiros, leia o que escreveu a Cynthia:

 

O Dan quer uma carona? – Cynthia Santos

 

Beijos a vocês todos que aceitaram participar desta brincadeira no Jornal.

 

Amanhã tem mais!

Cinco coisas chatas quando você sai de férias (e volta)

 

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Estar de volta ao trabalho é sempre um prazer, desde que se goste muito do que se faz. É o meu caso. Por isso, madrugar nesta terça-feira para estar à frente do Jornal da CBN foi uma tarefa agradável, depois de duas semanas de férias.

 

No período em que estive distante do trabalho, aproveitei o que pude cada momento. Especialmente para descansar.

 

Li alguns livros, como de costume. Bebi e comi. Descansei mais um pouco. Fiz passeios por lugares interessantes ao lado da família e sem nos impor uma agenda turística muito intensa. Ou seja, evitamos o excesso de programas e deslocamentos que costuma deixar o viajante mais cansado do que relaxado.

 

Faço esse introdutório para que ninguém pense que sou um chato de galocha daqueles que reclamam de tudo e de todos. Agora, e imagino que você me dará razão no que escreverei a seguir, tirar férias gera algumas situações incomodas.

 

A primeira que listo – e isso não quer dizer que é a mais chata, apenas que foi a que me veio à memória no momento em que escrevo – está relacionada as poltronas de avião. Atravessei o Atlântico em direção à Europa. Portanto, foram mais de 11 horas de voo até o destino final.

 

Fico imaginando quem desenhou aqueles assentos. E bastam alguns minutos no ar para entender porque não temos na lista dos mais renomados designers do mundo nenhum projetista de poltrona de avião. Claro que a situação piora com o espaço que a fabricante de aviões, com a anuência da companhia aérea, oferece para os passageiros. Mas mesmo que você tenha a sorte de marcar assento na saída de emergência ou decida pagar um pouco mais por algo que chamam de “espaço conforto” (ou qualquer outro nome criativo), é impossível relaxar naquelas cadeiras. Quem descobrir uma poltrona de avião que não faça mal às costas, me avise. Não vale a da primeira classe.

 

E como o tema é tamanho, sigo na minha lista de coisas chatas que acontecem nas férias. Antes de sair do Brasil, aluguei um carro para quatro pessoas e três malas. Um modelo que se encaixasse na categoria de “carro grande”, como informava o site de buscas de preços e serviços que consultei. O modelo que aparece na imagem nunca é o mesmo que está à disposição; sem contar que jamais se encaixa no seu conceito de carro grande. Portanto, você e as bagagens só vão caber lá dentro após um esforço extra da família, bancos rebaixados e malas espremidas.

 

O terceiro item da minha lista está diretamente relacionado a compra das passagens e do aluguel do carro. A tecnologia nos permite consultar vários sites que agregam preços de companhias aéreas, locadoras de carro e hotéis, além de programas turísticos. Minha experiência mostra que esses serviços facilitam a compra e costumam oferecer preços razoáveis. Também mostra que depois do negócio fechado, eles nunca mais soltam o seu pé. Além de receber uma quantidade enorme de ofertas por e-mail, basta abrir um site para você se deparar com um banner deles relacionados a sua viagem, sempre propondo mais uma ótima oportunidade, sugerindo um novo roteiro e atrás do seu dinheiro. Sem contar os infalíveis feedbacks: o que você achou da sua experiência? Mas por que está dando nota 0 para o serviço? Como podemos tornar sua vida melhor? Nunca mais mandando nenhum email, por favor!

 

Emails? Claro, eis aí outro item para minha lista de coisas chatas durante as férias. Por mais que você programe sua caixa de correio eletrônico, eles não param de chegar. Ao abrir a minha, havia cerca de 4 mil a espera de uma resposta. Apagar todos de uma só vez pode parecer uma solução. Mas como fica a sua consciência ao imaginar que no meio daquela quantidade enorme de mensagens pode haver ao menos uma realmente importante? As favas com a consciência. Em tempo: se você mandou algum nestes dias de férias e considerava importante, mande de novo, por favor. Já estou na ativa.

 

O quinto, último e não menos importante item da minha lista de coisas chatas nas férias é que elas um dia acabam e a conta chega. No cartão de crédito, debitado diretamente na conta corrente ou no boleto bancário, seja na forma que for, pagar é preciso: as passagens, o hotel, o carro alugado, as compras, almoços e jantares … Esse item pode ficar menos chato se você se programar bem, fizer uma reserva e mantiver o controle nos gastos. Prometo lembrar disso no ano que vem.

 

Tudo posto e listado, fique certo do seguinte: independentemente de qualquer uma dessas ou de outras chatices que você encontrar no seu caminho, tirar férias é muito bom. Tão bom que já estou louco para encarar poltronas apertadas, carros estreitos, emails lotados e spam na minha caixa de correio …

 

Até breve, férias!

Carteira de motorista e carro próprio deixam de ser símbolo de liberdade para os jovens

 

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(texto escrito originalmente no meu perfil do Medium)

 

Com 18 anos mal completados, lá estava eu na porta do centro de avaliação para fazer o teste que me permitiria receber a carteira de motorista — ou carta, como dizem aqui em São Paulo. Apenas algumas manobras depois, o fiscal perguntou se eu já dirigia anteriormente dado os cacoetes que apresentava na condução do carro. Sem muito constrangimento e até com uma ponta de orgulho, respondi que sim, pois fazia alguns anos que era testado pelo meu pai, inicialmente sentado no banco do carona e tendo o direito de segurar a direção enquanto ele controlava os pedais e a marcha. Demorou um pouco para o pai me dar a chance de trocar as marchas no câmbio manual e, muito mais do que eu gostaria, para assumir o comando do carro definitivamente.

 

As oportunidades costumavam surgir aos sábados à noite quando nós saíamos de casa, no bairro do Menino Deus, em direção a sede da rádio Guaíba, centro de Porto Alegre, onde o pai apresentava o Correspondente Renner. O passeio à noite era estratégico, pois o caminho estava geralmente livre.

 

O prazer de sentar no banco do motorista, engatar a primeira marcha e comandar o carro por conta própria só apareceu mais tarde nas ruas praticamente vazias da praia que frequentávamos nos períodos de férias e mesmo assim sob o olhar atento e preocupado dele.

 

Na realidade, o pai repetiu comigo a mesma experiência que teve com meu avô quando aprendeu a dirigir. Apesar de um pouco ansioso, foi um excelente professor tendo me passado uma série de recomendações que mantenho até hoje. Por exemplo, foi ele quem me chamou atenção para quando tiver de ultrapassar um ônibus que esteja parado no ponto: “sempre há o perigo de um passageiro cruzar na frente do ônibus e atravessar a rua sem prestar atenção” — alertava. Para o motorista não ser surpreendido e reduzir o risco de atropelamento, ele ensinou-me a olhar por baixo do ônibus e ver se não havia nenhum pé se aventurando por ali.

 

Nós dois somos de gerações diferentes mas ambos nascidos em uma época em que o carro era objeto reverenciado e a carteira de motorista, sinal de liberdade. Não por acaso a minha primeira habilitação foi expedida três dias depois de completar 18 anos. Hoje, ele ainda admira mais os automóveis do que eu. Apesar de me considerar um “carro-dependente”, sou defensor do uso da bicicleta e do transporte público sempre que possível, impactado por uma mudança de consciência que vem surgindo em diferentes sociedades. E, claro, pelos enormes congestionamentos que tiram qualquer um do sério.

 

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Pesquisas não faltam para provar nosso desperdício de tempo:

 

Em outubro de 2015, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgou que pelo menos 31% das pessoas passam mais de uma hora no trânsito diariamente, percentual que chega a quase 40% nas cidades com mais de 100 mil habitantes.

 

Um mês depois, a Rede Nossa São Paulo e a Fecomercio mostraram que quem vive em São Paulo e dirige automóvel tende a perder, em média, 2h38 minutos, nos deslocamentos de casa para o trabalho, para a escola, para o mercado e para qualquer outro canto que se fizer necessário, no decorrer de um dia.

 

Metodologias à parte, uma e outra pesquisa ressaltam o que eu, você e toda a torcida do …. vá lá, toda torcida do Grêmio já perceberam: não dá mais para darmos continuidade a esta apologia do automóvel que marcou nossas gerações. E talvez por isso mesmo, não repeti a experiência do rito de “passagem do volante do carro” para os meus filhos.

 

Tenho a impressão, pelo que vejo em alguns jovens, incluindo os meus dois meninos — o mais velho já com a carteira de habilitação na gaveta e nenhuma intenção de dirigir, ao menos por enquanto -, de que atual geração começa a enxergar a relação com o carro de maneira diferente. Hoje, temos muito mais informações dos malefícios que os automóveis provocam no meio ambiente com aumento dos níveis de poluição e prejuízos à qualidade de vida.

 

Segundo o médico Paulo Saldiva, da Universidade de São Paulo, os gases tóxicos e a fuligem do escapamento dos veículos matam 4.600 pessoas por ano na capital paulista.

 

Se não mata, engorda — dizia minha mãe.

 

Isso mesmo, a poluição provocada pela circulação de carros e pela fumaça de cigarro, também, com suas partículas minúsculas e agressivas provocariam inflamações generalizadas e atrapalhariam a capacidade do corpo de queimar calorias. Ao menos é o que tenta nos convencer estudo do qual fez parte o professor Hong Chen, da Universidade de Toronto, no Canadá.

 

A preocupação com a saúde não é única justificativa para afastar os jovens dos carros. Eles também estão muito mais conectados, o que, em tese, reduziria a exigência de tantos deslocamentos pela cidade. E, a despeito da qualidade do transporte público, temos maior oferta de metrô e ônibus, além de os aplicativos terem deixado os táxis e os motoristas privados mais acessíveis.

 

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A dar respaldo para o que penso sobre a redução da dependência do carro, temos ainda trabalho apresentado durante o Simpósio de Engenharia Automotiva, realizado em São Paulo, em agosto do ano passado.

 

Após ouvir 404 estudantes, entre 18 e 25 anos, da capital e de Ribeirão Preto (SP), o jornalista Lupércio Tomaz, da rede social Campus Universitário, informou que 59% dos jovens entrevistados ainda não tinham carteira de habilitação. Verdade que desses, 95% disseram que pretendiam tirá-la um dia. Levando em consideração que todos já tinham idade para pegar sua carteira, os dados me levam a pensar que ao menos eles já não demonstram a mesma pressa que a turma da minha idade.

 

Dois outros aspectos interessantes que nos dão esperança de que começa a surgir um novo olhar entre os jovens quando o assunto é o automóvel:

 

Mesmo que tivessem dinheiro suficiente, antes de pensar em comprar um carro, os jovens que participaram da pesquisa disseram que preferiam fazer intercâmbio cultural, participar de algum outro projeto e viajar para estudar. Ou seja, colocaram o desenvolvimento pessoal acima do sonho do carro próprio que moveu muitos da minha geração (eu, inclusive!)

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Para 51% deles, o carro é visto como meio de transporte, portanto, se o querem é porque têm necessidades práticas. O melhor é que a maioria não cultiva mais a ideia de que o veículo simboliza a liberdade — apenas 18% concordaram com esse pensamento -, o que demonstra que estão buscando essa expectativa em outros caminhos.

 

Com todas as ponderações que se deve fazer diante de estudo que se restringe a um grupo de pessoas, em duas localidades apenas, o que impede que se conclua que esta seja a visão de toda população jovem brasileira, me parece evidente que há mudanças na relação dos mais novos com o automóvel. A velocidade com que essa transformação ocorre no Brasil apenas não é maior porque o investimento em transporte público ainda é baixo e a política de incentivo do uso do carro prevalece na maior parte das cidades brasileiras.

Range Rover Evoque, o luxo inglês agora conversível

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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A montadora britânica Land Rover acaba de lançar o novo Range Rover Evoque Convertible, chamado de “primeiro SUV compacto de luxo conversível”. O modelo é baseado em sua versão de três portas, mas ao invés do teto rígido, traz uma capota elétrica que é recolhida em 18 segundos e erguida em 21 segundos.

 

Design, requinte, sofisticação sem jamais deixar de pensar na segurança: em caso de capotamento, um sistema automático leva apenas alguns segundos para levantar duas barras atrás da segunda fileira de bancos para proteger os passageiros.

 

O Evoque Convertible fará sua estreia durante o Salão de Los Angeles, e começará a ser vendido no Reino Unido em 2016, e posteriormente deve chegar ao mercado brasileiro.

 

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Será que o modelo de luxo conversível terá que enfrentar a Crise no Brasil?

 

Ao que os números indicam, o modelo da montadora britânica tende a ter suas vendas bem sucedidas no Brasil. Se por um lado o mercado automotivo de massa vive um momento péssimo por conta da situação do país, o mercado de alto luxo nesse segmento vai muito bem, obrigado. De acordo com dados do jornal O Estado de São Paulo, as marcas BMW, Audi e Mercedes-Benz, que juntas dominam 70% do mercado automotivo de alto padrão no Brasil, venderam cerca de 14 mil unidades de janeiro a abril, o que representa um crescimento de 18% somente nesse período. São veículos com preços que variam de R$ 96 mil a R$ 960 mil reais.

 

Seguindo os números acima, certamente o Evoque Convertible terá sucesso de vendas no país. O preço internacional do veículo é a partir de USD 50 mil (cerca de R$ 200 mil). Se pensarmos nos impostos que incidem nos produtos importados no Brasil, certamente o veículo terá um valor de venda bem acima desse montante, ou seja, “acessível” a poucos e privilegiados consumidores.

 


Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Os meus carros e algumas transgressões

 

Por Milton Ferretti Jung

 

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Promessa é dívida. Se alguém leu o texto que produzi, na semana passada, postado na última quinta-feira,dependendo da idade do leitor,talvez nunca tenha visto, nas ruas de Porto Alegre,o carro francês que ilustrou o que escrevi. Tratava-se de um Citröen,novinho em folha,com o qual os meus pais,para minha surpresa, foram visitar-me no Colégio São Tiago, em Farroupilha,onde estava internado. Eu estudava em uma escola marista,em Porto Alegre. Essa,no meio do ano, costumava dar apenas quinze dias de férias aos seus alunos, coisa que me irritou e levou-me a concordar em ser internado. Seja lá como tenha sido, arrependimento à parte, tive o meu primeiro contato com o automóvel novo do meu pai no São Tiago. Fui e voltei nele de casa para a escola e vice-versa.

 

Todas as vezes que ia para casa por pouco tempo, na hora de retornar à escola eu sempre criava um caso. O seu Aldo,meu pai.descobriu um modo de me levar para Farroupilha sem choradeira:me deixava dirigir o Citroën.

 

Não se espantem: eu sentava bem perto dele,o suficiente para que pudesse lidar com a direção. Depois de um ano e meio,voltei para casa. Aos poucos,o meu pai foi me deixando controlar o acelerador, depois, passar para o lugar dele,eu no lado esquerdo,ele, como carona,no direito. Aos domingos,consegui tomar conta do carro com a desculpa de que iria apenas até a Igreja do Sagrado Coração de Jesus para assistir à missa. Se o seu Aldo soubesse que eu ia para a Carlos Gomes correr com o Citroën de uma ponta à outra, ida e volta,não acreditaria.

 

Sempre passava pela igreja no fim da missa para não gerar desconfiança ao meu pai. Em um certo domingo,vi uma vizinha saindo da missa e resolvi lhe dar carona. Vai daí que, ao abordar o último cruzamento antes da minha casa,um táxi, cuja marca não lembro,mas um carro bem forte,bateu no para-lama traseiro do Citroën. Quando parei em casa,papai estava na porta. Precisei mostrar-lhe o estrago,que não chegou a ser grande,mas… O meu pai me deixou um bom tempo sem o “francesinho”,como eu havia apelidado o nosso carro.

 

Na ocasião, eu ainda não possuía carteira de motorista porque estava somente me aproximando dos dezoito anos. A primeira providência que tomei ao completar a maioridade foi pedir ao papai que me emprestasse o Citroën a fim de que eu pudesse ir até o Palácio da Polícia. Em uma de suas dependências os candidatos a tirar carteira de motorista mostravam se estavam aptos para dirigir um veículo.

 

Não se espantem,novamente: ninguém me acompanhou,coisa que tive de fazer quando os meus filhos prestaram exame de sinais e mostraram que sabiam dirigir. Um guarda aproximou-se de mim e mandou que eu entrasse no Citroën. Obedeci e ele me ordenou que desse uma volta na quadra ou algo assim,não lembro bem. Recordo-me –isso jamais esquecerei– que após rodar muito pouco, o inspetor tirou do bolso um livreto no qual estavam impressos os sinais de trânsito. Pensei:agora,ficarei sabendo se passei no exame ou rodei. O policial civil, calmamente, passou o livreto às minhas mãos,disse-me quanto esse custava e me encaminhou para um gabinete em que a minha carteira estava prontinha para ser usada.

 

Faz algum tempo,quem pretendia seguir dirigindo,era obrigado a fazer um exame, proposto em um computador,visando a saber se continuava apto para ter sua carta aprovada.Sofri mais nesta do que no meu primeiro exame.E saibam que me exercitei muito para não cometer erros fatais.

 

Volto ao Citroën para recordar que o “francesinho” morou vinte anos na casa paterna. Já casado e pai de três filhos,comprei-o do avô deles em módicas prestações e levei o automóvel para pintar e recuperar a parte mecânica. O meu pai nunca decidiu dar a segunda mão na pintura opaca com a qual ele desembarcou e foi direto para a revenda de um “cavalheiro” que ficou de pintar o Citroën com o preto brilhante. Seria a sua tinta original,não fosse o fato de o Snizek, essa a revenda Citroën e esse o sobrenome do empresário, “esquecer” da pintura capaz de deixar o automóvel bem mais bonito. Seja lá como tenha sido,após o “tratamento” que deram na oficina especializada em chapeamento e pintura, deixei-o em uma oficina especializada em radiadores. Rodei mais um pouco com o carro e tive de parar na Rua Washington Luiz: abri o capô e o automóvel foi coberto pela fumaça provocada pelo excessivo calor do motor. O seu Aristides, mecânico, que era nosso vizinho e onde eu guardava o Citroën,deu um jeito visando a minimizar o estrago sofrido pela máquina.

 

Só então,após ter perdido a paciência com o já velhote “francesinho” e seus muitos percalços,pus o Citroën à venda. Um dos técnicos da Rádio Guaíba e meu colega,resolveu comprar o automóvel,mesmo sabendo que seria arriscado. Não me perguntem por quanto o vendi. Nessa altura,o meu pai já havia concordado em comprar um Volks novinho em folha. As trocas por Volks zero quilômetros foi quase anual. O seu Aldo Jung dirigiu automóvel até perder a confiança em si próprio. Ah,desulpem-me: ia esquecendo que, se não estou enganado,a cada ano ou pouco mais do que isso,o meu pai comprava um Volks novo e eu ficava com os que, agora, são chamados de seminovos.

 

Antes,porém,dessas rápidas trocas de um Volks por outro Volks e assim por diante,Pedro Pereira,que aprovei na condição de chefe dos locutores da Rádio Metrópole e,mais tarde,facilitei o seu ingresso na Guaíba,depois que ele trabalhou na Difusora,levou-me à Copagra,onde achei um Gordini que me agradou e o qual comprei. Fiquei com esse carrinho por um tempo razoável e não me arrependi. Era valente e me serviu direitinho.

 

Tenho mais assuntos sobre carros novos e usados,mas vou pedir ao Mílton,comandante deste blog,que me dê um descanso (risos). Vou,com Malena,ver o que o homem que está assumindo a Presidência da Argentina e que já deu um trato em Buenos Aires,quando foi prefeito da Capital,fará para o seu país. Gostei de saber que,antes mesmo de comandar o seu país,não vai aceitar que a Venezuela continue fazendo parte do Mercosul,algo sem nenhum sentido,principalmente por ser governado por um ditador.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Os carros de meu pai e algumas transgressões

 

Por Milton Ferretti Jung

 

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Meu pai teve automóveis mesmo antes de eu me conhecer por gente.O primeiro dos quatro carros que ele adquiriu foi um DKW.Que eu saiba, arriscou-se a dirigir sem haver chegado a tirar carteira de motorista. Na época em que ele estreou na direção, o número de automóveis era bem menor e,segundo imaginei,somente se papai não tivesse sorte ao cometer a transgressão de trânsito, seria parado por um policial. Não tenho ideia,porque estava com menos de cinco anos quando tomei conhecimento desse episódio, do que moveu o meu velho a “desafiar” a lei. O seu Romualdo Alcides,nome que lhe deram os seus pais e que era por ele odiado,tanto que logo passou a ser reconhecido por seu Aldo, faço questão de dizer, era um homem que não cometia irregularidades. Apenas cheguei a conhecer o DKW porque o meu pai possuía uma Agfa,excelente máquina fotográfica alemã,que guardaria para a posteridade ótimas fotos da minha família. Muito mexi nela,mas nunca me atrevi a usá-la. Era guardada a sete chaves,num armário cheio de livros,alguns deles rigorosamente proibidos para alguém que era visto como criança. A máquina fotográfica durou,na família Jung,bem mais do que o DKW. Esse perdeu a vez quando foi vencido por uma lomba de barro vermelho,que eram muitas naquele tempo,em Porto Alegre, Hoje,nem consigo adivinhar onde se situavam. Quem conheceu a capital do Rio Grande do Sul na mesma época em que nasci – 1935 – talvez consiga se lembrar das lombas que se transformaram em bairros.

 

Minha irmã nasceu quatro anos depois de mim – 1939 -, ao mesmo tempo,mais ou menos,o seu Aldo comprou um flamante Chevrolet,zero quilômetro. Possuo fotos tiradas por meu pai, da minha irmã rechonchudinha,sentada no capô do carro paterno, novinho em folha,e eu ao lado do automóvel. A Segunda Grande Guerra começou quando Mirian mal tinha nascido. O Chevrolet,como todos os veículos automotores,não poderia circular pela cidade tendo gasolina como combustível. A guerra cortou esse “barato”:quem quisesse rodar tinha de se valer do gasogênio. Tal combustível necessitava de uma ventoinha para que começasse a funcionar. No frio,era um horror: a geringonça não tinha pressa. E,ainda por cima,não era bem-vinda pelos veículos motorizados. O meu pai se negou a usar gasogênio em um carro recém importado dos Estados Unidos. O coitado foi posto sobre cavaletes mirins e,com alguma frequência,punha-se para virar o motor à gasolina. Em 1945 a Segunda Grande Guerra terminou.

 

Não sei quem inventou que os automóveis pudessem ser vendidos pelos americanos por bons preços. Não era verdade. O seu Aldo,que havia vendido o Chevrolet e pensava comprar um carro dos Estados Unidos,não sei por qual razão,voltou-se para o mercado automobilístico francês. Vai daí, que comprou um Citroën do ano, ou seja,1947. Eu estava no Colégio São Tiago,internado e,em consequência,revoltado. Somente na Páscoa era permitido que eu visitasse meus pais e meu irmão e a irmã. A decisão de me manter,mesmo na Páscoa,em Farroupilha,sede do internato,foi tão mal recebida por mim,que os meus pais decidiram rever a situação.

 

Dali para a frente,sempre que eu tivesse de retornar ao colégio depois de algum volta à casa paterna,era levado de Citroën. O meu pai – não pensem mal dele porque os tempos eram outros – me dava a direção do carro. Para tanto,tinha de ficar no meio dos bancos e assumir a direção do carro. Depois disso,comigo já de volta a Porto Alegre,sempre que se viajava para cidades próximas,eu dominava um pouco mais o “francesinho”. Isso durou algum tempo,mas,bem antes dos 18 anos,mesmo que sempre acompanhado pelo pai,eu dirigia o Citroën. Fico por aqui porque restaram mais episódios nos quais os carros paternos – uma série de Fuscas – tiveram de me aturar.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Lei combate desmanche ilegal de peças no Rio Grande do Sul

 

Por Milton Ferretti Jung

 

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“Autopeças sem procedência serão destruídas como sucatas”

Esta manchete de Zero Hora,com certeza,mesmo sem ser absolutamente tranquilizante para os motoristas gaúchos, eu entre eles, permite que vejamos mais do que apenas uma luz no fim do túnel:a Assembleia aprovou projeto de lei visando combater desmanches,o que,até agora,facilitava o furto e o roubo de veículos no nosso Rio Grande Amado. O Governador do Estado, José Ivo Sartori,deve,sem tardar,regulamentar e sancionar a lei que,a meu juízo,diminuirá, consideravelmente,os atraentes desmanches.

 

Corríamos constante perigo com essa prática nefasta da bandidagem. Roubos e furtos levavam os transgressores,inclusive,ao latrocínio,bastando que os motoristas resistissem quando assaltados,especialmente nas ruas com semáfaros ou se aproveitando do descuido de quem dirige nesta cidade e,como não,nas interioranas,nas quais o policiamento é precário,problema que afeta,principalmente,os municípios mais pequenos.

 

O número dos veículos desmanchados é assustador,segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito. 210 empresas estão em processo de regularização a fim de que possam desmanchar veículos sem infringir a lei. Passarão a ser conhecidas como Centros de Desmanche Veicular. Por enquanto,existem,no mínimo,cerca de 1,3 mil estabelecimentos ilegais no Rio Grande do Sul. É fácil imaginar-se quantas peças são negociadas por ferros-velhos e muitos que fazem clonagens completas. Em sua matéria sobre desmanches,José Luís Costa,repórter de Zero Hora,escreve que é comum o assassinato de motoristas. Em média,98 veículos caem nas mãos de ladrões,no Estado. Isso por dia,o que chama a atenção para o perigo que corremos ao dirigir. Havia até uma gangue especilizada no roubo de carros esportivos.

 

Para que a nova lei dos desmanches entre em vigor basta regulamentar alguns pontos do projeto,repito,sancionado por Sartori e
aprovação da Assembléia Legislativa.

 

Espero que todos nós possamos,finalmente,dirigir um carro sem ter de enfrentar os problemas criados pelos caras que se dedicaram até agora a encher os seus ferros-velhos e oficinas de veículos roubados para os entregar aos safados que os desmancham.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

 

A foto deste post é do álbum de ClicPhoto Studio, no Flickr, e segue as recomendações de criação comum

De pegadinha milionária

 

Olá,

 

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hoje é sábado, e faltam poucas horas para eu enviar meu texto para o Mílton postar aqui no blog.

 

Poderia começar dizendo que é difícil encontrar assunto e escrever semanalmente sem cansar o leitor com meu estilo, mas eu gosto tanto de escrever, de falar e de pensar, que não sei o que seria se mim, se não pudesse rabiscar meus sentimentos nesta página imaterial onde tenho escrito há tanto tempo.

 

Essa manhã, fui dar aulas num bairro bem distante do meu, e resolvi ir de carro. Tenho usado muito transporte público, mas tem vezes que me ofereço uma dirigida pela cidade. E essa “dirigida” saiu cara!

 

Logo depois que o prefeito atual desta cidade resolveu mexer na velocidade permitida nas ruas, por tudo o que é canto, e pintar e bordar, literalmente, sem um projeto de quem realmente sabe o que está fazendo – para isso vamos às Universidades e quebramos o pescoço de tanto estudar – e sem discussões públicas, coisas que eu imagino devam ser feitas quando se mexe no cotidiano e no hábito dos habitantes que pagamos o seu salário, diga-se de passagem. Tem placas de 30 até 70 Km/hora ziguezagueando por vias, ou pela mesmíssima via, e eu nem saberia descrever o caos que é dirigir hoje nesta cidade engessada. Virou a esquina? O radar te pegou, porque o limite de velocidade mudou! Há!

 

… mas nas duas primeiras vezes que usei o carro, logo depois da doideira instalada em cada via, a cada velocidade diferente – deve ser a diversidade que agora está na crista da onda – já levei duas multas.

 

Moro na Vila Andrade, e para chegar ao meu Hortifruti favorito, preciso pegar a Guilherme Dumont Villares. Desde que eu me mudei para este bairro, o limite de velocidade para veículos nessa avenida, assim como em tantas outras vias da mesma importância, era de sessenta quilômetros por hora.

 

Saí de casa toda faceira, com minhas sacolas floridas, e lá fui eu. Não ultrapassei os sessenta por hora, cuidadosa. Fui ao Hortifruti, passei momentos deliciosos comprando minhas frutas, legumes, boa carne e outras gostosuras que não dá para ficar sem, e na volta, na mesmíssima via pela qual tinha ido, voltei.

 

Pá! Na minha cara, no primeiro quarteirão, uma placa de limite de velocidade de 50 Km. Não! logo a seguir dois enormes radares gulosos, escandalosos e vergonhosos, miram e fotografam teu carro e a placa dele. E você recebe, logo a seguir, um aviso em casa, te informando de que foi pega pelo radar. Trouxa!.

 

Quer dizer que quem vai paga para ir e voltar? Nem uma plaquinha pequeninha para avisar quem vai, que a velocidade mudou? Num percurso de não mais de seis quilômetros a gente tem que ser assaltada assim, a vias armadas?

 

Valha-me Deus!

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Maserati e Zegna combinam elegância e dinamismo em moda e automobilismo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Ermenegildo Zegna e Maserati criaram uma coleção especial de acessórios de moda em homenagem ao lançamento da participação da empresa italiana de alta-costura no interior de novos modelos do fabricante de carros, o Maserati Ghibli e o Quattroporte. A coleção inclui casacos em couro, tênis de edição especial, lenços de seda, itens de marroquinaria e óculos de sol dobráveis.

 

Mestres artesãos de Zegna criaram um tecido de seda pura com um impacto visual extremamente elevado para o cockpit e assentos dos dois modelos que unem estilo e exclusividade. O tecido combina a sensação de suavidade suave com a aparência elegantemente técnica para entregar dinamismo e um toque contemporâneo, encontrado nos modelos mais emblemáticos da Maserati.

 

No mercado do luxo, é comum o uso do co-branding, estratégia usada por Zegna e Maserati há alguns anos e agora em novos modelos também. A prática consiste no desenvolvimento de um projeto unindo duas marcas com o objetivo de valorizá-las e fortalecê-las ainda mais.

 

O co-branding é uma das ferramentas mais importantes para posicionar a imagem de uma empresa que atue no luxo. Tem sido explorado com frequência no cenário competitivo global, em que cada vez é mais difícil diferenciar-se diante de consumidores extremamente exigentes.

 

A união parece mais do que perfeita: de um lado um dos ícones da moda de luxo no mundo e de outro um ícone do design automotivo de alto luxo. Parceria perfeita! Que visa reforçar valores, herança, história e tradição – algumas das premissas das marcas de luxo.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Desafio Intermodal chega a 10a. edição com bicicleta e moto mais eficientes

 

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Será realizado hoje, o 10º Desafio Intermodal da Cidade de São Paulo. O ponto de partida será a Praça Gal Gentil Falcão, na Avenida Eng. Luis Carlos Berrini, no Brooklin, com chegada em frente à Prefeitura de São Paulo(Centro), distante cerca de 10 quilômetros. Neste ano, participarão pessoas com bicicleta, carro e moto, que são os mais usados modais individuais, além de ônibus, trem e metro, que são os principais modais coletivos. Haverá, mais uma vez, participante fazendo o trajeto exclusivamente a pé (caminhando ou correndo), assim como patins, skates, ciclistas com bicicletas dobráveis compartilhando o transporte público.

 

O Instituto CilcoBr, que organiza o evento, preparou uma análise comparativa sobre os resultados registrados nos nove anos de Desafio que reproduzo, em parte, aqui:

 

Apesar do tempo ser o principal indicador para avaliar o desempenho de um modal, também levamos em conta os gastos dos modais com combustível e estacionamento, além da quantidade de poluição que o mesmo emitiu, portanto nem sempre o veículo mais rápido pode ser considerado o mais eficiente, até porque alguns modais mais rápidos possuem custos extremamente elevados (como o Helicóptero por exemplo) o que inviabilizaria a popularidade do mesmo, ou seu uso como uma alternativa eficaz para solucionar os problemas de congestionamentos das nossas cidades. 

 

Embora haja vários critérios para se avaliar, nessa análise feita por nós do Instituto CicloBR, vamos nos concentrar apenas no tempo dos modais mais utilizados e de acesso mais comum. Abaixo uma breve análise que realizamos quando comparamos o desempenho dos principais modais já testados nos Desafios realizados pelo CicloBR.

 

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Com base nesse gráfico, podemos analisar que desde as primeiras edições, tanto a bicicleta (seja por vias rápidas ou mais tranquilas), como a moto, foram infinitamente mais eficientes que o carro, que raramente fez seu deslocamento em menos de uma hora.

 

Nos primeiros anos, os participantes escolhidos, tanto para a bicicleta como a moto, eram pessoas que não tinham esses modais como principais formas de deslocamento, ainda assim conseguiram ser mais eficientes que o carro no quesito tempo. A partir de 2009, passamos a colocar ciclistas menos experientes por vias tranquilas e mais experientes por vias rápidas, escolha natural da maioria dos ciclistas que trabalham ou já trabalharam realizando entregas (também conhecidos como “Corriers”). O mesmo fizemos com os motoqueiros, quando não trabalham como motoboys, são motociclistas que usam seu veículo diariamente como forma de deslocamento.

 

Essa escolha acabou gerando uma relativa “disputa” entre esses dois modais, mas também serviu para mostrar a viabilidade desse serviço de entrega de documentos, que atualmente em São Paulo é monopolizados pelas motos.

 

Acesse aqui o estudo completo desenvolvido pelo Instituto CicloBr