Mundo Corporativo: Ricardo Geromel fala dos novos negócios da China

 

 

“Não só ver a China como um mercado para importar produtos baratos e geralmente de baixa qualidade — como era no passado. Mas ver a China como pera aí, o que é que está acontecendo no futuro que ainda não chegou aqui? … e a gente fazer um colar e copiar, tropicalizando ou se inspirando em algumas ideais. E os grandes empresários brasileiros e do mundo inteiro estão fazendo isso” – Ricardo Geromel, empreendedor

A China tem 202 startups avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares — são empresas de capital fechado conhecidas pelo nome de unicórnio. Aqui no Brasil, o número de unicórnios não chega a dez.

 

As empresas chinesas levaram, em média, quatro anos para alcançar a essa marca, sendo que 42% delas ganharam o status em menos de dois anos —- um processo que leva, em média, sete anos, nos Estados Unidos.

 

Esses são alguns números que mostram a velocidade com que o ecossistema de startups se desenvolve na China, segundo Ricardo Geromel, CEO da StartSe, empresa criada em Minas Gerais e com escritório em Xangai, articulista da revista Forbes, nos Estados Unidos, e autor do livro “Bi.lio.ná.ri.os”.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, ao programa Mundo Corporativo, Geromel disse que a boa notícia é que as bilionárias empresas chinesas estão em um processo de internacionalização e interessadas em novos negócios no mundo, o que abre perspectiva de parcerias com empreendedores brasileiros. Ao mesmo tempo, ele chama atenção para a necessidade de se aprender com as estratégias usadas pelos chineses:

“O que eu diria que é o essencial: o chinês tem o tal do yin e yang, ele consegue funcionar a longo prazo executando no curto prazo; então, comece a criar relações com os chineses, eles nunca gostam de fechar negócios na primeira reunião, a primeira reunião é para a gente se conhecer”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter (@CBNoficial) ou na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, domingos, às 10 da noite, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Kirklewski e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: relacionamento profissional é determinante para quem busca emprego, diz Guilherme Fernandes

 

 

“Vá atrás de promover o seu conhecimento, adquirir maiores conhecimentos através de networking, as pessoas são imprescindíveis para isso, não existe inteligência artificial que substitua” —- Guilherme Fernandes, Alexander Hughes

Setenta por cento das contratações de altos executivos são resultado da rede de relacionamento profissional que deve ser construída ao longo da carreira e não apenas no momento em que se busca a transição para outro cargo. A informação é de Guilherme Fernandes, sócio e CEO da Alexander Hughes, especializada em recrutamento de executivos, que foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da CBN.

“Essas vagas tem de ser prospectadas pelos executivos, e isso é através de networking, conversas, apresentações, simpósios, feiras, e todo o tipo de evento onde a pessoa possa se mostrar, perder a vergonha, partir para o ataque e mostrar quem ele é e onde ele pode ajudar as empresas”

Fernandes conta a experiência de um profissional que usava o saguão do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para se relacionar com outras pessoas e investia em uma estratégia muito mais simples e barata do que se poderia imaginar: puxava conversa com todos aqueles que sentavam ao lado dele, sempre atento as oportunidades que aquele novo contato poderia gerar.

 

Com esse exemplo, o CEO da Alexander Hughes ressalta que os profissionais que estão em transição de carreira têm de ter planejamento, proatividade e dedicar muitas horas do seu dia na busca de um novo posto, cumprindo horário e tarefas como fazia na época em que ocupava um cargo de liderança na empresa.

 

Uma palavra de ânimo aos executivos que perderam o emprego após os 50 anos: é preciso entender que o momento é diferente assim como a realidade salarial, mas que as empresas têm interesse na sua experiência.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, às 8h10 da manhã, aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast e no canal da CBN no You Tube. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Bianca Vendramini e Débora Gonçalves.

Campeões da consultoria

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Vicente Falconi, o mais eminente consultor brasileiro da atualidade, deixará até o fim do ano a empresa que fundou — o Instituto de Desenvolvimento Gerencial. A consultoria foi fundada por ele e José Martins Godoy, com quem dividiu por longo tempo a direção. Cabia a Godoy a administração e a Falconi a parte técnica. Aos 77 anos, Falconi sairá da operação e venderá suas ações em obediência a norma por ele criada com o intuito de abrir espaço aos novos talentos.

 

 

A trajetória do INDG foi significativa e basta citar que Jorge Paulo Lemann e Abílio Diniz colocam Falconi como um dos responsáveis pelo sucesso que ambos alcançaram.

 

 

Com Lemann, a história começou pelas mãos da secretária nacional da Economia Dorothéa Werneck, muito preocupada na época com a defasagem da indústria brasileira. Ao receber Marcel Telles, que foi solicitar autorização para aumento de preço, ela perguntou como estava a qualidade-total na Brahma e ouviu que a cerveja estava boa. A ministra explicou que não era essa a questão e sugeriu que Marcel procurasse Falconi. Por educação, Marcel procurou Falconi. Se conectaram. Estava iniciada a relação do INDG com aquele que se tornaria o mais proeminente grupo empresarial brasileiro.

 

 

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A saga de Falconi está bem contada no livro de Cristiane Correa: “Vicente Falconi o que importa é o resultado”. Uma história que se mistura a saga brasileira corporativa e burocrática ao citar casos significativos de empresas e governos. Fica aqui um convite à leitura, e segue abaixo alguns flashes da obra de Vicente Falconi.

 

 

Assista à entrevista da jornalista Cristiane Correa sobre o livro que foi ao ar no programa Mundo Corporativo.

 

 

O professor Falconi, acadêmico rigoroso, era ao mesmo tempo discípulo da simplicidade.

 

 

Cartesiano, ele tinha um método simples para obter resultado:

“É entrar em uma empresa e buscar números, fatos e dados. Sem “achar” nada”.

Seguindo essa linha, absorveu dos japoneses a forma dos 5S e do americano William Edwards Deming  e do romeno Joseph Moses Juran o PDCA, a base da qualidade-total que alavancou o Japão. Completava seu sistema com a introdução de metas. E com método e metas ,conseguiu extraordinários resultados.

O 5 S:
— Senso de utilização: separando o útil do inútil, separando o desnecessário
— Senso de arrumação: ordenação do ambiente de trabalho
— Senso de limpeza: manutenção do local de trabalho limpo
— Senso de saúde e segurança: ambiente favorável a execução do trabalho
— Senso de autodisciplina: garantir o uso de todos os sensos

O PDCA
–- Plan, Do, Control, Action, ou seja, planejar, executar, controlar e agir corretivamente. A ciência deste processo está na repetição e disciplina

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ALGUNS PRINCÍPIOS DE FALCONI

— Sem medição não há gestão
— 3 a 5 metas para cada chefia
— Problema é a diferença entre a situação atual e a meta
— Liderar é bater metas
— Desculpas são patéticas
— Alta rotatividade é inaceitável

Esse sistema levou ao sucesso grande contingente de organizações sob o seu comando.

 

 

Curiosamente, em relação a INDG a operação não permaneceu em céu de brigadeiro. E se pegarmos os casos McKinsey e Michael Porter, identificaremos um padrão inesperado, pois todos estes campeões da consultoria tiveram dificuldade em aplicar neles próprios os remédios que receitaram e executaram com sucesso em seus clientes.

 

 

McKinsey teve problemas como CEO da Marshall Field, empresa têxtil. Michael Porter ao lado do sucesso como expert em Estratégia fechou, em 2002 a consultoria Monitor, fundada em 1983.

 

 

A fala de McKinsey é emblemática:

“Nunca antes, em toda a minha vida, soube como era muito mais difícil tomar decisões empresariais próprias do que aconselhar os outros a respeito do que fazer”

Ficamos então com as questões:

 

 

Quem ensina precisa saber fazer para si mesmo?
Falconi, McKinsey e Porter são padrão ou exceção na execução?

 

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: invista tempo e energia naquilo que você é bom, sugere Eduardo Ferraz

 

 

“Nenhum de nós tem mais de cinco tarefas importantes no trabalho, no emprego ou em uma carreira; quem tem cinco atividades e não gosta de três, vai ter uma carreira medíocre”— Eduardo Ferraz, consultor.

A personalidade do ser humano é como um prédio, tem características estruturais que não mudamos, por isso temos de nos esforçar para mexer no acabamento. Para isso, é necessário identificar os pontos fracos e fortes e investir tempo e energia para melhorar aqueles aspectos em que já somos bons. É o que defende o consultor Eduardo Ferraz, entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN. Como essa discurso, Ferraz busca desmentir o mito de que as pessoas podem fazer qualquer coisa desde que queiram fazê-las:

“A gente consegue mudar o acabamento —- a pintura, a decoração, os eletrodomésticos — mas não muda o prédio de lugar”.

Autor do livro “Seja a pessoa certa no lugar certo”, Eduardo Ferraz fala de estratégias que devem ser adotadas pelos profissionais para progredir na carreira, como aprimorar o autoconhecimento no que identifica como as cinco grandes dimensões que compõe a personalidade:

1. Conheça seu perfil comportamental
2. Descubra o que o motiva
3. Identifique seus principais talentos
4. Aprimore suas atitudes
5. Corrija seus pontos limitantes

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Mundo Corporativo: sem confiança não tem venda, diz Ciro Bottini

 

 

“Sem confiança não tem nada. Você pode ser muito bom, um conhecedor técnico do produto, maravilhoso, se não transmitir confiança não vende, não fecha negócio. E a confiança a gente transmiti no olhar, nas palavras, no gestual, tem de transmitir confiança” —- Ciro Bottini, apresentador

Confiança nunca faltou ao comunicador Ciro Bottini. Ao menos é a ideia que se tem depois de mais de meia hora conversando com ele sobre a carreira e técnicas de vendas. Na entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, Bottini contou curiosidades vivenciadas ao longo de 24 anos como apresentador do canal de vendas Shoptime. Atualmente, ele também realiza palestras para equipes de vendedores e outros profissionais, mesmo porque entende que todos, em algum momento, temos de saber vender alguma coisa:

“Todo mundo vende; tudo na vida é venda; e todo mundo é vendedor. Somos todos vendedores. Essa é a minha frase, lema: somos todos vendedores. Não é só o vendedor que vende, não. O engenheiro vende, o arquiteto vende, o médico vende, o contador vende. O diretor da empresa vende”.

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Mundo Corporativo: Luciano Salamacha diz que as pessoas subestimam o que podem fazer

 

 

“Muitas vezes as pessoas passam a acreditar menos em si mesma diante de uma situação que elas mesmas criam e que quando acordam, quando ressignificam, quando dão um outro significado para aquela mesma situação percebem que estavam se boicotando, que estavam muitas vezes subestimando o que podem fazer” —- Luciano Salamacha, consultor de empresa

As pessoas são seduzidas por problemas a todo instante no ambiente de trabalho, mas a intensidade desses problemas pode ser reduzida consideravelmente desde que o profissional atue de forma planejada e mantenha um nível mental otimista. A constatação é do consultor de empresas Luciano Salamacha, professor da FGV e fundador da Escola do Pensar na ESIC, instituição focada em comportamento humano e gestão.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Salamacha falou fez recomendação às pessoas dispostas a empreender:

“O empreendedor sempre terá o direito e até mesmo o dever de ir contra a regra vigente. Um plano de negócio é uma tentativa de diminuir a margem de erro ou potencializar a margem de acerto, mas vai ter sempre aquela expressão lá do intimo da pessoa em dizer eu vou encarar, porque risco é subjetivo”

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Mundo Corporativo: as dicas de Alex Szapiro, CEO da Amazon Brasil, para empresas e profissionais

 

 

“Além da formação técnica, além da faculdade, eu acho que tem um outro ponto que a gente tem de estar se reinventando. A reinvenção, ela é constante, até pela questão da longevidade. Esse é um tema muito presente inclusive hoje no Brasil com a reforma da Previdência, eu diria que as pessoas não podem parar de estudar” — Alexander Szapiro, Amazon Brasil

A experiência da maior empresa de comércio eletrônico do mundo pode ajudar empreendedores dos mais diversos portes a melhorar sua performance, seja usando sua plataforma seja replicando seu conhecimento. Por isso, o Mundo Corporativo foi entrevistar Alexander Szapiro, CEO da Amazon Brasil, que falou sobre oportunidades de negócios e de carreira. Para ter ideia, a Amazon está contratando aqui no Brasil e Szapiro diz o que a empresa busca em seus novos funcionários:

“Entre uma pessoa que fez um mestrado e uma pessoa que saiu mochilando um ano pelo mundo, ambos tem valores muito parecidos. A informação técnica é importante mas a informação de vida, a experiência, a diversidade que você adquire faz com que as pessoas tenham ponto de vistas distintas e ajuda no debate”

O executivo da Amazon diz que o que leva o consumidor a fazer a primeira compra online é a confiança, por isso é fundamental que as empresas que atuam nesse setor e dependem da logística devem “prometer o prazo certo, mesmo que esse prazo talvez em um primeiro momento não seja o ideal”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, Szapiro também sugeriu que os empreendedores invistam em duas características:

1. Coragem — às vezes, é preciso fazer coisas que a gente não se sinta pronto.
2. Pensamento em longo prazo — ajuda a tomar decisões que muitas vezes podem parecer que não fazem sentido agora mas que trará resultados mais à frente.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, na página da CBN no Facebook e no Twitter (@CBNOficial). O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, às 22 horas, em horário alternativo.

Mundo Corporativo: o líder espiritualizado humaniza a relação de trabalho, defende Adílson Souza

 

“A gente não pode trabalhar em qualquer empresa porque boa parte delas não conversa com a gente. E boa parte das empresas que são gigantes, que está no mercado há muito tempo, não estão mais atrativas para os novos líderes” — Adilson Souza, consultor

A necessidade de se construir uma nova forma de liderança, que não considere apenas a ideia de bater metas e alcançar resultados financeiros, tem levado profissionais de diferentes áreas a rediscutir processos e comportamentos dentro do ambiente de trabalho. O consultor Adilson Souza se dedica a desenvolver a visão de que as empresas e seus colaboradores têm de ser comandadas por profissionais que exercitem o que ele batizou de “liderança espiritualizada”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Souza falou desse tema:

“Você tem lá um executivo que bateu 30% além da meta que foi estabelecida, só que metade do time foi para a enfermaria e metade foi para o concorrente. A liderança mais espiritualizada é como eu potencializo meu time para alcançar o melhor dos resultados”

Autor do livro “Liderança e espiritualidade — humanizando as relações profissionais”, Souza convida os lideres, novos e antigos, a revisarem seus comportamento para criarem ambientes de trabalho mais saudáveis. Uma mudança que, segundo ele, exigirá, dos profissionais aprendizado constante:

“O líder que não está disposto a aprender, o modelo dele já não serve mais”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial e pelo Facebook da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo e a qualquer momento em podcast, no site ou no APP da CBN. Colaboraram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: em franquia, é preciso estar pronto para seguir padrões

 

 

“Antes de você empreender, olhe para dentro de si, pergunte se você está preparado. Não para seguir ordens, mas para seguir padrões, porque franquia é isso, eu tenho de seguir padrões” — Sidney Kalaes

A maior parte das lojas que você encontra no shopping center e mesmo nas ruas de comércio é franquia e isso acontece porque esse mercado oferece maior segurança aos empreendedores. A opinião é de Sidney Kalaes — que lidera grupo que reúne cinco marcas de franquia — entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Kalaes identifica características necessárias para quem pretende empreender e chama atenção para a necessidade de os donos de franquias e os franqueados realizarem um trabalho em parceria para que o negócio realmente tenha o retorno esperado:

“Franqueado tem esse papel de colaborar e nós franqueadores temos de ter a humildade de escutar o franqueado, porque muitas vezes o franqueado tem ideias fantásticas e ele tem medo de expor, ou tem medo que o franqueador se apodere dessas ideias e fique para ele”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às 11 horas, às quartas-feiras, com transmissão em vídeo no Twitter e no Facebook da rádio CBN. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e está disponível em podcast. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Débora Gonçalves e Izabela Ares.

Mundo Corporativo: “tem hora de ralar e tem hora de colher”, ensina Max Gehringer. Qual é a sua hora?

 

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Mílton e Max bate papo descontraído em evento da CBN Foto: CBN

 

“É muito importante começar cedo, ter experiências, que não sejam imorais e ilegais, mas ter experiências; e conseguir o primeiro emprego o mais rápido possível, mesmo que seja uma atividade assistencial, uma ONG, onde aprende-se o que é disciplina, respeito, o que é organização”— Max Gehringer

Aos jovens que ainda planejam sua carreira mas também àqueles que já se perguntam quando vai chegar a hora de parar. Aos profissionais que estão empregados, mas em dúvida se o caminho que percorrem é o correto, e aos que, fora do mercado de trabalho, pensam quando surgirá a oportunidade para voltar. Max Gehringer, comentarista da rádio CBN, falou para todos os públicos, deu dicas importantes de carreira, identificou alguns comportamentos comuns do ambiente de trabalho e deixou conselhos incríveis sobre a nossa vida —- tudo isso durante conversa que teve com os ouvintes, em um bate-papo, mediado por Mílton Jung, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, em São Paulo.

 

Ouça aqui o podcast com a entrevista completa de Max Gehringer

 

Em meio a todo conhecimento apresentado, Max contou histórias de sua carreira e de outros profissionais que cruzaram seu caminho, compartilhou com o público lições que recebeu dos seus pais e fez tudo isso ao longo de uma hora e meia de conversa sempre de maneira divertida:

“A hora que a gente perde o bom humor, a gente perde a essência, que nos faz ter vontade de voltar para trabalhar no dia seguinte”.

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Público lotou o deck da Livraria Cultura Foto: Vitor Santos/Ouvinte

 

Max diz nunca ter perdido a vontade de trabalhar, pois sempre buscou fazer algo novo na carreira, desde que se iniciou como locutor de rádio, na cidade de Jundiaí, onde nasceu; depois na indústria de alimento, onde teve sua primeira oportunidade como “chefe”, aos 21 anos, e se transformou em presidente; até quando decidiu que se dedicaria a escrever, o que acabou abrindo portas para as redações de revista, rádio e TV. Mesmo assim, defende que temos de nos preparar para encarar uma fase que muitos nunca param para pensar:

“Eu acho que existe uma coisa que todo mundo deveria pensar e eu acho que ninguém pensa que chama desaceleração programada. É preciso que haja um momento em que eu perceba que o meu preparo físico não era o que eu tinha nos meus 18 anos”.

Para ele, a desaceleração se iniciou quando foi presidente de empresa pela segunda vez, pois percebeu que, a partir dali, seria “mais do mesmo” e precisava encontrar outro caminho na vida. Max contou que é comum no meio empresarial ouvir executivos que anunciam que “agora chega, daqui três ano vou parar” —- um discurso que se repete ano após ano, sem que nunca o profissional consiga se desligar da carreira.

“É perfeitamente possível ter uma carreira profissional de muito sucesso e uma excelente qualidade de vida, mas nunca as duas coisas ao mesmo tempo … é bíblico, ao menos era o que estava escrito no rascunho: “tempo de ralar e tempo de colher”. Existe um tempo para cada coisa”

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 10h30 da noite, em horário alternativo; e está na lista de podcast da CBN.