Censo da hepatite dá com nariz na porta

O início do “Censo da Hepatite” frustrou os organizadores em São Paulo. A equipe formada por oito profissionais de saúde se deparou no primeiro dia de visita com problemas típicos das grandes cidades: medo da violência e desordem urbana. No bairro de Pinheiros, uma das 60 áreas escolhidas pelos pesquisadores, a primeira casa visitada não abriu a porta. O morador disse que nunca havia ouvido falar do censo e se negou a participar. Na segunda, o que deveria ser uma casa, segundo dados do Censo Demográfico do IBGE, já havia se transformado em loja de equipamento de reabilitação. A partir desta sexta, vão mudar a estratégia para dar continuidade a pesquisa que se iniciou no nordeste e já passou pelo centro-oeste e Distrito Federal.

Pesquisadores da USP vão coletar os dados na capital paulista. Os moradores devem responder a um questionário sobre os hábitos da família, informando, por exemplo, se passaram por transfusão de sangue. Depois, a equipe vai coletar amostras de sangue de todos os integrantes da família e enviar para análise no Instituto Adolpho Lutz. Se der negativo, uma carta será enviada, qualquer problema detectado fará com que a família volte a receber a visita do agente de saúde.

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