As informações para a investigação sobre o envolvimento da Máfia dos Bingos com a Máfia dos Fiscais podem ser encontradas no trabalho realizado pelo Instituto de Criminalística “Perito Criminal Dr. Octávio Eduardo de Brito Alvarenga” de São Paulo. Caso a prefeitura paulistana tenha interesse em descobrir quem seriam os quatro fiscais que mantinham contato com o advogado Jamil Chokr deve solicitar a Corregedoria de Polícia os laudos com nomes e telefones que fazem parte da agenda do radiocomunicador (Nextel) usado pelo homem-bomba.
É um catatau de papel com listas e mais listas que mostram as relações de Chokr com policiais civis, federais, técnicos do Instituto de Criminalística (sim, ele também conhecia as pessoas que faziam perícia nas máquinas de vídeo-bingo e caça-níqueis) e fiscais das subprefeituras de Vila Mariana e Pinheiros.
Para não perder tempo em meio a papelada, a prefeitura pode solicitar os laudos com o levantamento das ligações recebidas e realizadas pelo advogado Jamil Chokr que levam os números a seguir:
01/020/28728/2007
01/020/28729/2007
Os documentos estão em poder da Corregedoria da Polícia em segredo de justiça, portanto o secretário municipal das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, deverá encontrar a mesma dificuldade que diz ter tido quando procurou a Polícia Federal. O órgão tem em pastas a degravação das conversas telefônicas obtidas na Operação Xeque Mate que, também, apontam indícios de envolvimento da Máfia dos Bingos com a Máfia dos Fiscais.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), poderia convocar a base governista para propor a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara Municipal que investigaria as suspeitas e teria maior facilidade para obter os documentos protegidos por sigilo de justiça. A alegação de que o legislativo municipal já tem a CPI dos Jogos Eletrônicos não convence, pois a comissão foi criada com outro objetivo, investigar a sonegação de pagamento de ISS pelos estabelecimentos comerciais que têm máquinas de vídeo-bingo e caça-níqueis, a não ser que os vereadores aceitem a manobra juridicamente arriscada de mudarem o foco da CPI.
Em tempo: com exceção da Subprefeitura da Sé nenhuma outra está sendo investigada, seja em inquérito policial seja em sindicância interna.
Isso vem de décadas atrás, desde o jogo do bicho. A Erundina não fez nada, A Martaxa não fez nada. Com certeza, o Kassab fará e SP se livrará da máfia dos fiscais.