De Roma (de olho em Buenos Aires)

A foto é do autor do texto, Julian Gallo, aos 6 anos
Lembro-me das sessões de slide na sala de casa, a familia em volta da mesa baixa, alguns atirados no sofá e o resto da turma sobre o tapete. Já havíamos decorado a ordem das imagens, mas sempre nos divertíamos como se fosse a primeira vez. Tinha uma que minha irmã odiava, e sempre que aparecia lhe tirava um sorriso amarelo.
Dia desses tentei rever, ao lado de meu irmão, algumas daquelas imagens. O reprodutor exalou cheiro de queimado e slides entortaram. A maioria está salva para a gente rir das nossas roupas, cabelos e poses. Ainda bem.
O arquivo fotográfico tornou-se mais simples com a digitalização, e em uma armadilha que pode condenar nosso passado, como alerta o jornalista argentino Julian Gallo. Especialista em assuntos de tecnologia, ele chama atenção para um cuidado especial que devemos ter com nossas fotografias, em texto publicado no blog Mirà (www.juliangallo.com.ar)
Diz um dos trechos:
Temos que entender muito claramente que a função de um album online como Flickr não é conservar fotos, e, sim, ajudar a compartilhá-las, ajudar que os outros as vejam. Nada mais. Porém, é inquietante descobrir que as fotos digitais desaparecem sem demasiadas explicações.
Leia o artigo Hay que imprimir la memória fotográfica acessando o link abaixo e aproveite para conhecer muito mais deste interessante argentino (que, além de tudo, é torcedor do Boca Junior):
http://www.juliangallo.com.ar/2007/07/hay-que-imprimir-la-memoria-fotografica/