Vizinha do aeroporto de Congonhas desde 1954, Lygia Horta é uma das mulheres que lutam para reduzir os riscos a segurança e a saúde provocados pelo excesso de aviões. Ela fundou a Associação dos Moradores do Bairro de Moema em 1987 e uma das metas era limitar o horário dos vôos.
Filha de um servidor público que trabalhou na construção do aeroporto, Lygia falou ao CBN SP que, há cerca de duas semanas, a associação obteve liminar que proíbe as empresas aéreas de operarem das 11 da noite às 6 da manhã. No entanto, a norma segue sendo desrespeitada.
Lygia Horta contou que, atualmente, fica deitada na cama, enquanto tenta dormir, anotando o número de vôos que chegam ou partem de Congonhas fora do horário determinado pela justiça.
Ouça a entrevista na qual Lygia Horta conta como era a relação da cidade com o aeroporto de Congonhas na década de 50:
Bom dia, Milton.
É muito triste tudo isso que vem acontecendo; essa tentativa de se tirar o corpo fora, fugir à responsabilidade.Cada situação – como essa da Lygia Horta, apagão, falta de comando, pressão da empresas aéreas, reforma mal feita na pista, etc……Será que os passageiros não tem uma, ainda que pequena, parcela de culpa pela liberação da pista? Ou aquelas cenas de selvageria, funcionarios sendo ofendidos e agredidos serviram para que? A pista foi liberada e agora? Será que vão voltar ao aeroporto para ofender e agredir novamente os funcionários que não tem poder de decisão algum sobre o que for?
Quando não se saber pedir, pleitear, não se pode reclamar do que se recebe.
Estavam preocupados com os próprios umbigos e exigiram (pediram)o errado.
Meus sentimentos aos familiares de todas as vitimas, porque as vitimas foram vitimas duas vezes. Da paranóia do querer voar a qualquer à qualquer custo de toda essa turba, e do acidente em si da aeronave da Tam.