Cidade Limpa: Eles cumprem a lei, seja lá como for

“Nair não se conformava. “Casei com um idiota”. Do outro lado da mesa, Toshiro jantava em silêncio. “Idiota”. Tudo porque, na noite anterior, quando os dois já se preparavam para dormir, o farmacêutico narrara à esposa sua idéia para se adequar à nova lei. Retiraria o nome e o símbolo da farmácia, mantendo apenas o “estacione aqui”. É quase impossível encontrar vaga em São Paulo, explicava. Logo, quando o motorista topar com um convidativo “estacione aqui”, vai embicar o carro na hora. Na hora. E aí, tchã-rã: já estará dentro da minha farmácia. Legal, não ? …”

O que a Nair pensou de tudo isto você lê no livro “São Paulo, Cidade Limpa”, de autoria de Gustavo Piqueira, e lançado pela editora Rexlivros, que mostra de maneira bem-humorada como os pequenos e médios comerciantes se viraram para ficar na lei.

Ouça a entrevista de Gustavo Piqueira, no CBN SP:

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