Termina amanhã o prazo para que os interessados em disputar cargos nas eleições municipais do ano que vem se filiem a algum partido. Ou troquem de partido. E os movimentos na política paulistana não nos deixam esperanças de dias melhores. Após as inúmeras críticas que parlamentares, seja no Congresso, nas assembléias ou nas câmaras municipais, têm recebido, os partidos em lugar de reforçarem seus quadros com sumidades na área social, política, educacional, por exemplo, preferem as celebridades.
Aqui no estado, “figurinhas carimbadas” das revistas de fofoca estão sendo procuradas pelos partidos para se filiarem, se lançarem candidatos a vereador e puxarem alguns votinhos para a sigla. A apresentadora de TV, ex-Big Brother Brasil, Sabrina Sato, é uma das mais requisitadas. O costureiro Ronaldo Ésper já tem partido. O empresário de casas de prostituição, que acaba de sair da cadeia, Oscar Maroni, anuncia que será candidato a prefeito.
Esta atitude explica em parte a frustração de gente que chega bem intencionada no parlamento e anuncia depois que não há como mexer nas coisas da cidade atuando dentro da Câmara Municipal, por exemplo. Eu lembro que há alguns anos foi o professor Francisco Whitaker que desistiu de continuar no parlamento municipal. Há duas semanas, conversei aqui em São Paulo com a vereador Soninha Francine, que se elegeu pelo PT e agora se transferiu para o PSB. E ela disse que não concorreria a reeleição no legislativo porque há uma cultura que impede mudanças ou dificulta estas mudanças. Lembrou que dificilmente projetos de lei de vereadores são debatidos no plenário, com o legislativo dando preferência ou atuando quase que exclusivamente nas propostas do Executivo. Prática, aliás, repetida na Assembléia Legislativa.
Caro Jornalista Mílton Jung,
Sou a favor da fidelidade partidária mas concordo que se alguém ainda vai se candidatar e muda de partido por convicção ideológica, é aceitável.
Creio que nessa situação, vale a pena até mesmo renunciar ao resto do mandato!
Em alguém que fizesse tudo de forma ética eu votaria!
Um Abraço!
Mas pq um candidato mudaria as suas convicções ideológicas depois de eleito? Não tem lógica. Sem partido ninguém se elege, portanto, o mandato é do partido. Quando alguém filia-se a um partido, ele sabe exatamente a filosofia do partido, ou será que alguém acredita que político é tudo “Sandy”?
Neste país só quem se elege é famoso, rico ou bandido. Basta ver os currículos dsponíveis!!!
A Vereadora Soninha deveria expor mais publicamente e com maior força, assim como os colegas que não conseguem passar seus projetos na câmara, a informação destes fatos que tem que se tornarem públicos quando ocorrerem, pois assim nós eleitores, contribuintes, possamos fazer histórico e julgamento do poder legislativo como um todo. Não dá prá ficar na bronca somente em situações pontuais de entrevistas. Use a força do poder da mídia.
Correção: a Vereadora Soninha foi para o PPS e não para o PSB. Obrigada.