Logo cedo a polícia de São Paulo estava na rua organizando barreiras nas principais vias da cidade e tornando ainda mais desorganizado o trânsito matinal. Na avenida Brasil, havia uns 15 homens de olhos bem abertos para os carros que passavam. Cinco ou seis motoristas haviam sido parados no momento em que cruzei por uma dessas operações. A maioria de terno e gravata com cara de quem sabia que perderia o dia de trabalho para dar explicações à autoridade militar.
Até aquele momento, não sabia qual a intenção dos policiais. Os carros e os caras parados não estavam de acordo com o perfil daqueles que costumam ser barrados. Não havia Brasília, Monza ou Chevette rebaixados com vidro completamente escuros escondendo negros de calça de cós baixo, boné de marca e tênis coloridos.
A explicação só veio mais tarde, após a reclamação de muita gente de que o trânsito em alguns pontos da cidade estava impossível. A polícia prestava serviço a Secretaria da Fazenda de São Paulo para combater a sonegação de IPVA. Foram 212 pontos de fiscalização em todo o Estado. Mais de 23.300 carros parados. E, segundo números oficiais, 1.826 motoristas foram flagrados com veículos registrados em endereços falsos, em outros estados.
Segundo a secretaria, entre 2006 e 2007, São Paulo deixou de arrecadar mais de R$ 1 bilhão por causa de licenciamentos realizados fora do Estado.
Antes de ser criticado pelos bloqueios que atravancaram a vida de muita gente na cidade de São Paulo, o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, acusou os Detrans estaduais e o Governo Federal de se negarem a passar informações sobre veículos de outras regiões que circulam em território paulista, durante entrevista concedida ao repórter Ádamo Bazani, da CBN.
O Departamento Nacional de Trânsito informou que não é obrigado a fornecer estas informações para São Paulo
As alíquotas do IPVA justificam a preferência de muitos motoristas e empresas pelos outros estados brasileiros. Enquanto em São Paulo, em média, o IPVA é de 4 por cento, Paraná cobra 2,5%, além de oferecer a possibilidade de parcelamento em seis vezes. Em Tocantis, a alíquota é zero para alguns veículos novos.
Milton,
O IPVA deveria ter uma alíquota única para todo território nacional, variando de valores de acôrdo com o tamanho/pêso do veículo. Já que os veículos pagam ICMS/IPI proporcionais aos respectivos valores, ao sairem das fábricas.
Ou seja, a título de exemplo, ter como base o “SM” (salário mínimo). Carro pequeno= 1,0 SM, carro médio=1,25 SM, carro grande=1,5 SM,…caminhão trucado=3,0 SM, independentemente do ano de fabricação dos mesmos. Afinal uma perua Besta zero ou a Kombi do Mestre HB ocupam espaços equivalentes nas vias.
E, destinar, pelo menos 75% da arrecadação para manutenção e melhorias das vias de rodagem.
Paulo Watanabe
bastava ir até o estúdio do sbt em osasco, divisa com o jaraguá, para ver que toda a frota de veículos que circulam por São Paulo é do Tocantins ou de Curitiba…
ou será que não se pode mexer com o Sr. Silvio?
abraço pra todos