Arte engajada reaproveita “lixo”


Olavo pinta bandeira em madeira velha

O vidro é a matéria-prima do gaúcho Marcos Freire. As madeiras velhas são base para o trabalho do paulista Olavo Campos. O meio ambiente preservado é a meta destes dois artistas que desenvolvem seus projetos em São Paulo.

Uma embalagem de maionese que seria jogada no lixo pela mãe, fez Marcos pensar na possibilidade de usar o material para brincar. Isto foi na época em que era garoto. Hoje, aos 44 anos, transforma o vidro em vasos, colares, luminárias, anéis entre tantos objetos que expõe em seu ateliê no bairro do Itaim, na capital paulista.

Para Olavo, a natureza era a solução para a falta de tinta nas pinturas feitas na época da infância em Tietê, onde nasce o principal rio do estado. Criava pigmentos de cores a partir da terra e das plantas. Hoje, aos 74 anos, se destaca pelas obras feitas sobre pedaços de madeiras que seriam jogados no lixo. Uma porta abandonada já é motivo de inspiração para o trabalho que apresenta em seu ateliê no bairro de Moema.

Marcos e Olavo têm o dom de reaproveitar material que, na maioria das vezes, vai atolar os aterros sanitários da cidade, transformando-o em arte.

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