Conexão Rio-SP: Motos sem carona e sem dinheiro

As motos estão no olho do furacão. No Rio, o governador Sérgio Cabral quer proibir o carona nas motocicletas para “combater a violência”. A idéia que ganhou força com o assalto que quase matou o filho do médio Lído Toledo já havia sido discutida na Câmara Municipal de São Paulo e aprovada pelos vereadores. Não virou lei porque a prefeita na época Martha Suplicy vetou. Agora, a turma quer derrubar o veto para “solucionar” o problema da violência.

Parece-me mais produtiva a fiscalização que o governo fluminense decidiu implantar para verificar documentação dos motociclistas que, ontem (10/01), parou mais de 1.700 motos e apreendeu 300.

A dor de cabeça dos motociclistas não se resume as idéias estapafúrdias dos agentes públicos, neste início de ano. A nova regra para a circulação que impõe o uso de selo do Inmetro e faixas luminosas no capacete não só aumenta o custo do pessoal como criou um problema extra: falta material disponível para que a lei seja cumprida.

O que dói no bolso, também, é o aumento de 38% no valor do seguro obrigatório para as motocicletas que tem de ser pago neste início de ano. Sobre este assunto tem informações extras nas notas mais abaixo do blog.

3 comentários sobre “Conexão Rio-SP: Motos sem carona e sem dinheiro

  1. Isto não é sobre este post.
    É sobre o problema do zoneamento do rodízio.
    Primeiro é bom notar que precisão é essencial.
    Só bobocas é que pensam, como um conselheiro entrevistado no ar, que ´se estiver mais ou menos claro onde é que há rodízio, já está muito bom e tem que continuar assim´.
    Só que direitos são direitos.
    Não são imaginação ou frutos de mentes deturpadas. Aliás bem pelo contrário.
    Há muito o que dizer a respeito e até mesmo o Vosso comentário usando o limite de velocidade nas ruas(que é regulamentado pelo Código Nacional de Trânsito, mesmo em situações onde não há sinalização e já prevendo este fato) é errôneo.
    No caso do rodízio, carissimo, não há ´características das ruas´ capazes de identificar quais fazem parte da zona restrita e quais ficam fora dela.
    Para quem se lembra do Coronel Fontenelle, há de se lembrar com saudades das qualidades profissionais daquela pessoa. Criou as rótulas e ´cercou-as´, bem como as áreas de estacionamentos.Se preciso continuo por email. Avise-me.

  2. Acho que os prefeitos do Rio de São Paulo só querem mesmo chamar a atenção para si com a ampla cobertura de mídia em torno desse assunto que não vai levar à nada, pois problemas de transito e violência carecem de medidas muito mais profundas e menos “pirotécnicas”.

  3. Querido Milton, me permita assim tratá-lo, pois lhe tenho muito carinho. É com prazer que lhe mando este pequeno comentário sobre o trânsito de motos no Rio e em São Paulo. Sou de Fortaleza, todavia, daqui, tenho a nítida sensação que de fato as autoridades destes Estados querem simplesmente destaque na mídia, pois ao caso, não há qualquer necessidade de atos pirotécnico que tentam alavancar tais senhores, mesmo porque, a roda já a muito tempo foi inventada, basta apenas ao caso, fazer valer a lei de trânsito existente, que já será suficiente. Ademais, eles não têm competencia legal para interferir ou legislar sobre a matéria. Concluo dizendo que, suas atitudes, deles, provorá problemas de outras ordens, as quais terão eles que arcarem com as consequencias. Um GRANDE abraço para você e seja muito feliz. Deus lhe abençoe e guarde.

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