Consórcio segue explorando relógios de rua, em São Paulo

A publicidade nos relógios e termômetros de rua vai permanecer pelo menos até o fim do ano, tornando-se um dos poucos espaços que resistiram à implantação da lei Cidade Limpa, em São Paulo. O Consórcio Publicrono continuará explorando o serviço após aceitar proposta apresentada pela prefeitura. O preço pago pelo grupo que era de R$ 500 para cada ponto foi reajustado em 49% e a empresa será obrigada a transferir até dezembro os equipamentos e a tecnologia para a manutenção deles. Além disso, terá de entregar um mapa identificando os 340 pontos em que os relógios estão funcionando, já que até hoje a administração municipal não tem esta informação.

A decisão de estender o contrato por mais um ano teria sido tomada para que a prefeitura pudesse assumir, após o afastamento do consórcio, o controle dos equipamentos que terão de se adaptar as regras do mobiliário urbano. Este projeto, que deveria ter sido apresentado em seguida a aprovação da Lei Cidade Limpa, ainda está em estágio embrionário. Nele é que estará definido como serão explorados, por exemplo, os abrigos de ônibus na capital.

Neste ano de eleição municipal talvez o ideal seja não encaminhar mesmo o assunto à Câmara de Vereadores, deixando para a próxima administração a decisão sobre o tema. Aliás, um assunto sobre o qual os candidatos a prefeito poderiam assumir compromisso durante a campanha eleitoral em vez de se limitarem ao “vamos discutir profundamente e com transparência o tema”.

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