Deixar o carro em casa é mesmo tarefa das mais complicadas, mesmo que aumente o investimento e o planejamento na área de transporte público. Haja vista, a resposta de alguns dos ouvintes-internautas que aceitaram responder seis das muitas perguntas elaboradas pelo Ibope e reproduzidas neste blog para pesquisa encomendada pelo Movimento Nossa São Paulo.
Para um dos participantes, que não deixou seu nome registrado, o paulistano gosta de ficar segregado dentro de suas máquinas poluidoras nas ruas da cidade. Houve quem, sem pestanejar, tascou um não não troco meu carro pelo ônibus, pelo metrô, seja lá pelo que for. A falta de credibilidade no sistema parece ser um dos problemas.
Ivone Rocha, orgulhosa de ser paulistana apesar de tudo, conta que já trocou. Desde que o metrô passa próximo da casa dela, abandonou o carro na garagem. O Washington, também. Não pelo ônibus, pela moto, alternativa para encarar o trânsito na capital paulista. Este trânsito, aliás, é que impede o Fábio de sentir orgulho por morar em São Paulo.
Aos ouvintes-internautas que leram a nota, um esclarecimento: estas são apenas algumas das questões feitas pelo Ibope de um total de 200 itens que foram analisados. Por isso, Kilder e Roberto, não precisam se preocupar que tanto os ciclistas como os pedestres estão em análise, também, neste trabalho que será apresentado daqui uma semana.
Milton, o transporte coletivo precisa de muita atenção, nós que necessitamos utilizar este serviço em horário de pico , sofremos, somos explimidos, empurrados, seja no ônibus, metrô e trêm.Resido em São Miguel Paulista e trabalho na região da av. Nove de Julho, quem mora nas regiões mais periféricas sofre mais, a dificuldade é maior, diariamente observo ônibus amarrotados em horários de picos, principalmente as linhas que utilizo.Há tempos resolvi deixar meu carro na garagem pois além de contribuir com o meio ambiente, as despesas são menores pois faço uso do bilhete único, uma coisa também é muito interessante quando utilizo o transporte coletivo, pois aproveito o tempo de espera e locomoção para ler e refletir.
abraços..
Marcos Paulo Dias
O carro é sinônimo de sucesso financeiro, status social e poder pessoal. Isso, para a maioria das pessoas, é muito para ser abandonado, em prol do uso do transporte coletivo.
Usuários de ônibus pedestres e ciclistas são vistos como pobres, fracos, e excêntricos fracassados sociais.
Além de melhorar o sistema de transporte público, e alternativo ao carro, na cidade, as instituições, governos, e imprensa têm um papel crucial em formar uma imagem positiva desses sistemas (ônibus, metrô, bicicleta, pedestre etc.) e mostrar a verdadeira e cruel face do uso intenso do veículo particular.
Olá Milton,
tentei trocar meu carro pelo transporte público paulistano mas infelizmente não é possivel, estou grávida de 5 meses e não existe o mínimo de respeito de nossos cidadãos, no onibus, as pessoas simplesmente abaixam a cabeça imaginando tirar a responsabilidade de ceder o assento. Recentemente fiz uma viagem para a Europa e usei muito o transporte público em vários países, e é imensamente distante de nossa distância a organização e qualidade, além do respeito do governo com seus cidadãos e destes com outros cidadãos!!!
Então não adiantajogar a responsabilidade no cidadão que paga bem caro seu IPVA para trocar deixar seu carro em casa se não existe condições minimas para isso, olha se eu pudesse deixar de perder 40 minutos presa dentro de um carro para percorrer 10 km seria maravilhoso
Pois é, Milton! A gente sente falta de iniciativas da Prefeitura no sentido de melhorar o sistema de transporte público. Na gestão do partido anterior (da Marta Suplicy), pelo menos tentaram fazer alguma coisa (certa ou errada) com a implantação do bilhete único, da ampliação dos corredores de ônibus e reformulação do sistema com a legalização das lotações. Nesta gestão o que se tem feito? Escrevo isto não como elogio a gestões anteriores, mas como cidadão que tem memória, para saber escolher, no mínimo, entre o menos pior na hora das eleições.
Todo mundo reclama que o metrô, trem, ônibus, são muito lotados, que não há respeito, que não funciona que é status ter um carro, que é fracasso andar a pé, que o transporte público precisa de investimento, bla, bla…
Alguém já parou na frente de um terminal de ônibus em horário de pico e contou de quanto em quanto tempo sai um ônibus para cada linha?
Eu moro Capão Redondo, aqui não tem metrô (bem ele não liga nada a lugar nenhum), fico observando as linhas principais, que tem ônibus a cada 5 minutos em média, cada um transporta 250 pessoas, confortável, com TV, etc. Sai um atrás do outro e todos ficam parados na imensa fila de carros no fim do corredor exclusivo. Ai não tem jeito, se o ônibus não anda, o ponto lota, a pessoa não cede lugar porque sabe que vai ficar 2hs em pé…
Não adianta falar que se tirar os carros da rua não haverá lugares nos ônibus, porque se cada 250 carros que tirarmos lotarmos um bi-articulado, sobrara muito espaço para que o transporte público funcione.
BOm, eu tasquei um NAO, mas eu deixei meu nome;
E esse discurso de maquina poluidora é muito pobre, pseudomino pro carro
Abs,
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