Observatório acusa governo por censura a servidor, em SP

A obra demorada demais e com preço considerado abusivo na Escola Municipal de Ensino Infantil Professora Maria Helena Barbosa, na zona Leste de São Paulo, levou a diretora Isis Longo a ser entrevistada no CBN SP, em 2006. Ela havia feito a denúncia para a Secretaria Municipal de Educação incomodada com o desperdício de dinheiro público. O fato de tornar a reclamação pública lhe causou desconforto, motivou abertura de processo que a pressionou a pedir exoneração. Isis está de volta ao serviço público mas teme voltar a conversar com jornalistas.

O caso não é único do serviço público, segundo informa a ONG Ação Educativa que prepara dossiê com diversos históricos de profissionais de educação que enfrentaram situação semelhante. O material será entregue nesta quinta-feira (24/01) ao Procurador Geral do Ministério Público de São Paulo, Rodrigo Pinho, e no sábado (26/01), ao relator da ONU para o Direito à Educação Vernor Muñoz.

De acordo com a coordenadora do Observatório da Educação, da ONG Ação Educativa, Mariângela Graciano, a lei que tem permitido a “censura” é do tempo da ditadura e tem sido usada por políticos considerados democratas. Em entrevista ao CBN São Paulo, disse que o relatório realizado pela instituição contará com o depoimento de jornalistas que também foram prejudicados pela proibição imposta pela prefeitura de São Paulo.

Nesta quinta-feira, o CBN SP pretende conversar com o secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider, para saber porque a prefeitura tem usado deste recurso para impedir a publicação de denúncias, conforme afirma a ONG.

(Agora o outro lado: você lê em post do dia 30/01)

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