O monitoramento feito pela Guarda Civil Metropolitana por câmeras de vídeo estaria prejudicado devido à falta de manutenção, além disso a prefeitura teria forjado a execução de serviços durante anúncio de ampliação do sistema, apresentado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. A denúncia é do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos e foi encaminhada, ao CBN São Paulo, pelo presidente da entidade Francisco Targino.
O dirigente sindical coloca em dúvida, também, a promessa feita durante programa político do DEM de expansão do sistema de vigilância. Ora, se há um ano e dez meses a prefeitura só conseguiu instalar 40 câmeras, quando então a população poderá contar com as prometidas 12 mil câmeras?, pergunta Targino.
A prefeitura ainda não teria contratado empresa para fazer a manutenção dos equipamentos, desde o fim do acordo com a Telefonica, em julho no ano passado. O resultado, segundo o presidente do Sindiguardas, é que computadores estão com defeito, algumas telas de TV de plasma utilizadas para visualizar as imagens estão queimadas, uma série de câmeras distribuídas nas ruas está danificada, algumas não transmitem as imagens há mais de quatro meses e outras recém-inauguradas já apresentaram defeitos como as instaladas na região da Avenida Paulista.
Apesar de ter citado em mensagem por escrito alguns pontos da cidade onde as câmeras não funcionam, no debate realizado pelo CBN SP, o dirigente preferiu manter os locais em sigilo para não atrapalhar o sistema de segurança.
O sindicato acusa o prefeito de ter feito truque de mágica na inauguração da ampliação da sala de monitoramento, em 28 de dezembro de 2007: Apenas um computador estava na nova sala, e ligado a este computador estavam os oito monitores, mais as seis telas de LCD novas transmitindo simultaneamente as mesmas imagens. Os operadores dos terminais por sua vez fingiam manipular as imagens, mas na verdade não passavam de meros espectadores. E completa: bastou a imprensa se retirar, o único computador sumiu e os monitores e as TVs de LCD foram trancadas na nova sala e permanecem até hoje por lá entregues a poeira do prédio do Comando da Guarda Civil.
Infelizmente a atual Gestão da GCM, que está sob o Comando do Cel Alberto Rodrigues, esqueceu-se da periferia. Vimos que mesmo no foco dado pela Coordenadoria de Segurança Urbana, o Centro de São Paulo, há falhas, imaginem na periferia, onde muitas vezes o Guarda Civil Metropolitano é a única presença do poder público. Lembro-me de quando foi inaugurado o CEU PAZ no jd do Paraná, havia lá uma base comunitária da GCM com 5 integrantes a pé, uma viatura com 2 GCMs e 3 motocicletas da GCM. Hoje menos da metade deste efetivo é empregado lá, quando há efetivo. Para a Gestão da Guarda Civil Metropolitana, sob o Comando do Cel Alberto Rodrigues, ao meu ver, o cidadão do jd Paraná é menos valioso do que o do centro. Bom talvez ele esteja tentando implantar a mesma filosofia que a PM tinha quando estava sob seu comando, na gestão do EX. Gov. Geraldo Alckmin, pois lá, nesta época, só se via a PM tomando conta de cadáver, Presidente da União Nacional dos Guardas civis Municipais do Brasil-UNGCM.