Quintanares: A canção da vida (em texto)

Quintanares: A canção da vida (em texto)

A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio…
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando
em torno a ti:
Como eu sou bela
amor!
Entra em mim, como em uma tela
de Renoir
enquanto é primavera,
enquanto o mundo
não poluir
o azul do ar!
Não vás ficar
não vás ficar
aí…
como um salso chorando
na beira do rio…
(Como a vida é bela! como a vida é louca!)

Problemas no editor de áudio me impedem de reproduzir poema de Mário Quintana interpretado por Milton Ferretti Jung como fazemos toda terça e sábado. Nenhuma tecnologia rebelde me impedirá de compartilhar com você o talento do poeta. Por isso, publico em texto o poema acima.

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