Juruna da Força “esqueceu” da ameaça

“A maior parte dos funcionários demitidos são fundamentais para a plena operação das duas unidades … “

“A notícia, ainda não comunicada aos funcionários, sem dúvida, causará enorme tumulto em toda a equipe …”.

Estes são dois trechos do ofício enviado ao Ministério do Trabalho alertando para os riscos que a demissão de 30 funcionários dos Centros de Atendimento ao Trabalhador poderia provocar no funcionamento do serviço. O documento foi assinado em 9 de maio e protocolado três dias depois, segundo anexo que você vê acima.

Após o alerta, o serviço prestado a pessoas em busca de vagas no mercado ou do seguro-desemprego ficou paralisado durante dois dias, pelo menos, em São Paulo.

Reproduzo o ofício apenas para refrescar a memória do secretário-geral da Força Sindical João Carlos Gonçalves, o Juruna, que negou a existência do documento em entrevista ao Jornal da CBN, postada neste blog, apesar dele próprio ter assinado.

Alguém se atreveria a dizer que não foi esquecimento, foi mentira.

Prefiro acreditar que as denúncias que atingem o principal líder da entidade, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), e os problemas “técnicos” nos CAT, nas últimas semanas, tenham levado o dirigente da central sindical ao lapso de memória.

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