As afirmações do secretário-executivo da Força Sindical João Paulo Gonçalves ao Jornal da CBN ainda repercute. Desta vez, foi uma ouvinte-internauta, Simone Freire, quem escreveu protestando contra declarações que considerou preconceituosas. Juruna, como é conhecido o dirigente, criticou a prefeitura por substituir 30 funcionários de um dos centros de atendimento ao trabalhador por portadores de deficiência.
Leia a mensagem eletrônica:
Venho através deste, esclarecer, e mostrar minha indignação, pelas;afirmações dadas pelo secretário da força sindical – Sr. João Paulo Gonçalves – “Juruna”;O secretário foi infeliz talvez pela forma de expressão, ou pela ignorância da legislação, e/ou falta de convívio diário com uma pessoa deficiente, ao afirmar que julga injusto tirar um “chefe de família” de seu posto de trabalho, para dar lugar a uma pessoa com deficiência. Informo para o Sr. secretário, que existe uma lei de cota, prevendo tal direito, e além desta, há várias instituições capacitando o deficiente profissionalmente; cabe ao empregador, analisar o curriculum dos deficientes – qualificação profissional, e não a deficiência em si. Sugiro uma leitura na legislação de cota, para que não haja mais transtornos aos trabalhadores, causados pela inobservância da lei, e um convívio com os deficientes, antes de afirmar que os mesmos não são pai de família. Sr. Juruna, sou funcionária pública há mais de dois anos, e há sete sou deficiente visual total. Esclareço-lhe que minha deficiência não me tornou incapaz ou improdutiva, trabalho em igualdade com os funcionários sem deficiência, não trazendo, prejuízos a equipe de trabalho e/ou empresa.
Aproveito o momento, para externar minha gratificação pelo trabalho do Ministério público, que fez cumprir tão somente o previsto em lei.
Grata, Simone Freire”