Em abril deste ano, entrou em vigor lei municipal que obriga a Câmara Municipal, o Tribunal de Contas do Município, a prefeitura e demais empresas públicas a divulgarem lista completa com nome, cargo e local de trabalho dos funcionários que estão na folha de pagamento da cidade. A lei, criada a partir de mobilização promovida pela ONG Voto Consciente, que acompanha as ações do legislativo municipal e estadual, em São Paulo, levou a Câmara a publicar na internet a relação com os 1.747 funcionários que por lá prestam serviço – por lá, ou nos escritórios políticos que os vereadores podem manter em suas bases eleitorais.
A prefeitura ainda não cumpriu a lei, segundo levantamos até este momento.
O cumprimento da lei pela Câmara nos permitiu verificar, por exemplo, que seis vereadores ainda são adeptos a prática do nepostismo. Mantém 11 parentes trabalhando em cargos de confiança na Câmara que vão de filhos, sobrinhos e netas.
De acordo com o levantamento feito pela Folha de São Paulo o primeiro vice-presidente da Câmara, Adilson Amadeu, tem dois filhos contratados. Rodrigo Xisto Amadeu é funcionário do gabinete do pai. Bruno Xisto Amadeu está nomeado na liderança do PTB. O líder do PMDB, Jooji Hato, tem um sobrinho nomeado na liderança de seu partido e uma filha como assessora do vereador Milton Leite, do DEM. O corregedor da Casa, Wadih Mutran, do PP, emprega uma filha no gabinete e uma neta na liderança de seu partido. Dalton Silvano, do PSDB emprega uma filha e uma irmã em cargos de seu gabinete. Toninho Paiva, do PR nomeou uma filha e um sobrinho. O líder do DEM, Carlos Apolinario, emprega em seu gabinete a mulher de seu sobrinho.