Lixões a céu aberto, contaminando o solo e água, destruindo o meio ambiente e influindo na qualidade de vida dos moradores. Realidade que persiste em 143 cidades paulistas, segundo levantamento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente que começa a interditar os aterros considerados críticos. Nesta segunda-feira, a ação ocorre nas cidades de Mongaguá, Itanhaém, Itapecerica da Serra e Araras.
Mesmo tendo sido alertados para os riscos e a situação degradante nestas áreas, pouco teria sido feito para melhorar as condições em que os resíduos residenciais são armazendas nestas quatro cidades. Em Itapecerica, o lixão está em área de mancial; Mongaguá e Itanhaém são estâncias balneárias; e Araras despeja chorume diretamente em manancial, segundo a Cetesb.
A interdição dos quatro aterros sanitários faz parte do programa Lixo Mínimo da Secretaria Estadual do Meio Ambiente que pretende reduzir a quantidade de lixões no Estado. E exige que os municípios se encontrem em situação inadequada apresentem um plano de recuperação para seus aterros.