
O autor da imagem é Itamar Aguiar e está publicada no site em homenagem ao Centenário de Mário Quintana
Ouça mais um capítulo de Quintanares, programa que foi ao ar, originalmente, na Rádio Guaíba de Porto Alegre, apresentado por Milton Ferretti Jung:
Montadora Fiat x Ministério Publico.
No dia 30/06, através da CBN, tomei conhecimento de graves acidentes que estão ocorrendo com vhl’s Fiat, e o assunto mereceu especial atenção do MP, que está notificando a Montadora devido a gravidade dos acidentes, cuja causa apontada, seria o cubo de roda traseiro, que se solta com o vhl em movimento, resultando em morte e danos materiais de monta.
Esta fato me lembra que em 1994, a Montadora Fiat, trouxe para o Brasil vhl’s montados na Italía, modelo Tipo.
Por falte de opção naquela época de outras marcas de vhl’s, houve enorme aceitação.
Pouco tempo depois, os vhl’s começaram a sofrer misteriosos incendios, que atingiram mais de 300 automóveis.
Por parte da mídia escrita e televisada, na época houve grande divulgação das ocorrências, inclusive exibição em noticiarios da TV, de vhl’s pegando fogo.
Por iniciativa de um advogado, foi criada a AVITIPO – Associação de Vitimas de Veiculo Fiat Tipo.
Continua….
Continuação…..
A AVITIPO, ingressou em juizo, cujo processo correu na 3ª Vara de Falencias.
Passados 13 anos, os 115 prejudicados que reclamaram na Justiça, nada receberam, apesar de Montadora Fiat ter sido condenada.
Segundo consta o processo encontrase em Brasilía “dormindo” em um Gabinete de um Desembargador, aguardando solução.
Quem sabe o MP, poderia tentar alguma ajuda, no sentido de ser reparada esta injustiça.
Coloco-me a disposição pis sou um dos fundadores da AVITIPO.
Gostaria de fazer contato com alguém que possa me informar em que pé está esta ação da Avitipo pois não consigo nem falar com o advogado que era o Dr Ronald Sharp Junior. Em algumas paginas da internet dizem que o processo já foi julgado… ?? O que está acontecendo tem alguém ai que possa ajudar?
Elda
Mário Quintana
(*)Nelson Valente
Tive o privilégio de conhecer pessoalmente o poeta Mário Quintana. Uma coisa é apreciar os seus versos, outra é vê-lo, conversar com ele, admirar a sua doce figura. Jantamos juntos na residência do acadêmico Arnaldo Niskier, numa das investidas do poeta nascido em Alegrete (RS) à Academia Brasileira de Letras. Da mesma forma como adorei o seu jeito simples e bem-humorado, senti que em matéria de candidatura ele seria vítima da sua cândida ingenuidade. A mesma que sempre colocou, com brilho, nos seus versos livres ou nos poemas em prosa, como no clássico Sapato Florido, de 1947. Senti muito as duas derrotas de Mário Quintana. Ele merecia a imortalidade, pela qualidade do seu trabalho literário e até mesmo pela certeza de que, no convívio, seria extremamente agradável a sua companhia entre os imortais da ABL. Por isso, num dado momento, depois de acertar a estratégias com o saudoso Austregésilo de Athayde, e existindo a indispensável vaga, o acadêmico Niskier, solicitou ao seu amigo Edgard Wallau Jr. para sondar, em Porto Alegre, pois a Academia queria elegê-lo com quase toda certeza por unanimidade. A resposta não foi favorável. Ele havia sentido muito os reveses e não queria mais se expor. Uma pena, pois se a Academia não glorifica ninguém, pelo menos redimiria, por não tê-lo acolhido anteriormente. Mário Quintana foi um poeta popular, da mesma estirpe de Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes. Tinha um carinho todo especial por crianças, a elas dedicando diversas e importantes obras, como um incrível e atraente abecedário, em que ele brinca com animais de grande presença no imaginário infantil. O sucesso foi completo. O seu estilo criativo deu origem a um novo verbete da língua portuguesa – quintanares – com que os amigos o homenagearam pelos 80 anos. No panorama da nossa literatura, o “imortal” Mário Quintana certamente fará muita falta. O acadêmico Arnaldo Niskier assim o descreve: – Inevitável Mário Quintana – é de um sorriso de uma criança que brota a imortalidade. Quintana foi sem dúvida alguma, o poeta da criança brasileira. Muitos escritores e leitores, murmuram: Que falta faz esse homem… Lembrando que 2006 foi o ano de centenário de Mário Quintana.
(*) é professor universitário, jornalista e escritor