Avalanche Tricolor: Batalha de gigantes

Sport 2 x 2 Grêmio

De um lado, o Imortal Tricolor. Do outro, o Leão da Libertadores. Wilson Magrão e Sandro Goiano a representar a elegância e o talento, marcas que se impõem no futebol jogado pelas duas equipes. Como dois mestres de xadrez que avaliam cada movimento de peça, o respeito ao adversário foi a característica do primeiro tempo. Uma espécie de laboratório em que cada um dos integrantes deste jogo testava o melhor caminho para chegar a meta oposta.

Estudaram tanto, estudaram tanto que se encerrou em 0 a 0. A platéia assistiu à jogadas mágicas que ludibriaram os mais atentos espectadores. A se destacar, uma tentativa de cruzamento de Carlinhos Bala, um gigante de petulância que nos representará na Libertadores no ano que vem. Ao tocar na bola, o atacante “sportivo” fez com tal precisão que esta subiu, forjou uma direção e girou sobre si mesma dezenas de vezes até tomar rumo inverso. Mesmo sem ter tocado em ninguém, o árbitro sinalizou o escanteio. (Deve ter pensado: “Um craque como Bala não seria capaz de errar um chute como esse).

O segundo tempo. Bem, o segundo tempo foi inesquecível. Deslocamentos rápidos, esforço incomensurável para dominar a bola (esta parecia ter vida própria e buscava o seu destino, na maioria das vezes diferente do pretendido pelos jogadores), marcação precisa e gol. Aliás, quatro gols. Com o placar variando do 0 a 1 para o 1 a 1 e do 1 a 2 para o 2 a 2 em uma velocidade estonteante.

Apito final. Os guerreiros de ambos lados estavam exaustos e recompensados. A bola, também. Para ser preciso: a bola estava muito mais exausta do que recompensada.

2 comentários sobre “Avalanche Tricolor: Batalha de gigantes

  1. É…, o melhor comentário foi referente a vida própria da bola que procurava destinos diferentes ao planejado pelos jogadores. Se o campeão da copa Brasil e o Glorioso tb, o que dizer de nosso futebol.

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