Marcas, você não consegue ignorá-las.

Por Carlos Magno Gibrail

Você sabia que o som que mais gosta de ouvir, independentemente de seu universo musical, é o do seu nome ? E sabia que o seu nome é a sua Marca?

Se for daqueles que vivem se preocupando em provar para si e para o mundo que não liga para Marcas, se prepare.

Guerreiros ferozes 15 séculos atrás já procuravam espadas com as melhores marcas de mestres artesãos. Masamune, o maior deles, comprovava o êxito da diferenciação.

Do feudalismo, com o objetivo de controlar qualidade e produção, até hoje, as marcas não pararam de se desenvolver.

Para evitá-las, usufruí-las, conquistá-las ou criá-las é preciso atenção. Al Ries, do “MARKETING DE GUERRA”, diz que um jovem recém-formado conhece 8 mil palavras e num supermercado podemos encontrar mais de 20 mil marcas.

Bem, elas invadiram tudo. Melhor entendê-las do que negá-las.

A crescente importância das Marcas reflete o benefício que trazem, pois nada mais são do que sinalização de conceitos e qualificações essenciais para que os consumidores possam se basear, diferenciando-as e facilitando o processo de decisão.

A evolução está na tendência dos nomes, na criação e na manutenção.

De palavras curtas e sonoras, a nomes próprios refletindo o endosso de responsáveis – Carlos Miéle, Tufi Duek, Tereza Santos. Ou benefício dos produtos – Zero Cal, Seda Xampu, Maria Bonita.

Também na criação, que pode ser através de produto bem segmentado como foi a Apple, (computadores para design) e recentemente o “Ipod”. Ou da publicidade, como o Gatorade. Produto criado por encomenda do time que ganhou o Superbowl. O técnico perdedor atribuiu, diante da maior audiência americana, que a derrota deveu-se pela bebida usada pelo adversário – Gatorade.

E também na manutenção, (seguindo Darwin) a adaptação às mudanças faz com que as primeiras posições quase sempre se mantenham. É mais difícil chegar ao topo do que permanecer.

Parte das grandes marcas mundiais são cinqüentenárias – Giorgio Armani, Wal-Mart, Dior, Garota de Ipanema, Pelé, Elvis Presley -, um punhado centenárias – Coca Cola , Louis Vuiton, – bi centenárias – Baccarat – e tri centenárias – Stradivarius .

A ameaça aos consumidores está na oligopolização ou cartelização de alguns setores. Bancos, telefonias, companhias aéreas, serviços médicos.

Semana passada conversávamos sobre a inevitabilidade das filas. E agora verificamos tipos diferentes delas, pois nas Marcas desejadas intensamente encontramos a fila do prazer.

Paris, Louis Vuitton inaugura loja e enormes filas se formam.

New York, Apple tem imensa fila para o Iphone G3.

São Paulo, Iron Maiden provoca enorme fila para compra de ingresso.

Fonte de inspiração da famosa frase da Marta?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, está toda quarta-feira aqui no blog e nos demais dias conversando com quem deixar comentários. Ele também já lançou sua marca própria.

23 comentários sobre “Marcas, você não consegue ignorá-las.

  1. No segmento da industria de moda, a construção de marca é a única maneira de permanencia no mercado.
    Inúmeros catálogos chegam as nossas mãos, e se não fosse pelo endereço e nome da empresa a que pertencem, poderia se dizer que todos são do mesmo lugar, ou seja o lugar comum.
    Aqueles que imprimem atributos característicos de suas marcas aos seus produtos, realmente fazem a diferença e por essa razão são desejados.
    Acredito que o Brasil da moda precisa consolidar a sua marca imprimindo aos seus produtos os atributos necessários para ser reconhecido onde estiver colocado.
    Temos um caminho longo mas possível de ser percorrido…
    Belo Horizonte, 30 de julho de 2008
    Beth Penteado
    Representante comercial e consultora.

  2. A grande marca que precisamos valorizar globalmente é a “marca Brasil”. Essa sem dúvida ajudará a expansão do comércio internacional brasileiro, mas infelizmente, por enquanto, os nossos representantes insistem em caracterizar essa importante marca como uma marca de samba, mulata e futebol. Não que isso seja ruim, mas essa exclusividade não transparece a seriedade das Empresas do país que hoje exportam não somente commodities mas aviões, carros e outros tantos produtos manufaturados…
    Como diz a Beth no comentário anterior, temos um longo caminho pela frente.

  3. Uma marca que tem grande peso no Brasil de hoje é a marca “Lula”. Infelizmente está sendo capaz de sobreviver a tantos casos de corrupção e má gestão pública. Uma marca criada por uma história de vida, mas que se mantém pelo preço de um bolsa família. Essa “marca” vai ser difícil perder o seu valor. Pior para o Brasil…

  4. Prezada Beth,
    O caminho realmente é longo , haja vista que as marcas mais significativas apresentam idade avançada. Louis Vuitton,Christian Dior,Coco Chanel,Yves Saint Laurent, na moda , que é um ramo essencialmente dinâmico
    Em outros setores, mais antigos ,temos marcas como Gillette,Mercedes Benz,IBM, Kodak , que em algumas vezes se confundem com o proprio produto.

    Os atributos a que se refere podem ser agregados de várias maneiras, tais como atendimento,produto , comunicação,canais de distribuição , sustentabilidade . O que de certa maneira facilita a tarefa.

    Tarefa esta, que acredito, de alguma maneira estamos contribuindo,eu, você e os ouvintes internautas, colocando em pauta o tema
    nesta nova e fantástica midia que é a internet. E, novidade, linkada ao radio.

    Parabéns também pela sua dobradinha, representante comercial e consultora. Ensinar e fazer é uma boa dupla.Muito melhor do que só ensinar ou só fazer.

  5. Prezado André,
    Há mais ou menos 10 anos, assisti a uma palestra de Al Ries em São Paulo pela HSM, em que respondendo a uma pergunta sobre a marca BRASIL , disse o seguinte :
    ” O Brasil tem credibilidade em áreas como florestas, praias,futebol,sol. Portanto, se quiser fabricar automóvel, que faça um utilitário para andar na quinta avenida com a marca de – AMAZON – ou seja , faça produtos com valor agregrado mas cuide para que a marca reporte aos valores do país.”
    Cabe também ao Governo cuidar desta marca, assim como a Colombia faz com o seu café. E, somos o primeiro produtor disparado.
    Por que não contratar empresas naconais e internacionais, como a Interbrand para executar um trabalho agressivo de marca BRASIL?

  6. Prezado João Pedro,
    Isso só comprova a teoria, que diz :

    È MAIS FÁCIL PERMANECER NO TOPO DO QUE CHEGAR LÁ

    Um bom trabalho de marca, conforme a Beth, Consultora de Belo Horizonte, sugeriu, vale muito e é quase perene. Na politica os candidatos á reeleição vencem , no futebol só não está valendo para a série A do Brasileiro, mas vale para a B.

    Aproveito aqui para enfatizar a teoria, pois a palavra é usada algumas vezes no pejorativo .
    Na realidade a teoria é uma prática comprovada . O que a credibiliza totalmente.

  7. Tenho a marca Donna Bela, desde 2004, e gostaria de saber como é possivel fazer sua marca tornar se conhecida, desenvolvemos bijouterias, de qualidade, exclusivas e diferenciadas do que se encontra no mercado.
    Noto uma grande dificuldade em consolidar a marca, não basta ter um ótimo atendimento, não basta ter qualidade, nào basta ter pós venda bom, não basta ter preço…. enfim, o que percebo é que o mercado aqui no Brasil é superficial, os clentes são volúveis, se “fulano famoso” usa significa que é bom, nem sempre é…, nào se importa em encontar milhares de pessoas com a mesma bolsa da Louis Vuitton, sem diferencial nenhum, o importante é ter uma bolsa desta marca…
    Como tornar sua marca conhecida???
    Carol

  8. Olá.
    Bom dia!
    Posso resumir da seguinte foram sobre marcas, nomes,logos.
    Acredito que toda marca, um nome, possui a sua própria energia, poder de atração e como não o de repulsão.
    Quem talvez “pode” explicar melhor estes aspectos são os físicos, metafísicos, ai ja vai para outro tema.
    Infelizmente muitos brasileiros, os mais esclarecidos, que não se deixam levar por um marketing mentiroso e duvidoso quando ouvem a palavra Brasil tem até calafrios.
    Porquê será não?
    Mas esse assunto também compete somente a especialistas políticos, economistas.
    Se uma marca não for carinhosamente criada, esta fatalmente estará fadada ao fracasso e decadencia.
    Abraços
    Armando Italo

  9. Prezada Carol, da DONNA BELA,
    Podemos divulgar uma marca através da Publicidade, (comunicação sem pagamento direto)ou pela Propaganda ( comunicação com pagamento direto).
    A Publicidade ou Relações Públicas é a forma mais penetrante, pois atua com mais credibilidade.Assessoria de Imprensa eficaz pode ajudar.
    A Internet também. Pode ser eficiente e de custo baixo.Há muitos sites que publicam notas e até fotos.
    Se houver diferenciação de produto,canal de venda, atendimento , comunicação, as chances de publicação aumentam.
    A Propaganda sempre é um modo, principalmente se encontrar agencia pequena e criativa.
    Gostaria de solicitar à Beth, consultora de Belo Horizonte, se possível e se voltar a visitar o nosso artigo, que também dê opiniâo.

  10. muito pertinente o comentário, num momento que nem sempre a marca que sucesso lá fora repete o mesmo aqui.
    Veja KFC, Domino´s pizza, e mais recente Burger King,

  11. Carlos
    A marca menos cuidada em nosso país é a marca “Brasil”. Ela tem valor incalculável tanto interna como externamente. Quando se fala de Brasil no exterior logo vem à meste das pessoas “futebol”, “mulatas”, “carnaval”, “floresta amazonica” e outros aspectos folclóricos. A marca Brasil deveria servir de suporte para os produtos com valor agregado derivados do nosso potencial agro-pecuário. POr exemplo: o maior país exportador de café processado do mundo é a Alemanha. Lá não existe plantação de café, mas ele aprenderam agregar valor a um produto que vários países subdesenvolvidos consideram apenas coisa de caipira. Um abraço. Nelson Barrizzelli

  12. Prezado Armando,
    Desde a publicação do livro de Ries, “Marketing de Guerra”, sabemos que a batalha das Marcas é travada na disputa pela mente das pessoas. E, os consumidores decidem em função do comportamento.
    Portanto, uma Marca deve ser dirigida ao seu segmento de mercado, que é definido principalmente pelo estilo de vida correspondente.
    Para produtos e serviços, não há como agradar a todos os segmentos.
    Para pessoas idem.
    Para políticos haverá sempre uma preponderancia.
    Para países,cidades,localidades, também haverá peculiaridades a serem respeitadas.

  13. Jarbas,
    Aqui temos a questão da segmentação,da adequação á cultura e da implantação.
    Parece que houve erro na adequação á cultura e de implantação.
    Há caracteristícas locais que podem ser contornadas, mas há que investigar . Pesquisa séria é fundamental, que é uma ferramenta na minha opinião fundamental.Tanto a qualitativa quanto a quantitativa.

  14. Prezado Professor Nelson Barrizzelli,
    A questão do café sempre me intrigou. Desde o IBC Instituto Brasileiro do Café , há muito extinto,não consigo entender a falta de atenção de todos os governos . Nem mesmo a criação e a extinção do próprio IBC.
    O Brasil é o maior produtor mundial, a Colombia é o segundo e produz a metade.O café é um produto de consumo crescente. É só atentar nos filmes, sempre há pessoas tomando café.
    No exterior só se vê propaganda do produto da Colombia, em Roland Garros e em inúmeros vôos internacionais.
    Fui informado que teremos em breve uma contribuição sua para o setor cafeeiro em termos de valor agregado.
    É verdade?
    Teremos em breve uma marca nova de café de alta qualidade?

  15. A maioria das lojas de departamentos do segmento de vestuário no Brasil trabalha com uma diversidade de marcas, para apresentar uma coleção que atenda a vários estilos. Na prática, porém, acredito que o consumidor compre o produto que mais lhe agrade, independente da marca. Na minha opinião, ele é fiel à loja e não à marca. Sendo assim, não seria mais apropriado usar a força do nome da loja como marca, ao invés de segmentar? Qual a sua opinião?

  16. Prezada Angela,
    A segmentação já está inicialmente feita pela marca da loja.
    No caso de lojas de departamentos ou magazines, que contemporâneamente apresentam vários “estilos de vida”, você encontra o que poderiamos chamar de sub-segmentação. E, algumas lojas colocam marcas específicas da própria loja para definir estilos ou usos diferenciados. Tais como marca para “esporte”,marca para “jeans”, marca para “executivas”.
    No caso das lojas que não estão no mercado de luxo, como RIACHUELO,PERNAMBUCANAS,MARISA, RENNER,C&A,a marca da loja fortalece as marcas de produtos que comercializa. quer próprias, quer de terceiros.
    No mercado de alto luxo a DASLU tem a sua marca enriquecida pelas marcas que vende, como Louis Vuitton,Gucci,Prada,Giorgio Armani,Dior,Chanel.

  17. Angela,
    Como disse o Carlos, o conjunto de atributos pode fazer toda a diferença na consolidação da marca no mercado, além disso, a coerencia entre as várias coleções, também faz com que a sua marca vá se consolidando cada vez mais. Significa dizer que, embora a marca traga novos modelos a cada coleção, os atributos que fazem com que o consumidor volte a procurar pela marca, devem estar sempre presentes.
    Há marcas no mercado, que a cada coleção “conversam” com um público diferente do anterior, esse caminho no meu entendimento é bastante perigoso…
    Falando especialmente do seu negócio, sugiro que você observe o desenvolvimento da marca Capim Dourado, ela é um bom exemplo do que se pode fazer nesse segmento de acessórios, combinando matéria prima genuinamente brasileira, pontos de venda e design.
    Boa sorte e sucesso…
    Beth Penteado
    Representante Comercial e Consultora

  18. Angela,
    Complementando o assunto das marcas de loja, é importante ressaltar o desenvolvimento de marcas próprias que tem surgido.
    O Pão de Açucar tem lançado várias produtos com a marca do supermercado, sucos,chocolates,arroz etc
    A DASLU há muito tempo tem a sua marca em produtos do vestuário feminino,masculino e infantil.E, apresentam volumes significativos de vendas.

  19. Carlos, fiquei muito feliz de encontrá-lo aqui. Agora serei assídua de sua coluna. É sempre bom ter acesso ao seu generoso conhecimento! Um grande abraço, Cris.

  20. Cristiane,
    É grande satisfação saber que posso contar com a qualificação de ouvintes internautas tão caros.
    Depois de tanto sucesso na DASLU, fico sabendo agora de uma inovadora agência de Turismo.
    Já que falamos de MARCAS, gostaria de registrar tanto a marca do Professor Barrizzelli, de café especial, quanto a sua de turismo customizado.
    Mesmo porque, como dissemos, a publicidade, que é a comunicação sem pagamento direto , é a forma de marketing mais eficiente.
    Aguardo então , de ambos, a informação dos nome s e acessos aos produtos que estão sendo lançados.

  21. Querido Carlos,minha agência se chama Conciege – Bespoke Tourism. Concierge porque podemos conseguir o que o nosso cliente desejar, e Bespoke porque cada viagem será especialmente “desenhada” para aquele cliente,não haverão duas iguais. A idéia é fugir da massificação de um produto (nada contra, mas não é o nicho que queremos atingir) e oferecer algo novo, inédito,surpreendente. Já estamos a mil, e pude constatar que o mercado necessitava realmente de algo que fugisse do modelo “pacote”, com tudo pronto e definido previamente. Estou motivadíssima! Um grande abraço, Cristiane

  22. Cristiane,
    Welcome CONCIERGE BESPOKE.
    É com muita satisfação que passamos então a participar do lançamento de sua marca de turismo.
    Acredito que vá utilizar como técnica de comunicação a publicidade, que é de alta credibilidade e aproveita seu “net work”.
    Que tenha a sorte do GATORADE!
    Fica aqui o meu endosso , pois quem for à sua agencia irá encontrar alguém que já viajou pelo destino procurado.

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