
Obrigados a parar na estrada devido às restrições impostas pela prefeitura de São Paulo, caminhoneiros começam a ser assediados por empresas como a Scania. A montadora oferece aos motoristas locais conhecidos por “Casa de Serviço” que estão em rodovias estaduais e federais na entrada da capital paulista. A idéia é que o tempo de espera seja aproveitado para a revisão dos caminhões. Um complicador é o fato de o caminhoneiro temr de agendar a revisão um dia antes. E se é possível programar a revisão também é possível acertar o horário para não ter necessidade de perder tempo na estrada a espera da liberação do trânsito para cruzar a cidade.
Congestionamento clandestino
Aliás, reportagem deste domingo, no Estadão, mostra que os motoristas buscam caminhos diferentes para enfrentar os limites da lei. Andam em ruas estreitas que não estão preparadas para o tráfego pesado mas que ficam fora do centro expandido. Segundo texto do repórter Diego Zanchetta a melhora na fluidez do tráfego observada na região central e nas Marginais não ocorreu em vias agora usadas como rotas de fuga, como as Avenidas Casa Verde, Raimundo Pereira de Magalhães e Conceição, na zona norte, e Aricanduva, Sapopemba e Adélia Chohfi, na zona leste. A maior parte sem medição da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e com poucos agentes para orientar o trânsito, essas vias da periferia usadas como alternativa à Marginal têm hoje congestionamentos praticamente invisíveis ao poder público
São Paulo inventou o congestionamento clandestino.