Candidata do PCO, Anai Caproni, é nossa entrevistada

Fechamos a semana de entrevistas com os candidatos à prefeitura de São Paulo recebendo a representante do Partido da Causa Operária, Anaí Caproni. Ela é a penúltima a participar desta série que se encerra semana que vem com a presença do prefeito-candidato Gilberto Kassab (DEM).

Você participa da entrevista que vai das 11 e cinco da manhã às 11 e meia deixando sua pergunta ou comentário aqui no blog, pelo email milton@cbn.com.br ou pelo Twitter.

Leia o perfil divulgado pelo PCO da candidata Anaí Caproni:

“Anaí Caproni nasceu em São Bernardo do Campo, tem oito irmãos e é filha de metalúrgicos do ABC. Seu pai, Manoel Caproni, trabalhou na montadora Perkins durante trinta anos e foi fundador do PT na região do ABC.
Nas eleições de 1982, época de ascenso do movimento operário principalmente na região do ABC, Manoel Caproni fez da casa da família um núcleo de reuniões dos militantes, candidatos e moradores do bairro onde morava, trabalho que resultou na eleição de alguns vereadores. Posteriormente, houve uma desilusão muito grande com a atuação destes vereadores, pois logo no período seguinte à eleição eles abandonaram as reivindicações populares e adotaram uma atitude elitista, se isolando na Câmara e esquecendo dos movimentos populares que ajudaram a elegê-los.
Causa Operária, que na época ainda era uma tendência interna do PT, fez uma análise correta da política da maioria da direção do PT, criticando as coligações, o apoio e a entrada de políticos burgueses no PT. Estas idéias aproximaram Anaí Caproni, que passou a atuar politicamente junto com os companheiros desta tendência. O desenvolvimento pleno deste relacionamento com a tendência Causa Operária se iniciou na época da expulsão do PT, em 1990, e culminou com uma participação ativa no trabalho de construção e legalização do Partido da Causa Operária, em 1997.

Estudos
Formou-se técnica em eletrônica na E.T.E Lauro Gomes, escola técnica profissionalizante que era mantida pelas montadoras do ABC, onde tradicionalmente estudavam os filhos dos metalúrgicos porque os pais conseguiam indicação das empresas em que trabalhavam. Atualmente, está cursando a faculdade de Direito no Largo São Francisco, curso este que, nas próprias palavras da candidata, “é importante para quem tem uma atividade política intensa e no caso de um partido revolucionário, de uma pessoa que tem uma atuação sindical, o curso de Direito é fundamental para enfrentar os problemas legais”.

Trabalho
Anaí Caproni iniciou sua vida profissional nas indústrias metalúrgicas do ABC e posteriormente em São Paulo. Já foi servidora do Poder Judiciário de São Paulo e hoje trabalha na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos como operadora de triagem e transbordo, onde tem uma atuação ativa no movimento sindical com a corrente nacional Ecetistas em Luta.

Atuação política
A principal inspiração para a militância política foi o impacto causado pelas mobilizações operárias do ABC no final da década de 70 e início de 80. A criação do Partido dos Trabalhadores em oposição aos partidos governistas tradicionais da época do bipartidarismo (Arena e MDB) impulsionou seu interesse pela política. A participação de seu pai, Manoel Caproni, na fundação do Partido dos Trabalhadores abriu as portas para uma vida de militância política em todas as esferas de sua vida social.
Em 1983, no movimento estudantil, iniciou sua atuação política participando da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Bernardo do Campo como militante de Voz Estudantil, grupo estudantil da tendência Causa Operária. Na época, final da ditadura militar, durante o governo Figueiredo, estavam se reconstruindo as entidades do movimento estudantil.
Mais tarde, trabalhando como metalúrgica no ABC, atuou no movimento sindical com a Oposição Metalúrgica e contra o peleguismo da Força Sindical, de Luis Antônio Medeiros e de Joaquinzão.
É diretora da Federação Nacional dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Fentect) e atua ativamente no movimento sindical dos trabalhadores dos Correios. Este ano, esteve à frente da chapa da corrente nacional de oposição classista Ecetistas em Luta para as eleições do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Similares do Estado de São Paulo (Sintect-SP).
Participou ativamente na construção e legalização do Partido da Causa Operária, sendo hoje membro da Direção Nacional e do Comitê Central do partido. Coordena o Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo, organismo do PCO voltado à organização política das mulheres.
Foi candidata a vereadora pelo PCO nas eleições municipais de 2000, ao governo do estado de São Paulo em 2002, e hoje é a candidata pelo PCO a prefeita da cidade de São Paulo.”

2 comentários sobre “Candidata do PCO, Anai Caproni, é nossa entrevistada

  1. Infelizmente não consegui pegar o início da entrevista, e nem acessar o Twitter. Do ponto onde peguei a entrevista, achei a candidata mais focada nas questões políticas do que na cidade.

  2. Sempre a vejo nos movimentos sindicais do correios como tirada de delegados etc. Se ela quer fazer uma carreira no sindicato dos correios ela se deslique do sindicato de M G
    sempre nas assembreias, ela é queimadas pls companheiros
    por causa disso eles falam se ela é do sindicato de minas porque vem querer concorrer por aqui Boa sorte conpanheira .

    scala

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