As regras para você ter uma calçada limpa


Imagem enviada pelo ouvinte-internauta Daniel Aveiro

“É difícil ser pedestre”, disse a diretora da Emurb Regina Monteiro ao comentar as normas que regulamentam a construção de calçadas na cidade de São Paulo. O pensamento dela vai ao encontro do que afirmou, durante debate promovido pelo CBN SP, no sábado, a professora Asuncion Blanco, que se transformou em uma ativista dos pedestres. Ela havia chamado atenção para algo que muitos de nós já sentimos nos pés, não apenas na capital paulista: as calçadas não são feitas para as pessoas.

Um dos problemas apontados para tanto desrespeito seria o da desinformação e, por isso, resolvemos conversar com Regina Monteiro que, além de ser dirigente da empresa de urbanização da cidade de São Paulo, é outra batalhadora na busca de calçadas limpas (leia-se, sem obstáculos).

Assim, se você quer saber se a sua calçada está em ordem, antes mesmo de tirar a lixeira de grade da frente, ouça esta entrevista:

6 comentários sobre “As regras para você ter uma calçada limpa

  1. Calçadas são o tipo da coisa que não dá para ignorar.
    Por muito tempo tinhamos na esquina da Oscar Freire com Hadock Lobo uma armadilha, tal a inclinação .
    O Morumbi que teoricamente não deveria apresentar muitos problemas, tenho observado uma tendencia a substituir o piso misto de cimento e grama, para cobertura total de cimento. Com a impermeabilidade começa a ter problema nas chuvas mais fortes.

  2. Boa tarde Milton!

    Sou comerciante do tradicional bairro da Penha em São Paulo, e venho aqui demonstrar a minha indignação com o lixo que regularmente vem sendo depositado na calçada do Largo do Rosário, uma das praças mais importantes do bairro que inclusive é patrimônio tombado. ressalto ainda que vária tentativas de contato e denúncia foram feitas com a Sub-Prefeitura da Penha mas quando o telefone não toca até a linha cair recebemos a informação (grosseiramente) que qualquer denúncia deve ser realizada através do telefone 156, o qual também não nos abre espaço em suas intermináveis opções gravadas, para tal providência foi tomada. O lixo depositado além de obstruir a passagem de pedestres traz um enorme mal cheiro, moscas e mosquitos, pombas etc. no sábado dia 13/09/08 tivémos o absurdo depósito de um sofá junto ao lixo. Agradeço pelo espaço para que possamos mostrar a nossa indgnação com o poder público! lembrando que se necessário tenho as fotos desse crime contra a saúde pública.

  3. Complementando , a questão é que analisando sob o prisma de um sistema, a calçada reflete todos os aspectos da locomoção pessoal e motorizada e ainda agrega o do morador, que em alguns caso explicita a sua insustentabilidade e egoismo.
    A sorte é que existe muita gente boa do lado da sustentabilidade.
    Para quem se interessar, inclusive a Regina Monteiro, que considero-a um dos ícones da Sustentabilidade, amanhã aqui no blog do Milton Jung estarei abordando o tema e trazendo boas notícias.

  4. O problema da calçada é o mesmo dos imóveis irregulares, falta de fiscalização. Se os Srs acham ruins as calçadas dos bairros mais nobres, imaginem só se vissem as calçadas dos bairros periféricos, onde o sr nunKasab jamais colocou os pés e com certeza isto pouco lhe incomoda. Bem a não ser nas vesperas de eleições.

  5. A Assuncion Blanco tem razão: as calçadas em São Paulo são feitas para os carros e não para as pessoas. As calçadas são feitas para que os carros consigam entrar nas casas sem contratempos, mas os pedestres que se danem. Já vi calçada até com mureta! Um extremo oposto é a rua Tavars Bastos, em Perdizes, entre as ruas Tucuna e Caraíbas. Ela apresenta grande inclinação e, em um dos lados da rua (pena que apenas um), foi feito um trabalho para que metade da calçada seja uma rampa, sem degrau algum, do topo até a base do quarteirão. Os cadeirantes, as pessoas com limitações de locomoção, os idosos, as crianças e todas as pessoas que pararam de tropeçar e torcer o pé por ali agradecem.

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